5 de dezembro de 2015

George Campbell Morgan - O significado do homem ser a imagem de Deus

A DESGRAÇA E A RUÍNA DE UM HOMEM SEM CRISTO


George Campbell Morgan (9-12- 1863 – 16-05-1945)
Evangelista, pregador, líder e  doutor de Bíblia.

A missão de Cristo, só pode ser compreendida em sua grandeza e magnitude quando estabelecemos a verdadeira condição do homem perdido e todos os desdobramentos da maldição em que ele se encontra e do terrível destino que aguarda a sua alma condenada.

Temos que considerar o homem em 3 aspectos:
Primeiro, seu estado antes da queda; em segundo lugar, a ação do homem durante a queda; e, em terceiro lugar, o homem depois da queda.


Antes da queda, temos que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus.
E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gn 1:26-27 )
Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.” (Gn 5:1)
Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.” (Gn 9:6 )”

O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem.” (1Co 11:7)

“Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” (2Co 4:4 )

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.” (Cl 1:15 )
E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.” (Cl 3:10 )

“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas.” (Hb 1:3 )
São estas as únicas passagens em que se declara de forma definitiva que o homem foi criado à imagem e à semelhança de Deus. O significado desta expressão pode elucidar-se mediante um exame exato das palavras empregadas. A idéia radical da palavra hebraica traduzida por «imagem» é a de uma sombra. Da outra palavra, não pode haver melhor tradução do que a adotada, vale por dizer, «semelhança».
Com respeito ao Novo Testamento, o termo traduzido por «imagem» nas primeiras Escrituras citadas é “eikon”, que sugere a idéia de uma semelhança de contorno, muito literalmente, um perfil. A palavra traduzida por «imagem» na passagem de Hebreus é a palavra “kharakter”, que, simplesmente, significa uma cópia exata, ou uma gravura. Assim se verá que tanto no Antigo Testamento como no Novo, a expressão sugere uma semelhança definida.
Tal como foi criado originalmente, o homem não estava apenas feito à imagem de Deus. Também foi feito para viver em união com Deus, de modo que toda a sua limitação pudesse achar o seu complemento na vida ilimitada do Eterno.

Esta proposta de vida de união com Deus pode descrever-se de duas maneiras: como comunhão pessoal, quer dizer, santidade de caráter, e como atividade cooperativa, ou seja, justiça de conduta. É inútil quedarmo-nos no Jardim do Éden para entender plenamente o que isto significava. Ali, no relato da criação, dá-se uma tênue sugestão da intenção divina. É necessário, sem embargo, vir ao segundo Adão, Jesus Cristo Homem, para uma completa apreciação deste intento divino. NEle a ininterrupta comunhão com o Pai manifestava-se em santidade de caráter, e a incessante cooperação com Deus expressava-se em absoluta justiça de conduta.

