19 de junho de 2015

Johann arndt O pai do pietismo alemão

Johann arndt     
O pietismo:
      A necessidade de nascer de novo
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  Em meados do século XVII, o ímpeto da igreja luterana tinha decaído notavelmente na Alemanha. O fogo inicial da Reforma tinha decaído progressivamente em uma morna religião institucionalizada. O ardor espiritual tinha cedido o seu lugar a uma ortodoxia fria e altamente intelectualizada. A fé se  converteu, por obra de teólogos posteriores a Lutero, em pouco mais que uma série de verdades doutrinários em forma de proposições teológicas, transmitidas de uma geração para outra. E também, na matéria de um debate interminável com outros credos e confissões protestantes.


 O cristianismo autêntico era considerado como mera correção doutrinária e sacramental, sem importar a condição espiritual e moral dos crentes. O papel dos assim chamados «laicos» era meramente passivo, e se reduzia a aceitar os dogmas da igreja e receber os sacramentos. Essa era a «suma» da vida cristã naqueles dias. Claramente, tratava-se de um território muito árido  para o desenvolvimento da vida interior do Espírito. Em conseqüência, o estado espiritual dos crentes era, em geral, muito deplorável.
O pietismo  foi uma reação contra este estado de coisas no interior da igreja luterana. Os pietistas não rejeitavam a reforma nem a teologia de Lutero; mas as consideravam incompletas.  
Costumavam chamar à ortodoxia luterana uma «ortodoxia morta», porque não revelava nenhuma realidade espiritual. De fato, um dos seus lemas favoritos era: « Qualquer coisa é melhor  que uma ortodoxia morta». Por isso, punham uma grandeênfase na necessidade de uma fé viva e real, experimentada no coração, que fizesse diferença visível entre o cristianismo verdadeiro e o falso.
Na verdade, deviam lutar com a pesada herança de Lutero e sua igreja estatal da Alemanha, onde era impossível distinguir entre crentes e não crentes. Os pietistas procuraram zelosamente fazer visível a autêntica igreja de Cristo e distingui-la dos falsos crentes.
Para obter o seu objetivo, seguiram um caminho próprio e original. Negaram em se separar da igreja luterana e tentaram reformá-la por dentro. Tentaram aproximar-se o máximo ao modelo de igreja do Novo Testamento, criando uma espécie de «pequena igreja dentro da igreja» onde se praticava o sacerdócio de todos os crentes – verdade fundamental do luteranismo, carente de expressão real até então.
Assim, o seu lema foi «A Reforma segue em marcha».
Admiravam e aceitavam a teologia de Lutero, mas consideravam que o reformador deixou a sua obra inconclusa. Paradoxalmente, o seu maior êxito foi obtido fora dos muros de sua querida confissão luterana. Outros crentes tomariam o seu estandarte e ensinos para canalizá-las em uma poderosa corrente espiritual cujas conseqüências seguem hoje plenamente vigentes.

  Os começos
     Muitos historiadores coincidem em assinalar a Johann Arndt como o precursor do pietismo. Em 1610 publicou um livro que seria considerado ‘a Bíblia’ do movimento, chamado «Quatro   livros sobre o cristianismo verdadeiro». Nele enfatizava a necessidade de que todo cristão passe pela experiência do novo nascimento.  A vida cristã devia ser vivida, de acordo com ele, em uma união  viva e vital com Cristo. Argumentava, além disso, que a pureza doutrinária seria mantida melhor por uma vida santa que pelas  disputas teológicas.
Arndt não fez, no estrito sentido, parte do movimento pietista, mas contribuiu profundamente para modelar o seu espírito e vocação característicos. O seu livro circulou amplamente por toda a Alemanha e alcançou uma fama superada apenas pela própria Bíblia.

