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16 de abril de 2014

Katharina Von Bora Lutero A Fiel esposa de Lutero


Katharina Von Bora Lutero

Biografia – Mulher Fiel ao chamado de Deus

 

 
 

 

      Katharina (Katie) é uma das mulheres mais importantes na história da Igreja. Ela se tornou a esposa de Martinho Lutero, uma ex-freira que abandonou a vida no convento, para seguir os ideais do movimento da Reforma. Katharina era uma mulher muito corajosa. Ela era uma mulher dedicada a ao seu marido, e se referia a ele como "meu senhor". Quando falamos do movimento da Reforma, logo lembramos de Martinho Lutero. Porém fica meio longe a lembrança de outra pessoa muito importante, a mulher de Martin Lutero: Katharina Von Bora.


                                                       Tapeçaria que Katharina bordou
       Katie tinha apenas cinco anos de idade quando foi deixada por seu pai nos portões da escola do convento beneditino na cidade de Brehna, na Alemanha. Como a mãe dela havia morrido, e seu pai logo se casaria, uma filha pequena era um peso muito grande, e seu pai achou que no convento ela pelo menos receberia uma boa educação. E foi o que aconteceu, aprendeu latim numa época em que as mulheres não conseguiam ler nem mesmo a própria língua, também aprendeu a cozinhar, costurar e a cuidar de jardins. Orava sem parar e participava dos cultos na igreja todos os dias.

      Lia de maneira árdua as matérias subversivas contra a Igreja da época. Foi considerada herege para muitos dentro do mosteiro onde vivia. Após vários anos de vida religiosa, Katie tornou-se interessada no movimento da reforma que estava crescendo e nos ensinamentos bíblicos de Lutero. Ela tinha apenas 18 anos quando Lutero escreveu suas famosas 95 teses agora de Wittenberg, na Alemanha e estava insatisfeita com sua vida no convento.


       Conspirou com várias outras freiras a fugir em segredo, ela contatou Lutero e implorou por sua ajuda. Lutero concordou e encorajou um amigo, Merchant Kopp, para ajudá-las a escapar, Kopp tinha livre acesso no convento por fazer entregas. Uma noite em 1523, ele empacotou 12 freiras em sua carroça, em barris de peixes vazios.

 

      Com o passar do tempo todas as ex-freiras já haviam se estabelecido e encontrado um marido, menos uma – Katharina Von Bora. Ela havia se apaixonado por um jovem, mas os pais dele se recusaram a deixar que o casamento acontecesse por causa de seu passado como ex-freira. Ela ficou desolada.

Busto de Katharina Van Bora 


     Quando um amigo de Lutero veio para uma visita, Katharina sinalizou para ele que Lutero seria o tipo de marido que ela aceitaria – apesar da diferença de idade entre ambos, que era de quase dezesseis anos e apesar de Lutero dizer que não se casaria, propôs que ela se casasse com outra pessoa, mas ela recusou o homem sugerido. Ela não estava sendo difícil, apesar de Lutero pensar assim. Foi aí que a corajosa Katharina disse a Lutero: “Só caso se for com o Senhor”. Quando Lutero escutou as palavras de Katharina, não as encarou com seriedade, mas contou aos seus pais num dia em que foram visitá-lo e ao invés de rir, o pai de Lutero começou a pensar sobre o fato pois Lutero já não era tão jovem, e seu pai ainda tinha esperanças de realizar o sonho de ser avô!

 

Aquilo tudo que começou como uma piada, foi ficando cada vez mais sério para Lutero. Casando-se com Katharina, Lutero lhe daria o status de que precisava, daria testemunho da fé que cria mesmo contra a vontade do papa, e daria alegria e conforto ao seu velho pai.

