1 de setembro de 2019

OSWALD SMITH

OSWALD SMITH
PAIXÃO PELAS ALMAS
RESUMO DO CAPITULO 1
O Derramamento do Espírito
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No reavivamento espiritual moderno. Se todos tivéssemos fé para esperar que Deus, em oração intensamente confiante, haveria um genuíno reavivamento criado pelo Espírito Santo, e o Deus vivo receberia toda a glória. Na Mandchúria e na China, quando nada mais fazíamos além de pregar o Evangelho e dirigir o povo em oração, mantendo-nos sempre fora do foco das atenções, vimos as mais extraordinárias manifestações de poder divino.
Fosse eu milionário, poria nas mãos de cada lar cristão, em nosso continente e no exterior, um exemplar do livro “Paixão por Almas”. Depois ficaria esperando, com plena confiança, um reavivamento que sacudiria finalmente o mundo todo. (Prefácio de Billy Graham)
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Aconteceu em 1904. O País de Gales estava em chamas. A nação se afastara muito de Deus. As condições espirituais eram realmente ruins. A freqüência às igrejas atingira um nível baixíssimo. E o pecado se alastrava por todos os lados.

De súbito, como um furacão inesperado, o Espírito de Deus soprou vigorosamente sobre a terra. As igrejas tornaram-se apinhadas de novo, de tal modo que multidões ficavam impossibilitadas de entrar. As reuniões perduravam das dez da manhã até à meia noite. Três cultos completos eram realizados todos os dias. Evan Roberts foi o instrumento humano usado, mas havia pouquíssima pregação. Os cânticos, os testemunhos e a oração eram as características preeminentes. Não havia hinários; os hinos haviam sido aprendidos na infância. Tampouco havia corais, pois todos participavam dos cânticos. Nem havia coletas, avisos, anúncios, e nenhum tipo de propaganda.
Resultado de imagem para CHUVA SUAVENunca antes acontecera algo semelhante no País de Gales, com resultados tão extensos e duradouros. Os incrédulos se convertiam, os beberrões, gatunos e jogadores profissionais eram salvos, e milhares voltavam a ser cidadãos respeitáveis. Confissões de pecados horrendos se faziam ouvir por toda parte, dívidas antigas eram saldadas. Os teatros foram obrigados a fechar as portas, por falta de espectadores. As mulas das minas de carvão se recusavam a trabalhar, tão desacostumadas estavam com o tratamento humano delicado. Em cinco semanas, vinte mil pessoas se uniram às igrejas.
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Havia tremor, choro, soluços e clamor em alta voz, pedindo misericórdia. Às vezes o barulho do povo era tal que nem se conseguia ouvir o pregador. Centenas de ouvintes caíam desfalecidos. Algumas pessoas clamavam: “A espada de dois gumes está me cortando em pedaços”. Um ímpio zombador, que viera divertir-se, caiu ao solo como um cão danado, e bradou: “Deus me feriu!”.
Contendas foram solucionadas, bêbados foram recuperados, adúlteros se arrependeram, e homicidas confessaram seus crimes e se converteram, tendo sido perdoados. Ladrões devolveram os bens que haviam furtado. Muitas pessoas abandonaram seus pecados de uma vida inteira.

Será que precisamos de um reavivamento assim? Ouça!
Quantas das nossas congregações estão semivazias, com metade
de seus bancos desocupados, domingo após domingo?
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Quão numerosa é a multidão de pessoas que jamais entrou na casa de Deus?
Quantas igrejas têm culto de oração, no meio da semana, frutíferos e prósperos, cheios de crentes? Onde está a fome das coisas espirituais?

 –Agora, pensemos em nossas universidades e seminários,
tanto em nosso país como nos campos missionários, onde se ensina a “alta crítica”, ou o modernismo teológico. O ensino nesses lugares é que Jesus nunca realizou um único milagre,
nunca ressuscitou dentre os mortos, não nasceu de uma virgem, não morreu em nosso lugar e não voltará para arrebatar sua Igreja.

Quantos crentes professos estão vivendo a vida de Cristo diante dos homens?
Quão parecidos com o mundo os crentes estão se tornando!
Quão pouca oposição sofre o crente!

Onde estão as perseguições lançadas contra a Igreja Primitiva?

Como é fácil ser cristão hoje!

