1 de julho de 2013

JOHN SUNG O APÓSTOLO DA INDONÉSIA


O    Pequeno pastor  da China
Sem entrarmos em detalhes biográficos sem interesse, vamos no mínimo tentar dar uma imagem correta da vida e da obra de John Sung no seu tempo. A lâmpada deste homem excepcional brilhou durante cerca de 43 anos; desde 1901 até 1944. Deus deu-lhe uma plenitude de poder do Espírito Santo que eu nunca consegui detectar em nenhum outro evangelista do nosso século. Isto não é nenhum exagero sequer, mas é a minha firme convicção.
Havendo nascido e tendo sido criado em Hinghwa, John estava presente quando com nove anos de idade um avivamento começou na igreja de Hinghwa. Mesmo sendo ainda uma criança nessa época, ele foi literalmente quebrantado em lágrimas e experimentou uma definitiva e genuína conversão.
Sung,Wang eNee

Logo desde o início da sua vida com Cristo, a oração tornou-se o ponto alto da sua vida espiritual. Quando, durante esses anos, seu pai ficou criticamente doente e foi dado como perdido por sua própria família, a desesperada mãe de John, a qual já não conseguia mais orar devido à sua angústia, disse-lhe: “Vai para o teu quarto orar por papai. Deus ouve orações”. John lançou-se sobre os seus joelhos e orou ardentemente pela vida do seu pai. Como resultado e apesar de todos os pontos de vista e expectativas dos médicos em sentido contrário, seu pai recuperou sua saúde milagrosamente. Esta foi a segunda resposta que ele obteve em toda sua vida como um jovem guerreiro do seu Senhor.

 

Durante o avivamento em Hinghwa, o pai de John tornou-se o líder dos pastores da cidade e logo se esgotou sob o jugo e o peso de toda a sua obra. Ele designou pregadores itinerantes, os quais usava para pregarem nas igrejas circundantes em sistema rotativo. John logo tomou o seu lugar entre estes mensageiros de Cristo, mesmo sendo de longe o mais jovem de todos eles. Ele já ministrava sermões conscientemente preparados e delineados na tenra idade de 14 anos. Quando seu pai se tornou incapaz de continuar o seu trabalho devido à pressão da obra sobre si, John passou a substituí-lo muito bem. As congregações amavam a sua forma simples de pregar devido ao seu estilo vívido e simples de entrega das mensagens. Já por essa altura, cristãos bem estabelecidos em Cristos ficavam a pensar: “O que vai ser este menino?” Luc.1:66.

Na vida de todos os homens verdadeiros de Deus, podemos quase sempre detectar a mão providencial e atuante de seu Criador. Isto é algo que também pode ser visto na vida de John Sung. Como rapaz na escola ele já chamava a atenção sobre si devido à facilidade que tinha para estudar e para a sua incansável sede de empreender e trabalhar. Assim, ninguém se deve surpreender que este jovem zeloso colocasse uma educação universitária como alvo diante dos seus olhos. Contudo, porque a China de então tinha uma grande instabilidade e guerrilhas desde 1919, ele começou a pensar entrar numa universidade Americana.
Mas vários obstáculos e impedimentos colocaram-se diante dos seus planos. Quem pagaria a sua viagem? Quem seriam os seus tutores durante a sua estadia nos Estados Unidos? E a parte mais difícil de todas, era que John tinha uma infecção nos olhos tipicamente chinesa, a qual lhe impediria sem dúvida a sua ida para a América! Um quarto tropeço era o seu próprio pai que se opunha às suas idéias de viajante. Eram quatro tropeços enormes demais para serem vencidos.
Mas pode alguma coisa ser impossível a Deus? John entregou-se à oração. Este era o curso que ele sempre tomava em alturas como esta. Deus deu-lhe a primeira resposta na forma de uma carta. Uma missionária americana, a qual nada sabia sobre seus planos, escreveu-lhe para encorajá-lo e aconselhá-lo a estudar nos Estados Unidos, dizendo que se ele assim desejasse ela seria sua tutora durante a sua estadia no país. Ele ficou enormemente alegre e mostrou a carta a seu pai e perguntou-lhe: “Não é isso, por acaso, a resposta de Deus?” Seguindo-se a esta primeira vitória conseguida, muitos donativos de dinheiro começaram a chegar de várias origens, que não apenas cobriam todas as suas despesas, mas também permitiriam que ele levasse consigo uma reserva financeira para cobrir as suas despesas iniciais na América. A ajuda para a infecção das suas pálpebras chegou inesperadamente de uma outra fonte. Enquanto cortava o cabelo, o barbeiro notou a infecção e ofereceu-se para limpa-lhe o interior das pálpebras com um osso revestido de prata e lavá-lo de seguida. John aceitou. Este processo penoso foi realizado nele várias vezes até que a infecção ficou totalmente curada. Finalmente, também seu pai lhe deu o seu consentimento para partir. Isto foi apenas o início da obra do “Grande Arquiteto” que, pela sua misericórdia, capacita sempre os seus apóstolos e filhos de tal maneira que consigam alcançar sempre os Seus objetivos.
 

A crise

Esta nova vida na América foi tudo menos fácil. Sua saúde era delicada, sua falta de dinheiro era contínua e uma cirurgia que ele não pode evitar contribuiu para que ele permanecesse firme em oração. A missionária americana também não cumpriu a promessa que lhe havia feito. Esta forma de atuar dos cristãos ocidentais sempre foi um grande vexame para muitos novos crentes, pois tudo que é promessa é tratado com muita banalidade. Mas, para John, isso significava simplesmente que ele teria a oportunidade de se agarrar e de se firmar nas melhores promessas que a Bíblia lhe fazia.
Apesar dessas dificuldades tremendas, John progrediu de tal maneira em seus estudos que qualquer um ficaria pasmado diante do seu sucesso. Em apenas três anos ele concluiu um programa curricular de cinco anos. Mais ainda, ele encontrava-se sempre no topo das melhores notas da universidade. Para além de ter conseguido receber os prêmios que se ganhavam no campo da física e da química, também lhe foi dada uma medalha de ouro devido ao seu aproveitamento nesse ano. Quando ele finalmente recebeu a sua graduação, todos os jornais fizeram reportagens que lisonjeavam este brilhante e talentoso jovem chinês. Três universidades tentaram assediá-lo para lecionar. A mundialmente famosa Universidade Harvard ofereceu-lhe mil dólares anuais se ele entendesse alistar-se entre os seus professores, uma soma que em valor monetário atual seria invulgar. Contudo, John ficou com a  oferta mais modesta da Universidade Estadual de Ohio.
Por esta altura o estudante esfomeado por conhecimento aplicou-se em obter Doutoramento e Ph.D. em química. Mas, como nessa altura a química alemã era a mais avançada, John pensou aprender a língua para poder ter acesso aos livros científicos alemães. Durante as suas férias ele embrenhou-se no estudo desta língua estranha e em apenas dois meses conseguiu dominá-la de tal maneira que foi capaz de traduzir para o inglês um livro complicadíssimo de química. O professor que revisou a tradução pensou que ele tivesse estudado alemão durante anos. O que um homem normal poderia levar dois anos a conseguir, John conseguiu em apenas dois meses. Uma vez mais, este feito causou um grande reboliço nos meios americanos. Ele foi atormentado e assediado por prêmios e convites. Durante este tempo, até mesmo a Universidade de Pequim tomou conhecimento do sucesso desse seu compatriota e chegou a oferece-lhe o título de Ph.D. Contudo, o convite que maior atração exerceu sobre ele, chegou-lhe da Alemanha, local onde os serviços deste químico extraordinariamente talentoso eram muito desejados. Uma equipe de cientistas propôs um posto de pesquisa com condições financeiras invejáveis.
O Dr. Sung, como ele era conhecido agora, orava incessantemente sobre o passo seguinte. Como resposta o Senhor conduziu-o para as palavras em Mat.16.26: “Que proveito tem o homem em ganhar todo o mundo se perder a sua alma?” Os seus pensamentos foram imediatamente recolocados no seu plano e voto iniciais. Ele tinha apenas a intenção de estudar temporariamente na América e voltar para China como pregador do evangelho. Foi então que decidiu ir estudar teologia no Seminário Teológico durante certo tempo. Foi desta forma que ele chegou – certamente guiado por Deus – ao seminário da União Teológica de Nova Iorque, muito conhecida pela sua teologia liberal.
E foi assim, também, que ele começou a sua preparação final para a obra diante de si, através da qual proclamaria o reino de Deus. Mas, os ensinos desta escola iriam levá-lo a afundar-se sobre os seus joelhos de forma implacável.
A causa principal para esse colapso foi a teologia ensinada neste colégio. Cada problema ou obscuridade na Bíblia era discutida a luz da razão humana. Apenas aquilo que pudesse manter-se aos escrutínios da lógica era aceite como verdadeiro. A fé em Cristo como propiciação para os nossos pecados; a validade dos milagres; a ressurreição; a ascensão e a segunda vinda de Cristo eram banalizadas por carecerem de provas científicas. Tendo sido servido com esta dieta magra, o Dr. Sung perdeu toda a sua fé e foi empurrado para uma crise interior e para uma fase muito crítica da sua vida. Ele disse para si mesmo: “Tudo aquilo em que acreditei naturalmente até agora foi-me roubado. Não posso continuar a viver neste estado. Ou a minha vida termina, ou então Deus precisa dar-me outra maneira de vivê-la através do Seu Espírito”.

Deus ouviu o clamor do seu coração uma vez mais. Durante a noite de 10 de Fevereiro de 1926, o Senhor apareceu-lhe. Estando sob o peso infernal do jugo do seu pecado, o Dr. Sung clamou ao Senhor orando e chorando até muito tarde daquela noite. De repente, ele ouviu uma voz dizendo-lhe: “Meu filho os teus pecados te são perdoados”. Com isto a sua alma foi repentinamente preenchida de luz. Mesmo sendo noite escura, alcançou a sua Bíblia e começou a ler os evangelhos de uma maneira tal como nunca havia feito.

