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23 de dezembro de 2019

UM REI NASCE EM BELÉM - SPURGEON / Sermão de Natal

UM REI NASCE EM BELÉM - SPURGEON / Sermão de Natal

A Encarnação e o Nascimento de Cristo Nº 57 Pregado na manhã de domingo, 23 de Dezembro, 1855, Por Charles Haddon Spurgeon, Em New Park Street Chapel, Southark – Londres.
 "E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." Miquéias 5:2












Essa é a época do ano quando, querendo ou não, estamos obrigados a associar o natal com o nascimento de Cristo, e não posso entender como os protestantes consistentes podem ter esses dias como  sagrado. No entanto, eu desejaria que houvesse dez ou doze dias de Natal ao ano – porque há suficiente trabalho no mundo e um pouco mais de descanso não faria mal ao povo trabalhador. O dia de Natal é realmente uma benção para nós, particularmente porque nos congrega em redor da lareira de nossas casas e nos reunimos uma vez mais com nossos amigos.
Vou de imediato ao ponto que tenho que comentar-lhes. Vemos, em primeiro lugar, quem foi o que enviou Cristo. Deus o Pai fala aqui, e diz: "de ti me sairá o que governará em Israel." Em segundo lugar, de onde veio no momento de Sua encarnação?
Então, em primeiro lugar, QUEM ENVIOU CRISTO? A resposta nos é dada pelas próprias palavras do texto: "De ti", diz o Senhor, falando pela boca de Miquéias, "de ti me sairá." É um doce pensamento que Jesus Cristo não veio sem a permissão, autoridade, consentimento e ajuda de seu Pai. Foi enviado pelo Pai para ser o Salvador dos homens. Ah, amados irmãos, quem conhece ao Pai, o Filho, e o Espírito Santo como deveria conhecer-lhes, nunca coloca Um em detrimento do Outro – não está mais agradecido a Um do que com Outro – Vê a Eles todos em Belém, em Getsemani e no Calvário, Todos igualmente envolvidos na obra de salvação. "De ti me sairá." Oh cristãos, têm colocado sua segurança unicamente Nele? E, está unido a Ele?
I.                  "De ti ME sairá" No céu, houve um triste dia quando Satanás caiu, e levou consigo um terço das estrelas do céu, quando o Filho de Deus, lançado de Sua grandiosa destra dos trovões onipotentes, lançou o grupo rebelde ao fosso de perdição – porém, se pudéssemos conceber uma tristeza no céu, deve  ter sido o dia mais triste da eternidade, quando o Filho do Altíssimo deixou o seio de Seu Pai, onde havia descansado desde antes de todos os mundos. "Vá", disse o Pai, "com a benção de teu Pai sobre Tua cabeça!" Logo vem o despojar de seus vestidos. Como os anjos se reúnem em volta, para ver ao Filho de Deus tirar suas vestes! Colocou de um lado Sua coroa - disse "Pai, eu sou Senhor de tudo, bendito para sempre – porém, vou deixar minha coroa de lado, e serei como os homens mortais." Dispõe-se de sua brilhante veste de glória 
 "Pai," diz "colocarei uma roupa de barro, da mesma que os homens usam." Logo, se despe de todas Suas jóias com as quais era glorificado – coloca de lado Seus mantos bordados de estrelas e suas túnicas de luz, para vestir-se com a simples roupa do campesino da Galiléia. Quão solene deve ter sido esse despojar! Em seguida, podem imaginar a separação? Os anjos servem ao Salvador ao largo das ruas, até que se aproximam das portas, quando um anjo exclama: "Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e sairá o Rei da Glória."
Oh! Sou do parecer que os anjos devem ter chorado quando perderam a companhia de Jesus – quando o Sol do Céu lhes arrebatou toda Sua luz. Porém, o seguiram. Desceram com Ele – e quando Seu espírito entrou na carne, e se converteu em bebê, foi servido por esse poderoso exército angelical - esses que depois de terem estado com Ele no casebre de Belém, e depois de ver-lhe descansar no peito de Sua mãe, em seu caminho de volta ao alto, apareceram para os pastores e disseram para eles que tinha nascido o Rei dos judeus.

