28 de agosto de 2010

Charles Finney - O grande avivalista











Finney nasceu em Warren, estado de Connecticut, depois sua família foi para a cidade de Hanover, em Nova Iorque. Seus pais não eram convertidos ao Evangelho, e a única imagem religiosa que tinha na adolescência era a de uma igreja conservadora e fria. Em 1821, após ler muitos livros de Direito, cujas leis eram fundamentadas na Bíblia, ele decidiu conhecer as Escrituras. Em uma tarde fria, Finney saiu para dar um passeio nos bosques. Lembrando-se dos exemplos do Livro Sagrado, procurou estar a sós com Deus. Ajoelhado em oração, Finney entregou-se a Jesus após travar uma batalha interior: Achei-me tomado por uma fraqueza e não consegui ficar em pé. Tive vergonha de que alguém me encontrasse ali, de joelhos, e logo em desespero percebi o que me impedia de entregar meu coração ao Senhor: meu orgulho. Fui vencido pela convicção do pecado. E me arrependi. Mais tarde no mesmo dia, ele foi batizado no Espírito Santo, numa experiência que ele relatou na sua autobiografia: "Mas assim que me virei para me sentar perto do fogo, um poderoso batismo do Espírito Santo caiu sobre mim inesperadamente. Nada esperava, tudo desconhecia daquilo que se estaria passando comigo. Nunca havia sequer imaginado que tal coisa existisse para mim, nunca me recordo de alguma vez haver ouvido uma pequena coisa sobre tal coisa. Foi de todo uma coisa absolutamente inesperada. O Espírito Santo desceu sobre mim de maneira que mais me parecia trespassar-me e atravessar-me de todos os lados, tanto física como espiritualmente. Mais me parecia uma corrente electrificada de ondas de amor. Passavam em e por mim, atravessando-me todo. Mais me pareciam ondas e ondas de amor em forma líquida, uma torrente de vida e amor, pois não acho outra maneira de descrever tudo aquilo que se passou comigo. Parecia-me o próprio sopro de vida vindo de Deus. Lembro-me distintamente que me parecia que esse amor soprava sobre mim, como com grandes asas.Não existem palavras que possam sequer descrever com a preciosidade e com a quantidade de amor que fora derramado em meu coração. Eu chorava de alegria profunda, urrava de amor e alegria! O meu coração muito dificilmente teria como se poder expressar de outra forma. Aquelas ondas sem fim passavam por mim, em mim, através de todo o meu ser. Recordo-me apenas de exclamar em alta voz que pereceria de amor se aquilo continuasse assim por muito mais tempo. Mas mesmo que morresse, não tinha qualquer receio de qualquer morte em mim presente." Quanto tempo permaneci neste estado de coisas, não sei precisar. Mas sei que muito tarde um membro do coro da igreja entrou nos escritórios para me encontrar naquele estado de coisas. Eu era então líder do coro e ele viera falar comigo sobre algo. Ele era um membro da igreja. Entrou e achou-me naquele estado de espírito de choro e lágrimas. Perguntou-me logo se estava bem. "Sr. Finney, o que se passa com o senhor?" Não conseguia responder-lhe uma palavra nesse preciso momento. Perguntou-me se estava com dores ou algo assim. Recolhi todo o meu ser o mais que pude e disse-lhe que não tinha qualquer dor, mas que estava tão feliz que não conseguia viver.Ele esgueirou-se rapidamente e saiu dali. Voltou com um dos presbíteros da igreja. Ele era um homem de feições muito sérias. Sempre que estava em minha presença, mantinha-se em vigilância absoluta, resguardando-se a ele próprio de mim. Nunca o havia visto rir-se sobre algo. Quando entrou, perguntou-me como me estaria a sentir. Comecei por lhe contar. Mas em vez de me dizer alguma coisa, deu-lhe um ataque de riso tão grande que não tinha como impedir de se rir muito à gargalhada e bem alto do fundo do seu coração!



A notícia da conversão de Finney espalhou-se rapidamento na cidade, e na noite seguinte ele deu seu testemunho na igreja, começando assim um avivamento naquela cidade: Comecei por dizer que agora sabia que a religião era vinda de Deus pessoalmente...Eu nunca havia orado em público. Mas logo o Sr. Gale [o pastor da igreja] tratou de remediar a questão, assim que terminara o seu discurso. Ele chamou-me a orar, o que fiz com grande liberdade de espírito e com largueza e abertura de coração. Aquela noite obtivemos uma reunião improvisada impar e bela. E a partir dali, não houve noite sem reunião de oração e isso durante muito tempo depois. A obra de Deus espalhava-se para todos os cantos e direções.

Finney começou reuniões de oração com os jovens da igreja, e todos foram convertidos. Depois ele foi visitar seus pais, e ambos foram tocados poderosamente por Cristo. Finney continuou tendo experiências poderosas e sobrenaturais com Deus, e passou a gastar muito tempo a sós com Ele em oração e jejum. Ele começou a pregar, primeiro nas pequenas cidades e aldeias, e depois nos grandes metrópoles, e muitos foram poderosamente convertidos.Ele entendeu a necessidade de comunicar o evangelho com simplicidade, usando ilustrações e linguagem apropriadas ao povo. Seu estilo de pregação atraiu muito oposição dos outros ministros: Antes mesmo de me haver convertido, eu tinha em mim uma tendência distinta desta. Eu aprendia a escrever e falar com linguagem muito ornamentada. "Mas quando comecei por pregar o evangelho de Cristo, a minha mente apoderou-se duma certa ansiedade em ser entendido por todos os que me tivessem como ouvir. Era urgente e expediente ser bem entendido. Estudei vigorosamente para encontrar e descobrir meios de persuasão que não fossem nem vulgares nem vulgarizados, mas também os quais fossem bem assimilados e que explanassem todos os meus pensamentos com a maior das simplicidades de linguagem, pois o alvo era ser entendido, salvar e não ser aceito pela opinião publica." Esta maneira de ser e estar no púlpito era opostamente agressiva à ideia comum entre o meio ministerial e as noções da altura, pois não aceitavam esta nova maneira de empreender e viver as verdades. A respeito das muitas ilustrações, eu não tinha como objectivo que se lembrassem da ilustração nem de mim, mas sim da verdade da ilustração contida em si e em mim.



Numa vila perto da cidade de Antwerp Finney pregou ao povo reunido na escola, e sua pregação foi interrompida por um grande mover do Espírito Santo: Falei-lhes durante algum tempo, mas quinze minutos depois de estar a falar sobre a sua responsabilidade pessoal diante de Deus, constrangendo-os ao arrependimento, de repente uma seriedade abismal apoderou-se daqueles rostos antes irados, uma solenidade fora do vulgar. Logo de seguida todas as pessoas começaram a cair nos seus joelhos, em todas as direções como que caindo dos seus assentos, clamando por misericórdia a Deus. Caso tivesse uma espada em minha mão, nada de igual havia de conseguir com efeitos parecidos e tão devastadores. Parecia que toda a congregação estava ou de joelhos, ou prostrados com o nariz no chão gritando por misericórdia logo ali. Numa questão de dois minutos toda aquela congregação estaria de joelhos a clamar. Cada um orava por si próprio, aqueles que tinham como falar.É obvio que tive de parar com a pregação, já que ninguém me prestava mais atenção( O Espírito Santo é o dono do culto ) . . Todo o meu coração palpitava e exultava de tal modo que me controlei com muito custo para não gritar de alegria por toda aquela visão celestial, dando glória a Deus.

Em 5 de outubro de 1824, Finney casou-se com Lydia. Ele a deixou para ir buscar seus pertences em Evan Mills, esperando estar de volta em uma semana, mas só voltou seis meses depois: Eis o que aconteceu: No outono anterior, Finney pregara várias vezes em Perch River. Um mensageiro foi procurá-lo, pedindo para pregar mais uma vez em Perch River porque Deus estava dando um reavivamento. Finney prometeu visitá-los na noite de terça-feira. Deus operou tão poderosamente que Finney prometeu outro culto na noite de quarta-feira, depois na de quinta, e outros mais...O reavivamento estendeu-se até uma grande cidade chamada Brownsville. O povo dali insistiu para que Finney passasse o inverno. No começo da primavera, Finney preparou-se para voltar para a esposa. Ele teve de parar para ferrar o cavalo em Rayville. As pessoas o reconheceram e correram ao seu encontro, insistindo para que pregasse pelo menos uma vez ali. Finney anunciou então uma reunião à uma hora da tarde. Uma multidão se formou ao seu redor. O Espírito Santo veio em poder e eles suplicaram que Finney passasse a noite na cidade. Ele pregou naquela noite e o fogo de reavivamento continuou queimando. Pregou então na manhã seguinte e teve de permanecer mais uma noite, já que Deus estava operando tão profundamente. Finney pediu a um irmão cristão que levasse seu cavalo e trenó à sua esposa e lhe contasse os fatos. Eles estivam separados há seis meses. Finney continuou pregando em Rayville mais algumas semanas e a maioria do povo se converteu.

