9 de setembro de 2014

Johann Sebastian Bach

Johann Sebastian Bach


No castelo de Wartburg, algum tempo antes, Lutero havia-se recolhido para traçar os planos da Reforma. Ali mesmo Bach compôs muitas de suas obras.

O mesmo espírito que presidiu à Reforma foi o que deu vida e força à sua obra: a paixão pelo Cristianismo na sua pureza primitiva. A grande obra da vida de Bach foi oferecer-nos uma versão musical do Cristianismo. Os pintores do Renascimento, os seus escultores e arquitetos, cuidaram de fixar o espírito cristão em linhas, cores e volumes. Bach transformou o Cristianismo em som. E essa versão é, sem dúvida, a mais fiel, a mais pura e a mais profunda. Há, entre a música e o Cristianismo, um parentesco íntimo. Em ambos o que vale é o que não se vê, o real é o que está acima dos nossos sentidos. O Reino de Cristo não é o mundo físico: o seu domínio começa justamente onde termina a nossa capacidade de ver, de compreender e de sentir. 

O reino de Cristo é uma linguagem além das palavras, uma escada que nos liga ao mundo que os nossos pés não podem atingir, mas onde a nossa alma se sente como na sua própria pátria. A música no Cristianismo representa um esforço no sentido do crente se libertar do frio e imutável silêncio que o cerca, para entrar em comunhão com o Seu Criador, Salvador e Senhor, que o acolhe.

O Cristianismo foi a grande paixão do tempo de Bach, e a sua própria. Ele é protestante no exato sentido de Lutero: o seu desejo era o retorno à verdadeira doutrina de Cristo, isenta das adaptações e das interpretações dos Padres. A sua música fixa e exalta de tal forma esse sentimento que dá a impressão de uma longa prece, que sobe aos Céus e vai até ao Trono de Deus. A linguagem musical de Bach alcançou uma significação universal porque é a expressão do anseio e da esperança do imutável coração humano de se encontrar com o Seu Salvador. Não apenas as suas energias espirituais cristãs, mas todas as forças espirituais cristãs do seu tempo se reuniram em torno da criação do seu estilo.

As cantatas de Bach arrastam-nos para um mundo de estranhas, majestosas e fantásticas visões. Bach levou o estilo barroco às últimas consequências. A sua polifonia é tão intrincada, a floresta da sua música é tão densa, que os próprios contemporâneos não chegaram a perceber a sua beleza selvagem. Ele é tão claro e ardente quanto o Sol, que ninguém consegue olhar a olho nu. Foi necessário que a névoa do tempo se interpusesse entre ele e nós para podermos contemplar o seu fulgurante esplendor. O barroco de Bach é a vida em plenitude, a vida na sua impetuosidade de anseios, de beleza, de miséria e de infinita beleza. Bach sentiu a música como uma porta aberta para o Eterno, a qual é dada ao homem cristão, para ele poder consolar-se da sua miséria e das suas fraquezas, quer alegrando-se com a esperança da sua vocação eterna, para comunicar-se com o Ser Divino, com o mundo dos seus anseios, a pátria das suas íntimas esperanças, o Paraíso de Deus!


É ouvindo uma cantata de Bach que somos tocados pela compreensão da nossa presença no mundo e do sentido do nosso destino. Fomos feitos, como os pássaros, como as flores, para louvor e honra do nosso Criador. O desejo mais alto de Bach foi chegar a Deus. E conseguiu esse intento libertando-se de toda a contingência humana e pondo toda a sua esperança no sacrifício vicário de Jesus. Bach buscou traduzir em música esse seu sentimento de alegria na vitória final de Jesus. E fê-lo com tanta força criadora e com tanta sinceridade, que é, ainda hoje, escutando a sua maravilhosa música que os Cristãos são como que transportados ao Céu e dialogam com Deus.



Não se pode dizer que Bach foi o maior dos músicos, porque não há fita métrica para medir o génio. E como as árvores, os homens devem ser avaliados, não pela sua aparência, mas pelas raízes que têm sobre a Terra. Essas raízes são o sustentáculo contra o vendaval do tempo, que tudo leva de roldão. Nesse sentido Bach dispõe de uma situação privilegiada. A sua fortaleza é uma glória inexpugnável já que tem as suas raízes numa fé simples e sincera na obra de salvação do Seu Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A música de Bach é densa e impenetrável como uma floresta tropical. Os que, no entanto se aventuram a enfrentar os perigos dessa selva, descobrem no seu interior maravilhosas estradas, calçadas de pedrarias raras e atapetadas de flores, que nos induzem ao distante e verdadeiro Reino de Emanuel.