II.                 II. Agora, em segundo lugar, DE ONDE VEIO? Foi considerado bom e adequado que nosso Salvador nascesse em Belém, e isso devido à história dessa cidade, ao nome de Belém, e a posição de Belém: pequena em Judá
III.              1) Em primeiro lugar, considerou-se que Cristo nascesse em Belémdevido à história de Belém. A pequena aldeia de Belém era muito querida para todo israelita. Creio que a primeira menção que temos de Belém é triste. Ali morreu Raquel. “E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás. E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim. Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata; que é Belém. (Genesis 35:16-20) Esse é um incidente singular: quase profético, pois Benjamim é uma figura de Jesus e não podia Maria ter chamando  seu o filho Jesus de seu Benoni? Pois ele ia ser "o filho de minha dor." Simão lhe disse: (E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações. (Lucas 2:35) Mas, ainda que ela podia ter-lhe chamado Benoni, Deus seu Pai o chamou Benjamim, o filho de minha mão direita – O nascimento de Benjamim em Belém é quase uma profecia que Benoni: Benjamim, o Senhor Jesus, devia nascer em Belém.
IV.               
V.                Porém, outra mulher faz esse lugar celebre. O nome dessa mulher era Noemi. Ali em Belém, em dias posteriores, viveu essa mulher ,de nome Noemi, quando talvez a pedra que o amor de Jacó por Raquel tinha levantado já estivesse coberta pelo musgo e sua inscrição talvez já borrada pelo tempo.. Noemi foi uma mulher que o Senhor tinha amado e abençoado, mas ela teve uma vida difícil.  "Não me chameis Noemi; chamai-me Mara; porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso" (Rute 1:20) No entanto, ela não estava sozinha em meio de todas suas perdas, pois agarrou-se a ela Rute, a moabita, cujo sangue gentil devia se unir com a torrente pura e sem mancha do judeu, que devia gerar ao Senhor nosso Salvador, o grandioso Rei tanto dos judeus como dos gentios. O belíssimo livro de Rute tinha todo seu cenário em Belém. Foi em Belém que Rute saiu a recolher espigas nos campos de Boaz; foi ali que Boaz a  olhou, e lá que ela se prostrou em terra diante de seu senhor; foi ali que foi celebrado seu matrimônio, e nas ruas de Belém, Boaz e Rute receberam uma bênção que os fez frutíferos, de tal forma que Boaz converte-se no pai de Obede, e Obede pai de Jessé, e Jessé gerou a Davi.
VI.               
VII.           Esse último feito cinge Belém com glória: o fato de Davi ter nascido ali – o poderoso herói que matou ao gigante filisteu. Belém era uma cidade real, porque reis foram gerados ali. Ainda que Belém fosse pequena, tinha muito para ser estimada – porque era como certos principados que temos na Europa, que não são celebrados por nada a não ser terem gerado consortes das famílias reais da Inglaterra. Era um direito, então, pela história, que Belém devia ser o lugar do nascimento de Cristo.
VIII.         2) Mais adiante, existe algo no nome do lugar. "Belém Efrata." A palavra "Belém" tem um duplo significado: quer dizer "casa de pão," e "casa da guerra." Cristo não devia nascer na "casa do pão?" Ele é o pão de seu povo, de Quem recebe seu alimento. Como nossos pais comeram o maná no deserto, assim nós vivemos de Cristo aqui embaixo. Famintos frente ao mundo, não podemos alimentar-nos de suas sombras, nós precisamos de algo mais substancial, e nesse pão do céu, feito do corpo ferido de nosso Senhor Jesus, e cozido no forno de Suas agonias, encontramos um bendito alimentoNão existe alimento como Jesus para a alma desesperada ou para o mais forte dos santos
O mais humilde da família de Deus, vá a Belém por seu pão – e o homem mais forte, que come sólidos alimentos, vá a Belém por eles. Casa do Pão! De onde poderia vir nosso alimento fora de Ti? Temos provado ao Sinai, porem em seus picos afiados não crescem frutos, e suas alturas espinhosas não produzem o trigo que possa alimentar-nos. Fomos ao próprio Tabor, onde Cristo foi transfigurado, e, no entanto, ali não fomos capazes de comer Sua carne e beber Seu sangue. Porém, você, Belém, casa de pão, corretamente foi nomeada – pois ali se lhe deu ao homem pela primeira vez o pão da vida.
IX.              E também é chamada "a casa da guerra;" porque Cristo é para os homens "casa do pão", ou do contrário, "casa da guerra."
X.                 Enquanto Ele é alimento para o justo, faz guerra ao ímpio, segundo Sua própria palavra: "Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a  nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares." ( Mateus10:34-36) Pecador! Se não conheces Belém como "a casa do pão", então ela será para ti uma "casa de guerra." Se nunca bebes o doce mel dos lábios de Jesus – se não és como a abelha que sorve do delicioso e doce licor da Rosa de Saron, então, dessa mesma boca sairá uma espada de dois gumes contra ti – e essa mesma boca da quão os justos sacam seu pão, será para ti a boca da destruição e a causa de teu mal. Jesus de Belém, casa de pão e casa de guerra, nós confiamos em que lhe conhecemos como nosso pão. Oh, que alguns que não estão em guerra Contigo possam ouvir em seus corações, assim como em seus ouvidos, o hino: "Paz na terra, e indulgente Misericórdia; Deus e os pecadores reconciliados."
XI.               
XII.            Agora, vamos nos referir a essa palavra: "Efrata". Esse era o antigo nome do lugar, que os judeus conservavam e amavam. Seu significado é "Fecundidade" ou "abundância" Ah! Que adequado foi que Jesus nascera na casa da fecundidade – pois, de onde vem minha fertilidade e sua fertilidade, meu irmão, senão de Belém? Nossos pobres corações infrutíferos nunca produziram nenhum fruto, nenhuma flor, até que foram regados com o sangue do Salvador. É a sua encarnação que enriquece o solo de nossos corações. Por toda terra havia espinhas salientes, e venenos mortais, antes que Ele viesse – porem nossa fertilidade vem Dele. "Sou como a faia verde; de mim é achado o teu fruto." (Oséias 14:8) "todas as minhas fontes estão em ti." (Salmo 87:7) Se nós somos como árvores plantadas junto à corretes de águas, dando fruto na estação própria, não é porque tenhamos sido naturalmente frutíferos, mas antes, por causa das correntes de águas juntos as quais fomos plantados. Jesus é que nos faz fecundos. "Quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto" (João 15:5) Gloriosa Belém Efrata! Bem nomeada! Fértil casa de pão – a casa de abundante provisão para o povo de Deus!
XIII.          