A fama de Arndt repousa em seus escritos. Estes eram principalmente de um tipo místico, devocional, e inspirados por São Bernardo, Johannes Tauler e Thomas à Kempis. Sua principal obra, Wahres Christentum (livro 1: 1605; livros 1-4: 1606-1610), isto é, "Verdadeiro Cristianismo", que foi traduzida na maioria das línguas europeias, tem servido de base para muitos livros de devoção, católicos e protestantes. Nelas, Arndt se preocupa com a união mística entre o crente e Cristo, e esforça-se, chamando a atenção para a vida de Cristo em Seu povo, para corrigir o lado puramente legal da teologia da Reforma, que prestou atenção quase exclusiva à morte de Cristo por Seu povo.


Assim como Martinho Lutero, Arndt gostava muito do pequeno livro anônimo, Theologia Germanica. Publicou uma edição dele e chamou a atenção para os seus méritos em um prefácio especial. Depois de Wahres Christentum, a obra mais conhecida de Arndt é Paradiesgärtlein aller christlichen Tugenden, que foi publicada em 1612. Os dois livros foram traduzidos para o inglês: Paradiesgärtlein com o título the Garden of Paradise, e Wahres Christentum como True Christianity. Vários de seus sermões foram publicados no Buch der Predigten (1858), de R. Nesselmann. Uma edição de coleção de suas obras foi publicada em Leipzig e Görlitz em 1734.




Arndt foi tido sempre em grande consideração pelos pietistas alemães. O fundador do Pietismo, Philipp Jakob Spener, repetidamente, chamou a atenção para ele e seus escritos, e chegou mesmo ao ponto de compará-lo com Platão.





15 de junho de 2015

THOMAS GUTHRIE Grande pregador Escocês

 
THOMAS GUTHRIE

 Foi um dos grandes pregadores da Escócia, que além de fabuloso orador amava as crianças carentes e foi um dos primeiros evangélicos a levantar um ministério de ajuda para crianças pobres.

Dicionário de ardentes Palavras
Se o mundo tem de ser cada vez mais conquistado por nosso Senhor, não é por ministros, nem por detentores de um cargo, nem pelo grande e nobre e poderoso, mas por todos os membros do corpo de Cristo que diariamente seguem fazendo o seu trabalho; enchendo sua própria esfera; segurando seu próprio posto; e dizendo a Jesus: "Senhor, que queres que eu faça?"
·        JESUS
·        São aqueles que o glorificam, que gozam de seus favores; São os que não o negam que também não serão negados por Ele; São os que  trabalham por Ele na terra, que devem descansar com Ele no céu; São os que carregam a  sua cruz, que devem vestir a coroa; São os que buscam abençoar os outros, que serão abençoados.
·         
·        A fé é a espinha dorsal da sociedade e a fundação da família; remover a fé entre eles, fará os três caírem em pedaços. Não há um lar feliz na terra, que não esteja alicerçado na fé; nossas cabeças estão apoiada sobre a fé, dormimos à noite em seus braços  e andamos com uma maior segurança por causa de nossa fé. A nossa fé em Deus nos trás uma vida de segurança, paz e prosperidade.
·         .
·        O que é Deus? 
·        O telescópio que nos faz conversar as estrelas, o microscópio que desvenda os segredos da natureza, o cadinho do químico, a faca do anatomista, as faculdades de reflexão do filósofo, todos os instrumentos comuns da ciência, de nada adiantam quando falamos sobre Deus. No limiar do mistério impenetrável , uma voz prende nossos passos. De fora das nuvens e escuridão que estão ao redor do trono de Deus, vem a pergunta: "Podes tu, ó mortal compreender a largura, o comprimento e a profundidade do Todo-Poderoso? Podes entender o mover do seu pavilhão?" Quem primeiro deu a Ele e depois recebeu?
·        É o tempo que enfraquece todas as outras coisas, mas tem fortalecido a posição inexpugnável da fé do crente, bem como a sua esperança e confiança. E como, ano após ano, a árvore acrescenta outro anel em sua circunferência, cada idade tem acrescentado o testemunho de seus eventos para esta grande verdade.  "Secou-se a erva, e cai a flor a, mas a palavra do Senhor, durará para sempre."
·        Com o sangue de Cristo para lavar a culpa mais horrenda, e com o Espírito de Deus para santificar o mais vil pecador, e reforçar o caráter mais fraco, eu não desisto de ninguém. Tarde demais! Nunca é tarde demais. Mesmo na velhice, cambaleando perto da  sepultura sob o peso de 90 anos e uma grande carga de culpa, ainda é possível refazer seus passos e começar uma nova vida. Esperando a infinita graça cair como um raio de sol na cabeça grisalha. Mesmo a mais terrível tempestade um dia terá de ir embora para dar lugar a mais uma manhã dourada pelos raios do sol. Nunca é tarde para buscar o Senhor!
·        Pecado! Ò pecado! Você é uma coisa odiosa e horrível, uma coisa abominável que Deus odeia. E que espanto? Você tem insultado a santa majestade do Senhor; Você tem roubado  dele muitos filhos amados. Você já crucificou o Filho do seu amor infinito; Você desafiou o seu poder; desprezou Sua graça; e o corpo e o sangue de Jesus, você requereu por pagamento, como se isso fosse uma coisa comum, você ainda tem pisado em Sua misericórdia incomparável. Certamente, porém, irmãos, a maravilha das maravilhas é, que o pecado não é aquela coisa abominável que eu também odeio.
·        Não é com pressa ou com um trampolim mágico que vamos atingir o caráter de Cristo e conseguir a Santidade perfeita; mas passo a passo, pé por pé, mão sobre mão, vamos lentamente e muitas vezes dolorosamente para subir a escada que repousa na terra, e sobe para o céu.
·          
·         Espalhe dinheiro em uma multidão, como eles lutam por ele; oferte pão com o faminto, como avidamente eles vão comer até o fim; jogue uma corda para o afogamento, como ele rapidamente vai agarrá-la! Com entusiasmo e fervor como pode o Espírito de Deus não conseguir convencer você a se entregar totalmente a Cristo?