Os Evangelistas trouxeram-nos, através de palavras, até nós a lição de Cristo. Bach compreendeu que o Homem vive longe do Seu Criador. O Homem perdido nos seus pecados tem medo do Seu Criador, não compreende as coisas espirituais. Bach era um crente em Jesus. Na sua obra Jesus surge na sublime apoteose da pureza, como o Filho do Homem, capaz de sentir as dores e as alegrias, e, sobretudo, o Salvador capaz de perdoar os pecados e as fraquezas, que são as contingências da nossa natureza e os símbolos do nosso nada. Desde o “Oratório de Natal” até as “Paixões”, Bach acompanha toda a vida terrena de Jesus. Nunca na música o espírito de Cristo foi tão bem fixado.

Em Mülhlausen, confessou humildemente: “Tive sempre o pensamento de fazer progredir a música, para maior glória de Deus”.


No “Orgelbüchlein”, em que reúne uma série de trabalhos compostos em Weimar, Bach escreveu essa epígrafe: “Para maior glória do Altíssimo e melhor instrução do próximo”

.”

A música de Bach valorizava e purificava todos os temas. Nas suas mãos os temas mais comuns adquiriam brilho e o esplendor. Transformou, seguindo o exemplo de Lutero, canções licenciosas e picantes em corais piedosos.

De tal maneira a música de Bach fixa a alegria da Terra, dos homens simples e das almas puras, pela vinda do Salvador!


A arte tem, sobre as demais atividades humanas, a vantagem de estar liberta das contingências do tempo. Um estudante de astronomia pode hoje refutar Aristóteles; muita da ciência de Platão faz rir, agora, ao aluno mais medíocre; um neófito na medicina muito teria a ensinar a Hipócrates. No terreno da Música, tudo se passa diferentemente. Há, sim, um torvelinho de escolas e estilos, de linguagens e expressões. Mas uma obra, como a de Bach, que expressa uma concepção do mundo e simboliza o sentido de uma época, jamais será superada. As gerações hão de reverenciá-la pelos séculos fora, como uma das mais altas expressões do espírito humano, que nela se fez música para viver além do tempo e levar a Deus a gratidão do homem crente, satisfeito com a obra redentora de Jesus Cristo, verdadeiro Homem e verdadeiro Deus!

Antes, durante, e após, a audição de música de Bach, eu apenas pronuncio: “Assim, os justos louvarão o Teu nome; os retos habitarão na Tua presença.” Sl 140:13


Artigo de Carlos António da Rocha

A FORÇA DO HOMEM NADA FAZ SOZINHO ESTÁ PERDIDO Lloyd-Jones


A FORÇA DO HOMEM NADA FAZ
SOZINHO ESTÁ PERDIDO



Por David Martyn Lloyd-Jones

A questão final com que nos defrontamos é: O que é que impede este ou aquele Cristão de cair e perder-se? Se não for o que temos dito aqui, isto é, que somos “chamados segundo o Seu propósito” e que, porque é Seu propósito, Ele próprio nos impede de cair, bem, então, que será que nos guarda e nos impede de cair? Consideremos a situação daqueles que acreditam ser possível um Cristão regenerado, nascido de novo, ir definitivamente para a perdição, cair e perder a posição de estar “em Cristo”.

O que tais pessoas acreditam é que há dois tipos de Cristãos: um deles se manterá seguro à verdade e à fé, e finalmente chegará à glória; o outro não consegue manter-se seguro, por um motivo ou outro, cai, e vai para a perdição. Elas explicam a diferença entre estes dois Cristãos asseverando que um teve vontade e desejo de manter-se seguro, e que o outro não teve essa vontade e esse desejo. A diferença é determinada inteiramente pela vontade, pelo desejo e pela determinação pessoal do Cristão particular. Sobre esse pressuposto, esta é a única conclusão a que se pode chegar.


