17 de fevereiro de 2013

ISAAC NEWTON - CIENTISTA, ASTRÔNOMO E TEÓLOGO


 
 
 
 

ISAAC NEWTON - Cientista, físico, químico, matemático, astrônomo, teólogo inglês -1643-1727.

PENSAMENTOS DE UM NOTÁVEL CIENTISTA:

♥Eu posso pegar o meu telescópio e ver a milhões e milhões de quilômetros de distância; mas posso pôr o telescópio de lado, entrar no meu quarto, fechar a porta, ajoelhar-me, orar fervorosamente e ver o Céu melhor, e ficar mais perto de Deus do que ficaria com a ajuda de todos os telescópios e instrumentos do mundo.
♥A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.


 

♥Não sei como pareço para o mundo, mas para mim eu pareço ter sido apenas um menino brincando a beira-mar, me divertindo enquanto encontrava aqui e ali um seixo mais liso ou uma concha mais bonita que as outras, enquanto o grande oceano da verdade estendia-se totalmente desconhecido diante de mim.
♥Nenhuma ciência é mais bem comprovada do que a religião da Bíblia.
♥O que sabemos é uma gota de água, o que ignoramos é um oceano
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BILLY GRAHAM - O GRANDE EVANGELISTA DO SÉCULO XX

LIVROS DE BILLY GRAHAM







A ansiedade é o resultado natural de centralizarmos nossas esperanças em qualquer coisa menor do que Deus e sua vontade para nós.
Pecado não é apenas o uso do que é corrupto, mas muitas vezes o mau uso daquilo que é puro e bom.
Feliz é o homem que aprendeu o segredo de ir a Deus diariamente em oração. Fonte: Livro: O Segredo da Felicidade - Billy Graham

Certa vez ouvi contar a história dum homem que passava por uma estrada. Atrás dele vinha um porco. Um amigo dele o chamou e perguntou como conseguia fazer com que o porco o seguisse. Respondeu: "Ora, muito fácil: à medida em que vou avançando, deixo cair um feijão verde, e o porco gosta muito disso."
O Maligno vai caminhando pela estrada da vida, a derrubar seus feijões, e muitas criaturas humanas o vão seguindo para a ruína eterna. Fonte: Livro: O Segredo da Felicidade - Billy Graham
 
 
 
 
 
O segredo da felicidade é Deus! O segredo de se ver é conhecer a Deus é o coração puro, e coração puro só pode vir das mãos de Deus! Alcance um coração puro, e daí você poderá ser completamente feliz – sejam quais forem as circunstâncias! Fonte: Livro: O Segredo da Felicidade - Billy Graham
A Bíblia não manda que os pecadores procurem a igreja, mas ordena que a igreja saia em busca dos pecadores.
Estude a Bíblia para ser sábio; creia na mesma para ser salvo; siga os seus preceitos para ser santo.

 

15 de fevereiro de 2013

JOHN HUSS




JOHN HUSS
John Hus nasceu por volta do ano 1370, na Boêmia - região que, no mapa geopolítico mundial, é ocupada, hoje, pela República Tcheca, país do Leste Europeu. Em 1400, foi ordenado sacerdote e, desde o início de seu ministério, quando assumiu o púlpito da Capela de Belém, em Praga, tomou-se um estorvo, um incômodo para alguns de seus colegas. Pregava insistentemente contra os privilégios do clero, e defendia a necessidade urgente de uma reforma religiosa. A eloqüência de suas pregações fez com que, rapidamente, boa parte da população o seguisse.

A nobreza também se rendeu ao seu discurso reformista e, há muito tempo, tentava encontrar uma forma de limitar o poder eclesiástico. Calcula-se que, na época, metade do território nacional boêmio pertencia à Igreja Católica, enquanto à Coroa cabia apenas a sexta parte. No mesmo período, com o apoio das autoridades, Hus traduziu o Novo Testamento para a língua boêmia e tornou-se um simpatizante das obras de John Wycliff (1329-1384), um reformador inglês.



Impedido de pregar - Influenciado por algumas das doutrinas wiclifistas, Hus pregava, dentre outros pontos, a autoridade suprema da Bíblia e a predestinação - doutrinas negadas, até hoje, pela Igreja Católica. Era a época em que existiam três papas comandando a Igreja, e ninguém sabia ao certo quem era o legítimo. Feito reitor da Universidade de Praga, Hus apoiava Alexandre V, eleito no Concílio de Pisa. No entanto, o arcebispo local era fiel a um outro papa - Gregório XII - e, por causa da disputa política, o arcebispo fez com que Hus fosse impedido de pregar.



Hus - que significa ganso na língua boêmia - não obedeceu à proibição e, por isso, foi excomungado em 1411. Entretanto, seu pior ato de insubordinação, e o que gerou sua condenação à morte, foi a crítica feroz a uma atitude do terceiro papa, João XXIII. Em guerra contra o rei de Nápoles, aquele papa decidiu financiar o conflito com a venda de indulgências (remissão de pecados mediante pagamento à Igreja com determinada quantia em dinheiro). Os vendedores chegaram à Boêmia, tentando usar todo tipo de método para persuadir seus "fregueses". Hus, imediatamente, protestou e afirmou que só Deus poderia conceder indulgências e ninguém jamais poderia vender algo que procede somente de Deus.

Seu discurso movimentou o país e até passeatas de protesto foram organizadas. Hus foi excomungado pela segunda vez, e mudou-se de Praga para o Sul da Boêmia, a pedido do imperador. Ele permaneceu lá, até que, em 1414, ficou sabendo da realização do concílio da igreja católico-romana de Constança, na Alemanha. O evento, que contaria com a presença de vários reformadores de renome, prometia inaugurar uma nova era na vida da Igreja, pois seria decidido quem era o papa legítimo. Hus foi convidado a expor seu caso e aceitou comparecer. Poucos dias após sua chegada a Constança, foi convidado pelo Papa João XXIII para uma assembléia composta apenas de cardeais. Hus insistiu que estava ali para defender suas idéias diante do concílio e não em uma reunião tão restrita. Antes não tivesse ido.

O boêmio saiu daquela assembléia acusado de heresia e, a partir de então, passou a ser tratado como prisioneiro. Em junho de 1415, finalmente foi julgado pelo concilio. Por aquela época, João XXIII já fora deposto, mas isso não melhorou a situação de Hus. O concilio lhe atribuía uma série de heresias, as quais ele teria de admitir ser o autor. No entanto, em momento algum, a direção do concilio se dispôs a ouvi-lo sobre quais seriam, de fato, suas doutrinas. Hus, obviamente, recusou-se a retratar-se de doutrinas que não havia propagado e, assim, foi condenado à fogueira.

No dia 6 de julho, ele foi levado até a Catedral de Constança para ouvir um sermão sobre a teimosia dos hereges. Em seguida, teve seus cabelos cortados, uma cruz foi desenhada em sua cabeça, e recebeu uma coroa de papel decorada com desenhos de diabinhos. Mais uma vez, exigiram que Hus se retratasse, mas ele não voltou atrás. Atribui-se a Hus as seguintes palavras:

"Estou preparado para morrer na Verdade do Evangelho que ensinei e escrevi". Hus morreu cantando os Salmos, e sua morte deflagrou uma verdadeira revolução contra a Igreja na Boêmia.

