Mostrando postagens com marcador LUTERANOS RENOMADOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LUTERANOS RENOMADOS. Mostrar todas as postagens

21 de março de 2016

Dietrich Bonhoeffer - Pastor Luterano que ousou desafiar o Fuhrer Alemão, Adolf Hitler


Dietrich Bonhoeffer



É uma das figuras de maior influência na teologia atual. Seu pensamento vem se tornando fator de grande inspiração para teólogos que são filiados a bem diferentes tendências.
A influência de Dietrich Bonhoeffer, baseia-se na maneira como ele viveu. Filho de um psiquiatra alemão, nasceu em 1906. Ativo nas iniciativas ecumênicas da Igreja considerada coo uma entidade mundial. Foi um dos primeiros alemães que se aperceberam dos problemas do nazismo, criticando o regime de Hitler.Por isso trabalhou escondido em boa parte da produção de suas obras, sendo inclusive responsável por um seminário fora da lei.Dietrich Bonhoeffer, preferiu voltar à Alemanha, associando-se inclusive ao grupo que desejou matar Hitler.Foi preso, passando dois anos na cadeia. Pouco antes da chegada das tropas americanas que conseguiram libertar a área do país na qual esteve preso, foi enforcado em 1945.

Morreu como tinha vivido, testemunhando a sua fé. Dietrich Bonhoeffer, não podia reprimir-se e dizia coisas indevidas sobre a perda do caráter privado da vida em nosso mundo moderno.
Uma das suas frases principais foi : Graça barata. Segundo ele, isto significava a promessa ao homens que crendo-se em certas doutrina, os pecados serão perdoados sem que se tenha de fazer para isso nenhum esforço. Isto gera grande conforto que não se disponham a viver diferentemente dos não cristãos. Prega a possibilidade de obter-se perdão sem nenhum arrependimento.
Dietrich Bonhoeffer, insistia em dizer que a graça de Deus não é algo barato. A graça divina renova e transforma a vida do ser humano. Suas Obras, entre outras, O Custo do Discipulado e Ética.
Resultado de imagem para bonhoeffer frases
Carta escrita por D. Bonhoeffer no presídio de Tegel (Berlim) para Eberhard Bethge em 21 de julho de 1944."Lembro-me de uma conversa que tive há 13 anos na América com um jovem pastor francês". Simplesmente, nos pusemos a perguntar um ao outro sobre o que afinal desejávamos da vida. Então ele disse: eu gostaria de tornar-me um santo (e eu acredito que ele o conseguiu). Aquilo me impressionou profundamente. Mesmo assim eu me opus e disse, com efeito, que eu gostaria de aprender a crer. Por muito tempo não compreendi a profundidade deste contraste. Pensei que pudesse aprender a ter fé, vivendo eu mesmo algo como uma vida santa.... Mais tarde eu experimentei e experimento até este momento que só vivendo plenamente neste mundo aprendemos a crer. Quando desistimos completamente de fazer algo importante de si mesmo, ou seja, ser um santo ou um pecador convertido ou um eclesiástico, um justo ou um injusto, um doente ou são. Viver plenamente neste mundo significa viver na plenitude das tarefas, dos problemas, dos sucessos e fracassos, das experiências e perplexidades, assim nos lançamos completamente nos braços de Deus, e não mais levamos tão a sério os nossos próprios sofrimentos, mas levamos a sério o sofrimento de Deus no mundo, e então vigiamos com Cristo no Getsêmani e penso que isto é fé, isto é arrependimento.
Assim nos tornamos cristãos e homens. Quem se tornaria arrogante com os sucessos ou desanimado com os fracassos, tendo uma vida assim, participando dos sofrimentos de Deus? Creio que entendes o que quero dizer, mesmo que o diga assim em poucas palavras. Sou muito grato por ter podido descobrir isso e sei que só o pude mesmo reconhecer no caminho que tive de andar. Por isso lembro com gratidão e em paz do que passou e permaneço assim no presente.... Deus nos guie com sua bondade através dessa época, mas acima de tudo Deus nos guie até a sua presença."