Na manhã seguinte todos os outros estudantes e professores notaram de imediato a transformação no seu semblante. O Dr. Sung também não tinha qualquer intenção de manter a sua nova experiência em segredo. Onde lhe fosse possível, ele dava testemunho do Senhor Jesus Cristo abertamente e o seu jeito abrupto de se exprimir causou logo reboliço dentro da escola. Mesmo porque desde criança ele havia sido uma pessoa de visão muito clara e de decisões muito radicais e bruscas que duravam para sempre.
Passou a descrever os seus livros de teologia como livros de demônios e, queimando-os, dedicou-se integralmente e exclusivamente ao estudo aprofundado da Bíblia e à oração. Os seus professores liberais ficaram extremamente chocados com esta sua maneira brusca e condenaram-no veementemente pela forma como catalogou a teologia deles. De imediato, imploram-lhe para se submeter a um exame psiquiátrico extensivo.
Isto é típico! Em primeiro lugar estes racionalistas destroem a fé dum homem e depois, quando ele se encontra completamente desfalcado e nu e acha o Senhor Jesus, é considerado como um doente mental e colocado no hospício. Eu tenho a sincera esperança de que, apesar de sua teologia, estes teólogos modernos possam vir a aperceber-se do seu grande erro e chegar tão perto do Senhor Jesus que ainda serem salvos. Eu gostaria de ver as suas expressões quando um dia se aperceberem de que a sua teologia é diabólica e serve apenas os interesses do diabo na terra.
Na história de José lemos o que ele afirma: “Vocês intentaram mal contra mim; mas Deus o tornou em bem”, Gen.50:20. Isto também foi o que aconteceu com o Dr. Sung. Aquilo que o seminário da União Teológica intentou contra ele, transformou-se subitamente no propósito de Deus para o Seu filho.
O Dr. Sung foi aconselhado a “descansar” durante seis semanas e ele concordou, embora com algum protesto. Contudo, depois desse prazo de seis semanas haver expirado, ele pediu permissão para voltar ao seminário. Mas, foi-lhe dito expressamente que não voltaria mais para lá. Foi então que o seu temperamento aguçado explodiu: “Eu fui enganado! Eu não estou mentalmente doente, mesmo levando em conta que meu coração foi completamente esmagado por esta vossa teologia miserável, a qual me foi servida no vosso seminário. Nem com ela eu fiquei louco!” Este desabafo energético levou o psiquiatra a transferi-lo para uma sala para pacientes violentos. Esta foi uma das piores experiências da vida de Sung, tendo sido obrigado a passar os seus dias e noites numa mesma sala com maníacos depressivos, violentos e que usavam continuamente palavrões indecentes para se expressarem!
Mas, uma vez mais ele inquiriu do Senhor o que isso significava. A resposta chegou de imediato: “Todas as coisas contribuem conjuntamente para o bem daqueles que amam a Deus”. Foi então que o Dr. Sung recebeu uma outra mensagem pessoal do seu Senhor e Rei. Foi-lhe dito: “precisas suportar o tratamento durante 193 dias. Será deste modo que aprenderás a suportar a cruz que te vou dar para poderes aprender a carreira de obediência até o Gólgota”.
Com esta resposta John Sung contentou-se e sossegou de imediato seu coração. Ficou sabendo que era a vontade de Deus para si e que tudo que poderia fazer era esperar com a certeza que acabaria saindo e que estava dentro da vontade de Deus. O psiquiatra autorizou-o a regressar para seu quarto privado inicial. Ali, o Dr. Sung teve bastante tempo para orar e explorar a sua Bíblia. Ele leu avidamente muitos capítulos por dia. Mais tarde ele comentou: “Essa foi minha verdadeira formação teológica!” Ele leu a Bíblia quarenta vezes durante este tempo de descanso forçado. Mas, não havia contado nada a ninguém sobre a promessa que Deus lhe fizera de tirá-lo dali em 193 dias. Mas, o fato é que 193 dias depois deram-lhe alta da clínica psiquiátrica. Isto apenas prova que a mensagem que ele recebeu tinha realmente vindo de Deus e não havia sido fruto da sua imaginação. Dr. Sung estava agora devidamente armado para as suas campanhas evangelísticas na China.
Nós cruzamos frequentemente com períodos de quietude como estes e verificamos que todos os instrumentos especiais de Deus passam sempre por eles. José ficou dois anos na prisão; Moisés passou 40 anos no deserto de Midiã; Elias ficou escondido no ribeiro de Querite; Jeremias achou-se sozinho na prisão muitas vezes e uma vez dentro do poço; João Batista esteve na montanha-fortaleza de Machaerus. Lutero em Wartburg até seu tempo haver chegado.
Estes tempos de solidão fazem parte do programa curricular da escola de Deus.
O Wesley da China
O seminário da União Teológica já há muito tempo que havia removido da sua lista de estudantes o nome de Dr. Sung. Não queriam mais nada com ele desde que queimou os seus livros. Mas, o coração de John estava apontado para a China e foi, em 4 de Outubro de 1927, que ele saiu de Seattle para Xangai.
Assim que o Dr. Sung chegou à sua pátria e tendo-se reunido à sua família que não via há 7 anos, descobriu que havia um pequeno pormenor ainda por esclarecer. O seu pai disse: “Filho, eu sempre fui um pregador pobre. Espero agora que tomes um lugar para ti na universidade para assim ajudares a pagar a educação dos teus irmãos”. John temia que isso viesse acontecer precisamente daquele jeito. Mas, a sua resposta a seu pai foi imediata: “Pai a minha vida foi dedicada a espalhar o evangelho da verdade. Eu estou morto para o mundo, para vocês e para mim mesmo também. Nunca terei a possibilidade de tomar outro caminho pelo qual possa seguir”. E foi assim que o curso de toda sua existência ficou permanentemente selado.

Foi então que em Maio de 1928 Dr. Sung se encontrou com Andrew Gih pela primeira vez. Ambos ficaram com a consciência de que a vida de um e do outro iriam tomar caminhos particularmente similares. Para ambos, era apenas uma questão absoluta de estarem completamente rendidos ao seu Senhor com o único propósito de espalharem o evangelho tal qual o Espírito Santo os levasse a fazer.

