16 de julho de 2021

Conde Zinzendorf - 0 PAI DOS MORÁVIOS

 

Conde de Zinzendorf

 
Conde de Zinzendorf

O selo da Igreja Moraviana, o tema deste opúsculo. Diz "Venceu o nosso Cordeiro. Vamos segui-Lo". Depois de muita perseguição no seu país de origem, Boemia - Morávia, no centro da Europa, um pequeno grupo escapou para a Alemanha oriental (1722).


   Cinco anos depois, na vila de Herrnhut (abrigo do Senhor), na propriedade rural do Conde de Zinzendorf, Deus derramou sobre eles seu Espírito Santo de uma maneira especial (1727). Não é que houve milagres e línguas, mas muito quebrantamento verdadeiro e uma consciência profunda de ser uma comunhão ao redor do Cordeiro de Deus.

   Iniciaram o que seria a reunião de oração mais longa da história, cem anos de intercessão ininterrupta. Um grupo de jovens começou a preparar-se para missões após o dia de trabalho árduo de colono, estudando a Bíblia, línguas, geografia e medicina. Mas cinco anos depois, o Conde estava em Copenhagen na festa de coroação de 
um rei dinamarquês. Ali ele recebeu duas chamadas, uma para trabalhar entre os escravos numa ilha dinamarquesa no Caribe, outra para ajudar na evangelização entre os esquimós na Groenlândia. Voltando para casa, a sua igreja aceitou o  desafio, iniciando o imenso  trabalho missionário moraviano.

   Pastor Florêncio descreve este movimento que, em 20 anos, enviou mais missionários para os campos do que toda a igreja protestante em dois séculos!

   "Venceu o nosso Cordeiro! Vamos seguí-Lo!" Que privilégio ser seguidor de Jesus! Vamos por onde Ele nos levar. Amém!



OS MORÁVIOS E A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA
Em um  pequeno vilarejo chamado Herrnhut,  o Conde Zinzendorf fundou através da oração, o movimento missionário Morávio, conhecido como uma das maravilhas espirituais da igreja. Herrnhut, na Alemanha, era conhecida como “O RELÓGIO DE DEUS “, lugar onde a vida de oração era tão efusiva, que despertou o zelo por missões em toda a comunidade, que enviou, praticamente sem dinheiro e sem treinamento, homens e mulheres para todos os confins da terra.

Herrnhut (vila Morávia)

 Devido os Moravianos terem sido pessoas sofredoras, podiam facilmente se identificar com aqueles que sofriam. Eles iam àqueles que eram rejeitados por outros. Dificilmente qualquer missionário seria mandado para a costa leste de Honduras ou Nicarágua. Essas partes da América Central eram inóspitas. Lá, contudo, estavam os Moravianos. Isso era característico da vocação missionária deles; eles se dirigiam a pessoas receptivas. Devido ao fato de os Moravianos crerem ser o Espírito Santo o “Missionário” primário, aconselhavam seus missionários a “procurarem as primícias, procurarem aquelas pessoas que o Espírito Santo já havia preparado, e trazer-lhes as boas novas”. Eles colocavam o crescimento do reino de Cristo acima de uma expansão denominacional.  A obra missionária Moraviana era regada de oração. No ano de 1727,
 em Herrnhut na Alemanha , ocorreu um grande avivamento espiritual, os Moravianos  começaram uma vigília de virada de relógio, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana,
trezentos e sessenta e cinco dias 
por ano.


Nesse OOoO livro devocional conhecido como Lemas Diários, que ainda tem sido publicado pela Igreja Moraviana, era o devocional mais amplamente usado entre os cristãos europeus. O ministério Moraviano FOI ESTABELECIDO COM OS CRENTES MORÁVIOS PROSTRADOS ROSTOS EM TERRA.

Billy Sunday

 A Segunda Vinda de Cristo

por Billy Sunday (1862-1935)
"" Então, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles
nas nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.
Portanto consolai-vos uns aos outros com estas palavras "(1 Tessalonicenses 4: 17-18).


A reunião aqui mencionado é  o maior encontro já mencionado em toda a  Bíblia. Houve algumas reuniões maravilhosas, mas nunca houve uma para se comparar com isso. Foi um encontro maravilhoso o que os filhos de Israel tiveram no Mar Vermelho, depois de faraó ter sido destruído nas águas furiosas, e Miriam, a profetisa, com seu tamborim, levou o povo em cantar: "Cantai o Senhor, porque triunfou gloriosamente: o cavalo e o seu cavaleiro; lançou no mar "(Êx 15:21)..

E foi outra grande reunião que tiveram no sopé do Monte Sinai, quando a Lei de Deus foi dado a eles em meio a trovões e relâmpagos e fogo e fumaça.
Ainda outro grande encontro, também, no Monte Carmelo, quando Elias, o tesbita , desafiou os profetas da Baal; e como foi grande aquele encontro, onde Davi dançou diante da Arca de Deus, quando ela chegou em Jerusalém. Foi outra grande reunião, quando Salomão dedicou o templo, e a glória do Senhor veio sobre o povo, e não podemos esquecer do grande encontro as margens do Jordão, quando Jerusalém e toda a Judéia saiu para ouvir o homem que se vestia de pele de camelo e usava um cinto de linho, e comia de gafanhotos e mel silvestre.
Foi um encontro maravilhoso quando Jesus pregou o Sermão da Montanha, e outra quando Ele alimentou a multidão com cinco pães e dois peixes. E foi também extraordinário o dia de Pentecostes, quando o Espírito veio como um vento impetuoso, e sob Pedro pregando cerca de três mil foram convertidos.


