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1 de dezembro de 2015

Mary Slessor - A Rainha do Reino de Calabar


Corre, mãe! Corra!" Sempre que a mulher branca, ouvia estas palavras, ela sabia que era grave o problema, por isso ela correu apressada para a floresta. Lá ela encontrou Etim, o filho mais velho e herdeiro do Chefe da tribo, deitado inconsciente em uma árvore que tinha caído sobre ele. Por mais de quinze dias ela o alimentou e cuidou de seus ferimentos, mas seus esforços foram em vão. Pois a vida esvaiu-se lentamente de seu corpo e na manhã de domingo, antes da escola bíblica ele morreu . Esta notícia foi enviada com um espasmo de terror por todo o distrito, pois cada morte violenta como essa era atribuída à feitiçaria e era certo que um bom número de pessoas iriam ser acusadas de causarem essa morte e iriam morrer por supostamente terem sido a causa da árvore cair em cima do menino. Assim que o chefe da aldeia soube que seu filho havia morrido, ele gritou: "Aqueles que mataram meu filho, também devem morrer! Tragam a feiticeira da aldeia!" Por  causa destas palavras, todos fugiram. Quando a feiticeira chegou, ele por suas adivinhações colocou a responsabilidade pela morte do menino na aldeia em que vivia uma missionária vinda da escócia, conhecida como a mãe branca. Imediatamente, os armados guerreiros marcharam contra o povoado, e apreenderam dezenas de homens e mulheres, que vieram presos em correntes







 
A punição para os suspeitos era tomar veneno. A feiticeira falou que aos inocentes o veneno não irai fazer efeito, pois dizia: "Se eles não são culpados, eles não vão morrer." A missionária sabia que aquilo era um artefato do inimigo e não concordou com a decisão e passou a orar incessantemente ao Senhor. Milagrosamente, a ira do chefe foi se aplacando e ele foi convencido da inocência daquelas pessoas e foi libertando elas aos pares. Por último, onze dos presos foram libertados e a morte de um dos restantes, uma mulher, era exigido. A missionária porém, de todas as formas tentava salvar a vida dessa mulher, intercedendo junto ao chefe. Vendo a persistência e firmeza dessa nobre escocesa, e vencido pela grande compaixão que advinha dela, o líder tribal cedeu aos seus apelos o último dos presos foi liberado e contentou-se com o chefe do sacrifício de uma vaca. Foi a primeira vez em todo este distrito que a morte de um filho de um chefe não tinha sido vingada com sangue humano.

Como foi que essa solitária mulher branca foi  capaz de suportar esta longa e terrível provação? Deixa ela mesma dar a resposta: "Se eu não tivesse sentido  o meu Salvador próximo ao meu lado, eu teria perdido a minha razão." Habilitada por essa presença divina, ela ocupou o seu terreno e pregou para os nativos. Citando as palavras de Jesus: "Aquele que escuta a minha palavra e crê no que ele me enviou, tem a vida eterna, e não devem entrar em condenação, mas passou da morte para a vida", ela procurou mostrar os terrores do juízo divino e as maravilhas da vida eterna. Quem era esta mulher que poderia triunfar sobre tais condições? Ela era Mary Slessor, nascido em Aberdeen, Escócia, 2 de dezembro de 1848, e conhecida como a Rainha Branca de Calabar, uma região na costa oeste da África. Falando desta intrépida mulher, JH Morrison paga este tributo: "Ela tem direito a um lugar nas fileiras da frente heroínas da história, e se os  maiores feitos de um servo de Deus forem aqueles realizados com grande amor e auto-sacrifício , por anos de resistência e sofrimento, sustentados por uma vida de heroísmo e pura devoção, será difícil encontrar, se não impossível, um outro nome igual ao nome de Mary Slessor. " Ela era realmente uma rainha – Uma rainha por sua entrega a causa dos nativos da África, aos quais ela considerava filhos e uma rainha entre as heroínas da igreja cristã.
 
