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18 de junho de 2016

ADONIRAN JUDSON - Missionário a Myanmar ( Burma )

Adoniran Judson
Missionário, pioneiro à Birmânia
(1788-1850)

Magro e enfraquecido pelos sofrimentos e privações, por causa das muitas prisões, muitas vezes entre os mais endurecidos criminosos, entre chicotadas e sobre a areia escaldante, contudo, JAMAIS NEGOU SUA FÉ EM CRISTO. Sua esposa conseguiu entregar-lhe um travesseiro para que pudesse dormir melhor no duro solo da prisão. Porém ele descansava ainda melhor porque sabia que dentro do travesseiro, estava escondida a preciosa porção da Bíblia que traduzira com grandes esforços para a língua do povo que o perseguia.
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Aconteceu que o carcereiro requisitou o travesseiro para o seu próprio uso! Que podia fazer o pobre missionário para readquirir seu tesouro? A esposa então preparou, com grandes sacrifícios, um travesseiro melhor e conseguiu trocá-lo com o do carcereiro. Dessa forma a tradução da Bíblia foi conservada na prisão por quase dois anos; a Bíblia inteira, depois de completada por ele, foi dada, pela primeira vez, aos milhões de habitantes da Birmânia.Em toda a história, desde o tempo dos apóstolos, são poucos os nomes que nos inspiram tanto a esforçarmo-nos pela obra missionária como os nomes desse casal, Ana e Adoniram Judson. Em certa igreja em Malden, subúrbio de Boston, encontra-se uma placa de mármore com a seguinte inscrição:

Memorial
Rev. Adoniram Judson
Nasceu: 9 - agosto - 1788
Morreu: 12 - abril - 1850
Lugar de seu nascimento: Malden
Lugar de seu sepultamento: o mar
Seu monumento: OS SALVOS DA BIRMÂNIA E A
BÍBLIA BIRMANESA
Seu histórico: nas alturas

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Adoniram fora uma criança precoce; sua mãe ensinou-o a ler um capítulo inteiro da Bíblia, antes de ele completar quatro anos de idade.
Seu pai inculcou-lhe o desejo ardente de, em tudo quanto fazia, aproximar-se sempre da perfeição, sobrepondo-se a qualquer de seus companheiros. Esta foi a norma de toda a sua vida.
O tempo que passou nos estudos foram os anos em que o ateísmo, que teve sua origem na França, se infiltrou no país. O gozo de seus pais, ao saberem que o filho ganhara o primeiro lugar na sua classe, transformou-se em tristeza, quando ele os informou de que não mais acreditava na existência de Deus. O recém-diplomado sabia enfrentar os argumentos de seu pai, que era pastor instruído, e jamais sofrera de tais dúvidas. Contudo as lágrimas e admoestações de sua mãe, depois de o moço sair da casa paterna, estavam sempre perante ele.

