8 de abril de 2015

JOÃO CALVINO - O fruto do Espírito


 

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei (Gálatas 5:22,23).
22. Mas o fruto do Espírito. Justamente como havia condenado toda a natureza humana como nada produzindo senão frutos nocivos e indignos, agora nos diz que todas as virtudes, todas as boas e bem ordenadas afeições procedem do Espírito, ou seja, da graça de Deus e da natureza renovada que recebemos de Cristo. Como se houvera dito: “Nada, senão o mal, procede do homem; nada de bom pode proceder senão do Espírito Santo”. 
Pois ainda que às vezes surjam nos homens não regenerados notáveis exemplos de nobreza, fidelidade, temperança e generosidade, o fato é que não passam de marcas ilusórias. Curio e Fabricio foram famosos por sua coragem; Cato, por sua temperança; Scipio, por sua bondade e generosidade; Fabio, por sua paciência. Mas tudo isso era apenas aos olhos dos homens e como membros da sociedade. Aos olhos de Deus, nada é puro senão o que procede da fonte de toda a pureza.
Não tomo alegria, aqui, no sentido de Romanos 14:17, mas como aquele bom humor [hilaritas] para com nossos companheiros, o qual é o posto de melancolia.  é usada para verdade, e é contrastada com astúcia, engano e falsidade. Paz contrasto com rixas e contendas. Longanimidade é a suavidade da mente, a qual nos dispõe a levar tudo com otimismo, não permitindo a suscetibilidade. O restante é óbvio, pois a condição da mente se abre a parte de seu fruto.
 Pode-se perguntar, porém, que juízo formaremos dos perversos e idólatras que, não obstante, exigem extraordinária semelhança de virtudes. Pois pelo prisma de suas obras parecem espirituais. Eis minha resposta: nem todas as obras da carne despontam numa pessoa carnal; mas sua carnalidade é exibida por um ou outro vício; assim como uma pessoa não pode ser tida como espiritual pelo prisma de uma única virtude. Às vezes se fará óbvio à luz de outros vícios que a carne reina em tal pessoa; e isso é facilmente visto em todos aqueles a quem mencionamos.

23.
Contra tais coisas não há lei. Há quem entenda isso como significando simplesmente que a lei não é dirigida contra as boas obras, visto que das boas maneiras têm emanado boas leis. Mas a intenção de Paulo é mais profunda e menos óbvia, ou seja: onde o Espírito reina, a lei não mais exerce qualquer domínio. Ao modelar nossos corações segundo sua própria justiça, o Senhor nos liberta da severidade da lei, de modo que não trata conosco segundo o pacto da lei, nem obriga nossas consciências sob sua condenação. Não obstante, a lei continua a exercer seu ofício de ensinar e exortar. Mas o Espírito de adoção nos livra da sujeição a ela devida. Paulo, pois, ridiculariza os falsos apóstolos, os quais forçavam a sujeição à lei, mas que ninguém estava mais ansioso do que eles para livrar-se do jugo dela. 
Paulo nos diz que a única forma pela qual isso se faz possível é quando o Espírito de Deus assume o domínio. À luz desse fato, segue-se que eles não se preocupavam com a justiça espiritual.
João Calvino, Extraído do comentário de Gálatas de João Calvino, publicado pela Editora Paracletos, páginas 170 e 171. Acervo monergismo.com

Postado por Nilson Mascolli Filhoàs

frases de joão calvino








7 de abril de 2015

O ferro e o fogo Divino por J. Edwin Orr

O ferro e o fogo Divino                                                        
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 "O mundo ainda está para ver", disse Dwight Lyman Moody, "o que Deus pode fazer através de um homem totalmente rendido a Ele”.

Moody era crente, mas o segredo do seu poder era a sua vida rendida a Deus, dito por outras palavras, era no seu contacto diário com Deus, que ele recebia uma nova unção para cada nova obra.
 