Para uma estimativa do significado de comunhão com Deus é mister recordar a análise de personalidade já mencionado: inteligência, emoção e vontade. No homem que ainda não tinha caído a inteligência limitada era, contudo, iluminada, sendo capaz de entender a Deus. A emoção limitada, não obstante, ardia para o conhecido, e o homem amava a Deus e tudo o que Ele amava. A vontade limitada, sem embargo, recebia energia da superior e infinita vontade de Deus, e assim sempre escolhia o que se harmonizava com essa divina vontade. Quer dizer que no homem não caído havia inteligência iluminada, emoção estimulada, vontade vigorizada, inteiramente dentro do domínio da divina soberania.
Logo, além dessa comunhão pessoal, havia atividade cooperativa, quer dizer, justiça de conduta. E, outra vez a análise de personalidade pode tomar-se como base de consideração. Toda a atividade é a expressão exterior de uma inteligência interior. Os atos da vida do homem não caído estavam em perfeita correspondência com os propósitos de Deus porque a sua inteligência tinha sido iluminada e apreciava as coisas de Deus. Neste ser a vontade exercia a sua mais elevada função ao escolher os aspectos de Deus, e as atividades da vida estavam associadas segundo as empresas de Deus. A ordem dada ao pai da raça era «dominai». Sobre uma maravilhosa criação, Deus pôs o homem. A criação sobre a qual o homem se encontrava não havia ainda manifestado todas as possibilidades da sua própria existência. Aguardava o toque do homem em cooperação com Deus para essa realização. Deus colocou o homem num Jardim para que ele o ordenasse e o mantivesse. A preparação do trabalho do homem foi de Deus, a criação do trabalhador foi de Deus, havia perfeita idoneidade entre o trabalho que era necessário fazer e o trabalhador preparado. Enquanto o homem vivia em comunhão com Deus e cooperava com Ele, toda a criação reconhecia a Sua direção, submetia-se ao Seu domínio e avançava ainda mais para formosura e perfeição maravilhosas.
Estas verdades estão evidenciadas pelo poder do homem ainda depois de sua queda. Todos os cultivos de flores, todas as invenções da ciência, são, em análise final, nada mais do que a cooperação com Deus, que resulta em outras formas de beleza e novas forças de utilidade. Uma ilustração muito singela na cultura floral é o crisântemo. Até há muito poucos anos era visto como uma flor de jardim antiquada, muito perfumada, mas muito simples. Hoje é uma das flores decorativas mais esplêndidas e maravilhosas. Tão formosa no comprimento e na delicadeza das suas pétalas, tão poética na sua inquieta ondulação de beleza e tão excelente na sua possibilidade de cor, que bem a tem descrito como «uma rosa irreprimível na sua alegria», segundo o doutor Joseph Parker. A possibilidade desta formosura sempre esteve dentro desta modesta flor de jardim, e o seu desenvolvimento deveu-se totalmente ao descobrimento que o homem fez de certas leis da natureza, as quais sempre estiveram nos pensamentos de Deus.
Assim também ocorre no campo dos descobrimentos científicos. Tome um mapa do mundo e ponha a mão sobre os centros onde se hão feito tais descobrimentos. Indiscutivelmente verá que a sua mão descansa sobre aquela terra onde há resplandecido mais intensamente a luz da revelação cristã. Estes fatos servem para provar que é em cooperação com Deus que o homem é capaz da mais alta atividade, porque na cooperação com Deus realiza a perfeição de caráter. O homem não caído realizou a mais elevada possibilidade do seu ser numa vida de comunhão pessoal e de atividade cooperativa com Deus.

Fica ainda um fato mais para recordar, concernente à condição do homem que ainda não tinha caído. Foi colocado em circunstâncias de prova. Quer dizer, a cidadela da sua natureza era a sua vontade. Para ele tratava-se de escolher se permaneceria nessa relação com Deus, que asseguraria a sua mais plena realização da possibilidade, ou separando-se de Deus, conduziria à sua própria ruína. Era uma alternativa terrível e tremenda. Sem embargo, a menos que fosse apresentada ao homem uma alternativa de obediência obrigatória, sua vontade e poder de escolha atrofiar-se-ia ao mais baixo grau em seu ser, por quanto o poder da vontade, não tendo nada que escolher, deixa de ter valor. Assim, no horto da sua atividade, Deus marcou-lhe o limite da sua possibilidade por dois símbolos sacramentais. Ambas eram árvores. Uma era a árvore da vida, do qual lhe mandou comer. A outra era a árvore da ciência do bem e do mal, que estava proibida. Entre estas havia uma variedade sem fim da qual podia ou não podia comer, conforme quisesse. Da árvore de vida tinha de comer, e assim, num símbolo positivo, lhe era recorda a sua dependência de Deus para o sustento do seu ser. Da árvore do conhecimento do bem e do mal estava ele proibido de comer, e assim lhe era recorda a limitação da sua liberdade dentro do governo de Deus. A vontade finita tem de ser provada, e subsistirá ou cairá conforme se submeta à infinita vontade do Deus infinito ou se rebele contra ela. Nestes termos, o homem não caído era um ser criado à imagem de Deus. Vivia em união com Deus, cooperava em atividade com Deus, tinha os limites do seu ser marcados por mandatos simples e definidos que lhe foram impostos. Além disso, tinha promessas de graça que o induziam ao que, por um lado, era o mais elevado, e uma solene sentença que o advertia contra o que, pelo outro lado, era o mais inferior. Era um soberano debaixo de uma soberania: independente, mas dependente. Tinha o direito da vontade, mas esta só podia exercitar-se perfeitamente em perpétua submissão à mais elevada vontade de Deus. Todo o fato está resumido quanto à natureza humana essencial nesta deliciosa copla:

«As nossas vontades são nossas, não sabemos como;
As nossas vontades são nossas para as fazermos Tuas». (Tennyson)

