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7 de outubro de 2015

Gardner C Taylor o principe dos novos pregadores Norte-Americanos










Gardner C Taylor, foi pastor da Concord Baptist Church of Christ, no Brooklyn, em New York por 42 anos. Foi talvez o mais respeitado pregador Afro-Americano da recente história religiosa Norte- Americana. Era conhecido como o principe dos pregadores. Ele entregou milhares de sermões e mentoreou centenas de jovens ministros. Recebeu do presidente Bill Cinton a “ Medal of Freedom “ ( Medalha da Liiberdade ), e foi condecorado pela Baylor University como um dos mais efetivos pregadores de todo o mundo.

Alem de grande pregador, Taylor deu uma tremenda contribuição a politização de toda uma geração de crentes Afro-Americanos, que ao contrário de Martin Luther King, Jr, que era conhecido com o um solitário Moisés liderando um povo incrédulo, Taylor organizou uma vasta liderança política na igreja americana. Ele liderava pelo exemplo de uma conduta justa e reta, sendo companheiro e auxiliador de dezenas de ministérios.
Taylor, nasceu em Baton Rouge, na Luiziana, debaixo da segregação racial e foi para o Oberlin College, em Ohio, onde obteve seu bacharelado e liderou uma geração de religiosos negros que se tornaram eruditos como nenhuma outra geração anterior, que foi sempre conhecida por seu palavreado simples e rudimentar com pouca profundidade teológica.
Taylor foi chamado ao ministério em 1948, e levou a Igreja Batista de Concord, no Brooklin a uma membresia de mais de 8.000 pessoas. Em 1952, depois da igreja pegar fogo, o pastor levantou  $1.7 milhões de dólares para reconstruir a igreja , o equivalente hoje a mais de 15 milhões de dólares, isso em uma congregação de trabalhadores classe média e muitos pobres.
Ele também fundou uma escola, uma casa de idosos, uma cooperativa de crédito e outras obras assistenciais.
No início de 1956, durante o boicote de ônibus em Montgomery, Martin Luther King veio a  Concord Baptist Church para falar a milhares de ouvintes e levantou mais de um milhão de dólares para a causa anti-segregacionista. Quatro anos depois, King aconselhou Taylor a sair como canditado a presidente ca Convenção Batista Nacional, a maior igreja dos EUA, com dezenas de milhões de membros.
O atual president era o Reverendo  J. H. Jackson,  pastor da Olivet Baptist Church, em Chicago, que paradoxalmente era contra o movimento de direitos civis encabeçados por Martin Luther King. Ele era a favor de conseguir os direitos pela lei e pela ordem e não da maneira dramática adotada por King. Ele também era conhecido como o “Papa Negro”.
Quando a convenção se reuniu em 1960, Taylor derrotou  Jackson com uma gigantesca margem de votos e se tornou presidente da Convenção Batista Norte-Americana, a mais poderosa agremiação religiosa do mundo, mas em uma manobra política muito contestada, Jackson ainda se manteve no poder. No outro ano , Taylor  concorreu novamente contra  Jackson, mas antes da eleição começar ouve grande tumulto um dos maiores aliados de Jackson caiu e fraturou o crânio, vindo a falecer no Hospital.
 Jackson culpou King, pelo acontecimento, mesmo King estando ausente da polêmica reunião.
Depois desta disputa, Gardner Taylor, juntamente com outros 33 pastores, fundaram a  “Progressive National Baptist Convention” a ( Convenção Batista nacional Progressiva), que depois incluir grandes líderes negros como Booth, Moss, Wright, entre outros grandes nomes.
Esta convenção recém criada, permitiu que todos os religiosos simpatizantes dos direitos civis para os negros se reunissem debaixo de suas asas e criou um suporte gigantesco para King e seus aliados.

O ministério de Gardner Taylor permaneceu como exemplo por mais de três gerações de crentes e manteve a comunidade cristã Afro-Americana Unida e muito forte em torno de um cristianismo bíblico e vibrante.

3 de outubro de 2015

John Flavel O PREGADOR DA REFORMA

Sem Desculpas! - John Flavel
- (1628-1691)

Desde o momento em que Deus interrogou Adão e Eva sobre o primeiro pecado, os homens e mulheres têm apresentado desculpas pelo seu comportamento. Aqui estão algumas dessas desculpas que apresentam quando resmungam.