Todos estas foram grandes reuniões, e tantas outras foram realizadas, tanto em épocas anteriores e em nossos próprios dias, como  aqueles grandes reuniões nos primeiros dias do Metodismo, quando Wesley e Whitefield  arrebatavam multidões nos campos abertos da Inglaterra e quando todo o povo se ajuntava nos Estados Unidos para ouvir Finney e Moody; e ainda os encontros dos grandes evangelistas modernos nos estádios lotados ao redor do mundo. Mas nenhuma reunião já foi realizada em qualquer lugar ou em qualquer momento, que poderia ser comparada em importância com a maior de todas as reuniões que está a ser realizada no ar, quando o Senhor vem para buscar a sua igreja.

Essa reunião é aquela para o qual todos os que crêem se prepararam a vida inteira para ela. Será o coroamento de toda a jornada e de todas as lutas pelas quais passou o fiel discípulo de Cristo. O objetivo de tudo o que foi feito neste mundo até o presente momento tem sido preparar para esse grande encontro nos ares desta terra.
Desde Adão, a humanidade vem marchando passo a passo de uma grande escadaria que leva direto a essa reunião no ar. O chamado de Abraão foi um passo em direção a ela, a vida de Jacó e seus doze filhos foram outro. Jose governando o Egito foi outro; o livramento de Israel pelas liderança de Moisés outro; a conquista de Canaã por Josué, outro, e assim por diante com todos os eventos na história sagrada. Foi por isso que Jesus sofreu na cruz para fazer a expiação do pecado. Foi por isso que Ele ressuscitou dos mortos e subiu ao céu, onde ele tomou o seu lugar à mão direita do Pai. Foi por isso que o Espírito Santo veio no dia de Pentecostes, e foi por isso que as igrejas têm sido organizados e missionários enviados para os confins da terra.
Essas coisas têm sido feitas  para preparar o caminho, e levar até a reunião que é tão graficamente descrita no texto. Foi por esta reunião que Deus fez Seus planos antes que Ele lançou as fundações da terra, e foi nesse encontro que  Ele estava pensando quando criava as estrelas e os luminares do céu.

Não nos é dito quando Jesus virá, mas é nos dito que sua vinda é certa, e nós somos convidados para assistir e participar deste memorável encontro.
Qualquer um que diz que ele sabe quando Jesus virá é um mentiroso. Só o Pai sabe quando o Salvador virá novamente. No entanto, a Igreja de hoje mostra como pouca preocupação com a Sua vinda como Seus discípulos fizeram sobre sua partida. Tudo isso está em plena consonância com Pedro: "Virá nos últimos dias escarnecedores andando segundo as suas próprias cobiças, dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda, porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o início até agora? " (2 Pe. 3: 3-4).
Jesus não só predisse Sua partida, mas alertou Seus seguidores a esperar seu retorno, e estar pronto para isso: "Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor Por isso, ficai também vós apercebidos; porque em tal momento em que não esperais, o Filho do Homem virá "(Mt 24:. 42-44).

Jesus disse: "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim" (Mateus 24:14.).
Antes de eu começar a pregar em aqui neste lugar Deus sabia o nome de cada homem, mulher e criança que seriam salvos como resultado de minha pregação - Se Deus não soubesse, Ele não seria Deus. E Deus sabia tudo sobre os tolos que não seriam salvos, e Ele sabia que toda a cidade não seria salvo. Digo-te que Deus sabe exatamente se você está indo para o inferno ou está indo para o céu - Quanto mais cedo você pensar seriamente sobre isso e deixar de evitar Jesus, mais cedo você se livrará das correntes que o diabo pôs sobre o teu pescosso     e olha que tem muita gente acorrentada!.

Não há uma nação sobre a face da terra que não teve o Evangelho pregado dentro de seus limites. A segunda vinda de Cristo é a doutrina mais repetida e enfatizada do Novo Testamento. Menciona-se e refere-se a ela  mais de 350 vezes, e ainda assim a maioria dos membros da Igreja nunca ouviu um sermão sobre o assunto; essa é a razão que eles pensam tão pouco e tem tantas barreiras no coração sobre esse assunto tão importante e tão profundo.
A Igreja faz muitos Batismos, mas em todas as cartas de Paulo Batismo é apenas mencionado ou referidas treze vezes, enquanto o retorno do Senhor é mencionado cinquenta vezes. Isto certamente mostra que ele considerava o mais importante. McCheyne, o grande pregador escocês, disse certa vez a alguns de seus amigos: "Você acha que Cristo voltará hoje à noite?" Um após o outro, disse: "Acho que não." Então ele solenemente repetiu: ". Vigiai, pois, porque vós não a que hora vem o vosso Senhor sabe Portanto, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não penseis o Filho do homem virá" (Mt 24:. 42- 44). Com essas advertências como esta, que direito temos nós de ser indiferente sobre isso e dizer, como muitos pregadores fazer "Não vou pregar sobre isso, pois isso não fascina a minha igreja, se eu insistir, vou perder meu tempo e as pessoas vão dormir nos bancos." Quem se importaria de viajar em um trem onde o engenheiro nunca leria suas ordens? Quem iria montar em um navio onde o capitão nunca olhou para a bússola? Você pode chamar esse tema de lixo, mas os discípulos chamavam de "bendita esperança".
"Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo" Se Jesus tivesse dito: "Eu não vou voltar por 2.000 anos," ninguém teria começado a pregar que o dia podia ser hoje e que o tempo estava próximo, mas Ele espera que seu seguidores de estar sempre à espera de seu retorno. Assim como Simeão e Ana observou e esperou por sua vinda, por isso devemos estar assistindo e esperando por seu retorno.
Não é o suficiente para dizer: "Oh, eu sou cristão, eu estou bem." Nós não estamos bem, se não obedecermos  à ordem de esperar, pois é certamente um dos maiores mandamentos o de aguardar a vinda do Senhor, que irá nos levar ao descanso eterno. Pensando sempre na volta de Jesus, estaremos sempre atentos. Sabendo que o contador do dinheiro virá a qualquer momento, o caixa do banco nunca tentará ser desonesto. Devemos purificar a Igreja para que ela possa ser a noiva adequada para o encontro do Senhor nos ares. Como pura é a Igreja hoje? Como puro são os membros da Igreja? Como puro são os pregadores?
Suponho que seria uma poderosa luta para se acertar com Deus se todos vocês descobriram que Jesus ia voltar hoje à noite. Não faria qualquer diferença para Jesus se você tivesse que fazer a coisa certa só porque ele apareceu inesperadamente. Você teria que provar a ele que você estava no nível dele, e embora você pudesse ser batizado rapidamente, Ele saberia julgar as reais intenções de teu coração.


