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9 de setembro de 2014

A FORÇA DO HOMEM NADA FAZ SOZINHO ESTÁ PERDIDO Lloyd-Jones


A FORÇA DO HOMEM NADA FAZ
SOZINHO ESTÁ PERDIDO



Por David Martyn Lloyd-Jones

A questão final com que nos defrontamos é: O que é que impede este ou aquele Cristão de cair e perder-se? Se não for o que temos dito aqui, isto é, que somos “chamados segundo o Seu propósito” e que, porque é Seu propósito, Ele próprio nos impede de cair, bem, então, que será que nos guarda e nos impede de cair? Consideremos a situação daqueles que acreditam ser possível um Cristão regenerado, nascido de novo, ir definitivamente para a perdição, cair e perder a posição de estar “em Cristo”.

O que tais pessoas acreditam é que há dois tipos de Cristãos: um deles se manterá seguro à verdade e à fé, e finalmente chegará à glória; o outro não consegue manter-se seguro, por um motivo ou outro, cai, e vai para a perdição. Elas explicam a diferença entre estes dois Cristãos asseverando que um teve vontade e desejo de manter-se seguro, e que o outro não teve essa vontade e esse desejo. A diferença é determinada inteiramente pela vontade, pelo desejo e pela determinação pessoal do Cristão particular. Sobre esse pressuposto, esta é a única conclusão a que se pode chegar.


Entretanto, se isso fosse verdade, uma decorrência seria que tal pessoa é mais forte do que Adão antes da Queda. Adão era perfeito e estava sem pecado. Tinha livre-arbítrio completo, mas escolheu deliberadamente dar ouvidos ao diabo, e por isso caiu e causou as consequências que bem conhecemos, nele e em sua progénie. Disso decorre que aquele que por seu próprio esforço conseguisse manter-se na fé teria vontade e determinação mais fortes do que as que Adão tinha. Pode-se, porém, replicar: “O Cristão está em melhores condições do que Adão; ele recebeu vida divina de Cristo e, portanto, tem algo superior ao que Adão tinha. Ele recebeu em seu ser nova vida de Deus, e é isso que o capacita a permanecer firme de um modo que Adão era incapaz de o fazer”. Mas esse argumento não nos ajuda nada, pois todos os Cristãos, por definição, receberam essa mesmíssima nova vida. Por conseguinte, isso não explica a diferença. A causa da diferença não pode ser a nova vida recebida, porque ambos os grupos a possuem. Somos induzidos à inevitável conclusão de que, em última análise, o que mantém o Cristão na sua fidelidade ao Senhor não é nada mais nada menos do que o poder da vontade e determinação do próprio homem. É uma qualidade natural e, portanto, a sua conclusão final é que não é a regeneração que determina a salvação final; é uma força natural de vontade e de entendimento, um poder inerente ao homem. Quer dizer, você é induzido a uma conclusão que está em completa contradição com a doutrina da graça. O homem não é finalmente salvo devido à ação de Deus pela qual Ele lhe dá nova vida e o regenera. O fator determinante é a capacidade pessoal do homem em persistir apegado à fé; alguns a têm, outros não. É uma qualidade natural e, assim, é uma final contradição de todo o ensino bíblico concernente à salvação, e especialmente da regeneração. Essa é a conclusão à qual você será levado inevitavelmente, se rejeitar esta doutrina da perseverança final dos santos, que se baseia no propósito de Deus [...]


Se a doutrina da perseverança não fosse verdadeira, então, se acaso você se visse na glória, a glória teria que vir a si por ter-se empenhado em permanecer firme e seguro. Você, como muitos outros, receberam a mesma dádiva da salvação; os outros, tolamente, não se agarram a ela, mas você agarrou-se e continua assim. Portanto, a glória vem a si pelo seu empenho em segurar-se à bênção da salvação. Entretanto isso é uma completa contradição do ensino das Escrituras, de capa a capa. Não há quem possa gabar-se quanto a esta questão. “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”. O homem não tem coisa alguma de que se gabar. E quando eu e vocês chegarmos ao céu, perceberemos plenamente que lá estamos, não porque nos seguramos firmemente quando outros desistiram, e sim porque Ele nos segurou, porque estamos no propósito de Deus e porque Ele nos guardou, apesar de nós mesmos, da nossa fraqueza e da nossa tendência de seguir os nossos caprichos pessoais. E daremos a Ele todo o louvor, toda a honra e toda a glória. Veremos que esse foi o Seu glorioso plano do princípio ao fim, e adoraremos o Cordeiro, o Filho de Deus, que realizou tudo isso. A Ele cabe toda a glória. A salvação é um feito inteiramente Seu, e o louvor e a glória são devidos a Ele, e somente a Ele.