·        Meu pequeno companheiro, cerca de quatro anos de idade, filho de um amigo meu, a quem eu trouxe comigo, não teve problemas nenhum com nossa viajem. A viajem foi difícil, o carro quebrou, os ladrões levaram nossas coisas, tivemos que pegar um trem, o trem descarrilhou, passamos por grandes apuros, mas a pequena criança permaneceu tranqüila, pois seu pai estava com ela. O cuidado, o medo, a dúvida ou a ansiedade não se encontraram no coração dela, pois o seu pai estava ao seu lado. Que possamos ter a graça de ser levados pela mão, e a confiança no cuidado e na bondade de um Deus que é verdadeiramente Pai.

10 de junho de 2015

OSWALD SMITH - PAIXÃO PELAS ALMAS

OSWALD SMITH
PAIXÃO PELAS ALMAS
RESUMO DO CAPITULO 1
O Derramamento do Espírito
 



No reavivamento espiritual moderno. Se todos tivéssemos fé para esperar que Deus, em oração intensamente confiante, haveria um genuíno reavivamento criado pelo Espírito Santo, e o Deus vivo receberia toda a glória. Na Mandchúria e na China, quando nada mais fazíamos além de pregar o Evangelho e dirigir o povo em oração, mantendo-nos sempre fora do foco das atenções, vimos as mais extraordinárias manifestações de poder divino.
Fosse eu milionário, poria nas mãos de cada lar cristão, em nosso continente e no exterior, um exemplar do livro “Paixão por Almas”. Depois ficaria esperando, com plena confiança, um reavivamento que sacudiria finalmente o mundo todo. (Prefácio de Billy Graham)
 
Aconteceu em 1904. O País de Gales estava em chamas. A nação se afastara muito de Deus. As condições espirituais eram realmente ruins. A freqüência às igrejas atingira um nível baixíssimo. E o pecado se alastrava por todos os lados.
 