Recentemente, o Papa João Paulo II reconheceu o erro de seus "infalíveis" antecessores. Em dezembro de 1999, o líder católico pediu desculpas - embora demasiadamente tardias - pela morte de Hus. Na ocasião, falando sobre o reformador tcheco em um simpósio internacional promovido pelo Vaticano, João Paulo II afirmou: "Hoje, às vésperas do Grande Jubileu, sinto a necessidade de expressar profundo arrependimento pela morte cruel infligida a John Hus e pelas conseqüentes marcas de conflito e divisão deixadas nas mentes e nos corações do povo boêmio".





JOHN OWEN






JOHN OWEN - O GRANDE PASTOR PURITANO
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Owen nasceu na Inglaterra em 1616, o mesmo ano em que William Shakespeare morreu e quatro anos antes dos Peregrinos viajarem para a Nova Inglaterra. Isto foi virtualmente no meio do grande século Puritano (aproximadamente de 1560 a 1660).

VÍDEO DE JOHN OWEN  -   A PROVAÇÃO DO FIEL
O Puritanismo foi, em seu cerne, um movimento espiritual, apaixonadamente preocupado com Deus e a piedade. Ele começou na Inglaterra com William Tyndale, o tradutor da Bíblia, contemporâneo de Lutero, uma geração antes da palavra “puritano” ser cunhada, e continuou até os últimos anos do século XVII, algumas décadas antes do termo “puritano” cair em desuso...O Puritanismo foi essencialmente um movimento para a reforma da igreja, para a renovação pastoral e evangelística, e para o reavivamento espiritual...





 
O objetivo puritano era completar o que a Reforma da Inglaterra começou: terminar a reforma da adoração anglicana, introduzir uma disciplina de igreja efetiva nas paróquias anglicanas, estabelecer a justiça nos campos políticos, domésticos e sócio-econômicos, e converter todos os cidadãos ingleses a uma fé evangélica vigorosa.

Owen nasceu no meio deste movimento e se tornou seu maior pastor-teólogo, à medida que o movimento terminou quase que simultaneamente com a sua morte, em 1683.

Seu pai foi pastor em Stadham, cinco milhas ao norte de Oxford. Ele teve três irmãos e uma irmã. Em todos os seus escritos ele não menciona sua mãe ou seus irmãos. Há uma única breve referência ao seu pai, que diz, “Desde a minha infância estive debaixo dos cuidados do meu pai, que foi um não-conformista durante todos os seus dias, e um árduo trabalhador na vinha do Senhor”.

Com a idade de 10 anos, ele foi enviado para a escola primária dirigida por Edward Sylvester em Oxford, onde ele se preparou para a universidade. Ele entrou no Queens College, Oxford, com a idade de 12 anos, e recebeu o seu Bacharel em Artes2 aos 16 anos e seu M.A. (Mestre de Artes) três anos mais tarde, aos 19 anos de idade. Nós podemos ter uma idéia de como o garoto era a partir de uma observação feita por Peter Toon, de que o zelo de Owen por conhecimento era tão grande neste tempo que “ele freqüentemente permitia a si mesmo somente quatro horas de sono por noite. Sua saúde foi afetada, e mais tarde na vida, quando ele estava freqüentemente doente numa cama, ele lamentou estas horas de descanso que ele perdeu quando jovem” .

Owen começou sua obra para B.D. (Bacharel em Divindade), mas não pôde mais suportar o Arminianismo e o formalismo da igreja-alta de Oxford e retirou-se para se tornar tutor pessoal e capelão de algumas famílias ricas perto de Londres.

Em 1642, a Guerra Civil começou entre o Parlamento e o Rei Charles (entre a religião da igreja-alta de William Laud e a religião puritana dos Presbiterianos e Independentes na Câmara dos Comuns). Owen estava simpatizado com o Parlamento contra o rei e Laud, e assim, ele foi tirado de sua capelania e transferido para Londres, onde os cinco eventos principais de sua vida aconteceram nos quatro anos seguintes, os quais marcaram o resto de sua vida







 

Cinco Eventos que Marcaram o Resto de Sua Vida
A. Conversão

O primeiro é sua conversão – ou sua certeza de salvação e aprofundamento de sua comunhão pessoal com Deus. É notável que esta aconteceu de uma maneira quase idêntica à conversão de Charles Spurgeon, dois séculos mais tarde. No dia 06 de Janeiro de 1850, Spurgeon foi parar, devido a uma tempestade de neve, numa Capela Metodista Primitiva, onde um leigo estava substituindo o pastor e pregou sobre o texto de Isaías 45:22, “Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os confins da terra”. Spurgeon olhou e foi salvo.

Owen era um calvinista convicto com amplo conhecimento doutrinário, mas lhe faltava o sentimento da realidade de sua própria salvação. Este sentimento de realidade pessoal em tudo o que ele escreveu ia fazer toda a diferença do mundo para Owen nos anos vindouros. Assim, o que aconteceu num Domingo de 1642, é muito importante.






 

Quando Owen tinha 26 anos de idade, ele foi com seu primo ouvir o famoso Presbiteriano Edmund Calamy, na Igreja de St. Mary Aldermanbury. Mas Calamy não pôde pregar e um pregador rural tomou o seu lugar. O primo de Owen queria ir embora. Mas algo segurou Owen em seu assento. O pregador simples tomou o texto de Mateus 8:26, “Por que temeis, homens de pouca fé?”. Foi a palavra e o tempo apontados por Deus para o despertamento de Owen. Suas dúvidas, temores e preocupações, de que se ele era realmente alguém nascido de novo pelo Espírito Santo, foram embora. Ele sentiu-se libertado e adotado como um Filho de Deus. Quando você lê as penetrantes obras de Owen sobre a obra do Espírito e a natureza da verdadeira comunhão com Deus, é difícil ter dúvida sobre a realidade do que Deus fez neste Domingo de 1642 .





Ler as vidas dos santos e não vivê-las é inútil; vivei as vidas dos santos.
Dê um centímetro ao pecado, e logo ele conquistará um quilômetro.
Depois da tristeza vem a alegria; depois da alegria vem a tristeza. Estamos sempre na instabilidade, entre a esperança e o medo.
Se não vigiarmos atentamente, seremos entregues à traição, às mãos de nossos inimigos espirituais.