       Muitos desaprovaram o matrimônio, pois acreditavam que um homem como Lutero, que disse que jamais se casaria, poderia aceitar tal proposta. Katharina teve que enfrentar os falatórios da sociedade tanto dos doutores como do povo não concordavam que um homem que ensinava o que é certo e errado perante Deus fosse se casar. Então no dia 13 de junho de 1525, o ex-monge se casou com a ex-freira, numa cerimônia simples. Ele tinha 42 anos e ela 26 anos.

     Alguns servem a Deus ficando solteiros por toda vida, já outros servem a Deus se casando. Juntos Lutero e Katharina impactaram milhares de vidas para Cristo. Katharina ajudava Lutero na tradução da Bíblia para o alemão… Com Katharina, Lutero encarou o casamento como uma escola para o caráter, dizendo que havia aprendido mais sobre a graça de Deus na convivência com ela do que com todos os seus estudos, livros e sermões. A história de amor de ambos não foi impressionante desde o princípio, mas o amor foi crescendo. Sem o amor e apoio de Katharina, Lutero não teria conseguido servir a Deus de forma efetiva como fez. E sem a fé e o carinho de Lutero por sua esposa, a vida de Katharina não teria sido nem a sobra do que foi. Ele lhe dizia: “Katie, você se casou com um homem honesto e que a ama muito; você é minha imperatriz.”

       Martin Lutero e Katharina Von Bora tiveram 6 filhos e ainda adotaram outros de famílias pobres. Katharina tomava conta da casa, cuidava dos estudantes que lá moravam e assim cozinhava para umas 40 a 50 pessoas diariamente. Educava os filhos, lia, bordava, fazia cerveja, tinha uma horta e ainda criava animais. Compreendia e acompanhava muito bem tudo o que acontecia a sua volta. A família se tornou um modelo para as famílias alemãs durante vários séculos.

      Certa vez Lutero estava bastante deprimido, não se alimentava e passava os dias trancado no seu quarto. Estava tomado por dúvidas sobre se o que fazia era ou não da vontade de Deus. Katharina vestiu-se de preto e foi visitá-lo. Lutero levou um grande susto e logo pensou se alguém havia morrido. Katharina respondeu: Parece que Deus morreu! A reação de Lutero foi sair imediatamente do quarto e agradecer a esposa que o tirou da depressão.

 

 

 

     Obra de Katharina, intitulada “Rosa de Lutero” feita em bordado, tem como fundo um coração vermelho, sobre o coração uma cruz preta que representa a cruz de Cristo e é também a provação que atravessamos na vida. A cruz está colocada sobre uma rosa branca que representa a paz e a alegria que Jesus nos dá. Ainda fazem parte o azul, representando o céu e um círculo dourado representando o momento do acolhimento de Deus no paraíso. Esta “Rosa de Lutero”, sintetiza o pensamento central do movimento da reforma.

     Um dia , já perto de sua morte, Lutero abraçou a esposa e, acariciando-lhe o cabelo, disse: “Acredito que Deus tenha usado minha vida para mudar a história da igreja, mas eu não poderia ter feito nada sem você. Se um dia escreverem a história da Reforma da Igreja, espero e oro para que seu nome apareça junto ao meu.”

      Após a morte de Martin, em 1546, Katie viveu mais seis anos, para ver seus filhos, exceto Magdalena que tinha morrido jovem, alcançar posições de influência. Ela é considerada uma das participantes mais importantes da Reforma por causa de seu papel em ajudar a definir a vida da família protestante e definir o tom para casamentos no clero. Ela morreu em 1552 com a idade de 53 anos.

 

18 de janeiro de 2014

Guilherme Farel " Deus amaldiçoe o teu descanso "


"Deus amaldiçoe teu descanso e a tranquilidade que buscas para estudar, se diante de uma necessidade tão grande te retiras e te negas a prestar socorro e ajuda".




Esta frase foi dita por um homem chamado Guilherme Farel, a João Calvino, um dos gigantes da Reforma Protestante, pois ele queria seguir uma vida solitária de monge, antes de ser confrontado por Farel
.


