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15 de julho de 2015

Oliver B. Greene - 200.000 convertidos para Cristo

Oliver B. Greene
Oliver Boyce Greene Foi um pastor batista independente que nasceu nos EUA em 1915. Se converteu com a idade de 20 anos e levou mais de   200.000 pessoas a se encontrarem com Jesus durante o seu ministério. Fazia reuniões de avivamento em tendas e em igrejas em toda costa  leste dos Estados Unidos por mais de 35 anos. Greene  escreveu mais de 100 obras entre livros e tratados.
Em 1956, ele fundou  a Hora do Evangelho (The Hour Gospel) que era um programa de rádio que ia ao ar a partir de uma estação na Geórgia . A  Hora Evangelho cresceu e chegou a ser ouvida em 150 estações ao redor dos Estados Unidos. 
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Oliver B. Greene em um sermão no rádio disse: “Não obstante, o que este verso quer dizer? ‘Pois muitos são chamados, mas poucos escolhidos.’ Neste capítulo [22] o Senhor Jesus conta a parábola da festa de casamento. Aqueles que foram convidados recusaram comparecer. Então o Senhor disse aos servos, ‘Ide... pelas encruzilhadas dos caminhos, e a quantos encontrardes, convidai-os para as bodas.’ Os servos fizeram conforme foram ordenados e o casamento ficou cheio de convidados. Muitos foram convidados que não compareceram – por uma razão ou outra eles não vieram.... Eles recusaram vir. Então o convite foi enviado a todos. Muitos foram convidados, mas poucos foram escolhidos – poucos vieram em vista do convite.

 Neste dia maravilhoso de graça dezenas de milhares estão ouvindo o evangelho, e ouvindo o evangelho eles são convidados a estar presente nas bodas do Cordeiro; mas poucos estão aceitando o convite. Muitos estão sendo chamados pela mensagem do evangelho – a Palavra chama, mas eles recusam responder ao chamado. Aqueles que respondem ao chamado são escolhidos para ter lugar nas bodas no céu (Ap 19.7-10).” 
 
A IGREJA DE LAODICEIA
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!” – Apocalipse 3.14-18 
A igreja que não é quente nem fria deixa Cristo doente! Não duvido que o “evangelho social” de hoje em dia, repleto de suavidade, que garante que somos todos irmãos, que diz o que os ouvidos querem ouvir, também deixa Cristo doente, como ocorreu com a igreja de Laodiceia.
O tipo mais baixo, mais vil de ladrão que existe é o pastor que ocupa o púlpito domingo após domingo, mas não avisa aos seus ouvintes que se eles não nascerem de novo, irão queimar no inferno. O ladrão comum rouba os nossos bens materiais—joias, dinheiro — contudo o pastor moderninho rouba nosso direito ao Céu!
A situação caótica em que o mundo vive hoje deve ser uma preocupação dos pastores. Os mensageiros de Deus receberam a promessa, o poder e a munição para bombardear Satanás, todos os demônios e os seres do inferno, mas ainda não carregaram as armas nem atiraram as bombas do evangelho contra o reino do diabo!


Tenho certeza que Satanás anda satisfeitíssimo com os pastores que andam atirando com armas de brinquedo munidas de frases como “os acadêmicos concordam”, em vez de dispararem o canhão da verdade do evangelho, “Assim diz o Senhor!”.

Deus não se preocupa com quantos sermões um pastor prega, desde que a pregação nãos seja feita em “[...] linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e poder”. (1Co 2.4).
(Sword of the Lord - Oliver B. Greene)

http://www.forgottenword.org/articles2.html



3 de agosto de 2013

Nicky Cruz




Nicky Cruz




A história de Nicky Cruz é parecida com a de milhares de jovens e adolescentes que vivem nas grandes cidades espalhadas pelo mundo. Rejeitado pelos pais, carente de afeto e atenção, ele fez das ruas o seu lar, dos amigos, a sua família. E acabou vivendo em um território sem lei, onde os fortes subjugam os fracos; onde não há espaço para os valores éticos e morais; onde tudo é conseguido na base da violência... Ainda que seja preciso matar.
Muitos leitores já conhecem um pouco da vida de Nicky Cruz, contada por David Wilkerson no livro "A Cruz e o Punhal". Agora ele mesmo conta sua emocionante experiência. É a história de um jovem que, pelo poder de Deus, abandonou o ódio e a violência para se tornar pregador de grande influência para milhares de outros jovens iguais a ele.
A história de Nick, escrita em linguagem fluente e espontânea, narra, com grande realismo, como é a vida nos guetos de Nova Iorque. Mostra como a criminalidade toma conta dos jovens cujas famílias não lhes dão a devida atenção. Ao mesmo tempo apresenta a solução para os problemas que esses jovens enfrentam, nos Estados Unidos ou em qualquer parte do mundo.
É um exemplo a ser seguido por todos os que desejam ajudar a minimizar o problema da delinqüência e da criminalidade em nossas cidades.