Amar = viver em favor de.
Mary Slessor

One More River - The Mary Slessor Story - Part 1
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 É madrugada. A alguns quilômetros da orla marítima, uma mulher e seis crianças negras caminham para a margem de um rio. Chove. Homens e mulheres africanos perguntam:
     - Por que nos abandonas, mãe?
     Maria Slessor pára junto à canoa, volta-se, contempla aqueles semblantes escuros e fala docemente:
     - Não fiquem tristes. Sei que vou para o meio de povos ferozes e adoradores do Maligno, mas eles também precisam ouvir falar de Jesus. Alegrem-se. Eu voltarei. Mas se não voltar, nós nos encontraremos nas margens do Grande Rio, diante do Grande Pai. E ali seremos todos de uma só cor, alvos como o marfim.


     Maria Slessor nasceu na Escócia, em 1848. Era loura, de cabelos lisos e olhos azuis. Aos onze anos de idade foi obrigada a trabalhar na tecelagem para ajudar financeiramente sua mãe, pois seu pai, alcoólatra inveterado, após a morte de Roberto, o filho mais velho, abandonou a senhora Slessor e os quatro filhos restantes. 
      Aos 14 anos Maria já era considerada uma hábil tecelã. Não sabia ela que futuramente Cristo a incumbiria de tecer as vestes brancas da salvação no coração dos negros africanos.
     Sua mãe era evangélica, membro da igreja de Aberdenn, e costumava contar aos filhos histórias da Missão Africana, visando despertar-lhes o interesse pela obra missionária.
 
     Atentos, eles ouviam a senhora Slessor falar-lhes de um rei africano e dos seus chefes de cor; das terras e das boas-vindas que costumavam oferecer aos missionários enviados; dos pretos de Calabar; de como Hope Waddell fora morar corajosamente no meio dos pântanos, e ali brilhar como uma luz, pregando aos selvagens o Evangelho de Cristo, e o quanto a Missão necessitava de obreiros e de manutenção.
     Às cinco da manhã, Maria se levantava e ia para a fábrica, onde permanecia até às dezoito horas. Levava sempre a Bíblia consigo, lendo-a no caminho, quando ia e quando voltava, e durante os intervalos do seu trabalho.
 
     Nessa época tornara-se membro da igreja de Wishart. Ali, pouco tempo depois, começou a dirigir uma classe bíblica para meninos rebeldes. Para atrair aqueles que se recusavam terminantemente a frequentar a classe, ela promovia reuniões ao ar livre.
     Certa vez um grupo de rapazes perversos resolveu acabar com uma dessas reuniões. O líder do grupo aproximou-se de Maria, sob o olhar dos demais, inclusive das crianças, e começou a girar uma corrente em cuja ponta estava presa uma bola de ferro. E a girava velozmente, avizinhando-a da cabeça de Maria, mas esta, encarando-o firmemente, não denunciava nenhum sinal de medo. 

     "Ela tem coragem" disse o rapaz, desistindo e abaixando o braço com que segurava a corrente. Em seguida sentaram-se todos, e juntamente com as crianças assistiram à reunião.
     Esse incidente contribuiu para mudar a vida daqueles moços, salientando também a coragem daquela que, não temendo lidar com garotos rebeldes nem enfrentar rapazes insubordinados, desafiaria, em plena selva, a agressividade e as lanças dos negros africanos.
 
     A missão de Calabar, na África Ocidental, tinha sido fundada no ano de 1846. Kurumã estava sendo evangelizado por Robertt Moffat, enquanto David Livingstone, "o fogo das mil aldeias", abria caminho através de todo o restante do Continente. 
     
O sonho da senhora Slessor era que Roberto, seu filho mais velho, fosse à África auxiliar o trabalho desses missionários. Mas a morte prematura do rapaz fê-la pensar que nunca teria um filho missionário.

     Quando, em 1874, Maria Slessor completou 26 anos, foi pedida em casamento. Mas neste mesmo ano o Império Britânico foi abalado com a notícia da morte de David Livingstone. Fizeram então apelo a voluntários para o continente africano, e Maria, decidindo entre a obra missionária e o casamento, optou pelo primeiro e ofereceu-se como missionária para Calabar. 
    
Nessa época, ela era aluna da Escola Normal de Edimburgo, e a coragem em seguir para um lugar conhecido como "sepultura dos brancos" deixou forte impressão em todos.