E que diremos do ministério evangélico? Os ministros procuram persuadir, converter e salvar por intermédio de sua mensagem? Quantas almas são conquistadas pela pregação da Palavra?
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Ah, meu amigo, estamos sobrecarregados com incontáveis atividades eclesiásticas, enquanto o verdadeiro trabalho da igreja, que é evangelizar o mundo e ganhar os perdidos para Cristo, está quase inteiramente negligenciado.
Onde está a convicção de pecado que antes percebíamos?

Sim, é verdade que os homens se têm esquecido de Deus.
O pecado aumenta por todas as partes. O pregador já não consegue mais chamar a atenção do povo. Nada existe, além de um derramamento do Espírito de Deus, que seja capaz de resolver esse problema. Reavivamentos assim têm transformado centenas e centenas de comunidades, e também podem transformar a sua.

Então, como podemos provocar o derramamento abundante do Espírito Santo?

Talvez você responda: “Pela oração”. É
verdade, você acertou. Mas é preciso incluir algo antes da oração. Temos de resolver, antes de mais nada, o problema do pecado. Ao menos que nossas vidas sejam retas aos olhos de Deus, a menos que o pecado haja sido abandonado, podemos orar até o dia do juízo, que o reavivamento espiritual nunca ocorrerá. “Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós,para que não vos ouça” (Isaías 59:2).

Em Joel 2.14 o Senhor diz: “Voltai para mim de todo o vosso coração, com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes. Voltai para o Senhor vosso Deus, porque ele é misericordioso e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em amor, e se arrepende do mal”.

Muito bem, meu prezado amigo, não sei qual é o seu pecado. Só você e Deus o conhecem bem. Mas quero que você pense nisto: seria melhor que você interrompesse a sua oração e
se levantasse, que você não mais continuasse ajoelhado, e se prontificasse a resolver esse problema, arrependendo-se de seu pecado. “Se eu no coração contemplara o pecado, o Senhor não me teria ouvido” (Salmos 66:18).
Permita que Deus perscrute o seu coração e lhe revele todo o empecilho. O pecado tem de ser confessado e abandonado. É possível que você tenha que fazer restituição.

Escute bem! Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, proclamai um dia de assembléia solene. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os filhinhos, e os que mamam. Saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu tálamo. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa o teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam escárnio dele. Por que diriam entre os povos: Onde está o seu Deus?”

Ah! Meu irmão, você está orando? Você implora a Deus em favor de sua cidade? Você o procura noite e dia, visando o derramamento do seu espírito? Pois esta é de fato a hora de orar.
Somos informados acerca de uma época, no trabalho de Finney,
em que o avivamento esfriou. Então ele fez um pacto com os jovens a fim de que orassem ao alvorecer, ao meio dia e ao crepúsculo, em seus aposentos, durante uma semana. O espírito
começou a ser derramado novamente, e antes do fim daquela semana as concentrações aumentaram.

É claro que nossa oração deve ser confiante, deve ser a oração que aguarda a resposta. Se Deus despertar corações para que orem em favor de um reavivamento, é sinal certo de que o Senhor quer derramar seu espírito. E Deus é sempre fiel à sua Palavra. “Farei descer a chuva a seu tempo; chuvas de benção
serão” (Ezequiel 34:26).
As suas promessas nunca falham.
Tenhamos fé? Esperemos um despertamento espiritual?
Então é isso, meu irmão, a dificuldade não está no lado de Deus. Mas está aqui mesmo, conosco. Deus está disposto a socorrer-nos, esperando por muito tempo.

FIM DO CAP 1

CONTEÚDO DO LIVRO
Prefácio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
O Derramamento do Espírito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
A Responsabilidade pelo Reavivamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Parto de Alma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Poder do Alto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
Convicção de Pecado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
Obstáculos ao Reavivamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
Fé para o Reavivamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
Fome de Reavivamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
Está morto o Evangelismo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
A Necessidade do Momento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
Evangelismo: Resposta de Deus a um Mundo que Sofre . . . . . . . . 104