Este velho mundo está caminhando para acordar uma manhã e descobrir que todos os bons homens e mulheres sumiram, e eles vão esfregar os olhos para entender que o Senhor já levou a sua igreja com Ele.

15 de julho de 2021

MENNO SIMONS - FUNDADOR DA IGREJA MENONITA

 


FUNDADOR DA IGREJA MENONITA






Menno Simons converteu-se ao movimento

“Anabatista” em 1536. Viajou por todo o Noroeste da

Europa animando e apoiando aos perseguidos, por meio

da pregação, bem como escrevendo tratados que

defendiam a fé e estilo de vida que aqueles, que haviam

abraçado a nova fé, levavam. Ainda sendo um sacerdote

católico no princípio, Menno Simons se encontra fazendo

perguntas a si próprio como nunca o havia feito antes.Foram três as razões da sua conversão ao

“protestantismo”: A transubstanciação (conversão do pão

no corpo de Cristo), o anabatismo (o segundo batismo), e

o testemunho pessoal de seu irmão. Menno Simons

escreveu quase duas dúzias de livros e, folhetos que foram

de grande ajuda para a dispersa e as vezes confundida irmandade.

 
 

A grandeza de Menno não reside tanto na sua

 

eloqüência, ainda que era um bom orador, nem na sua arte

 

literária, ainda que podia escrever bem para o povo

 

comum. Não era um grande teólogo, ainda que sabia

 

apresentar os ensinos da Bíblia com força e claridade.

 

Tampouco foi um grande organizador, ainda que prestou

 

um verdadeiro serviço para a nascente Igreja mediante a

 

orientação que deu a bispos e pastores. Mas Menno foi um

 

dos grandes líderes religiosos de sua época e de sua nação,

 

talvez o mais notável dos Países Baixos, em seu tempo. A

 

sua obra e influência tem tido um valor permanente na

 

história da Igreja que leva o seu nome e através delas, a

 

sua importância tem chegado ao maior número de igrejas

 

livres da Inglaterra e da América.

 

 

 

A grandeza de Menno Simons reside em três fatores

 

essenciais:

 

1-seu caráter,

 

2- seus escritos,

 

3-sua mensagem.

 

Seu caráter constituiu uma força firme, segura, construtiva, nos

 

longos e duros anos de perseguição e angústia, desde 1535

 

a 1560, com a sua profunda convicção, devoção

 

inabalável, valor intrépido, e serena confiança. Seus

 

escritos, ainda que pareçam ao considerá-los em conjunto,

 

repetidos e insignificantes, incluem alguns tratados

 

admiráveis para a época, sutís, simples, bem ajustados ao

 

seu propósito.Chegaram ao povo comum no seu devido

 

tempo e foram poderosos agentes para a edificação e

 

fortificação da Igreja e para conseguir novos aderentes.

 

Mas, mais do que tudo, foi a mensagem de Menno, o que

 

fez dele o grande líder de uma grande causa. Não

 

construiu um novo sistema de Teologia, nem descobriu

 

um princípio novo, nem algum que tenha sido por um

 

longo tempo esquecido; alcançou, simplesmente uma clara

 

visão dos ideais bíblicos fundamentais: o ideal da

 

santidade prática e o ideal do alto posto da Igreja na vida

 

do crente e na causa de CristoPara ele, o Cristianismo era algo mais

 

do que uma mera fé; era fé e obras. E este Cristianismo

 

prático significava para Menno o abandono absoluto por

 

parte do cristão, de todo tipo de contenda e guerra, em

 

fim, do uso da força em qualquer forma, assim como a

 

completa separação do pecado da sociedade mundana. O

 

ideal da Igreja que Menno sustentava, era o princípio da

 

doutrina e vida cristãs em seu conceito cabal. Para ele, a

 

Igreja era a representante e agente de Cristo no mundo, e

 

como tal, devia manter-se santa e pura na vida e doutrina e

 

dar um fiel testemunho até a Sua segunda vinda

 

MARTINHO LUTERO - O PAI DA REFORMA PROTESTANTE

 






PALAVRAS ILUMINADAS: ♥O melhor nome pelo qual podemos pensar em Deus é Pai. É um nome amoroso, profundo, doce, to¬cante, pois o nome de pai é, por natureza, repleto de doçura e conforto inato. Assim, também precisamos con¬fessar que somos filhos de Deus, porque por esse nome tocamos nosso Deus de forma mais profunda, já que não existe som mais doce ao pai do que a voz do filho.