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Não muito depois de "ganhar o mundo", na casa dum tio, encontrou-se com um jovem pregador. Este conversou com ele tão seriamente acerca da sua alma, que Judson ficou muito impressionado. Passou o dia seguinte sozinho, em viagem a cavalo. Ao anoitecer, chegou a uma vila onde passou a noite numa pensão. No quarto contíguo ao que ele ocupou, estava um moço moribundo, e Judson não conseguiu pegar no sono durante a noite. - O moribundo seria crente? Estaria preparado para morrer? Talvez fosse "livre pensador", filho de pais piedosos que oravam por ele! O que também o perturbava era a lembrança dos seus companheiros, os alunos agnósticos do colégio de Providence. Como se envergonharia, se os antigos colegas, especialmente Ernesto, o mais sagaz de seus amigos de faculdade,  soubessem o que agora sentia em seu coração!
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Ao amanhecer o dia, disseram-lhe que o moço morrera. Em resposta à sua pergunta, foi informado de que o falecido era um dos melhores alunos do colégio de Providence, cujo nome era Ernesto!
Judson, ao saber da morte de seu companheiro ateu, ficou estupefato. Sem saber como, estava em viagem de volta a casa. Desde então desapareceram todas as suas dúvidas acerca de Deus e da Bíblia. Soavam-lhe constantemente aos ouvidos as palavras: "Morto! Perdido! Perdido!"
Não muito depois deste acontecimento, dedicou-se solenemente a Deus e começou a pregar. Que a sua consagração era profunda e completa ficou provado pela maneira como se aplicou à obra de Deus.
Nesse tempo, Judson escreveu à noiva: "Em tudo que faço, pergunto a mim mesmo: Isto agradará ao Senhor?... Hoje alcancei maior grau do gozo de Deus, tenho sentido grande alegria perante o seu trono".
É assim que Judson nos conta a sua chamada para o serviço missionário: "Foi quando andava num lugar solitário, na floresta, meditando e orando sobre o assunto e quase resolvido a abandonar a idéia, que me foi dada a ordem: 'Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura'. Este assunto foi-me apresentado tão claramente e com tanta força, que resolvi obedecer, apesar dos obstáculos que se apresentaram diante de mim".
Judson, com quatro dos seus colegas, reuniram-se junto a um montão de feno, para orarem e ali solenemente dedicarem, perante Deus, suas vidas para levar o Evangelho "aos confins da terra". Não havia qualquer junta de missões para os enviar. Contudo, Deus honrou a dedicação dos moços, tocando nos corações dos crentes, para suprirem o dinheiro. Judson foi chamado, então, a ocupar um lugar no corpo docente na universidade de Brown, mas recusou o convite. Depois foi chamado a pastorear uma das maiores igrejas da América do Norte. Este convite, também, foi rejeitado. Foi grande o desapontamento de seu paí e o choro de sua mãe e irmã ao saberem que Judson se oferecera para a obra de Deus no estrangeiro, onde nunca fora proclamado o Evangelho.
A esposa de Judson, Ana,  mostrou ainda mais heroísmo porque era a primeira mulher que sairia dos Estados Unidos, como missionária. Com a idade de dezesseis anos, teve a sua primeira experiência religiosa. Vivia tão entregue à vaidade que seus conhecidos receavam o castigo repentino de Deus sobre ela. Então, em certo domingo, enquanto se preparava para o culto, ficou profundamente comovida pelas palavras: "Aquela que vive nos prazeres, apesar de viver, está morta". Acerca da sua vida transformada, escreveu-lhe ela mais tarde: "Eu desfrutava dia após dia, a doce comunhão com o bendito Deus; no coração sentia o amor que me ligava aos crentes de todas as denominações; achei as sagradas Escrituras doces ao paladar, senti tão grande sede de conhecer as coisas do Senhor que, freqüentemente, passava quase noites inteiras lendo". Todo o ardor que mostrara na vida mundana agora o sentia na obra de Cristo. Por alguns anos, antes de aceitar a chamada missionária, era professora e se esforçava em ganhar os alunos para Cristo.
Adoniram, depois de despedir-se de seus pais para iniciar sua viagem à Índia, foi acompanhado até Boston por seu irmão, Elnatã,  moço ainda não salvo. No caminho, os dois apearam dos seus cavalos, entraram na floresta e lá, de joelhos, Adoniram rogou a Deus que salvasse seu irmão. Quatro dias depois, os dois se separaram para não se verem mais neste mundo. Alguns anos depois, porém, Adoniram teve notícias de que seu irmão recebera também a herança no reino de Deus.
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Foram para Calcutá e logo foram Expulsos dessa cidade, e por causa da situação política, fugiram de país em país. Por fim, dezessete longos meses depois de partirem da América, chegaram a Rangum, na Birmânia. Judson estava quase exausto por causados horrores que sofrera a bordo; sua esposa, estava tão perto da morte que não mais podia caminhar, sendo levada para terra em uma padiola.
O império da Birmânia de então era mais bárbaro, e de língua e costumes mais estranhos do que qualquer outro país que os Judson tinham visto. Ao desembarcarem os dois, em resposta às orações feitas durante as longas vigílias da noite, foram sustentados por uma fé invencível e pelo amor divino que os levava a sacrificar tudo, para que a gloriosa luz do Evangelho raiasse também nas almas dos habitantes desse país.
Agora, um século depois, podemos ver como o Mestre dirigia seus servos, fechando as portas, durante a prolongada viagem, para que não fossem aos lugares que esperavam e desejavam ir. Hoje pode-se ver claramente que Rangum, o porto principal da Birmânia, era justamente o ponto mais estratégico para iniciar a ofensiva da Igreja de Cristo contra o paganismo no continente asiático.
No difícil estudo do idioma birmanês foi necessário fazer o seu próprio dicionário e gramática. Passaram-se cinco anos e meio antes de fazerem o primeiro culto para o povo. No mesmo ano batizaram o primeiro convertido apesar de cientes da ordem do rei de que ninguém podia mudar de crença sem ser condenado à morte.
Ao sair da sua terra para ser missionário, Judson levava uma soma considerável de dinheiro. Essa quantia ele a ganhara de seu emprego e parte recebeu-a de ofertas de parentes e amigos. E gastou todo esse dinheiro em prol do Evangelho. Recusou o emprego de intérprete do governo, com salário elevado, escolhendo antes sofrer as maiores privações e o opróbrio, para ganhar as almas dos pobres birmaneses para Cristo.
Durante onze meses, esteve preso em Ava. (Ava era naquele tempo a capital da Birmânia.) Passou alguns dias, com mais sessenta outros sentenciados à morte, encerrado em um edifício sem janelas, escuro e quente, abafado e imundo em extremo. Passava o dia com os pés e mãos no tronco. Para passar a noite, o carcereiro enfiava-lhe um bambu entre os pés acorrentados, juntando-o com outros prisioneiros e, por meio de cordas, arribava-os para apenas os ombros descansarem no chão. Além desse sofrimento, tinha de ouvir constantemente gemidos misturados com o falar torpe dos mais endurecidos criminosos da Birmânia. Vendo os outros prisioneiros arrastados para fora para morrer às mãos do carrasco, Judson podia dizer: "Cada dia morro". As cinco cadeias de ferro pesavam tanto, que levou as marcas das algemas no corpo até a morte. Certamente ele não teria resistido, se a sua fiel esposa não tives¬se conseguido permissão do carcereiro para, no escuro da noite, levar-lhe comida e consolá-lo com palavras de esperança.