 Por exemplo, imagine aqui o fogo e ali um pedaço de ferro. Agora, se eu quiser aquecer o ferro, terei de colocá-lo perto do fogo. E se resolver fazê-lo passar por uma experiência extraordinária, diferente de tudo o que ele já ex anteriormente, é só lançá-lo rapidamente no fogo, e ele ficará em brasa.

Mas isso não satisfará a sua necessidade de calor para sempre. Ele não poderá dizer: "Agora, finalmente tive uma experiência incrível, sentimentos maravilhosos; estou em brasa e assim permanecerei para sempre. Daqui para frente, tudo o que entrar em contacto comigo também ficará em brasa."

O ferro nem poderá sair deliberadamente do fogo, crendo ser auto-suficiente, e partir em missão, tomando como certo que toda a impureza foi eliminada e que pode agora transmitir o seu calor onde quer que vá. Ah, não! Ele logo descobrirá que esfriou novamente e que não tem capacidade alguma de gerar ou transmitir calor
.
O que ele deve fazer então? Deve permanecer perto do fogo, pois somente assim poderá receber o seu calor. E somente depois disso é que poderá transmitir calor.

 Assim é também consigo, meu amigo. Pode ter uma grande experiência. Pode receber do fogo divino. Pode ter visões e revelações maravilhosas. Mas a menos que esteja em contacto diário com o fogo da presença de Deus, logo estará frio e impotente. Se quiser que a unção permaneça, terá de manter diariamente comunhão e relacionamento com a Fonte da unção. A bênção só pode ser mantida através de constante contacto com a Pessoa que abençoa. Não existe um caminho fácil.

Eu não conheço nenhuma experiência que dure a vida toda. É preciso pagar um preço. E o preço neste caso é o contacto diário com Deus. Poucos querem pagá-lo. A maioria busca bênçãos e manifestações. Podem até agonizar e orar. Buscam visões e revelações. Mas aquela espera diária em Deus, que nos firma e estabelece, essa eles não a querem. Meu amigo, tem um lugar para se encontrar com Deus?
Dispõe desse tempo?
Ou está muito ocupado?
Tem observado a Vigília da Manhã, a Hora Silenciosa? Jesus Cristo é real para você?
Conhece-O de verdade? Já teve um encontro com Ele, claro que sim. Encontrou-O quando se converteu. Mas, conhece-O realmente? Já se tornou amigo dEle? Visita-O regularmente? O que é que Ele significa para você?

Eu já tive encontros com muitas pessoas, mas posso dizer que conheço poucas. É preciso viver de perto com alguém para o conhecer. Demora muito tempo para alguém se tornar amigo de outra pessoa. Separa tempo para isso?

Precisa de tirar tempo para andar com Deus. Sabia que Deus tem fome de comunhão com os Seus amigos? Ah, sim! E Ele quer encontrar-se convosco todos os dias. E se vós quiserdes receber o calor do fogo divino, terão de relacionar-se com Ele constantemente, em íntima comunhão com Ele, ou, doutro modo, esfriareis. Para isso, precisareis de andar com Deus.


James Edwin Orr (15 de janeiro de 1912 - 22 de abril de 1987) foi um ministro batista, palestrante e escritor.

5 de abril de 2015

SERMÃO DE PÁSCOA Charles Haddon Spurgeon

SERMÃO DE PÁSCOA
Charles Haddon Spurgeon
“Lembre-se Jesus Cristo, da linhagem de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o meu evangelho” 2º Timóteo 2:8




Creio que se Deus tivesse feito que o poder dependesse do pregador e de seu estilo, teria decidido que a ressurreição, a maior de todas as verdades, deveria ser proclamada por anjos e não por homens. Contudo, deixou de lado o serafim por uma das criaturas mais humildes. Depois que os anjos falaram uma palavra ou duas às mulheres, seu testemunho cessou.
O mais relevante testemunho da ressurreição do Senhor foi, inicialmente, o das santas mulheres, e depois por cada um dos discípulos que foram bem incapazes de descrever com eloqüência o que haviam contemplado.
 “O Senhor ressuscitou verdadeiramente” é a suma e substância de nosso testemunho, quando falamos de nosso Redentor ressuscitado. Basta que saibamos a verdade desta ressurreição, e que sintamos seu poder, para que o modo de nossa pregação seja de uma transcendência secundária, pois o Espírito Santo dará testemunho da verdade, e fará que produza frutos na mente dos nossos ouvintes.