De início, esses dois homens trabalharam em conjunto. Andrew Gih muitas vezes servia de intérprete ao Dr. Sung nos distritos onde os seus dialetos não lhe eram familiares.
O primeiro encontro do Dr. Sung com o movimento das línguas estranhas provou ser significante e bastante esclarecedor. Isso ocorreu no porto de Tsingtau. Foi ali onde teve que se questionar sobre os dons do Espírito. O movimento “carismático” neste porto, com um tipo de população que se alterava constantemente, era bastante forte. Os seus seguidores afirmavam afincadamente que a plenitude do Espírito Santo se manifestaria através de sinais exteriores como línguas estranhas, canções espirituais, visões e sonhos. O Dr. Sung entrou numa argumentação bastante quente sobre este assunto sem se dar conta. Ele ficou confuso e foi então que decidiu não pregar mais e ficar somente a ouvir Andrew Gih. Orando incessantemente por clarividência não seria de admirar que o Senhor lhe concedesse uma vez mais a resposta.
Andrew Gih estava pregando sobre João 4 e falando sobre a água da vida que Jesus estava oferecendo à mulher samaritana. A resposta que ele queria do Senhor veio com uma revelação muito clara. Mais tarde John comentou-a resumidamente: “A bênção de Deus e a plenitude do Espírito Santo nunca consistem numa procura de línguas estranhas e nem de quaisquer manifestações exteriores, mas em tornamo-nos rios incondicionalmente puros para que essas águas da vida do Espírito Santo possam ter como fluir livremente a todas as almas sedentas à nossa volta”.
A partir desse momento Dr. Sung começou a pregar claramente através de uma nova força e poder. Não poucas vezes ele orava: “Senhor purifica-me e transforma-me de tal maneira que as águas vivas possam brotar de mim como as quedas e correntes do Niagara”.
Por onde que ele fosse havia um avivamento real e genuíno: homens reconhecendo publicamente seus pecados; inimigos reconciliando-se os com os outros; bens roubados sendo devolvidos aos seus respectivos donos com confissões; professores confessando os seus pecados aos próprios alunos e colegas. Mas, o melhor de tudo era que em cada campanha missionária que ele fazia formavam-se comitivas para levar o evangelho até às vilas e aldeias vizinhas. Não poucas vezes após uma única campanha entre sessenta a cem dessas comitivas eram formadas da noite para o dia.
O Dr. Sung tinha um “mestrado” em ilustrações e as usava as suas mensagens. Quando uma vez pregava como um pecado deveria ser arrancado sem dó pela própria raiz, ele dirigiu-se a uns vasos que continham plantas na plataforma, despedaçando uma a uma e arrancando-as pela raiz e proclamou de seguida de todo coração: “Agora não poderão mais crescer! É assim que o pecado deve ser arrancado de nós”.
Uma outra vez estava falando sobre Rom.6:23 onde se lê que “o salário do pecado é a morte”. Tinha um caixão pequeno perto do local onde pregava e um grande número de pedras foram-lhe trazidas para plataforma de onde discursava. Ele exclamava: “O caixão representa a morte. As pedras simbolizam o pecado”. E com isso Dr. Sung começou a chamar os pecados pelo nome e, por cada pecado que mencionava, atirava uma pedra para dentro do caixão. O evangelista passou a explicar o significado de tudo aquilo: “Cada homem carrega com ele um caixão e à medida que o caixão se vai enchendo de pedras, o interior torna-se cada vez mais pesado e insuportável. A pessoa em questão fica com seu interior sobrecarregado e em breve será esmagada sob o peso do fardo”.
Em outras ocasiões ele usava a seguinte ilustração quando se dirigia aos pastores de congregações. Ele tinha um ajudante que lhe trazia um fogão a carvão para cima da plataforma. Em seguida, ele pedia de forma audível uns pedaços de carvões pequenos os quais lançava para dentro do fogo juntamente com um pedaço de carvão enorme. Dez minutos depois, ele perguntava ao seu assistente sobre o progresso do fogo: “O que se passa dentro do fogão?” a resposta vinha: “Os carvões pequenos estão todos queimando e em chama viva. Mas, o pedaço grande está difícil!” Dr. Sung resumiria então a sua mensagem: “Os pedaços de carvões pequenos são os membros das congregações e o pedaço grande é como os pastores dessas mesmas congregações. Os pastores são sempre os últimos a pegarem fogo”. Só podemos imaginar como uma exemplificação dessas irritava os ministros das igrejas, os quais não morriam muito de amores por ele. Contudo, eram esses próprios ministros que no final dos seus esforços missionários vinham ter com ele reconhecendo que os membros das igrejas muitas vezes chegavam a triplicar.
No decorrer das suas pregações, o Dr. Sung muitas vezes usava dons proféticos. Uma vez apontou para um indivíduo no meio duma multidão com mais de 1000 pessoas e disse: “Você é um hipócrita! Arranje os seus caminhos com Deus”. A pessoa para quem ele apontou era um presbítero da igreja, o qual ficou achando que o seu próprio pastor se havia queixado sobre ele ao Dr. Sung. Mas, no outro dia o presbítero foi-se sentar num local completamente diferente na enorme sala. Foi no meio do seu sermão que o evangelista uma vez mais apontou em direcção ao presbítero, dizendo-lhe: “Você é um hipócrita”. Quando o Dr. Sung fez a mesma coisa uma terceira vez num outro culto, o presbítero ficou enfurecido e decidiu arranjar forma de matar o seu pastor, pois achava que havia sido ele a falar ao Dr. Sung. Convidou o seu pastor para uma refeição em sua casa. O pastor da respectiva congregação foi, contudo, avisado a não se arriscar. Mas, mesmo este fiel irmão resolveu ir visitar o presbítero. Conforme ia entrando em sua casa, aquele homem atirou-se a ele com um facão e na sua fúria levantou o seu braço para lhe dar o golpe fatal. Reagindo quase instintivamente, o pastor caiu sobre os seus joelhos sem ligar muito ao facão e clamou: “Senhor salva este homem!” O facão passou por cima da sua cabeça e entrou na parede. E o facão quebrou-se. Foi nesse preciso instante que o espírito de arrependimento caiu sobre o presbítero. Afundando-se nos seus joelhos ao lado do pastor, ele suplicou a Deus por perdão, entregando assim a sua vida a Cristo logo ali. Este é apenas um exemplo dos resultados práticos das palavras drásticas deste evangelista.
Num curto período de tempo, de 1931 a 1935, o Dr. Sung tornou-se numa das figuras mais conhecidas da China. Os cristãos deram-lhe o apelido de “O homem que quebra o gelo”. No jornal National Christian Council, o Dr. Sung foi colocado como sendo uma das seis personalidades mais conhecidas em toda China. Este país, com muitos milhões de habitantes, nunca possuiu um evangelista com este tipo poder. Por esta razão catalogaram-no como “John Wesley da China”.
Os Frutos da sua Obra
O cristianismo no mundo ocidental e, na verdade, em todo mundo, é marcante e destaca-se precisamente devido às suas muitas deficiências. O número de conversões genuínas é muito reduzido ou quase nulo e existem mesmo pastores que durante um ministério de 40 anos ou mais nunca obtiveram uma única conversão ou um caso de confissão de pecados. De facto, as conversões são basicamente uma obra pura do Espírito Santo. No entanto, Ele usa homens como seus instrumentos para tal efeito.
A falta dessas conversões significa, também, que existirão muito poucos jovens oferecendo-se ao Senhor como conseqüência, para servirem como Seus instrumentos tanto internamente quanto no estrangeiro. A outra deficiência é a falta de recursos que acabam sempre por se evidenciar na obra cristã. Consequentemente, a igreja permanece numa mendicidade de coletas de fundos, achando-se a pedir, quando tal coisa nem deveria fazer parte dum culto. A Bíblia também é pouco lida entre os homens e os que a lêem não a entendem tal qual Deus desejaria e nem entendem o Deus a quem pertencem todos os tesouros desta terra.
Como é que este tipo de situação afetava o Dr. Sung?
Vamos tomar como exemplo as suas três campanhas missionárias nas cidades de Taipeh, Taitschung e Taiwan, na Ilha Formosa. Só no final dessas três campanhas, das quais nenhuma foi dirigida da mesma maneira que as organizações americanas o fazem através da publicidade e da emotividade, cerca de 5.000 pessoas reconheciam publicamente haver-se encontrado de forma real com o Senhor Jesus Cristo. Quatrocentos e sessenta jovens ofereceram-se para a obra missionária e cerca de 4.000 dólares entraram como ofertas espontâneas juntamente com pedras preciosas e até anéis de ouro. O Dr. Sung não ficou com nenhum centavo daquilo que recebeu. Todas as ofertas foram bem usadas na manutenção de evangelistas fundadores de igrejas e não serviu nem sequer para comprar umas linhas para coserem os seus bolsos. Este homem era totalmente indiferente ao dinheiro e o incidente que se segue é bastante elucidativo sobre isso.
Um empresário rico visitou-o e ofereceu-lhe uma enorme soma de dinheiro. O Dr. Sung nunca tinha visto o homem. Olhando diretamente e sem pestanejar para os olhos do seu interlocutor, ele disse calmamente: “O Senhor Jesus não quer nem um tostão de todo seu dinheiro. Ele só quer a sua alma”. De seguida lançou o dinheiro aos pés do homem e nunca aceitou nada dele.
Sempre que o Espírito Santo mantém as rédeas da vida numa pessoa, apenas a salvação dos homens conta e não aquilo que se pode acumular. Jesus disse: “Buscai primeiro o reino de Deus e todas essas coisas vos serão acrescentadas”.

Obra Pioneira na Indonésia

Isto foi apenas uma breve biografia sobre Dr. Sung. Ela foi aqui colocada por duas razões. Em primeiro lugar, os cristãos no mundo ocidental, para quem esse homem é completamente desconhecido, devem partilhar da glória que Deus lhe manifestou durante o seu curto período de vida. Em segundo lugar, podemos ter a certeza de que o avivamento presente na Indonésia não é o primeiro que tinha aquela autoridade duma verdadeira mensagem do evangelho dada por Cristo. As ondas de avivamento causaram grande reboliço dentro do Dr. Sung e elas tornaram-se tão poderosas nestas ilhas quanto são hoje. A única razão porque elas não se espalharam tanto quanto se estão espalhado hoje, será porque aquele servo de Deus não permanecia nestas ilhas mais que algumas poucas semanas. Também deve ser referido e lembrado que o alvo das suas campanhas missionárias dentro da Indonésia, eram as comunidades chinesas que ali vivam.
Em conjunto, o Dr. Sung visitou a Indonésia quatro vezes. Em 1935 ele evangelizou a igreja chinesa de Medan no norte de Sumatra. Esta comunidade foi inteiramente revitalizada através do seu ministério.
Em 1936 o evangelista chegou até Sarawak no norte de Bornéu. Tanto na parte britânica como na parte Indonésia desta ilha, existem grandes comunidades chinesas. A campanha deu-se em Sibu (Sarawaka). No decurso dos dez dias missionários, cerca de 1600 chineses acharam o seu caminho até Cristo e mais de 100 ofereceram-se para a obra voluntária de propagarem o reino de Deus. Acrescentando a isso, 116 comitivas foram formadas para pregarem nas vilas circundantes e levarem até lá o fogo do evangelho. Se levarmos em consideração que um evangelista europeu muitas vezes trabalha durante 40 anos alcançando resultados iguais ou inferiores a este alcançado em apenas 10 dias de campanha, logo tomaremos a consciência de que algo de muito errado se passa com estes desnutridos evangelistas ocidentais. A obra dessas comitivas que se formaram, as quais mantiveram as suas obras constantes e o seu testemunho bem vivo apesar da ocupação japonesa que se deu depois disso, é bastante significativo. A sua obra prosseguiu firme e clara mesmo no meio da confusão da guerra e das guerrilhas.
A terceira visita do Dr. Sung foi feita à ilha de Java em Janeiro de 1939. Em Setembro desse mesmo ano, ele visitou a ilha novamente, estendendo os seus esforços missionários para as ilhas Celebes e Moluccas. Já iremos falar sobre este assunto para termos uma perspectiva melhor sobre esta graça excepcional e sem igual para com este país feito de ilhas.