"Não estou me queixando, apenas estou expondo os fatos". É ótimo que os cristãos olhem para sua situação de forma realística; todavia, eles não deveriam resmungar. Pelo contrário, estar conscientes dos fatos é estar ciente do quanto Deus é grande em Sua misericórdia para com eles. Se pensam mais sobre seus problemas do que sobre as misericórdias de Deus, então eles têm uma visão distorcida dos fatos. Estar ciente dos fatos não impede o cristão de servir a Deus como ele deve servi-Lo, mas o resmungar sim, isso impede. Sejamos realistas, encaremos os fatos, mas isso deveria tornar-nos gratos a Deus, não apenas pelo que Ele nos tem feito, mas também por aquilo que Ele tem feito para outras pessoas. Se nós as invejarmos, isso mostra que estamos pensando demais sobre nossos problemas e não suficientemente sobre a bondade de Deus.

"Eu não estou reclamando: somente estou consciente do peca do". É fácil dizer isso, porém se a causa do pecado for tirada, o suposto senso de transgressão desaparece, e isso simplesmente mostra que não houve nenhuma convicção real de pecado. Cristãos que de fato estão preocupados sobre o pecado não desejarão acrescentar nada à sua culpa por resmungar; pelo contrário, eles se sentirão felizes submetendo-se à disciplina de Deus.

"Sou infeliz porque sinto que Deus não está comigo". Mas só porque estamos sofrendo, não significa que Deus nos abandonou. Um pai não se vira contra o filho porque ele teve de discipliná-lo. Deus prometeu estar com Seu povo, especialmente em tempos de tribulações. "Quando passares pelas águas, estarei contigo; quando passares pelos rios, eles não te submergirão" (Isaías 43:2). Portanto Deus está junto na situação, porém pode ser que às vezes os cristãos não o sintam porque seu espírito de murmuração afastou deles o senso da presença de Deus. Se quiserem senti-10 perto, devem ficar quietos e obedientes e ter o zelo de ser o tipo de pessoa que Ele deseja que Seus filhos sejam.
 
"Não é o sofrimento, e sim a atitude de outras pessoas que não consigo suportar". Até mesmo a atitude das outras pessoas está sob o controle de Deus; inclusive os perversos podem ser usados para Seus propósitos, embora os cristãos devessem lembrar de que os ímpios estão sob o julgamento de Deus, e deveriam ser motivo de suas orações. Não importa quão severo seja o tratamento recebido de outras pessoas, os cristãos deveriam sempre lembrar que Deus jamais deixa de ser bom para com Seus filhos. Eles deveriam louvá-lO: não há desculpas para a murmuração.
 
"Jamais esperava isso". Os cristãos devem esperar problemas nesta vida e precisam estar preparados para os momentos de dificuldades, para que quando vierem eles possam estar prontos para enfrentá-los. E quantas vezes eles são capazes de dizer: "Jamais esperava isso", quando Deus tem sido especialmente bom para com eles!

"Meu problema é pior do que os dos outros". Como você sabe disso, meu amigo? Talvez sua murmuração o tenha levado a exagerar. Mas supondo que seja o caso, isso indica que Deus lhe deu uma oportunidade de glorificá-lO ainda maior do que a que deu aos outros. Quando os incrédulos virem como você enfrenta um grande problema, eles louvarão a Deus e talvez sejam auxiliados com problemas menores.
 
"Meu problema não me deixa servir a Deus". Às vezes ocorre que os cristãos não conseguem servir a Deus como gostariam devido às circunstâncias que enfrentam. É bom querermos servir a Deus, e é natural ficarmos tristes quando não conseguimos isso. Mas isso não é desculpa para murmuração. Somos membros do corpo de Cristo. É melhor ser um membro inexpressivo do corpo de Cristo do que ser uma pessoa importante, a qual não é membro desse corpo.
 Todos os cristãos têm um chamado espiritual para cumprir, não importa quão insignificantes eles pensem que sejam. Deus Se alegra mais com os atos mais simples de um cristão humilde do que com todas as obras mais famosas da história. O que Ele exige não é fama ou realizações brilhantes, e sim fidelidade e paciência. Os que demonstram tais qualidades serão recompensados no céu. Quando cristãos humildes vêem isso, percebem que não têm razões para resmungar.
 
"Não agüento minhas circunstâncias, porque elas sempre são instáveis". Se as nossas circunstâncias são incertas talvez a razão seja para nos ensinar a confiar em Deus em cada passo do caminho. De qualquer forma nosso estado espiritual é seguro, e nossa vida eterna assegurada. Enquanto isso, Cristo nos concede muitas bênçãos, "pois todos nós temos recebido da sua plenitude, e graça sobre graça" (João 1:16).
 