Ao considerar o relato bíblico da queda do homem, primeiro é necessário observar bem o processo da sua tentação. Na história de Gênesis é revelado claramente a grande distinção entre provar e tentar. A posição do homem na economia de Deus era que o punha no lugar de prova. Essa prova chegou a ser uma definida incitação para o mal mediante a agência do mal já existente, e expressando-se por meio do seu príncipe, o diabo. O método do inimigo estava cheio de toda a subtileza. Primeiro, fez uma pergunta calculada para criar o sentimento de liberdade restringida, e assim, pôr em dúvida a bondade de Deus. Parafraseando a pergunta, disse: Há neste jardim alguma árvore que te está proibida? Está limitada e restringida em algum ponto à tua vontade? A resposta da mulher admitiu a limitação que certamente existia. Então, a própria essência do mal vê-se na interpretação dessa limitação. A limitação no propósito de Deus era completamente benéfica, e a sua intenção era manter o homem dentro da única esfera em que podia progredir para a maior e mais plena possibilidade do seu ser. Sem embargo, o inimigo sugeriu que foi imposta por um desejo de parte de Deus de deter o homem do progresso e da ampliação da capacidade. Assim se vê que atrás do procedimento do diabo há uma calúnia quanto ao carácter de Deus. Fez com que o homem desconfiasse da bondade da lei. Apelando ao intelecto do homem, o inimigo criou uma expressão caluniosa, fazendo o cálculo de que trocaria a atitude da sua emoção e assim poderia capturar a última fortaleza, a de sua vontade. Declarou que a natureza intelectual não podia desenvolver-se devido a essa limitação. Por esta declaração, fez com que o homem duvidasse a respeito da bondade do Deus que tinha feito a lei. Desta forma, pôs em perigo a relação da vontade para com Deus, pois quis atrair a mulher para um lugar de atividade fora de e contrária à vontade de Deus.

Então veio a própria queda, e a sua característica essencial era a de uma ação independente. Depois de ter posto em julgamento a sabedoria e o amor de Deus, o homem, em vez de pedir conselho quanto à sugestão do mal, atuou independentemente. Nesse ato de auto separação de Deus caiu do âmbito em que era possível fazer efetivo todo o infinito significado doe seu ser, o de uma ruína total e irremediável. Todos os rios que entristeceram a vida do homem tiveram o seu nascimento neste lugar, retirado da vontade do homem do seu devido leito, o de atuar segundo a vontade de Deus. Escolheu a corrente sem leito de uma atividade indeterminável e desgovernada. Por ter tomado o fruto da árvore proibida o homem desprezou o emblema sacramental, porque tinha saído dessa esfera de vida da qual a árvore não participante era o limite.

Pela afirmação da sua própria vontade destronou a Deus e se venerou a si mesmo. Quanto à essência espiritual, o homem pecou quando, escutando o tentador, duvidou do amor e decidiu agir contra a vontade de Deus. Essa queda interior e espiritual do homem teve a sua expressão no ato abertamente cometido de tomar o que Deus tinha proibido.
A consequência do ato está revelada nas palavras: «O SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden». Por sua própria decisão e ato, o homem separou-se de Deus.. Por ter violado o pacto, o homem põe-se fora dos seus benefícios. A vida em dependência de Deus era a vida de união e cooperação com Deus. Devido a que o homem escolheu a posição de independência, agora encontra-se cortado da união e da cooperação. Perdeu o homem, a capacidade de crescer, separando-se de Deus, iniciou uma caminhada ladeira abaixo até as profundezas do desespero.

 Daqui em diante a sua inteligência atrofiou, por estar separada do Conhecimento Infinito. De igual modo, a sua emoção foi poluída, por ter perdido o seu perfeito objeto de adoração, que é Deus. A sua vontade, se transformou em uma magnífica ruína, perpetuamente procurará obter a superioridade, e contudo nunca poderá fazê-lo por ter perdido a sua própria e verdadeira fonte de ação, e o seu próprio Dono. Afastado de Deus, o homem não perdeu os poderes da sua criação original; perdeu a verdadeira esfera do seu exercício. A sua inteligência está entrevada, a sua emoção está amortecida, a sua vontade está degradada. A inteligência obscurecida só verá o que está perto. A amplitude da condição espiritual cessou, e o homem olhará o material numa semi cegueira que é ao mesmo tempo trágica e patética. Uma amortecida emoção, capacidade nascida do Céu, tentará satisfazer-se inteiramente dentro do domínio da Terra; e o amor, dado por completo a coisas físicas, estará para sempre ferido pela perda destas. A vontade degradada, sempre tentando ser autoritária, dominante, ver-se-á frustrada, deixada atrás, vencida. Desde esta desolação, desde esta desesperante ruína, Deus ouve o clamor (do Homem) por um Libertador.
Fonte:

Tomado e adaptado do livro (‘As crises de Cristo’) G. Campbell Morgan, Ediciones Hebrón - Desarrollo Cristiano

2 de dezembro de 2015

Mary Slessor - A rainha branca da Nigéria


Mary Slessor de Calabar (1848 - 1915), natural da Escócia. Ela se converteu na adolescência, e após ter feito trabalho missionário nas favelas de Dundee, sentiu o chamado de Deus para atuar como missionária na África. Em 1876, ela partiu para a Nigéria.