JOHN HARPER - O HERÓI DO TITANIC

     

  Enquanto as águas escuras e geladas do Atlântico enchiam lentamente o convés do Titanic, John Harper gritava: "Deixem as mulheres, crianças e descrentes subirem nos barcos salva-vidas." Harper tirou seu salva-vidas - a última esperança de sobrevivência - e o entregou a outro homem. Depois que o navio desapareceu sob a água escura, deixando Harper se debatendo nas águas geladas, ouviram-no incentivando os que estavam à sua volta a confiar em Jesus Cristo. 
 Era a noite de 14 de abril de 1912. uma noite de heróis, e John Harper foi um deles. Apesar das águas que o tragavam serem extremamente frias e do mar à sua volta estar escuro, John Harper deixou este mundo numa resplandecente glória. Os atos de coragem de Harper foram espontâneos. Ele não tinha motivo para imaginar que o Titanic afundaria, nem tempo para escrever um roteiro. Uma revista comercial, The Shipbuilder, descreveu o Titanic como "praticamente insubmergível". No dia 31 de maio de 1911, um empregado da Companhia de Construção Naval White Star disse: "Nem mesmo o próprio Deus pode afundar esse navio". O Titanic representava toda a segurança, elegância e confiança da era vitoriana-edwardiana. A Associated Press era entusiasta do navio, declarando: "Tudo que a riqueza e a habilidade modernas podiam produzir estava incorporado no Titanic, o navio mais longo já construído, com mais de 4 quadras de comprimento.., com acomodações para uma tripulação de 860 pessoas e capacidade para 3.500 passageiros, ele foi construído com o mesmo cuidado dedicado aos melhores cronômetros". A ostentação e o tamanho recorde do Titanic impressionaram a era dourada da construção naval. Seus motores de 50.000 HP que produziam a velocidade de 24 nós por hora eram protegidos por dezesseis compartimentos estanques. Cada um era protegido por estruturas de aço. Na época do seu lançamento, o Titanic era o maior objeto móvel manufaturado do mundo. Depois de fazer as duas primeiras paradas para passageiros e correio em Cherbourg e Queenstown, Irlanda, os passageiros se sentiram ainda mais seguros. 

Harper escreveu numa carta para seu amigo Charles Livingstone antes de atracar em Queenstown, dizendo: "Até agora a viagem é tudo que se pode desejar." Às 11:40 da noite de 14 de abril de 1912, um iceberg rasgou o lado estibordo do navio, jogando gelo por todo o convés e arrebentando seis compartimentos estanques. O mar se infiltrou. A maioria dos passageiros não acreditava que o Titanic afundaria até que a tripulação começou a lançar foguetes de sinalização para o alto. Charles Pellegrino disse: "A água brilhou por todos os lados. Barcos salva-vidas podiam ser vistos nela... Naquele enorme facho de luz artificial, as mentes também foram iluminadas. Todos entenderam a mensagem dos foguetes por si próprios". Depois dos foguetes, ninguém precisava ser convencido a entrar nos barcos salva-vidas. De repente, quando a água alcançou a metade da ponte de comando, um estrondo que parecia um milhão de pratos quebrando, cortou a noite. Enquanto a popa do Titanic subia alto no céu para se preparar para seu mergulho ao fundo do mar, um barulho terrível como uma explosão abalou o ar da noite. Passageiros davam-se as mãos e se jogavam na água. Às 2:20 da manhã o Titanic começou sua descida lenta para o fundo do mar, deixando uma nuvem emergente de fumaça e vapor acima do seu túmulo. Nas águas geladas do Atlântico Norte, na calada da noite, o navio mais famoso do mundo terminou sua primeira e última viagem, mas alcançou uma mística náutica que só perde para a da arca de Noé.

Tudo aconteceu tão rápido, que Harper só pôde reagir. Sua reação deixou um exemplo histórico de coragem e de fé. "Os heróis da humanidade", disse A. P Stanley, "são como as montanhas, como os planaltos do mundo moral". John Harper foi um desses heróis. A Parte Mais Difícil do Seu Heroísmo foi assumir suas ações  heróicas, e para John Harper foi excepcionalmente difícil. Sua filha pequena, Nana, estava viajando com ele. Quatro anos antes, a mãe dela adoeceu e morreu. Agora, Harper sabia, Nana ficaria órfã aos seis anos de idade. Quando o alarme indicou o fim do Titanic, Harper imediatamente entregou Nana a um capitão do convés com ordens para colocá-la num barco salva-vidas. Então ele saiu para socorrer os outros. Nana foi resgatada e mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda a sua vida ao Senhor a quem seu pai tinha servido

Certa vez, depois de Harper escapar por pouco de se afogar aos 26 anos, ele disse: "O medo da morte não me preocupou em momento algum. Eu acreditava que a morte súbita seria glória súbita, mas havia uma menininha sem mãe em Glasgow". Agora, essa menininha ficaria sem mãe e sem pai. Com certeza essa foi a parte mais difícil para Harper. O Herói em Contraste,  O heroísmo altruísta desse escocês é acentuado pela conduta contrastante de muitos colegas passageiros nessa viagem mortal. Enquanto Harper entregava seu colete salva-vidas, um banqueiro americano conseguiu colocar um cachorro de estimação num barco salva-vidas, deixando 1.522 pessoas sem ajuda. Não havia um espírito de "afundar com o navio". Dos 712 salvos, 189 eram, inclusive, homens da tripulação. O coronel John Jacob Astor tentou escapar com sua mulher num barco salva-vidas e foi detido pelo segundo-oficial Charles Lightoller. Astor era o homem mais rico do mundo, mas isso foi insuficiente para forçar a sua entrada num simples barquinho salva-vidas. Daniel Buckley se disfarçou de mulher na tentativa de conseguir um lugar no barco. Os passageiros da primeira classe, no primeiro barco salva-vidas a ser baixado, se recusaram a voltar e recolher pessoas que estavam se afogando, apesar de haver espaço para muitos outros serem salvos. A Sra. Rosa Abbott, a única mulher a afundar com o navio e sobreviver, disse que um homem tentou subir nas suas costas forçando-a para baixo da água e quase afogando-a. O Sr. Bruce Ismay, um dos donos do Titanic, diretor administrativo da Companhia White Star e o responsável por não haver barcos salva-vidas [suficientes] a bordo, tornou-se o marinheiro mais infame desde o Capitão Bligh. Ele subiu num barco salva-vidas enquanto centenas de mulheres permaneceram no navio condenado. O Capitão Smith ordenou a seus homens: "Façam o melhor que puderem para as mulheres e crianças, e cada um cuide de si". Ao mesmo tempo, John Harper mandava os homens fazerem o que podiam para as mulheres e crianças e cuidarem dos outros. Uma Ambição Inabalável Quando o monstruoso iceberg partiu as ambições dos outros em pedaços, Harper demonstrou sua ambição inabalável que nem a morte podia afetar. Ele declarou Jesus Cristo como a esperança do homem até o fim, ao contrário de outros que foram forçados a encarar a insensatez de suas ambições