A Exigência Total do Evangelho

A reputação do Dr. Sung como um grande evangelista já havia alcançado Java mesmo antes da sua chegada. No entanto, todas as pessoas que se reuniram em Surabaja para a sua primeira palestra, ficaram completamente abismadas com este homenzinho pequeno, magro e vestido numa túnica chinesa pregando diante deles. Eles tinham uma imagem deste Wesley da China completamente diferente. Contudo, um sermão depois, eles mudaram de idéias, pois foi o suficiente para os levarem a reconsiderar as suas opiniões e impressões iniciais apressadas. Tudo sobre este homem simples e mal vestido era energia revitalizante e poder.
Logo na sua primeira noite foram-lhes colocadas as suas exigências que fez em nome de Deus. Discursando perante a platéia ele disse: “Eu tenho 22 mensagens para vos entregar nesta semana. Isto significa que eu tenho que fazer três cultos diários e também quer dizer que todos vós ireis ter que estar aqui presentes e assistir a todos. De outro modo nunca irão descobrir quais as mensagens que Deus teria para vos entregar para vos desafiar com elas”.
Uma murmuração generalizada ouviu-se percorrendo toda a igreja: “O que será de nós? Precisamo-nos afastar dos nossos trabalhos e virmos a igreja o dia todo?” Os pastores todos avisaram John para não ser assim tão exigente, mas o Dr. Sung persistiu como se nada fosse com ele. E ele estava certo. Os seus discursos foram tão poderosos e tão simples em seu gênero de poder que pouquíssimas horas depois não era mais necessário insistir com as pessoas para virem assistir à suas palestras. Os lojistas chineses fecharam as suas lojas todas só para virem ouvir este evangelista pregar. Eles penduravam nas portas das suas lojas avisos que diziam o seguinte: “Fechados por uma semana – estamos na campanha missionária”.
O avivamento espalhou-se mais longe ainda e com mais força. As crianças na escola deixaram de freqüentar as aulas. Eles também ficavam ali sentados o dia todo a ouvirem o Dr. Sung sem se cansarem. E os professores nem se queixaram porque também se encontravam lá todos.
Contudo, aos olhos do Dr. Sung isto não bastava. Mesmo que as ditas campanhas durassem cerca de oito horas diárias, o evangelista ainda assim instigava os jovens com as seguintes palavras: “Nem pensem que seguir o Senhor Jesus é sentir esta paz de coração somente e ficar com o coração ardendo. Existem milhões de perdidos à vossa volta que não conhecem o Senhor Jesus como vós. Ide e levem este evangelho para eles também”. Os jovens formavam comitivas organizadas em grupos de três pessoas. E saindo pelas ruas e pelos bares e locais de entretenimento que haviam freqüentado assiduamente na sua vida anterior, espalharam a mensagem gloriosa que lhes queimava o coração e transbordava para o exterior.
Durante os dias seguintes, muitos trouxeram frutos e relatos da bênção enorme com a qual Deus manifestou através das suas obras.
Esta forma de atuar em grupos e comitivas que espalhavam o evangelho na Indonésia pode ser vista já desde o tempo do Dr. Sung. O que se faz é o trabalho através de grupos.
Todos aqueles que assistiam aos seus discursos missionários em Surabaja, certamente ficavam sem tempo extra. Desde manhã até à noite ficavam absorvidos, escutando o evangelho, pregando e organizando os grupos que partiam em missões.
Mas qual era a vida diária deste evangelista que fazia exigências totais às pessoas?
O seu dia normal era levantar-se às cinco horas da manhã para orar e ler estudar as Escrituras várias horas. Então, conforme acontecia em Surabaja, às nove horas da manhã havia um culto que se destinava somente aos doentes e enfermos, o qual durava cerca de uma hora. Só depois disto chegavam as três mensagens diárias, durando um mínimo de duas horas cada. Também lhes chegavam muitas cartas as quais ele precisava responder. Porque ele passava o dia pregando, havia muito pouco tempo para fazer um trabalho pessoal de aconselhamento. Por essa razão ele encorajava os seus ouvintes a escreverem-lhe e relatarem desse modo as suas necessidades espirituais. Ele também pedia aos novos convertidos uma pequena fotografia através da qual tentaria recordá-los em oração. Quase sempre, sua hora para se deitar, era depois da meia-noite, depois de haver terminado de escrever os seus apontamentos também. Isto deixava-lhe poucas horas de sono até o seu novo dia de trabalho começar.
Mesmo após uma semana destas de evangelização haver terminado, ele não tinha pausa para descanso. Ele pregava literalmente durante quatro semanas por mês. Os seus únicos dias livres eram aqueles que passava viajando e deslocando-se de um lado para o outro.