Nicky Cruz (San Juan, Porto Rico, 6 de Dezembro de 1938) foi o líder da famigerada gangue "The Mau-Maus" de Nova Iorque. Posteriormente se tornou um pastor religioso renomado.
Era caracterizado como uma pessoa muito incontrolável, que não tinha medo de nada nem de ninguém. Sua infância foi muito perturbadora, vivendo em um dos piores bairros de Porto Rico sempre se envolvia em confusão. Sua própria mãe o chamava de "Filho de Satã".
Em primeiro de janeiro de 1955, quando Nicky tinha 16 anos, seus pais não podendo mais o controlar o mandaram para casa de um dos seus irmãos mais velhos em Nova York. Chegando à casa de Frank, Nicky foi para a escola, lá viu como era difícil se relacionar com outras pessoas, ainda mais crianças e adolescentes, que considerara rebeldes e insencíveis. Nicky também não era um adolescente fácil e rapidamente fugiu, indo morar nas ruas.
Em Nova York havia muitas gangues de rua. As gangues eram espécies de grupos comandados por um presidente e o vice. Também havia os conselheiros de guerra, eles negociavam as brigas: Local,dia e hora. Suas brigas eram violentas, usavam desde tacos de beisebol, porretes, canivetes, correntes de bicicleta e etc. Muitos saíam deformados das brigas, já outros nem tinham chance de chegar ao hospital. Nicky, ouvindo falar dessas gangues, se interessou, assim entrou para uma gangue denominada os "Mau Maus". Nick era respeitado pelos seus colegas de gangue, conhecido como o mais bravo e forte nas brigas e rapidamente se tornou o líder desta gangue .







Conversão
Um pregador religioso chamado David Wilkerson, que pregava no bairro de Nicky , tentou convertê-lo mesmo após ter sofrido ameaças. Quando insistiu foi agredido por Nicky, mas não demonstrou ódio por isso.
Duas semanas mais tarde, David voltou ao bairro para uma reunião religiosa. Nicky, ao saber, decidiu agredir David, desta vez acompanhado por outros membros da gangue. Mas ao chegar ao local da reunião acabou se sentido culpado por suas atitudes anteriores e começou a rezar.
No dia seguinte Nicky foi à polícia e entregou todas suas armas. Também começou a estudar a Bíblia e retornou para a escola. Após estudar, inclusive teologia, por vários anos, Nicky também se tornou um pregador religioso. Voltou para o seu antigo bairro onde pregou e acabou persuadindo outros membros dos "Mau Maus" a se converterem, inclusive o novo líder da gangue .


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OBRAS



Foge Nick foge

27 de junho de 2013

JESSE OVERHOLTZER


JESSE OVERHOLTZER

No ano de 1937 – Nasce a APEC A obra missionária conhecida como ALIANÇA PRÓ-EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS teve início no ano de 1937, através de um homem chamado Jesse Irvin Overholtzer, na cidade de Chicago, nos Estados Unidos da América do Norte.






Ele fora desafiado pela leitura de Spurgeon que tinha grande visão da evangelização das crianças (Leia o seu livro, Pescadores de Crianças, publicado por Shedd Editora).
Spurgeon havia dito que uma criança de cinco anos poderia nascer de novo tanto quanto um adulto. Jesse Overholtzer, que já havia ultrapassado os 60 anos de idade, ficou impactado com esta afirmação e começou a verificar se isto era verdade, evangelizando crianças.
Overholtzer jamais poderia imaginar que o Senhor o estava chamando para iniciar uma Missão como a APEC, que hoje está trabalhando em 158 nações. Ele visitou o Brasil e no ano de 1941 o Brasil passou a ser o primeiro país a ter o trabalho da APEC.
Overholtzer foi um homem de oração, dedicando-se especialmente a oração pela salvação das crianças em todo o mundo.
Ao completar 70 anos de atividade, o atual presidente internacional da APEC, Reese Kaufmann, mostrou, com alegria, como a obra continua crescendo fiel aos seus princípios e valores, na evangelização e discipulado das crianças.

2017 – O desafio de ter a APEC em todas as nações
Em maio de 2008, na Conferência Internacional da APEC, com a presença de missionários de 83 países, foi lançado um grande desafio: Ter o trabalho da APEC em todas as nações - AO REDOR DO MUNDO EM 80 ANOS – o desafio de alcançar as crianças para Cristo em todas as nações até 2017. Segundo dados da ONU são 207 nações.
Ao falar deste grande desafio, Reese Kaufmann destacou 6 pontos que deverão nortear todo o ministério da APEC:
1. Liderança espiritual e piedosa. A grande necessidade de obreiros que andem com Deus a cada dia, que tenham intimidade com Jesus, que seja cheios do Espírito Santo e que escutem a voz de Deus através de Sua Palavra.
2. Preocupação constante com a saúde espiritual dos que estão servindo a Deus no trabalho da APEC. Que obreiros, funcionários, voluntários e cooperadores em geral estejam crescendo espiritualmente e que vivam em harmonia com o Senhor e Sua palavra.
3. A importância da oração. Orar em cada atividade e oportunidade. A oração é a base de todo o ministério.
4. A prioridade na evangelização das crianças. Muitas organizações fazem coisas boas para as crianças e que são necessárias: dar alimento, educação, remédio, lazer, etc. O foco da APEC é dar o evangelho. Este é o chamado de Deus para a APEC.
5. A apresentação clara do evangelho. A mensagem da salvação não pode ser mudada. A tendência hoje de ser politicamente correto compromete esta apresentação simples e clara do evangelho. Nisto a APEC não tem o que mudar nem adaptar.
6. Fazer tudo com excelência. Como representantes do Rei dos Reis tudo tem que ser muito bem feito. Fazer todo o ministério para a glória de Deus: treinamento de obreiros, produção e distribuição de literatura, administração do trabalho, múltiplos ministérios com crianças, etc.