A CONTROVÉRSIA TEOLÓGICA

A controvérsia teológoca de Finney Finney não ofuscou seu ministério, mas condenou parte de seu ensino e revelou também que um homem cheio do Espírito ainda é "apenas um homem". Apesar de presbiteriano rejeitou completamente o calvinismo. Estudou a doutrina apenas de modo lógico e com a sua mente de advogado criou um sistema teológico que satisfez seu próprio senso de lógica. Aplicou parâmetros legais norte-americanos do séc XIX a muitas das doutrinas bíblicas. “Eu não havia lido nada sobre o assunto da expiação, exceto minha própria Bíblia”, ele escreveu: “ E o que eu encontrei sobre o assunto, interpretei como teria com passagens semelhantes ou iguais em um livro a respeito de leis”. Finney concluiu que a justiça de Deus exigia que Ele extendesse sua graça igualmente a todos. Raciocinou que Deus não poderia, de forma justa, ter a humanidade como culpada pela desobediência de Adão. Em sua opinião, um Deus justo jamais condenaria as pessoas por serem pecadores por natureza: “A bíblia define o pecado como sendo a transgressão da lei. Que lei violamos ao herdarmos esta natureza {Pecaminosa}? Que lei exige que tenhamos uma natureza diferente da que possuímos ? A razão confirma o fato de que somos merecedores de ira e da maldição de Deus para sempre, por termos herdados de Adão uma natureza pecaminosa? Assim Finney descartou o ensino das Escrituras (Rm 5 16-19), em favor da razão humana, no tocante ao pecado original. Pior ainda, Finney negou que um Deus Santo imputaria os pecados das pessoas a Cristo ou a justiça de Cristo aos que Crêem. Concluiu que essas doutrinas, claramente ensinadas em Romanos 3, 4, 5, eram ‘Ficção teológica”. Em essência, ele rejeitou o cerne da teologia evangélica.

Infelizmente, o sucesso inicial de Finney na pregação obscureceu as imperfeições de sua teologia. Ao rejeitar as tendências hipercalvinista, Finney pendeu desenfreadamente ao outro extremo ( o famoso movimento pendular). “Não há nada na religião além das capacidades naturais”, escreveu ele. “Um avivamento não é um milagre nem depende, em qualquer aspecto, de um milagre. É um resultado puramente filosófico do uso adequado de meios constituídos, assim como qualquer outro efeito é produzido pela utilização de meios... Um avivamento é um resultado tão natural do uso de meios quanto, uma colheita resulta da aplicação dos meios apropriados”. Eis aí Finney, Herói como ganhador de almas mas para muitos vilão como mestre. Seus erros doutrinários não puderam porém apagar a gigantesca obra que Deus realizou através desse vaso de honra na casa do Senhor.

Ministro do Evangelho -

Em 1823, Finney se tornou ministro do Evangelho na Igreja Presbiteriana de Saint Lawrence, e iniciou, no ano seguinte, o processo conhecido nos livros de história como "o fogo dos nove anos", entre 1824 e 1832. Naquele período, ele administrou reuniões de reavivamento ao longo das chamadas cidades orientais: Gouverneur, Roma, Utica, Ruivo, Troy, Wilmington, Filadélfia, Boston e Nova Iorque. Durante as reuniões, advogados, médicos e homens de negócios se arrependiam de seus pecados e se entregavam a Jesus com lágrimas. Em Rochester, diz-se que o lugar foi estremecido até as suas fundações, e cerca de 1.200 pessoas converteram-se a Cristo. Boa parte delas tornou-se membro da Igreja Presbiteriana daquela cidade.

Daquele momento em diante, tudo em sua vida seria incomum. Conta-se que, após uma de suas pregações em Governeur, no estado de Nova Iorque, não houve baile ou representações teatrais por quase seis anos, tamanha a força das palavras proferidas pelo chamado apóstolo do avivamento. Ao longo de todo seu ministério pela América, calcula-se que cerca de 500 mil pessoas aceitaram ao Senhor.

Como mandar alguém para o inferno

O famoso pregador Charles Finney, ironicamente ensinava seus alunos sobre técnicas de pregação para que ninguém pudesse ser salvo. Se você não quer ver pessoas salvas, ironizava ele, use as dicas abaixo.

1. Que sua motivação para pregar seja a sua popularidade e não a salvação das pessoas.

2. Procure agradar a sua congregação, mantendo diante dela uma boa reputação em vez de agradar a Deus.

3. Pregue sobre coisas que o povo gosta, sobre temas sensacionais que atraiam as pessoas, e evite pregar a essência da doutrina da salvação.

4. Seja discreto na hora de denunciar o pecado, e nem mencione os pecados que assolam sua congregação.

5. Pregue apenas sobre o amor e as virtudes da glória celestial, e não mencione sobre os perigos do pecado.

6. Reprove os pecados dos que não estão no culto, e faça com os que estão nos cultos sintam-se bem consigo mesmos, para que seu sermão lhes agrade e não deixem o culto com seus sentimentos machucados.

7. Dê a entender aos crentes mundanos, membros da igreja de que Deus é bom demais para mandá-los pro inferno, se é que este existe.

8. Pregue sobre a fraternidade universal de Deus e a fraternidade dos homens e não fale a respeito da necessidade de um novo nascimento.

fontes: www.pastorjoao.com.br . Pastor João de Souza

SERMOES DE FINNEY EM PORTUGUÊS





 

Christmas Evans - "O John Bunyan de Gales"



Seus pais deram-lhe o nome de Christmas porque nasceu no dia de "Christmas" ( Natal ), em 1766. O povo deu-lhe a alcunha de "Pregador Caolho" porque era cego de um olho. Alguém assim se referiu a Christmas Evans: "Era o mais alto dos homens, de maior força física e o mais corpulento que jamais vi. Tinha um olho só; se há razão para dizer que era olho, pois mais propriamente pode-se dizer que era uma estrela luzente, brilhando como Vênus". Foi chamado, também, de "O João Bunyan de Gales", porque era o pregador que na história desse país, desfrutava mais do poder do Espírito Santo. Em todo o lugar onde pregava, havia grande número de conversões. Seu dom de pregar era tão extraordinário, que, com toda a facilidade, podia levar um auditório de 15 a 20 mil pessoas, de temperamento e sentimentos vários, a ouvi-lo com a mais profunda atenção. Nas igrejas, não cabiam as multidões que iam ouvi-lo durante o dia; à noite, sempre pregava ao ar livre, sob o brilhar das estrelas.

Evans, durante a sua mocidade, viveu entregue à devassidão e à embriaguez. Numa luta, foi gravemente esfaqueado; outra vez foi tirado das águas como morto e, ainda doutra vez, caiu de uma árvore sobre uma faca. Nas contendas era sempre o campeão, até que, por fim, numa briga, seus companheiros cegaram-lhe um olho. Deus, contudo, fora misericordioso durante esse período, guardando-o com vida para, mais tarde, fazê-lo útil no seu serviço. Com a idade de 17 anos, foi salvo: aprendeu a ler e, não muito depois, foi chamado a pregar e separado para o ministério. Seus sermões eram secos e sem fruto até que, um dia, em viagem para Maentworg, segurou seu cavalo e entrou na mata onde derramou a sua alma em oração a Deus. Como Jacó em Peniel, de lá não saiu antes de receber a benção divina. Depois daquele dia reconheceu a grande responsabilidade de sua obra; regozijava-se sempre no espírito de oração e surpreendeu-se grandemente com os frutos gloriosos que Deus começou a conceder-lhe. Antes destas coisas, possuía dons e corpo de gigante; porém, depois, foi-lhe acrescentado o espírito de gigante. Era corajoso como um leão e humilde como um cordeiro; não vivia para si, mas para Cristo. Além de ter, por natureza, uma mente ativa e uma maneira tocante de falar, tinha um coração que transbordava de amor para com Deus e o próximo. Verdadeiramente era uma luz que ardia e brilhava. No Sul de Gales andava a pé, pregando, às vezes, cinco sermões num só dia. Apesar de não andar bem vestido e de possuir maneiras desastrosas, afluíam grandes multidões para ouvi-lo. Vivificado com o fogo celestial, subia em espírito como se tivesse asas de anjo e quase sempre levava o auditório consigo. Muitas vezes os ouvintes rompiam em choro e outras manifestações, coisas que não podiam evitar. Por isso eram conhecidos por " Saltadores Galeses " .

