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22 de outubro de 2012

PROSPERIDADE BÍBLICA

20 MOTIVOS PARA REJEITAR A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE MODERNA 
“Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (1 Timóteo 6:7-10 RC) 1- PORQUE O AMOR AO DINHEIRO É A RAIZ DE TODOS OS MALES. "Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males" 1 Tim 6.9,10 Todos os males que rodeiam a sua vida, sejam doença, raiva, ódio, ciúme, dívidas, inimizades, fracassos; a origem de todos estes males está no amor pelo dinheiro. É isso que ensina a palavra e é nisso que devemos acreditar
  2- PORQUE AS RIQUEZAS MATERIAIS NÓS NÃO PODEREMOS LEVAR. "Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele"1Tim6.7 

 3- PORQUE O DESEJO DE FICAR RICO NOS LEVA A UMA CILADA DE SATANÁS. "Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitos desejos loucos e nocivos, que submergem os homens na perdição e ruína." A- O DESEJO DE FICAR RICO É ERRADO 
B- QUEM DESEJA RIQUEZAS DESTE MUNDO CAI EM CILADA E SE DESVIA DA FÉ 

 4- PORQUE A VONTADE DE ENRIQUECER NOS FAZEM CAIR EM TENTAÇÃO. A- QUEM DESEJA FICAR RICO CAI EM TENTAÇÃO B- NO PAI NOSSO, JESUS ENSINOU A ORAR: "NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO " 
  5- PORQUE A COBIÇA DE QUERER SEMPRE MAIS PODE ME DESVIAR DA FÉ EM CRISTO E ME CAUSAR MUITAS DORES. "...e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (1 Timóteo 6:10) 

 6- PORQUE A ÂNSIA DA PROSPERIDADE FINANCEIRA NÃO ME DEIXA SER FELIZ COM AQUILO QUE EU TENHO E O SUSTENTO QUE DEUS ME DÁ NUNCA ME CONTENTA. "Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundândia como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece". (Fp 4.11-13.)
  A PERGUNTA QUE NÃO QUER SE CALAR… PORQUE DEUS PROMETERIA RIQUEZAS MATERIAIS SE ELAS PODEM NOS AFASTAR DA FÉ E ELAS NOS FAZEM CAIR EM TENTAÇÃO E CILADAS DO INIMIGO? É verdade que Deus prometeu riquezas no Velho Testamento, mas se tratava de outro contexto, era para o povo de Israel ( que até hoje são muito ricos), era uma bênção para a velha aliança que ainda não havia recebido o ESPÍRITO SANTO. Na prática, um crente que acredita que a prosperidade financeira é uma das dádivas do evangelho, certamente vai fazer de tudo para alcançá-la, pois se o seu pastor ensina que é direito do cristão ter muito dinheiro, então, com esse aval o discípulo certamente tudo fará para ganhar mais e mais. O difícil, será ganhar muito dinheiro sem se deixar levar pela correria dos negócios e AINDA SOBRAR ALGUM TEMPO PARA DEUS 
. ALGUÉM PODE DIZER: Eu ganho dinheiro mas não amo ele. Tarefa árdua é acreditar na prosperidade financeira, buscá-la com muita dedicação ( pois, sem grande dedicação ninguém fica rico) e não colocar o teu coração nisso . A BÍBLIA FALA ENTRETANTO QUE ONDE ESTÁ O TEU TESOURO ALI ESTARÁ O TEU CORAÇÃO. • DEUS NÃO CONDENA NINGUÉM POR ELE SER RICO. DEUS PODE DAR RIQUEZAS A QUEM ELE QUISER. • O PROBLEMA É A PESSOA ACREDITAR QUE ISSO É UMA BÊNÇÃO DO EVANGELHO DE CRISTO E COBRAR ISSO DE DEUS E DESCOBRIR DEPOIS QUE FOI ENGANADA E SE DESILUDIR COM QUEM LHE ENSINOU ESSA DOUTRINA ERRADA.