As Pregações

O Dr. Sung não tinha como hábito basear os seus sermões num tema ou num texto apenas. Ele pregava passando os seus pensamentos pela Bíblia inteira, versículo a versículo. A sua aproximação para com cada passagem das Escrituras, contudo, era tão variada que muitos o comparariam a Spurgeon. As suas pregações eram o preciso espelho expressivo de tudo aquilo que ele experimentava nos seus estudos privados da Bíblia. Nós já mencionamos como ele queimou todos os seus livros teológicos na América catalogando-os de ‘Livros de Demônios’. Foi desde então que a Bíblia tomou o primeiro lugar na sua vida e foi também desde ai que ele ganhou o hábito de ler no mínimo de 10 ou 11 capítulos nos seus joelhos diariamente, escrevendo conscientemente em seu diário todos os pensamentos que Deus lhe trazia ao conhecimento.
No seu sermão de I Cor.13 tudo ficou claro e vívido, isto é, selado nas próprias mentes dos seus ouvintes em Surabaja. Ele ilustrou como em sua própria vida se havia tornado cada vez mais orgulhoso como resultado da sua ascensão e fama nos Estados Unidos e como agora o Senhor Jesus aproximou-se da sua alma com muito amor permanecendo para sempre a seu lado depois de se ter humilhado. Ilustrou, também, o abismo que existe entre o nosso orgulho e o Seu esperar por nós pacientemente; a nossa arrogância e a sua humildade; a nossa vaidade complicada e a sua simplicidade; a nossa ambição e a Sua negação prática; as nossas maneiras de suspeitar dos outros e a confiança que coloca no pecador; a nossa justiça própria e desleixe para com todos aqueles que estão caindo no inferno contrastando com o amor que Ele tem para com os que caem e até mesmo os que tropeçam levemente. Mesmo sendo nós a merecer a cruz, o filho de Deus em Seu perfeito amor e humildade submeteu-se a essa vergonha por causa de nós.
A mensagem do Dr. Sung chegou fundo aos corações e às consciências de seus ouvintes. Ainda hoje, trinta anos depois, os efeitos da sua primeira campanha missionária em Java são evidentes e permanecem. Muitos dos chineses ali permaneceram fiéis seguindo o Senhor desde então.
A Doutrina da Imposição das Mãos
Vamos entrar agora numa área de muitas controvérsias. Orar através da imposição de mãos é abusado de três maneiras diferentes.
Em primeiro lugar, a igreja abusa das diretivas do Novo Testamento nos doentes e enfermos (Tiago 5:14; Marc.16:17) caindo na descrença de nunca fazerem uso desta graça dada por Deus.
Em segundo lugar, o próximo uso abusivo desta doutrina pode ser achada nos grupos extremistas que impõem as mãos sobre todas as pessoas tanto apressadamente como indiscriminadamente. Em terceiro lugar, muitos espiritistas e feiticeiros copiaram esta prática para executarem vários rituais e tipos de magia através da imposição das suas mãos.
Tendo isto em conta, será que um cristão ainda pode ter a coragem de orar por uma pessoa impondo-lhe as mãos? Será que ainda existe um uso correto desta doutrina de uma forma adequada de se impor as mãos sobre alguém? Claro que sim: a maneira das Escrituras!
Mas qual é esta maneira das Escrituras na prática? O Dr. Sung dá-nos a reposta. Durante o seu primeiro culto do dia dedicado aos doentes, em Surabaja, ele lia Tiago 5:14 e passava a explicar: “Eu venho até vós como um presbítero da igreja. Venho em nome do Senhor Jesus e não em meu próprio nome. Não possuo poderes mágicos nas minhas mãos; por essa razão não esperem nada de mim, mas apenas d’Aquele que estará aqui conosco e servo de Quem eu sou”.
A coisa que mais frequentemente se esquece nos círculos evangélicos hoje era o que mais visível se tornava na mente e na prática do Dr. Sung. Ele explicava e aplicava que nunca colocaria as suas mãos sobre alguém que não se houvesse convertido realmente. Apenas sobre uma pessoa que houvesse confessado todos os seus pecados conhecidos pelo nome, ele impunha as mãos. E se não os houvessem confessado, dizia ele, que nunca esperassem resposta sob a imposição das mãos seja de quem for – mesmo que se orasse dessa forma.
O Dr. Sung também encorajava os doentes a buscarem o conhecimento profundo de que todas as curas iriam depender da vontade de Deus. Ele disse: “Eu não posso garantir que todos os doentes entre nós sejam curados. Nem o Senhor Jesus curou todos os doentes por quem passou. Nem sempre Ele estava autorizado pelo Pai a curar todos os doentes nos dias que passou pela terra. Quanto mais isto será verdade em relação aos seus servos!”
Após estes apontamentos introdutórios, os doentes eram trazidos para a plataforma um por um. Eles se ajoelhavam, ele ungia-os com óleo em nome do Senhor e orava com eles.
Nessa mesma tarde havia um culto de agradecimento no qual algumas das pessoas curadas davam os seus testemunhos sem os emocionalismos dos cultos de hoje. Muitos eram curados, de fato, de doenças gravíssimas. Um missionário escreveu mais tarde: “Muitos cegos receberam a sua visão, muitos paralíticos começaram a andar, os mudos falaram, os surdos saíram com os ouvidos abertos; mas, o melhor de tudo foi essas curas terem durado para sempre e nada de pior lhes ter voltado a acontecer”. Era comprovado que não se tratava daquele tipo de auto-sugestão ao qual viemos nos habituando através dos emocionalismos de hoje.
A parte mais marcante de todas nem era as curas dos doentes, mas antes que a maioria dessas pessoas experimentava um profundo e real preenchimento através do Espírito Santo de Deus durante estas imposições das mãos. Era a história dos atos dos apóstolos sendo repetida uma vez mais.
Aquilo que já foi dito aqui precisa ser sublinhado novamente. O Dr. Sung não pode de maneira nenhuma ficar incluído na lista dos enganadores de hoje, dos quais muitos são extremistas enganados. O seu ministério era muito sóbrio, fiel e comprovadamente baseado na Bíblia. Ele opunha-se veementemente a qualquer tipo de fanatismo e emocionalismo. Ele rejeitava línguas, sonhos e visões como prova dos movimentos do Espírito Santo, tal como qualquer exagero de emoção. No reino de Deus não necessitamos qualquer experiência paranormal, mas precisamos tão só de nos tornamos canais completamente purificados e purificantes através dos quais os verdadeiros rios de água viva possam fluir. Este era o ponto de vista do homem, o qual, ao contrário de muitos evangelistas atuais, permaneceu sempre numa envolvente, contínua e crescente abundância do Espírito Santo. De fato, aqueles sobre quem ele imponha as mãos acabavam por receber a mesma plenitude de vida que ele próprio tinha.
É precisamente por esta razão que não podemos catalogar a obra do Espírito Santo com terminologia fanática e exageros exploradores das emoções das pessoas, mas antes através de uma sobriedade bíblica muito séria e evidente. Por isso, a pessoa que rejeita o extremismo não está nem perto de estar rejeitando a plenitude do Espírito Santo. Não será através de rejeitar o extremismo que rejeitará o seu Deus. De fato, o contrário é que pode ser verdade, pois pode não existir um tropeço maior para uma verdadeira obra de Deus do que um pequeno sinal da existência de extremismo. É através disto que o Espírito Santo de Deus é impedido de operar mais que qualquer outro motivo.
O Vulcão entre os Vulcões
Depois de ter deixado Surabaja, Dr. Sung prometeu voltar lá pouco tempo depois. Os Indonésios haviam definitivamente conquistado o seu coração. Ele haveria de cumprir a sua promessa em Agosto e Setembro do mesmo ano. Começou sua segunda campanha missionária em Java com uma campanha em Jacarta. A comunidade chinesa inteira estava definitivamente mexida e atordoada com a verdade. Ninguém queria perder uma única mensagem deste pregador cuja reputação alcançou todos os povos que falavam chinês. Antes da semana terminar, cerca de 900 pessoas haviam se arrependido, abandonado seus pecados e entregando suas vidas a Cristo.
A etapa seguinte de sua campanha levou Dr. Sung a atravessar uma parte de Java entre os vulcões. Ele estava em seu elemento natural! Entretanto, em Surabaja, as preparações estavam bem adiantadas para receberem o tão desejado visitante.
Cerca de 2000 voluntários declararam sua prontidão para colaborarem na campanha e na sua preparação. A cooperação de todas as igrejas evangélicas também estavam visíveis na lista, incluindo aquelas que fizeram grande alarido crítico contra a sua primeira missão. Acima de tudo, toda juventude estava numa enorme expectativa de esperança real. O Dr. Sung havia-se tornado no homem mais querido, no seu homem modelo. Na maior praça da cidade uma enorme “sala” foi improvisada. Um gigantesco teto de folhas de palmeiras garantiam a proteção contra sol e a chuva, mas mesmo assim o espaço tornou-se pequeno demais.
No decorrer da semana cerca de 5000 pessoas assistiam diariamente aos discursos do evangelista. Milhares tomavam os seus lugares por volta das oito horas da manhã para poderem garantir um lugar onde permaneciam até as onze horas da noite, até quando a última das três ou quatro mensagens diárias terminassem. Eu nunca ouvi falar e nem assisti em toda minha experiência de vida uma campanha desta envergadura e nem mesmo Billy Graham conseguiu tal feito. As pessoas assistiam entre 10 e 15 horas diárias de pregações da palavra de Deus durante dez dias seguidos. Somente o Espírito Santo poderia ser responsável por tal evento. Os melhores meios de publicidade nunca poderiam tornar possível tal organização de eventos similares com resposta tão efusiva e tão entusiasta duma fome enorme pela palavra de Deus.
A sociedade bíblica local esgotou todas as Bíblias que possuía vendendo tudo, incluindo os Novos Testamentos, apesar de todos os cuidados terem sido tomados para terem o suficiente para a campanha. Os 5000 hinários que possuíam esgotaram-se rapidamente, o que obrigou uma nova tiragem no mais breve espaço de tempo possível.
O Dr. Sung pregou a partir do Evangelho de S. Marcos, o que serviu o propósito preparar as novas comitivas evangelisticas que iam sendo enviadas. Os resultados finais da campanha de dez dias, foi a fundação de cerca de 500 destes grupos de evangelização, os quais invadiram todo território de Java espalhando a mensagem do evangelho por todos os cantos.
Um dos intérpretes do Dr. Sung, um pastor de Malang, disse: “Não havia nada de extraordinário nas pregações e no estilo do Dr. Sung. O seu repertório de sermões não era muito vasto sequer. As suas apresentações das mensagens eram frequentemente tão simples que qualquer criança as entenderia, mas um grande poder de convicção brotava a partir deste homem. Eu, como seu intérprete, pude sentir os efeitos da verdade dentro de mim próprio duma maneira excepcional”.
Parece até poético dizer isto, mas esta comparação justifica-se plenamente: Dr. Sung pregava entre os vulcões de Java e era um homem feito do mesmo fogo e molde. Uma vez ele disse sobre ele mesmo: “Existem muitas pessoas melhores que eu. No tocante à exposição das Escrituras, eu nunca igualarei a Watchman Nee. Como pregador nunca serei como Wang Mingtao. Como escritor, nunca serei comparável a Marcus Cheng. Mas, num ponto apenas consigo ultrapassá-los todos em conjunto: eu sirvo meu Deus com todas as fibras do meu corpo e com cada pedaço de força e energia que possuo. Não sobra nada de mim que não pertença a Deus e que Deus não use”. O Apóstolo Paulo não disse o mesmo dele próprio? “Eu trabalhei mais abundantemente que todos eles juntos”, I Cor.15:10.
De que maneira poderíamos afirmar estas mesmas coisas sobre Dr. Sung? Depois de termos ouvido um pouco sobre a sua rotina diária, podemos agora apercebermo-nos de como o seu labor esgotava todas as forças que ainda possuía.
Durante um longo período de tempo os seus amigos mais chegados aperceberam-se que ele estava doente. Eles o aconselharam-no a buscar tratamento médico ao que ele respondeu: “Eu não tenho tempo para isso eu preciso muito pregar o evangelho! Não dá tempo!” Durante a última palestra da campanha em Surabaja as dores na sua coxa tornaram-se insuportáveis ao ponto dele não conseguir mais ficar em pé para pregar. Mandou buscar um banco para ele, sobre o qual se ajoelhou. Ele pregou sobre os seus joelhos. Disse mais tarde: “As dores só paravam quando eu orava ou pregava, assim que terminasse elas voltavam”.
Surabaja foi o ponto alto de toda obra do Dr. Sung na Indonésia. Como os cristãos e os malaios ficavam atentos e agarrados a cada palavra vinda dos seus lábios! Quando ele deixou a cidade, no dia 30 de Setembro de 1969, centenas de pessoas ficaram em pé cantando-lhe uma despedida emocionante. Alguns missionários católicos em cima dum barco olhavam aquela multidão em uníssono com muita admiração. Eles perguntavam-se entre si quem seria aquela pessoa tão importante assim. Mas, a única pessoa que eles viram saindo foi um pequeno e insignificante homem chinês curvado debaixo das dores do seu corpo doente.
Naturalmente que muitas vozes de boas intenções se levantarão perguntando: Por que é que ele não se poupou? Por que não seguiu os conselhos de Paulo que dizia que um corpo saudável é algo de grande proveito? Por que razão este homem se martirizou a ele mesmo e não se cuidou?”
As respostas são difíceis de achar. É verdade que estas objeções se aplicam a todos os obreiros no reino de Deus, mas será que existe algum bom senso em dizer a um vulcão ativo: “Por favor podes parar de enviar fumaça para o alto e cinzas para os céus? Podes parar de lançar lava do teu interior?” Nenhum vulcão obedeceria a tais instruções. E o Dr. Sung era um vulcão por natureza.
O Profeta
O Dr. Sung não tinha como ser restringido e isto era certamente o plano de Deus para a sua vida. Em retrospectiva, isto pode ser afirmado com toda segurança. Este homem de Deus vivia sob uma permanente impressão de que precisava apressar-se: “Eu tenho tão pouco tempo”. E certamente que isso era uma verdade, pois ele faleceu aos 43 anos de idade e foi para casa para estar para sempre com o Senhor.
No tocante à política, ele também dizia que lhe restava pouco tempo. Em Surabaja ele uma vez disse profeticamente: “Guerras e tempos de perseguição virão sobre vós”. E como estas palavras vieram a cumprir-se! Ele sabia que tinha pouco tempo! A Indonésia foi ocupada durante dois anos pelos japoneses logo após isso. Surgiram as lutas para a independência contra os holandeses que descrevemos anteriormente, seguindo-se mais tarde o conflito sangrento com os comunistas, o qual dizimou cerca de 1.000.000 de vidas. E o pior de tudo foi o caos causado pela guerra através do qual surgiram as perseguições contra os cristãos de Sumatra, Leste de Java e outras áreas deste grande arquipélago.
E não menos importante, Dr. Sung sentia a aproximação da segunda vinda de Cristo. Ele pregava continuamente sobre este fato e lutava arduamente, preparando os cristãos para que eles fossem achados prontos para receberem seu Senhor.
A sua última mensagem à igreja, a qual ele deu pouco tempo depois da sua campanha na Indonésia, foi: “A obra do futuro aqui será a obra da oração”. Estas palavras também foram verdadeiramente proféticas.
Como chinês, Deus também lhe havia mostrado que na China e um pouco por todo mundo as portas se iriam fechar para o evangelho. Na China atual as portas estão realmente fechadas (*NOTA: este livro foi escrito na época e no auge do comunismo) e outros países encontram-se na senda de fazer o mesmo. Com a vinda do anticristo, a onda de perseguições terá a tendência apenas para aumentar.
Instigado e impulsionado pelo Senhor Jesus a partir do seu coração e não dando qualquer valor a sua própria vida, o Dr. Sung esgotou-se por completo queimando tudo que era ao serviço do seu Rei que ele achava que em breve viria. Na verdade, ele sempre teve uma grande esperança de poder morrer enquanto estivesse pregando no púlpito.
Para além deste lado profético da sua vida, temos ainda um assunto meramente humano para mencionar. O Senhor necessitava de ensinar ao seu servo a sua última lição: A arte do sofrimento. Seguindo-se a um exame médico em Xangai, os médicos detectaram tuberculose nos pulmões e um câncer. Uma escola interminável de dor e agonia combinou-se com as três cirurgias que se seguiram.
O Dr. Sung entendeu isso como o jeito de Deus para com ele. Ele disse: “Deus precisa derreter todo meu temperamento impulsivo e teimoso nas caldeiras da dor”. Isso foi precisamente o que aconteceu com ele. Durante o seu sofrimento ele perdeu por completo o seu jeito brusco de expressar-se e tornou-se o homem mais paciente, mais afável, quente e compassivo.
Vendo a morte aproximar-se, ele disse: “O Senhor Jesus está ali na porta esperando por mim para levar-me com Ele”. E isso também aconteceu assim. Poucas horas depois destas suas últimas palavras, ele foi levado para o céu.

30 de junho de 2013

John Woolman - O SEGREDO DA FELICIDADE


O SEGREDO DA FELICIDADE


VOCÊ GOSTARIA DE FAZER DE SUA VIDA UMA COMPLETA FESTA DE PAZ E DE ALEGRIA?
John Woolman (alfaiate Quacker do século XVIII, cujo diário é um clássico da espiritualidade) o fez.

Ele resolveu organizar seus afazeres exteriores de tal modo que pudesse estar, a cada momento, atento àquela voz. Simplificou sua vida à base de sua relação com o Centro divino.
Nada mais valia tanto quanto a atenção à Raiz de todo viver que ele descobria dentro de si mesmo. E a descoberta Quacker é justamente esta: os sussurros de orientação, amor e presença divinos, mais preciosos que o céu e terra. John Woolman nunca permitiu que as exigências do seu negócio ultrapassassem suas necessidades reais.