Era convicção de Evans que seria melhor evitar os dois extremos: o excesso de ardor e a frieza demasiada. Porém Deus é um ser soberano, operando de várias maneiras. A alguns Ele atrai pelo amor, enquanto a outros Ele espanta com os trovões do Sinai, para acharem preciosa paz em Cristo. Os vacilantes, às vezes, são por Deus sacudidos sobre o abismo da angústia eterna, até clamarem pedindo misericórdia e acharem gozo indizível. O cálice desses transborda até que alguns, não compreendendo, perguntam: - " Por que tanto excesso ? " Acerca da censura que faziam dos cultos, Evans escreveu: " Admiro-me de que o gênio do mau, chamando-se ' o anjo da ordem, queira experimentar tornar tudo, na adoração a Deus, em coisas tão seca como o monte Gilboa. Esses homens da ordem desejam que o orvalho caia e o sol brilhe sobre todas as suas flores, em todos os lugares, menos nos cultos ao Deus todo-poderoso. Nos teatros, nos bares e nas reuniões políticas, os homens comovem-se, entusiasmam-se e são tocados de fogo como qualquer ' Saltador Galês ' . Mas, segundo eles desejam, não deve haver coisa alguma que dê vida e entusiasmo à religião ! Irmãos, meditai nisto ! - Tendes razão, ou estais errados ? "

Conta-se que, em certo lugar, havia três pregadores para falar, sendo Evans o último. Era um dia de muito calor; os primeiros dois sermões foram muito longos, de forma que todos os ouvintes ficaram indiferentes e quase exaustos. Porém, depois de Evans haver pregado cerca de quinze minutos, sobre a misericórdia de Deus, tal qual se vê na parábola do " Filho Pródigo ", centenas dos que estavam sentados na relva, repentinamente, ficaram em pé. Alguns choravam e outros oravam sob grande angústia, Foi impossível continuar o sermão: o povo continuou a chorar e orar durante o dia inteiro e de noite até amanhecer. Na ilha de Anglesey, porém, Evans teve de enfrentar certa doutrina chefiada por um orador eloqüente e instruído. Na luta contra o erro dessa seita, começou a esfriar espiritualmente. Depois de alguns anos, não mais possuía o espírito de oração nem o fogo da vida cristã. Mas ele mesmo descreveu como buscou e recebeu de novo a unção do poder divino que fez a sua alma abrasar-se ainda mais do que antes: " Não podia continuar com o meu coração frio para com Cristo, sua expiação e a obra do Espírito. Não suportava o coração frio no púlpito, na oração particular e no estudo, especialmente quando me lembrava de que durante quinze anos o meu coração se abrasava como se eu andasse com Jesus no caminho de Emaús. Chegou o dia, por fim, que nunca mais esquecerei. Na estrada de Dolgelly, senti-me obrigado a orar, apesar de ter o coração endurecido e o espírito carnal. Depois de começar a suplicar, senti como que pesados grilhões me caíssem e como que montanhas de gelo se derretessem dentro de mim. Com esta manifestação, aumentou em mim a certeza de haver recebido a promessa do Espírito Santo. Parecia-me que meu espírito inteiro fora solto de uma prisão prolongada, ou como se estivesse saindo do túmulo num inverno muito frio.
Correram-me abundandemente as lágrimas e fui constrangido a clamar e pedir a Deus o gozo da sua salvação, e que Ele visitasse, de novo, as igrejas de Anglesey que estavam sob meus cuidados. Tudo entreguei nas mãos de Cristo... No primeiro culto depois, senti-me como que removido da região estéril e frígida de gelo espiritual, para as terras agradáveis das promessas de Deus.
. Comecei, então, de novo os primeiros combates em oração, sentindo um forte anelo pela conversão de pecadores, tal como tinha sentido em Leyn. Apoderei-me da promessa de Deus. O resultado foi, que vi, ao voltar para casa, o Espírito operar nos irmãos de Anglesey, dando-lhes o espírito de oração com importunação " .

Passou então o grande avivamento do pregador ao povo em todos os lugares da ilha de Anglesey e em todo o Gales. A convicção de pecado, como grandes enchentes passava sobre os auditórios. O poder do Espírito Santo operava até o povo chorar e dançar de alegria. Um dos que assistiram ao seu sermão sobre " O Endemoninhado Gadareno ", conta como Evans retratou tão fielmente a cena do livramento do pobre endemoninhado, a admiração do povo ao vê-lo liberto, o gozo da esposa e dos filhos quando voltou a casa, curado, que o auditório rompeu em grande riso e choro. Alguém assim se expressou: " O lugar tornou-se em um verdadeiro ' Boquim ' de choro " ( Juízes 2: 1-5 ). Outro ainda disse que o povo do auditório ficou como os habitantes duma cidade abalada por um terremoto, correndo para fora, prostrando-se em terra e clamando a Deus. Não semeava pouco, portanto colhia abundantemente; ao ver a abundância da colheita, sentia seu zelo arder de novo, seu amor aumentar e era levado a trabalhar ainda mais. A sua firme convicção era de que nem a melhor pessoa pode salvar-se sem a operação do Espírito Santo e nem o coração mais rebelde pode resistir ao poder do mesmo Espírito. Evans sempre tinha um alvo quando lutava em oração: firmava-se nas promessas de Deus, suplicando com tanta importunação como quem não podia desistir antes de receber. Dizia que a parte mais gloriosa do ministério do pregador era o fato de agradecer a Deus pela operação do Espírito Santo na conversão dos pecadores . Como vigia fiel, não podia pensar em dormir enquanto a cidade se incendiava. Humilhava-se perante Deus, agonizando pela salvação de pecadores, e de boa vontade gastou suas forças físicas, ou mentais, pregou o último sermão, sob o poder de Deus, como de costume. Ao findar disse: " Este é meu último sermão " . Os irmãos entenderam que se referira ao último sermão naquele lugar. Caiu doente, porém, na mesma noite. Na hora da sua morte, três dias depois, dirigiu-se ao pastor, seu hospedeiro, com estas palavras: " O meu gozo e consolação é que, depois de me ocupar na obra do santuário durante cinqüenta e três anos, nunca me faltou sangue na bacia. Prega Cristo ao povo " . Então, depois de cantar um hino, disse: " Adeus ! Adeus ! " e faleceu. A morte de Christimas Evans foi um dos eventos mais solenes em toda a história do principado de Gales. Houve choro e pranto no país inteiro. O fogo do Espírito fez os sermões deste servo de Deus abrasar de tal forma os corações, que o povo da sua geração não podia ouvir pronunciar o nome de Christimas Evans sem ter uma lembrança vívida do Filho de Maria na manjedoura de Belém; o seu batismo no Jordão; do jardim do Getsêmani; do tribunal de Pilatos; da coroa de espinhos; do monte Calvário; do Filho de Deus imolado no altar, e do fogo santo que consumia todos os holocaustos, desde os dias de Abel até o dia memorável em que esse fogo foi apagado pelo sangue do Cordeiro de Deus.
 

 
 O Triunfo do Calvário
CHRISTMAS EVANS

"Quem é este que vem de Edom, de Bozra. com vestes tintas? Este que é glorioso em sua vestidura, que marcha com a sua grande força? Eu. que falo em justiça, poderoso para salvar. Por que está vermelha a tua vestidu­ra? E as tuas vestes, como as daquele que pisa uvas no lagar? Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém se achava comigo; e os pisei na minha ira e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura. Porque o dia da vingança estava no meu coração, e o ano dos meus redimidos é chegado. F. olhei, e não havia quem me ajudasse; e espantei-me de não haver quem me sustivesse; pelo que o meu braço me trouxe a salvação, e o meu furor me susteve. E pisei os povos na minha ira e os embriaguei no meu furor, e a sua força derribei por terra." (Is 63-1-6)

ESTA passagem é uma das mais sublimes da Bíblia. Não mais majestosa e impressionante é a voz de Deus saindo da sarça ardente. Ela apresenta o Capitão de nossa salvação, deixado sozinho no calor da batalha, marchan­do vitoriosamente pelas colunas quebradas do inimigo, irrompendo as barreiras a parte, conquistando os portões de bronze e libertando me­diante conquista os cativos do pecado e da morte. Em primeiro lugar, vamos determinar os eventos a que nosso texto se relaciona, e depois explicaremos brevemente as perguntas e respostas que contém.