Um certo Sr. Hoffman raptou seus filhos, Lolo e Momon, que ficaram conhecidos como as ‘‘crianças abandonadas do Titanic". Seu único desejo fora tirar suas crianças de perto da mãe. Mas, diante da morte, ele as colocou num barco salva-vidas, certificando-se de que elas voltariam para a mãe delas em Nice, França. John Phillips, um tripulante presunçoso, mandou o navio The Californian "calar a boca" depois que este enviou pelo rádio o sexto aviso de icebergs no trajeto do Titanic. Ao encarar a morte, sua presunção desapareceu e ele clamou: "Deus me perdoe... Deus me perdoe". O pai de Michel e Edrnond Navratil levou seus dois meninos a bordo do Titanic numa viagem sem volta para a América a fim de escapar para sempre da esposa, que ele tinha pego tendo um caso com um oficial de cavalaria italiano. Abandonando sua ambição, Navratil colocou seus meninos num barco salva-vidas. Suas últimas palavras foram: "Digam à sua mãe que serei sempre dela". O projetista do Titanic passou os momentos finais da sua vida no salão de fumar, observando um painel na parede que dizia: "O Novo Mundo Por Vir". Seu colete salva-vidas foi deixado de lado, demonstrando o fim do que fora um belo sonho por parte dele, dos donos do navio e do público. A Sra. Isador Straus, cujo marido era dono da Loja de Departamentos Macy’s, não entrou num barco salva-vidas. Ela disse ao seu marido: "Onde você for, eu vou"; ajudou sua criada a entrar no barco número oito e colocou seu casaco de pele nos seus ombros, dizendo-lhe: "Mantenha-se aquecida. Eu não vou precisar dele"

 Benjamin Guggenheim e seu criado Victo Giglio apareceram no convés em trajes de gala como dois comediantes orgulhosos, dizendo: "Nos vestimos com o melhor e estamos preparados para afundar como cavalheiros". Jogadores de cartas trapaceiros, que viajavam com identidades falsas e tinham roubado $30.000 dos passageiros, pararam com suas trapaças. O instrutor T. W McCawley, que estava ensinando pessoas a montar em cavalos e camelos mecânicos, interrompeu suas aulas. O fascínio das camas luxuosas, lareiras, banhos turcos com câmaras refrigeradas douradas e da primeira piscina construída num transatlântico terminou. Passageiros no salão da primeira classe cessaram as suas festas e desfilaram no convés com coletes salva-vidas sobre os trajes de gala. As reuniões de negócios pararam. O falatório das socialites cessou. Mas, com o seu último suspiro, John Harper, sem desanimar, continuou o trabalho da sua vida: convencer homens a 

"crer no Senhor Jesus Cristo".

Harper Conhecia Bem os Terrores do Afogamento A coragem de Harper não vinha da ignorância. Provavelmente ninguém no Titanic conhecia tão bem os terrores do afogamento como John Harper. Aos dois anos de idade ele caiu num poço e foi ressuscitado a tempo por sua mãe. Aos vinte e seis anos, Harper foi levado a alto mar por um correnteza e sobreviveu por pouco. Aos trinta e dois anos ele encarou a morte num navio com vazamento no Mediterrâneo. Talvez essa fosse a maneira de Deus testar esse servo para a sua missão de último aviso no Titanic. Harper já sabia o que centenas de pessoas descobriram naquela noite trágica - afogamento é uma morte terrível. Will Murdoch, o primeiro-oficial do Titanic, foi incapaz de enfrentar uma morte lenta na água e se matou com um tiro quando a ponte de comando afundou. Muitos dos 1.522 homens, mulheres e crianças abandonados a bordo gritaram até ficar num silêncio terrível. Em contraste, um John Harper confiante encarou a morte com segurança absoluta de que Jesus derrotou a morte e deu-lhe a dádiva da vida eterna. Essa segurança ultrapassou os terrores do afogamento. A Paixão de Toda a Sua Vida.  O heroismo de Harper não foi apenas um momento glorioso de uma vida sem atos heróicos. Ele amou, chorou, orou e trabalhou pelos outros durante toda a sua vida. Harper recuperou alcoólatras, jogadores, e brigões. Como pastor, às vezes, passava a noite inteira na sua igreja orando pelas suas centenas de membros individualmente. Harper trabalhava dia e noite, nos lares e nas ruas, indicando uma vida melhor para os desamparados. Ele trabalhava sem cessar entre os pobres, procurando ajudá-los. 

 A labuta fatigante de John Harper era realizada apesar de sua má saúde. No verão de 1905, a enfermidade o incapacitou por seis meses, acabou com sua saúde e roubou sua bela e ressonante voz. Seu corpo nunca mais foi o mesmo, restando apenas um esqueleto do homem que fora. A pele pálida, o corpo frágil e as enfermidades constantes de Harper eram as marcas de alguém que se recusava a parar para descansar. Porém, apesar da má saúde e do corpo cansado, Harper era sagaz e alegre. Esse servo dedicado era conhecido por ser "glorificado na sua fraqueza". Na noite anterior ao naufrágio do Titanic, enquanto os outros jogavam e descansavam, John Harper foi visto no convés do navio tentando com todo zelo levar um rapaz a crer em Cristo. Harper Teve uma Oportunidade de Escapar do Titanic Os atos heróicos de John Harper no Titanic assumem uma dimensão maior quando se considera sua oportunidade de ter evitado o desventurado navio. A principio estava marcado que Harper iria no navio Lusitania para pregar na Igreja Memorial Moody em Chicago. Ao invés disso, ele se levantou e informou aos homens da Missão Seaman’s Center em Glasgow que os planos foram mudados e ele partiria no Titanic para a igreja Memorial Moody de Chicago. Em 1911, ele havia tido as melhores conferências desde os dias do grande D. L. Moody, e a igreja o convidou novamente para três meses de reuniões. O Sr. Robert English levantou-se numa reunião no Seaman’s Center e suplicou que Harper não viajasse para Chicago. English disse a Harper que estava orando e teve um pressentimento de que aconteceria um desastre se ele fizesse essa viagem. Ele se ofereceu para pagar a passagem se Harper adiasse a sua viagem. Vários outros testemunharam o fato de que English insistiu com Harper, inclusive Willie Burns, que estava presente na reunião em Glasgow, e as duas netas de English, Mary Whitelaw e Georgina Smith, ambas membros da Igreja Memorial Harper. As palavras de English foram muito semelhantes às palavras ditas ao apóstolo Paulo por um profeta chamado Ágabo 1.900 anos antes. Ágabo atou suas mãos e seus pés, dizendo: "Assim os judeus, em Jerusalém, farão ao dono deste cinto e o entregarão nas mãos dos gentios". A recusa de Harper de voltar atrás foi muito parecida com a reação de Paulo: "Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus"(Atos 21.10-13). 

Ambos, Paulo e Harper, tinham um senso de propósito divino com relação às suas viagens, e ambos estavam dispostos a morrer para realizar esse propósito. As advertências proféticas dadas a esses dois homens de Deus indicam que o Senhor aprovou seu sacrifício. A advertência de Ágabo deu um senso de propósito divino a Paulo quando ele viajou a Jerusalém onde pregaria o Evangelho, seria preso e condenado à morte. A advertência do Sr. English deu a Harper o mesmo senso de propósito divino quando ele se tornou a testemunha final num navio da morte. No Final só Havia Duas Classes de Passageiros Depois que o Titanic afundou, o escritório da White Star em Liverpool, Inglaterra, colocou um grande painel de cada lado da entrada principal. Em um deles escreveram com letras grandes: "Identificados como Salvos", e no outro: "Identificados como Desaparecidos". Quando a viagem do Titanic começou havia três classes de passageiros. Mas, quando ela terminou o número foi reduzido a duas — os que foram "salvos" pelos barcos salva-vidas e os que ficaram "perdidos" nas águas profundas. Parentes e amigos dos passageiros do navio esperavam do lado de fora do escritório da White Star. Quando notícias sobre um passageiro chegavam, seu nome era escrito num pedaço de papelão. Então um empregado levava o nome até o portão. De frente para a multidão ele levantava o papelão; a multidão ficava num silêncio mortal. Todos observavam ansiosamente para ver em qual dos painéis o nome seria colocado. 