DIETRICH BONHOEFFER - Notável pastor e teólogo luterano - Nasceu em Breslau (Polônia) - 1906-1945. 








ESCUTAR OS OUTROS:

O primeiro serviço que devemos aos membros de nossa comunidade é o de escutá-los.
Da mesma maneira que o começo de nosso amor por Deus consiste em ouvir sua Palavra, da mesma forma o começo do amor ao próximo consiste em aprender a ouvir.
É próprio do amor de Deus não se limitar a nos falar, mas também a nos escutar. Tentar ouvir nosso irmão e fazer com ele o que Deus faz conosco. Alguns cristãos, momente os pregadores, se crêem obrigados a "dar alguma coisa". quando se encontram com outras pessoas. Esquecem que talvez ouvir seja mais oportuno do que falar.                                                     
Muitas pessoas procuram ouvidos que as escutem e não os encontram entre os cristãos, porque estes se põem a falar no momento em que deveriam saber ouvir.
Quem já não tem condições de ouvir o irmão, acaba não podendo mais ouvir o próprio Deus. Quer apenas falar-lhe. Introduz-se, assim, um germe de morte na vida espiritual e tudo termina numa "tagarelice espiritual". Não dando mais atenção persistente e paciente, o que ouve não poderá dar uma resposta precisa às angústias de quem lhe fala.
Nunca poderá dizer uma palavra adequada, aquele que não sabe ouvir. Quem achar seu tempo precioso demais para ouvir os outros, nunca terá tempo para Deus e para o próximo. Fonte: Livro: As Maravilhas do Amor - Almir Ribeiro Guimarães, O.F.M. - Editora Vozes.

 LIVROS EM PORTUGUÊS: DISCIPULADO
 
PRECE PARA A NOITE:

Ó Senhor meu Deus, graças te dou por mais este dia; graças por dar descanso ao meu corpo e à minha alma. Tua mão esteve sobre mim, guardou-me e preservou-me. Perdoa-me pela falta de fé e pelo que tenha feito de errado no dia de hoje, e ajuda-me a perdoar os que giram mal conosco. 
Faz com que eu durma em paz sob a tua proteção, e guarda-me de todas as tentações da escuridão. A tuas mãos encomendo os que me são queridos e os que se abrigam neste lar; encomendo-me a ti, de corpo e alma. 
Ó Deus, seja louvado o teu santo nome.
Fonte: http://www.femininoplural.com.br/agua/oracoes/para_a_noite.html


QUEM SOU EU ?

Quem sou eu? Freqüentemente me dizem
Que saí da confinação da minha cela
De modo calmo, alegre, firme,
Como um cavalheiro da sua mansão.

Quem sou eu? Freqüentemente me dizem
Que falava com meus guardas
De modo livre, amistoso e claro
Como se fossem meus para comandar.
Quem sou eu? Dizem-me também
Que suportei os dias de infortúnio
De modo calmo, sorridente e alegre
Como quem está acostumado a vencer.

Sou, então, realmente tudo aquilo que os outros me dizem?
Ou sou apenas aquilo que sei acerca de mim mesmo?
Inquieto e saudoso e doente, como ave na gaiola,
Lutando pelo fôlego, como se houvesse mãos apertando minha garganta,
Ansiando por cores, por flores, pelas vozes das aves,
Sedento por palavras de bondade, de boa vizinhança
Conturbado na expectativa de grandes eventos,
Tremendo, impotente, por amigos a uma distância infinita,
Cansado e vazio ao orar, ao pensar, ao agir,
Desmaiando, e pronto para dizer adeus a tudo isto?

Quem sou eu? Este, ou o outro?
Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?
Sou as duas ao mesmo tempo? Um hipócrita diante dos outros,
E diante de mim, um fraco, desprezivelmente angustiado?
Ou há alguma coisa ainda em mim como exército derrotado,
Fugindo em debanda da vitória já alcançada?

Quem sou eu? Estas minhas perguntas zombam de mim na solidão.
Seja quem for eu, Tu sabes, ó Deus, que sou Teu!