     Em agosto de 1876, no cais de Liverpool, Maria embarcava em um navio que a levaria a um continente que em nada se assemelhava à sua bela Escócia. Tornava-se então realidade o sonho da senhora Slessor.
     Pelas areias brancas de Cabo Verde, pelo Desembocadouro dos Escravos, pela Costa do Marfim e pela Costa do Ouro, a bordo do navio "Etiópia", dois olhos azuis deslizavam sua curiosidade pela misteriosa paisagem que delineia a navegação costeira
. 
    
Maria Slessor, recebendo brandamente no rosto a aragem fresca das praias africanas, contemplava interessadamente aquelas florestas que se erguiam, hostis e impenetráveis, margeando toda a costa.
     Chegando a Calabar, desembarcou e foi conduzida a Duke Town, uma vila litorânea onde residiam alguns missionários. Ali ela viveu durante quatro anos, ajudando nos cultos e estudando a língua local e alguns dialetos nativos.
     Era madrugada ainda quando Maria se levantava para tocar o sino, convocando os crentes à oração. O seu espírito, entretanto, ansiava por um trabalho de maior alcance, a liberdade pioneira, o desbrava-mento daquele solo enegrecido pelo pecado.
 
     Muitas vezes ela caminhava para a mata fechada e contemplava demoradamente as árvores que se erguiam ao longe, indecifráveis, sumindo no horizonte além. Era ali que se travavam, entre tribos que praticavam a feitiçaria e o canibalismo, os choques mais horrendos e cruéis já contemplados pela natureza humana. 
     E era ali que ela deveria estar, entre eles, modificando-lhes as práticas da ignorância e falando-lhes do amor de Jesus.
     Foi de um vilarejo chamado Cidade Velha que lhe veio o primeiro convite para ir evangelizar e morar entre os negros. Ela aceitou, agradecendo a Deus. Agora poderia expandir plenamente a sua vocação missionária.
 
     Seguiu para lá acompanhada de um guia e alguns carregadores. Quando a vereda por onde caminhavam se dividiu em duas, eles se depararam com um crânio humano enfiado em uma estaca. Ali estava designada a entrada da Cidade Velha.
     Durante mais de dois anos, Maria Slessor viveu naquele povoado como a única mulher branca entre negros, alegre por estar no meio deles, comendo na mesma mesa e falando-lhes da obra salvadora de Jesus.
 
     As paredes de sua casa eram de taipa e o teto de palha, e havia sempre várias crianças dormindo ali - órfãos e desprezados que Maria abrigava. Pensando nestas e nas outras crianças, fundou uma escola onde lhes ensinava não só o idioma deles, mas também a darem os primeiros passos nos caminhos eternos.
     Aos domingos pela manhã, dois meninos carregando um sino em um pau de bambu, percorriam toda a vila até o local da reunião, trazendo atrás de si um número sempre crescente de negros curiosos que se achegavam para ouvir a "Mãe Branca".
 
     E quando a noite se declinava sobre o povoado, recebia sempre em sua fronte escura a claridade do cântico daqueles nativos que cultuavam a Deus à luz das tochas vermelhas.
     Certa vez uma canoa pintada de vivas cores e conduzida por quatro negros de pele oleosa e rostos pintados de vermelho aproximou-se das margens do rio que banhava o vilarejo.
 
     Era a canoa do rei Ocon, chefe da tribo Ibaca, que a enviara juntamente com o convite para que Maria fosse morar em sua tribo. Ela aceitou. Esta seria uma grande oportunidade de evangelizar um povo que desconhecia Cristo. 
     Logo, toda a Cidade Velha ficou alvoroçada e entristecida. Mas às três horas da madrugada, despedindo-se de todos, Maria era conduzida rio acima, sob a cobertura de uma esteira improvisada para protegê-la da chuva e da água levantada pelos remos.
 
     Por um longo espaço de tempo aqueles homens remaram, e quando a madrugada enrubescia as primeiras horas do dia, sob o latido de cães e o cantar dos galos, chegaram a Ibaca.
     Deram-lhe uma casa semelhante à outra onde morava anteriormente. Multidões vieram das vilas vizinhas para ver sua pele branca. Pela manhã e à noite realizava cultos; durante o dia dava remédios aos doentes, fazia curativos em suas feridas ou lhes aconselhava o que deviam fazer. 
     Homens, ao natural ferozes e barulhentos, ficavam em completo silêncio ao verem Maria aproximar-se para lhes contar histórias. Ali, ela falou o Evangelho de Cristo a todos os que se achegaram para vê-la.