 ♥Da mesma forma como vamos até o berço tão-somente para encontrar um bebê, também recorremos às Escrituras apenas para encontrar Cristo. ♥A Bíblia é viva, ela fala comigo: tem pés, corre atrás de mim; têm mãos, ela sustenta-me. ♥A compreensão adequada das Escrituras só ocorre por meio do Espírito Santo. ♥A liberdade cristã apresenta dois princípios – primeiro: O cristão é SENHOR – ele é o mais livre dos homens e não está sujeito a ninguém; segundo: o cristão é SERVO – é o Servo – é o que tem mais deveres para com os outros e está sujeito a todos. Livre de todos os homens, para ser servidor de todos, eis o fundamento da liberdade cristã.



♥A mentira é como a bola de neve: quanto mais rola, tanto mais aumenta. ♥A música é o melhor refrigério para um desconsolado: por sua causa o coração serena, reconforta-se e renova-se. ♥A oração é o suor da alma. ♥De trabalho não há quem morra. De ociosidade sim, porque o homem nasceu para trabalhar como a ave nasceu para voar. ♥Deus cria a partir do nada. Portanto, enquanto o homem não se reduzir a nada, Deus não poderá fazer nada com ele. ♥Deus é um forno ardente tão cheio de amor que todo o céu e toda a terra estão envolvidos pelo seu calor. ♥Deus está mais perto de nós quando pensamos que está bastante distante.

♥Deus põe a sua marca em todos quantos Lhe obedecem. 

♥Deus é Castelo Forte e Bom. 



♥Não desanimes ante uma batalha perdida. Resta-nos sempre a força da oração de onde nascem a esperança e um espírito de resoluta resistência. 

♥Não pode deixar de existir a desigualdade das pessoas. Algumas têm de ser livres, outras servas, umas dirigentes, outras dirigidas. 

♥Não voltar a fazer determinada coisa é a essência do mais verdadeiro arrependimento. 



♥Nas Escrituras, cada florzinha é uma campina. 

♥O pecado é como a barba, reproduz-se, e é preciso cortá-lo continuamente. 

♥Minha consciência é escrava da Palavra de Deus. 

♥Deve-se doar com a alma livre, simples, apenas por amor, espontaneamente! 

♥Se o negócio do sapateiro é fazer sapatos, o negócio do cristão é orar. 

♥Eu segurei muitas coisas em minhas mãos, e perdi todas elas, mas o que eu tenho colocado nas mãos de Deus, eu ainda possuo. 


 

  “Os que se amam profundamente, jamais envelhecem; podem morrer de velhice, mas morrem jovens.”

“O mundo é como um camponês embriagado; basta ajudá-lo a montar sobre a sela de um lado para ele cair do outro logo em seguida. “

“A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço.”

“Jamais alguém se arrependeu de ter-se acostumado a madrugar e a ter-se casado jovem.”

“No casamento, cada pessoa deve realizar a função que lhe compete. O homem deve ganhar dinheiro, a mulher deve economizar.”

“Nada se esquece mais lentamente que uma ofensa e nada mais rápido que um favor.”

“Cada coisa que é feita no mundo é feita pela esperança.”
( Martinho Lutero )



No cárcere, sentenciado pelo Papa a ser queimado vivo, João Huss disse: "Podem matar o ganso (na sua língua, 'huss' é ganso), mas daqui a cem anos, Deus suscitará um cisne que não poderão queimar". Enquanto caía a neve, e o vento frio uivava como fera em redor da casa, nasceu esse "cisne", em Eisleben, Alemanha, ele recebeu o nome de Martinho Lutero. Cento e dois anos depois de João Huss expirar na fogueira, o "cisne" afixou, na porta da Igreja em Wittenberg, as suas noventa e cinco teses contra as indulgências, ato que gerou a Grande Reforma. João Huss enganara-se em apenas dois anos, na sua predição. Para dar o valor devido à obra de Martinho Lutero, é necessário notar algo das trevas e confusão dos tempos em que nasceu. Calcula-se que, pelo menos, um milhão de albigenses foram mortos na França, a fim de cumprir a ordem do Papa, para que esses "hereges" fossem cruelmente exterminados. 

Wyclif, "a Estrela da Alva da Reforma", traduzira a Bíblia para a língua inglesa. 

João Huss, discípulo de Wyclif, morrera na fogueira, na Boêmia, suplicando ao Senhor que perdoasse aos seus perseguidores. 

Jerônimo de Praga, companheiro de Huss e também erudito, sofrera o mesmo suplício, cantando hinos, nas chamas, até o último suspiro. 

João Wessália, notável pregador de Erfurt, fora preso por ensinar que a salvação é pela graça; seu frágil corpo fora metido entre ferros, onde morreu quatro anos antes do nascimento de Lutero. 