"Eu era rico mas agora sou pobre". Isso não é desculpa para murmuração. Você não consegue ser grato pelo fato de ter sido rico e ter tido a oportunidade de se preparar para esse tempo de pobreza? Ou que você uma vez desfrutou de boa saúde e teve a oportunidade de se preparar para esse período de enfermidade? Ou que esteve em liberdade e teve a oportunidade de se preparar para esse tempo de perseguição? Um navegador experiente utiliza os dias de calmaria para preparar seu barco para enfrentar a tempestade. Deus não tem obrigação de dar coisa alguma aos cristãos, por isso deveriam ser gratos pelas bênçãos imerecidas que receberam, tanto no passado quanto no presente. Seria justo murmurar por causa de umas peque nas adversidades ocorridas numa jornada que doutra forma, teria sido satisfatória? Mas talvez o que realmente esta desculpa signifique seja: "Suportei terríveis dores para conquistar isso e não é justo que eu o perca". No entanto, antes que os cristãos se preocupem com qualquer coisa, deveriam certificar-se que têm a atitude correta para com ela. Eles devem estar dispostos a abrir mão daquilo que ambicionam se outra coisa que honre mais a Deus for o que realmente seja melhor para eles.

FONTE: assembleianospuritanos.blogspot.com.br

1 de outubro de 2015

J R THOMSON

o caminho da justiça

The Way of Righteousness
Bíblia King James Atualizada
“Porque lhes teria sido melhor não haver conhecido o Caminho da justiça do que, depois de conhecê-lo, darem as costas ao santo mandamento que lhes havia sido concedido”2 Pe 2.21. 
For it had been better for them not to have known the way of righteousness, than, after they have known it…


Por essa expressão o apóstolo Pedro nos mostra que a vida com Deus É UM CAMINHO DE JUSTIÇA e todos aqueles que desejam andar por esse caminho devem saber que é melhor nem entrar nele do que entrar e depois desistir, pois para quem nunca caminhou por ele, sempre existe uma chance da porta se abrir a qualquer momento, mas quem já entrou por esse caminho de justiça e santidade e depois deu as costas para ele, sua restauração é muito mais difícil porque ele não pode mais alegar que nunca tinha ouvido falar que nesse caminho só andavam os santos e os que tinham se apartado do mundo.



I.ESTE É UM CAMINHO DESENHADO POR UM DEUS JUSTO.
 IT IS THE WAY DESIGNED BY A RIGHTEOUS GOD.
Não há nada mais significativo para distinguir o verdadeiro Deus de uma divindade falsa do que a justiça parcial e imperfeita desta divindade. MAS QUANTO AO DEUS VERDADEIRO, Seu caráter é justo, Sua ação e a forma que ele administra seu governo moral são justas. As leis que ele criou para todo homem vivesse por elas são Justas. “ Justos e verdadeiros são os seus caminhos, Oh Rei das Nações!” Ap 15.3 



II. ESTE É UM CAMINHO CONSTRUÍCO POR UM JUSTO SALVADOR
IT IS A WAY CONSTRUCTED BY A RIGHTEOUS SAVIOUR.
A execução do justo plano de Deus para a salvação do homem foi por Ele confiada ao seu próprio Filho. Em Cristo, Deus aparece diante do homem como “ Um Deus justo e salvador “ Is 45.21. A mediação que Cristo fez entre o homem picador e o Santo Deus, em todos os seus aspectos foi baseada na PERFEITA JUSTIÇA DIVINA. A revelação da justiça de Deus é tão poderosa quando a revelação de seu amor.

III. ELE É UM CAMINHO QUE NÃO PERMITE QUE O INJUSTO ANDE NELE.
IT IS A WAY WHICH AVOIDS THE PATHS OF UNRIGHTEOUSNESS.
O que vou dizer pode ser motivo de objeções, mas o fato é que a comunhão entre as trevas e a luz não pode existir. Portanto, todos os viajantes do caminho estreito podem desgraçar sua jornada se procederem de maneira mundana e carnal.. A religião de Cristo não tolera a prática da iniquidade, seja em qual estágio for. Outras religiões são tolerantes a vida sem santidade e a guerra contra o pecado e a malignidade do coração são somente cerimoniais e verbais, mas nunca são reais, mas O CRISTIANISMO DEMANDA UMA VIDA SANTIFICADA E RETA e mais do que isto, um CORAÇÃO SANTIFICADO E JUSTO. “Se a sua justiça”, diz o Senhor e fundador da nossa fé “ não exceder a justiça dos fariseus, você nunca entrará no reino dos céus”