 *cruzada evangelística na Nigéria de Mary Slessor 

Ficou sabendo que mais adiante de Okonyong, encravada no coração da África, próximo de Calabar, havia uma área onde viviam quatro milhões de selvagens ferozes e cruéis, que até os soldados do governo temiam entrar nessas terras.
 
*coral em igreja da Nigéria
Esses quatro milhões de canibais eram tão degenerados, e seus hábitos tão infames, que é preciso muita imaginação para conceber as coisas que faziam. A bruxaria e a embriaguez eram desenfreadas. Os selvagens adoravam fetiches; assassinavam gêmeos; largavam as mães de gêmeos dentro da floresta para que fossem devoradas pelas feras, pois acreditavam que os gêmeos eram produzidos por uma união com os demônios.
filme em inglês sobre Mary Slessor - Um rio a mais

 
Quase metade da população era escrava. Quando um homem morria, devoravam cinquenta escravos; outros 25 tinham as mãos amarradas e suas cabeças deram decepadas. Mulheres solteiras eram bens móveis. Elas podiam ser estrupadas, torturadas ou assassinadas à vontade.
 
Era uma degradação inacreditável, especialmente para as mulheres. As crianças não eram consideradas melhores do que os animais e, muitas vezes, eram abandonadas para morrer.
 
O coração de Mary Slessor estava comovido com o problema dos gêmeos, sempre abandonados para morrer, ou triturados em um pote. Ela os pegava e levava consigo. No início as pessoas ficavam atônitas, porque acreditavam que qualquer pessoa que tocasse um gêmeo morreria, mas Mary não morreu.
 
Assim reuniu em torno de si, ao longo dos anos, muitas dessas "bairns" (crianças), como as chamava, a fim de criá-las. De modo inacreditável - por sua fé em Deus, suas orações seu semblante vencedor e o amor que demonstrava - ela foi aceita. As pessoas ficavam à sua volta observando. Eles jamais haviam visto uma pessoa branca. Eles tocavam sua pele.
 
Ela começou a ensiná-los sobre o Filho de Deus, que os havia amado a ponto de morrer por seus pecados. De um modo espantoso, Deus abriu seus corações. Tornaram-se extremamente dispostos a ouvir. Um após o outro, os chefes de várias aldeias rendiam suas vidas a Cristo. Um a um, os costumes horripilantes, que atormentaram esse povo por anos, foram abolidos; assassinatos de gêmeos, infanticidio, massacre de esposas e escravos, o julgamento por meio de veneno e óleo fervente, e todos os outros costumes horríveis.
 
A guerra contínua entre as diferentes tribos já perdurava por vários séculos, mas quando ela ouvia que uma tribo de guerreiros tinha saído para atacar outra, corria descalça pela selva, onde havia plantas e cobras venenosas.

Ela os impedia, ficando em frente a toda uma hoste de canibais armados, com os braços esticados, exigindo que parassem. E eles paravam. Por intermédio do seu ministério, milhares de nativos da tribo Ibo se tornaram cristãos abandonaram seus caminhos errados e os padrões morais foram elevados. Sem Jesus Cristo, jamais haveria existido uma Mary Slessor de Calabar e milhões de canibais jamais seriam  transformados pelo poder do Evangelho.

A Deus toda gloria, honra e louvor.

Hoje, Calabar se tornou Nigéria, um dos mais evangelizados países da terra, onde milhões de crentes no Senhor Jesus lutam por sua fé. 

 
Frases e pensamentos de Mary Slessor
Minha vida é como se fosse um grande livro de orações respondidas. Pela saúde do corpo, para o cansaço da alma, para direção na caminhada, para perdão dos erros, pelas resistências que o evangelho tem de enfrentar, por cada pequena necessidade e por tudo aquilo que possa me ajudar a cumprir as poucas coisas que faço para o Senhor, posso testificar e testemunhar, por todas essas maravilhas diárias que vejo Deus fazer ao meu redor, que Ele é um Deus que responde as orações.
 
O que eu poderei fazer com uma brilhante e dourada coroa a não ser jogá-la aos pés do Senhor Jesus!
 