Na Itália, quinze anos depois de Lutero nascer, Savonarola, homem dedicado a Deus e fiel pregador da Palavra, foi enforcado e seu corpo reduzido a cinzas, por ordem da Igreja Romana. Em tempos assim, nasceu Martinho Lutero. Como muitos dos mais célebres entre os homens, era de família pobre. Dizia ele: "Sou filho de camponeses; meu pai, meu avô e meu bisavô eram verdadeiros camponeses". Antes de completar vinte e dois anos, dirigiu-se ao convento dos agostinianos e bateu. A porta abriu-se e Lutero entrou. O professor admirado e festejado, a glória da universidade, aquele que passara os dias e as noites curvado sobre os livros, tornarase irmão agostiniano! O mosteiro dos agostinianos era o melhor dos claustros de Erfurt. Seus monges eram os pregadores da cidade, estimados por suas obras entre os pobres e oprimidos. Nunca houve um monge naquele convento mais submisso, mais devoto, mais piedoso, do que Martinho Lutero. Submetia-se aos serviços mais humildes, como o de porteiro, coveiro, varredor da igreja e das celas dos monges. Não recusava mendigar o pão cotidiano para o convento, nas ruas de Erfurt. Quão grande, porém, era a sua ilusão. Depois de procurar crucificar a carne pelos jejuns prolongados, pelas privações mais severas, e com vigílias sem conta, achou que, embora encarcerado na sua cela, tinha ainda de lutar contra os maus pensamentos. A sua alma clamava: "Dá-me santidade ou morro por toda a eternidade; leva-me ao rio de água pura e não a estes mananciais de águas poluídas; traze-me as águas da vida que saem do trono de Deus!"Certo dia Lutero achou, na biblioteca do convento, uma velha Bíblia latina, presa à mesa por uma cadeia. Achara, enfim, um tesouro infinitamente maior que todos os tesouros literários do convento. Na leitura da Bíblia achou grande consolação, mas a obra não podia completar-se em um dia. Ficou mais determinado do que nunca a alcançar paz para a sua alma, na vida monástica, jejuando e passando noites a fio sem dormir. Gravemente enfermo, exclamou: "Os meus pecados! Os meus pecados!" Apesar da sua vida ter sido livre de manchas, como ele afirmava e outros testificavam, sentia sua culpa perante Deus, até que um velho monge lhe lembrou uma palavra do Credo: "Creio na remissão dos pecados". Viu então que Deus não somente perdoara os pecados de Daniel e de Simão Pedro, mas também os seus. sua alma porém anelava pela Palavra de Deus, e pelo conhecimento de Cristo. No meio das ocupações do professorado, dedicou-se ao estudo das Escrituras e no primeiro ano conquistou o grau de baccalaureus ad bíblia. Sua alma ardia com o fogo dos céus; de todas as partes acorriam multidões para ouvir os seus discursos, os quais fluíam abundante e vivamente do seu coração, sobre as maravilhosas verdades reveladas nas Escrituras. Um dos pontos iluminantes da biografia de Lutero é a sua visita a Roma. Surgiu uma disputa renhida entre sete conventos dos agostinianos e decidiram deixar os pontos de dissidência para o Papa resolver.

Lutero, sendo o homem mais hábil, mais eloqüente e altamente apreciado e respeitado por todos que o conheciam, foi escolhido para representar o seu convento em Roma. Fez a viagem a pé, acompanhado de outro monge. Nesse tempo Lutero ainda continuava a dedicar-se fiel e inteiramente à Igreja Romana. Quando, por fim, chegaram ao ponto da estrada onde se avistava a famosa cidade, Lutero caiu em terra e exclamou: "Saúdo-te, santa cidade!" Um dia, subindo a Santa Escada de joelhos, desejando a indulgência que o chefe da igreja prometia por esse ato, ressoaram nos seus ouvidos como voz de trovão, as palavras de Deus: "O justo viverá da fé". Lutero ergueu-se e saiu envergonhado. Depois da corrupção generalizada que viu em Roma, a sua alma aderiu à Bíblia mais que nunca. Acerca da grande transformação da sua vida, nesse tempo, ele mesmo escreve: "Desejando ardentemente compreender as palavras de Paulo, comecei o estudo da Epístola aos Romanos. Porém, logo no primeiro capítulo consta que a justiça de Deus se revela no Evangelho (vv. 16,17). Eu detestava as palavras: a justiça de Deus, porque, conforme fui ensinado, eu a considerava como um atributo do Deus santo que o leva a castigar os pecadores. Apesar de viver irrepreensivelmente, como monge, a consciência perturbada me mostrava que era pecador perante Deus. Assim odiava a um Deus justo, que castiga os pecadores... Senti-me ferido de consciência, revoltado intimamente, contudo voltava sempre para o mesmo versículo, porque queria saber o que Paulo ensinava. Contudo, depois de meditar sobre esse ponto durante muitos dias e noites, Deus, na sua graça, me mostrou a palavra: 'O justo viverá da fé.' Vi então que a justiça de Deus, nesta passagem, é a justiça que o homem piedoso recebe de Deus pela fé, como dádiva." A alma de Lutero dessa forma saiu da escravidão; ele mesmo escreveu assim: "Então me achei recém-nascido e no Paraíso. Todas as Escrituras tinham para mim outro aspecto; perscrutava-as para ver tudo quanto ensinam sobre a 'justiça de Deus'. Antes, estas palavras eram-me detestáveis; agora as recebo com o mais intenso amor. A passagem me servia como a porta do Paraíso." Depois dessa experiência, pregava diariamente; em certas ocasiões, pregava até três vezes ao dia, conforme ele mesmo conta: "O que o pasto é para o rebanho, a casa para o homem, o ninho para o passarinho, a penha para a cabra rnontês, o arroio para o peixe, a Bíblia é para as almas fiéis. " A luz do Evangelho, por fim, tomara o lugar das trevas e a alma de Lutero abrasava por conduzir os seus ouvintes ao Cordeiro de Deus, que tira todo o pecado. Lutero levou o povo a considerar a verdadeira religião, não como uma mera profissão, ou sistema de doutrinas, mas como vida em Deus. A oração não era mais um exercício sem sentido, mas o contato do coração com Deus que cuida de nós com um amor indizível. Nos seus sermões, Deus revelou o seu próprio coração a milhares de ouvintes, por meio do coração de Lutero. A fama do jovem monge espalhou-se ate longe. Entretanto, sem o reconhecer, enquanto trabalhava incansavelmente para a igreja, já havia deixado o rumo liberal que ela seguia em doutrina e prática.