A Participação Missionária da APEC do Brasil
No desafio de alcançar todas as nações, o Brasil tem uma grande oportunidade de fazer a sua parte, cedendo as dependências do Centro de Educação Nacional da APEC - CENA, em Mairiporã- SP, durante os meses de agosto a novembro deste ano, para a realização do Instituto de Liderança para candidatos que virão da América Latina e do Oriente Médio.
Na América Latina, embora todos os países já tenham trabalho da APEC, alguns deles têm apenas uma pequena representação e o trabalho precisa ser mais bem desenvolvido. É o caso do Panamá, onde se espera que após o Projeto “Crianças do Panamá para Cristo”, realizado de 24 de junho a 14 de julho, venham obreiros para serem treinados aqui no Brasil e retornem como obreiros de tempo integral.

               No Oriente Médio, o Rev. Vassilios Constantinidis, que há mais de 40 anos vem servindo como missionário da APEC aqui no Brasil, vem trabalhando duro para trazer líderes de diversos países para serem treinados no Brasil e há perspectiva de abertura da APEC nos seguintes países: Marrocos, Algéria, Tunísia, Líbia, Egito, Síria, Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes.
Chegaram no final de agosto e preparam-se no Instituto de Liderança, até o início de novembro de 2008, 19 candidatos de diversos países do Oriente Médio, cujas passagens e bolsas de estudos completas estão sendo possíveis através de ofertas de igrejas e irmãos do Brasil. Que privilégio, ver depois do Instituto, não só novos obreiros em países onde a APEC já está presente, mas ver também novas nações sendo alcançadas pelo ministério da APEC. Que as crianças do Oriente Médio conheçam o Salvador e Senhor Jesus Cristo.
No ano de 2009, nos meses de julho a outubro, a APEC do Brasil realizará o 2º Instituto de Liderança em língua portuguesa na África, em Guiné-Bissau. Além de candidatos do próprio país, virão também líderes de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe para serem treinados. Nestes três países, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe ainda não há trabalho da APEC. Será uma grande bênção vê-los também com este precioso ministério.
Todas as nações em 80 anos! Que desafio! Embora alguns países sejam difíceis, não há impossíveis para o Senhor. Para Deus não há portas fechadas!
Antes da volta do Senhor Jesus, há uma grande colheita ainda a ser feita, especialmente entre as crianças.
Junte-se a APEC para o alcance destes alvos. Seja um intercessor. Seja um contribuinte. Seja um voluntário. Ore também para que Deus multiplique “evangelistas de crianças” e tudo seja feita para sua honra e glória.
Se desejar mais informações envie um E-mail para: desenvolvimento@apec.com.br

fonte:Gilberto Celeti

6 de abril de 2013

WILLIAM SEYMOR - O avivamento da rua Azuza


WILLIAM SEYMOUR  

O avivamento na rua Azuza

 William J Seymour

Em 1905, Seymour estava em Houston, Texas, quando ouviu a mensagem pentecostal pela primeira vez, na Escola Bíblica de Topeka, Kansas. Seus seguidores tinham recebido o batismo no Espírito Santo com a evidência  de falar em outras línguas.
Por causa das leis de segregação racial da época, Seymour foi forçado a se assentar no corredor, do lado de fora da sala de aula. O humilde servo de Deus suportou a injustiça com graça. Seymour deve ter sido um homem de um aguçado intelecto.  Entretanto, não recebera o batismo com o Espírito Santo com a evidência de falar em línguas.

Seymour dirigiu reuniões em Houston,  pregando para auditórios negros.  Neely Terry , uma convidada de Los Ângeles, encontrou com Seymour quando ele pregava numa Igreja regular pastoreada por Lucy Farrar.
Quando Terry retornou à Los Ângeles, ela persuadiu a pequena Igreja de Santidade que freqüentava a convidar Seymour para ir até sua Igreja para uma reunião. Sua pastora, Julia Huthinson, oficializou o convite.

Seymour chegou a Los Angeles em fevereiro de 1906.
Seus primeiros esforços para pregar a mensagem pentecostal foram impedidos e ele foi expulso porta à fora daquela igreja. A liderança tinha suspeitas da doutrina de Seymour, estavam especialmente convencidos de que ele pregava sobre uma coisa que ainda não tinha recebido.


