6 de junho de 2016

Eu sei que Deus responde as oraçôes / Rosalind Goforth


Eu  sei que Deus responde as    oraçôes Rosalind Goforth
Resultado de imagem para rosalind goforth Rosalind e Jonathan Goforth
Em outubro de 1887, pouco antes do nosso  
casamento, meu marido foi aceito pela Igreja 
Presbiteriana do Ca nadá para abrir um novo campo  
missionário no norte da  província de Honan, na 
China. Saímos de navio em janei  ro de 1888 e 
chegamos à China  no mês de março. Nem 
sonhávamos das enormes dificuldades da tarefa 
que nos       esperava.


 Uma carta do conhecido missionário Hudson 
Taylor nos   deu a primeira idéia do desafio:
"Estamos sabendo que o norte de Honan é o campo 
onde   irão trabalhar. A nossa missão está 
tentando há dez anos   entrar naquela província e só 
agora conseguimos uma         pequena porta. 
É uma das províncias    mais hostis a  estrangeiros   
na China. Irmãos, se quiserem entrar ali,     
terão de    avançar de joelhos..."

Essas palavras marcaram nossos primeiros anos 
de trabalho pioneiro naquele lugar.
Nossa força como missão e como indivíduos, 
durante aqueles anos tão carregados de perigos e 
dificuldade, derivou   somente do nosso reconhe
cimento de que a nossa tarefa,   sem auxílio divino, 
era totalmente impossível.

Apoio da Base em Oração
Ficamos inicialmente numa outra missão, 
fora da província de Honan, para aprender 
idioma. Meu marido estava encontrando 
grande dificuldade para dominar a língua; 
embora estudasse fielmente durante muitas 
horas, seu progresso era doloroso e lento.
Um dia, logo antes de sair como de costume 
para a pregação, meu marido me disse: "Se 
Senhor não me der aju da sobrenatural no 
idioma, receio que me   fracassarei como 
missionário".
Algumas horas depois, ele voltou, seu rosto     radiante de alegria. Contou-me que sentiu         uma intervenção muito clara quando chegou 
sua     vez para falar: frases vieram à sua 
mente como nunca antes e, não só conseguiu   se fazer entender, mas várias pessoas vieram 
à frente depois para conversar mais com ele.
Ele ficou maravilhado e encorajado com isso.
Mais de dois meses depois, uma carta chegou  de um estudante na nossa cidade de origem 
no Canadá, dizendo que em determinada 
noite um grupo se reunira
especialmente para orar por nós. O poder 
na  oração foi tamanho e a presença de Deus 
tão sensível que resolveram escrever e per
guntar  se houve alguma intervenção 
especial naquela data. Conferindo no seu         
diário, ele verificou que o tempo daquela           reunião de oração correspondeu exatamente  
ao momento da ajuda sobrenatural na sua       
pregação.
Isso mostra a importância das pessoas que       ficaram no país de origem orarem em favor         daqueles que saíram para o campo.

Proteção do Perigo
Durante o tempo em que aguardávamos  a possibilidade de nos mudarmos    
para Honan, nós,  as esposas dos 
obreiros, passávamos constantemente 
por aperto.  Cada vez 
que os maridos saíam para  fazer 
viagens à  região, nossos corações se 
enchiam de te mor,com receio de que 
nunca mais os víssemos. O perigo que 
corriam era muito grande, no entanto, 
o Senhor, na sua misericór dia, ouviu 
nossas orações. Embora  frequentemente 
passassem por provações e dificuldades, 
nenhum deles chegou a ser gravemente 
ferido.
A seguir, uma das experiências que 
ilustra como o Senhor os guardava 
naqueles dias.
Dois irmãos do nosso grupo missionário    alugaram uma propriedade ao norte 
e foram para lá, com intenção de 
passar o  inverno, mas uma grande
perseguição repentina e violenta 
irrompeu assim que acabaram de 
se instalar. Uma  multidão atacou 
o local da missão e saqueou tudo que 
tinham. Os dois missionários foram 
agredidos e um deles, arrastado em 
volta do pátio. Finalmente,  foram 
deixados, suas vidas poupadas,    
porém seus bens saqueados.
A situação estava 
bastante crítica, pois 
os amigos mais 
próximos ficavam 
a vários dias de   
viagem, e não 
possuíam dinheiro, roupa de cama, 
ou roupas pessoais, além do   que 
tinham no corpo. O intenso inverno 
já ha  via começado.

Em sua extremidade, ajoelharam-se 
e se entregaram ao cuidado do Senhor. 
Fiel às suas promessas, o Senhor lhes 
respondeu, pois enquanto ainda 
oravam, um missionário  de um 
posto distante estava a caminho.  
Ele chegou inesperadamente, sem 
saber o que acontecera, poucas 
horas depois dos saques. Sua chegada 
em tal momento oportuno, encheu os 
corações do povo da vila de  temor. 
Dinheiro e bens foram devolvidos e, 
daquele tempo em diante, a oposição    
violenta cessou.