Fonte: http://poesiaevanglica.blogspot.com/2007/04/um-poema-de-dietrich-bonhoeffer.html



9 de setembro de 2014

Johann Sebastian Bach

Johann Sebastian Bach


No castelo de Wartburg, algum tempo antes, Lutero havia-se recolhido para traçar os planos da Reforma. Ali mesmo Bach compôs muitas de suas obras.

O mesmo espírito que presidiu à Reforma foi o que deu vida e força à sua obra: a paixão pelo Cristianismo na sua pureza primitiva. A grande obra da vida de Bach foi oferecer-nos uma versão musical do Cristianismo. Os pintores do Renascimento, os seus escultores e arquitetos, cuidaram de fixar o espírito cristão em linhas, cores e volumes. Bach transformou o Cristianismo em som. E essa versão é, sem dúvida, a mais fiel, a mais pura e a mais profunda. Há, entre a música e o Cristianismo, um parentesco íntimo. Em ambos o que vale é o que não se vê, o real é o que está acima dos nossos sentidos. O Reino de Cristo não é o mundo físico: o seu domínio começa justamente onde termina a nossa capacidade de ver, de compreender e de sentir. 

O reino de Cristo é uma linguagem além das palavras, uma escada que nos liga ao mundo que os nossos pés não podem atingir, mas onde a nossa alma se sente como na sua própria pátria. A música no Cristianismo representa um esforço no sentido do crente se libertar do frio e imutável silêncio que o cerca, para entrar em comunhão com o Seu Criador, Salvador e Senhor, que o acolhe.

O Cristianismo foi a grande paixão do tempo de Bach, e a sua própria. Ele é protestante no exato sentido de Lutero: o seu desejo era o retorno à verdadeira doutrina de Cristo, isenta das adaptações e das interpretações dos Padres. A sua música fixa e exalta de tal forma esse sentimento que dá a impressão de uma longa prece, que sobe aos Céus e vai até ao Trono de Deus. A linguagem musical de Bach alcançou uma significação universal porque é a expressão do anseio e da esperança do imutável coração humano de se encontrar com o Seu Salvador. Não apenas as suas energias espirituais cristãs, mas todas as forças espirituais cristãs do seu tempo se reuniram em torno da criação do seu estilo.

As cantatas de Bach arrastam-nos para um mundo de estranhas, majestosas e fantásticas visões. Bach levou o estilo barroco às últimas consequências. A sua polifonia é tão intrincada, a floresta da sua música é tão densa, que os próprios contemporâneos não chegaram a perceber a sua beleza selvagem. Ele é tão claro e ardente quanto o Sol, que ninguém consegue olhar a olho nu. Foi necessário que a névoa do tempo se interpusesse entre ele e nós para podermos contemplar o seu fulgurante esplendor. O barroco de Bach é a vida em plenitude, a vida na sua impetuosidade de anseios, de beleza, de miséria e de infinita beleza. Bach sentiu a música como uma porta aberta para o Eterno, a qual é dada ao homem cristão, para ele poder consolar-se da sua miséria e das suas fraquezas, quer alegrando-se com a esperança da sua vocação eterna, para comunicar-se com o Ser Divino, com o mundo dos seus anseios, a pátria das suas íntimas esperanças, o Paraíso de Deus!


É ouvindo uma cantata de Bach que somos tocados pela compreensão da nossa presença no mundo e do sentido do nosso destino. Fomos feitos, como os pássaros, como as flores, para louvor e honra do nosso Criador. O desejo mais alto de Bach foi chegar a Deus. E conseguiu esse intento libertando-se de toda a contingência humana e pondo toda a sua esperança no sacrifício vicário de Jesus. Bach buscou traduzir em música esse seu sentimento de alegria na vitória final de Jesus. E fê-lo com tanta força criadora e com tanta sinceridade, que é, ainda hoje, escutando a sua maravilhosa música que os Cristãos são como que transportados ao Céu e dialogam com Deus.