Oração é o grande poder que Deus colocou em nossas mãos para o seu serviço – Vida de oração é mais difícil que fazer as coisas para o Senhor, mas sem essa vida de oração, nosso caminhar será quase inútil no reino de Deus.

Cristo nunca esteve com pressa. Na vida Dele nunca existiu nada precipitado, Nada antecipado. Os que tinha de ser feito no dia era feito naturalmente, sem pressão, sem demora, no tempo certo e cada dia trazia o seu desafio e tudo era lançado sob a vontade do pai.

Porque eu deveria temer? Eu estou em uma Missão Real, eu estou a serviço do Rei dos Reis.

Se vale a pena morrer por alguma coisa? Eu creio que sim, desde que por este motivo uma alma possa nascer de novo.

Oh Senhor, te agradeço por todos os que tu tens enviado para ouvir tua palavra, mas existem aqueles que ainda não te conhecem e eu preciso ir atrás deles também. Eles precisam saber que o Senhor já morreu por eles naquela cruz. Ajude-me a alcançá-los!



Senhor, esta missão é impossível para mim, mas não para ti. Tome a frente disso, eu te peço e eu seguirei após o Senhor.
 

Se você está brincando com a tentação, não espere que Deus irá te livrar.

O segredo de todo o fracasso é a  Desobediência a palavra de Deus

Se você nunca orou por um missionário, faça isso pelo menos uma vez

Cristo me mandou pregar seu evangelho e ele é que fará os resultados aparecerem
 
 Em Cristo nós nos tornamos novas criaturas. Sua vida se torna  nossa. Agora pegue essa palavra “Vida “ e tente entender seu real significado. A vida que ele nos deu é ETERNA, CELESTIAL, PLENA, MAGNÍFICA, ESPLÊNDIDA, SOBRENATURAL, ABUNDANTE, ABENÇOADA... Você se arriscaria a perder essa vida maravilhosa que já foi conquistada por Jesus, pelos prazeres temporários desta vida FÚTIL, LIMITADA, TERRENA, IMCOMPLETA, COMUM, ORDINÁRIA E COMPLETAMENTE INCERTA?


Ore muito, meu querido irmão, pois o poder é atraído pela oração 

1 de dezembro de 2015

Mary Slessor - A Rainha do Reino de Calabar


Corre, mãe! Corra!" Sempre que a mulher branca, ouvia estas palavras, ela sabia que era grave o problema, por isso ela correu apressada para a floresta. Lá ela encontrou Etim, o filho mais velho e herdeiro do Chefe da tribo, deitado inconsciente em uma árvore que tinha caído sobre ele. Por mais de quinze dias ela o alimentou e cuidou de seus ferimentos, mas seus esforços foram em vão. Pois a vida esvaiu-se lentamente de seu corpo e na manhã de domingo, antes da escola bíblica ele morreu . Esta notícia foi enviada com um espasmo de terror por todo o distrito, pois cada morte violenta como essa era atribuída à feitiçaria e era certo que um bom número de pessoas iriam ser acusadas de causarem essa morte e iriam morrer por supostamente terem sido a causa da árvore cair em cima do menino. Assim que o chefe da aldeia soube que seu filho havia morrido, ele gritou: "Aqueles que mataram meu filho, também devem morrer! Tragam a feiticeira da aldeia!" Por  causa destas palavras, todos fugiram. Quando a feiticeira chegou, ele por suas adivinhações colocou a responsabilidade pela morte do menino na aldeia em que vivia uma missionária vinda da escócia, conhecida como a mãe branca. Imediatamente, os armados guerreiros marcharam contra o povoado, e apreenderam dezenas de homens e mulheres, que vieram presos em correntes







 
A punição para os suspeitos era tomar veneno. A feiticeira falou que aos inocentes o veneno não irai fazer efeito, pois dizia: "Se eles não são culpados, eles não vão morrer." A missionária sabia que aquilo era um artefato do inimigo e não concordou com a decisão e passou a orar incessantemente ao Senhor. Milagrosamente, a ira do chefe foi se aplacando e ele foi convencido da inocência daquelas pessoas e foi libertando elas aos pares. Por último, onze dos presos foram libertados e a morte de um dos restantes, uma mulher, era exigido. A missionária porém, de todas as formas tentava salvar a vida dessa mulher, intercedendo junto ao chefe. Vendo a persistência e firmeza dessa nobre escocesa, e vencido pela grande compaixão que advinha dela, o líder tribal cedeu aos seus apelos o último dos presos foi liberado e contentou-se com o chefe do sacrifício de uma vaca. Foi a primeira vez em todo este distrito que a morte de um filho de um chefe não tinha sido vingada com sangue humano.