Entretanto, se isso fosse verdade, uma decorrência seria que tal pessoa é mais forte do que Adão antes da Queda. Adão era perfeito e estava sem pecado. Tinha livre-arbítrio completo, mas escolheu deliberadamente dar ouvidos ao diabo, e por isso caiu e causou as consequências que bem conhecemos, nele e em sua progénie. Disso decorre que aquele que por seu próprio esforço conseguisse manter-se na fé teria vontade e determinação mais fortes do que as que Adão tinha. Pode-se, porém, replicar: “O Cristão está em melhores condições do que Adão; ele recebeu vida divina de Cristo e, portanto, tem algo superior ao que Adão tinha. Ele recebeu em seu ser nova vida de Deus, e é isso que o capacita a permanecer firme de um modo que Adão era incapaz de o fazer”. Mas esse argumento não nos ajuda nada, pois todos os Cristãos, por definição, receberam essa mesmíssima nova vida. Por conseguinte, isso não explica a diferença. A causa da diferença não pode ser a nova vida recebida, porque ambos os grupos a possuem. Somos induzidos à inevitável conclusão de que, em última análise, o que mantém o Cristão na sua fidelidade ao Senhor não é nada mais nada menos do que o poder da vontade e determinação do próprio homem. É uma qualidade natural e, portanto, a sua conclusão final é que não é a regeneração que determina a salvação final; é uma força natural de vontade e de entendimento, um poder inerente ao homem. Quer dizer, você é induzido a uma conclusão que está em completa contradição com a doutrina da graça. O homem não é finalmente salvo devido à ação de Deus pela qual Ele lhe dá nova vida e o regenera. O fator determinante é a capacidade pessoal do homem em persistir apegado à fé; alguns a têm, outros não. É uma qualidade natural e, assim, é uma final contradição de todo o ensino bíblico concernente à salvação, e especialmente da regeneração. Essa é a conclusão à qual você será levado inevitavelmente, se rejeitar esta doutrina da perseverança final dos santos, que se baseia no propósito de Deus [...]


Se a doutrina da perseverança não fosse verdadeira, então, se acaso você se visse na glória, a glória teria que vir a si por ter-se empenhado em permanecer firme e seguro. Você, como muitos outros, receberam a mesma dádiva da salvação; os outros, tolamente, não se agarram a ela, mas você agarrou-se e continua assim. Portanto, a glória vem a si pelo seu empenho em segurar-se à bênção da salvação. Entretanto isso é uma completa contradição do ensino das Escrituras, de capa a capa. Não há quem possa gabar-se quanto a esta questão. “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”. O homem não tem coisa alguma de que se gabar. E quando eu e vocês chegarmos ao céu, perceberemos plenamente que lá estamos, não porque nos seguramos firmemente quando outros desistiram, e sim porque Ele nos segurou, porque estamos no propósito de Deus e porque Ele nos guardou, apesar de nós mesmos, da nossa fraqueza e da nossa tendência de seguir os nossos caprichos pessoais. E daremos a Ele todo o louvor, toda a honra e toda a glória. Veremos que esse foi o Seu glorioso plano do princípio ao fim, e adoraremos o Cordeiro, o Filho de Deus, que realizou tudo isso. A Ele cabe toda a glória. A salvação é um feito inteiramente Seu, e o louvor e a glória são devidos a Ele, e somente a Ele.


Martin Lloyd-Jones

(Extraído do livro A Perseverança Final dos Santos)

2 de setembro de 2014

A alegria do Senhor é a vossa força David Wilkerson


"A alegria do Senhor é a vossa força" (Ne 8:10).

David Wilkerson
Quando essas palavras foram ditas, Israel havia recém voltado do cativeiro da Babilônia e liderados por Neemias eles estavam
reconstruindo os muros caídos de Jerusalém com 7200 servos, 245 cantores levitas e mais de 50000 pessoas ao todo.
 O primeiro mover de Deus na volta do seu povo foi o despertar de uma fome pela palavra. “ E o povo insistia com Esdras, o escriba para ele trazer livro da lei de Moisés...”
Esdras então, pregou para a
multidão por cinco ou seis horas, “ ...da manhã até ao meio dia”(Ne 8.3) e ninguém estava preocupado com o tempo “ os ouvidos de todos estavam atentos para o livro da lei “. Estas pessoas estavam totalmente cativadas pelo poder da palavra do Senhor.


Que cena incrível, meus irmãos! Você não vê isso nas igrejas modernas hoje em dia, mas eu lhes afirmo, que o verdadeiro avivamento nunca virá sem que primeiro venha uma grande fome pela palavra de Deus, mas o contrário também é verdade, quando o povo de Deus começa a desdenhar a sua preciosa palavra, a morte espiritual toma o seu curso e a alegria do Senhor se vai.