De súbito, como um furacão inesperado, o Espírito de Deus
soprou vigorosamente sobre a terra. As igrejas tornaram-se apinhadas de novo, de tal modo que multidões ficavam impossibilitadas de entrar. As reuniões perduravam das dez da manhã até à meia noite. Três cultos completos eram realizados todos os dias. Evan
Roberts foi o instrumento humano usado, mas havia pouquíssima pregação. Os cânticos, os testemunhos e a oração eram as características preeminentes. Não havia hinários; os
hinos haviam sido aprendidos na infância. Tampouco havia corais, pois todos participavam dos cânticos. Nem havia coletas, avisos, anúncios, e nenhum tipo de propaganda.

Nunca antes acontecera algo semelhante no País de Gales, com resultados tão extensos e duradouros. Os incrédulos se convertiam, os beberrões, gatunos e jogadores profissionais eram salvos, e milhares voltavam a ser cidadãos respeitáveis. Confissões de pecados horrendos se faziam ouvir por toda parte, dívidas antigas eram saldadas. Os teatros foram obrigados a fechar as portas, por falta de espectadores. As mulas das minas de carvão se recusavam a trabalhar, tão desacostumadas estavam com o tratamento humano delicado. Em cinco semanas, vinte mil pessoas se uniram às igrejas.
 
Havia tremor, choro, soluços e clamor em alta voz, pedindo misericórdia. Às vezes o barulho do povo era tal que nem se conseguia ouvir o pregador. Centenas de ouvintes caíam desfalecidos. Algumas pessoas clamavam: “A espada de dois gumes está me cortando em pedaços”. Um ímpio zombador, que viera divertir-se, caiu ao solo como um cão danado, e bradou: “Deus me feriu!”.
Contendas foram solucionadas, bêbados foram recuperados, adúlteros se arrependeram, e homicidas
confessaram seus crimes e se converteram, tendo sido perdoados. Ladrões devolveram os bens que haviam furtado. Muitas pessoas abandonaram seus pecados de uma vida inteira.

Será que precisamos de um reavivamento assim? Ouça!
Quantas das nossas congregações estão semivazias, com metade
de seus bancos desocupados, domingo após domingo?
Quão numerosa é a multidão de pessoas que jamais entrou na casa de Deus?
Quantas igrejas têm culto de oração, no meio da semana, frutíferos e prósperos, cheios de crentes? Onde está a fome das coisas espirituais?

 –Agora, pensemos em nossas universidades e seminários,
tanto em nosso país como nos campos missionários, onde se ensina a “alta crítica”, ou o modernismo teológico. O ensino nesses lugares é que Jesus nunca realizou um único milagre,
nunca ressuscitou dentre os mortos, não nasceu de uma virgem, não morreu em nosso lugar e não voltará para arrebatar sua Igreja.
 
Quantos crentes professos estão vivendo a vida de Cristo diante dos homens?
Quão parecidos com o mundo os crentes estão se tornando!
Quão pouca oposição sofre o crente!

Onde estão as perseguições lançadas contra a Igreja Primitiva?

Como é fácil ser cristão hoje!

E que diremos do ministério evangélico? Os ministros
procuram persuadir, converter e salvar por intermédio de sua mensagem? Quantas almas são conquistadas pela pregação da Palavra?

Ah, meu amigo, estamos sobrecarregados com incontáveis atividades eclesiásticas, enquanto o verdadeiro trabalho da igreja, que é evangelizar o mundo e ganhar os
perdidos para Cristo, está quase inteiramente negligenciado.
Onde está a convicção de pecado que antes percebíamos?

Sim, é verdade que os homens se têm esquecido de Deus.
O pecado aumenta por todas as partes. O pregador já não consegue mais chamar a atenção do povo. Nada existe, além de um derramamento do Espírito de Deus, que seja capaz de resolver esse problema. Reavivamentos assim têm transformado centenas e centenas de comunidades, e também podem
transformar a sua.

Então, como podemos provocar o derramamento abundante
do Espírito Santo?

Talvez você responda: “Pela oração”. É
verdade, você acertou. Mas é preciso incluir algo antes da oração. Temos de resolver, antes de mais nada, o problema do pecado. Ao menos que nossas vidas sejam retas aos olhos de
Deus, a menos que o pecado haja sido abandonado, podemos orar até o dia do juízo, que o reavivamento espiritual nunca ocorrerá. “Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós,para que não vos ouça” (Isaías 59:2).
 