Martin Lloyd-Jones

(Extraído do livro A Perseverança Final dos Santos)

21 de novembro de 2013

LIVROS DE MARTYN LLOYD-JONES, o famoso pastor de Westmisnter




LIVROS DE MARTIN LOYD-JONES



Tenho lido obras sobre o Sermão do Monte durante os últimos trinta anos e, apesa de saber, e freqüentemente ter dito que o Dr. Martin é o maior expositor da Palavra de Deus em qualquer púlpito de língua inglesa nos dias de hoje, eu não estava preparado para o que estas páginas me apresentam.
 
Minha opinião é a de que temos neste volume, a mais profunda sondagem do coração de todas as exposições do Sermão do Monte já publicadas no século vinte.
Wilber M. Smith
 
Este livro apresenta uma análise profunda e pastoral feita por M. Lloyd-Jones acerca do Sermão do Monte, proferido pelo Senhor Jesus. ?As interpretações de M. Lloyd-Jones a respeito do Sermão do Monte são severas na análise da corrupção humana, da fraqueza e da inconsistência do cristão; elas apresentam um novo puritanismo em sua demanda por níveis elevados de vida cristã...?( Donald F. Ackland)
 
Martyn Lloyd-Jones (1899-1981) deixou uma promissora carreira na medicina para entrar no ministério de pregação em tempo integral, que culminou em seus trinta anos como ministro na Capela de Westminster, em Londres. Ele é considerado um dos principais mestres da Bíblia e tem grande influência entre os pregadores e escritores evangélicos de hoje.


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Aqui, o experiente servo do Senhor, chamado para ocupar tão nobre e árduo ofício, o de arauto, embaixador do Reino, pregador do evangelho, transmite humildemente aos pregadores e aspirantes ao ministério todo conhecimento que adquiriu ao longo dos anos, através da meditação nas Escrituras, estudo da história da igreja e de sua experiência pastoral.

Ele chama a atenção do pregador, lembrando que a pregação deve ser fiel, fruto de uma boa hermenêutica, exegese acurada, preparo diligente - estudo, sensibilidade, oração - entrega honrosa, feita por homens - no sentido pleno da acepção - honrados, vocacionados por Deus, chamados, , confirmados e ordenados pela igreja.
 
[...] O único instrumento mencionado nas Escrituras que o Espírito Santo usa para infundir fé no coração do eleito de Deus é a pregação. O texto de Romanos diz: Como ouvirão, se não há quem pregue? (Rm 10:14). Então, poderia se dizer: Bem, não há quem pregue, mas há quem cante, faça teatro, projete filmes... Contudo, o texto continua e diz: ...a fé vem pela pregação! E o apóstolo Pedro confirma, dizendo:...fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus... (1Pe 1:23).
 
O Dr. D. Martyn Lloyd-Jones, possivelmente um dos maiores pregadores da história da Igreja, no auge de sua maturidade, introduz uma série de palestras sobre a pregação, que mais tarde tornou-se este livro clássico, com as seguintes palavras, as quais credenciam sua obra e nos dão uma amostra da mente sábia e brilhante e do coração piedoso e humilde do veterano pregador: 
 


Sobre o autor
 
Dr. Martyn Lloyd-Jones, aos 23 anos de idade era Chefe Assistente Clínico de Sir Thomas Horder, o médico do rei da Inglaterra. Inesperadamente, aos 27 anos, Llody-Jones voltou à sua terra natal, o País de Gales, com o coração ardendo pela salvação de seus conterrâneos.
 
Alguns consideram sua radical mudança de carreira como algo romântico; outros disseram que era loucura. Contudo, de uma coisa Llody-Jones estava seguro: tal mudança não foi sacrifício nenhum. Eu não desisti de nada. Recebi tudo. Considero a maior honra a que Deus pode conferir a qualquer homem o chamá-lo para ser mensageiro do evangelho.
 
Depois de 12 anos de ministério no País de Gales, o Doutor, título pelo qual era afetuosamente conhecido, voltou para Londres, onde ocupou por mais de 30 anos o púlpito da Capela de Westminter.
 
Em 1981, o famoso pregador e servo do Senhor partiu para encontrar-se com Aquele que o chamara e capacitara, deixando-nos um legado que mantém vivos sua obra e ministério.





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Estes Livros são encontrados no site das editoras PES e editora Fiel e também na livraria Erdos