XIV.         3) Continuando, notemos a posição de Belém. É dito que é "pequena para estar entre as famílias de Judá." Por que é dito isso? Porque Jesus Cristo sempre vai em meio dos pequenos. Ele nasceu na pequena aldeia "para estar entre as famílias de Judá." Não na alta colina de Basã, nem no monte 14 real de Hebron, nem nos palácios de Jerusalém, mas sim na humilde, porem ilustre, aldeia de Belém. Há uma passagem em Zacarias que nos ensina uma lição: diz que um varão que cavalgava sobre um cavalo vermelho, estava entre as murtas que estavam na baixada. (Zacarias 1:8-10) Agora, as murtas crescem nas baixadas – e o homem cavalga seu cavalo sempre trota ali. Ele não vai por cima da montanha – Ele cavalga entre os humildes de coração. "Olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra." (Isaías 66:2) Há alguns pequenos entre nós hoje: "pequena para se achar entre os milhares de Judá." Ninguém escutou antes o nome de vocês, não é verdade? Se os enterram e escrevem seus nomes em suas tumbas, passariam despercebidos. Os que passassem ali diriam: "esse não significa nada para mim: nunca o conheci." Não sabe muito de si próprio, nem possui uma grande opinião sobre você mesmo – talvez a duras penas possa ler. Ou, se têm algumas habilidades e talentos, é desprezado pelos homens – ou, se não é depreciado por eles, você se despreza a si próprio. É um dos pequenos. Bem, Cristo sempre nasce em Belém entre os pequeninos. Cristo nunca entra nos grandes corações – Cristo não habita nos grandes corações, mas nos pequeninos. 
Os espíritos poderosos e orgulhosos nunca têm a Jesus Cristo, pois Ele entra por portas baixas, e nunca entrará por portas altas e elevadas. Quem tem um coração quebrantado, e um espírito humilhado, terá ao Salvador, e ninguém mais. Ele não cura nem ao príncipe nem ao rei, mas sim, mas "ele sara aos quebrantados de coração e ata-lhes suas feridas" (Salmo 147:3). Que doce pensamento! Ele é o Cristo dos pequeninos. "E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel." Não podemos abandonar esse ponto sem outro pensamento aqui, quão maravilhosamente misteriosa foi essa providência que trouxe a mãe de Jesus Cristo para Belém, no mesmo momento que ia dar a luz! Seus pais moravam em Nazaré – e com que motivo teriam desejado viajar nessa hora? Naturalmente, teriam ficado em casa – não é nada provável que sua mãe teria feito uma viagem a Belém encontrando-se nessa condição especial. Porém, Augusto César promulga um edito que todo o mundo deve ser recenseado. Muito bem, então que sejam recenseados em Nazaré. Não – agradou a Ele que todos deveriam ir para Sua cidade. Mas, por que Augusto pensou nisso precisamente nesse momento em especial?  Simplesmente porque enquanto o homem pensa seu caminho, o coração do rei está nas mãos do SENHOR. (Provérbios 21:1)