Apesar de tantos recursos que temos hoje em dia, como som de qualidade, bons músicos, cadeiras confortáveis, nos muros de Jerusalém não havia pregadores eloqüentes e nem sermões sensacionais, Esdras lia as escrituras para o povo assim como ela era e isso por horas sem que ninguém arredasse os pés do lugar e nem ficasse reclamando da demora, mas pelo contrário, quando mais passava o tempo, mais eufóricos eles ficavam. Até mesmo Esdras, ficava tão entusiamado, que de quando em quando parava para “bendizer o nome do Senhor”(Ne8.6).
Então a glória do Senhor caiu sobre a congregação e todos erguiam as mãos para celebrar o santo nome do Senhor. As pessoas se prostravam diante de Deus em humildade, arrependimento  e adoração.
Notem que ninguém contava testemunhos emocionantes e histórias pitorescas para captar a atenção do povo. O poder inerente da palavra de Deus tomava o seu curso e quebrava todos os grilhões.

Eu creio que Deus quer fazer o mesmo nos dias de hoje. Produzir um avivamento na palavra, desencadear uma fome sem precedentes, um desejo incontrolável de ouvir a voz de Deus.


O resultado deste  poderoso mover foi uma onda de quebrantamento  entre os ouvintes.


Meio dia de pregação não foi suficiente para estes famintos israelitas. Eles queriam mais de Deus, então eles formaram grupos de e foram levantados 17 anciões para auxiliarem Esdras na ministração da palavra.
E assim que as pessoas iam ouvindo a palavra de Deus elas começavam a se lamentar por seus pecados (Ne 8.9)

Eu já experimentei esse tipo de ajuntamento santo do povo de Deus. Quando era criança, nossa família ia no “ Living  Waters Camp Ground ” na  Pennsylvania. A segunda vinda de Jesus era pregada com tanto poder e autoridade que todos esperavam que o retorno Dele se daria antes do sol se por naquele dia. Um temor santo se apoderou da igreja e muitos caiam prostrados no chão. Alguns chegavam a sentir o calor das chamas do inferno debaixo de seus pés.

As vezes a palavra de Deus era pregada por todo o dia e durante uma parte da noite. No outro dia pela manhã era comum encontrar pessoas na sala de oração que haviam passado a noite toda intercedendo e alguns tinham de ser levados, pois não tinham forças para caminhar.
Foi numa noite daquelas que o Senhor me chamou para pregar a sua palavra, com a idade de oito anos. Eu estive no Espírito por horas, quebrantado e chorando muito, a palavra de Deus se tornou viva em meu coração. O retorno de Cristo se tornou uma verdade imediata para a minha vida. Jamais esquecerei tão maravilhosa experiência.    

Nós temos que entender que este avivamento que aconteceu em Jerusalém não era para pecadores não convertidos, mas era para aqueles cuja luz do evangelho estava se apagando em seus corações.
Igualmente, apenas alguns poucos pecadores perdidos iam ao “Living Waters camp meeting”.
Nos dois casos, o Senhor está renovando seus filhos, livrando eles da corrupção, dando a eles um batismo de alegria no Espírito e fortalecendo suas mãos decaídas e seus joelhos trôpegos.
O testemunho de Deus para  o mundo não é a cena de seu povo prostrado no chão chorando. Não, mil vezes não. O testemunho que Deus quer proclamar através de seu povo é a ALEGRIA, genuína e transbordante alegria.
“ A alegria do Senhor é a vossa força “
Essa alegria, que é resultado da pregação bíblica e verdadeiro arrependimento, trazem força para a igreja de Cristo e atraem pecadores para a casa de Deus.

Muitos cristãos não conseguem associar alegria com arrependimento, mas o arrependimento é exatamente a mãe de toda a alegria em Jesus.
Sem arrependimento pelos pecados não pode haver a alegria no Espírito Santo.


Mas todo cristão que anda em humildade e quebrantamento, que são fruto de um coração arrependido tem em seus olhos estampados a alegria dos céus.

28 de agosto de 2014

O LIVRO DE DEUS

O LIVRO DE DEUS
“ O livro de Deus, corretamente interpretado não tem nenhuma contradição. A verdade que faz a ferida na alma está em harmonia com a verdade que cura a ferida; A espada está em sintonia com o bálsamo; o fio afiado na lâmina que corta as juntas e medulas do interior humano trabalha junto com o óleo que liga o que foi cortado”
Catherine Booth.