I. Temos aqui uma vitória maravilhosa, obtida por Cristo, na cida­de de Bozra, na terra de Edom. Nossa primeira investigação diz res­peito ao tempo e lugar dessa conquista.

Algumas profecias são literais, outras figurativas. Algumas já se cumpriram, outras estão em processo diário de cumprimento. Com respeito a esta profecia, os clérigos discordam. Uns julgam que é uma descrição do conflito de Cristo e da vitória fora dos portões de Jerusa­lém, dezoito séculos atrás; e outros entendem que se refere à grande batalha do Armagedom, predito no Apocalipse c ainda a ser realizada antes do fim do mundo.

Não estou propenso a passar pelo monte do Calvário e pelo sepulcro novo de José de Arimatéia em meu caminho ao campo do Armagedom; nem estou inclinado a parar na cena da crucificaçào e da ascensão sem ir mais distante, à conquista final do inimigo. Creio que a inspiração divina incluiu ambos os eventos no texto: a vitória já ganha no Calvário e a vitória ainda a ser cumprida no Armagedom; a vitória completa da paixão do Messias e a vitória progressiva do Evan­gelho e da sua graça.

A principal dificuldade cm entender algumas partes da Palavra de Deus surge de palavras não traduzidas, muitas das quais encontram-se em nossa versão como também na de nossos vizinhos ingleses. Por exem­plo, está escrito:

"E chegou e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno" (Mt 2.23).

Onde nos profetas está predito que Cristo será chamado Nazareno? Em nenhum lugar. Quando os nomes próprios são traduzidos, a dificuldade desaparece. "E chegou e habitou numa cidade chamada Plantação, para que se cumprisse o que fora dito pelos profe­tas: Ele será chamado o Renovo". Este nome lhe é dado por Isaías, Jeremias e Zacarias. Esta é precisamente a dificuldade que ocorre em nosso texto, e a tradução dos termos resolve o problema: "Quem é este que vem de Edom [terra vermelha], de Bozra [tribulação], com vestes tintas?"

A primeira parte do texto tem referência à vitória do Calvário; a última antecipa a batalha e triunfo do Armagedom, mencionados em Apocalipse. A vitória do Calvário é consumada na manhã do terceiro dia depois da crucificação. O Vencedor sobe da terra e exclama: "Eu sozinho pisei no lagar do Calvário; e eu os pisarei na minha ira e os embriagarei no meu furor na batalha do Armagedom. Eu surpreende­rei e destruirei a besta e o falso profeta, e a antiga serpente, o diabo, com todas as suas hostes".

Quando o curso da batalha dirigiu-se ao campo de Waterloo, o duque de Wellington montou em seu cavalo e perseguiu o inimigo derrotado. Assim o Vencedor de Isaías, tendo derrotado os poderes do inferno no Calvário, persegue-os e os destrói no campo do Armagedom. Aqui Ele é apresentado como herói a pé, um príncipe sem exército; mas João, o revelador, viu-o montado num cavalo bran­co, seguido pelos exércitos do céu, todos em cavalos brancos, e nin­guém a pé entre eles.

A vitória do Calvário é como o sangue da expiação no santuário. Um querubim olhava numa direção, e o outro em outra, mas os dois olhavam o sangue reconciliador. Assim, todos os grandes eventos do tempo — todas as provas e triunfos do povo de Deus —, os que aconteceram antes, os que aconteceram desde então e os que ainda estão para acontecer, estão todos olhando para a luta do Getsêmani, o conflito do Gólgota e o triunfo das Oliveiras. A fuga do Egito e a volta da Babilônia olhavam adiante para a cruz de Cristo; e a fé do homem perfeito de Uz apoiava-se num Redentor ressurreto. Os már­tires cristãos venceram pelo sangue do Cordeiro, e todas as suas vitó­rias ocorreram em virtude de uma grande conquista. O sepulcro de Jesus é o local de nascimento da imortalidade do seu povo, e o poder que o ressuscitou dentre os mortos abrirá os sepulcros de todos os santos. "Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, vós que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos" (Is 26.19)-

Cristo se ofereceu em sacrifício por nós e bebeu o cálice da justa indignação de Deus em nosso lugar. Ele foi pisado pela poderosa justiça como um cacho de uvas no lagar da Lei, até que os vasos de misericórdia transbordassem com o vinho da paz e do perdão, o que fez milhares de espíritos arrependidos e humildes "[se alegrarem) com gozo inefável e glorioso" (1 Pe 1.8). Ele sofreu por nós para que triunfássemos com Ele. Mas nosso texto o descreve como Rei e Con­quistador. Ele era, ao mesmo tempo, a vítima moribunda e o vence­dor imortal. No "poder de uma vida infinita", Ele estava em torno do altar quando o sacrifício queimava. Ele estava vivo nos vestuários sacerdotais, com o incensário de ouro na mão. Ele estava vivo na glória real, com a espada e o cetro na mão. Ele estava vivo na proeza conquistadora, e tinha dado um fim ao pecado e ferido a cabeça da serpente, despojado os principados e poderes do inferno, e abaixado os exércitos derrotados do príncipe das trevas ao lagar da ira do Deus Todo-poderoso. Então na manhã do terceiro dia, quando Ele ressusci­tou dos mortos e os expôs publicamente — aí começou o ano do jubileu com poder!

Depois de os profetas dos tempos antigos terem visto por muito tempo através das névoas da futuridade os sofrimentos de Cristo e a glória que se seguiria, um grupo deles estava reunido no auge do Calvário. Eles viram um exército de inimigos subindo a colina, dis­postos para a batalha e de aspecto muito terrível. No meio da linha de ataque estava a lei de Deus, ardente, explícita em extremo e operante em ira. À direita, encontrava-se Belzebu com suas tropas de demôni­os infernais, e à esquerda, Caifás com os sacerdotes judeus e Pilatos com seus soldados romanos. A retaguarda foi coberta pela morte, o último inimigo. Quando os santos profetas viram este exercito e per­ceberam que estava se aproximando, recuaram e prepararam-se para fugir. Quando olharam em volta, viram o Filho de Deus que avançava com passos intrépidos, tendo a face fixa no grupo hostil. "Vês o peri­go que está diante de ti?", perguntou um dos homens de Deus. "Eu os pisarei na minha ira", respondeu Ele, "e os embriagarei no meu fu­ror". "Quem és tu?", disse o profeta. Ele respondeu: "Eu que falo em retidão, poderoso para salvar". "Tu te aventurarás na batalha sozi­nho?", perguntou o profeta. O Filho de Deus respondeu: "Eu olhei, e não havia quem me ajudasse; e espantei-me que não houvesse quem me sustivesse; pelo que o meu braço me trará salvação, e o meu furor me susterá". "Em que ponto tu começarás o ataque?", inquiriu o pro­feta, ansioso. "Primeiro irei ao encontro da Lei", respondeu Ele, "e passarei sob sua maldição: pois, vejam! Venho para fazer a tua vonta­de, ó Deus. Quando eu tiver sido bem-sucedido no centro da linha de ataque, a batalha virará a meu favor". Assim dizendo, avançou. Imedi­atamente, ouviram-se os trovões do Sinai, e o grupo inteiro dos pro­fetas estremeceu de terror. Mas Ele avançou, destemido, entre os rai­os fulgurantes. Por um momento, Ele ficou escondido da visão; c a bandeira da ira ondulou em triunfo.

De repente, a cena mudou. Um fluxo de sangue verteu do seu lado ferido c apagou todos os fogos do Sinai. A bandeira da paz foi vista agora desfraldada; e a consternação encheu as fileiras dos inimi­gos. Então Ele esmagou, com o calcanhar ferido, a cabeça da antiga serpente; e pôs todos os poderes infernais em fuga. Com a vara de ferro Ele despedaçou os inimigos à esquerda, como vaso de oleiro. Ainda restou a morte, que se julgava invencível, tendo até ali triunfa­do sobre todos. Ela avançou, bradando seu aguilhão que havia sido afiado nas tábuas de pedra do Sinai. Ela o arremessou ao Conquista­dor, mas o aguilhão virou para baixo e ficou dependurado como a correia flexível de um chicote. Espantada, ela se retirou para o sepulcro, seu palácio, onde o Conquistador a perseguiu. Num canto escuro da cova, ela se sentou no seu trono formado de crânios e chamou os vermes, até então seus aliados fiéis, para ajudá-la no conflito; mas eles responderam: 'Sua carne não verá corrupção!" O cetro lhe caiu da mão. O Conquistador agarrou a morte, amarrou-a e condenou-a ao lago de fogo. O Conquistador então subiu do sepulcro, seguido por um grupo de cativos libertos que saíram depois da sua ressurrei­ção para serem testemunhas da vitória que Ele havia conquistado.