IV. ELE É O CAMINHO TRILHADO PELOS HOMENS JUSTOS EM TODOS OS TEMPOS.
-IT IS THE WAY TRODDEN BY RIGHTEOUS MEN.
O interesse  e a atratividade de um caminho, depende, em larga escala de quais as pessoas que já caminharam e estão caminhando por este caminho. Julgado por este teste, o caminho da justiça, do qual estamos falando, está a kilômetros na frente dos outros caminhos. Ele é o caminho, que por séculos vem sendo escolhido pelos grandes e pelos bons. O estímulo e o encorajamento que temos ao ver as nobres e reluzentes personalidades que já caminharam por esta estrada são muito grandes e nos fazem caminhar ainda mais confiantes. 

V. ELE É UM CAMINHO QUE NOS LEVA A NOVOS CÉUS E NOVA TERRA ONDE HABITARÃO TODOS OS JUSTOS.
-IT IS THE WAY WHICH LEADS TO THE NEW HEAVENS AND THE NEW EARTH WHEREIN DWELLETH RIGHTEOUSNESS.
Assim como é caminho, assim também é o seu destino final. Se a retidão e a justiça é um alvo difícil de se alcançar, e somente depois de muitas lutas podemos chegar perto delas, é da mesma maneira confortável e inspirador saber que se perseverarmos no caminho, pela graça chegaremos lá, mas o incrédulo e o zombador jamais atinarão para a sublimidade desta jornada.

APLICAÇÃO
APPLICATION. 

1. Procure e encontre este caminho
    Seek and find this way.

2. Tendo entrado nele, não volte para trás, mas persevere até o dia          final.

Having entered upon it, turn not back, but persevere even unto the    end. - J.R.T. 


21 de setembro de 2015

THOMAS CHALMERS O EXPULSIVO PODER DE UMA NOVA AFEIÇÃO

 Expulsivo poder de uma nova Afeição
Thomas Chalmers (1780-1847)
Thomas Chalmers (1780-1847) foi o mais famoso dos grandes pregadores  que a Escócia produziu. Chalmers está agora reduzido a uma mera nota de rodapé no
Evangelicalismo americano, uma triste recordação deste inigualável Scoth.

 



 Chalmers e seu mais conhecido sermão
O Expulsivo poder de uma nova afeição
O intuito desta mensagem é  rejeitar o moralismo, e fugir para o Evangelho, que é a nossa única esperança na vida e morte, deixando o poder transformador do Evangelho nos mudar, e não as nossas vãs tentativas de "ser bom".

"Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. "- 1 João 2:15
 
Um moralista não terá êxito em deixar o seu Amor pelo Mundo. Amores mundanos precisam ser substituídos pelo poder muito maior do amor de Cristo demonstrado no Evangelho.
Há duas maneiras em que um moralista hipócrita pode tentar tirar de seu coração o amor que ele tem pelo mundo.
1-   Tentar tirar o mundo de sua mente e de sua vida, provando para si mesmo que o mundo jaz no maligno
2- Estabelecer um outro amor concorrente ao amor pelo mundo que é o amor ao próprio Deus, isto é trocar o amor antigo pelo amor novo.

Meu objetivo aqui é mostrar, que por causa de nossa natureza, o primeiro método é totalmente incompetente e ineficaz e jamais cumprirá o seu propósito de resgatar o coração do caminho errado. 
 
Depois de ter realizado este propósito, vou tentar algumas observações práticas.
O amor pode ser considerado em duas condições diferentes.
A primeira é que, quando ele  o amor é semelhante ao desejo.
A segunda é, quando o amor é indulgente.

Sob o impulso do desejo, o homem corre para a sua satisfação. As faculdades da sua mente são colocadas na direção constante da realização de conseguir aquilo que ele gosta e admira; e os poderes do seu corpo estão muito longe de uma indolência, podendo ele passar por longas  horas de cansaço e desgosto, sem contudo desanimar, pois tem em sua mente que o esforço pelo sacrifício vale a pena.
 
De  maneira que, se, caso o objeto de desejo fosse removido é como que se  o motor da máquina fosse desligado, e todo o sistema carnal fosse  danificado e perdesse o seu poder sobre o homem.