“ Em assuntos que não são claros, nunca se pronuncie além do que está revelado na palavra de Deus”
John Calvin


The Law of God is perfect, and we are to keep it. We are not ‘under it’, there is no condemnation; it is not the way of salvation; but that does not mean that we have no interest in it”
“A lei do Senhor é perfeita e nós temos que obedecê-la. Nós não estamos mais debaixo da lei. Não existe mais condenação; Ela não é o caminho para salvação; Mas isso não significa que nós não temos mais interesse nela”
Martyn Lloyd-Jones.

“The Law is not merely a collection of rules and regulations; it is not a mere matter of the letter; it is the spirit that counts primarily”
“ A lei não é meramente uma coleção de regras e regulamentos; Ela não diz respeito ao ensino da letra, mas o que conta primariamente é o Espírito que está nela”
Martyn Lloyd-Jones.

“There is only one great covenant of grace. The Old Testament saints were saved in exactly the same way as we are”
“ Existe somente uma aliança da graça. Os santos do velho testamento  foram salvos exatamente da mesma maneira que nós fomos.”
Martyn Lloyd-Jones.


Na economia de Deus, o amor é a lei e a lei é o amor, por isso quem ama seu irmão tem cumprido toda a lei”
Campbell Morgan.

“If private ‘revelations’ agree with the Scripture, they are needless, and if they disagree, they are false”
“ Se revelações particulares de novas doutrinas concordam com as escrituras elas não são necessárias, e se elas discordam elas são falsas”
John Owen.

“Context is king in interpretation”
“O contexto é o Rei em matéria de interpretação bíblica”
R. Shirock.

“You cannot pick and choose which parts of the Bible you like and which you don’t like. The Bible is not a divine smorgasbord”
“ Você não pode pegar e escolher qual parte da bíblia  você gosta e qual parte você não gosta. A bíblia não é um divino cardápio”
Peter Wagner.
 “In essentials unity; in non-essentials freedom; in all things love”
“Nas coisas essenciais da bíblia devemos ter unidade, nas não essenciais, liberdade e em todas as coisas, amor”
Richard Baxter.

"Only he who believes is obedient, and only he who is obedient believes"
“Somente aquele que crê é obediente e somente aquele que é obediente crê”
Dietrich Bonhoeffer.

"Faith is not logic, but logic may help faith"
“A fé não é lógica, mas a lógica pode ajudar a fé”

Catherine Booth

24 de agosto de 2014

Sarah Cooke A intercessora de Moody

Sarah Cooke  A intercessora de Moody
Muitas vezes, os presentes mais preciosos de Deus estão escondidos nos vasos mais obscuros e comuns. A pérola de grande valor é encontrada escondida na concha de uma ostra cinza comum e o próprio Salvador foi revelado na forma de um humilde carpinteiro. No entanto, temos ainda muitas vezes esperado encontrar a glória de Deus em algum grande palco, banhada em luzes brilhantes. (1 Cor 1, 26-29.) 



Sarah Cooke (mais conhecida como Tia Cooke) foi uma das pérolas escondidas do Mestre.Seu ministério foi principalmente o de fervorosa intercessão. Embora frágil e pequena, tia Cooke prevaleceu com Deus e os homens através do poder da oração. Seu ministério era invisível, ainda que influenciado aqueles que eram altamente respeitados e estimados. Ela tocou as vidas de homens como Samuel Brengle, G. Campbell Morgan, BT Roberts, John Wesley Redfield, SB Shaw e DL Moody. Todos estes e muitos mais foram impactados por esta pequena mulher de oração. Sarah Cooke reconhecia que a verdadeira oração era fervorosa, séria e uma luta no Espírito. Ela considerava todos os momentos passados ​​em oração real como um momento passado no fogo refrescante do Espírito Santo. Ela estava sempre pronta para ajudar a apoiar o trabalho de avivamento de Deus com a arma da oração.  Autobiografia de Mrs. Cooke é rica em exemplos de seu ministério de oração. Ela escreve: "Foi na vila de Ross que o trabalho começou em grande poder. Parecia haver uma explosão da nuvem de misericórdia. Por quilômetros e quilômetros em torno do lugarejo, a" misericórdia caiu” sobre o povo.  Convicção de pecado e arrependimento  alcançavam o povo a mais de 15 milhas de distância do local de culto.