 John Harper mergulhou na morte com desprendimento total, sabendo que estaria entre os passageiros perdidos. Mas ele tinha certeza absoluta de que seu nome estaria na lista dos "salvos" diante do trono de Deus. Lorde Mercer expressou assim a atitude de Harper com relação à morte: "Numa única noite, entre o anoitecer e o amanhecer, durante algumas poucas horas de inconsciência de muitos que dormiam tranqüilamente, partiram desta terra centenas de vidas, algumas ricas em promessas e futuros aparentemente felizes, levando com elas todas as esperanças de outras pessoas. Mas a constância e a coragem cristãs, a renúncia absoluta e o heroísrno inabalável com que tantos encararam seu fim, nos ajudam a perceber que a morte não é o fim de todas as coisas e que esta vida é apenas a entrada para a vida verdadeira, que ela é apenas o portal da eternidade".

O  Último Convertido de John Harper Duas horas e quarenta minutos depois do Titanic colidir com o iceberg, ele afundou nas águas geladas. Centenas se ajuntaram em barcos e botes salva-vidas, e outros se agarraram a pedaços de madeira esperando sobreviver até que chegasse socorro. Durante cinqüenta minutos horríveis os gritos de socorro encheram a noite. Eva Hart disse: "O som das pessoas se afogando é algo que não posso descrever para você. E ninguém mais pode. É um som horrível. E há um silêncio terrível que o segue". O sobrevivente coronel Archibald Gracie chamou isso de "a cena mais lastimável e horrível de todas. Os gritos comoventes dos que estavam à nossa volta ainda soam nos meus ouvidos, e eu me lembrarei deles para o resto da minha vida". Durante aqueles 50 minutos, um homem agarrado a uma tábua chegou perto de John Harper. Harper, que estava se debatendo na água, gritou: "Você é salvo?" A resposta foi: "Não". Harper gritou as palavras da Biblia: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo". Antes de responder, o homem sumiu na escuridão. Mais tarde, a correnteza os aproximou novamente. Mais uma vez Harper, que estava morrendo, gritou a pergunta: "Você é salvo?" Mais uma vez ele recebeu a resposta: "Não". Harper repetiu as palavras de Atos 16.31: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo". Harper, que estava se afogando, soltou, então, as mãos do objeto em que se segurava na água gelada e desceu para seu túmulo no oceano. O homem que ele tentou evangelizar confiou em Jesus Cristo. Mais tarde ele foi socorrido pelos barcos salva-vidas do navio S.S. Carpathia. Em Hamilton, Ontario, este sobrevivente testemunhou que foi o "último convertido" de John Harper. O último convertido de Harper foi alcançado pelas últimas palavras de Harper: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo". Houve muitos heróis no Titanic, mas ajudando os outros enquanto se afogava, John Harper foi o último.

A.B. SIMPSON

O jovem Albert cresceu em meio à rígida tradição puritana da Igreja Escocesa Calvinista Presbiteriana. Sua conversão para a fé começou sob o ministério de Henry Grattan Guinness, um evangelista visitante da Irlanda, durante o reavivamento de 1859.[1] Simpson ficou algum tempo na área de Chatham, estado de Ontário, e recebeu seu treinamento teológico em Toronto, no Knox College, na Universidade de Toronto. Após sua graduação em 1865, Simpson foi posteriormente ordenado na Igreja Presbiteriana do Canadá, o maior dos grupos presbiterianos do país (o qual foi consolidado após sua partida para os EUA). Aos 21 anos de idade ele aceitou um chamado para a grande Igreja Presbiteriana de Knox (fechada em 1971), que ficava nas proximidades de Hamilton, estado de Ontário. Em dezembro de 1873, aos 30 anos, Simpson deixou o Canadá e assumiu o púlpito da maior igreja presbiteriana de Louisville, no estado americano do Kentucky: a Igreja Presbiteriana de Chestnut Street. Foi em Louisville que, pela primeira vez, ele concebeu a pregação do evangelho para o homem comum, construindo uma simples tenda para esse propósito. Apesar de seu sucesso na Igreja de Chestnut Street, Simpson sentiu-se frustrado pela relutância desta em abraçar a responsabilidade de um esforço evangelístico mais amplo. Em 1880 Simpson foi chamado para a Igreja Presbiteriana da Thirteenth Street (Rua 13), em Nova Iorque, onde imediatamente começou a alcançar o mundo com o evangelho. Além das atividades evangelísticas na igreja ele publicava o jornal missionário The Gospel in All Lands (O Evangelho em Todas as Nações), o primeiro jornal missionário com gravuras. Simpson também fundou e iniciou a publicação de uma revista ilustrada chamada The Word, Work, and World (A Palavra, o Trabalho e o Mundo). Em 1911 a revista passou a se chamar The Alliance Weekly (A Aliança Semanal), depois Alliance Life (A Vida Aliancista), e agora é chamada a.life. É a publicação official da Aliança Cristã e Missionária nos Estados Unidos e Canadá. Mas em 1881, após dois anos frutíferos na Igreja Presbiteriana Thirteenth Street, ele se demitiu a fim de começar um ministério evangelístico independente, visando os novos imigrantes e as massas negligenciadas de Nova Iorque. Simpson iniciou aulas informais de treinamento em 1882 de forma a alcançar “os negligenciados do mundo com os negligenciados recursos da igreja". Em 1883 um programa formal já estava funcionando, de forma que ministros e missionários estavam sendo treinados num contexto multicultural. A escola onde se iniciaram tais treinamentos foi o início do Nyack College e do Seminário Teológico da Aliança. Em 1889, Simpson e sua igreja mudaram-se para uma nova localidade na esquina da Rua 44 e 8ª Avenida, chamada de New York Tabernacle. Este lugar se tornou a base não somente de seu ministério de evangelismo na cidade como também de seu crescente trabalho de missões mundiais.   Ensinamento de Simpson A educação disciplinada que Simpson recebeu aliada a seu talento natural fizeram dele um dos mais efetivos comunicadores da Palavra de Deus. Sua pregação trazia grandes bênçãos e conversões onde quer que ele estivesse, e sua abordagem única do evangelho de Jesus se tornou conhecida como “the Fourfold Gospel”, algo como “as Quatro Faces do Evangelho”: "Jesus nosso Salvador, Santificador, Médico Divino, e Rei Vindouro". As Quatro Faces do Evangelho são simbolizadas no logo da Aliança Cristã e Missionária: a Cruz, a Bacia, o Jarro e a Coroa. Sua especial ênfase no evangelho acabou por vir através de sua doutrina e experiência “Cristocêntrica”. Atormentado por enfermidades por muito tempo desde sua infância, Simpson experimentou a cura divina após compreender que a Vida e a cura eram parte da bênção de viver em Cristo. Ele enfatizava a cura em suas Quatro Faces do Evangelho e usualmente dedicava uma reunião por semana para ensinar, ouvir testemunhos e pregar sobre esse tema. Embora este ensinamento tenha isolado a ele e à Igreja Aliança das principais denominações que não enfatizavam este ponto ou simplesmente rejeitavam a cura, a intransigente confiança de Simpson na Palavra e no poder de Deus o mantiveram permanentemente atuando adiante de seu tempo sem críticas ou rancores contra aqueles que discordavam dele. O coração de Simpson para o evangelismo tornou-se a força motriz por detrás da criação da Aliança Cristã e Missionária. Inicialmente a Aliança não foi fundada como uma denominação, mas como um movimento organizado de evangelismo mundial. Hoje a Aliança Cristã e Missionária exerce um papel de liderança no evangelismo global. No seu livro de 1890, “A Larger Christian Life” (“Uma Vida Cristã Mais Ampla”, numa tradução livre), Simpson discute sua visão para a igreja: “Ele(Cristo) nos mostra o plano para uma igreja Cristã que é muito mais que a associação de amigos com interesses comuns para ouvir uma vez por semana um discurso intelectual e entretenimento musical e continuar como que por procuração um mecanismo de trabalho cristão; em vez disso, uma igreja que pode ser ao mesmo tempo mãe e lar de toda forma de auxílio e bênção que Jesus veio para dar aos homens perdidos e sofredores, berço e lar das almas, fonte de cura e purificação, abrigo para os órfãos e angustiados, escola para a cultura e treinamento dos filhos de Deus, o arsenal onde estes são equipados para a batalha do Senhor e o exército que luta estas batalhas em Seu nome LIVROS: JESUS CRISTO ELE MESMO ( A B Simpson ) O Senhor Jesus Cristo é o tema deste livro que, numa linguagem clara, íntima e gostosa de ler, ensina a arte de nos apropriarmos continuamente da plenitude de Deus em Cristo, para a total satisfação de nossas necessidades. Muitos buscam apenas as bênçãos que Cristo pode dar - perdão, paz, cura, sabedoria, santificação, poder - mas A. B. Simpson nos ensina a buscar a pessoa de Cristo e a receber as bênçãos provenientes da nossa união com ele. Oprimidos por sentimentos de culpa e temor. A. B. Simpson descobriu em Jesus a coragem e a liberdade de que tanto precisava. Debilitado por um colapso nervoso e uma deficiência coronária, buscou a cura, mas acabou encontrando muito mais: descobriu em seu coração o Senhor da saúde. Limitado por um bloqueio mental, ele recebeu de Jesus uma capacitação que o transformou num produtivo pastor, escritor e executivo - um dos grandes lideres evangélicos do final do século XIX. Das oitentas obras que A. B. Simpson escreveu, este livro traz uma seleção do que há de melhor - alimento sólido que enriquecerá a sua vida - e esse alimento é Jesus Cristo, Ele Mesmo!