João, no Apocalipse, não olhou tanto para trás quanto a ver o Conquistador pisando este lagar; mas ele o viu montado no cavalo branco, ornamentado com muitas coroas, os olhos como chamas de fogo, uma espada de dois gumes na mão, à frente dos exércitos do céu, avançando vencendo e para vencer. Este é o cumprimento da sua declaração em nosso texto: "E pisei os povos na minha ira e os embriaguei no meu furor". Este é o começo do jubileu, a batalha do Armagedom, em que serão subvertidas toda a idolatria e superstição pagas, a besta e o falso profeta serão desbaratados, e o Diabo e suas legiões levados prisioneiros pelo Emanuel e fechados no inferno. AquEle que conquistou os principados e poderes no Calvário não deixará o campo até que todos os inimigos sejam postos por seu escabelo, c regerá o cetro sobre um universo de súditos. Tendo envi­ado o Evangelho de Jerusalém, Ele o acompanha com a graça do Espírito Santo; e o Evangelho não voltará a Ele vazio, mas realizará o que lhe agrada e prosperará para o que Ele o enviou.

A vitória do Armagedom é obtida em virtude da vitória do Calvário. É apenas a consumação da mesma campanha gloriosa; c o primeiro golpe decisivo dado no príncipe das trevas é precursor seguro da vitória final. 'Eu te encontrarei novamente em Filipos!", disse Júlio César a Brutus. "Eu te encontrarei novamente no Armagedom!', disse o Filho de Deus a Satanás no Calvário. 'Eu te encontrarei no travamento de combate entre o bem e o mal, a graça e a depravação, no coração de todos os crentes; na peleja da verdade divina com os erros huma­nos, da religião de Deus com as superstições dos homens; em cada sermão, em cada reavivamento, em cada empreendimento missioná­rio; na expansão e glória do Evangelho nos últimos dias, eu te encon­trarei; e o calcanhar que tu feriste esmagará a tua cabeça para sem­pre!"

A libertação do homem é de Deus. O homem não tinha nem a inclinação nem o poder. Sua salvação originou-se no amor divino, e

jorrou impetuosamente como oceano das fontes da eternidade. Satanás, como leão voraz, tinha tomado a presa e estava correndo para a cova com a ovelha ensangüentada na boca; mas o Pastor de Israel o persegue, alcança-o e despedaça-o como se fosse um cabrito. A de­claração de guerra foi feita no Éden: "E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3-15) terá cumprimento. A liga com o inferno e a aliança com a morte não permanecerão. A rebelião será sufocada, a conspiração esmagada e o homem forte armado entrega­rá a fortaleza a um mais forte. As obras do Diabo serão destruídas, e a presa será tirada dos dentes do terrível. A casa de Davi se fortalece­rá cada vez, e a casa de Saul se enfraquecerá cada vez, até que os reinos deste mundo venham a se tornar o Reino de nosso Deus e do seu Cristo; Satanás será amarrado com cadeias de escuridão e lançado no lago de fogo. Todos os inimigos de Sião serão derrotados, o favor perdido de Deus será recuperado, e os territórios perdidos da paz, santidade e imortalidade serão restaurados para os homens.

Esta campanha é feita às custas do governo do céu. A tesouraria é inesgotável; as armas são irresistíveis; portanto, a vitória é segura. O Rei Todo-poderoso desceu; tomou a cidade de Bozra; regeu seu cetro em Edom; ressuscitou vitoriosamente e subiu com um brado, como o líder de todo o exército. Este é senão o penhor e o desejo ardente das suas futuras realizações. Na batalha do Armagedom, Ele avançará como homem poderoso; incitará o temor como homem de guerra; e preva­lecerá contra os inimigos. Eles retrocederão, ficarão muito envergo­nhados com sua confiança nos ídolos; que dizem às imagens de fun­dição: "Vós sois nossos deuses!" Então Ele abrirá os olhos cegos e tirará os prisioneiros da prisão e depois os que se assentam nas trevas exteriores à prisão. Ele desnudará o braço santo; mostrará a espada na mão que estava escondida debaixo do manto escarlate; manifesta­rá seu poder na destruição dos inimigos e na salvação do seu povo. Tão certo quanto Ele derramou o sangue no Calvário, assim toda a sua vestidura ficará manchada com o sangue dos inimigos no campo do Armagedom. Tão certo quanto Ele bebeu até à última gota do cálice da ira e recebeu o batismo de sofrimento no Calvário, assim Ele bradará a vara de ferro da justiça e regerá o cetro dourado da miseri­córdia no campo do Armagedom. A espada já foi desembainhada, o golpe decisivo foi dado, o capacete de Apoliom foi partido e os laços da iniqüidade estão completamente cortados. O fogo já está aceso, c todos os poderes do inferno não podem extingui-lo. O fogo caiu do céu; está consumindo o acampamento do inimigo; está inflamando o coração dos homens; está renovando a terra e purgando a maldição. "A resplandecente Estrela da Manha" subiu no Calvário; e logo "o Sol da Justiça" brilhará no campo do Armagedom. As trevas que cobrem a terra e a espessa escuridão que envolve as pessoas se dissiparão; e o islamismo, o paganismo e o catolicismo romano, com seu príncipe, o Diabo, buscarão abrigo no inferno!

Depois de uma batalha, ficamos ansiosos em saber quem está morto, quem está ferido e quem está faltando nas fileiras. Na disputa do Messias com Satanás e seus aliados ocorrida no Calvário, o calca­nhar do Messias foi ferido, mas Satanás e seus aliados receberam uma ferida mortal na cabeça. A cabeça denota sabedoria, esperteza, poder, governo. O Diabo, o pecado e a morte perderam o domínio sobre o crente em Cristo, desde a conquista do Calvário. Não há condenação, não há medo do inferno. Mas a serpente, ainda com a cabeça ferida. pode mover a cauda e alarmar os de pouca fé. Porém não dura por muito tempo. A ferida é mortal, e o triunfo é certo. No Calvário, a cabeça do dragão foi esmagada pelo Capitão de nossa salvação; de­pois da batalha do Armagedom, sua cauda nunca mais sacudirá!

Não há disparos nesta guerra. Aquele que está alistado sob a ban­deira da cruz tem de permanecer fiel até a morte; não deve pôr de parte as armas até que a morte seja tragada na vitória. Então cada vencedor trará a imagem do divino, e usará a coroa em vez da cruz, e levará a palma cm vez da lança. Sejamos fortes no Senhor e no poder da sua força, para que possamos ficar firmes no dia mau; e depois que toda a guerra estiver terminada, continuar aceitos no Amado, a fim de que reinemos com Ele para sempre e sempre.



II. Resta-nos explicar, com muita brevidade, o colóquio glorioso no texto; as interrogações da Igreja e as respostas do Messias.

Quão grande foi a maravilha e alegria de Maria quando ela en­controu o Mestre no sepulcro, revestido em imortalidade, onde ela pensou encontrá-lo amortalhado na morte! Quão indizível foi a sur­presa e arroubo dos discípulos, quando o Senhor que eles tinham acabado de enterrar entrou na casa onde eles estavam reunidos e disse: "Paz seja convosco!" Esses são os sentimentos que a Igreja é representada como a expressar neste colóquio sublime com o Capi­tão da sua salvação. Ele viajou à terra da tribulação; Ele desceu ao pó da morte; mas vejam, Ele voltou vencedor; o cetro dourado de amor na mão esquerda, a vara de ferro da justiça na direita, e na cabeça uma coroa com muitas estrelas. A Igreja o vê com grande assombro c júbilo. Ela há pouco o seguira, chorando, à cruz, e lamentara sobre o corpo no sepulcro; mas agora ela o vê realmente ressurreto, depois de haver destruído a morte e o que tinha o poder da morte — isto é, o Diabo. Ela vai ao encontro dEle com cânticos de alegria, como as filhas de Israel saíram para dar as boas-vindas a Davi, quando ele voltou do vale com a cabeça do gigante na mão e o sangue escorren­do pela roupa.