Um dia porém, ela não apareceu; essa ausência durou vinte longos dias. Ao reaparecer, trazia nos braços uma criancinha recém-nascida.
Judson, uma vez liberto da prisão, apressou-se o mais possível a chegar a casa, mas tinha as pernas estropiadas pelo longo tempo que passara no cárcere. Fazia muitos dias que não recebia notícias de sua querida Ana! - Ela ainda vivia? Por fim, encontrou-a, ainda viva, mas com febre, e próximo de morte.
Dessa vez ela ainda se levantou, mas antes de completar 14 anos na Birmânia, faleceu. Comove a alma ao ler a dedicação de Ana Judson ao marido, e a parte que desempenhou na obra de Deus, e em casa até o dia da sua morte.
Alguns meses depois da morte da esposa de Judson, a sua filha também morreu. Durante os seis longos anos que se seguiram, ele trabalhou sozinho, casando-se, então, com a viúva de outro missionário. A nova esposa, gozando os frutos dos esforços incessantes na Birmânia, mostrou-se tão dedicada ao marido como a primeira.
Judson perseverou durante vinte anos para completar a maior contribuição que se podia fazer à Birmânia, a tradução da Bíblia inteira na própria língua do povo.
Depois de trabalhar constantemente no campo estrangeiro durante trinta e dois anos, para salvar a vida da esposa, embarcou com ela e três dos filhos, de volta à América, sua terra natal. Porém, em vez de ela melhorar da doença que sofria, como se esperava, morreu durante a viagem, sendo enterrada em Santa Helena, onde o navio aportou.
- Quem poderá descrever o que Judson sentiu ao desembarcar nos Estados Unidos, quarenta e cinco dias depois da morte da sua querida esposa?! Ele, que estivera ausente durante tantos anos da sua terra, sentia-se agora perturbado acerca da hospedagem nas cidades de seu país. Surpreendeu-se, depois de desembarcar, ao verificar que todas as casas se abriam para recebê-lo. Seu nome tornara-se conhecido de todos. Grandes multidões afluíam para ouvi-lo pregar. Porém, depois de passar trinta e dois anos ausente na Birmânia, naturalmente, sentia-se como se estivesse entre estrangeiros, e não queria levantar-se diante do público para falar na língua materna. Também sofria dos pulmões e era necessário que outrem repetisse para o povo o que ele apenas podia dizer balbuciando.
Conta-se que, certo dia, num trem, entrou um vende¬dor de jornais. Judson aceitou um e, distraído, começou a lê-lo; o passageiro ao lado chamou-o a atenção, dizendo que o rapaz ainda esperava o níquel pelo jornal. Olhando para o vendedor, pediu desculpas, pois pensara que oferecessem o jornal de graça, visto que ele estava acostumado a distribuir muita literatura na Birmânia sem cobrar um centavo, durante muitos anos.