 7- PORQUE HOJE. NA NOVA ALIANÇA, A RECOMPENSA DE DEUS PARA OS FIÉIS NÃO É DINHEIRO MAS O PODER DO ESPÍRITO SANTO. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.At 3.6 

 8- PORQUE OS APÓSTOLOS E PRIMEIROS SEGUIDORES DE JESUS NÃO TINHAM DINHEIRO, NÃO ERAM RICOS E AQUELES QUE TINHAM ALGUMA COISA, VENDIAM E TRAZIAM AOS PÉS DOS APÓSTOLOS. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. At 2.45 Mar 12:17 - “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele” Daí a Cézar o que é de Cézar ( o dinheiro ) e a Deus o que é de Deus ( A adoração e o culto ) 
9- PORQUE NO NOVO TESTAMENTO, NÃO HÁ NENHUMA MENÇÃO SOBRE PROSPERIDADE MATERIAL E NENHUMA PROMESSA ESPECÍFICA SOBRE BÊNÇÃOS MATERIAIS PAR OS FIÉIS, ao contrário as promessas eram de bênçãos espirituais. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;” a- As bênçãos são espirituais b- Elas se encontram nas regiões celestiais c- Elas estão EM CRISTO 

 10- PORQUE EXISTE ORDEM ESPECÍFICA PARA NÃO ACUMULAR TESOUROS NESTA TERRA ONDE O LADRÃO ROUBA E A FERRUGEM CONSOME. Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mt 6.19 - Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Mt 6.20 A- TESOUROS SÃO RIQUEZAS B- NÃO É PARA AJUNTAR RIQUEZAS NA TERRA C- AS RIQUEZAS TERRENAS SÃO CORROÍDAS E ROUBADAS D- A ORDEM É PARA AJUNTAR RIQUEZAS NO CÉU E- AS RIQUEZAS CELESTIAIS SÃO ETERNAS E NINGUÉM NOS TIRA 

 11- PORQUE OS RICOS DO NOVO TESTAMENTO SÃO ORIENTADO A VIVER COMO SE NÃO FOSSEM RICOS, NÀO DANDO PRIORIDADE AS RIQUEZAS E NEM DESEJANDO ELAS, POIS QUEM ESPERA NA RIQUEZA VIVE NA INCERTEZA. Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna. 1 Ti 6:17,18,19 A- Os que já são ricos não sejam altivos nem soberbos B- Não ponham sua esperança na INCERTEZA das riquezas C- Esperem somente no Senhor D- Sejam ricos de boas obras e repartam o que tem E- Entesourem para o céu, para o futuro e não para a terra, para o presente.
 
 12- PORQUE HAVIAM ENTRE OS IRMÃOS PESSOAS POBRES E ESSA ERA UMA SITUAÇÃO NORMAL “ Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém” Rm 15.26 A- Na época dos apóstolos haviam pobres entre os santos B- Eles moravam em Jerusalém C- Eles eram auxiliados por irmãos de outras igrejas 

13- PORQUE AQUELES QUE SEGUIREM JESUS LHES SÃO GARANTIDAS PERSEGUIÇÕES E AFLIÇÕES E NÃO LUCROS FINANCEIROS E PRAZERES CARNAIS. “ E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.”2 Ti 3.12 Perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou;2Ti 3.11 

 14- PORQUE OS PATRIARCAS REJEITARAM A PROSPERIDADE E PREFERIRAM SOFRER JUNTO COM O POVO DE DEUS Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado Tendo por maiores riquezas o sofrimento de Cristo do que os tesouros do Egito; porque contemplava o galardão nos céus.Hb 11.24,25,26 

 15- PORQUE EXISTE ALGO MELHOR DO QUE A BÊNÇÃO FINANCEIRA: É A BÊNCÃO ESPIRITUAL COM O ESPÍRITO SANTO. ."O Reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. e, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele campo" (Mateus 13:44). A- O REINO DOS CÉUS É O TESOURO OCULTO NO CAMPO B- QUEM ENCONTRA ESTE TESOURO VENDE TUDO O QUE TEM PARA COMPRÁ-LO C- SE EU VENDO TUDO O QUE EU TENHO ( BENS MATERIAIS ) PARA COMPRAR AQUELE CAMPO COM O TESOURO ( RIQUESAS ESPIRITUAIS ), LOGO, O TESOURO NO CAMPO VALE MAIS DO QUE TUDO O QUE TENHO, AINDA QUE EU TENHA MUITA COISA. D- O REINO DOS CÉUS É JESUS DENTRO DE NÓS # Destacamos aqui que um cristão pode se tornar rico, caso seja o propósito de Deus para a vida dele, mas por esforço , dedicação, estudo e muito trabalho e não por receber uma unção de prosperidade ou menos ainda pelo fato de ele ser dizimista, POIS A ESCRITURA ENSINA QUE A BÊNCÃO MATERIAL PARA O DIZIMISTA ERA PARA A NAÇÃO DE ISRAEL E NÃO PARA A IGREJA DE CRISTO, POIS DEUS TEM PARA OS CRISTÃOS ALGO MUITO MELHOR QUE O DINHEIRO. "O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra" (Mt 13:45-46). 