Mudando para a casa de Edward Lee, um zelador de um banco local,  Seymour começou a ministrar a um grupo de oração que estava se reunindo regularmente na casa de Richard e Ruth Asbery, na Rua Bonnie Brae, 214. Asberry também tinha um emprego de zelador. A maioria dos adoradores eram afro-americanos, com algumas visitas ocasionais de brancos. Assim que o grupo foi buscando a Deus por reavivamento, sua fome se intensificou.

Finalmente, em 19 de abril, Lee foi batizado no Espírito Santo com a evidência de falar em outras línguas. Quando as novas de seu batismo foram contadas aos verdadeiros crentes da Rua Bonnie Brae, um poderoso derramamento se seguiu. Muitos receberam o Batismo do Espírito Santo como um reavimento pentecostal chegado à Costa Oeste.
Aquela tarde poderia ser descrita assim: gente caindo pelo assoalho parecendo insconscientes, outras clamavam e corriam pela casa. Uma vizinha, Jennie Evans Moore, tocou piano sem nunca ter tocado antes.
Nos poucos dias de continuo derramamento, centenas se ajuntaram. As ruas ficaram cheias e Seymour pregava do alpendre dos Asbery. Em 12 de abril, três dias depois do derramamento inicial, Seymour recebeu seu próprio batismo de poder.

Rapidamente, deixando o lar dos Asbery, o bispo procurou um local para uma igreja. Eles encontraram um prédio de uma missão na Rua Azuza nº 312.
A missão tinha sido construída para ser uma Igreja Metodista Episcopal Africana, mas quando os planos foram abandonados, o santuário do andar de cima foi transformado em

Mais importante do que suas críticas,foi o tempo providencial da sua visita. O artigo foi publicado no mesmo dia do grande terremoto de São Francisco. Californianos daquela região foram pegos de surpresa e com grande temor achavam que o reavivamento era o cumprimento das profecias do dia do Grande Juízo Final.
Imediatamente, Frank Bartleman, um evangelista itinerante, publicou um folheto sobre o terremoto. Milhares de folhetos, sobre o cumprimento das profecias, foram distribuídos. Logo, multidões se apertaram na Rua Azuza. Um recepcionista disse que mais de mil pessoas lotavam a propriedade. Centenas enchiam o pequeno prédio. outros assistiam do lado de fora, entupindo aquela rua suja.

Com a ajuda de um estenógrafo e um editor, a Missão começou a publicar um jornal, "A Fé Apostólica". Os Sermões de Seymour eram transcritos e impressos junto com as novidades sobre reuniões de muitos missionários que estavam sendo enviados. Os escritos literalmente espalharam a mensagem Pentecostal através do Globo. Circularam mais de 50.000.

Cultos eram dirigidos três vezes ao dia: às 10:00, à tarde e às 19:00h. Eles freqüentemente permaneciam juntos o dia inteiro até o fim do último culto. Este programa continuou sete dias por semana, por mais de três anos.

Era muito comum o perdido ser salvo, o doente curado, o endemoninhado liberto,e quem buscava saía batizado com o Espírito Santo na mesma reunião. Muitos dos pioneiros do movimento Pentecostal receberam o Santo batismo adorando nas pranchas de casca de madeira no altar da Rua Azuza.

Em 28 de setembro de 1922, com 52 anos de idade, teve dores no peito e falta de ar. Embora o médico fosse chamado, o peregrino foi estar com o Senhor na Cidade Celestial.


Portalyohanan.com.br


8 de março de 2013


Whathmann Nee
 
 
 
Watchman Nee é considerado um dos mais importantes líderes e pensadores nativos na história do Cristianismo chinês. Há poucos líderes na história do Cristianismo chinês cuja influência é tão prevalecente quanto a de Watchman Nee.
 
 
Nee produziu mais do que 40 volumes de devocionais, sermões, bem como obras teológicas. Seus escritos foram traduzidos para muitos idiomas orientais, tais como japonês, coreano, indonésio, tagalo, bem como para idiomas ocidentais, tais como inglês, francês, espanhol e português. Seus livros continuam a influenciar muitos grupos cristãos, desde grupos carismáticos renovados até igrejas tradicionais por todo o mundo.
Ele é o fundador do“Pequeno Rebanho” [Little Flock], a maior denominação cristã protestante na China na época do regime comunista em 1949. O “Pequeno Rebanho” começou em 1923 com uns poucos membros e em menos de 20 anos cresceu para se tornar uma denominação com mais de 700 congregações e 70.000 membros. Naquele tempo alguns estimam que dentre os aproximadamente 700.000 a 1.000.000 de membros da igreja protestante na China, o “Pequeno Rebanho” tinha 100.000 membros. A despeito dos números, esse movimento cristão de 20 anos de idade provou para si mesmo ser uma tremenda realização. Mesmo debaixo da opressão e perseguição comunista durante os anos 50 e 60, o “Pequeno Rebanho” continuou a crescer. E hoje, o movimento ainda está ativo por toda a China. Além do mais, a teologia, prática e espiritualidade distintiva do “Pequeno Rebanho” está enraizada em muitos círculos cristãos chineses, seja na China ou por todo o mundo.
 