Passara apenas oito meses entre seus patrícios, quando se casou de novo e embarcou pela segunda vez para a Birmânia. Continuou a sua obra naquele país, sem cansar, até alcançar a idade de sessenta e um anos. Judson foi, então, chamado a estar com o seu Mestre enquanto viajava longe da família. Conforme o seu desejo, foi sepultado em alto mar.
Adoniram Judson costumava passar muito tempo orando de madrugada e de noite. Diz-se que gozava da mais íntima comunhão com Deus enquanto caminhava apressadamente. Os filhos, ao ouvirem seus passos firmes e resolutos dentro do quarto, sabiam que seu pai estava levando suas orações ao trono da graça. Seu conselho era:
"Planeja os teus negócios se for possível, para passares duas a três horas, todos os dias, não só em adoração a Deus, mas orando em secreto".
Sua esposa conta que, durante a sua última doença, antes de falecer, ela leu para ele a notícia de certo jornal, acerca da conversão de alguns judeus na Palestina, justamente onde Judson queria trabalhar antes de ir à Birmânia. Esses judeus, depois de lerem a história dos sofrimen¬tos de Judson na prisão de Ava, foram inspirados a pedir, também, um missionário e assim iniciou-se uma grande obra entre eles.
Ao ouvir isto, os olhos de Judson se encheram de lágrimas, tendo o semblante solene e a glória dos céus estampa¬da no rosto, tomou a mão de sua esposa dizendo: "Querida, isto me espanta. Não compreendo. Refiro-me à notícia que leste. Nunca orei sinceramente por uma coisa sem a receber; recebi-a apesar de demorada, de alguma maneira, e talvez numa forma que não esperava, mas a recebi. Contudo, sobre este assunto eu tinha tão pouca fé! Que Deus me perdoe e, enquanto na sua graça quiser me usar como seu instrumento, limpe toda a incredulidade de meu coração".