Em Joel 2.14 o Senhor diz: “Voltai para mim de todo o vosso coração, com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes. Voltai para o Senhor vosso Deus, porque ele é misericordioso e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em amor, e se arrepende do mal”.

Muito bem, meu prezado amigo, não sei qual é o seu pecado. Só você e Deus o conhecem bem. Mas quero que você
pense nisto: seria melhor que você interrompesse a sua oração e
se levantasse, que você não mais continuasse ajoelhado, e se
prontificasse a resolver esse problema, arrependendo-se de seu pecado. “Se eu no coração contemplara o pecado, o Senhor não me teria ouvido” (Salmos 66:18).
Permita que Deus perscrute o seu coração e lhe revele todo o empecilho. O pecado tem de ser confessado e abandonado. É possível que você tenha que fazer restituição.
 
Escute bem! Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, proclamai um dia de assembléia solene. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os filhinhos, e os que mamam. Saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu tálamo. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa o teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam escárnio dele. Por que diriam entre os povos: Onde está o seu Deus?”
 
Ah! Meu irmão, você está orando? Você implora a Deus em favor de sua cidade? Você o procura noite e dia, visando o derramamento do seu espírito? Pois esta é de fato a hora de orar.
Somos informados acerca de uma época, no trabalho de Finney, em que o avivamento esfriou. Então ele fez um pacto com os jovens a fim de que orassem ao alvorecer, ao meio dia e ao crepúsculo, em seus aposentos, durante uma semana. O espírito
começou a ser derramado novamente, e antes do fim daquela semana as concentrações aumentaram.
 
É claro que nossa oração deve ser confiante, deve ser a oração que aguarda a resposta. Se Deus despertar corações para que orem em favor de um reavivamento, é sinal certo de que o Senhor quer derramar seu espírito. E Deus é sempre fiel à sua Palavra. “Farei descer a chuva a seu tempo; chuvas de benção
serão” (Ezequiel 34:26).
As suas promessas nunca falham.
Tenhamos fé! Esperemos um despertamento espiritual!
Então é isso, meu irmão, a dificuldade não está no lado de Deus. Mas está aqui mesmo, conosco. Deus está disposto a socorrer-nos, esperando por muito tempo.
 
FIM DO CAP 1

CONTEÚDO DO LIVRO
Prefácio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
O Derramamento do Espírito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
A Responsabilidade pelo Reavivamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Parto de Alma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Poder do Alto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
Convicção de Pecado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
Obstáculos ao Reavivamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
Fé para o Reavivamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
Fome de Reavivamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
Está morto o Evangelismo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
A Necessidade do Momento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
Evangelismo: Resposta de Deus a um Mundo que Sofre . . . . . . . . 104

Deus manifesta Seu Poder nos Reavivamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118

8 de junho de 2015

OSWALD SMITH (Por Billy Graham )

O coração e a essência da Mocidade para Cristo são a responsabilidade e a visão missionárias. Milhares e milhares de pessoas em solo estrangeiro estão tendo um encontro com Jesus mediante essa organização. A visão missionária que transformou
a Mocidade para Cristo, há vários anos, foi principalmente o produto da visão, dos conselhos, das advertências, da liderança e do companheirismo de Oswald Smith.








 
Como missionário-estadista não há quem se lhe assemelhe. Ao redor do mundo o nome de Oswald J. Smith simboliza evangelização de alcance mundial. Suas viagens evangelísticas, as grandes ofertas levantadas, e a visão que Deus lhe deu têm servido de dínamo que produz energia, um gerador de animo para inúmeras sociedades missionárias. Quando a visão missionária se havia embaçado, uma voz ressoava em Toronto, clamando no deserto: “Missões! Missões! Missões!” e evangélicos de todo o continente norte-americano começaram a
despertar uma vez mais para a sua responsabilidade em relação aos pagãos. Os sermões impressionantes de Oswald J. Smith foram usados por Deus para ajudar a levantar milhões de dólares para as missões. Como missionário, ele exemplifica a paixão pelas almas.
 