“Passamos por um lugar um dia onde os homens tinham parado sua máquina de debulhar grãos  e estavam tendo uma reunião de oração. Um pouco mais adiante, mais ceifeiros havia parado seu trabalho, e caíram de joelhos em oração... Houve temporadas freqüentes de oração fervorosa e prevalecente, o povo cantava hinos e compartilhavam a palavra e davam  testemunhos do que Deus havia feito. Nós não tivemos serviços religiosos formais . O bendito Espírito Santo soprou vida e poder sobre nós em todos os serviços. explosões súbitas de clamor por misericórdia e gritos de louvor foram ouvidas na maioria das reuniões. " 

Outra história que descreve a fecundidade do ministério de oração da Tia Cooke envolve o famoso DL Moody. Sra Cooke descreve seu encontro com o evangelista. "Sr. Moody era, um trabalhador com uma alma sincera, mas para mim parecia haver uma tal falta em suas palavras. Parecia mais o ser humano, a energia natural e força de caráter do homem, do que qualquer coisa espiritual. Senti que ele não tinha o que os apóstolos receberam no dia de Pentecostes. Querida irmã Hawxhurst e eu teria, após as reuniões à noite, conversar com ele sobre isso. No começo, ele pareceu surpreso, e depois admitiu. Então ele nos pediu para se encontrar com ele na tarde de sexta-feira para a oração . Em cada reunião que ele ia, sua vontade e desejo por mais de Deus ficava mais  sério, numa agonia de desejo para a plenitude do Espírito.
". Logo após essas reuniões de oração, o Sr. Moody  foi batizado com o Espírito. Enquanto caminhava pela Broadway, em Nova York, "de repente, o Espírito Santo desceu sobre ele, e ele cambaleou sob o peso da glória e da riqueza do amor de Deus. Ele ficou tão emocionado com a revelação de Cristo em que ele gritou:" Oh , Senhor, segure a tua mão, segura a tua mão ou este vaso vai quebrar. "


Moody voltou para Chicago e, como ele mesmo disse, ele pregou os mesmos sermões, mas onde antes ele tinha dez convertidos, ele agora tinha centenas de pessoas. " 
Tudo isso pode ser rastreada, em grande medida, a constante intercessão da pequena Tia Cooke para o Sr. Moody. 
Samuel Brengle descreveu Sarah Cooke como uma das mulheres mais jubilosas que ele já conhecia. Jesus foi a paixão e a alegria da sua alma. "Ela não deixava nenhuma oportunidade passar para falar com o  santo ou pecador da grande salvação de Cristo.
Dr. Campbell Morgan testemunhou  como ele entrou em  um bonde certa vez e viu um homem sentado sozinho em uma das cadeiras. Ele sentiu um impulso para falar com ele sobre a sua alma, mas hesitou em reunir sua coragem. Quando ele se virou para tomar o assento ele achou ocupado por uma pequena mulher, que estava agora sinceramente falando com o homem
". Aquela pequena mulher era Sarah Cooke”.

Sra Cooke ficava muitas vezes com o coração partido pelo pecado da falta de oração entre os cristãos. Para encerrar, vamos lembrar de uma história da própria Sra Cooke de como a oração é muitas vezes negligenciada na Igreja.

"Eu estava em uma reunião em Illinois, Chicago, onde mais de vinte pregadores estavam presentes, todos os dias uma reunião de oração era realizada às seis horas. Três manhãs se passaram e nenhum dos vinte pregadores veio para orar. Minha alma ficou  agitada dentro de mim. Se eles vivem para Deus, será que eles não deveriam buscar mais de Deus para poderem repartir com  as pessoas que se reuniam lá durante o dia? pregador amado, acorde para o evangelho!  " Vós não tendes, porque não pedis."Tiago 4: 2.

·     Traduzido do site awakeandgo.com



23 de agosto de 2014

Bud Robinson O MONTE MORIAH Lugar de sacrifício

Bud Robinson  
O lenhador do Tenessi
O MONTE MORIAH
Lugar de sacrifício

Bem ,neste monte nós nos lembramos da história de um pai e seu amado  e único filho e foi neste lugar que Deus pediu para um homem fazer a mais difícil coisa que jamais foi pedida para um homem fazer neste mundo e o nosso velho herói nunca perguntou a Deus, nem mesmo uma simples pergunta, mas de madrugada, pegou o garoto, a lenha e a faca ae subiu ao monte Moriah para o sacrifício.
 