 Quando vinham muitos clientes, ele os mandava para outro lugar, para comerciantes e alfaiates mais necessitados. Sua vida exterior tornou-se simplificada à base de uma integração interior. Descobriu que podemos ser homens e mulheres guiados pelo céu, e se rendeu completamente, sem reservas àquela orientação, tornado-se aquecido e próximo ao Centro.

            Eu disse que sua vida exterior tornou-se simplificada, e usei de propósito a voz passiva. Ele não precisou lutar e renunciar e se esforçar para alcançar a simplicidade.
Ele rendeu-se ao Centro, RENDEU-SE AO ESPÍRITO SANTO e sua vida tornou-se simples. Era sinótico; tinha singeleza de visão. “Se o teu olho for singelo, todo o corpo será cheio de luz”. Seus muitos egos integravam-se num só ego verdadeiro, cujo único objetivo era de andar humildemente na presença, orientação e vontade de Deus.  

Era como se houvesse nele um presidente que no silêncio solene da interioridade, percebia o consenso da reunião. Eu direi que o método Quacker de conduzir as reuniões administrativas aplica-se também, individualmente às nossas vidas interiores. O Santo observava, na vida interior de John Woolman, como fez Jesus quando observou as pessoas colocando suas ofertas na tesouraria.

            E debaixo do olhar silencioso daquele que é Santo estamos todos, quer o saibamos, quer não. No centro, no abismo onde habita o Eterno no fundo do nosso ser, nossos programas, doações e oferenda de tarefas realizadas estão sendo constantemente reavaliadas. Não conseguíamos dizer “não” a eles, porque pareciam tão importantes. Mas se centrarmo-nos e vivermos no Silencio que é mais precioso do que a vida, e levarmos o nosso programa para os lugares silenciosos do coração, com abertura total, prontos a fazer ou renunciar segundo a Sua direção, muitas das coisas que fazemos perderão a sua importância. Eu gostaria de testificar isso, como experiência pessoal, fruto da graça. Essa reavaliação daquilo que fazemos ou tentamos fazer, é feita para nós, e aí sabemos o que fazer e que deixar de fazer.

            Quero falar com muita intimidade e seriedade a respeito daquele que é mais precioso do que a vida. Será que você realmente deseja viver sua vida, cada momento dela, na presença dele? Você o almeja, suspira por Ele? Ama sua presença? Cada gota do seu sangue o ama? Cada suspiro é uma oração, um louvor a Ele? Você canta e dança dentro de si mesmo, enquanto se regozija no amor dele? Está decidido a ser dele, e somente dele, andando a cada momento em santa obediência?
Sei que estou falando como um evangelista dos velhos tempos, mas não posso me conter, nem posso ser correto e convencional. Já vivemos tempo demais sendo corretos e reprimidos. O gozo do amor de Deus, de nosso amor a Deus e do amor dele a nós está queimando forte. “Amarás ao Senhor teu Deus com todo teu coração, alma, mente e força”. Amamos mesmo, de verdade? Das nossas mentes sai um fluxo de amor em direção a Deus, sempre, o dia todo? Intercalamos o nosso trabalho com orações e louvores a Ele? Vivemos firmes na paz de Deus, uma paz no fundo de nossa alma, onde não há mais tensão e Deus já é vencedor sobre o mundo e sobre nossas fraquezas?
Esta vida, esta paz contínua, duradoura e infalível, este poder sereno, esta conquista interior sobre nós mesmos e conquista exterior sobre o mundo - tudo isso é para nós. É uma vida livre de tensão, ansiedade e pressa, porque algo da Paciência Cósmica de Deus nos é dado. Será que nossas vidas são inabaláveis, porque estamos plantados bem na rocha, enraizados e arraigados no amor de Deus? Este é o primeiro e o maior mandamento.

            Você quer viver numa presença divina tão estupenda que a vida seja transformada e transfigurada e transmudada em paz, poder, glória e milagre? Se quiser, pode. Mas se você disser que não tem tempo para descer aos silêncios recriadores, só posso responder: Então você não quer realmente, você ainda não ama a Deus sobre tudo mais no mundo, com todo seu coração, alma, mente e força. Porque, exceção feita a tempos de doença na família e quando os filhos são pequenos, quando estamos sob grandes pressões, acabamos descobrindo tempo para aquilo que realmente queremos fazer.

            Desejo ser drástico e impiedoso em desmascarar qualquer fingimento na questão da devoção e singeleza de amor a Deus. Mas devo confessar que não leva tempo, nem complica seu programa. Tenho descoberto que uma vida de sussurros de adoração, de louvor e de oração pode permear o dia. É possível ter um dia muito cheio, no sentido exterior, e mesmo assim estar continuamente na Santa Presença.
Precisamos, isto sim, de uma tranqüila meia hora ou hora de leitura e reflexão. Mas podemos levar os silêncios recriadores dentro de nós, quase o tempo todo. Com alegria leio o irmão Lawrence (irmão leigo francês do século XVIII), na sua “Prática da Presença de Deus”. No final da quarta conversação, diz-se dele: “Nunca estava apressado nem ocioso, mas fazia tudo a seu tempo, com uma serenidade ininterrupta e espírito tranqüilo”. A hora de negócios, diz ele, para mim não difere da hora de oração, e no barulho e tinido de minha cozinha, com várias pessoas pedindo coisas ao mesmo tempo, possuo a Deus com a mesma tranqüilidade, como se estivesse ajoelhado recebendo o sacramento. “A verdadeira razão de não recolhermo-nos, não centrarmo-nos, não é falta de tempo; em muitos de nós, ao que me parece, é a falta de um prazer entusiasta nele, de um profundo amor dirigido a Ele em todo momento do dia e da noite.

            Deve ficar claro que estou falando de um estilo revolucionário de viver. A religião não é algo que acrescentamos às nossas outras tarefas, assim tornando ainda mais complexas as nossas vidas. A vida com Deus é o Centro da Vida, e tudo mais é remoldado e integrado de acordo. É isso que dá singeleza de visão. O mais importante não é estar  sempre passando copos de água fria para um mundo sedento. É possível estarmos tão ocupados tentando cumprir o segundo grande mandamento, “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”, que ficamos subdesenvolvidos na nossa devoção a Deus. Mas, temos que amar a Deus tanto quanto ao próximo. Estas coisas deveríamos fazer sem deixar a outra pela metade.




                                               casa onde morava John Woolman


Acabou de nascer uma canção para celebrar a memória de uma pessoa admirável: John Woolman. No Brasil, infelizmente, pouca gente o conhece. Não há quase texto algum sobre ele. Fico até na obrigação de escrever algo. Ele foi um cristão quacker que viveu nos Estados Unidos há muito tempo (1720-1772). Três coisas me deixam impressionado na vida desse camarada: o amor pela natureza, o amor pelos povos indígenas e o amor pelos afrodescendentes (na época escravos).
Mesmo sendo desaconselhado a correr os riscos, Woolman decidiu conhecer e viver um tempo entre os índios Wehaloosing, considerados hostis. A eles, Woolman falou de Jesus. Durante toda a sua vida lutou pelo fim da escravidão dos negros. Por esse motivo, não usava roupa, sapato ou qualquer artefato produzido por mão de obra escrava. Quando visitava fazendas, preferia ficar hospedado nas senzalas do que nas casas dos senhores.
Pregador itinerante, conservacionista antes do tempo, queria o diálogo entre os povos.
Li o seu diário e lá encontrei passagens como esta: "O amor foi o primeiro movimento, e então senti o desejo de passar um tempo com os índios, para que eu pudesse sentir e entender sua vida e seu espírito, e também ter a felicidade de receber alguma instrução da parte deles, ou quem sabe eles poderão ser de alguma forma ajudados pela minha vida entre eles..." (The Journal of John Woolman).
Canção para John Woolman
Ele anda na floresta lentamente
E molha os pés nas águas da manhã
Coração de índio, cheiro de hortelã
Ele deixa a sua aldeia, seu conforto
E entrega a Deus os rumos do amanhã
Coração de índio, cheiro de hortelã
É cruzar a fronteira e deixar-se levar
Pelo Vento ao deserto e ao chão
E ali achar o seu irmão
O perigo é não amar
A vergonha é não sonhar
O engano é não enxergar
O olhar do outro
Ele anda pelas casas e fazendas
E vê ao longe os campos de algodão
Coração de negro, olhos na amplidão
Ele sente o corte fundo sobre a pele
E a lágrima esquecida no porão
Coração de negro, olhos na amplidão
Criciúma, 9 maio 2013.

27 de junho de 2013

JESSE OVERHOLTZER


JESSE OVERHOLTZER

No ano de 1937 – Nasce a APEC A obra missionária conhecida como ALIANÇA PRÓ-EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS teve início no ano de 1937, através de um homem chamado Jesse Irvin Overholtzer, na cidade de Chicago, nos Estados Unidos da América do Norte.






Ele fora desafiado pela leitura de Spurgeon que tinha grande visão da evangelização das crianças (Leia o seu livro, Pescadores de Crianças, publicado por Shedd Editora).
Spurgeon havia dito que uma criança de cinco anos poderia nascer de novo tanto quanto um adulto. Jesse Overholtzer, que já havia ultrapassado os 60 anos de idade, ficou impactado com esta afirmação e começou a verificar se isto era verdade, evangelizando crianças.
Overholtzer jamais poderia imaginar que o Senhor o estava chamando para iniciar uma Missão como a APEC, que hoje está trabalhando em 158 nações. Ele visitou o Brasil e no ano de 1941 o Brasil passou a ser o primeiro país a ter o trabalho da APEC.
Overholtzer foi um homem de oração, dedicando-se especialmente a oração pela salvação das crianças em todo o mundo.
Ao completar 70 anos de atividade, o atual presidente internacional da APEC, Reese Kaufmann, mostrou, com alegria, como a obra continua crescendo fiel aos seus princípios e valores, na evangelização e discipulado das crianças.