Como foi que essa solitária mulher branca foi  capaz de suportar esta longa e terrível provação? Deixa ela mesma dar a resposta: "Se eu não tivesse sentido  o meu Salvador próximo ao meu lado, eu teria perdido a minha razão." Habilitada por essa presença divina, ela ocupou o seu terreno e pregou para os nativos. Citando as palavras de Jesus: "Aquele que escuta a minha palavra e crê no que ele me enviou, tem a vida eterna, e não devem entrar em condenação, mas passou da morte para a vida", ela procurou mostrar os terrores do juízo divino e as maravilhas da vida eterna. Quem era esta mulher que poderia triunfar sobre tais condições? Ela era Mary Slessor, nascido em Aberdeen, Escócia, 2 de dezembro de 1848, e conhecida como a Rainha Branca de Calabar, uma região na costa oeste da África. Falando desta intrépida mulher, JH Morrison paga este tributo: "Ela tem direito a um lugar nas fileiras da frente heroínas da história, e se os  maiores feitos de um servo de Deus forem aqueles realizados com grande amor e auto-sacrifício , por anos de resistência e sofrimento, sustentados por uma vida de heroísmo e pura devoção, será difícil encontrar, se não impossível, um outro nome igual ao nome de Mary Slessor. " Ela era realmente uma rainha – Uma rainha por sua entrega a causa dos nativos da África, aos quais ela considerava filhos e uma rainha entre as heroínas da igreja cristã.
 
Amar = viver em favor de.
Mary Slessor

One More River - The Mary Slessor Story - Part 1
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 É madrugada. A alguns quilômetros da orla marítima, uma mulher e seis crianças negras caminham para a margem de um rio. Chove. Homens e mulheres africanos perguntam:
     - Por que nos abandonas, mãe?
     Maria Slessor pára junto à canoa, volta-se, contempla aqueles semblantes escuros e fala docemente:
     - Não fiquem tristes. Sei que vou para o meio de povos ferozes e adoradores do Maligno, mas eles também precisam ouvir falar de Jesus. Alegrem-se. Eu voltarei. Mas se não voltar, nós nos encontraremos nas margens do Grande Rio, diante do Grande Pai. E ali seremos todos de uma só cor, alvos como o marfim.


     Maria Slessor nasceu na Escócia, em 1848. Era loura, de cabelos lisos e olhos azuis. Aos onze anos de idade foi obrigada a trabalhar na tecelagem para ajudar financeiramente sua mãe, pois seu pai, alcoólatra inveterado, após a morte de Roberto, o filho mais velho, abandonou a senhora Slessor e os quatro filhos restantes. 
      Aos 14 anos Maria já era considerada uma hábil tecelã. Não sabia ela que futuramente Cristo a incumbiria de tecer as vestes brancas da salvação no coração dos negros africanos.
     Sua mãe era evangélica, membro da igreja de Aberdenn, e costumava contar aos filhos histórias da Missão Africana, visando despertar-lhes o interesse pela obra missionária.
 
     Atentos, eles ouviam a senhora Slessor falar-lhes de um rei africano e dos seus chefes de cor; das terras e das boas-vindas que costumavam oferecer aos missionários enviados; dos pretos de Calabar; de como Hope Waddell fora morar corajosamente no meio dos pântanos, e ali brilhar como uma luz, pregando aos selvagens o Evangelho de Cristo, e o quanto a Missão necessitava de obreiros e de manutenção.
     Às cinco da manhã, Maria se levantava e ia para a fábrica, onde permanecia até às dezoito horas. Levava sempre a Bíblia consigo, lendo-a no caminho, quando ia e quando voltava, e durante os intervalos do seu trabalho.
 
     Nessa época tornara-se membro da igreja de Wishart. Ali, pouco tempo depois, começou a dirigir uma classe bíblica para meninos rebeldes. Para atrair aqueles que se recusavam terminantemente a frequentar a classe, ela promovia reuniões ao ar livre.
     Certa vez um grupo de rapazes perversos resolveu acabar com uma dessas reuniões. O líder do grupo aproximou-se de Maria, sob o olhar dos demais, inclusive das crianças, e começou a girar uma corrente em cuja ponta estava presa uma bola de ferro. E a girava velozmente, avizinhando-a da cabeça de Maria, mas esta, encarando-o firmemente, não denunciava nenhum sinal de medo. 