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A miséria de tal condição é muitas vezes explicada  por
quem é aposentado das suas ocupações. Tal é a demanda da nossa natureza por um sonho de consumo, que depois que o próspero comerciante, o rico empresário chegam ao fim de suas carreira e se aposentam, começam a definhar, ficar doentes e terem depressão. Não há mais por que levantar cedo e trabalhar até a noite, pois  o amor pelo objeto de desejo acabou.
 
É vão e tolo todo esforço de tentar tirar um ideal de alguém sem fornecer outro que fique em seu lugar. Alguém que é apaixonado por carros, não vai deixar de ser se outra paixão não surgir em seu lugar.

Apresentar um novo amor, um novo afeto é sempre melhor do que simplesmente tentar abandonar uma velha afeição. Tentar acabar com um amor por algo errado sem suplantá-lo  por algo melhor nunca é sábio
O poder ascendente de um segundo carinho vai fazer, o que nenhuma exposição da loucura e inutilidade do primeiro, jamais poderia efetuar. 
 
E é do mesmo jeito que devemos lutar contra o amor pelo mundo em nosso coração.

É bastante em vão tentar fazer um homem parar de  amar o mundo, sem  dar a ele um outro amor maior e mais prazeroso.
 
Não basta, portanto, dissipar o encanto do mundo, por uma palavra eloqüente, apontando todos os seus erros e perigos. Temos que fazer o olho da alma se voltar para um outro objeto, com um encanto  poderoso o suficiente para desapropriar todas as qualidades daquele primeiro amor doente e contaminado.

Por isso todo o discurso sobre a insignificância do mundo é patético se não apresentarmos algo que possa ter mais significado, algo que possa valer mais a pena do que o mundo e os seus desejos.

Então o desejo presente de apego pelas coisas desta terra, não é para ser eliminado simplesmente  e destruído, mas deve ser substituído  por outro  outro  desejo melhor.

Estas observações não se aplicam apenas ao amor considerando o seu estado de desejo por um objeto ainda não obtido, mas também se aplica ao amor considerado  em seu estado de indulgência, ou gratificação plácida, com um objeto já  adquirido. 
 

O que não pode ser destruído pode ser desapossado
e um gosto pode dar lugar a outro, e perder o seu domínio de afeição na mente.
Por isso, a juventude deixa de idolatrar o prazer,  porque o ídolo da riqueza tornou-se o mais forte e obteve a ascensão em seu coração e depois  até mesmo o amor ao dinheiro deixa de ter o domínio sobre o coração de muitos, quando é arrastado por propensões políticas ou pela fama. Outra afeição foi forjada em seu sistema moral.
 
Quando um prazer é arrancado de nosso coração e outro prazer não é colocado em seu lugar, ele  deixa um vazio e um buraco tão doloroso para a mente, como a fome é para o sistema natural. A pessoa passa ter a sensação  de abandono  e tristeza e de que ele estaria vivendo  para nada, sem razão de viver e  o peso de sua própria consciência, deixariam a sua vida intolerável. 

 O CORAÇÃO PRECISA TER ALGO EM QUE SE AGARRAR ou  nunca, por seu próprio consentimento vai se livrar de suas antigas paixões.

A indulgente falta de interesse pelas coisas, o viver sem um ideal, o caminhar sem ter um sonho, produzem grande miséria em um coração,  assim, desprovido de todo o gosto por aquilo que antes tinha e agora se acabou, a vida dessa pessoa vai se tornando cada vez mais entediada, a ponto dele perder o amor pela vida, ainda que seja um mundano. Quando um mundano consegue tudo o que quer e não consegue amar apaixonadamente coisa alguma, então o que resta para ele é a depressão, a loucura, o isolamento ou em casos mais graves o suicídio. A ÚNICA ESPERANÇA PARA ALGUÉM ASSIM É ENCONTRAR UM NOVO AMOR.


A doença de tédio é a mais freqüente na metrópole francesa, onde diversões são exclusivamente a ocupação das classes mais altas, do que é na metrópole britânica, onde os anseios do coração são mais
Diversificados  pela variedade de negócios e na política. 