2017 – O desafio de ter a APEC em todas as nações
Em maio de 2008, na Conferência Internacional da APEC, com a presença de missionários de 83 países, foi lançado um grande desafio: Ter o trabalho da APEC em todas as nações - AO REDOR DO MUNDO EM 80 ANOS – o desafio de alcançar as crianças para Cristo em todas as nações até 2017. Segundo dados da ONU são 207 nações.
Ao falar deste grande desafio, Reese Kaufmann destacou 6 pontos que deverão nortear todo o ministério da APEC:
1. Liderança espiritual e piedosa. A grande necessidade de obreiros que andem com Deus a cada dia, que tenham intimidade com Jesus, que seja cheios do Espírito Santo e que escutem a voz de Deus através de Sua Palavra.
2. Preocupação constante com a saúde espiritual dos que estão servindo a Deus no trabalho da APEC. Que obreiros, funcionários, voluntários e cooperadores em geral estejam crescendo espiritualmente e que vivam em harmonia com o Senhor e Sua palavra.
3. A importância da oração. Orar em cada atividade e oportunidade. A oração é a base de todo o ministério.
4. A prioridade na evangelização das crianças. Muitas organizações fazem coisas boas para as crianças e que são necessárias: dar alimento, educação, remédio, lazer, etc. O foco da APEC é dar o evangelho. Este é o chamado de Deus para a APEC.
5. A apresentação clara do evangelho. A mensagem da salvação não pode ser mudada. A tendência hoje de ser politicamente correto compromete esta apresentação simples e clara do evangelho. Nisto a APEC não tem o que mudar nem adaptar.
6. Fazer tudo com excelência. Como representantes do Rei dos Reis tudo tem que ser muito bem feito. Fazer todo o ministério para a glória de Deus: treinamento de obreiros, produção e distribuição de literatura, administração do trabalho, múltiplos ministérios com crianças, etc.

A Participação Missionária da APEC do Brasil
No desafio de alcançar todas as nações, o Brasil tem uma grande oportunidade de fazer a sua parte, cedendo as dependências do Centro de Educação Nacional da APEC - CENA, em Mairiporã- SP, durante os meses de agosto a novembro deste ano, para a realização do Instituto de Liderança para candidatos que virão da América Latina e do Oriente Médio.
Na América Latina, embora todos os países já tenham trabalho da APEC, alguns deles têm apenas uma pequena representação e o trabalho precisa ser mais bem desenvolvido. É o caso do Panamá, onde se espera que após o Projeto “Crianças do Panamá para Cristo”, realizado de 24 de junho a 14 de julho, venham obreiros para serem treinados aqui no Brasil e retornem como obreiros de tempo integral.

               No Oriente Médio, o Rev. Vassilios Constantinidis, que há mais de 40 anos vem servindo como missionário da APEC aqui no Brasil, vem trabalhando duro para trazer líderes de diversos países para serem treinados no Brasil e há perspectiva de abertura da APEC nos seguintes países: Marrocos, Algéria, Tunísia, Líbia, Egito, Síria, Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes.
Chegaram no final de agosto e preparam-se no Instituto de Liderança, até o início de novembro de 2008, 19 candidatos de diversos países do Oriente Médio, cujas passagens e bolsas de estudos completas estão sendo possíveis através de ofertas de igrejas e irmãos do Brasil. Que privilégio, ver depois do Instituto, não só novos obreiros em países onde a APEC já está presente, mas ver também novas nações sendo alcançadas pelo ministério da APEC. Que as crianças do Oriente Médio conheçam o Salvador e Senhor Jesus Cristo.
No ano de 2009, nos meses de julho a outubro, a APEC do Brasil realizará o 2º Instituto de Liderança em língua portuguesa na África, em Guiné-Bissau. Além de candidatos do próprio país, virão também líderes de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe para serem treinados. Nestes três países, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe ainda não há trabalho da APEC. Será uma grande bênção vê-los também com este precioso ministério.
Todas as nações em 80 anos! Que desafio! Embora alguns países sejam difíceis, não há impossíveis para o Senhor. Para Deus não há portas fechadas!
Antes da volta do Senhor Jesus, há uma grande colheita ainda a ser feita, especialmente entre as crianças.
Junte-se a APEC para o alcance destes alvos. Seja um intercessor. Seja um contribuinte. Seja um voluntário. Ore também para que Deus multiplique “evangelistas de crianças” e tudo seja feita para sua honra e glória.
Se desejar mais informações envie um E-mail para: desenvolvimento@apec.com.br

fonte:Gilberto Celeti

18 de junho de 2013

J WILBUR CHAPMAN - EVANGELISTA PRESBITERIANO


J WILBUR CHAPMAN
OS PALÁCIOS DO REI

Quando os filhos de Coré, que foram poetas no  Antigo Testamento quiseram nos dar uma idéia da beleza do caráter de Jesus Cristo eles fizeram alusão as coisas excelentes deste mundo: "Todas as tuas vestes cheiram a mirra e aloés e cássia, dos palácios de marfim ressoam instrumentos de cordas que te alegram"Sl 45.8. Pois o quadragésimo quinto salmo é uma imagem do Filho de Deus, a partir do primeiro verso  até o fim. Este salmo apresenta Jesus como aquele que nos agrada das mais diferentes maneiras:

Para o olho, ele é o mais justo, para o ouvido, o mais gracioso, e as suas vestes são tão perfumadas quanto o mais florido campo da primavera.

E o propósito deste pequeno livro, não é só para contar que o Rei morava em  palácios de marfim, mas também para apresentar o grande Palácio da vida de um cristão, à porta da qual ele está hoje nos chamando, dizendo: "Eu vim para que tenham vida e para que tenham em abundância."

A própria ideia de um palácio é a de esplendor. No passado  magníficos palácios foram erigidos neste mundo como o Tuileries na frança, o castelo de Windsor na inglaterra e de Alhambra em Granada na Espanha, mas não são, nem por um momento, para ser comparados com os palácios de marfim de onde ele veio para redimir o mundo.

O poeta do  Antigo Testamento, então, só poderia ter este pensamento em mente: a de que os palácios de marfim celestiais, onde Jesus morava antes de vir a terra  são tão maravilhosos ,que quase não há  palavras para descrevê-los,  e ainda assim, Nosso Senhor deixou esse lugar de esplendor para nascer em um estábulo sem luxo e sem glamour. Tudo isso porque nos ama e não que nos deixar aqui, quando Deus vier para julgar este mundo. Jesus quer nos levar com Ele para esses palácios de onde Ele veio.

A coisa mais emocionante sobre tudo para mim é esta: Que Ele veio de um lugar deslumbrante, onde sempre viveu como Filho de Deus. Que Ele veio na companhia dos anjos para este mundo para buscar aqueles que eram seus, os filhos de Abrão e de Davi, a nação de Israel. mas os seus não o receberam, Ele foi desprezado dos homens, um peregrino sem um lar, um andarilho sem um amigo, e o mais ainda Ele sabia de tudo o que iria lhe suceder.

Quando ele fala que havia mirra em suas vestes, nós cremos que é alguma referência à própria doçura da Sua vida, pois mirra é sempre perfumado - o menor pedaço desta iguaria vai encher a sala com seu perfume. Foi a primeira coisa que lhe foi dada quando nasceu e a última coisa que se lhe ofereceu em sua morte.

Aloé significa algo do coração, havia uma família que sempre estava muito perto dele. Eles viviam em Betânia, e um dia quando ele os visitou, eis que Lázaro estava morto. Ele sabe o que é perder um amigo querido. Solitário e aflito, com os olhos cheios de lágrimas que corriam pelo seu rosto, no peito, e, em seguida, caiu no chão. Aloés em sua própria roupa. Oh, vós, que têm feito senão rejeitá-lo, como você se sente em sua presença - que para salvá-lo, deixou os palácios do céu para sofrer tudo isso em seu lugar?

Há ainda um outro elemento que o salmista fala: É a  Cassia  encontrado em suas vestes. Cassia cresce na Índia, e tem poder de cura, e que isso poderia significar, que Ele é o grande médico? Quando Ele estava na terra, as mães trouxeram seus filhos para que Ele pudesse abençoá-los, e os pais trouxeram seus meninos que sofrem para que pudesse libertá-los. Leprosos saiam  chorando depois de serem limpos  por Ele, pois a vergonha deles já não existia mais. Cegos, estendiam suas mãos para Ele, gritavam no meio da multidão , pois tinham certeza que o Filho de Davi tinha poder para lhes abrir os olhos.

Ele veio ao mundo para salvar os pecadores, quando o Espírito Santo te convencer do pecado, então chegou a tua hora de buscar um Salvador. Ninguém precisa deu um salvador se primeiro não reconhecer que está condenado, ninguém desejaria morar em um palácio longe daqui, se estiver satisfeito com sua vida atual, mas para aqueles que reconhecem que são pecadores e que sua vida aqui na terra não passa de vaidade Jesus faz um convite:  “ Vinde a mim e achareis descanso para suas almas”.

16 de junho de 2013

15 MARCAS DE UMA IGREJA APÓSTATA


15 MARCAS DE UMA IGREJA APÓSTATA



Uma igreja apóstata é:
1- Uma igreja que aceita membros que vem de igrejas idólatras sem rebatizá-los.
2- Uma igreja que qualquer um toca no louvor. O visitante, após a segunda participação no culto e muitas vezes sem ensaio, já participa do louvor.

3- Uma igreja que não tem  escola dominical ou culto de ensino.

4- Uma igreja que aprova jogos de carta, música do mundo, namoro tipo "ficar" em suas reuniões.

5- Uma igreja que organiza festa junina em junho perto das festas católicas sem explicar o sentido idólatra das festas católicas. Que tem barzinho gospel, carnaval gospel  ou  outra imitação do mundo.

6- Uma igreja que tem dono, onde uma ou duas famílias, por causa do poder aquisitivo ou dízimo alto, decidem tudo e não permitem a criação de uma liderança.

7- Uma igreja que não investe no ministério infantil, porque os resultados são muito demorados  ou  somente porque criança não dá dízimo nem oferta.

8- Uma igreja que deixa todos os visitantes participarem da santa ceia, sem explicar que aquele que come e bebe indignamente sofre condenações. 

9- Uma igreja que organiza eventos a toque de caixa, sem programação e cobertura espiritual, apenas decide hoje e semana que vem já acontece o evento. As pessoas são chamadas as pressas para participar e muitas vezes o caixa da igreja tem que arcar com o prejuízo do evento irresponsável.