     Pelos fins de 1882, um tufão passou com extrema rapidez sobre a vila e derrubou a casa de Maria. Ela foi levada a Duke Town, mas o seu estado de saúde se agravou, fazendo-se necessária a sua volta à Escócia.
     Depois de três anos, recuperada e novamente pronta para enfrentar as dificuldades, voltou à África, desta vez dirigindo-se para a tribo de Creek Town.
     Viveu durante seis meses nesse povoado, até quando soube que o rei Eio, chefe da tribo Coiong, praticante da magia negra, a convidara para evangelizar sua tribo.
 
     Todos se opuseram à sua ida, alegando que aquela tribo não merecia confiança e que o convite era uma cilada. Mas ela não se impressionou, e, acompanhada de seis crianças e alguns carregadores, embarcou na canoa enviada pelo rei.
     Quando alcançaram a desembocadura de Equenque, a canoa foi abandonada, e, sob uma pesada chuva e o choro das crianças, iniciaram a jornada a pé, através de mais de uma légua de mata fechada.
 
     Sentindo no corpo as roupas encharcarem-se e os pés atolarem-se na lama, Maria avançava cantando trechos de hinos, a fim de encorajar as crianças. Mas em certos momentos era tão grande o seu cansaço que ela só conseguia pronunciar: "Pai, tem misericórda de mim!"
 
    Chegaram finalmente à tribo. Reinava ali um silêncio profundo. Maria gritou e dois escravos apareceram. Um deles acendeu o fogo e trouxe-lhe água, enquanto o outro correu com a notícia de que a "Mãe Branca" era chegada.
    É noite. Em uma área larga, no centro da tribo, há uma multidão de negros sentados, formando um grande círculo. As casas, distribuídas de modo a formar uma larga circunferência, erguem-se em volta dos ombros escuros. No centro da reunião há uma mesa coberta com uma toalha branca, e, em cima desta, acha-se aberta uma Bíblia.
 
     Quatro tochas presas a estacas se erguem de um lado e do outro da mesa. As chamas brilham nos rostos atentos. Junto à mesa há vários chefes sentados. E de pé, com os cabelos adquirindo tonalidade de ouro sob a vermelhidão das tochas, Maria Slessor prega ao maior ajuntamento de tribos negras já conseguido de uma só vez. 
     O olhar azul contempla a multidão silenciosa e atenta. "Para alumiar os que estão no assento das trevas e na sombra da morte, para corrigir os nossos pés no caminho da paz" (Lucas 1.79), é o trecho lido naquela noite pelos lábios que ainda se abririam inúmeras vezes para pregar a Palavra da Vida.
     Maria Slessor viveu ainda muitos anos entre as tribos africanas. Através de sua voz, milhares de negros tomaram conhecimento de Jesus Cristo e milhares o aceitaram como o Salvador. Ela foi, depois de David Livingstone, a missionária que mais conduziu negros aos alvos caminhos da salvação
.

     Em janeiro de 1915, cansada e ainda em plena África, ela foi ao encontro dAquele que, na grandiosidade do seu sacrifício, foi erguido no madeiro para constituir-se na esperança de todos os povos.

Jefferson Magno Costa

25 de julho de 2015

Samuel Marinus Zwemer, “O Apóstolo do Islã”



 Samuel M Zwemer
“O Apóstolo do Islã”




 
 Samuel M Zwemer
Neste dia, 12 de abril de 1867, nasce Samuel Marinus Zwemer em Vriesland, no Michigan, nos Estados Unidos da América e morreu em Nova Yorque em 2 de abril de 1952, também nos Estados Unidos da América. Este missionário norte-americano pelo seu pioneirismo missionário entre os povos de língua árabe e de religião maometana foi denominado pelos estudiosos norte-americanos do movimento de Missões como o “O Apóstolo do Islã”

Samuel Marinus Zwemer era o décimo terceiro filho, entre quinze irmãos. Os seus pais eram cristãos dedicados, que emigraram da Europa, e eram membros fiéis da Igreja Reformada Holandesa. A sua mãe dedicou-o ao Senhor assim que ele nasceu.