14 de dezembro de 2018

Por que lutar contra o Natal? – J.Lee Grady

Por que lutar contra o Natal? – J.Lee Grady

É impressionante como os secularistas irados odeiam o Natal. É também trágico que alguns cristãos puritanos julguem os demais cristãos porque estes celebram o Natal.
Duas semanas depois de eu haver escrito sobre a forma como Deus trabalhou na vida das pessoas através da história do Natal, vários leitores escreveram para me lembrar que a celebração do Natal é pagã e que a questão de dar e receber presentes é a própria revelação do inferno. Uma pessoa chegou a dizer que se sente desconfortável ao celebrar o Natal devido as suas origens demoníacas.
Você certamente convive com muitos cristãos que boicotam o Natal por várias razões, e tais pessoas insistem que:
1. A festa se tornou um grande comércio que promove discórdia (Até concordo).
2. Não se sabe quando Jesus nasceu. (Verdade – e a Bíblia silencia sobre a data. Contudo, alguns cristãos puritanos anti-natalícios insistem que Jesus nasceu no dia 11 de setembro do 3 a.C., durante a festa de Rosh Hoshaná!).
3. Que o dia 25 de dezembro foi escolhido para “cristianizar” a festa pagã da Saturnália, uma festa de inverno que celebrava o solstício de inverno. (Pode ser verdade – mas o que há de errado em cristianizar alguma coisa? Fico feliz de que uma data pagã foi substituída por uma celebração cristã!).
4. Que a árvore é de tradição pagã, já que os druidas criam que a árvore verde tinha poderes mágicos de afastar os demônios. (Quinta-feira – Thursday em inglês – é um dia da semana em homenagem ao Deus nórdico Thor, mas será que quando eu passo pela quinta-feira estarei adorando a Thor?). NT. A palavra Domingo em inglês, Sunday é em homenagem ao sol e assim os demais dias da semana em inglês são homenagens a astros.
5. O dia 25 de dezembro é o aniversário de Ninrode, que mais tarde foi identificado como Baal, que depois se tornou Nicolau, e que mais tarde veio a se chamar Papai-Noel. Por esta razão, como ter certeza de que os demônios não estejam se escondendo por trás dos candelabros, dos ornamentos, das luzes, e dos panetones? (Eu sabia que tinha alguma coisa naquele panetone!).
Devo admitir que nunca levei meus filhos a acreditarem em Papai-Noel, e não era porque eu tivesse medo de Baal, Ninrode ou de algum bispo turco disfarçado, porque, estaria mentindo se afirmasse aos meus filhos que os presentes foram deixados ali por um velhinho; porque não gosto de fazer compras em shoppings, nem porque existe a possibilidade de trazer um estranho para dentro de minha casa para ver se meus filhos estão dormindo profundamente.