Não se pode dizer que Bach foi o maior dos músicos, porque não há fita métrica para medir o génio. E como as árvores, os homens devem ser avaliados, não pela sua aparência, mas pelas raízes que têm sobre a Terra. Essas raízes são o sustentáculo contra o vendaval do tempo, que tudo leva de roldão. Nesse sentido Bach dispõe de uma situação privilegiada. A sua fortaleza é uma glória inexpugnável já que tem as suas raízes numa fé simples e sincera na obra de salvação do Seu Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A música de Bach é densa e impenetrável como uma floresta tropical. Os que, no entanto se aventuram a enfrentar os perigos dessa selva, descobrem no seu interior maravilhosas estradas, calçadas de pedrarias raras e atapetadas de flores, que nos induzem ao distante e verdadeiro Reino de Emanuel.



Os Evangelistas trouxeram-nos, através de palavras, até nós a lição de Cristo. Bach compreendeu que o Homem vive longe do Seu Criador. O Homem perdido nos seus pecados tem medo do Seu Criador, não compreende as coisas espirituais. Bach era um crente em Jesus. Na sua obra Jesus surge na sublime apoteose da pureza, como o Filho do Homem, capaz de sentir as dores e as alegrias, e, sobretudo, o Salvador capaz de perdoar os pecados e as fraquezas, que são as contingências da nossa natureza e os símbolos do nosso nada. Desde o “Oratório de Natal” até as “Paixões”, Bach acompanha toda a vida terrena de Jesus. Nunca na música o espírito de Cristo foi tão bem fixado.

Em Mülhlausen, confessou humildemente: “Tive sempre o pensamento de fazer progredir a música, para maior glória de Deus”.


No “Orgelbüchlein”, em que reúne uma série de trabalhos compostos em Weimar, Bach escreveu essa epígrafe: “Para maior glória do Altíssimo e melhor instrução do próximo”

.”

A música de Bach valorizava e purificava todos os temas. Nas suas mãos os temas mais comuns adquiriam brilho e o esplendor. Transformou, seguindo o exemplo de Lutero, canções licenciosas e picantes em corais piedosos.

De tal maneira a música de Bach fixa a alegria da Terra, dos homens simples e das almas puras, pela vinda do Salvador!


A arte tem, sobre as demais atividades humanas, a vantagem de estar liberta das contingências do tempo. Um estudante de astronomia pode hoje refutar Aristóteles; muita da ciência de Platão faz rir, agora, ao aluno mais medíocre; um neófito na medicina muito teria a ensinar a Hipócrates. No terreno da Música, tudo se passa diferentemente. Há, sim, um torvelinho de escolas e estilos, de linguagens e expressões. Mas uma obra, como a de Bach, que expressa uma concepção do mundo e simboliza o sentido de uma época, jamais será superada. As gerações hão de reverenciá-la pelos séculos fora, como uma das mais altas expressões do espírito humano, que nela se fez música para viver além do tempo e levar a Deus a gratidão do homem crente, satisfeito com a obra redentora de Jesus Cristo, verdadeiro Homem e verdadeiro Deus!

Antes, durante, e após, a audição de música de Bach, eu apenas pronuncio: “Assim, os justos louvarão o Teu nome; os retos habitarão na Tua presença.” Sl 140:13


Artigo de Carlos António da Rocha

27 de agosto de 2013

PHILIPP JACOB SPENER FUNDADOR DO PIETISMO ALEMÃO


Philipp Jacob Spener,




Teólogo alemão considerado o pai do Pietismo, era um autodidata que cedo percebeu o fato da reforma não estar completada. Em sua vida, entrou em contato com importantes teólogos e seus livros, tendo estes exercido influência direta em suas obras posteriores.

Sendo seguidor de Lutero, seguiu  um pouco de sua doutrina, como a salvação e justificação concedidas pela graça de Deus, mediante a somente e todas as questões que foram essenciais à Reforma do século XVI. Achava o cristianismo de sua época muito decadente, pois os pastores e membros de suas igrejas eram muito acomodados e frios com relação à vida espiritual.