Deus manifesta Seu Poder nos Reavivamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118

a w pink a armadura de Deus


A ARMADURA DE DEUS
A W PINK
 1 - “O cinturão da verdade”. A couraça é para o coração, o capacete para a cabeça, para que, então, é o "cinturão”? 1 Pedro 1:13 nos ajuda aqui: "Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento”. "Tendo cingidos os vossos lombos com a verdade” [Efésios 6:14]; Assim, a referência espiritual do cinturão são as atividades  da mente. A mente "cingida” significa uma mente que é disciplinada;
O ato de cingir os lombos do entendimento é para evitar que os pensamentos fúteis e carnais corram soltos e selvagens em nosso interior.
 Mais uma vez; os "lombos” são o lugar de força, assim é a mente. Se permitirmos que os nossos pensamentos e imaginações corram soltos, não teremos comunhão com Deus, e nenhum poder contra Satanás.
Se os nossos pensamentos não são trazidos cativos, em obediência a Cristo, o Diabo, em breve ganha uma influência sobre nós.
"Tendo cingidos os vossos lombos com a verdade”.
A palavra "verdade” refere-se, , à Palavra de Deus: "a tua palavra é a verdade” (João 17:17); Isso é o que deve regular a mente, controlar os pensamentos, dominar as imaginações;
Deve haver um conhecimento de fé na, amor pela, sujeição à Palavra de Deus. "Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos (a sua mente) com a verdade”.
Agora, isto nos sugere a qualidade característica do adversário contra o qual somos chamados a nos armar. Satanás é um mentiroso, e só podemos enfrenta-lo com a verdade.

avivamento nas hilhas hébridas 1949 Duncan Campbel


Vidas que inspiram, Madame Guyon. Joaldo Almeida


Resultado de imagem para madame guyonJeanne-Marie Bouvier de la Motte-Guyon nasceu na França, em 1648, e foi educada em conventos e desde pequena demonstrou desejo de ser fiel ao Senhor. Mas, por ser muito bonita e por ser atraída pelo mundo, muitas vezes esqueceu suas promessas de fidelidade a Jesus.
Em 1970, foi vítima da forma mais virulenta de varíola, que destruiu sua beleza. "Mas a devastação exterior foi contrabalançada pela paz interior", ela testemunhou.


Até 1676, sofreu a perda de filhos, do marido, do pai e de uma grande amiga. Porém, tudo isso serviu apenas para que ela aprofundasse sua experiência com Deus. levou muitos à regeneração e a experiência da "morte do ego". O grande número de pessoas que, após ter contato com Madame Guyon, deixaram o mundanismo, o pecado e se consagraram a Deus despertou o ciúme de líderes católicos e mestres mundanos, que passaram a perseguir Guyon.
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Embora muito popular e admirada por muitos membros influentes na corte seus pontos de vista logo foram suspeitos de heresia, foi consequentemente, perseguida e aprisionada várias vezes.

 O rei Luís XIV pediu pessoalmente ao Bispo Bossuet, o maior e mais famoso eclesiástico da França, que a examinasse. Bossuet, a mente mais poderosa da França, achava estar lidando com uma mulher tola. Bossuet encontrou uma pessoa à sua altura, ou até melhor que ele. As conclusões de Bossuet a respeito desta mulher "perigosa" levaram Luís XIV a prender Jeanne Guyon, sem ao menos inquiri-la ou notificá-la a respeito.

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Em 1702 foi banida para Blois, onde passou o resto da sua vida a serviço do Senhor. Em 1717, aos 69 anos, faleceu, em perfeita paz.

Seus escritos como "Torrentes Espirituais", "Experimentando as Profundezas de Jesus Cristo" e "Experimentando Deus através da Oração", cheios de realidade espiritual, influenciaram grandemente homens como John Wesley e Watchman Nee.
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Deus a usou de forma especial para abrir caminho para a restauração da vida interior, da comunhão profunda com Ele, através da oração, da consagração plena, da santificação e do operar da cruz. Em nossos dias, estamos apenas começando a tocar no fluir das águas da verdadeira espiritualidade que Deus fez jorrar através dela.


xxxxxxxxxxVÍDEOSxxxxxxxxx 
VIDAS QUE INSPIRAM
MADAME GUYON



                                  EXPIREMENTANDO DEUS
                                                                   Madame Guyon



O CIÚME DE DEUS
Madame Guyon



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PENSAMENTOS DE MADAME GUYON


"A maioria dos cristãos não percebe que é chamada para uma relação mais profunda, interior, com o seu Senhor. Mas todos nós fomos chamados às profundezas de Cristo, tão certo como fomos chamados para a salvação".

"A vida do devoto é como uma torrente que abre seu caminho descendo das altas montanhas aos vales e fendas da vida, passando por várias experiências, até finalmente chegar a experiência espiritual da morte. A partir daí, a torrente experimenta a ressurreição e uma vida de acordo com a vontade de Deus, enquanto ainda passa por vários estágios de refinamento. Por fim, a torrente encontra seu caminho em direção ao vasto, ilimitado oceano. Mesmo ai ,a torrente não torna-se totalmente unificada com o vasto oceano, até que mais uma vez, passe pelas relações finais com Deus."
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"Ao aproximar-se do Senhor, em oração, tenha o coração pleno de amor puro, um amor que nada procura para si próprio. Tenha um coração que nada retira do Senhor, mas que apenas quer agradá-Lo e fazer a sua vontade."