 16- PORQUE A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE OFERECE AO MUNDANO O QUE ELE SEMPRE QUIS. OFERECE AO MUNDANO ALGO DO MUNDO. “E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera”Mt13.22 A- OS CUIDADOS DESTE MUNDO SUFOCAM A PALAVRA B- A SEDUÇÃO DAS RIQUEZAS SUFOCAM A PALAVRA C- A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE É A SEMENTE QUE CAI ENTRE OS ESPINHOS D- QUEM PRATICA ESSE TIPO DE FÉ FICA ESTÉRIL E INFRUTÍFERO 

 17- PORQUE A CASA DO SENHOR SERÁ CHAMADA CASA DE ORAÇÃO E NÃO COVIL DE LADRÕES. “E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões”. Mc 11.17 “E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam,” Lc 19.45 A- A IGREJA É LUGAR PARA COISAS DO ESPÍRITO ( ORAÇÃO, PALAVRA ) B- SATANÁS ENVIA LADRÕES PARA DENTRO DA IGREJA PARA ROUBAR A FÉ C- OS LADRÕES VENDIAM E COMPRAVAM ( COISAS MATERIAIS ) D- JESUS EXPULSOU OS QUE FAZIAM COMÉRCIO DENTRO DA CASA DO SENHOR 

 18- PORQUE NÃO PODEREMOS SERVIR A DOIS SENHORES. OU SERVIMOS A JESUS OU SERVIMOS AS RIQUEZAS DESTE MUNDO, POIS PARA SER UM BOM SERVO TEM DE HAVER DEDICAÇÃO. Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.Mt 6.24 A- JESUS É O ÚNICO SENHOR B- SE SERVIRMOS AS RIQUEZAS NÃO PODEREMOS SERVIR A JESUS C- AS RIQUEZAS SÃO DO MUNDO E SE AMAMOS AS RIQUEZAS, AMAMOS O MUNDO D- SE AMARMOS O MUNDO O AMOR DO PAI NÀO ESTÁ EM NÓS 

 19- PORQUE O MANDAMENTO É PARA BUSCAR PRIMEIRO O REINO DES CÉUS E A SUA JUSTIÇA E O MAIS VOS SERÁ ACRESCENTADO. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. A- DEVEMOS BUSCAR PRIMEIRO O REINO DE DEUS B- NÃO PODEMOS E NÃO DEVEMOS BUSCAR PRIMEIRO AS RIQUEZAS C- PERCEBE-SE QUE JAMAIS PODEMOS PRIORIZAR AS RIQUEZAS E OS BENS MATERIAIS. D- NA MELHOR DAS HIPÓTESES, AS RIQUEZAS E OS BENS MATEIRIAIS SERÃO ACRESCENTADOS 