BLAISE PASCOAL - O MATEMÁTICO QUE ORAVA

O Deus dos Cristãos Blaise Pascal O Deus dos Cristãos não consiste num Deus simplesmente autor das verdades geométricas e da ordem dos elementos; é a parte dos pagãos e dos epicuristas. Não consiste simplesmente num Deus que exerce a sua providência sobre a vida e sobre os bens dos homens, para dar uma feliz sequência de anos aos que o adoram; é a porção dos judeus. Mas, o Deus de Abraão e de Jacob, o Deus dos Cristãos, é um Deus de amor e de consolação: é um Deus que enche a alma e o coração que ele possui; é um Deus que lhes faz sentir interiormente a sua miséria e a sua misericórdia infinita, que se une ao fundo da sua alma; que a enche de humildade, de alegria, de confiança, de amor; que os torna incapazes de outro fim que não seja ele mesmo. O Deus dos Cristãos é um Deus que faz sentir à alma que ele é o seu único bem; que todo o seu repouso está nele; que não terá alegria senão em amá-lo; e que lhe faz ao mesmo tempo abominar os obstáculos que a retêm e a impedem de o amar com todas as suas forças. O amor-próprio e a concupiscência que a detêm lhe são insuportáveis. Esse Deus lhe faz sentir que ela tem esse fundo de amor-próprio e que só ele pode curá-la. (Eis o que é conhecer Deus como cristão. Mas, para conhecê-lo dessa maneira, é preciso conhecer ao mesmo tempo a sua miséria, a sua indignidade, e a necessidade que se tem de um mediador para se aproximar de Deus e para se unir a ele. É preciso não separar esses conhecimentos porque, uma vez separados, são não só inúteis, mas nocivos.) O conhecimento de Deus sem o da nossa miséria faz o orgulho. O conhecimento da nossa miséria sem o de Jesus Cristo faz o desespero. Mas, o conhecimento de Jesus Cristo nos isenta não só do orgulho como do desespero, porque encontramos nele Deus, a nossa miséria e a via única de a reparar. Podemos conhecer Deus sem conhecer as nossas misérias, ou as nossas misérias sem conhecer Deus; ou mesmo Deus e as nossas misérias, sem conhecer o meio de nos livrarmos das misérias que nos afligem. Mas, não podemos conhecer Jesus Cristo sem conhecer ao mesmo tempo Deus e as nossas misérias, assim como o remédio das nossas misérias; porque Jesus Cristo não é simplesmente Deus, mas um Deus reparador das nossas misérias. Assim, todos os que procuram Deus fora de Jesus Cristo e que se detêm na natureza, ou não acham nenhuma luz que os satisfaça, ou chegam a formar para si um meio de conhecer Deus e de o servir sem mediador, e por isso caem ou no ateísmo ou no deísmo, que são duas coisas que a religião cristã detesta quase que igualmente. É preciso, pois, tender unicamente a conhecer Jesus Cristo, uma vez que é só por ele que podemos pretender conhecer Deus de maneira que nos seja útil. Ele é que é o verdadeiro Deus dos homens, isto é, dos miseráveis e dos pecadores. É o centro de tudo e o objeto de tudo: e quem não o conhece não conhece nada na ordem do mundo, nem em si mesmo. Com efeito, além de só conhecermos Deus por Jesus Cristo, só nos conhecemos a nós mesmos por Jesus Cristo. Sem Jesus Cristo, é preciso que o homem esteja no vício e na miséria; com Jesus Cristo, o homem fica isento de vício e de miséria. Nele estão toda a nossa virtude e toda a nossa felicidade; fora dele, só há vício, miséria, erros, trevas, desespero, e só vemos obscuridade e confusão na natureza de Deus e em nossa própria natureza.