Confesso que gosto do Natal. Gosto das árvores decoradas, dos ornamentos, das luzes, do cheiro, das comidas, da música, dos presentes e dos familiares e amigos que celebram comigo o nascimento de Jesus. Todos os ornamentos que uso apontam para Jesus – desde os sinos na frente da casa ao anjo fixado no topo do árvore, e o presépio da manjedoura mostram que o Natal é uma época maravilhosa do ano quando tenho a possibilidade de refletir sobre o milagre da encarnação de Cristo, seu nascimento milagroso, o que me dá oportunidade de testemunhar do poder de Deus aos que se mostram também generosos.
Faz tempo que as pessoas lutam contra o sentido do Natal, contra a tradição de se presentear afirmando que a celebração foi proibida pela igreja católica romana na idade média devido as suas origens pagãs. Foi então que puritanos anti-católicos declararam guerra ao Natal na Inglaterra e baniram a data de 1647 a 1660, chamando-a de festival do Papa sem quaisquer justificativas. Nos Estados Unidos os puritanos de Massachusetts baniram a celebração do Natal entre 1659 e 1681, durante a guerra civil e se tornou uma festa impopular com o argumento de que estava associada aos ingleses.
O Natal se tornou feriado nacional em 1680. Hoje, apesar de que muitos cristãos pensem que o Natal se tornou apenas um comércio, os puristas querem eliminar quaisquer vestígios da encarnação de Cristo, anulando a celebração do nascimento do Salvador. E levando o mundo a não ouvir nunca sobre o nascimento de Jesus.
É de se esperar que os ateus odeiem os cristãos. Estão aí lutando para eliminar qualquer cena natalícia dos parques e querem que se proíba cantar músicas natalinas nas escolas.  O trágico é quando os cristãos que deveriam usar da data como uma oportunidade de falar dos milagres da encarnação de Jesus para toda a sociedade – estejam banindo a data e até mesmo demonizando o Natal e, consequentemente o nascimento de Jesus.
Celebre o Natal do seu jeito, por todos os meios. Se você acha que estará ofendendo alguém ao enviar um cartão de felicitações ou fazer qualquer decoração, saiba que a maioria das pessoas não pensam como você. Não vou julgar você por seu posicionamento. Mas, por favor, não julgue os demais só porque eles celebram o que é puro e decente e cheio de significado nesta época do ano.
P.S. Feliz Natal!
J.Lee Grady é editor de Charisma.
Tradução de João A. de Souza Filho

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* AOS NOSSOS IRMÃOS QUE NÃO CELEBRAM O NATAL COMO FESTA CRISTÃ, EXPRESSAMOS NOSSO RESPEITO PELO PONTO DE VISTA E NOSSA PALAVRA É A DE QUE ELES SIGAM O QUE DEUS TEM DADO DE DIREÇÃO AOS SEUS PASTORES, PORQUE O CAMINHO DA UNÇÃO ESTÁ DELINEADO NO SALMO 133 QUE DIZ QUE A UNÇÃO CHEGA PRIMEIRO NA CABEÇA DE ARAÃO ( O PASTOR ) E DEPOIS DESCE PARA A SUA BARBA ( A LIDERANÇA )  E SOMENTE ENTÃO VAI AO CORPO ( NÓS, A IGREJA )  E LÁ NO FINAL O QUE VAI IMPORTAR NÃO É SE VOCÊ CELEBRA OU DEIXA DE CELEBRAR O NATAL, MAS SIM O SER NOVA CRIATURA. - 
-  EM CRISTO JESUS, Gelson Lara -

18 de dezembro de 2015

O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL - R G LEE

ALGUÉM SABE O QUE É O NATAL?
por Robert G. Lee (1886-1974)
"E aconteceu que, como os anjos se retiraram deles para o céu, os pastores disseram uns aos outros; Vamos já até Belém, e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos fez saber. "Lucas 2:15


Existe apenas uma coisa  que pode satisfazer completamente nossa mente e nosso coração. É Jesus Cristo, o Filho do homem sem pecado; o Filho de Deus com poder.
Simeão, esperou muito tempo para ver "a consolação de Israel", vendo a Cristo, que recém havia nascido, ele falou que agora poderia descansar em paz, porque  seus olhos viram a Salvação de Deus.