 
OS PONTOS FORTES DA SUA TEOLOGIA
Cristocêntrica: Um dos pontos mais fortes da teologia de Nee é a sua ênfase sobre Cristo. “Além do mais, a ênfase de Nee sobre Cristo oferece nova esperança, força e vitalidade para os cristãos chineses que vivem debaixo de circunstâncias difíceis. Ela continuamente rejuvenesce a força deles, para que possam ser capazes de exercer sua responsabilidade cristã em meio de uma ambiente hostil”. [9]
Sola Scriptura: Durante uma época na qual a Bíblia era tratada de forma cética, os sinceros esforços de Nee para sustentar o princípio reformado do Sola Scriptura deve ser recomendado. [10]
Edificação dos crentes: Nee enfatizou grandemente a edificação dos crentes, o treinamento, o cultivo e o aprofundamento da vida espiritual dos cristãos. Como Stephen Chan escreveu: “Em minha opinião, na obra de pregação do meu tio, ele enfatizou a edificação dos crentes. Sua ênfase em treinar o cristão era igual aos seus esforços evangelísticos. Isso era o que ele e seus cooperadores tinham causado no reavivamento da Igreja Chinesa, diferentemente das características de outros reavivamentos. Outras igrejas não enfatizam a educação dos crentes (quer na verdade, quer na vida espiritual de um cristão)”. [11]
O sacerdócio de todos os crentes: Ele enfatizou que, embora os presbíteros governem, ensinem e pastoreiem a congregação, o ministério da igreja é uma coordenação espiritual de todos os crentes no Espírito Santo. Nee escreve:
Deus pretende que todo cristão seja um “trabalhador cristão,...”. Os presbíteros não são um grupo de homens que são contratados para fazer a obra no lugar de seus membros; eles são apenas aqueles que supervisionam os assuntos. [12]
Nee continua:

No Novo Testamento todos salvos são sacerdotes; portanto, todos os salvos devem servir. Se numa igreja somente uma minoria ou uma parte está servindo, há algo errado dentro dessa igreja; ela ainda é fraca. Somente quando todos estiverem servindo é que a igreja será forte. [13]
Finalmente, Nee disse:

Ser um cristão é ser um sacerdote. Não espere que ninguém seja um sacerdote para você. Você mesmo deve desempenhar essa função. Visto que não temos nenhuma classe intermediária entre nós, ninguém te substituirá nas coisas espirituais. Que não haja classes especiais de tais trabalhadores criadas em nosso meio...Todos pregarão o evangelho, todos servirão a Deus. Quanto mais prevalecente for o sacerdócio, melhor a igreja será. Se o sacerdócio não for universal, fracassamos para com Deus; não temos andando corretamente. [14]


 
 
FRASES DE NEE
 
“Se um crente se recusar a aceitar os tratamentos de Deus nunca conseguirá progredir. Se apenas desejar adquirir conhecimento da Bíblia, só precisa estudar bastante e ser auxiliado por aqueles que já têm conhecimento bíblico. Mas se realmente deseja conhecer a Deus, precisa ter um encontro pessoal com Ele, pois não pode ser de outra maneira.”



“Orar é como colocar cartões de visita no prato de uma balança. Você coloca um peso de 100 gramas em um dos pratos, e vai colocando os cartões no outro. Quando joga o primeiro cartão, ele não consegue levantar o peso. Cartão atrás de cartão vão sendo colocados, sem que o peso se mexa. Até o momento que lançar o último cartão, quando ele se levanta. Assim também acontece com a oração. Oramos uma, duas, três vezes, e uma vez mais. Talvez seja essa a nossa última oração, mas então vem a resposta”



Nee polarizou o reino de Deus e o mundo (cosmos).

 

O mundo e Deus estão em oposição, com o mundo controlado por Satanás. Satanás usa todas as atividades, isto é, cultura, comércio e economia para seduzir os cristãos para o seu sistema mundial e serem os seus escravos. Todavia, porque o mundo já está condenado, os cristãos devem ser salvos do mundo.

Assim, nos ensinos de Nee, os cristãos devem se separar do mundo, cortar suas relações com o mundo, Embora os cristãos sejam a luz do mundo, isso diz respeito somente a compartilhar o Evangelho e Cristo ao mundo. Deixe-me apontar também que Nee usa um método exegético alegórico, que é não-histórico. Devido ao método exegético de Nee e sua posição escatológica pré-milenista, sua teologia para com o mundo e a cultura era passiva, especialmente durante os tempos turbulentos dos anos 20 na China.

 
Nee cria que a igreja deve ser estabelecida de acordo com sua localidade. Toda epístola na Bíblia foi endereçada à igreja de acordo com sua localização. O apóstolo estabeleceu presbíteros em cada localidade. Especialmente em Apocalipse, as sete igreja mencionadas tinham cada uma delas seu próprio candeeiro; cada igreja é autônoma e financeiramente independente uma da outra.