Nesta história, nota-se outro fato glorioso: Deus não só concede frutos pelos esforços dos seus servos, mas, também, pelos seus sofrimentos. Por muitos anos, até pouco antes da sua morte, Judson considerava os longos meses de horrores da prisão em Ava, como inteiramente perdidos à obra missionária.
No começo do trabalho na Birmânia, Judson concebeu a idéia de evangelizar, por fim, todo o país. A sua maior esperança era ver durante a sua vida, uma igreja de cem birmaneses salvos e a Bíblia impressa na língua desse país. No ano da sua morte, porém, havia sessenta e três igrejas e mais de sete mil batizados, sendo os trabalhos dirigidos por cento e sessenta e três missionários, pastores e auxiliares. As horas que passou diariamente suplicando ao Deus que dá mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, não foram perdidas.
Durante os últimos dias da sua vida fazia menção, muitas vezes, do amor de Cristo. Com os olhos iluminados e as lágrimas correndo-lhe pelas faces, exclamava: "Oh! o amor de Cristo! O maravilhoso amor de Cristo, a bendita obra do amor de Cristo!" Certa ocasião ele disse: "Tive tais visões do amor condescendente de Cristo e da glória do Céu, que, creio, quase nunca são concedidas aos homens. Oh! o amor de Cristo! É o mistério da inspiração da vida e a fonte da felicidade nos céus. Oh! o amor de Jesus! Não o podemos compreender agora, mas quão grande será em toda a eternidade!
Acrescentamos o último parágrafo da biografia de Adoniram Judson escrita por um dos seus filhos. Quem pode lê-lo sem sentir o Espírito Santo o animar a tomar parte ativa e definida em levar o Evangelho a um dos muitos lugares sem o Evangelho?
Até aquele dia, quando todo o joelho se dobrará perante o Senhor Jesus, os corações crentes serão movidos aos maiores esforços, pela lembrança de Ana Judson, enterrada debaixo do hopiá (uma árvore) na Birmânia; de Sara Judson, cujo corpo descansa na ilha pedregosa de Santa Helena e de Adoniram Judson, sepultado nas águas do oceano Índico.
Fonte: Heróis da Fé

6 de junho de 2016

Eu sei que Deus responde as oraçôes / Rosalind Goforth


Eu  sei que Deus responde as    oraçôes Rosalind Goforth
Resultado de imagem para rosalind goforth Rosalind e Jonathan Goforth
Em outubro de 1887, pouco antes do nosso  
casamento, meu marido foi aceito pela Igreja 
Presbiteriana do Ca nadá para abrir um novo campo  
missionário no norte da  província de Honan, na 
China. Saímos de navio em janei  ro de 1888 e 
chegamos à China  no mês de março. Nem 
sonhávamos das enormes dificuldades da tarefa 
que nos       esperava.


 Uma carta do conhecido missionário Hudson 
Taylor nos   deu a primeira idéia do desafio:
"Estamos sabendo que o norte de Honan é o campo 
onde   irão trabalhar. A nossa missão está 
tentando há dez anos   entrar naquela província e só 
agora conseguimos uma         pequena porta. 
É uma das províncias    mais hostis a  estrangeiros   
na China. Irmãos, se quiserem entrar ali,     
terão de    avançar de joelhos..."

Essas palavras marcaram nossos primeiros anos 
de trabalho pioneiro naquele lugar.
Nossa força como missão e como indivíduos, 
durante aqueles anos tão carregados de perigos e 
dificuldade, derivou   somente do nosso reconhe
cimento de que a nossa tarefa,   sem auxílio divino, 
era totalmente impossível.

Apoio da Base em Oração
Ficamos inicialmente numa outra missão, 
fora da província de Honan, para aprender 
o idioma. Meu marido estava encontrando 
grande dificuldade para dominar a língua; 
embora estudasse fielmente durante muitas 
horas, seu progresso era doloroso e lento.
Um dia, logo antes de sair como de costume 
para a pregação, meu marido me disse: "Se 
o Senhor não me der aju da sobrenatural no 
idioma, receio que me   fracassarei como 
missionário".
Algumas horas depois, ele voltou, seu rosto     radiante de alegria. Contou-me que sentiu         uma intervenção muito clara quando chegou 
sua     vez para falar: frases vieram à sua 
mente como nunca antes e, não só conseguiu   se fazer entender, mas várias pessoas vieram 
à frente depois para conversar mais com ele.
Ele ficou maravilhado e encorajado com isso.
Mais de dois meses depois, uma carta chegou  de um estudante na nossa cidade de origem 
no Canadá, dizendo que em determinada 
noite um grupo se reunira
especialmente para orar por nós. O poder 
na  oração foi tamanho e a presença de Deus 
tão sensível que resolveram escrever e per
guntar  se houve alguma intervenção 
especial naquela data. Conferindo no seu         
diário, ele verificou que o tempo daquela           reunião de oração correspondeu exatamente  
ao momento da ajuda sobrenatural na sua       
pregação.
Isso mostra a importância das pessoas que       ficaram no país de origem orarem em favor         daqueles que saíram para o campo.