Teríamos nós  tal satisfação, se  nossos corações, ao invés de contemplar a Cristo, olhassem para as vaidades deste mundo ?
Voltemos então, os olhos da nossa mente para Belém.
Andando na Glória celeste, o Pai imaginava em sua Santa Mente: Que cidade escolherei eu para fazer nascer o meu Filho?
Jerusalém- A cidade de milhares de memórias gloriosas, cingida com diadema dentro de suas paredes. Não.
Atenas- centro intelectual do mundo. Não.
A ilustre Roma- A cidade das sete colinas, onde foram forjados os mais terríveis exércitos da terra! Também não.
Mas Bethlehem( Belém )- chamado por alguns de "um remendo de plantas daninhas ignorado pelos viajantes do mundo" -a pequena aldeia em que nunca nada havia ocorrido para engrandecê-la.
Belém, A Casa do Pão, outrora desdenhada, mas agora, rota das estrelas do céu, palco de coral de anjos, destino de Reis sábios do oriente, com ouro, incenso e mirra em sua bagagem para oferecerem aos rei dos Judeus que havia nascido. "Tu Belém Efrata, embora sejas pequena entre os milhares de Judá, de ti  virá aquele que há de reinar em Israel"
Considere a diligência dos pastores
"Pastores .. guardavam durante a noite o seu rebanho." - Lucas 2: 8.
Estes pastores eram homens pobres, honestos e trabalhadores. Não  eram líderes de exércitos, não eram expositores de filosofias, nem defensores de teorias políticas, nem banqueiros contando pilhas de dinheiro. Vigilantes de seus rebanhos. Essa é uma palavra para aqueles que são devidamente diligentes em suas tarefas comuns. Para esses, a boa notícia foi anunciada. Não foi para os que estavam dormindo, para os preguiçosos, mas foi para os que diligentemente trabalhavam para cuidar das ovelhas de  seu patrão. Esses humildes pastores também nos mostram que as duas moedinhas de uma pobre mulher e os grandes sacos de dinheiro de um homem  rico, são para Deus a mesma coisa e mostra também que Deus procura pessoas em lugares humildes para o serviço e as honras do serviço.
"Seja diligente para que possais ser encontrados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis". -Il Pe 3: 14.
Quando olhamos para Belém, vamos fazer isso com todo esmero e atenção que nós possuímos.
Dá ouvidos à Declaração Divina
Para José, "o anjo do Senhor apareceu .. .dizendo: Não temas em tomar Maria por sua esposa! ... Ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles "(Mateus 1:20, 21)..
Para os pastores o anjo do Senhor disse: "Não tenha medo ... É que vos nasceu ... um Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:10, 11).
Para esses mesmos pastores uma multidão do coro celestial cantou: "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade" (Lucas 2:14).
Devemos ver a profundidade da descida
Que profunda descida das alturas da glória para as profundezas da vergonha; a partir das maravilhas do Céu para a maldade de terra; da exaltação à humilhação; do trono para a estrebaria; de dignidade a degradação; da adoração para a ira; dos salões do céu para os casebres da terra; da coroação para a maldição; do lugar glória ao lugar cruento na cruz!
Em Belém, humildade e glória em seus extremos, foram combinados.  Nascido em um estábulo. Deitado em um coxo de dar de comer o gado. Envolto em Panos de pobreza. Não há espaço para aquele que criou o mundo nos hotéis da cidade.
Quartos! Não há lugar para aquele que fez e conhece todos os lugares! Oh, profunda humilhação: Da mulher criatura, nasceu o Criador! Mas sua descida era o alvorecer de misericórdia. Porque nós não podemos subir a Ele, Ele desceu até nós.
Não deixes nada para fazer amanhã
"Vamos agora." - Lucas 02:15.
As boas novas foram proclamadas pelos anjos e os pastores sabiamente se puseram  imediatamente em ação. Não ouve uma demora  de uma semana, nem de um dia, nem de uma hora, nem de um minuto. 'O Salvador dos homens nasceu na Cidade de Davi? Vamos vê-lo agora! Não "quando for mais conveniente." Não "somente depois de irmos em casa conversar com nossos familiares." Mas "agora." Não "enquanto nós não termos certeza que o território está seguro sem lobos para atacarem nossas ovelhas." Mas "agora". Não "enquanto não amanhecer o dia." Mas "agora".
"Vamos agora." Vamos responder a urgência da fé e vamos ignorar os cálculos da razão, que dizem que meia noite é escuro, que as ovelhas não podem ser deixadas, pois se ouvirmos a carne, a cobiça vai decidir, a procrastinação vai  vencer". Mas esses homens simples, que haviam deixado suas camas para atender os seus rebanhos, agora deixaram seus rebanhos para obter informações sobre o Salvador. "Eles vieram com pressa."