 20- PORQUE POR SÉCULOS OS CRISTÃOS ENTENDERAM QUE AS RIQUEZAS DESTE MUNDO PERTENCEM AO CAMINHO LARGO E SOMENTE NOS ÚLTIMOS 20 ANOS É QUE ESTE ARDILOSO E PERIGOSO ENSINO SOBRE A PROSPERIDADE FOI RECEBIDO COMO VERDADE PELOS CRENTES MODERNOS. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. INTERESSANTE NOTAR, QUE DEPOIS REVELAR QUE O CAMINHO É ESTREITO E QUE MUITOS PREFEREM O CAMINHO LARGO ,PORQUE ELE É ESPAÇOSO E FÁCIL, É PRAZEROSO A CARNE, TAL QUAL A IDÉIA DE SE TORNAR RICO SEGUINDO A CRISTO, A PALAVRA LOGO EM SEGUIDA NOS DÁ UM ALERTA SOBRE OS FALSOS PROFETAS, OS PREGADORES DA RIQUEZA FÁCIL, DO CAMINHO LARGO. OS PREGADORES DA PROSPERIDADE FINANCEIRA. CUIDADO COM ELES POVO DE DEUS, POR FORA ELES SÃO COMO OVELHAS MAS POR DENTRO ELES SÃO LOBOS DEVORADORES. Assim, na linguagem bíblica, ser inconseqüente, é como viver tentando ao próprio Deus. Quem quer fazer alguma coisa, antes precisa ver as implicações da mesma, na sua vida e na dos outros, o custo, o ônus, o peso, etc. Se você é daqueles desequilibrado com as suas finanças e depois pede a Deus que o ajude a ajustá-las, pode estar tentando a Deus em sua falta de planejamento. É bem verdade que muitas vezes o dinheiro é pouco para tanta despesa. Eis, portanto, mais um motivo para o planejamento. Observe algumas sugestões para você administrar bem suas finanças: 1) Não compre além de suas posses; 2) Não compre só porque está em promoção. (conheço a história de uma mulher que comprou remédio para matar ratos só porque estava na promoção mesmo não tendo ratos em sua casa); 3) Saiba controlar o impulso consumista, pois nem tudo o que está na moda é bom ou bonito; 4) Avalie se você poderia viver bem sem o que deseja comprar; 5) Estabeleça uma lista de prioridades, do que é mais e menos importante; 6) Contente-se com pouco; 7) Se o dinheiro não está dando agora é bem provável que não sobrará mais tarde e que protelar as dívidas apenas adiará o problema. Querido irmão/irmã, ouça os conselhos do grande administrador chamado Jesus

20 de abril de 2012

MEDITAÇÃO SOBRE O PENTECOSTALISMO

MEDITAÇÃO SOBRE O PENTECOSTALISMO

Segundo o Dr. Gary B. McGee, teólogo pentecostal das Assembléias de Deus, pelo menos dois reavivamentos do século XIX podem ser considerados precursores do moderno movimento pentecostal. O primeiro teria ocorrido na Inglaterra, ao redor de 1830, tendo como caudilho o ministério de Edward Irving, e o segundo teria ocorrido no sul da Índia, sob a liderança de J. C. Aroolappen. O movimento também tem suas raízes na Doutrina da Perfeição Cristã, de John Wesley. Em seu livro A Short Account of Christian Perfection, em 1760, Wesley conclama os crentes à buscarem uma segunda obra de graça, posterior à conversão, que livraria os crentes de sua natureza moral imperfeita. Essa doutrina chegou na América do Norte, e inspirou o Movimento de Santidade, cuja ênfase estava voltada à vida santificada. 

Porém, quando o pregador Wesleyano radical da Santidade, Benjamin Hardin Irwin começou, em 1895, a ensinar sobre três obras de graça, a dissidência teológica começou a surgir. Segundo Irwin, a segunda obra de graça iniciava a santificação e a terceira trazia o “batismo do amor ardente”, que é o batismo no Espírito Santo. A maior parte do Movimento de Santidade condenou essa terceira obra da graça como sendo heresia. Mesmo assim, porém, a noção que Irwin possuía de uma terceira obra de graça, o revestimento de poder para o serviço cristão, firmou-se como alicerce do Movimento Pentecostal. 

Outros três livros que proporcionaram as bases sobre a qual foi construído o movimento pentecostal foram Guia para a Santidade e A Promessa do Pai, da irmã Phoebe Palmer, uma das principais líderes metodistas, e Tongue of Fire (Língua de Fogo), de William Arthur. Aos que procuravam receber a segunda obra de graça, era ensinado que cada cristão precisa esperar pela promessa do batismo no Espírito Santo, fazendo uma interpretação pessoal de Lc 24.49. A crença na segunda obra de graça não ficou confinada ao metodismo. O advogado e pregador cristão Charles G. Finney, por exemplo, acreditava que o batismo no Espírito Santo provesse revestimento de poder para se obter a perfeição cristã. Outros pregadores de renome, tais como Dwight L. Moody e R.A. Torrey, também acreditavam que uma segunda obra de graça revestiria o cristão com o poder do Espírito. 