Nee ensinava que as igrejas em nossa era tinham esquecido os princípios bíblicos. Portanto, devemos voltar à Bíblia e servir a Deus de acordo com os princípios lançados pelos apóstolos. Devemos servir a Deus “no nome do Senhor”, sem igrejas denominacionais. No esforço de Nee para encontrar o único padrão bíblico possível para estabelecer a igreja, o “Pequeno Rebanho” foi encontrado.

 

Contudo, a busca sincera de Nee pelo modo ideal de estabelecimento de igrejas não foi somente divisiva, ele, conscientemente ou não, criou outra denominação, mais restritiva do que a maioria.

 




CONCLUSÃO A influência de Nee sobre as igrejas chinesas não está limitada à Ásia. Suas influências teológicas são vidas e bem até hoje. Sem dúvida Nee foi verdadeiramente um líder cristão dedicado que “não queria nada para si mesmo e tudo para o seu Senhor, que buscou durante toda a sua vida ser um homem espiritual até a morte”. Todavia, assim como qualquer outro líder cristão, ele não era perfeito. Devemos ser profundamente inspirados por seu amor e devoção a Cristo, e ao mesmo tempo sermos plenamente cientes dos aspectos dos seus ensinos que são extremos ao ponto de serem errôneos. Como o sobrinho de Nee escreveu: Muitos líderes espirituais têm falhado e são fracos. Contudo, a Bíblia sempre foi verdadeira, nunca cobrindo as falhas dessas pessoas a quem Deus usou. As falhas de Abraão, Moisés e Gideão estão registradas na Bíblia. Deus não colocou esses eventos para nós vermos quão grandes, bem-sucedidos e dignos de nossa adoração essas pessoas eram, mas para permitir que vejamos que Suas obras maravilhosas manifestadas através de um punhado de vasos inúteis cumprindo Sua boa vontade. Da mesma forma, meu tio teve falhas. Todavia, essas coisas não negam a verdade de como Deus o usou poderosamente. Ele está entre os humildes, os defeituosos, todavia, ele foi verdadeiramente usado por Deus de uma maneira poderosa e foi um vaso cheio do precioso tesouro
 
LIVROS DE NEE
 
 
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28 de fevereiro de 2013

O ENGANO DOS HUMANISTAS - Francis Schaeffer










A Fé dos Humanistas*

Autor: Francis Schaeffer**

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Revisão: Walter Andrade Campelo

Duas Colunas
 
 

Duas colunas distinguiam a Igreja cristã primitiva de qualquer outro sistema religioso.

 

A primeira dizia respeito ao fundamental problema da autoridade. Em tal Igreja só existia uma autoridade final: a Bíblia, a Sagrada Escritura. Isto se depreende claramente dos ensinamentos de Jesus, de Paulo e da totalidade do Novo Testamento. Entre os leitores do presente tratado, muitos crerão que a Igreja primitiva estava certa em sustentar este conceito da Escritura; porém, até mesmo aqueles que não o aceitam, deveriam compreender que tal foi o conceito da Igreja, para assim entender intelectualmente a mesma.

 






Os primeiros cristãos criam que a Sagrada Escritura lhes dava uma autoridade externa ao âmbito do relativista, mutável e limitado pensamento humano. Assim, com esta visão da Palavra, tinham o que consideravam uma autoridade não humanista.

 

A outra coluna da Igreja primitiva que a diferenciava de todos os demais sistemas religiosos era sua resposta à pergunta: Como se achegar a Deus?

 

 Se Deus existe e é santo, perfeitamente santo, vivemos num universo moral.

 

Se Deus não existe ou se é amoral ou imperfeito, vivemos, conseqüentemente, num universo relativo com relação à moral.

 

Por outro lado, se Deus é perfeito, e mantém sua total perfeição, então, como é óbvio que nenhum homem é moralmente perfeito, todos eles estarão condenados.

 

A única coisa que poderia resolver este dilema, verdadeiramente básico, acerca de se o universo é moral ou amoral, seria o ensinamento da Bíblia e da Igreja primitiva.

 

Tal ensinamento foi que Deus nunca diminuiu o nível de Suas normas, que Ele exige perfeição e que, portanto, Ele é completamente moral;

 

E que, porém, por causa do amor de Deus, veio Jesus Cristo como Salvador, e realizou uma obra infinita e definitiva na cruz, de maneira que o homem já pode se achegar ao Deus totalmente santo e perfeito, apoiado nesta obra perfeita e consumada, pela fé e sem obras humanas relativas, esta é a segunda coluna.

 
 
 

Uma vez que se ensina a exigência por parte de Deus de perfeição total, se mantém a existência de um universo moral; e ao se ensinar a obra perfeita do Salvador, segue-se que não necessariamente todos os homens sejam condenados. Assim, qualquer elemento humanista e egoísta é destruído; jamais nenhum outro sistema - seja religioso, seja filosófico - deu semelhante resposta.