O coro da Igreja é dividido em dois grupos que cantam um ao outro em versos alternados. A divisão à direita começa o colóquio glorioso: "Quem é este que vem de Edom?". e a esquerda toma a interrogação e a repete com uma variação: "De Bozra, com vestes tintas?" "Este que é glorioso em sua vestidura", retoma o grupo da direita, 'glorioso apesar das tributações que tem suportado?" "Que marcha na grandeza de sua força?", replica o grupo da esquerda, "com força suficiente para destrancar as portas do sepulcro e libertar os cativos da corrupção?" O Conquistador celestial faz uma pausa e lança um olhar de benignidade infinita no grupo das filhas de Sião; e com voz de melodia de anjo, e mais que a majestade de anjo, Ele responde: "Eu, que falo em justiça, poderoso para salvar!" Agora eclode o cântico novamente, como o som de muitas águas, partindo da com­panhia da direita: "Por que está vermelha a tua vestidura?", e a réplica estrondeia de volta em trovão melodioso da esquerda: "E as tuas vestes, como as daquele que pisa uvas no lagar?" O Herói divino responde: "Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém se achava comigo. Até Pedro, com toda a sua coragem e afeto, me deixou; e quanto a João, falar do amor é tudo o que ele pode fazer. Eu triunfei sobre os principados e poderes. Eu fui ferido, mas eles estão derrota­dos. Vede o sangue que perdi! Vede os espólios que tomei! Agora montarei no meu cavalo branco, perseguirei Satanás, desmantelarei seu reino e o mandarei de volta à terra das trevas em cadeias perpé­tuas, e todos os seus aliados serão exilados com ele para sempre.

Meu próprio braço, que conquistou a vitória no Calvário e trouxe a salvação a todo o meu povo do sepulcro, ainda é forte o bastante para brandir o cetro dourado de amor e estraçalhar meus inimigos no campo do Armagedom.

Eu destruirei as obras do Diabo e arrasarei com todas as suas hostes; eu os esmigalharei como o vaso de oleiro. Pois o dia da vin­gança está no meu coração, e o ano da minha redenção é vindo. Minha compaixão está instigada pelos cativos do pecado e da morte; minha fúria está inflamada contra os tiranos que os oprimem. É tem­po de abrir as prisões e romper as correntes. Tenho de reunir meu povo para mim. Tenho de buscar os que estavam perdidos e trazer de volta os que foram expulsos. Tenho de ligar os que foram quebrados e fortalecer os que estavam fracos. Mas destruirei os que estiverem gordos e os fones. Eu os alimentarei com julgamento, eu os pisarei na minha ira, os embriagarei no meu furor, derribarei sua força por terra e mancharei minha vestidura com o sangue deles!"

Fujamos da ira por vir! Vejam, o sol subiu com força no dia da vingança. Que não sejamos encontrados entre os inimigos do Messi­as, para que não sucumbamos como sacrifício à sua indignação justa no campo do Armagedom! Escapemos por nossa vida, pois a tempes­tade de fogo da sua ira queimará até ao mais profundo do inferno! Oremos para que a graça se apodere da salvação dos remidos. É uma salvação livre, plena, perfeita, gloriosa e eterna. Voltem, ó resgatados, exilados da felicidade, voltem para a sua herança perdida! Este é o ano do jubileu. Venham a Jesus para que suas dívidas sejam cancela­das, seus pecados perdoados, a fim de que sejam justificados! Ve­nham, pois o Conquistador de seus inimigos está no trono! Venham, pois as trombetas da misericórdia estão soando! Venham, pois tudo já está pronto!









 
 
 
 
 
 

BILLY SUNDAY - A alegria dos céus desce a terra












Saw dust triail Tenda em Chicago onde Billy pregava (foto do meio )

Billy, antes de se converter era um famoso jogador de basebol da liga principal dos EUA
Billy Sunday


Folheto evangelistico de Billy SundayAGORA QUE VOCÊ TEM CERTEZA DE SUA FÉ NO SENHOR JESUS COMO SEU SALVADOR PESSOAL saiba que não meios de desfrutar maior alegria do que manter esta convicção. Portanto eu te convido a ler cuidadosamente este pequeno folhete, que muito pode te ajudar em tua jornada até o céu.
O que significa ser um cristão -“ Um cristão é qualquer homem, mulher ou criança que vem a Deus como um pecador perdido, eceita a Jesus como seu Salvador pessoal e entrega-se a Ele tendo-o como Senhor e Mestre, confessa-o diante de todos e se esforça para agradá-Lo em cada pequeno detalhe do viver diário.
Você veio até Deus entendendo que você é um pecador sem salvação! Você realmente acredita que Deus transferiu toda a tua maldade e perversidade sobre Cristo
(Is 53.5,6) e que Ele pagou na cruz a dívida que era somente tua!
(1Pe 2.24) e que seus pecados e a consequência de seus pecados são perdoados porque Jesus derramou seu sangue inocente em teu lugar!
Você já se entregou a Ele como seu Senhor e Mestre! Ou seja, você está pronto para fazer o que Ele pede na bíblia até mesmo quando o que Ele pede vai contra os teus interesses e desejos pessoais!

Bonhoeffer, Dietrich - Coragem de se opor a Hitler


Dietrich Bonhoeffer



É uma das figuras de maior influência na teologia atual.Seu pensamento vem se tornando fator de grande inspiração para teólogos que são filiados a bem diferentes tendências.
A influência de Dietrich Bonhoeffer, baseia-se na maneira como ele viveu. Filho de um psiquiatra alemão, nasceu em 1906. Ativo nas iniciativas ecumênicas da Igreja considerada coo uma entidade mundial. Foi um dos primeiros alemães que se aperceberam dos problemas do nazismo, criticando o regime de Hitler.Por isso trabalhou escondido em boa parte da produção de suas obras, sendo inclusive responsável por um seminário fora da lei.Dietrich Bonhoeffer, preferiu voltar à Alemanha, associando-se inclusive ao grupo que desejou matar Hitler.Foi preso, passando dois anos na cadeia. Pouco antes da chegada das tropas americanas que conseguiram libertar a área do país na qual esteve preso, foi enforcado em 1945.

Morreu como tinha vivido, testemunhando a sua fé. Dietrich Bonhoeffer, não podia reprimir-se e dizia coisas indevidas sobre a perda do caráter privado da vida em nosso mundo moderno.
Uma das suas frases principais foi : Graça barata. Segundo ele, isto significava a promessa ao homens que crendo-se em certas doutrina, os pecados serão perdoados sem que se tenha de fazer para isso nenhum esforço. Isto gera grande conforto que não se disponham a viver diferentemente dos não cristãos. Prega a possibilidade de obter-se perdão sem nenhum arrependimento.Dietrich Bonhoeffer, insistia em dizer que a graça de Deus não é algo barato. A graça divina renova e transforma a vida do ser humano.Suas Obras, entre outras, O Custo do Discipulado e Ética.

Carta escrita por D. Bonhoeffer no presídio de Tegel (Berlim) para Eberhard Bethge em 21 de julho de 1944. "Lembro-me de uma conversa que tive há 13 anos na América com um jovem pastor francês". Simplesmente, nos pusemos a perguntar um ao outro sobre o que afinal desejávamos da vida. Então ele disse: eu gostaria de tornar-me um santo (e eu acredito que ele o conseguiu). Aquilo me impressionou profundamente. Mesmo assim eu me opus e disse, com efeito, que eu gostaria de aprender a crer. Por muito tempo não compreendi a profundidade deste contraste. Pensei que pudesse aprender a ter fé, vivendo eu mesmo algo como uma vida santa.... Mais tarde eu experimentei e experimento até este momento que só vivendo plenamente neste mundo aprendemos a crer. Quando desistimos completamente de fazer algo importante de si mesmo, ou seja, ser um santo ou um pecador convertido ou um eclesiástico, um justo ou um injusto, um doente ou são. Viver plenamente neste mundo significa viver na plenitude das tarefas, dos problemas, dos sucessos e fracassos, das experiências e perplexidades, assim nos lançamos completamente nos braços de Deus, e não mais levamos tão a sério os nossos próprios sofrimentos, mas levamos a sério o sofrimento de Deus no mundo, e então vigiamos com Cristo no Getsêmani e penso que isto é fé, isto é arrependimento.
Assim nos tornamos cristãos e homens. Quem se tornaria arrogante com os sucessos ou desanimado com os fracassos, tendo uma vida assim, participando dos sofrimentos de Deus? Creio que entendes o que quero dizer, mesmo que o diga assim em poucas palavras. Sou muito grato por ter podido descobrir isso e sei que só o pude mesmo reconhecer no caminho que tive de andar. Por isso lembro com gratidão e em paz do que passou e permaneço assim no presente.... Deus nos guie com sua bondade através dessa época, mas acima de tudo Deus nos guie até a sua presença."