     "Ela tem coragem" disse o rapaz, desistindo e abaixando o braço com que segurava a corrente. Em seguida sentaram-se todos, e juntamente com as crianças assistiram à reunião.
     Esse incidente contribuiu para mudar a vida daqueles moços, salientando também a coragem daquela que, não temendo lidar com garotos rebeldes nem enfrentar rapazes insubordinados, desafiaria, em plena selva, a agressividade e as lanças dos negros africanos.
 
     A missão de Calabar, na África Ocidental, tinha sido fundada no ano de 1846. Kurumã estava sendo evangelizado por Robertt Moffat, enquanto David Livingstone, "o fogo das mil aldeias", abria caminho através de todo o restante do Continente. 
     
O sonho da senhora Slessor era que Roberto, seu filho mais velho, fosse à África auxiliar o trabalho desses missionários. Mas a morte prematura do rapaz fê-la pensar que nunca teria um filho missionário.

     Quando, em 1874, Maria Slessor completou 26 anos, foi pedida em casamento. Mas neste mesmo ano o Império Britânico foi abalado com a notícia da morte de David Livingstone. Fizeram então apelo a voluntários para o continente africano, e Maria, decidindo entre a obra missionária e o casamento, optou pelo primeiro e ofereceu-se como missionária para Calabar. 
    
Nessa época, ela era aluna da Escola Normal de Edimburgo, e a coragem em seguir para um lugar conhecido como "sepultura dos brancos" deixou forte impressão em todos.

     Em agosto de 1876, no cais de Liverpool, Maria embarcava em um navio que a levaria a um continente que em nada se assemelhava à sua bela Escócia. Tornava-se então realidade o sonho da senhora Slessor.
     Pelas areias brancas de Cabo Verde, pelo Desembocadouro dos Escravos, pela Costa do Marfim e pela Costa do Ouro, a bordo do navio "Etiópia", dois olhos azuis deslizavam sua curiosidade pela misteriosa paisagem que delineia a navegação costeira
. 
    
Maria Slessor, recebendo brandamente no rosto a aragem fresca das praias africanas, contemplava interessadamente aquelas florestas que se erguiam, hostis e impenetráveis, margeando toda a costa.
     Chegando a Calabar, desembarcou e foi conduzida a Duke Town, uma vila litorânea onde residiam alguns missionários. Ali ela viveu durante quatro anos, ajudando nos cultos e estudando a língua local e alguns dialetos nativos.
     Era madrugada ainda quando Maria se levantava para tocar o sino, convocando os crentes à oração. O seu espírito, entretanto, ansiava por um trabalho de maior alcance, a liberdade pioneira, o desbrava-mento daquele solo enegrecido pelo pecado.
 
     Muitas vezes ela caminhava para a mata fechada e contemplava demoradamente as árvores que se erguiam ao longe, indecifráveis, sumindo no horizonte além. Era ali que se travavam, entre tribos que praticavam a feitiçaria e o canibalismo, os choques mais horrendos e cruéis já contemplados pela natureza humana. 
     E era ali que ela deveria estar, entre eles, modificando-lhes as práticas da ignorância e falando-lhes do amor de Jesus.
     Foi de um vilarejo chamado Cidade Velha que lhe veio o primeiro convite para ir evangelizar e morar entre os negros. Ela aceitou, agradecendo a Deus. Agora poderia expandir plenamente a sua vocação missionária.
 
     Seguiu para lá acompanhada de um guia e alguns carregadores. Quando a vereda por onde caminhavam se dividiu em duas, eles se depararam com um crânio humano enfiado em uma estaca. Ali estava designada a entrada da Cidade Velha.
     Durante mais de dois anos, Maria Slessor viveu naquele povoado como a única mulher branca entre negros, alegre por estar no meio deles, comendo na mesma mesa e falando-lhes da obra salvadora de Jesus.
 
     As paredes de sua casa eram de taipa e o teto de palha, e havia sempre várias crianças dormindo ali - órfãos e desprezados que Maria abrigava. Pensando nestas e nas outras crianças, fundou uma escola onde lhes ensinava não só o idioma deles, mas também a darem os primeiros passos nos caminhos eternos.
     Aos domingos pela manhã, dois meninos carregando um sino em um pau de bambu, percorriam toda a vila até o local da reunião, trazendo atrás de si um número sempre crescente de negros curiosos que se achegavam para ouvir a "Mãe Branca".
 
     E quando a noite se declinava sobre o povoado, recebia sempre em sua fronte escura a claridade do cântico daqueles nativos que cultuavam a Deus à luz das tochas vermelhas.
     Certa vez uma canoa pintada de vivas cores e conduzida por quatro negros de pele oleosa e rostos pintados de vermelho aproximou-se das margens do rio que banhava o vilarejo.
 