 
 
Assim, pois, as duas colunas distintivas da Igreja primitiva eram um golpe combinado e completo contra o humanismo. A autoridade ficava fora da mutável jurisdição humana e assim, o acesso pessoal de cada indivíduo ao Deus eternamente santo se baseava, não nos atos morais ou religiosos relativos do homem, mas na absoluta e definitiva obra (e por ser Ele Deus, infinita) de Jesus Cristo.

 

Tudo isto fazia que o homem fosse arrancado do centro do universo, donde havia intentado situar a si mesmo, quando se rebelou contra Deus na histórica queda no Éden, e destruía o humanismo, atacando-lhe no seu próprio coração.
 
 
 
 
 

17 de fevereiro de 2013

BILLY GRAHAM - O GRANDE EVANGELISTA DO SÉCULO XX

LIVROS DE BILLY GRAHAM







A ansiedade é o resultado natural de centralizarmos nossas esperanças em qualquer coisa menor do que Deus e sua vontade para nós.
Pecado não é apenas o uso do que é corrupto, mas muitas vezes o mau uso daquilo que é puro e bom.
Feliz é o homem que aprendeu o segredo de ir a Deus diariamente em oração. Fonte: Livro: O Segredo da Felicidade - Billy Graham

Certa vez ouvi contar a história dum homem que passava por uma estrada. Atrás dele vinha um porco. Um amigo dele o chamou e perguntou como conseguia fazer com que o porco o seguisse. Respondeu: "Ora, muito fácil: à medida em que vou avançando, deixo cair um feijão verde, e o porco gosta muito disso."
O Maligno vai caminhando pela estrada da vida, a derrubar seus feijões, e muitas criaturas humanas o vão seguindo para a ruína eterna. Fonte: Livro: O Segredo da Felicidade - Billy Graham
 
 
 
 
 
O segredo da felicidade é Deus! O segredo de se ver é conhecer a Deus é o coração puro, e coração puro só pode vir das mãos de Deus! Alcance um coração puro, e daí você poderá ser completamente feliz – sejam quais forem as circunstâncias! Fonte: Livro: O Segredo da Felicidade - Billy Graham
A Bíblia não manda que os pecadores procurem a igreja, mas ordena que a igreja saia em busca dos pecadores.
Estude a Bíblia para ser sábio; creia na mesma para ser salvo; siga os seus preceitos para ser santo.

 