Dirigindo as Mãos do Médico

Poucos meses depois do incidente acima, conseguimos 
nos mudar para a província de Honan, junto com 
algumas       outras famílias. Embora não houvesse 
violência, o coração do povo parecia duro como pedra. 
Odiavam-nos e desconfiavam de nós como se
fôssemos seus piores inimigos. Este distrito era 
conhecido  pelo seu espírito turbulento e por sua 
hostilidade contra estrangeiros e, como missionários, 
frequentemente corríamos grave perigo.
Muitas vezes percebíamos que    nós, assim como 
co-obreiros em  outros postos missionários, éramos 
guardados de sérios riscos somente pelo poder 
protetor e soberano de Deus, em  resposta às muitas 
orações que subiam em nosso   favor, nesse momento 
tão crítico da história da nossa missão. A seguir, um 
exemplo   concreto de como Deus ouviu nossas orações 
nesse tempo.

Contávamos, em nosso grupo, com um missionário 
que era médico, um homem com talentos admiráveis. 
Possuía anos de treinamento especializado e experiência 
prática em   hospitais e era considerado um dos médicos 
mais destacados   da sua cidade de origem.
Aqui na missão, porém, passaram-se meses sem 
aparecer    um caso significativo para ser tratado. 
Além de não conhecer o médico, nem as suas 
habilidades, o povo tinha medo  de se colocar em 
suas mãos. Começamos a orar especificamente para 
que o Senhor
enviasse pessoas com necessidade ao hospital, que 
pudessem abrir o coração do povo para conosco e 
para a nossa mensagem.
Em pouco tempo, vimos nossas orações respondidas 
acima de toda expectativa. Vários casos importantes 
apareceram, quase ao mesmo tempo, um tão sério que 
o médico hesitou  por alguns dias antes de operar. 
Quando finalmente     efetuou a operação, as mãos 
do médico foram fortalecidas por nossas orações, o 
paciente sobreviveu com segurança
e, poucos dias depois, estava andando pela cidade 
como  milagre vivo diante do povo.
Muita coisa dependia desse resultado e das outras 
cirurgias delicadas que o médico realizou nessa mesma 
época. Se algum dos pacientes tivesse morrido nas suas 
mãos, teria si  do suficiente para causar a destruição 
de todas as propriedades da missão e a morte de todos 
os missionários. Três    anos depois, os registros do 
hospital mostravam uma mé   dia de 28.000 
tratamentos por ano!

Novos Convertidos
Nossa oração constante era que o Senhor   nos desse convertidos desde o princípio.Sabíamos de missionários na índia, na Chi  na e em outros lugares, que haviam
trabalhado por muitos anos sem ganhar 
um convertido, mas não acreditávamos 
que essa era a vontade de Deus para nós. 
Críamos   que era sua vontade e prazer 
salvar homens e mulheres por meio dos 
seus canais huma  nos, e por que não 
desde o princípio?
O primeiro a se converter foi Wang 
Feng-ao, que foi conosco para Honan 
como professor particular do meu 
marido. Era um homem  com alto 
grau de estudo, equivalente a um 
mestrado no Ocidente, e era um dos 
seguidores mais orgulhosos e altivos 
de Confúcio. Ele desprezava os 
missionários e seus ensina   mentos, 
e tão grande era sua hostilidade que 
batia na esposa cada vez que ela 
vinha para nos ver ou ouvir nossa 
mensagem. Mesmo  assim, Jonathan 
continuava orando por   esse homem 
e usava toda sua influência para 
ganhá-lo para Cristo.
Poucos meses depois, uma grande 
mudança ocorreu na vida do Sr. Wang. 
Seu ar soberbo e esnobe se mudou e ele 
veio a se tornar um seguidor simples e 
devoto do humilde Naza reno. Deus 
usou um sonho para despertar a sua 
consciência, o que não é incomum na   
China. Certa noite, ele sonhou que 
estava lu tando para sair de um poço
fundo e lamacento. Por mais que se 
esfor    çasse, não encontrava meio 
de escapar.
Quando estava prestes a desistir, ele 
olhou  para cima e viu Jonathan com 
outro mis  sionário, estendendo suas 
mãos para salvá-lo. Ainda assim, 
tentou achar uma outra forma de sair; 
finalmente, sem saída, permitiu que os 
dois o puxassem para fora.
Este homem tornou-se, depois, um dos 
evan  gelistas mais dedicados da equipe 
do meu  marido. Por muitos anos, seus 
maravilhosos dons foram usados, para a 
glória do seu  Mestre, na obra entre a 
classe mais intelectual no distrito de 
Changtefu.
Outra ponta de luz, no meio da escuridão daqueles primeiros dias, foi a conversão im    pressionante de Wang Fu-Lin. Durante   muitos anos, fora um contador de estórias  público; porém, quando Jonathan o encon  trou, sua vida estava em ruínas devido ao vício do ópio. Ele aceitou o evangelho, mas  por muito tempo não conseguia força sufi  ciente para romper com o hábito que o es  cravizara. Vez após vez, tentava fazer isso e falhava miseravelmente.
O pobre homem estava quase sem 
esperanças quando, um dia, Jonathan 
o trouxe à mis  são na sua carroça. Os 
dez dias que se se   guiram nunca 
serão esquecidos por aqueles que viram 
Wang Fu-Lin lutando para sobreviver 
física e espiritualmente. Com certeza,
nada além da oração o poderia ter feito 
vencer. No final dos dez dias, o poder 
do ópio estava quebrado e Wang Fu-Lin 
saiu da luta  como um novo homem em 
Jesus Cristo.