Também se considerava apto a continuar a Reforma de Lutero, passando a fazer pregações e reunindo os collegia pietatis, minúsculos grupos de pessoas que se propunham a estudar e debater a Bíblia. Com isso, surgiram os Movimentos de Comunhão do século XVII, que, apesar de não se desfiliarem das igrejas instituídas, contribuíram mais tarde para que emergissem o Pietismo Clássico, o Pietismo Radical, os Movimentos de Avivamento do século XIX nos Estados Unidos e o Movimento carismático do século XX.

Spener tinha em mente o fato de que não adiantava ir à igreja e viver dançando, indo ao teatro e participando de jogos. Que aqueles que tinham abraçado a fé cristã, mas tinham esfriado, tinham que ser levados a um renascimento, do contrário estariam perdidos. Suas idéias também tiveram início ao ler obras do teólogo J. Arndt e ao estudar com o professor Christian Danhauer na faculdade teológica de Estrasburgo.

Cronologia

Nascido em Rappoltsweiler na Alsácia no dia 13 de janeiro de 1635, treinado por uma madrinha devota que se utilizava de livros de devoção como "Arndt's True Christianity", Spener foi convencido da necessidade de uma reforma moral e religiosa no Luteranismo germânico.

Ele estudou teologia em Strasbourg, onde os professores da época (especialmente Sebastian Schmidt) tinham inclinação para o "Cristianismo prático" ao invés da disputa teológica. Ele posteriormente passou um ano em Genebra, e foi poderosamente influenciado pela rígida disciplina eclesiástica e pela vida moral estrita aí prevalescente, e também pela pregação e piedade do professor Antoine Leger e dos pregador jesuíta convertido ao protestasntismo Jean de Labadie.


O Pietismo , foi um movimento distinto na Igreja alemã, originando-se através de Spener que promovia reuniões religiosas em sua casa  em que pregava seus sermões, expondo passagens do Novo Testamento e induzindo os presentes a participar na discussão de questões religiosas que surgiram. Em 1675 publicou o Pia desideria ou , cujo título deu origem ao termo "Pietists".

Nesta publicação ele fez seis propostas como o melhor meio de restaurar a vida da Igreja:


1.  Sério e profundo estudo da Bíblia em reuniões privadas, em ecclesiolae ecclesia ( "igrejas dentro da Igreja");

2. O Cristianismo sendo o sacerdócio  universal, os leigos devem partilhar no governo espiritual da Igreja;

3. O conhecimento do Cristianismo deve ser alcançado através da prática;

4.               Ao invés de ataques aos incrédulos e heterodoxos , dar um tratamento simpático e gentil a eles;

5. Uma reorganização da formação teológica das universidades, dando maior destaque à vida devocional;

6.               Um estilo diferente de pregação, ou seja, no lugar de retórica agradável, a implantação do cristianismo, no interior ou novo homem, que é a alma da fé, devendo trazer frutos para a vida.



  • Este trabalho produziu uma grande impressão em toda a Alemanha e, embora um grande número de teólogos e pastores luteranos ortodoxos tenham sido profundamente ofendidos por Spener  em seu livro, as suas reivindicações foram admitidas e muito bem justificadas. Consequentemente, um grande número de pastores imediatamente adotaram as propostas de Spener.
  • fonte: http://personalidades-do-mundo.webnode.com.br

26 de agosto de 2013

Martin Niemöller. Herói da Resistência alemã contra os nazistas


Martin Niemöller. Herói da Resistência alemã. 6 de março. Aniversário de seu falecimento

"Primeiro vieram atrás dos comunistas,
mas eu não era comunista
não ergui a voz.

Logo depois vieram pelos socialistas e os sindicalistas,
mas como nenhuma das duas coisas,
tampoco ergui a voz(contra).

Depois vieram atrás dos judeus,
e como eu não sou judeu,
tampouco ergui a voz

E quando vieram atrás de mim,
já não restava ninguém que levantasse a voz
para me defender.
"

Martin Niemöller é, talvez, a figura emblemática da resistência alemã ao Terceiro Reich. Havia nascido em Lippstadt, Westphalia, em14 de janeiro de 1892. Foi tenente de um submarino durante a Primeira Guerra Mundial e por seus serviços recebeu a condecoração 'Pour le Mérite'.