Três ou quatro fatos simples constituem o Evangelho, de acordo com o que expõe Paulo no capitulo quinze de sua primeira Epístola aos Coríntios: Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e que ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras.”Nossa salvação depende da encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus. Aquele que crê retamente nestas verdades, tem crido no Evangelho, e crendo no Evangelho, encontrará nele, sem duvida alguma, a salvação eterna.
Porém, os homens buscam novidades; não podem tolerar que a trombeta toque o mesmo som inevitável; eles anseiam a cada dia por alguma nova fantasia musical. “O Evangelho com variações”, essa é a musica para eles. Dizem que o intelecto é progressivo, e, portanto, marcharão à frente de seus predecessores. A Deidade encarnada, uma vida santa, uma morte expiatória, e uma ressurreição literal, todos estes são temas que já tem ouvido durante dezenove séculos, e que, portanto, converteram-se um pouco desatualizadas, e que a mente culta tem fome de uma troca do antiquado maná.

Esta tendência era evidente mesmo nos dias de Paulo, e assim, decidiram considerar os fatos como mistérios ou parábolas, e se esforçaram por encontrar um significado espiritual nesses eventos, mas foram tão longe, que chegaram a negar-lhes como reais. Na busca e um significado escondido, passaram por alto o fato mesmo, perdendo a forma mesma em uma insensata preferência pela sombra. Aquele que cria como uma criança foi colocado de lado como um idiota para que o polemista e o escriba pudesse entrar e envolver a simplicidade em mistério e ocultar a luz da verdade. A partir daqui surgiram certos indivíduos como Himeneo e Fileto “que se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já aconteceu e transtornaram a fé de alguns.” Busquem o versículo dezessete e leiam vocês mesmo. Fizeram da ressurreição como que um vapor; fizeram com que tivesse um significado muito profundo e místico, sendo que a ressurreição real foi completamente removida com este processo. Entre os homens há uma ânsia de novos significados e de refinamentos sobre as velhas doutrinas, e espiritualizações de fatos literais. Com violência arrancam as entranhas da verdade e nos entregam um esqueleto repleto de hipóteses e especulações, e maiores esperanças.
 
O apóstolo Paulo estava bastante ansioso de que Timóteo se mantivesse firme pelo menos em relação a fé antiga, e que entendesse em seu claro significado os testemunhos de Paulo referentes ao fato de que Jesus Cristo, da semente de Davi, ressuscitou dos mortos.