Em outubro de 1517, Lutero afixou à porta da Igreja do Castelo em Wittenberg, as suas 95 teses, o teor das quais é que Cristo requer o arrependimento e a tristeza pelo pecado e não a penitência. Lutero afixou as teses ou proposições para um debate público, na porta da igreja, como era costume nesse tempo. Mas as teses, escritas em latim, foram logo traduzidas em alemão, holandês e espanhol. Antes de decorrido um mês, para surpresa de Lutero, já estavam na Itália, fazendo estremecer os alicerces do velho edifício de Roma. Foi desse ato de afixar as 95 teses da Igreja de Wittenberg, que nasceu a Reforma, isto é, que tomou forma o grande movimento de almas que em todo o mundo ansiavam voltar para a fonte pura, a Palavra de Deus. Contudo Lutero não atacara a Igreja Romana, mas antes, pensou fazer a defesa do Papa contra os vendedores de indulgências. Em agosto de 1518, Lutero foi chamado a Roma para responder a uma denúncia de heresia. Contudo, o eleitor Frederico não consentiu que fosse levado para fora do país; assim Lutero foi intimado a apresentar-se em Augsburgo. "Eles te queimarão vivo", insistiram seus amigos. Lutero, porém, respondeu resolutamente: "Se Deus sustenta a causa, ela será sustentada". A ordem do núncio do Papa em Augsburgo foi: "Retrate-se ou não voltará daqui". Contudo Lutero conseguiu fugir,. Ao chegar de novo em Wittenberg, um ano depois de afixar as teses, era o homem mais popular em toda a Alemanha. Não havia jornais nesse tempo, mas fluíam da pena de Lutero respostas a todos os seus críticos para serem publicadas em folhetos. O que escreveu dessa forma, hoje seriam cem volumes. O célebre Erasmo, da Holanda, assim escreveu a Lutero: "Seus livros estão despertando todo o país... Os mais eminentes da Inglaterra gostam de seus escritos..." Quando a bula de excomunhão, enviada pelo Papa, chegou em Wittenberg, Lutero respondeu com um tratado dirigido ao Papa Leão X, exortando-o, no nome do Senhor, a que se arrependesse. A bula do Papa foi queimada fora do muro da cidade de Wittenberg, perante grande ajuntamento do povo. Assim escreveu Lutero ao vigário geral: "No momento de queimar a bula, estava tremendo e orando, mas agora estou satisfeito de ter praticado este ato enérgico". Lutero não esperou até que o Papa o excomungasse, mas deu logo o pulo da Igreja Romana para a Igreja do Deus vivo. Porém, o imperador Carlos V, que ia convocar sua primeira Dieta na cidade de Worms, queria que Lutero comparecesse para responder, pessoalmente, aos seus acusadores. Os amigos de Lutero insistiam em que recusasse ir. -Não fora João Huss entregue a Roma para ser queimado, apesar da garantia de vida da parte do imperador?! Mas em resposta a todos que se esforçavam por dissuadi-lo de comparecer perante seus terríveis inimigos, Lutero, fiel à chamada de Deus, respondeu: "Ainda que haja em Worms, tantos demônios quantas sejam as telhas nos telhados, confiando em Deus, eu aí entrarei". Depois de dar ordens acerca do trabalho, no caso de ele não voltar, partiu. Na sua viagem para Worms, o povo afluía em massa para ver o grande homem que teve coragem de desafiar a autoridade do Papa. Em Mora, pregou ao ar livre, porque as igrejas não mais comportavam as multidões que queriam ouvir seus sermões. Ao avistar as torres das igrejas de Worms, levantou-se na carroça em que viajava e cantou o seu hino, o mais famoso da Reforma: "Ein Feste Berg", isto é: ''Castelo forte é nosso Deus". Ao entrar, por fim, na cidade, estava acompanhado de uma multidão de povo muito maior do que a que fora ao encontro de Carlos V. No dia seguinte foi levado perante o imperador, ao lado do qual se achavam o delegado do Papa, seis eleitores do império, vinte e cinco duques, oito margraves, trinta cardeais e bispos, sete embaixadores, os deputados de dez cidades e grande número de príncipes, condes e barões. É fácil imaginar que o reformador era um homem de grande coragem e de físico forte para enfrentar tantas feras que ansiavam despedaçar-lhe o corpo. A verdade é que passara uma grande parte da vida afastado dos homens e, mais ainda, achava-se fraco da viagem, na qual foi necessário que um médico o atendesse. Entretanto mostrou-se corajoso, não na sua própria força, mas no poder de Deus. Sabendo que tinha de comparecer perante uma das mais imponentes assembléias de autoridades religiosas e civis de todos os tempos, Lutero passou a noite anterior de vigília. Prostrado com o rosto em terra, lutou com Deus, chorando e suplicando. Um dos seus amigos ouviu-o orar assim: "Oh! Deus todo-poderoso! a carne é fraca, o Diabo é forte! Ah! Deus, meu Deus, que perto de mim estejas contra a razão e a sabedoria do mundo! Fá-lo, pois somente tu o podes fazer. Não é a minha causa, mas sim a tua. - Que tenho eu com os grandes da terra? É a tua causa, Senhor, a tua justa e eterna causa. Salva-me, oh! Deus fiel! Somente em ti confio, oh! Deus! meu Deus... vem, estou pronto a dar, como um cordeiro, a minha vida. O mundo não conseguirá prender a minha consciência, ainda que esteja cheio de demônios, e, se o meu corpo tem de ser destruído, a minha alma te pertence, e estará contigo eternamente..." Conta-se que, no dia seguinte, na ocasião de Lutero