Heb. 17:18, 19: "By faith Abraham when he was tried offered up Isaac and he
that had received the promise offered up his only begotten son of whom it was said that in Isaac
shall thy seed be called, accounting that God was able to raise him up even from the dead from
whence also he received him in a figure."


Como vemos, se Abraão acreditava que seu filho seria ressuscitado por Deus, então em seu coração ele estava mesmo disposto a sacrificá-lo, tamanho era o seu temor ao Santo de Israel e Deus deu a ele o crédito de ter sacrificado seu único filho, pois era esta a sua intenção.

Por isso, está escrito que pela fé, Abraão ofereceu o seu filho Isaac e todos os crentes do mundo tiram o chapéu para esse grande homem de Deus.
Vemos então que fé é já ter obedecido no coração, pois para Abraão, seu filho Isaac já estava morto, a ponto de ele já crer em uma ressurreição.
Nesta maravilhosa história, nós vemos uma das lindas tipologias da bíblia, onde Deus pai é representado por Abraão e Jesus é representado por Isaac e o Espírito Santo é representado pelo fogo nas mãos de Abraão.  


Nós vemos que Isaac era o filho da promessa. Isso foi declarado pelo Próprio Senhor “ De Isaac será chamada a sua descendência” e agora o Senhor pede a Abraão que sacrifique o filho prometido, o mesmo do qual ele disse     “ Minha aliança será entre mim e Isaac”


Agora, estamos diante de um homem de mais de 100 anos, que recebeu uma promessa logo depois de juntamente com Sara, cear com anjos. A promessa se cumpriu, uma mulher de quase 100 anos deu a luz a uma linda criança que se tornou a alegria da casa. Depois de mais de 10 décadas de espera, finalmente o pai da fé tinha um herdeiro, não precisava deixar tudo  o que tinha para o damasceno Elieser, mas eis que vem a voz de Deus;
-Abraão, toma agora teu filho, teu único filho e vai para o alto do monte e oferece ele a mim como sacrifício.


Agora ouçam, meus amados ouvintes, Abrão não fugiu como fez Jonas, não negou como fez Pedro, não traiu como fez Judas e nem amaldiçoou como fez a mulher de Jó. Abraão obedeceu o Senhor, ainda que com o coração partido.

Nessa agonizante cena, nós vemos o menino Isaac como uma figura de nosso bendito Senhor Jesus. Da mesma forma que o filho de Abraão carregava a lenha para o seu próprio sacrifício, o Senhor carregou nos ombros a cruz que iria matá-lo.

Assim como Isaac era o filho da promessa, Jesus também era o filho da promessa. A promessa que começou a ser feita no jardim do Édem para Eva, de que o filho da mulher esmagaria a cabeça da serpente. Deus disse que Isaac abençoaria  as  nações da terra, mas a ordem agora era para sacrificá-lo.


O fogo nas mãos de Abraão era para consumir Isaac e o Espírito Santo nas mãos do Pai é para consumir todo o nosso velho homem. Assim como Abraão resgatou Isaac da morte nós também devemos morrer para este velho mundo e deixar o fogo do céu consumir toda nossa vontade carnal pelo poder do Espírito Santo e então nos levantaremos como novas criaturas e andaremos em novidade de vida. As velhas coisas então passarão e tudo se fará novo, como está escrito no livro de Deus.   


Abraão simplesmente acreditou, que sacrificando seu filho e queimando-o no altar, Deus poderia fazê-lo reviver das cinzas, pois o mesmo poder que fez  de uma estéril de 100 anos, mãe de filhos, poderia trazer seu filho da morte.

Muitas pessoas dizem, eu votaria em fulano, porque ele é um homem direito, mas eu sei que vou perder meu voto. Bem ,a bíblia diz que Abraão creu em Deus e essa sua fé lhe foi creditada como justica. Pois bem meu irmão, siga o exemplo de Abraão, faça o que é certo, creia na palavra de Deus, creia no evangelho de Cristo, pratique a justiça, defenda o direito, fique do lado do que é correto e não daquele que vai ganhar, ou da maioria ou de onde você terá mais vantagem e Deus também imputará em sua conta a justiça de Cristo.

Bud Robinson  
O lenhador de Cristo