Há aqueles,  por exemplo,  que são consumistas de roupas e calçados. Depois de se tornarem vítimas dessa paixão,  chegará um dia em que comprar roupas e calçados não mais os satisfarão porque  foi finalmente extinto o poder de apreciação e  gratificação que aquelas compras lhes proporcionavam. Então eles falarão como Salomão que “tudo é vaidade e aflição”
 
O homem cujo coração assim foi transformado em um deserto, pode atestar a dor insuportável que deve acontecer, quando a afeição por alguma coisa é  arrancada de sua vida, sem que seja colocada outra para substituí-la. 

Não é necessário que um homem tenha uma vida de miséria e dor  a fim de se tornar infeliz. É apenas  suficiente ele perder o amor pelas coisas pela qual ele luta e trabalha para conquistar, que a sua própria natureza se encarregará de levá-lo ao lugar do desespero da alma.

A palavra de Deus nos ensina figurativamente que um quando um homem forte, faz residência em um lugar não se afastará do lugar que conquistou a  menos que outro mais forte do que ele, venha e  o tire de lá.

Você já ouviu falar que a natureza abomina o vácuo. Assim também é a  natureza do coração, que quando se depara por uma perca de algo que lhe é estimado, entra em um processo de morte emocional, muitas vezes fatal.
 

 Então, para arrancar o domínio de um vício, de um pecado oculto ou de um mau hábito em nosso coração a única maneira é arrumar um poder mais forte que o vício, que o pecado oculto e que o mal hábito para desalojar a paixão antiga e SUBSTITUÍ-LA POR UM NOVO AMOR.

O mundo é o lar do homem natural, que ainda não nasceu de novo. Ele não tem um gosto nem um desejo que não aponte diretamente para o sistema mundano. Não há absolutamente  nada espiritual em um homem nascido de Adão. Tudo o que ele ama  e deseja estão na esfera deste mundo. Ele não ama nada acima dele, e ele não se preocupa com nada além dele; e dizer para ele parar de amar  o mundo, é como passar uma sentença de expulsão
em todos os seus desejos e sonhos internos.

Para estimar a magnitude e a dificuldade de tal entrega, vamos pensar apenas na árdua missão que vamos ter em convencer um homem não cristão a para de amar as  riquezas, que são apenas uma das coisas do mundo. Seria como pedir a ele para por fogo em sua própria casa. Evidentemente que jamais ele iria concordar com tal idéia ainda que fosse para salvar a sua vida, ele ainda iria se relutar em seu interior. Mas, ele faria isso de bom grado, se lhe fosse garantido que teria uma nova propriedade de valor dez vezes maior da que tinha atualmente.


Não é suficiente apenas compreender a inutilidade do Mundo; Mas deve o discípulo valorizar a preciosidade das coisas de Deus
O amor do mundo não pode ser apagado por uma mera demonstração da inutilidade do mundo.
Mas ele será apagado quando a dignidade e sublimidade do amor de Cristo for claramente demonstrada.
 
O coração não pode ser levado a cortar relações com o mundo, através de um simples ato de renúncia. 
Se existe um trono no EGO, ele deve ter um ocupante,  um tirano que até agora reina e ocupa injustamente o centro de todo coração incrédulo, e o nome dado a este ser é “ homem natural, carne, velho homem, velha natureza, natureza não regenerada, ego, vontade própria” entre outros.

E este tirano não sairá de lá se simplesmente receber uma ordem, ainda que seja uma ordem com autoridade espiritual. Mas quando surgir na mente humana a certeza e a convicção de que um novo Senhor e Rei, com muito mais capacidade, excelência, sabedoria e poder pode reinar sobre nossas vidas então a fé se torna viva e o homem começa a dar lugar para Deus reinar em seu coração.

Então o Espírito Santo começará a expulsar o velho morador e destruir o velho coração, colocando um NOVO EM SEU LUGAR.


Por isso o amor por Deus e o amor pelo mundo são irreconciliáveis. E essa verdade, irá sempre desencadear o encanto que acompanha a pregação eficaz do evangelho. O amor de Deus e o amor do mundo, são duas afeições, não apenas em um estado de rivalidade, mas em um estado de inimizade e que são tão inconciliáveis, que eles não podem habitar juntos no  mesmo coração.
 

Então, temos que a expulsão do amor pelo mundo em nosso coração, surge em primeiro lugar no processo de regeneração espiritual. Isto é, quando  o nosso espírito é libertado da escravidão do pecado e da  morte  através da fé que há em Cristo Jesus, o Espírito de Adoção é derramado sobre nós, e então nosso coração, é colocado sob o domínio do grande amor de Deus. E é esse domínio de Cristo que expulsa o amor pelo mundo de nossa alma.