DIETRICH BONHOEFFER - Notável pastor e teólogo luterano - Nasceu em Breslau (Polônia) - 1906-1945.




 

ESCUTAR OS OUTROS:

O primeiro serviço que devemos aos membros de nossa comunidade é o de escutá-los. Da mesma maneira que o começo de nosso amor por Deus consiste em ouvir sua Palavra, da mesma forma o começo do amor ao próximo consiste em aprender a ouvir. É próprio do amor de Deus não se limitar a nos falar, mas também a nos escutar. Tentar ouvir nosso irmão e fazer com ele o que Deus faz conosco. Alguns cristãos, momente os pregadores, se crêem obrigados a "dar alguma coisa". quando se encontram com outras pessoas. Esquecem que talvez ouvir seja mais oportuno do que falar. Muitas pessoas procuram ouvidos que as escutem e não os encontram entre os cristãos, porque estes se põem a falar no momento em que deveriam saber ouvir. Quem já não tem condições de ouvir o irmão, acaba não podendo mais ouvir o próprio Deus. Quer apenas falar-lhe. Introduz-se, assim, um germe de morte na vida espiritual e tudo termina numa "tagarelice espiritual". Não dando mais atenção persistente e paciente, o que ouve não poderá dar uma resposta precisa às angústias de quem lhe fala. Nunca poderá dizer uma palavra adequada, aquele que não sabe ouvir. Quem achar seu tempo precioso demais para ouvir os outros, nunca terá tempo para Deus e para o próximo. Fonte: Livro: As Maravilhas do Amor - Almir Ribeiro Guimarães, O.F.M. - Editora Vozes.

 LIVROS EM PORTUGUÊS: DISCIPULADO

PRECE PARA A NOITE:

Ó Senhor meu Deus, graças te dou por mais este dia; graças por dar descanso ao meu corpo e à minha alma. Tua mão esteve sobre mim, guardou-me e preservou-me. Perdoa-me pela falta de fé e pelo que tenha feito de errado no dia de hoje, e ajuda-me a perdoar os que giram mal conosco.
Faz com que eu durma em paz sob a tua proteção, e guarda-me de todas as tentações da escuridão. A tuas mãos encomendo os que me são queridos e os que se abrigam neste lar; encomendo-me a ti, de corpo e alma.
Ó Deus, seja louvado o teu santo nome. Fonte: http://www.femininoplural.com.br/agua/oracoes/para_a_noite.html


QUEM SOU EU?:

Quem sou eu? Freqüentemente me dizem
Que saí da confinação da minha cela
De modo calmo, alegre, firme,
Como um cavalheiro da sua mansão.

Quem sou eu? Freqüentemente me dizem
Que falava com meus guardas
De modo livre, amistoso e claro
Como se fossem meus para comandar.
Quem sou eu? Dizem-me também
Que suportei os dias de infortúnio
De modo calmo, sorridente e alegre
Como quem está acostumado a vencer.

Sou, então, realmente tudo aquilo que os outros me dizem?
Ou sou apenas aquilo que sei acerca de mim mesmo?
Inquieto e saudoso e doente, como ave na gaiola,
Lutando pelo fôlego, como se houvesse mãos apertando minha garganta,
Ansiando por cores, por flores, pelas vozes das aves,
Sedento por palavras de bondade, de boa vizinhança
Conturbado na expectativa de grandes eventos,
Tremendo, impotente, por amigos a uma distância infinita,
Cansado e vazio ao orar, ao pensar, ao agir,
Desmaiando, e pronto para dizer adeus a tudo isto?

Quem sou eu? Este, ou o outro?
Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?
Sou as duas ao mesmo tempo? Um hipócrita diante dos outros,
E diante de mim, um fraco, desprezivelmente angustiado?
Ou há alguma coisa ainda em mim como exército derrotado,
Fugindo em debanda da vitória já alcançada?

Quem sou eu? Estas minhas perguntas zombam de mim na solidão.
Seja quem for eu, Tu sabes, ó Deus, que sou Teu!

Fonte: http://poesiaevanglica.blogspot.com/2007/04/um-poema-de-dietrich-bonhoeffer.html





















 

27 de agosto de 2010

A W PINK - Eu creio em um Deus diferente













“o monge evangelico”




"
Os idólatra do mundo fazem “ deuses” de pedra e de madeira, enquando que os milhões de idólatras que existem dentros das igrejas evangélicas fabricam um “ deus “ extraído de suas mentes carnais e egoíostas”





Esses religiosos evangélicos não passam de ateus, pois a única alternativa bíblica para Deus é Ele ser absolutamente soberano, náo tomando conhecimento do desejo doentio da carne. Um Deus que muda, cujos desejos são impedidos, cujos planos são frustrados, cujo propósito se altera conforme a decisão da criatura nada possui que se lhe permita chamar Divino e de longe pode ser objeto de culto.Arthur Pink é as vezes descrito como excêntrico. Ele realmente não se encaixa em nenhum padrão vigente. Convertido a Cristo vindo de um background teosófico e místico ele se tornou um ardoroso estudante da bíblia. Seus esforços para pastorear igrejas e evangelizar porém, não foram bem suscedidos e nem os seus livros vendid. Uma revista mensal sua, chamada estudo das escrituras nunca passou de 1000 exemplares por mês, o que não pagava nem a impressão. Por isso passou os últimos 16 anos de sua vida na ilha de Lewis, na Escócia em virtual isolamento,igual a um monge, rejeitando associação formal com qualquer igreja.








.
Para explicar sua atitude eremita ele citava Jesus: "Se o mundo te odeia, saiba que ele me odiou antes de te odiar". Pink também falava: "Que mundo odiou a Cristo e condenou Ele a morte? -O mundo religioso, que pretendia ser zeloso pela causa de Deus. Pink, ao contrário do que muitos imaginavam, sentia-se bem com as perseguições. Apesar de alguns líderes com os quais ele nào concordava, serem grandes homens de Deus da época, ele se mantia firme em sua crítica contra a igreja e a sua forma de viver a fé cristã.



Apesar disto, Arthur veio a ter grande influência no cristianismo pós-guerra, sempre enfatizando a soberania de Deus e a insignificância do homem como regente do destino do mundo. De sua remota ilha, Arthur escreveu inúmeros artigos, as vezes mais de 40 cartas por semana em resposta as muitas perguntas que crentes do mundo inteiro mandavam para ele. Entre seus pensamentos, um dos conhecidos era: "Nem a suposta proximidade da volta do Senhor Jesus e nem a sua suposta demora devem regular nossos afazeres diários"

APÓS SUA MORTE, EM  1953, OS TRABALHOS DE PINK COMEÇARAM A SER REIMPRIMIDOS. HOJE EXISTEM DEZENAS DELES E SÃO MUTI PROCURADOS POR AQUELES QUEM AMAM A VERDADE. ENTRE ELES ESTÃO SUAS MEMORÁVEIS FRASES :
"O coração da moderna teologia, se é que pode ser chamada assim, está sempre em direção a criatura ao invés da glorificação do seu Criadore ."


"NÓS HOJE PERGUNTAMOS SE AS PESSOAS QUEREM RECEBER JESUS COMO SEU SALVADOR E NÃO NOS IMPORTAMOS SE ELAS QUEREM ELE COMO SENHOR. SE CRISTO NÃO MANDAR EM NOSSA VIDA , SE ELE NÃO FOR O SENHOR, ENTÃO ELE NÃO PODERÁ SER NOSSO SALVADOR "


"Nada pode ser tão grande e nem tão pequeno para colocarmos isso nas mãso do Senhor."






MÉTODO DE ESTUDO BÍBLICO DE A W PINK
“Nos meus primeiros anos eu assiduamente segui este triplo caminho:

•Em primeiro lugar, eu lia toda a Bíblia três vezes por ano (oito capítulos do Antigo Testamento, e dois do Novo Testamento diariamente). Eu constantemente perseverei nisso durante dez anos, a fim de me familiarizar com o conteúdo, que só pode ser alcançado por meio de consecutivas leituras.
•Em segundo lugar, eu estudei uma porção da Bíblia a cada semana, concentrando-me por dez minutos (ou mais) todo dia na mesma passagem, pensando na ordem dela, na ligação entre cada afirmação, buscando uma definição dos termos importantes, olhando todas as referências marginais, procurando seu significado típico.