"Receba pela fé o fato de que qualquer coisa que lhe aconteça é o desejo Dele para você, nesse momento. Quando for ao Senhor dessa maneira, verá que seu espírito estará em paz, não importando qual seja a sua condição. Os tempos de sequidão serão a mesma coisa que os tempos de abundância, porque você terá aprendido a amar a Deus somente porque você o Ama, não por causa de suas dádivas, nem mesmo por sentir sua presença."

"Ó, que tu possas compreender a profundidade deste mistério e aprender os segredos da conduta de Deus, revelados às criancinhas, mas ocultos aos sábios e grandes deste mundo, que se consideram os conselheiros do Senhor, e capazes de investigar Seus métodos, e supõem que obtiveram essa divina sabedoria, oculta aos olhos de todos aqueles que vivem em si mesmos e estão envoltos em suas próprias obras. Quem, por um vivo engenho e elevadas faculdades, sobe ao Céu e pensa compreender a altura, profundidade e largura de Deus?"
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"Ó Tu, Manancial de Amor! Pareces de fato tão zeloso pela salvação dos que tens comprado que preferes o pecador ao justo! O pobre pecador, que se vê vil e miserável, é, por assim dizer, forçado a detestar-se a si mesmo; e, vendo que seu estado é tão horrível, ele se lança, em seu desespero, nos braços de seu Salvador, mergulha na fonte de cura e sai dela 'branco como a neve'".

"Jesus Cristo foi o primeiro a entrar nessa experiência. Foi o Chefe de todos os abandonados, mas não esteve isento do cativeiro. Portanto, é impossível que tu estejas isento. Lembra-te sempre de que agradou-Lhe sair de todos os deleites que estavam ocultos no seio de Seu Pai para fazer-se o mais cativo de todos os homens. Lembra-te também que faz muito tempo que os patriarcas hebreus seguiram a mesma senda. Alegria, deleites… e cativeiro! Os primeiros crentes da nova aliança vieram e seguiram a ordem dos patriarcas e de seu Modelo divino, Jesus Cristo. Mas tu perguntarás: "Por que todos temos de passar por esse caminho? É para que todos cheguemos ao ponto da infelicidade?" Claro que não. O gozo é uma promessa na terra de Abraão, uma terra que está lá, além do cativeiro. Que terra é essa? Essa terra é possuir a Deus! Mas, ah, quanto há por fazer a fim de possuir essa terra! Há sofrimento que temos de conhecer!"

“Não se diz que não haja que atuar, senão que há que atuar em dependência do movimento da graça; a alma deve deixar-se mover pelo Espírito vivificante que há nela”.

“Não se trata de apartar-se do mundo, há que apartar-se de si mesmo”.

“Há que deixar que os homens pensem de nós o que queiram; não há que agradar os homens, senão a Deus”.


“A paz com Deus só pode ser perfeita mediante a total renúncia. Esta paz nos dá paz conosco mesmo e com o próximo”.

“A oração é o alimento da alma; quando nos privamos dela por nossa culpa, nos fazemos padecer fome a nós mesmos”.

"Sou um passarinho, sem campos, sem ar
Na minha gaiola sento-me a cantar
Para Quem aqui me aprisionou.
Bem satisfeito prisioneiro sou
E assim, meu Deus, quero Te agradar.

Aqui, nada tendo para realizar,
Todo o longo dia só posso cantar.
As minhas asas Ele amarrou,
Mas o meu canto muito O agradou,
Ainda Se curva pra me escutar.

Tu tens paciência para me escutar,
E um coração pronto para a mim amar.
Gostas de ouvir meu rude louvor
Pois sabes que o amor, quão doce amor!
Inspira todo esse meu cantar.

Preso na gaiola não posso sair,
Mas minha prisão não pode me impedir
A liberdade do coração
Que sempre voa em Tua direção,
Minh´alma livre, a Ti vai se unir.

Oh! Que gozo imenso poder me elevar
Para as alturas a Ti contemplar.
Tua vontade e desígnio amar
Minha alegria neles encontrar,
Livre, em Teus braços me aconchegar