Guilherme Farel ou William Farel (1489 - 13 de setembro de 1565) - Guillaume Farel em francês - foi um evangelista francês, e um dos fundadores da Igreja Reformada nos cantões de Neuchâtel, Berna, Genebra e Vaud na Suíça. Ele é freqüentemente lembrado por ter persuadido João Calvino a permanecer em Genebra em 1536, e o fazê-lo retornar em 1541, após ter sido expulso em 1538. Eles influenciaram o governo de Genebra até o ponto de ele se tornar um estado teocrático, a "Roma protestante", onde se refugiaram os protestantes e os não-protestantes foram perseguidos.[1] Junto com Calvino, Farel trabalhou para treinar pregadores missionários que difundiram a causa protestante para outros países, especialmente a França

Estudar estes homens de fé e seus feitos heróicos, é  realizar uma viagem  inesquecível pela profundezas da história.


 monumento a reforma


GUILHERME FAREL

Guilherme, filho de uma família aristocracia chamada Farel, residente num dos distritos alpinos da França, o Delfinado. Nasceu em 1489.

Teve ele três irmãos, Daniel, Walter e Cláudio, e uma irmã. Na sua infância e adolescência cresceram todos juntos, sendo educados, devotamente pelos  pais dentro da tradição da igreja Católica  Romana.

Guilherme, era um jovem de espírito dedicado à religião, cresceu no seio familiar se entregando às superstições, crenças e a venerações dos  santos, como nenhum outro. Porém, Farel  ele era questionador,  tinha sede de  vida, de saber, de luz. Nessa época,  ele pediu a seus pai permissão para  estudar, o que a princípio  trouxe reservas ao pai, não era costume da  época um jovem nobre deixar seu rosário e espada para dedicar-se a tal  ofício.

No Delfinado, Farel  se dedicou com ardor aos estudos. Tal era sua  sede  do saber que logo os seus mestres se lhe mostraram maus educadores e  incapacitados. Não desistiu e conseguiu superar essa dificuldade toda ao ponto de vir a tonar-se um destaque.

Não bastasse o ensino já recebido, Farel tinha os olhos na famosa universidade de Paris. Com a permissão dos pais, ele chegou a Paris por volta de 1510.

Na universidade de Paris, Farel iria encontrar um mundo totalmente diferente aqueles distrito  dos  Alpes franceses, o que mudaria a  sua vida por completo.

Pouco tempo depois, Farel se encontrou com Lefèvre, um mestre que a pouco começara a combater as  barbáreis supersticiosas de sua época Lefèvre, expôs os filósofos com uma eloquência nunca antes vista. De  espírito irrequieto, Lefèvre não  se satisfez com os filósofos, mas foi direto  para as Escrituras  enfatizando o seu estudo direto,  a partir  mesmo das  línguas originais, que por esta época estavam recuperando seu valor.

Um novo mundo se descortinou sobre os olhos de Lefèvre. Ele  encontrara a verdadeira   mensagem do Evangelho. Isso transformou  radicalmente sua fé , que mesmo já sendo piedosa antes de conhecer o  Evangelho, não era verdadeira  e se firmava nas obras humanas e nos  ensinamentos da tradição da Igreja Católica Romana. Em pouco tempo, Lefèvre sacudiu a   vida dos seus discípulos ao expor sua novas  doutrinas, por  exemplo, a justificação pela fé e autoridade total da Bíblia sobre o papado.

Farel se afeiçoou  a Lefèvre observando-o sempre com muita  autoridade. Aquela nova doutrina tomava conta de seu coração, provocando conflitos inevitáveis,  pois sua fé se estremecia a procura da verdadeira  sabedoria. Com o tempo, Farel foi tomado de  convicção tal, que as  superstições e as antigas crenças nas tradições  da igreja se lhe mostravam  como mentirosas  e demoníacas. Mesmo diante  de pressões, provavelmente  Farel teria voltado por pouco tempo a fé católica, mas não suportou  convicção do pecado e da autoridade das Escrituras, que  eram mais fortes em  seu coração.