transpor a porta para comparecer perante a Dieta, o veterano general Freudsburgo, colocou a mão no ombro do Reformador e disse-lhe: "Pequeno monge, vais a um encontro diferente, que eu ou qualquer outro capitão jamais experimentamos, mesmo nas nossas conquistas mais ensangüentadas. Contudo, se a causa é justa, e sabes que o é, avança no nome de Deus, e não temas nada! Deus não te abandonará" - O grande general não sabia que Martinho Lutero vencera a batalha em oração e que entrava somente para declarar-lhes que a havia vencido de maiores inimigos. Quando o núncio do papa exigiu de Lutero, perante a augusta assembléia, que se retratasse, ele respondeu: "Se não me refutardes pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos - desde que não creio somente nos papas e nos concílios, por ser evidente que já muitas vezes se enganaram e se contradisseram uns aos outros - a minha consciência tem de ficar submissa à Palavra de Deus. Não posso retratar-me, nem me retratarei de qualquer coisa, pois não é justo nem seguro agir contra a consciência. Deus me ajude! Amém." De volta ao seu aposento, Lutero levantou as mãos ao Céu e exclamou com o rosto todo iluminado: "Está cumprido! Está cumprido! Se eu tivesse mil cabeças, preferiria que todas fossem decepadas antes de me retratar". A cidade de Worms, ao receber as notícias da ousada resposta de Lutero ao núncio do papa, alvoroçou-se. As palavras do reformador foram publicadas e espalhadas entre o povo que afluiu para honrá-lo. Apesar de os papistas não conseguirem influenciar o imperador a violar o salvo-conduto, para que pudessem queimar numa fogueira o assim chamado herege, Lutero teve de enfrentar outro grave problema. O edito de excomunhão entraria imediatamente em vigor; Lutero por causa da excomunhão, era criminoso e, ao findar o prazo do seu salvo-conduto, devia ser entregue ao imperador; todos os seus livros deviam ser apreendidos e queimados; o ato de ajudá-lo em qualquer maneira era crime capital. Mas para Deus é fácil cuidar dos seus filhos. Lutero, regressando a Wittenberg, foi repentinamente rodeado num bosque por um bando de cavaleiros mascarados que, depois de despedirem as pessoas que o acompanhavam, conduziram-no, alta noite, ao castelo de Wartburgo, perto de Eisenach. Isto foi um estratagema do príncipe de Saxônia para salvar Lutero dos inimigos que planejavam assassiná-lo antes de chegar a casa. No castelo, Lutero passou muitos meses disfarçado; tomou o nome de cavaleiro Jorge e o mundo o considerava morto. Fiéis servos de Deus oravam dia e noite pelo reformador. As palavras do pintor Alberto Durer, exprimem o sentimento do povo: - "Oh! Deus! se Lutero fosse morto, quem agora nos exporia o Evangelho?" Contudo, no seu retiro, livre dos inimigos, foi-lhe concedida a liberdade de escrever, e o mundo logo soube, pela grande quantidade de literatura, que essa obra saía da sua pena e que, de fato, Lutero vivia. O reformador conhecia bem o hebraico e o grego e em três meses tinha vertido todo o Novo Testamento para o alemão - em poucos meses mais a obra estava impressa e nas mãos do povo. Cem mil exemplares foram vendidos, em quarenta anos, além das cinqüenta e duas edições impressas em outras cidades. Era circulação imensa para aquele tempo, mas Lutero não aceitou um centavo de direitos. A maior obra de toda a sua vida, sem dúvida, fora a de dar ao povo alemão a Bíblia na sua própria língua - depois de voltar a Wittenberg. Já havia outras traduções, mas escritas em uma forma de alemão latinizado que o povo não compreendia. A língua alemã desse tempo era um agregado de dialetos, mas Lutero, ao traduzir a Bíblia, deu ao povo a língua que serviu depois a homens como Goethe e Schiler para escreverem as suas obras. O seu êxito em traduzir as Sagradas Escrituras para o uso dos mais humildes, verifica-se no fato de que, depois de quatro séculos, a sua tradução permanece como a principal. Lutero conhecia intimamente e amava sinceramente o autor do Livro. O resultado foi que o seu coração abrasou-se com o fogo e poder do Espírito Santo. Foi esse o segredo de ele traduzir tudo para o alemão em tão pouco tempo. Como todo mundo sabe, a fortaleza de Lutero e da Reforma foi a Bíblia. Escreveu de Wartburgo para o seu povo em Wittenberg: "Jamais em todo o mundo se escreveu um livro mais fácil de compreender do que a Bíblia. Comparada aos outros livros, é como o sol em contraste com todas as demais luzes. Não vos deixeis levar a abandoná-la sob qualquer pretexto da parte deles. Se vos afastardes dela por um momento, tudo estará perdido; podem levar-vos para onde quer que desejem. Se permanecerdes com as Escrituras, sereis vitoriosos." Depois de abandonar o hábito de monge, Lutero resolveu deixar por completo a vida monástica, casando-se com Catarina von Bora, freira que também saíra do claustro, por ver que tal vida é contra a vontade de Deus. O vulto de Lutero sentado ao lume, com a esposa e seis filhos que amava ternamente, inspira os homens mais que o grande herói ao apresentar-se perante o legado em Augsburgo. Nos cultos domésticos, a família rodeava um harmônio, com o qual louvavam a Deus juntos; o reformador lia o Livro que traduzira para o povo e