Até onde vai o alcance deste versículo, registra-se vários fatos: o primeiro encontramos aqui, a grande verdade de que Jesus, o Filho do Altíssimo, foi ungido de Deus; o apóstolo o chama: “Cristo Jesus”, isto é, o Messias, o enviado de Deus. Esse Jesus Cristo foi real e verdadeiramente homem, pois Paulo disse que Ele foi “da linhagem de Davi”. É claro que era divino, e Seu nascimento não ocorreu da maneira comum dos homens, porem ainda assim, participou em todos os sentidos da nossa natureza humana, e veio da linhagem de Davi. Nós cremos nisto também.
Não, em carne verdadeira e sangue verdadeiro o Filho de Deus habitou entre os homens. Ele foi ossos de nossos ossos e carne de nossa carne nos dias de Sua morada aqui na Terra. Nós sabemos e cremos que Jesus Cristo veio em carne. Amamos ao Deus encarnado, e nele temos nossa confiança.
Também está implícito no texto que Jesus morreu; pois não poderia ter ressuscitado dos mortos se não tivesse descido primeiro entre os mortos, e não tivesse sido um deles. Se Jesus morreu: a crucificação não foi um engano; seu lado transpassado com uma lança foi uma prova sumária, clara e evidente de que estava morto. Nenhum homem deste mundo esteve certamente mais morto que Ele. “Se pôs com os ímpios sua sepultura, mas com os ricos foi em sua morte”. Como morto o colocaram no lugar dos mortos, com mortalha, ataduras e roupas adequadas para um morto: e logo rodaram a grande pedra que tapava a sepultura na rocha e ali O deixaram, sabendo que estava morto.
Em seguida vem a grande verdade de que assim que o sol iniciou seu terceiro turno brilhante, Jesus ressuscitou. Seu corpo não tinha sofrido corrupção, pois não era possível que este santo cadáver visse corrupção; porem, ainda assim, tinha estado morto, e pelo poder de Deus, por seu próprio poder, antes que o sol tivesse saído, seu cadáver foi revivificado. A alma do Redentor tomou posse outra vez do corpo, que viveu uma vez mais. Ali estava dentro do sepulcro, vivo, em sua totalidade como sempre esteve. Ele saiu da tumba, literal e verdadeiramente, em seu corpo material, para viver entre os homens até a hora de Sua ascensão ao céu.
Esta é a verdade que se deve ensinar, embora, apesar de que alguns queiram refiná-la, ou se atrevem a espiritualizar-la. Este é o fato histórico que os apóstolos presenciaram; esta é a verdade pela qual os confessores sangraram e morreram. Esta é a doutrina que é a pedra angular do Cristianismo, e aqueles que não a mantém deixaram de lado a verdade essencial de Deus. Como podem esperar a salvação de suas almas, se não crêem que o Senhor ressuscitou verdadeiramente?

I. Primeiro, amados, com a ajuda de Deus, temos QUE CONSIDERAR AS REPERCUÇÕES DO FATO DE QUE JESUS RESSUSSITOU DOS MORTOS.
É claro que a ressurreição de Nosso Senhor foi uma prova tangível de que há outra vida. Vocês não têm citado muitas vezes certas linhas sobre “esse pais desconhecido de que nenhum viajante regressa”? Não é assim. Teve um viajante que disse “Vou, pois, preparar lugar para vós. E se foi preparar lugar e voltarei, outra vez, e os levarei para mim, para onde eu estiver vós também estareis”. Ele disse: “Ainda por um tempo me vereis, e de novo um pouco me vereis; porque eu volto para o Pai”. Não se recordam destas palavras Dele? Nosso Divino Senhor foi a uns pais desconhecido e regressou. Ele disse que ao terceiro dia regressaria e foi fiel a sua palavra. Não há nenhuma dúvida de existe outro estado para vida humana, pois Jesus esteve nele e regressou dele. Não temos nenhuma duvida quanto à existência futura, pois Jesus existiu depois da morte. Não temos nenhuma dúvida quanto a um paraíso de futura bem-aventurança, pois Jesus foi para lá e voltou. Ainda que Ele voltou a deixar-nos para ficar conosco mais 40 dias,nos garantiu sua volta uma segunda vez quando chegue a hora marcada, e então permanecerá conosco por mil anos, e reinara na terra com Seus anciãos em glória. Seu retorno dos mortos é uma garantia para nós da existência de vida depois da morte, e nós nos alegramos nisso.