Finalizada a contenda dedicou suas horas ao estudo da teologia. Em 1924 foi ordenado pastor. Entre 1931 e 1937 teve a seu cargo a igreja Berlim-Dahlem e, como muitos outros alemães protestantes, deu as boas-vindas ao nazismo quando assumiu o poder em 1933. Acreditava, como acreditou a maioria no começo, que Hitler encarnava o renascimento do nacionalismo alemão, mitologia desvalorizada por conta da derrota e dos acordos de Versailles.

Sua prematura autobiografia, 'Do submarino ao púlpito´ ('Vom U-Boot zur Kanzel'), de 1933, foi profusamente elogiada pela imprensa por suas idéias e prosa patrióticas.

Niemöller compartilhava com o regime nazi o desprezo pelos comunistas e pela República de Weimar sobre a qual ele mesmo diz que só havia dado à Alemanha 'catorze anos de obscuridade'.

Desencanto e desobediência

Mas rapidamente, contudo, em meados de 1934, a ilusão de Niemöller se desvaneceu quando Hitler subordinou a Igreja Evangélica da Alemanha com a colaboração de Ludwig Müller, o bispo do Reich. Instaurou-se um tipo de neo-paganismo. O Antigo Testamento foi abanadonado. Todos os pastores foram obrigados a jurar lealdade ao Reich sob a ordem de 'Um Povo, Um Reich, Uma Fé'. Aqueles que se opuseram a aberração foram presos e muitos morreram nas câmaras de gás. 'O Nacional-Socialismo e o Cristianismo são irreconciliáveis', repetia Martin Bormann, à sombra de Hitler.

Com o objetivo de preservar a independência da Igreja Luterana dos avanços do poder totalitário, Niemöller fundou em 1934 a Liga Pastoral de Emergência (Pfarrernotbund)e assumiu a condução da Igreja Confessional (Bekennende Kirche), movimento opositor que se diferenciou claramente dos cristãos simpatizantes do nazismo.

Em março no Sínodo Geral de maio de 1934, a Igreja Confessional se declarou como a legítima representante do protestantismo na Alemanha e atraiu para as suas fileiras mais de sete mil pastores. Com conhecimento de causa de quais eram os planos que a autoridade tinha para ele, Niemöller disse em um de seus últimos sermões no Reich: 'Devemos usar nossos poderes para nos libertamos do braço opressor da autoridade assim como o fizeram os Apóstolos de outrora. Não estamos dispostos a guardar silêncio por mando do homem quando Deus nos ordenar a falar.'

Hitler, furioso com a atitude de aberta rebeldia do outrora elogiado ministro da fé, ordenou sua prisão no 1º de julho de 1937. Levado a juízo em março de 1938, Niemöller foi considerado culpado de ações subversivas contra o Estado e o condenou a sete meses de reclusão e a pagar uma multa de dois mil marcos.

Logo após de cumprir a pena, Niemöller continuou praticando sua tenaz desobediência e foi novamente preso. Desta vez a condenação foi mais dura e resultou em ter que passar sete anos preso no campo de concentração de Sachsenhausen sob a figura legal de 'custódia preventiva' e, por ordem de Hitler, como 'prisioneiro pessoal do Führer'. As tropas aliadas o libertaram em 1945. Nesse mesmo ano e durante uma de suas aulas, já restituído à vida acadêmica, um aluno, atordoado pelo relato de Niemöller sobre o sucedido na Alemanha, perguntou-lhe como tudo isso havia sido possível. Logo depois de meditar alguns segundos, respondeu-lhe com o famoso poema que inicia este artigo.

Em 1947 foi eleito presidente da Igreja Protestante em Hessen e Nassau, cargo que ocupou até seu retiro em 1964, com a idade de setenta e dois anos.