Como evangelista, ele foi impulsionado por essa paixão santa. Sua mensagem enérgica e poderosa, sua clara e concisa exposição do Evangelho, a habilidade que lhe foi dada por Deus para fazer um apelo, tudo tem comprovado, perante centenas e centenas de palanques e de altares, que Smith foi generosamente agraciado com o dom do evangelismo. Suas campanhas na Austrália, na Irlanda, na Jamaica e na áfrica do sul, jamais serão esquecidas. Na América do sul, onde pregou para auditórios de vinte e cinco mil pessoas (muitas outras não puderam entrar), quatro mil e quinhentas pessoas se decidiram por Cristo pela primeira vez. Encontrei-me com ministros cujas vidas e trabalho foram transformados. Por certo o Senhor se utilizou dele de uma maneira sem par, tremenda, a fim de comover os corações dos crentes como não haviam sido comovidos, talvez, durante toda a
história da igreja evangélica. Como evangelista, ele exemplifica a paixão pelas almas.

Smith como pastor bem-sucedido: assim proclama o grandioso ministério da Igreja dos Povos ao mundo inteiro. O coração e a essência da grande Igreja dos Povos, em Toronto, são o evangelismo e as missões. Poucos pastores têm tido um pastorado tão longo e frutífero como o de Oswald J. Smith. Tenho pregado na Igreja dos Povos em diversas ocasiões, e cada vez tenho-me admirado de encontrá-la repleta, ao máximo de
sua capacidade. Somente os registros do céu sabem quantas almas se ajoelharam no altar da Igreja dos Povos, encontrando-se com Cristo. Como pastor ele exemplifica a paixão por almas.
 
Como autor, os seus livros e folhetos têm sido traduzidos para inúmeras línguas. É impossível que alguém leia uma página de qualquer de seus muitos livros, sem perceber a intensidade de seu amor às almas e sentir sua influência. A caneta de Smith nada perde em entusiasmo, poder e desafio.
Seus livros têm sido usados pelo Espírito Santo para gravar algo precioso, como ferro em brasa, nos recessos de minha própria alma, e têm exercido uma extraordinária influencia sobre minha vida e meu ministério. Como autor, Smith exemplifica a paixão
por almas.

Como poeta e compositor de hinos, os seus cânticos são apreciados e cantados ao redor da terra. Quem pode ouvir aquele
grande hino “Então Veio Jesus”, ou aquele outro “Deus compreende”, ou ainda “A Glória da sua presença” ou “O Cântico da Alma Libertada”, sem sentir a paixão desse homem pelas almas? Em inúmeras reuniões tenho visto os corações dos
presentes se comoverem e se quebrantarem pelo cântico desses hinos. Seu hino mais bem conhecido “Salvo”, tem servido de testemunho para grandes multidões. Como compositor de hinos ele exemplifica a paixão pelas almas.

Como homem, sua total consagração à causa de nosso Senhor Jesus Cristo e ao avanço de Seu reino injetaram nova esperança, coragem e inspiração a milhares de jovens pregadores. Sua piedosa vida de oração e sua vida cristã, cheia do Espírito, foram uma benção para multidões. Ninguém podia ficar em sua presença por cinco minutos sem receber o calor das chamas da sua alma. Como homem ele exemplifica a paixão pelas almas.
Parece que apenas uma vez em cada geração Deus ergue
um homem com tantos dons e talentos. A paixão impulsionadora
da vida desse homem sobreviverá através das gerações
vindouras, caso Cristo ainda se demore. Certamente nenhum homem dos nossos dias esteve mais qualificado para escrever acerca da paixão pelas almas. Ao ser relançado em público este livro, a nossa oração sincera é que outras pessoas sejam igualmente inspiradas por tão grande responsabilidade e visão, e por uma paixão tão fervorosa.

Billy Graham