14 de fevereiro de 2013

Lewis Sperry Chafer

Seu Ministério Foi ordenado em 1900 por um Conselho de Ministros Congregacionais na Primeira Igreja Congregacional em Buffalo. Em 1901, mudou-se para Chafer Northfield, Massachusetts e começou a participar nas conferências Bíblicas de Northfield. Foi por meio dessas conferências que Chafer envolveu-se com muitos líderes espirituais, incluindo o Dr. CI Scofield, e foi em associação com Scofield que Chafer mudou a direção de seu ministério de um evangelista itinerante para o de professor de Bíblia. Manteve estreita associação com os últimos vinte anos de vida de Scofield, e tornou-se associado com o seu ministério que se tornou seu mentor. Em 1909 tornou-se presidente da Conferência Northfield. Durante este período inicial, Chafer começou a escrever e desenvolver sua teologia. Durante os primeiros 10 anos com Scofield, Chafer começou a ensinar na Mt. Hermon School for Boys e publicou seus primeiros três livros, "Estudos na Estrutura Elementar da Ciência da Música", "Satanás", e "O Verdadeiro Evangelismo." Ele ajudou Scofield no estabelecimento da Escola de Bíblia da Filadélfia em 1913, e de 1923 a 1925, atuou como secretário-geral da Missão da América Central. Quando Scofield morreu em 1921, Chafer mudou-se para Dallas, Texas, para pastorear a Primeira Igreja Congregacional de Dallas, que próprio Scofield havia fundado em 1882. Então, em 1924, com a sua visão educacional fundou o Colégio Teológico Evangélico, que mais tarde seria rebatizado como Dallas Theological Seminary. Chafer serviu para o resto de sua vida, quase 30 anos, como presidente desta escola e professor de teologia sistemática, demitiu-se do pastorado da igreja e da agência missionária, mas começou a escrever mais e permaneceu muito ativo em conferências bíblicas. Um trabalho muito significativo de Chafer foi "Temas Principais da Bíblia" que foi escrito em 1926 e foi o precursor da sua maior obra, "Teologia Sistemática", publicada em 1948. Também contribuiu para a "Teologia Sistemática" de Chafer o fato de que a escola assumiu a publicação da revista "Bibliotheca Sacra". Esta é uma revista que tinha sido publicada desde o início de 1800, e para a qual Chafer escreveu muitos artigos que contribuíram diretamente para o seu conjunto de teologia. Chafer teve uma enorme influência sobre o movimento evangélico. Entre seus alunos estão Jim Rayburn , fundador da , Kenneth N. Taylor , autor de The Living Bible , Howard Hendricks , J. Dwight Pentecost , Charles Caldwell Ryrie , J. Vernon McGee , RB Thieme, Jr. e John Walvoord , que o sucedeu como presidente no Seminário Dallas. Ele é amplamente reconhecido como um dos fundadores do moderno Dispensacionalismo e foi veementemente contra a teologia do pacto. Chafer morreu em 22 de Agosto de 1952. Obras. Em 1933, adquiriu o jornal Dallas Bibliotheca Sacra e começou a publicar em 1934. Chafer escreveu centenas de artigos para este jornal. Em 1947, após dez anos de trabalho, ele completou sua Teologia Sistemática em oito volumes. Esta foi a primeira vez que um quadro pré-milenista, dispensacionalista da teologia cristã foi sistematizada em um único formato. Os livros eram tão populares que esgotou a primeira impressão em seis meses e precisava de uma terceira edição em dois anos. A série foi impressa muitas vezes desde então por uma série de editoras. Muitos dos livros de Chafer têm sido reimpressos várias vezes por várias editoras diferentes. Alguns deles: TRÊS CLASSES DE HOMENS por Lewis Sperry Chafer Entre o caráter e o género de vida diária dos Cristãos existe uma manifesta diferença. Esta diferença é reconhecida e definida no Novo Testamento. Há uma possibilidade de aperfeiçoamento tanto nesse caráter como nesse género ele conduta diária de muitos Cristãos, sendo esse aperfeiçoamento experimentado por todos aqueles Cristãos que cumprem certas condições. Estas constituem, também, um tema importante na Palavra de Deus. O Apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito, dividiu toda a família humana em três classes: 1) O “homem natural”, aquele que não “nasceu de novo”, o homem que nunca se mudou espiritualmente; 2) O “homem carnal”, aquele que é “menino em Cristo” e que anda “conforme o homem”; e 3) o homem “espiritual”. Estes grupos são classificados pelo Apóstolo segundo a sua capacidade em compreender e receber uma certa forma de Verdade, que nos é “revelada” dos fatos pelo Espírito. Os homens são bem diferentes uns dos outros quanto ao fato do novo nascimento e da vida de poder e da bênção divina; todavia a classificação desses indivíduos é revelada claramente pela atitude que tomam perante os fatos revelados. Em 1Co 2:9 a 3:4 está estabelecida esta tripla classificação, cuja passagem começa como se segue: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito.” Apresenta-se, assim, bem clara, a distinção entre os assuntos gerais do conhecimento humano que são adquiridos pela faculdade de observação, pela percepção auditiva ou pelo “coração” (o poder racional)! e aqueles outros assuntos que se afirma, serem-nos “revelados” pelo Seu Espírito. Aqui não há qualquer outra referência senão aquela que já está incluída nas Escrituras da Verdade, e esta revelação é ilimitada, como nos prova a continuação da passagem citada. “Porque o Espírito(Aquele que revela) penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”. Portanto, os homens são classificados conforme a sua capacidade para compreender e receber as “profundezas de Deus”. Mas ninguém, por si só, pode chegar ao âmago destas “profundezas de Deus”, “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” (que as conhece). No entanto, é possível a uma pessoa, mesmo sem auxílio (quer dizer, conduzida só por si), penetrar nos assuntos do seu semelhante, porquanto nele existe “o espírito do homem”. Mas não pode estender ou sair da sua esfera. Não lhe é possível conhecer, por experiência própria, as coisas do reino animal que é inferior a ele; tão pouco pode entrar numa esfera mais elevada e experimentar as coisas de Deus. Mesmo que o homem, só por si, não possa compreender os mistérios de Deus, o Espírito conhece-os, e, por isso, todo aquele que estiver intimamente relacionado com esse Espírito, poderá também atingir o conhecimento desses mistérios. E a passagem bíblica continua: “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que (“as profundezas de Deus”, aquelas que o olho não viu, etc.) nos é dado gratuitamente por Deus”. “Nós, (isto é, todos os salvos sem exceção) recebemos o Espírito que provém de Deus”. Eis aqui uma grande possibilidade. Ficando nós tão vitalmente relacionados com o Espírito de Deus, a tal ponto que Ele passa a habitar dentro de nós, é possível, devido a essa circunstância, virmos a conhecer “o que nos é dado gratuitamente por Deus”. Só por nós, porém, jamais poderíamos alcançar esse conhecimento, porque o Espírito é que sabe, Ele é que habita em nós e é Ele que tudo nos revela. Esta revelação divina é-nos transmitida em “palavras” que só o Espírito Santo ensina, como o Apóstolo continua expondo: “As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais”. O Livro de Deus é um Livro de palavras, e as mesmas palavras que exprimem a “sabedoria humana” exprimem também as coisas que “o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem.” Todavia, aquele que não é ajudado pelo Espírito, não pode compreender estas “profundezas de Deus”, ainda que expressas nas palavras mais familiares ao homem, a não ser, repetimos, que elas sejam “reveladas” por esse Espírito de verdade. Mesmo assim, e avançando no conhecimento destas coisas reveladas, o progresso só é alcançado quando as coisas espirituais forem comparadas com outras espirituais. Os segredos espirituais devem ser comunicados por meios espirituais. Fora do Espírito não pode haver compreensão espiritual.