Para ver Jesus, para servir Jesus, para seguir Jesus, tudo deve ser feito rapidamente.
Divindade Exibida
Primeira promessa de Deus ao homem culpado era que a semente da mulher ferirá a cabeça da serpente (Gn 3:15). Quanto à carne, Jesus é a semente da mulher. Mas Ele é infinitamente mais. Paulo diz:
"Mas quando a plenitude do tempo chegou, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção de filhos. "Gal. 4: 4,5.
Necessário era para a nossa redenção que o Salvador dos homens devesse  ser um homem, nascido de uma mulher igual a todos os homens da raça, participante de uma natureza 100% humana, com capacidade latente para pecar. Mas Cristo  porém  foi impedido pelo poder do Espírito Santo de cometer pecado. Assim, o Cristo nascido da virgem nasceu: "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores" –Ele veio ao mundo para assumir o nosso pecado e para tornar-se pecado por nós, porém  Ele não conheceu pecado.
Jesus é Deus manifestado na carne. Vamos até Belém, e vejamos esta grande visão. Mistério glorioso. Nós não podemos compreendê-lo totalmente. Os homens podem falar e escrever sobre isso, mas como eles tentam descrevê-lo, uma sensação de inadequação lamentável oprime a mente e nos rendemos a profundidade de todas as riquezas e de toda sabedoria e conhecimento de Deus. Podemos até falar sobre isso, mas o máximo que podemos dizer é que é indizível. 
Escuridão deplorável
Quando Jesus veio era noite no Egito, noite em Roma, a noite em Atenas, noite na Síria, na Palestina noite-noite em toda parte.  O mundo estava escuro ", como se estivesse mergulhado na sombra da morte."
O mundo era, como Milton o havia descrito: "Escuro, sombrio e cheio de sombras, em meio ao clarão de meio-dia."
Sim, uma escuridão deplorável por muito tempo cobriu a terra e o  mais sábio dos homens curvou-se "para o Deus desconhecido ".
Mas, glória ao Seu nome, "O Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou" (João 1:18). Este é aquele que é "o resplendor da sua glória [o pai], e a expressa imagem da sua pessoa" (Hebreus 1: 3.); "A imagem do Deus invisível" (Cl 1:15)
Projeto da Morte
Qual era o grande projeto de nascimento do Salvador? A redenção do homem pela sua morte. Uma troca: O Justo pelo injusto. Esse foi o grande design. "Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei" (Gal. 4: 4,5). Ele foi chamado Jesus, porque Ele veio para "salvar o seu povo dos seus pecados."
Há algo tão sublime, tão glorioso no nome de Jesus, o Salvador. Cícero, o orador romano, disse que quando se viaja na Grécia viu um pilar inscrito com a palavra Salvador. Ele admirava a plenitude no nome, mas ele era tão ignorante do seu significado cristão como uma coruja é da astronomia. Quanto mais pode um pecador redimido admirar esse  nome:  Salvador!
Mas, vendo as coisas que acontecerem em Belém, vamos odiar o
O natal longe da graça
O que significa isso? Como, em Belém, vemos Deus em todas as Suas perfeições gloriosas manifestado na pessoa de Jesus, devemos engajar nossas almas para adorar e amar e elogiá-lo e engrandecer o nome Dele,  "o Senhor Deus de Israel" "O Senhor dos céus e da terra.
Mas nós vemos a maneira vergonhosa com  que alguns comemoram a estação chamada Natal. Presentes finos, festas, jantares, luzes e espumantes. È assim que muitos cristãos ficam felizes durante os dias que antecedem o natal. Tolamente,  eles contradizem tudo  quanto  o projeto de sua vinda nos quis ensinar naquela manjedoura em Belém.
Jesus veio para "destruir as obras do diabo." Entretanto, muitos no Natal procuram manter as obras do Diabo. O que tem a luxúria e o reluzir dos enfeites a ver com a manjedoura? O que tem o vermelho e branco da roupa de papai Noel a ver com o vermelho carmesim da túnica de Jesus quando ele foi crucificado? O que a gula da ceia de natal tem a ver com a fome de justiça? O que a embriaguez das festas de natalinas tem a ver com o vinho novo? O que as obras da carne tem a ver com o nascimento de Jesus?
Jesus veio para salvar o seu povo dos seus pecados, não para exortá-los a participar dos mesmos.  Por que muitos optam por "esquecer a verdadeira mensagem do natal  ” ? Trocam a adoração ao rei vencedor se conformando com os costumes deste mundo que jaz nas mãos de um príncipe perdedor.