Foi educado no Hope College, Holland, Michigan, (A.B., 1887) e no New Brunswick Theological Seminary (1890). Enquanto frequentava o Hope College, decidiu ser missionário no mundo árabe. Zwemer ofereceu-se para trabalhar entre os muçulmanos. Em 1888 não existia nenhuma organização missionária cristã norte-americana a trabalhar no mundo muçulmano. Em 1890 ele viajou para Beirut, onde começou o seu estudo do árabe. Pouco depois viajou para o Cairo e decidiu começar a sua obra missionária em Basora, onde trabalhou denodadamente durante seis anos. 

Ali casou-se com Amy Wilkes em 18 de maio de 1896, uma missionária enfermeira natural da Austrália. Mais tarde começaram juntos uma nova missão no Bahrein, território então administrado sob poder britânico. Mais tarde, ele e a esposa mudaram-se de novo para Basora, no golfo Pérsico, e aí começaram um ministério missionário que, embora os resultados tivessem sido pouco visíveis, abriu o caminho para alcançar com o Evangelho os muçulmanos mais fanáticos. Mais tarde a missão mudou-se para o Cairo. E mais tarde o campo do ministério de Zwemer alcançou o mundo inteiro. Ele escreveu mais de cinquenta livros, pregou em cada lugar, aonde os cristãos se deixaram avivar pelo Senhor, e testemunhou fielmente do Seu Senhor a qualquer pessoa que conversasse com ele.

Foi o organizador e o presidente da conferência missionária no Cairo em 1906, ainda que residindo principalmente nos Estados Unidos entre 1905 e 1910, aí foi fazendo muita obra missionária principalmente a nível de passar a informação do campo missionário nas Igrejas da sua denominação. Em 1910 voltou para o campo missionário nos países banhados pelo Golfo Pérsico. No ano de 1912 começou a ensinar no seminário presbiteriano no Cairo, a cidade onde a mais antiga e influente universidade islâmica, a Al-Azhar, está situada. Depois durante os anos seguintes viajou extensamente pelo norte da África, também o fez pela Índia e Indonésia, inclusive viajou até à China, onde foi convidado a falar em mesquitas em várias cidades, por causa da sua capacidade para falar árabe e ao seu entendimento do islã.

 Em 1929 foi designado professor de missões e de história da religião em Princeton Theological Seminary, onde ensinou até 1938, embora sem deixar de falar em institutos, seminários, convenções e Igrejas, onde inspirou e mobilizou muitos para o campo missionário. Depois de pronunciar três conferências numa reunião do “Inter-Varsity Christian Fellowship” em Nova Iorque, no princípio do ano de 1952, sofreu um ataque de coração, e em consequência do qual morreu pouco depois, em 2 de abril do mesmo ano.

Samuel Marinus Zwemer foi famosamente rejeitado pela “American Missionary Society” pelo que ele foi sem quaisquer apoios para o campo missionário. Editou a publicação de o “Moslem World” (O mundo muçulmano) durante muitos anos. Ele foi influente na mobilização de muitos cristãos para o trabalho missionário em países islâmicos.

De acordo com Ruth A. Tucker, (estudiosa de Missões) os convertidos de Samuel Zwemer eram "provavelmente menos de uma dúzia no fim de quase quarenta anos do seu serviço missionário" e a sua maior contribuição "para as missões foi a de mobilizar os cristãos para a necessidade da evangelização entre os muçulmanos."
Escreveu “Arábia, the Cradle of Islam, with an Account of Islam and Mission-Work” (Nova Iorque, 1900); Raymond Lull, First Missionary to the Moslems (1902); “Topsy-Turvy Land: Arábia Pictured for Children” (em colaboração com a sua esposa; 1902); “Islam: A Challenge to Faith (1908); Nearer and Farther East: Studies of Moslem Lands and Siam, Burma, and Korea” (em colaboração com A. J. Brown; 1908); “The Unoccupied Mission Fields of a África and a Ásia” (1911); “Daylight in the Harem” (1911; em colaboração com Annie Vão Sommer) e parte de  “Islam and Missions” (1911). Em 1911 começou a publicação do “The Moslem World”, editado em Londres, e colaborou com Annie Van Sommer na edição de “Our Moslem Sisters” (Nova Iorque, 1907) e com E. M. Wherry e J. L. Barton editando “Mohammedan World of To-Day” (1907).