     Era a canoa do rei Ocon, chefe da tribo Ibaca, que a enviara juntamente com o convite para que Maria fosse morar em sua tribo. Ela aceitou. Esta seria uma grande oportunidade de evangelizar um povo que desconhecia Cristo. 
     Logo, toda a Cidade Velha ficou alvoroçada e entristecida. Mas às três horas da madrugada, despedindo-se de todos, Maria era conduzida rio acima, sob a cobertura de uma esteira improvisada para protegê-la da chuva e da água levantada pelos remos.
 
     Por um longo espaço de tempo aqueles homens remaram, e quando a madrugada enrubescia as primeiras horas do dia, sob o latido de cães e o cantar dos galos, chegaram a Ibaca.
     Deram-lhe uma casa semelhante à outra onde morava anteriormente. Multidões vieram das vilas vizinhas para ver sua pele branca. Pela manhã e à noite realizava cultos; durante o dia dava remédios aos doentes, fazia curativos em suas feridas ou lhes aconselhava o que deviam fazer. 
     Homens, ao natural ferozes e barulhentos, ficavam em completo silêncio ao verem Maria aproximar-se para lhes contar histórias. Ali, ela falou o Evangelho de Cristo a todos os que se achegaram para vê-la.

     Pelos fins de 1882, um tufão passou com extrema rapidez sobre a vila e derrubou a casa de Maria. Ela foi levada a Duke Town, mas o seu estado de saúde se agravou, fazendo-se necessária a sua volta à Escócia.
     Depois de três anos, recuperada e novamente pronta para enfrentar as dificuldades, voltou à África, desta vez dirigindo-se para a tribo de Creek Town.
     Viveu durante seis meses nesse povoado, até quando soube que o rei Eio, chefe da tribo Coiong, praticante da magia negra, a convidara para evangelizar sua tribo.
 
     Todos se opuseram à sua ida, alegando que aquela tribo não merecia confiança e que o convite era uma cilada. Mas ela não se impressionou, e, acompanhada de seis crianças e alguns carregadores, embarcou na canoa enviada pelo rei.
     Quando alcançaram a desembocadura de Equenque, a canoa foi abandonada, e, sob uma pesada chuva e o choro das crianças, iniciaram a jornada a pé, através de mais de uma légua de mata fechada.
 
     Sentindo no corpo as roupas encharcarem-se e os pés atolarem-se na lama, Maria avançava cantando trechos de hinos, a fim de encorajar as crianças. Mas em certos momentos era tão grande o seu cansaço que ela só conseguia pronunciar: "Pai, tem misericórda de mim!"
 
    Chegaram finalmente à tribo. Reinava ali um silêncio profundo. Maria gritou e dois escravos apareceram. Um deles acendeu o fogo e trouxe-lhe água, enquanto o outro correu com a notícia de que a "Mãe Branca" era chegada.
    É noite. Em uma área larga, no centro da tribo, há uma multidão de negros sentados, formando um grande círculo. As casas, distribuídas de modo a formar uma larga circunferência, erguem-se em volta dos ombros escuros. No centro da reunião há uma mesa coberta com uma toalha branca, e, em cima desta, acha-se aberta uma Bíblia.
 
     Quatro tochas presas a estacas se erguem de um lado e do outro da mesa. As chamas brilham nos rostos atentos. Junto à mesa há vários chefes sentados. E de pé, com os cabelos adquirindo tonalidade de ouro sob a vermelhidão das tochas, Maria Slessor prega ao maior ajuntamento de tribos negras já conseguido de uma só vez. 
     O olhar azul contempla a multidão silenciosa e atenta. "Para alumiar os que estão no assento das trevas e na sombra da morte, para corrigir os nossos pés no caminho da paz" (Lucas 1.79), é o trecho lido naquela noite pelos lábios que ainda se abririam inúmeras vezes para pregar a Palavra da Vida.
     Maria Slessor viveu ainda muitos anos entre as tribos africanas. Através de sua voz, milhares de negros tomaram conhecimento de Jesus Cristo e milhares o aceitaram como o Salvador. Ela foi, depois de David Livingstone, a missionária que mais conduziu negros aos alvos caminhos da salvação
.

     Em janeiro de 1915, cansada e ainda em plena África, ela foi ao encontro dAquele que, na grandiosidade do seu sacrifício, foi erguido no madeiro para constituir-se na esperança de todos os povos.

Jefferson Magno Costa