Sua ressurreição é também uma garantia de que o corpo vivera outra vez e será elevado a uma condição superior, pois o corpo de nosso Bendito Mestre não era nenhum fantasma depois da morte, como também não o foi antes. “Toca e vê”, Oh! Que prova portentosa! Ele disse “Toca e vê”, e logo disse a Tomé: “Poe aqui teu dedo, olha minhas mãos: e vem, poe tua mão ,toca-me do lado” que engano seria possível com isto? O Jesus ressuscitado não era um mero espírito. Ele falou imediatamente; “Um espírito não tem carne nem ossos, como podeis ver que eu tenho.” E perguntou, “Tereis algo para comer?” para mostrar-lhes como Seu corpo era real, embora não tivesse necessidade de comer. E comeu um pão de mel e parte de um peixe assado, como provas da realidade do ato.
Já não era mais desprezado e descartado pelos homens, senão que estava rodeado de glória. É evidente que o corpo ressuscitado passava de um lugar para outro em um instante, que aparecia e desaparecia segundo sua vontade, e que era superior as leis da matéria. O corpo ressuscitado era incapaz de sentir dor, fome, sede e nem cansaço durante o tempo que permaneceu aqui na terra: era um representante apropriado de todos aqueles que dormiram, dos quais é as primícias.
De nosso corpo também em breve se poderá dizer: “Foi semeado na fraqueza, é ressuscitado em poder; foi semeado em desonra, ressuscitará em glória.” Então, ao pensar em Cristo ressuscitado, devemos estar bem seguros da uma vida futura, e muito seguros que nosso corpo existirá nela em uma condição glorificada.
Eu não sei se às vezes vocês ficam perturbados pelas dúvidas em relação ao mundo vindouro, no quanto se pode ser certo que viveremos eternamente. Este aspecto é que faz a morte parecer terrível aos que duvidam; pois mesmo que creiam nesta realidade do sepulcro, não crêem na realidade da vida depois dele.
Agora, a melhor ajuda para crer nessa realidade, é o firme assentimento do fato que Jesus morreu e que Jesus ressuscitou. Este fato está demonstrado mais que qualquer outro fato da historia; seu testemunho é mais forte do que qualquer outra coisa que está escrita, seja nos registros profanos ou sagrados. Já que a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo é verdadeira, podemos estar seguros da existência de outro mundo. Esse é o grande impacto desta grande verdade.
Em segundo lugar, a ressurreição de Cristo dos mortos foi o selo de todas Suas afirmações. Portanto, era certo que foi enviado por Deus, pois Deus o ressuscitou dos mortos em confirmação da Sua missão. Ele mesmo disse: “Destruirei este templo, e em três dias o levantarei” Vejam: o templo de seu corpo foi reconstruído! Ele havia, inclusive, dado este fato como um sinal: quer dizer, da mesma forma o relato de Jonas, preso no ventre de um grande peixe por três dias se três noites, assim estaria o Filho do Homem, no coração da terra três dias e três noites, e logo ressurgiria para a vida outra vez. Considere Seu próprio sinal escolhido, e como foi cumprido. O sinal ficou evidente aos olhos dos homens.
Suponham que não tivesse ressuscitado, nunca. Vocês e eu teríamos podido crer em certa missão que Deus tivesse dado a Jesus; porem, nunca teríamos acreditado na verdade desta missão como afirmava ter recebido, uma comissão de ser nosso Redentor da morte e do inferno. Como Ele poderia ser nosso resgate do sepulcro, se Ele mesmo tivesse permanecido sob o domínio da morte?
Alem, a ressurreição Cristo demonstrou Sua pretensão à Deidade. É-nos informado em outra parte que foi comprovado que era Filho de Deus com poder pela ressurreição dos mortos. Ele ressuscitou por seu próprio poder, e embora o Pai e o Espírito Santo cooperaram com Ele, e por isso, Sua ressurreição é atribuída a ambos. No entanto, foi devido porque o Pai lhe tinha dado o ter vida em si mesmo, que ressuscitou dos mortos.
Sua ressurreição foi a assinatura do Soberano do céu, pois tudo que disse fez, e portanto o terceiro impacto de sua ressurreição e esta e é muito grandiosa a ressurreição de Nosso Senhor,de acordo com as Escrituras Seu sacrifício foi aceito. Através da ressurreição Jesus Cristo foi dado provas de que ele apoiou plenamente a punição devida aos humanos. “A alma que pecar, esta morrera” Essa é a vontade de Deus. Jesus morreu pelo pecador; e quando ele fez isso, ninguém pode exigir mais nada Dele, pois quem está morto está livre da lei.