Carlos António da Rocha

17 de julho de 2015

Conde de Zinzendorf

 
Conde de Zinzendorf

O selo da Igreja Moraviana, o tema deste opúsculo. Diz "Venceu o nosso Cordeiro. Vamos segui-Lo". Depois de muita perseguição no seu país de origem, Boemia - Morávia, no centro da Europa, um pequeno grupo escapou para a Alemanha oriental (1722).


   Cinco anos depois, na vila de Herrnhut (abrigo do Senhor), na propriedade rural do Conde de Zinzendorf, Deus derramou sobre eles seu Espírito Santo de uma maneira especial (1727). Não é que houve milagres e línguas, mas muito quebrantamento verdadeiro e uma consciência profunda de ser uma comunhão ao redor do Cordeiro de Deus.

   Iniciaram o que seria a reunião de oração mais longa da história, cem anos de intercessão ininterrupta. Um grupo de jovens começou a preparar-se para missões após o dia de trabalho árduo de colono, estudando a Bíblia, línguas, geografia e medicina. Mas cinco anos depois, o Conde estava em Copenhagen na festa de coroação de
um rei dinamarquês. Ali ele recebeu duas chamadas, uma para trabalhar entre os escravos numa ilha dinamarquesa no Caribe, outra para ajudar na evangelização entre os esquimós na Groenlândia. Voltando para casa, a sua igreja aceitou o  desafio, iniciando o imenso  trabalho missionário moraviano.

   Pastor Florêncio descreve este movimento que, em 20 anos, enviou mais missionários para os campos do que toda a igreja protestante em dois séculos!

   "Venceu o nosso Cordeiro! Vamos seguí-Lo!" Que privilégio ser seguidor de Jesus! Vamos por onde Ele nos levar. Amém!



OS MORÁVIOS E A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA
Em um  pequeno vilarejo chamado Herrnhut,  o Conde Zinzendorf fundou através da oração, o movimento missionário Morávio, conhecido como uma das maravilhas espirituais da igreja. Herrnhut, na Alemanha, era conhecida como “O RELÓGIO DE DEUS “, lugar onde a vida de oração era tão efusiva, que despertou o zelo por missões em toda a comunidade, que enviou, praticamente sem dinheiro e sem treinamento, homens e mulheres para todos os confins da terra.

Herrnhut (vila Morávia)

 Devido os Moravianos terem sido pessoas sofredoras, podiam facilmente se identificar com aqueles que sofriam. Eles iam àqueles que eram rejeitados por outros. Dificilmente qualquer missionário seria mandado para a costa leste de Honduras ou Nicarágua. Essas partes da América Central eram inóspitas. Lá, contudo, estavam os Moravianos. Isso era característico da vocação missionária deles; eles se dirigiam a pessoas receptivas. Devido ao fato de os Moravianos crerem ser o Espírito Santo o “Missionário” primário, aconselhavam seus missionários a “procurarem as primícias, procurarem aquelas pessoas que o Espírito Santo já havia preparado, e trazer-lhes as boas novas”. Eles colocavam o crescimento do reino de Cristo acima de uma expansão denominacional.  A obra missionária Moraviana era regada de oração. No ano de 1727,
 em Herrnhut na Alemanha , ocorreu um grande avivamento espiritual, os Moravianos  começaram uma vigília de virada de relógio, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana,
trezentos e sessenta e cinco dias 
por ano.


Nesse OOoO livro devocional conhecido como Lemas Diários, que ainda tem sido publicado pela Igreja Moraviana, era o devocional mais amplamente usado entre os cristãos europeus. O ministério Moraviano FOI ESTABELECIDO COM OS CRENTES MORÁVIOS PROSTRADOS ROSTOS EM TERRA.