Dois eventos marcaram definitivamente a chegada do moderno movimento pentecostal. O primeiro deles é datado de 1º de Janeiro de 1901, quando Agnes Ozman, aluna da Escola Bíblica Betel de Charles Fox Parham, em Topeka, no estado americano do Kansas, teve uma experiência mística e começou a falar em outras línguas.  Depois de Agnes Ozman, muitos outros alunos foram batizados com o “novo” batismo, e falaram em outras línguas (xenolalia). Aqueles que presenciavam esses acontecimentos, faziam rapidamente um paralelo com os eventos do livro de Atos dos Apóstolos, e muitos diziam que o movimento era a restauração da fé apostólica.

 De fato, quando Bennett Freeman Lawrence escreveu a primeira história do movimento pentecostal, em 1916, deu ao movimento o título de The Apostolic Faith Restored (Fé Apostólica Restaurada). À princípio, os cristãos pentecostais achavam que as línguas faladas por eles eram, de fato, xenolalia, isto é, línguas inteligíveis – idiomas pátrios. Depois de 1906, porém, cada vez mais pentecostais estavam de acordo em que as línguas por eles faladas eram glossolalia, isto é, línguas desconhecidas e não identificáveis pela inteligência humana. Parham, porém, continuava crendo que as línguas faladas pelos pentecostais eram xenolalia e que essas línguas eram expressões idiomáticas de outras nações. Sendo assim, o fenômeno das línguas auxiliaria como uma ferramenta nas mãos dos missionários transculturais, que seriam capacitados sobrenaturalmente para falarem outros idiomas. Essa tese perdeu força com o decorrer dos anos e hoje é crença quase comum em círculos pentecostais que as línguas faladas por eles não são idiomas estrangeiros. A grande contribuição teológica de Parham ao movimento acha-se na sua insistência de que o falar noutras línguas é a evidência bíblica vital da terceira obra de graça: o batismo no Espírito Santo. Suas asserções estão baseadas nos relatos de Atos dos Apóstolos, capítulos 2, 10 e 19, e desde então o falar em outras línguas tem sido destacado pelos pentecostais como sendo a evidência física inicial do batismo no Espírito e a prova cabal do mesmo.

Posteriormente, Parham mudou-se para Houston, e um de seus alunos, um homem negro chamado William Seymour, após ter passado pela mesma experiência mística, tornou-se líder de uma igreja na rua Azuza, em Los Angeles, no ano 1906. Foi então que o movimento pentecostal explodiu. A partir da rua Azuza, a mensagem pentecostal, que incluía o falar noutras línguas como sinal do batismo no Espírito Santo, divulgou-se pelos Estados Unidos e pelo resto do mundo. Na verdade, experiências semelhantes, incluindo o falar noutras línguas, já haviam ocorrido em fins do século XIX, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior, em lugares bem distantes entre si, como na já mencionada Índia e na Finlândia, porém até então esses eram apenas casos isolados. Foi à partir do início do século vinte que o pentecostalismo ganhou projeção mundial.

O Dr. Gary B. McGee também menciona as conferências de Keswick, na Grã-Bretanha como tendo uma grande influência sobre o Movimento de Santidade na América do Norte, e consequentemente sobre o pentecostalismo. Os conferencistas de Keswick acreditavam que o batismo no Espírito Santo produzia uma vida contínua de vitória, uma vida mais profunda, caracterizada pela plenitude do Espírito. Essa sentença está alicerçada no conceito wesleyano, que afirmava que o batismo no Espírito produzia a perfeição cristã.

Os principais pressupostos da doutrina pentecostal. No início do movimento houve muitos debates acerca da doutrina, e logo nos primeiros dezesseis anos de existência, houve quatro grandes controvérsias. A primeira, sobre o valor teológico da literatura narrativa, em especial o livro de Atos e os últimos versículos de Marcos, para fundamentar o falar noutras línguas como a evidência inicial do batismo no Espírito Santo. A segunda controvérsia já foi mencionada, e diz respeito à natureza das línguas faladas. Um grupo acreditava tratar-se de expressões idiomáticas inteligíveis (línguas pátrias) enquanto outro acreditava que as línguas faladas eram expressões de mistério, portanto, ininteligíveis por meios naturais. Outro debate girava em torno da segunda obra da graça: a santificação. Seria ela progressiva ou instantânea?