10- Uma igreja que aceita membros em comunhão de outros ministérios sem carta e sem conversar com o pastor do referido membro, causando constrangimento no corpo, dividindo a igreja de Cristo e dificultando a formação de um conselho de pastores na cidade.

11- Uma igreja que entra ano sai ano e não há mudança de vida nas pessoas, as pessoas não procuram orar mais, ler mais a bíblia, evangelizar mais, as pessoas não buscam santidade, não crescem no evangelho, são anões espirituais, amam o mundo e os prazeres da carne e o pior, estão contentes com isso.

12- Uma igreja onde algum irmão fica doente e ninguém vai visitá-lo. Onde o irmão pede um favor e todos dão as mais criativas desculpas para não ajudar.

13- Uma igreja que não investe em missões, onde todo o orçamento da igreja vai para a própria igreja, sem repartir com os campos missionários carentes.

14- Uma igreja que permite que o pastor e a liderança usem o púlpito para pregar outro evangelho, ensinando doutrinas de homens e ouve tudo calada sem fazer nada.

15- Uma igreja que consegue crescer sem o Espírito Santo, onde pessoas entram mas não crescem, não são discipuladas, não dão frutos e todos ainda acham que está uma bênção.

Se a sua igreja está assim meu irmão, não fique desesperado, você não é o único. Vamos continuar a clamar pelo Senhor, para que ele venha e envie arrependimento aos crentes mundanos e carnais de nossos dias ou então que Ele venha logo buscar o remanescente fiel porque o amor de muitos já está se esfriando e a maioria já não suporta ouvir a sã doutrina.
GDL    

8 de junho de 2013

Pandita Ramabai - Entendendo a lei do KARMA



Pandita Ramabai foi uma fenomenal mulher de Deus que nasceu na Índia no fim do XIX. Era uma magistral ensinadora de sâncrito, a tal ponto de receber uma comenda do próprio governo indiano. Foi também uma árdua defensora dos direitos humanos, lutando pela causa das viúvas e dos órfãos da ìndia e dos direitos das mulheres. Foi uma das primeiras mulheres a se casar com um homem de outra casta, protestando assim contra o  sistema indu de Karma e castas. Depois que foi morar na Inglaterra, conheceu a Cristo e a palavra de Deus e se transformoiu em uma das mais proeminentes figuras femininas de toda a Índia.

Karmavada - a doutrina do Karma

Karma é o mais popular princípio de vida aceito entre os indus. É uma doutrina de causa e efeito.  Karmavadi uma vez disse a um mendigo: " Eu posso falar de teu passado e prever o teu futuro baseado em seu presente. Você é um mendigo hoje, porque na sua vida passado você já havia sido um mendigo também e você será um  mendigo em sua vida futura porque porque você é um mendigo hoje". este é o caminho pelo qual o Karma destitui a humanidade de esperança. O Karma mostra uma imagem negra da vida."Karma" é o resultado dos feitos da pessoa em sua vida passada. O karma , se for observado em todas os seus postulados é uma lei operando na vida. " assim como você planta, assim você colherá. é uma teoria prática; "Vedantha" diz que "karmaphala" é inevitável. você não pode escapar dele; é uma lei universal que todos tem de aceitar.
Como você vê, muita confusão surge em torno da palavra Karma, livremente usada por toda ìndia. Para alguns, Karma é um fatalismo Você não pode alterar o seu destino, para outros, atribuir todas as coisas da vida a lei do Karma é uma forma de escapar de responsabilidades.
          Eu desafio você, meu amado leitor, a pensar sobre isso e tomar a tua decisão: Karma é a lei da vida, se originou com o primeiro homem. o primeiro homem pecou ao desobedecer o seu Criador. Dentro do oceano da humanidade uma pedra foi lançada e ondas se fizeram desde o centro do oceano até todo o litoral. O " papakarma ", ( pecado ) de nossos primeiros pais chegou até você por herança. Karma é então, o efeito da desobediência de nossos primeiros pais. A lei do Karma reinou então desde o primeiro homem pecar até um novo homem surgir a dois mil anos atrás. Este novo homem é o primeiro de uma nova espécie de homens e mulheres. Ele é o próprio Deus que se tornou homem. Ele é Jesus Cristo, o Filho de Deus. Na pessoa de Cristo, uma nova lei nasceu. È a lei da graça ( krupa ).
O KARMA FALA: VOCÊ É UM PECADOR POR NATUREZA. O Pecado exige a tua morte como salário. Esta foi uma lei feita por Deus.
MAS A KRUPA ( GRAÇA ) DIZ: AQUI ESTÁ JESUS! Ele recebeu o salário do pecado em teu lugar. o que você devia para a lei do Karma , Jesus pagou com seu próprio sangue, com sua própria morte. Jesus morreu em teu lugar, para que você pudesse viver. Jesus cravou seu Karma na cruz.



 Pela nova lei da graça, as correntes do Karma foram quebradas. O que você entende quando ouve que  Deus  é fogo consumidor? a lei do karma julga você. A lei do Karma, até a vinda de Jesus ao mundo era uma maldição para a humanidade. Karma exigia boas obras, mas quem pode praticar uma vida somente com boas obras com o coração cheio de maldade e desobediência da lei?
A graça que vem  para aquele que crê em Jesus Cristo faz dele um "karmamuktha" ( uma  alma liberta do karma ).
        Por favor, observe o conflito entre "karma e krupa". Karma é a sabedoria deste mundo, a lei de nossa terra, é a cultura e o pensamento filosófico de toda a Índia e de algumas nações do oriente. Esta lei é discutida entre o povo, nas rodas de amigos, nas ruas e nas escolas . As pessoas cultivam este pensamento do Karma como centro da vida desde a infância. Karma é entendido como uma lei de boas obras, se você deseja algum progresso, não pare de sempre praticar boas ações.
        Mas existe uma pequena porta de esperança implicado nesta filosofia de vida: Trabalhe para seu mérito crescer! Se você se esforçar para ser bom o bastante, você fará o seu débito com o Karma diminuir graduativamente. Mas há alguma controvérsia a respeito disso  "Upanishads" diz que a incessante busca espiritual pode derreter as montanhas  das séries de karmas adquiridos em outras vidas.  
 Karma é a resposta ao "lokapravrithi" (o caminho do mundo). Mas ninguém tem total certeza que a busca espiritual pode mesmo amenizar o karma. Os " Vedantists" tentam simplificar este problemade causa e efeito através da "karmavada".

Deixe-me expor aqui os quatro caminhos que Vedantha sugere para a redenção de seu karma:
1. Por causa da falta de espiritualidade a pessoa pode se degenerar para um animal em seu próximo nascimento.

2. Uma pessoa espiritual, após a morte, irá para a  "chandraloka" e quando ele ou ela alcançarem mérito a pessoa nascerá como um ser humano na terra.

3. Um homem que adquirir extraordinária espiritualidade alcançará "brahmaloka" e ele se tornará cidadão dos céus na eternidade.

4. Algumas pessoas enquanto elas estão na terra, se tornam "karmamukthas". Eles vivem no céu até mesmo enquanto estão na terra. Eles são " jivanmukthas".
   

      Querido amigo, a vontade de Deus é que você seja salvo agora mesmo. " Moksha " não é alguma coisa para as pessoas olharem somente após a morte  mas é uma realidade prática para ser aproveitada enquanto a pessoa viver aqui na terra e depois continuará após a morte. Karma é um juízo sem misericórdia, olho por olho, dente por dente. A teoria do karma não é a solução para a tua vida.

Somente a graça de Deus através de Jesus podem realmente te ajudar. Deus é o Pai dos espíritos. Deus enviou seu único Filho para carregar o karma de toda a humanidade. o karma de toda a raça humana foi perdoado e cancelado na cruz onde Cristo morreu. O sangue do Filho de Deus foi o preço pelo seu karma. " Suas vestes eram manchadas pelo vermelho do pecado mas jesus, pelo seu sangue tornou suas vestes brancas como a neve".

       O que acontece com a pessoa após a morte não é agora o nosso ponto de discussão porque nós não podemos chegar a uma conclusão definitiva sobre assuntos que não são clara e detalhadamente revelado a nós. Um homem cego não pode caçar um gato preto na escuridão. Em Cristo está a revelação. O mistério do karma, oculto por séculos é agora revelado em Cristo Jesus. O karma necessitou do sacrifício de Cristo na cruz para ser saciado. Jesus fala : Venham até mim todos os que cansados e sobrecarregados pelo karma e EU VOS ALIVIAREI. Vá até Cristo e ele lhe dará tudo o que você precisar.

      Querido amigo, seu karma foi pregado naquela cruz onde Cristo morreu e nunca mais sairá de lá. Você só precisa ser humilde o suficiente para acreditar que Deus sabia que você jamais poderia pagar pelo teu karma  e enviou o Filho Dele para pagar o teu karma. A cruz de Cristo é a resposta para o problema do karma.

Por causa de seu karma, Cristo estabeleceu uma nova lei no monte calvário, onde foi crucificado. As chagas das mãos e dos pés de Cristo são o único remédio contra o karma. Se você olhar com fé, entendendo que aqueles ferimentos foram por tua causa, você será curado e liberto de seu karma para sempre.
Porque carregar um peso de culpa que já foram pagas?   

Cristo morreu uma morte que era para ser tua , Ele recebeu o salário do pecado que era para você receber e Ele está pronto para perdoar o teu karma e te dar a vida eterna agora mesmo. Você não gostaria de aceitar a oferta de Jesus Cristo agora mesmo?

O karma é imutável. Tudo o que você fêz terá de ser pago. Mas há uma nova lei agora, superior a lei do karma: " Não há condenação para os que estão em Cristo Jesus". Não há mais necessidade de alguém ser condenado pelo seu karma. Jesus Cristo é salvação para você agora mesmo. Ele perdoa seus pecados presentes e passados e Ele garante o teu futuro em seu Reino de Glória que em breve virá sobre a terra.
VENHA PARA CRISTO, pois Ele que pagou por seu karma é o único que pode cancelá-lo. ESCAPE DO JULGAMENTO E RECEBA AGORA MESMO A VIDA ETERNA!

Cristo aguarda a tua decisão! Você é livre para crer ou duvidar. Que o Senhor possa ajudar você a tomar essa decisão.



http://www.ramabaimuktimission.com/karma.htm