depois louvavam a Deus e oravam até sentirem a presença divina entre eles. Nas suas meditações sobre as Escrituras, muitas vezes se esquecia das refeições. Ao escrever o comentário sobre o Salmo 23, passou três dias no quarto comendo somente pão e sal. Quando a esposa chamou um serralheiro e quebraram a fechadura, acharam-no escrevendo, mergulhado em pensamentos e esquecido de tudo em redor. Lutero fez do sermão a parte principal do culto. Ele mesmo serviu de exemplo para acentuar esse costume: era pregador de grande porte. Considerava-se como sendo nada; a mensagem saía-lhe do íntimo do coração: o povo sentia a presença de Deus. Em Zwiekau pregou a um auditório de 25 mil pessoas na praça pública. Calcula-se que escreveu 180 volumes na língua materna e quase um número igual no latim. Apesar de sofrer de várias doenças, sempre se esforçava dizendo: "Se eu morrer na cama será uma vergonha para o papa." Os homens geralmente querem atribuir o grande êxito de Lutero à sua extraordinária inteligência e aos seus destacados dons. O fato é que Lutero também tinha o costume de orar horas a fio. Dizia que se não passasse duas horas de manhã orando, recearia que Satanás ganhasse a vitória sobre ele durante o dia. Certo biógrafo seu escreveu: "O tempo que ele passa em oração, produz o tempo para tudo que faz. O tempo que passa com a Palavra vivificante enche o coração até transbordar em sermões, correspondência e ensinamentos". A sua esposa disse que as orações de Lutero "eram", às vezes, como os pedidos insistentes do seu filhinho Hanschen, confiando na bondade de seu pai; outras vezes, eram como a luta de um gigante na angústia do combate". Encontra-se o seguinte na História da Igreja Cristã, por Souer, Vol. 3, pág. 406: "Martinho Lutero profetizava, evangelizava, falava línguas e interpretava; revestido de todos os dons do Espírito". Nos seus sessenta e dois anos pregou seu último sermão sobre o texto: "Ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos". No mesmo dia escreveu para a sua querida Catarina: "Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e Ele te susterá. Amém". Isso foi na última carta que escreveu. Vivia sempre esperando que o papa conseguisse executar a repetida ameaça de queimá-lo vivo. Contudo não era essa a vontade de Deus: Cristo o chamou enquanto sofria dum ataque do coração, em Eisleben, cidade onde nascera.São estas as últimas palavras de Lutero: "Vou render o espírito". Então louvou a Deus em alta voz: "Oh! meu Pai celeste! meu Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, em quem creio e a quem preguei e confessei, amei e louvei! Oh! meu querido Senhor Jesus Cristo, encomendo-te a minha pobre alma. Oh! meu Pai celeste! em breve tenho de deixar este corpo, mas sei que ficarei eternamente contigo e que ninguém me pode arrebatar das tuas mãos". Então, depois de recitar João 3.16 três vezes, repetiu as palavras: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito, pois tu me resgataste, Deus fiel". Assim fechou os olhos e adormeceu. Um imenso cortejo de crentes que o amavam ardentemente, com cinqüenta cavaleiros à frente, saiu de Eisleben para Wittenberg; passando pela porta da cidade onde o reformador queimara a bula de excomunhão, entrou pelas portas da igreja onde, há vinte e nove anos, afixara suas 95 teses. No culto fúnebre, Bugenhangen, o pastor, e Melancton, inseparável companheiro de Lutero, discursaram. Depois abriram a sepultura, preparada ao lado do púlpito, e ali depositaram o corpo. Quatorze anos depois, o corpo de Melancton achou descanso do outro lado do púlpito. Em redor dos dois, jazem os restos mortais de mais de noventa mestres da universidade. As portas da Igreja do Castelo, destruídas pelo fogo no bombardeio de Wittenberg em 1760, foram substituídas por portas de bronze em 1812, nas quais estão gravadas as 95 teses. Contudo, este homem que perseverou em oração, deixou gravadas, não no metal que perece, mas em centenas de milhões de almas imortais, a Palavra de Deus que dará fruto para toda a eternidade. FONTE: Heróis da fé, Orlando Boyer Postado por G Delara às 02:57

A W TOZER - O GRANDE PROFETA DO MUNDO MODERNO

 



“Se você apreciar e ouvir músicas do tipo errado, a sua vida interior vai murchar e morrer”.


“Se você está acaminho do céu mediante a fé no Filho de Deus e no plano de salvação de Deus, você deve ter todo o cuidado quanto aos lugares que você freqüenta. Eles o moldarão e deixarão a sua marca no seu espírito e na sua alma”.

”O que vem à nossa mente quando pensamos em Deus é o que existe de mais importante a nosso respeito.”


“Nós crentes somos hábeis em usar a faca do mau ensino separando uma pequena passagem do seu contexto, da mesma forma como separamos uma laranja da sua casca”.

A. W. Tozer

 

“Penso que minha filosofia seja esta: tudo está errado até que Deus endireite”.


“Aquilo que nos dá prazer tem o poder sutil de influir em nós e escravizar-nos”.

“Tenho feito todo o possível para evitar que “atores” preguem em meu púlpito”.


“Estamos simplesmente nos segurando na crina pintada de um cavalo de madeira, repetindo o percurso de círculos sem valor algum, com um agradável acompanhamento musical?”.

A. W. Tozer