 Os pentecostais de tendências wesleyanas asseguravam que a santificação era uma obra instantânea, enquanto os pentecostais de tendências reformada defendiam a santificação progressiva.

A quarta controvérsia é de ênfase cristológica. Em um sermão pregado em Arroyo Seco, R.E. McAlister observou que os apóstolos batizavam apenas em nome de Jesus (At 2.38) ao invés da fórmula trinitariana (Mt 28.19). Os que deram crédito à pregação de McAlister foram “rebatizados” em nome de Jesus. Houve então uma cisma no movimento e os que enfatizaram o batismo apenas no nome de Jesus acabaram por propor uma doutrina modalística da trindade, que é uma variação do unitarismo. As Assembléias de Deus, no entanto, não acompanharam as tendências modalísticas. Vemos, portanto, o quanto resulta difícil fazer generalizações doutrinárias acerca do movimento. Apesar disso, destacamos à seguir aquilo que consideramos ser as crenças mais universais dos pentecostais. A lista não é exaustiva, podendo haver outros itens não relacionados nessa pesquisa.

Todos os cristãos pentecostais creem:
a) No Batismo no Espírito Santo como experiência subseqüente e distinta da salvação.
b) Na atualidade dos dons espirituais, tais como cura, profecias, línguas e interpretação de línguas e operação de milagres.
c) Que o batismo pentecostal reveste o crente com poder do alto capacitando-o para exercer seu ministério ao mundo.
Além disso, a maioria dos cristãos pentecostais também crê:
a) Na vinda de Jesus pré-milenista e pré-tribulacionista.
b) No falar em línguas como evidência física inicial do batismo no Espírito.
c) São dispensacionalistas.
– Razões que contribuíram para crescimento do Movimento Pentecostal. No final do século dezenove e início do século vinte, a medicina avançava à duras penas e oferecia pouca ajuda aos que se achavam gravemente enfermos. Consequentemente, a fé no miraculoso para a cura física começou a ressurgir nos círculos evangélicos.
 Na Alemanha do século dezenove, os ministérios que ressaltavam a importância da oração pelos enfermos atraía a atenção dos crentes estadunidenses, ao mesmo tempo que a teologia pietista, com sua crença na purificação instantânea do pecado ou no revestimento do poder do Espírito produziu um ambiente receptivo aos ensinos da cura mediante a fé.

No Brasil, na época em que Daniel Berg e Gunnar Vingren aportaram em nosso país, a medicina era ainda mais precária, havia em nossas terras um grande número de leprosos e muita gente morria apenas por falta de higiene ou por efeito de uma desinteria. A promessa de uma cura instantânea veio de encontro com as necessidades básicas do nosso povo, de modo o movimento teve ampla aceitação. A crença mística do povo brasileiro, sobretudo no norte do país, também foi um fator decisivo para a recepção das doutrinas pregadas pelos missionários suecos. Não queremos dizer com isso que o pentecostalismo somente se instaurou no Brasil por causa da influência dos cultos afros e do xamanismo. Lembremos que o mundo greco-romano nos dias apostólicos também tinha suas religiões de mistério, e ainda que isso tenha contribuído para a aceitação do evangelho, esse não foi o fator decisivo.