Vencidos os conflitos, Farel voltou-se completamente  para  a Bíblia, estudando grego e hebraico. A cada dia o seu coração era tomado de  convicção maior e amor pelas Escrituras.

Farel , Porém, não foi o único francês em que o espírito ardia  devido a nova luz. Os ensinamentos de Lefèvre ardiam em vários outros  corações  que seriam os responsáveis pela reforma na França. Portanto, a  reforma na França não foi foi nenhuma importação do estrangeiro, antes ela  começou dentro da própria universidade de Paris, em solo francês. Daí em  diante, na época do Imperador  Francisco I, a reforma na França vai ganhando  proporções cada vez maiores. Logo começaram as perseguições que foram tão fortes e avassaladoras como em nenhum outro lugar da Europa. Mesmo assim, a luz do Evangelho se espalhou  por vários lugares da França.

Por ocasião de uma perseguição, Farel retorna aos Alpes franceses a fim de buscar refúgio. Ali junto da família Farel pôr-se a proclamar o  Evangelho aos seus familiares, chegando a implorar aos seus irmãos que se  convertessem ao Evangelho, e por fim Daniel, Walter e Cláudio  foram ganhos  para o  reino de Deus  anunciado pelo irmão.

Farel não se contentou a conversão dos irmãos, somente mas  anunciou o Evangelho aos parentes e amigos em Gap e suas vizinhanças.  Mesmo diante das ameaças que logo surgiram, ele não parou e continuou pregando por toda aquela região, até para em Basiléia, onde lhe acendeu o  desejo de conhecer os reformadores da Suíça, Zwínglio e da Alemanha,  Lutéro.  Foi quando em 1534, fugindo da perseguição, Farel chegou a Suíça.

Na Suiça,  Farel  e os outros reformadores  pregavam a fé  evangélica. Encontrou  ele várias resistências e uma delas foi a do humanista  mais famoso da época Erasmo de Roterdã, que foi obrigado a engolir a seco a  vida desse piedoso e intrépido reformador delfinense,  quando  expôs ousadamente na universidade da Suíça os grandes  princípios da reforma.

Pouco tempo mais tarde, Farel foi a Zurique onde conheceu Ulrico Zwínglio. Porém, de volta a Basiléia, Farel foi  obrigado a sair da cidade, por  obra maldosa de Erasmo e seus amigos que guardavam uma aversão muito grande ao reformador. Daí, partiu ele para Strasburgo afim de continuar até  Wittenberg e encontrar-se com Lutero. Mas  ao que parece não foi até  lá.  Permanecendo em Strasburgo, onde recobrou as forças e fez contados, para  voltar a Suíça e a França.

Nesse ínterim, a Reforma já havia ganhado proporções muito amplas, chegando a quase todos os países da Europa. Mas especificamente à  influência de Farel, em 1526 na Suíça de fala francesa a Reforma ganhou espaço; 1528 Aigle, Ollon e Bex ajuntaram-se a Reforma; em 1529, foi a  vez de Lausanne; em 1532 ele chegou a Genebra, que vivia uma profunda crise política, moral e espiritual. Depois de muitas dificuldades, o conselho da  cidade aprovou a fé evangélica, e 1536. Durante esse tempo, a figura de  Calvino apareceu, quando Farel o  constrange a permanecer em Genebra para pastoreá-la.

Durante o tempo em Genebra, juntamente com Calvino, Farel acompanhou em tudo as ações do novo reformador, ao ponto de se exilar com ele em  Strasburgo, em 1538.

Guilherme Farel prosseguiu  sua obra reformadora dirigindo - se a  Neuchâtel, de onde foi visitar Calvino pela última vez , morrendo em 1565.