14 de fevereiro de 2013

H.A. Ironside

H.A. Ironside «Meus pecados! Que farei para me livrar deles?» Uma pobre mulher, morrendo num dos grandes hospitais, tinha sido educada na Igreja Apostólica Católica Romana. Não tinha sido boa Católica nem assídua como membro dessa Igreja e agora os seus pecados estavam a atormentá-la, e gritava angustiosamente: - Meus pecados! Que farei para me livrar deles? Uma Irmã de Caridade passava pela enfermaria e, vendo a sua aflição, falou com ela caridosamente. - Oh! Irmã, disse a mulher, pode chamar um padre para eu lhe confessar os meus muitíssimos pecados, e ficar preparada para a morte? - Sim, irei chamar o padre da paróquia, mas, no entanto, deixe-me colocar esta escápula à volta do pescoço, pode ser que ajude um pouco até que venha o Sr. Abade. E lá foi. Entretanto, segundo a vontade de Deus, uma missionária (cristã evangélica) da cidade passava pela enfermaria e ouvia os gemidos, porque a escápula não tinha dado paz à mulher. A missionária (cristã evangélica) disse: - Minha pobre senhora, parece estar em grande aflição. - Oh! Sim, os meus pecados estão a afligir-me e não sei como me hei-de livrar deles. - Deixe-me ler da Palavra de Deus», e, lendo várias passagens, ela mostrou-lhe a paz de Deus por meio de Jesus somente. Finalmente a pobre alma moribunda descansou na Palavra «Todo aquele que crê n'Ele receberá a remissão dos pecados», e oh, o gozo que ela sentiu! Poucos minutos depois o padre chegou. Era um homem muito bondoso que trazia com ele toda a sua parafernália. Ele disse: - Agora faça uma boa confissão para que eu possa dar-lhe absolvição, para que possa morrer em paz. Ela já estava muito fraquinha, mas disse: - Senhor Padre, deixe-me ver sua mão.» Ele pensou que a sua mente estava confusa e disse: - Concentre-se porque já tem pouco tempo. Faça a sua confissão para que lhe sejam perdoados os pecados. - Deixe-me ver sua mão, Senhor Padre, insistia com voz fraca a moribunda. Pensando ser melhor fazer-lhe a vontade ele levantou a mão, mas os olhos dela já pouco viam. Ela estendeu a mão e sentiu a dele, e então ela disse: - Não serve, Senhor Padre, esta mão não serve. - O que quer dizer com isso? Não perca tempo, faça boa confissão para que eu lhe faça tudo quanto posso antes que morra. Mas ela continuou: - Não serve. A mão dAquele que perdoa, tem nela a marca do cravo. Não a acho na sua. "Querido amigo, sabe o que significa confiar nAquele que tem a mão ferida com o cravo? Ele morreu por si, e as Escrituras declaram que todos os que põem nEle a sua confiança recebem a remissão, ou o perdão, dos seus pecados. H. A. Ironside Henry Allen Ironside, também conhecido como H. A. Ironside (14 de outubro de 1876 – 15 de janeiro de 1951) foi um expositor da Palavra de Deus.

J EDWIN ORR

O ferro e o fogo Divino por J. Edwin Orr "O mundo ainda está para ver", disse Dwight Lyman Moody, "o que Deus pode fazer através de um homem totalmente rendido a Ele”. Moody era crente, mas o segredo do seu poder era a sua vida rendida a Deus, dito por outras palavras, era no seu contacto diário com Deus, que ele recebia uma nova unção para cada nova obra. Por exemplo, imagine aqui o fogo e ali um pedaço de ferro. Agora, se eu quiser aquecer o ferro, terei de colocá-lo perto do fogo. E se resolver fazê-lo passar por uma experiência extraordinária, diferente de tudo o que ele já ex anteriormente, é só lançá-lo rapidamente no fogo, e ele ficará em brasa. Mas isso não satisfará a sua necessidade de calor para sempre. Ele não poderá dizer: "Agora, finalmente tive uma experiência incrível, sentimentos maravilhosos; estou em brasa e assim permanecerei para sempre. Daqui para frente, tudo o que entrar em contacto comigo também ficará em brasa." O ferro nem poderá sair deliberadamente do fogo, crendo ser auto-suficiente, e partir em missão, tomando como certo que toda a impureza foi eliminada e que pode agora transmitir o seu calor onde quer que vá. Ah, não! Ele logo descobrirá que esfriou novamente e que não tem capacidade alguma de gerar ou transmitir calor. O que ele deve fazer então? Deve permanecer perto do fogo, pois somente assim poderá receber o seu calor. E somente depois disso é que poderá transmitir calor. Assim é também consigo, meu amigo. Pode ter uma grande experiência. Pode receber do fogo divino. Pode ter visões e revelações maravilhosas. Mas a menos que esteja em contacto diário com o fogo da presença de Deus, logo estará frio e impotente. Se quiser que a unção permaneça, terá de manter diariamente comunhão e relacionamento com a Fonte da unção. A bênção só pode ser mantida através de constante contacto com a Pessoa que abençoa. Não existe um caminho fácil. Eu não conheço nenhuma experiência que dure a vida toda. É preciso pagar um preço. E o preço neste caso é o contacto diário com Deus. Poucos querem pagá-lo. A maioria busca bênçãos e manifestações. Podem até agonizar e orar. Buscam visões e revelações. Mas aquela espera diária em Deus, que nos firma e estabelece, essa eles não a querem. Meu amigo, tem um lugar para se encontrar com Deus? Dispõe desse tempo? Ou está muito ocupado? Tem observado a Vigília da Manhã, a Hora Silenciosa? Jesus Cristo é real para si? Conhece-O de verdade? Já teve um encontro com Ele, claro que sim. Encontrou-O quando se converteu. Mas, conhece-O realmente? Já se tornou amigo dEle? Visita-O regularmente? O que é que Ele significa para si? Eu já tive encontros com muitas pessoas, mas posso dizer que conheço poucas. É preciso viver de perto com alguém para o conhecer. Demora muito tempo para alguém se tornar amigo de outra pessoa. Separa tempo para isso? Precisa de tirar tempo para andar com Deus. Sabia que Deus tem fome de comunhão com os Seus amigos? Ah, sim! E Ele quer encontrar-se convosco todos os dias. E se vós quiserdes receber o calor do fogo divino, terão de relacionar-se com Ele constantemente, em íntima comunhão com Ele, ou, doutro modo, esfriareis. Para isso, precisareis de andar com Deus. James Edwin Orr (15 de janeiro de 1912 - 22 de abril de 1987) foi um ministro batista, palestrante e escritor.