Proteção do Perigo
Durante o tempo em que aguardávamos  a possibilidade de nos mudarmos    
para Honan, nós,  as esposas dos 
obreiros, passávamos constantemente 
por aperto.  Cada vez 
que os maridos saíam para  fazer 
viagens à  região, nossos corações se 
enchiam de te mor,com receio de que 
nunca mais os víssemos. O perigo que 
corriam era muito grande, no entanto, 
o Senhor, na sua misericór dia, ouviu 
nossas orações. Embora  frequentemente 
passassem por provações e dificuldades, 
nenhum deles chegou a ser gravemente 
ferido.
A seguir, uma das experiências que 
ilustra como o Senhor os guardava 
naqueles dias.
Dois irmãos do nosso grupo missionário    alugaram uma propriedade ao norte 
e foram para lá, com intenção de 
passar o  inverno, mas uma grande
perseguição repentina e violenta 
irrompeu assim que acabaram de 
se instalar. Uma  multidão atacou 
o local da missão e saqueou tudo que 
tinham. Os dois missionários foram 
agredidos e um deles, arrastado em 
volta do pátio. Finalmente,  foram 
deixados, suas vidas poupadas,    
porém seus bens saqueados.
A situação estava 
bastante crítica, pois 
os amigos mais 
próximos ficavam 
a vários dias de   
viagem, e não 
possuíam dinheiro, roupa de cama, 
ou roupas pessoais, além do   que 
tinham no corpo. O intenso inverno 
já ha  via começado.

Em sua extremidade, ajoelharam-se 
e se entregaram ao cuidado do Senhor. 
Fiel às suas promessas, o Senhor lhes 
respondeu, pois enquanto ainda 
oravam, um missionário  de um 
posto distante estava a caminho.  
Ele chegou inesperadamente, sem 
saber o que acontecera, poucas 
horas depois dos saques. Sua chegada 
em tal momento oportuno, encheu os 
corações do povo da vila de  temor. 
Dinheiro e bens foram devolvidos e, 
daquele tempo em diante, a oposição    
violenta cessou.

Dirigindo as Mãos do Médico

Poucos meses depois do incidente acima, conseguimos 
nos mudar para a província de Honan, junto com 
algumas       outras famílias. Embora não houvesse 
violência, o coração do povo parecia duro como pedra. 
Odiavam-nos e desconfiavam de nós como se
fôssemos seus piores inimigos. Este distrito era 
conhecido  pelo seu espírito turbulento e por sua 
hostilidade contra estrangeiros e, como missionários, 
frequentemente corríamos grave perigo.
Muitas vezes percebíamos que    nós, assim como 
co-obreiros em  outros postos missionários, éramos 
guardados de sérios riscos somente pelo poder 
protetor e soberano de Deus, em  resposta às muitas 
orações que subiam em nosso   favor, nesse momento 
tão crítico da história da nossa missão. A seguir, um 
exemplo   concreto de como Deus ouviu nossas orações 
nesse tempo.