Imaginem um homem que foi condenado por um crime capital: é condenado á forca, esta e é suspenso pelo pescoço ate morrer; o que a lei tem com ele agora? Já não tem nada com ele, pois a sentença que caia sobre ele já foi executada. Se pudesse ser trago de novo a vida, ele estaria livre do castigo da lei. Nenhum decreto que circulasse pelos domínios de Sua Majestade poderia tocar a ele, pois já sofreu o castigo.
Da mesma forma, quando Nosso Senhor Jesus ressuscitou dos mortos, depois de ter morrido, já tinha pagado totalmente o castigo que devia a justiça pelo pecado de Seu povo, e Sua nova vida era uma vida livre de castigos, livre de responsabilidade. Você e eu estamos livres das reivindicações da lei, porque Jesus esteve em nosso lugar, e Deus não exigirá o pagamento tanto de nós como de nosso Substituto; seria contrário à justiça estabelecer juízo contra a Fiança como também contra aqueles por quem foi representada a fiança. E agora, alegria sobre alegria!! A carga de responsabilidade que uma vez caiu sobre o Substituto é quitada Dele também, vendo que pelo sofrimento da morte, defendeu e honrou justiça e deu satisfação à lei infringida.
Agora, tanto o pecador como o Fiador são livres. Este é motivo de grande alegria, uma alegria pela qual há que fazer com que as harpas de ouro toquem uma sublime melodia. Aquele que assumiu nossa dívida, foi a Si mesmo liberto dela quando morreu na cruz. Sua nova vida, agora que ressuscitou dos mortos, é uma vida livre de qualquer reclame legal, e é sinal para nós de que também somos livres, já que Ele nos representou.
Escutem! “Quem acusará os escolhidos de Deus? É Deus que justifica. Quem nos condenará? Cristo é o que morreu: mais ainda, o que também ressuscitou”. Em si este é um golpe que abate medo até ao chão quando o apostolo diz que não podemos ser condenados porque Cristo morreu em nosso lugar, mas aplica-lhe uma força dobrada quando clama “Mas ainda, também ressuscitou” Portanto, se Satanás se aproximará de qualquer crente e lhe dissera: “que há quanto a seus pecados?”, ele deve responder-lhe que Jesus morreu por ele, e que seu pecado já foi quitado .Se voltar a dizer, “e teus pecados?” , responde a ele,”Jesus vive, e Sua vida é a garantia de nossa justificação; pois se nosso Fiador não tivesse pago a divida, estaria ainda sobre o poder da morte.” Já que Jesus já pagou todas as dividas, e não deixou nenhum centavo pendente frente a justiça de Deus, atribuído a alguém de seu povo, Ele vive e é livre, e nos vivemos Nele, e somos também livres em virtude de nosso união com Ele. Não é esta uma gloriosa doutrina, essa doutrina da ressurreição, em sua repercussão sobre a justificação dos santos? O Senhor Jesus se entregou por nossos pecados, porem ressuscitou para nossa justificação.
Sejam pacientes comigo, enquanto comento, em continuação, outra repercussão, da ressurreição de Cristo. Foi uma garantia da ressurreição de Seu povo. Existe uma grande verdade que não pode ser esquecida nunca, ou seja, que Cristo e seu povo são um só, tal como Adão e toda sua semente são uma. O que Adão fez, o fez como um uma cabeça por um corpo, e como Nosso Senhor Jesus e todos os crentes são um, assim o que Jesus fez, o fez como uma cabeça por um corpo. Fomos crucificados juntos com Cristo, fomos enterrados com Cristo, e temos ressuscitado com Ele. Sim, juntos com Ele nos ressuscitou, e assim mesmo nos fez sentar junto com Cristo Jesus nos lugares celestiais. Ele disse: “Porque eu vivo, vós também viveis.” Se Cristo não ressuscitou dos mortos, sua fé é vã, e nossa pregação é vã, e ainda estão em seus pecado, e os que morreram em Cristo pereceram, e vocês também perecerão. Porem, se Cristo ressuscitou dos mortos, então todo seu povo há de ressuscitar também; é um assunto de necessidade evangélica Não tem lógica mais imperativa que o argumento extraído da união com Cristo. Deus fez os santos um com Cristo, e se Cristo ressuscitou, todos os santos haverão de ressuscitar também.