Pacifista consumado, dedicou os últimos anos de sua vida a pregar sobre o perigo das armas nucleares, atividade que o conduziu a múltiplos encontros com políticos e organizadores do bloco soviético. Morreu em Wiesbaden, em 6 de março de 1984.

fonte:http://holocausto-doc.blogspot.com.br/2007/10/martin-niemller-heri-da-resistncia-alem.html

28 de agosto de 2010

Bonhoeffer, Dietrich - Coragem de se opor a Hitler


Dietrich Bonhoeffer



É uma das figuras de maior influência na teologia atual.Seu pensamento vem se tornando fator de grande inspiração para teólogos que são filiados a bem diferentes tendências.
A influência de Dietrich Bonhoeffer, baseia-se na maneira como ele viveu. Filho de um psiquiatra alemão, nasceu em 1906. Ativo nas iniciativas ecumênicas da Igreja considerada coo uma entidade mundial. Foi um dos primeiros alemães que se aperceberam dos problemas do nazismo, criticando o regime de Hitler.Por isso trabalhou escondido em boa parte da produção de suas obras, sendo inclusive responsável por um seminário fora da lei.Dietrich Bonhoeffer, preferiu voltar à Alemanha, associando-se inclusive ao grupo que desejou matar Hitler.Foi preso, passando dois anos na cadeia. Pouco antes da chegada das tropas americanas que conseguiram libertar a área do país na qual esteve preso, foi enforcado em 1945.

Morreu como tinha vivido, testemunhando a sua fé. Dietrich Bonhoeffer, não podia reprimir-se e dizia coisas indevidas sobre a perda do caráter privado da vida em nosso mundo moderno.
Uma das suas frases principais foi : Graça barata. Segundo ele, isto significava a promessa ao homens que crendo-se em certas doutrina, os pecados serão perdoados sem que se tenha de fazer para isso nenhum esforço. Isto gera grande conforto que não se disponham a viver diferentemente dos não cristãos. Prega a possibilidade de obter-se perdão sem nenhum arrependimento.Dietrich Bonhoeffer, insistia em dizer que a graça de Deus não é algo barato. A graça divina renova e transforma a vida do ser humano.Suas Obras, entre outras, O Custo do Discipulado e Ética.

Carta escrita por D. Bonhoeffer no presídio de Tegel (Berlim) para Eberhard Bethge em 21 de julho de 1944. "Lembro-me de uma conversa que tive há 13 anos na América com um jovem pastor francês". Simplesmente, nos pusemos a perguntar um ao outro sobre o que afinal desejávamos da vida. Então ele disse: eu gostaria de tornar-me um santo (e eu acredito que ele o conseguiu). Aquilo me impressionou profundamente. Mesmo assim eu me opus e disse, com efeito, que eu gostaria de aprender a crer. Por muito tempo não compreendi a profundidade deste contraste. Pensei que pudesse aprender a ter fé, vivendo eu mesmo algo como uma vida santa.... Mais tarde eu experimentei e experimento até este momento que só vivendo plenamente neste mundo aprendemos a crer. Quando desistimos completamente de fazer algo importante de si mesmo, ou seja, ser um santo ou um pecador convertido ou um eclesiástico, um justo ou um injusto, um doente ou são. Viver plenamente neste mundo significa viver na plenitude das tarefas, dos problemas, dos sucessos e fracassos, das experiências e perplexidades, assim nos lançamos completamente nos braços de Deus, e não mais levamos tão a sério os nossos próprios sofrimentos, mas levamos a sério o sofrimento de Deus no mundo, e então vigiamos com Cristo no Getsêmani e penso que isto é fé, isto é arrependimento.
Assim nos tornamos cristãos e homens. Quem se tornaria arrogante com os sucessos ou desanimado com os fracassos, tendo uma vida assim, participando dos sofrimentos de Deus? Creio que entendes o que quero dizer, mesmo que o diga assim em poucas palavras. Sou muito grato por ter podido descobrir isso e sei que só o pude mesmo reconhecer no caminho que tive de andar. Por isso lembro com gratidão e em paz do que passou e permaneço assim no presente.... Deus nos guie com sua bondade através dessa época, mas acima de tudo Deus nos guie até a sua presença."


DIETRICH BONHOEFFER - Notável pastor e teólogo luterano - Nasceu em Breslau (Polônia) - 1906-1945.