Contávamos, em nosso grupo, com um missionário 
que era médico, um homem com talentos admiráveis. 
Possuía anos de treinamento especializado e experiência 
prática em   hospitais e era considerado um dos médicos 
mais destacados   da sua cidade de origem.
Aqui na missão, porém, passaram-se meses sem 
aparecer    um caso significativo para ser tratado. 
Além de não conhecer o médico, nem as suas 
habilidades, o povo tinha medo  de se colocar em 
suas mãos. Começamos a orar especificamente para 
que o Senhor
enviasse pessoas com necessidade ao hospital, que 
pudessem abrir o coração do povo para conosco e 
para a nossa mensagem.
Em pouco tempo, vimos nossas orações respondidas 
acima de toda expectativa. Vários casos importantes 
apareceram, quase ao mesmo tempo, um tão sério que 
o médico hesitou  por alguns dias antes de operar. 
Quando finalmente     efetuou a operação, as mãos 
do médico foram fortalecidas por nossas orações, o 
paciente sobreviveu com segurança
e, poucos dias depois, estava andando pela cidade 
como  milagre vivo diante do povo.
Muita coisa dependia desse resultado e das outras 
cirurgias delicadas que o médico realizou nessa mesma 
época. Se algum dos pacientes tivesse morrido nas suas 
mãos, teria si  do suficiente para causar a destruição 
de todas as propriedades da missão e a morte de todos 
os missionários. Três    anos depois, os registros do 
hospital mostravam uma mé   dia de 28.000 
tratamentos por ano!

Novos Convertidos
Nossa oração constante era que o Senhor   nos desse convertidos desde o princípio.Sabíamos de missionários na índia, na Chi  na e em outros lugares, que haviam
trabalhado por muitos anos sem ganhar 
um convertido, mas não acreditávamos 
que essa era a vontade de Deus para nós. 
Críamos   que era sua vontade e prazer 
salvar homens e mulheres por meio dos 
seus canais huma  nos, e por que não 
desde o princípio?
O primeiro a se converter foi Wang 
Feng-ao, que foi conosco para Honan 
como professor particular do meu 
marido. Era um homem  com alto 
grau de estudo, equivalente a um 
mestrado no Ocidente, e era um dos 
seguidores mais orgulhosos e altivos 
de Confúcio. Ele desprezava os 
missionários e seus ensina   mentos, 
e tão grande era sua hostilidade que 
batia na esposa cada vez que ela 
vinha para nos ver ou ouvir nossa 
mensagem. Mesmo  assim, Jonathan 
continuava orando por   esse homem 
e usava toda sua influência para 
ganhá-lo para Cristo.
Poucos meses depois, uma grande 
mudança ocorreu na vida do Sr. Wang. 
Seu ar soberbo e esnobe se mudou e ele 
veio a se tornar um seguidor simples e 
devoto do humilde Naza reno. Deus 
usou um sonho para despertar a sua 
consciência, o que não é incomum na   
China. Certa noite, ele sonhou que 
estava lu tando para sair de um poço
fundo e lamacento. Por mais que se 
esfor    çasse, não encontrava meio 
de escapar.
Quando estava prestes a desistir, ele 
olhou  para cima e viu Jonathan com 
outro mis  sionário, estendendo suas 
mãos para salvá-lo. Ainda assim, 
tentou achar uma outra forma de sair; 
finalmente, sem saída, permitiu que os 
dois o puxassem para fora.
Este homem tornou-se, depois, um dos 
evan  gelistas mais dedicados da equipe 
do meu  marido. Por muitos anos, seus 
maravilhosos dons foram usados, para a 
glória do seu  Mestre, na obra entre a 
classe mais intelectual no distrito de 
Changtefu.
Outra ponta de luz, no meio da escuridão daqueles primeiros dias, foi a conversão im    pressionante de Wang Fu-Lin. Durante   muitos anos, fora um contador de estórias  público; porém, quando Jonathan o encon  trou, sua vida estava em ruínas devido ao vício do ópio. Ele aceitou o evangelho, mas  por muito tempo não conseguia força sufi  ciente para romper com o hábito que o es  cravizara. Vez após vez, tentava fazer isso e falhava miseravelmente.
O pobre homem estava quase sem 
esperanças quando, um dia, Jonathan 
o trouxe à mis  são na sua carroça. Os 
dez dias que se se   guiram nunca 
serão esquecidos por aqueles que viram 
Wang Fu-Lin lutando para sobreviver 
física e espiritualmente. Com certeza,
nada além da oração o poderia ter feito 
vencer. No final dos dez dias, o poder 
do ópio estava quebrado e Wang Fu-Lin 
saiu da luta  como um novo homem em 
Jesus Cristo.