•Terceiro, eu meditei sobre um versículo a cada dia, escrevendo-o sobre um pedaço de papel na parte da manhã, memorizando-o, consultando-o em alguns momentos ao longo do dia; pensando separadamente em cada palavra, pedindo a Deus para revelar para mim o seu significado espiritual e para escrevê-la no meu coração. O versículo era o meu alimento para aquele dia. Meditação é para a leitura como a mastigação é para o comer.
Quanto mais alguém seguir o método acima mais deve ser capaz de dizer:

‘A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho’ Sl 119: 105’”

A W TOZER O profeta do século XX







Um profeta do século XX





“Penso que minha filosofia seja esta: tudo está errado até que Deus endireite.” Aiden Wilson Tozer nasceu em Newburg (naquele tempo conhecida como La Jose), Pensilvânia, Estados Unidos, de Abril de 1897. Em 1912, sua família deixou a fazenda e foi para Akron, Ohio; e, em 1915, ele converteu-se a Cristo. No mesmo instante passou a levar uma vida fervorosa de devoção e testemunho pessoal Tozer foi apelidado por muitos de "o profeta do Séc. XX".
Tozer resume perfeitamente a sua crença e o que ele tentou realizar durante os seus anos de ministério. A sua pregação e os seus livros concentraram-se inteiramente em Deus. Ele não tinha tempo para mercenários religiosos que inventavam novas formas para promover as suas mercadorias e subir nas estatísticas. Tozer marchou ao ritmo de uma batida diferente e, por esta razão, normalmente não acompanhava os passos de muitas das pessoas que participavam
de desfiles religiosos. No entanto, foi esta excentricidade cristã que nos fez amá-lo e apreciá-lo. Ele não tinha receio em apontar o que era errado. Nem hesitou em dizer como Deus poderia endireitar todas as coisas. Se é que um sermão pode ser comparado à luz, então, A. W. Tozer emitia raios laser do púlpito, um feixe de luz que penetrava o nosso coração, exauria a nossa
consciência, expunha os nossos pecados e fazia-nos clamar:O que devo fazer para ser salvo?
A resposta era sempre a mesma: entregar-se a Cristo; procurar conhecê-lo de forma pessoal; crescer para tornar-se como Ele.
As suas mensagens, para alguns, estão ultrapassadas. "O cristianismo de hoje não transforma as pessoas. Pelo contrário, está sendo transformado por elas. Não está elevando o nível moral da sociedade; está descendo ao nível da própria sociedade, congratulando-se com o facto de que conseguiu uma vitória, porque a sociedade está sorrindo enquanto o cristianismo aceita a sua própria rendição!".
W. Tozer pastoreou igrejas da Aliança Cristã e Missionária por mais de 30 anos. Apesar

de não ter freqüentado seminário, seu amplo conhecimento bíblico, o forte impacto de sua pregação e a prolífica criação literária (escreveu mais de 40 livros) renderam-lhe a concessão de dois doutorados honorários. Tozer é reputado entre os maiores pregadores de todos os tempos.
, A. W. Tozer emitia raios laser do púlpito, um feixe de luz que penetrava o nosso coração, exauria nossa consciência, expunha nossos pecados e nos fazia clamar: “O que devo fazer para ser salvo?” A resposta era sempre a mesma: entregar-se a Cristo; procurar conhecê-lo de forma pessoal; crescer para tornar-se como Ele.
em 12 de maio de 1963, pôs fim àquele ministério, e Tozer foi chamado para a Glória.
Tozer era um místico cristão em uma época pragmática e materialista. Ele ainda nos convida a ver aquele verdadeiro mundo das coisas espirituais que transcendem o mundo material que tanto nos atraem. Suplica para que agrademos a Deus enos esqueçamos da multidão. Ele nos implora que adoremos a Deus de modo que nos tornemos mais parecidos com Ele. Como esta mensagem é desesperadamente necessária em nossos dias!
 
A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. estava indo para seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.
A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressucitando-o em novidade de vida.
O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.
A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostranto que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento é mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.

A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar em um modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: "Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo"; e declara ao egoísta: "Venha e vanglorie-se no Senhor". Para o que busca emoções, chama: "Venha e goze da emoção da fraternidade cristã". A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público. Fonte: avivamento já

TOZER - A nova cruz não mata o pecador



A. W. Tozer


Um profeta no século XX
“Penso que minha filosofia seja esta: tudo está errado até que Deus endireite.”

Aiden Wilson Tozer nasceu em Newburg (naquele tempo conhecida como La Jose), Pensilvânia, Estados Unidos, de Abril de 1897. Em 1912, sua família deixou a fazenda e foi para Akron, Ohio; e, em 1915, ele converteu-se a Cristo. No mesmo instante passou a levar uma vida fervorosa de devoção e testemunho pessoal Tozer foi apelidado por muitos de "o profeta do Séc. XX".
Tozer resume perfeitamente a sua crença e o que ele tentou realizar durante os seus anos de ministério. A sua pregação e os seus livros concentraram-se inteiramente em Deus. Ele não tinha tempo para mercenários religiosos que inventavam novas formas para promover as suas mercadorias e subir nas estatísticas. Tozer marchou ao ritmo de uma batida diferente e, por esta razão, normalmente não acompanhava os passos de muitas das pessoas que participavam
de desfiles religiosos. No entanto, foi esta excentricidade cristã que nos fez amá-lo e apreciá-lo. Ele não tinha receio em apontar o que era errado. Nem hesitou em dizer como Deus poderia endireitar todas as coisas. Se é que um sermão pode ser comparado à luz, então, A. W. Tozer emitia raios laser do púlpito, um feixe de luz que penetrava o nosso coração, exauria a nossa
consciência, expunha os nossos pecados e fazia-nos clamar:O que devo fazer para ser salvo?
A resposta era sempre a mesma: entregar-se a Cristo; procurar conhecê-lo de forma pessoal; crescer para tornar-se como Ele.
As suas mensagens, para alguns, estão ultrapassadas. "O cristianismo de hoje não transforma as pessoas. Pelo contrário, está sendo transformado por elas. Não está elevando o nível moral da sociedade; está descendo ao nível da própria sociedade, congratulando-se com o facto de que conseguiu uma vitória, porque a sociedade está sorrindo enquanto o cristianismo aceita a sua própria rendição!".
W. Tozer pastoreou igrejas da Aliança Cristã e Missionária por mais de 30 anos. Apesar de não ter freqüentado seminário, seu amplo conhecimento bíblico, o forte impacto de sua pregação e a prolífica criação literária (escreveu mais de 40 livros) renderam-lhe a concessão de dois doutorados honorários. Tozer é reputado entre os maiores pregadores de todos os tempos.

, A. W. Tozer emitia raios laser do púlpito, um feixe de luz que penetrava o nosso coração, exauria nossa consciência, expunha nossos pecados e nos fazia clamar: “O que devo fazer para ser salvo?” A resposta era sempre a mesma: entregar-se a Cristo; procurar conhecê-lo de forma pessoal; crescer para tornar-se como Ele.
em 12 de maio de 1963, pôs fim àquele ministério, e Tozer foi chamado para a Glória.
Tozer era um místico cristão em uma época pragmática e materialista. Ele ainda nos convida a ver aquele verdadeiro mundo das coisas espirituais que transcendem o mundo material que tanto nos atraem. Suplica para que agrademos a Deus enos esqueçamos da multidão. Ele nos implora que adoremos a Deus de modo que nos tornemos mais parecidos com Ele. Como esta mensagem é desesperadamente necessária em nossos dias!


A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. estava indo para seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.
A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressucitando-o em novidade de vida.
O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.

A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostranto que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento é mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.
A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar em um modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: "Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo"; e declara ao egoísta: "Venha e vanglorie-se no Senhor". Para o que busca emoções, chama: "Venha e goze da emoção da fraternidade cristã". A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.

Fonte: avivamento já


"Nós urgentemente precisamos de um batismo de visào clara. Homens e mulheres que podem ver com uma visão profética, celestial, bíblica. A menos que eles venham logo, não haverá mais tempo para essa geração. E se eles vierem, certamente alguns deles serão crucificados em nome de nossa religião mundana.“
-A. W. Tozer