Objeções à doutrina pentecostal. Muitos cessacionistas têm se empenhado para desacreditar o pentecostalismo e a atualidade dos dons espirituais. Porém, nenhuma exegese por eles apresentada justifica o anti-sobrenaturalismo presente em sua teologia. Os cessacionistas argumentam que se a inspiração profética é atual, então teremos duas fontes inspiradas: a Bíblia e a profecia. Os restauracionistas pentecostais, por outro lado, dizem que as profecias só são válidas se estiverem em comum acordo com a Bíblia sagrada e terão valor apenas após o seu cumprimento. Outra questão diz respeito aos milagres. Alguns cessassionistas dizem que a ocorrência de sinais fantásticos seria mais que persuasão e violaria incondicionalmente o livre-arbítrio humano. A isso os pentecostais dizem que Jesus e os discípulos também faziam sinais, e nem por isso aqueles que se convertiam tinham seu livre-arbítrio violado. Muitos presenciaram a multiplicação dos pães, mas nem por isso se tornaram crentes. Muitas foram as contribuições do pentecostalismo. Em meio ao cenário árido da teologia do início do século vinte, surgiu um movimento com ênfase na santificação, na leitura e pregação devocional da Bíblia e com uma visão de ministério às nações. As Assembléias de Deus, filha desse reavivamento espiritual, tornou-se uma das maiores denominações do mundo. É interessante perceber que nesses cem anos de controvérsias teológicas, enquanto os teólogos alemães e norteamenricanos patenteavam jargões como geschichte, desmitologização, faziam estudos sobre o Jesus histórico desassociando-o do Jesus da fé, criavam teologias com ênfase em teorias naturalistas e evolucionistas, surgiu também um movimento de restauração da fé apostólica. Talvez minha observação pareça arrebatada ou até mesmo apaixonada demais, mas o fato é que o pentecostalismo foi uma das principais reações contrárias ao secularismo teológico que surgiu no século vinte. Se por um lado os demais movimentos estavam associados ao desejo de amoldar a fé cristã aos padrões filosóficos e científicos do homem moderno, o pentecostalismo por sua vez surgiu do desejo de reencontrar a fé cristã primitiva e de desassociar-se do sistema secular. Não faltam porém objeções às práticas do movimento, entre as quais destacamos algumas. Em muitas igrejas evangélicas, a excessiva ênfase na inspiração sobrenatural da fala, ou dom de profecia, tem substituído a pregação da palavra de Deus.

É comum em nossos dias ver pregadores pentecostais trazendo novas e estranhas revelações acerca de anjos, visões e da conduta cristã, a ponto de ter se tornado praxe de certo pregador televisivo, invocar serafins antes de fazer sua preleção. Essa prática definitivamente não é cristã. Jamais vimos Jesus ou os seus apóstolos invocando a presença de anjos antes de trazer uma mensagem aos fiéis. E os exageros não param por aí: a Bíblia também, volta e meia desaparece dos púlpitos nos congressos, e quando reaparece, é permutada. Esse mesmo pregador gosta de dizer a Deus em suas “fervorosas” orações: “se tenho crédito no céu…”. Crédito no céu? Onde está a mensagem da graça, do favor de Deus? Outro pregador pentecostal que há anos se identificava como homem ortodoxo tem se rendido fatalmente à práticas neo-pentecostais, mercadejando as bênçãos de Deus e enfatizando muito mais o presente que o porvir. Virou já um ícone do evangelho da prosperidade. De modo quase geral, a pregação catequética e com embasamento escriturístico tem sido substituída por empolgados shows evangélicos, promovidos por pregadores que mais parecem animadores de auditório. Isso, porém, não significa que não haja pentecostais sérios e ortodoxos. Há muitos que ainda prezam pela pregação bíblica e que mantém o perfeito equilíbrio entre a unção, a erudição e o conhecimento teológico. Conhecemos muitos assim, e enquanto existirem esses, creio que o movimento contará com certa credibilidade.
 No entanto, o atual quadro do pentecostalismo, sobretudo no cenário nacional, faz-nos pensar na necessidade e porque não dizer, urgência de uma nova reforma religiosa dentro do próprio movimento: uma nova restauração da fé apostólica.

O pentecostalismo surge no cenário contemporâneo na contramão da teologia moderna liberal e neo-ortodoxa. Enquanto Barth, Bultmann, Tillich e Brunner agitavam o cenário teológico mundial com inovações e com suas tendências filosóficas, obviamente influenciados pelo existencialismo de Kierkgaard, pelo ceticismo de David Hume e pelos apelos filosóficos de Immanuel Kant, surgiu no cenário mundial um movimento que buscava justamente o oposto. Se por um lado Paul Tillich buscava amoldar a Bíblia às necessidades do homem, William Seymour e os demais pregadores do movimento pietista pentecostal instavam para que os homens se amoldassem à Palavra de Deus. Enquanto Barth apresentava Deus como “Totalmente-Outro”, os pregadores pentecostais insistiam na possibilidade de um relacionamento pessoal com Deus e definiam-no como aquele que habita os céus e que paradoxalmente, vive em nós. Muitos excessos têm sido cometidos desde então, mas isso não desqualifica o movimento. Na verdade, esses excessos ocorrem bem na fronteira de dois movimentos contemporâneos com muita força em nosso país: o pentecostalismo e o neo-pentecostalismo.  Fonte: http://teologiacontemporanea.wordpress.com