 

ESCUTAR OS OUTROS:

O primeiro serviço que devemos aos membros de nossa comunidade é o de escutá-los. Da mesma maneira que o começo de nosso amor por Deus consiste em ouvir sua Palavra, da mesma forma o começo do amor ao próximo consiste em aprender a ouvir. É próprio do amor de Deus não se limitar a nos falar, mas também a nos escutar. Tentar ouvir nosso irmão e fazer com ele o que Deus faz conosco. Alguns cristãos, momente os pregadores, se crêem obrigados a "dar alguma coisa". quando se encontram com outras pessoas. Esquecem que talvez ouvir seja mais oportuno do que falar. Muitas pessoas procuram ouvidos que as escutem e não os encontram entre os cristãos, porque estes se põem a falar no momento em que deveriam saber ouvir. Quem já não tem condições de ouvir o irmão, acaba não podendo mais ouvir o próprio Deus. Quer apenas falar-lhe. Introduz-se, assim, um germe de morte na vida espiritual e tudo termina numa "tagarelice espiritual". Não dando mais atenção persistente e paciente, o que ouve não poderá dar uma resposta precisa às angústias de quem lhe fala. Nunca poderá dizer uma palavra adequada, aquele que não sabe ouvir. Quem achar seu tempo precioso demais para ouvir os outros, nunca terá tempo para Deus e para o próximo. Fonte: Livro: As Maravilhas do Amor - Almir Ribeiro Guimarães, O.F.M. - Editora Vozes.

 LIVROS EM PORTUGUÊS: DISCIPULADO

PRECE PARA A NOITE:

Ó Senhor meu Deus, graças te dou por mais este dia; graças por dar descanso ao meu corpo e à minha alma. Tua mão esteve sobre mim, guardou-me e preservou-me. Perdoa-me pela falta de fé e pelo que tenha feito de errado no dia de hoje, e ajuda-me a perdoar os que giram mal conosco.
Faz com que eu durma em paz sob a tua proteção, e guarda-me de todas as tentações da escuridão. A tuas mãos encomendo os que me são queridos e os que se abrigam neste lar; encomendo-me a ti, de corpo e alma.
Ó Deus, seja louvado o teu santo nome. Fonte: http://www.femininoplural.com.br/agua/oracoes/para_a_noite.html


QUEM SOU EU?:

Quem sou eu? Freqüentemente me dizem
Que saí da confinação da minha cela
De modo calmo, alegre, firme,
Como um cavalheiro da sua mansão.

Quem sou eu? Freqüentemente me dizem
Que falava com meus guardas
De modo livre, amistoso e claro
Como se fossem meus para comandar.
Quem sou eu? Dizem-me também
Que suportei os dias de infortúnio
De modo calmo, sorridente e alegre
Como quem está acostumado a vencer.

Sou, então, realmente tudo aquilo que os outros me dizem?
Ou sou apenas aquilo que sei acerca de mim mesmo?
Inquieto e saudoso e doente, como ave na gaiola,
Lutando pelo fôlego, como se houvesse mãos apertando minha garganta,
Ansiando por cores, por flores, pelas vozes das aves,
Sedento por palavras de bondade, de boa vizinhança
Conturbado na expectativa de grandes eventos,
Tremendo, impotente, por amigos a uma distância infinita,
Cansado e vazio ao orar, ao pensar, ao agir,
Desmaiando, e pronto para dizer adeus a tudo isto?

Quem sou eu? Este, ou o outro?
Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?
Sou as duas ao mesmo tempo? Um hipócrita diante dos outros,
E diante de mim, um fraco, desprezivelmente angustiado?
Ou há alguma coisa ainda em mim como exército derrotado,
Fugindo em debanda da vitória já alcançada?

Quem sou eu? Estas minhas perguntas zombam de mim na solidão.
Seja quem for eu, Tu sabes, ó Deus, que sou Teu!

Fonte: http://poesiaevanglica.blogspot.com/2007/04/um-poema-de-dietrich-bonhoeffer.html