4 de abril de 2015

Bill Machesney O VERDADEIRO FILHO DO REI

Smiling Bill  “  O sorridente Bill ”

 A Guerra civil eclodia no Congo africano ( Zaire ) em 1960 e entre os impagáveis missionários  que foram apanhados no meio do fogo cruzado, estava William McChesney, da Worldwide Evangelization Crusade. Ele tinha pequena estatura, ( 1,55 m ) mas um grande coração e uma contagiante alegria que o tornaram conhecido como o “ sorridente Bill .”
Em Novembro de  1964, sofrendo de malária, Bill foi preso por rebeldes do Congo. Por 10 dias ele foi espancado, suas roupas foram rasgadas e ele foi lançado dentro de uma pequena e imunda cela. Sacerdotes católicos deram a ele suas roupas, pois ele se convalescia e tremia de febre. No dia seguinte ele foi tirado de sua cela e morto pelos rebeldes.
Antes de ir para a África, Bill escreveu um poema explicando os motivos que o fizeram desejar ser um missionário. Ele disse:
I want my breakfast served at eight,
With ham and eggs upon the plate;
A well-broiled steak I’ll eat at one,
And dine again when day is done.
Eu quero meu café servido as oito.   
 Com hamburguers e ovos sobre o prato.                            
Um bem servido bife eu comerei de uma vez.    
                      E ainda jantarei quando o dia terminar.

I want an ultramodern home
And in each room a telephone;
Soft carpets, too, upon the floors,
And pretty drapes to grace the doors.
 
Eu quero uma casa muito moderna.     
                              E em cada quarto um telefone. 
  Carpetes bem macios, também, sobre o assoalho.                
E bonitas venezianas para embelezar as portas
I want my wardrobe, too, to be
Of neatest, finest quality,
With latest style in suit and vest:
Why should not Christians have the best?
 
Eu quero meu guarda roupas, também para ser.   
               O mais lindo e de melhor qualidade,  
                            Com a última moda para calçar e vestir:                   Porque afinal, os cristãos não podem ter o melhor?
But then the Master I can hear
In no uncertain voice, so clear:
“I bid you come and follow Me,
The lowly Man of Galilee.”
Mas então o Mestre eu pude ouvir,  
                             Não havia dúvidas, sua voz era tão clara:                “Convido você para vir e me seguir,                             sou o desprezado homem que veio da Galiléia”.
If he be God, and died for me,
No sacrifice too great can be
For me, a mortal man, to make;
I’ll do it all for Jesus’ sake.
Se ele é Deus e morreu por mim,  
                            Nenhum sacrifício pode ser tão grande                           Para mim um simples mortal fazer:                                Por isso farei tudo o que puder pela causa de Jesus
Yes, I will tread the path He trod,
No other way to please my God;
So, henceforth, this my choice shall be,
My choice for all eternity.
Sim, eu caminharei pelo caminho que ele caminhou, 
      Não existe outra maneira de agradar a meu Deus, 
      Então, de hoje em diante essa será a minha escolha, 
  Minha escolha para toda a eternidade