Lewis Sperry Chafer

Seu Ministério Foi ordenado em 1900 por um Conselho de Ministros Congregacionais na Primeira Igreja Congregacional em Buffalo. Em 1901, mudou-se para Chafer Northfield, Massachusetts e começou a participar nas conferências Bíblicas de Northfield. Foi por meio dessas conferências que Chafer envolveu-se com muitos líderes espirituais, incluindo o Dr. CI Scofield, e foi em associação com Scofield que Chafer mudou a direção de seu ministério de um evangelista itinerante para o de professor de Bíblia. Manteve estreita associação com os últimos vinte anos de vida de Scofield, e tornou-se associado com o seu ministério que se tornou seu mentor. Em 1909 tornou-se presidente da Conferência Northfield. Durante este período inicial, Chafer começou a escrever e desenvolver sua teologia. Durante os primeiros 10 anos com Scofield, Chafer começou a ensinar na Mt. Hermon School for Boys e publicou seus primeiros três livros, "Estudos na Estrutura Elementar da Ciência da Música", "Satanás", e "O Verdadeiro Evangelismo." Ele ajudou Scofield no estabelecimento da Escola de Bíblia da Filadélfia em 1913, e de 1923 a 1925, atuou como secretário-geral da Missão da América Central. Quando Scofield morreu em 1921, Chafer mudou-se para Dallas, Texas, para pastorear a Primeira Igreja Congregacional de Dallas, que próprio Scofield havia fundado em 1882. Então, em 1924, com a sua visão educacional fundou o Colégio Teológico Evangélico, que mais tarde seria rebatizado como Dallas Theological Seminary. Chafer serviu para o resto de sua vida, quase 30 anos, como presidente desta escola e professor de teologia sistemática, demitiu-se do pastorado da igreja e da agência missionária, mas começou a escrever mais e permaneceu muito ativo em conferências bíblicas. Um trabalho muito significativo de Chafer foi "Temas Principais da Bíblia" que foi escrito em 1926 e foi o precursor da sua maior obra, "Teologia Sistemática", publicada em 1948. Também contribuiu para a "Teologia Sistemática" de Chafer o fato de que a escola assumiu a publicação da revista "Bibliotheca Sacra". Esta é uma revista que tinha sido publicada desde o início de 1800, e para a qual Chafer escreveu muitos artigos que contribuíram diretamente para o seu conjunto de teologia. Chafer teve uma enorme influência sobre o movimento evangélico. Entre seus alunos estão Jim Rayburn , fundador da , Kenneth N. Taylor , autor de The Living Bible , Howard Hendricks , J. Dwight Pentecost , Charles Caldwell Ryrie , J. Vernon McGee , RB Thieme, Jr. e John Walvoord , que o sucedeu como presidente no Seminário Dallas. Ele é amplamente reconhecido como um dos fundadores do moderno Dispensacionalismo e foi veementemente contra a teologia do pacto. Chafer morreu em 22 de Agosto de 1952. Obras. Em 1933, adquiriu o jornal Dallas Bibliotheca Sacra e começou a publicar em 1934. Chafer escreveu centenas de artigos para este jornal. Em 1947, após dez anos de trabalho, ele completou sua Teologia Sistemática em oito volumes. Esta foi a primeira vez que um quadro pré-milenista, dispensacionalista da teologia cristã foi sistematizada em um único formato. Os livros eram tão populares que esgotou a primeira impressão em seis meses e precisava de uma terceira edição em dois anos. A série foi impressa muitas vezes desde então por uma série de editoras. Muitos dos livros de Chafer têm sido reimpressos várias vezes por várias editoras diferentes. Alguns deles: TRÊS CLASSES DE HOMENS por Lewis Sperry Chafer Entre o caráter e o género de vida diária dos Cristãos existe uma manifesta diferença. Esta diferença é reconhecida e definida no Novo Testamento. Há uma possibilidade de aperfeiçoamento tanto nesse caráter como nesse género ele conduta diária de muitos Cristãos, sendo esse aperfeiçoamento experimentado por todos aqueles Cristãos que cumprem certas condições. Estas constituem, também, um tema importante na Palavra de Deus. O Apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito, dividiu toda a família humana em três classes: 1) O “homem natural”, aquele que não “nasceu de novo”, o homem que nunca se mudou espiritualmente; 2) O “homem carnal”, aquele que é “menino em Cristo” e que anda “conforme o homem”; e 3) o homem “espiritual”. Estes grupos são classificados pelo Apóstolo segundo a sua capacidade em compreender e receber uma certa forma de Verdade, que nos é “revelada” dos fatos pelo Espírito. Os homens são bem diferentes uns dos outros quanto ao fato do novo nascimento e da vida de poder e da bênção divina; todavia a classificação desses indivíduos é revelada claramente pela atitude que tomam perante os fatos revelados. Em 1Co 2:9 a 3:4 está estabelecida esta tripla classificação, cuja passagem começa como se segue: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito.” Apresenta-se, assim, bem clara, a distinção entre os assuntos gerais do conhecimento humano que são adquiridos pela faculdade de observação, pela percepção auditiva ou pelo “coração” (o poder racional)! e aqueles outros assuntos que se afirma, serem-nos “revelados” pelo Seu Espírito. Aqui não há qualquer outra referência senão aquela que já está incluída nas Escrituras da Verdade, e esta revelação é ilimitada, como nos prova a continuação da passagem citada. “Porque o Espírito(Aquele que revela) penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”. Portanto, os homens são classificados conforme a sua capacidade para compreender e receber as “profundezas de Deus”. Mas ninguém, por si só, pode chegar ao âmago destas “profundezas de Deus”, “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” (que as conhece). No entanto, é possível a uma pessoa, mesmo sem auxílio (quer dizer, conduzida só por si), penetrar nos assuntos do seu semelhante, porquanto nele existe “o espírito do homem”. Mas não pode estender ou sair da sua esfera. Não lhe é possível conhecer, por experiência própria, as coisas do reino animal que é inferior a ele; tão pouco pode entrar numa esfera mais elevada e experimentar as coisas de Deus. Mesmo que o homem, só por si, não possa compreender os mistérios de Deus, o Espírito conhece-os, e, por isso, todo aquele que estiver intimamente relacionado com esse Espírito, poderá também atingir o conhecimento desses mistérios. E a passagem bíblica continua: “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que (“as profundezas de Deus”, aquelas que o olho não viu, etc.) nos é dado gratuitamente por Deus”. “Nós, (isto é, todos os salvos sem exceção) recebemos o Espírito que provém de Deus”. Eis aqui uma grande possibilidade. Ficando nós tão vitalmente relacionados com o Espírito de Deus, a tal ponto que Ele passa a habitar dentro de nós, é possível, devido a essa circunstância, virmos a conhecer “o que nos é dado gratuitamente por Deus”. Só por nós, porém, jamais poderíamos alcançar esse conhecimento, porque o Espírito é que sabe, Ele é que habita em nós e é Ele que tudo nos revela. Esta revelação divina é-nos transmitida em “palavras” que só o Espírito Santo ensina, como o Apóstolo continua expondo: “As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais”. O Livro de Deus é um Livro de palavras, e as mesmas palavras que exprimem a “sabedoria humana” exprimem também as coisas que “o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem.” Todavia, aquele que não é ajudado pelo Espírito, não pode compreender estas “profundezas de Deus”, ainda que expressas nas palavras mais familiares ao homem, a não ser, repetimos, que elas sejam “reveladas” por esse Espírito de verdade. Mesmo assim, e avançando no conhecimento destas coisas reveladas, o progresso só é alcançado quando as coisas espirituais forem comparadas com outras espirituais. Os segredos espirituais devem ser comunicados por meios espirituais. Fora do Espírito não pode haver compreensão espiritual.

12 de fevereiro de 2013

John Nelson Hyde - O homem que orava

John Nelson Hyde foi um missionário norte-americano que pregou o Santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo no Punjab, na Índia. Nasceu neste dia, 9 de novembro de 1865, em Carrollton, no Illinois, nos Estados Unidos da América, sendo filho de Smith Harris Hyde, pastor da Igreja Presbiteriana em Carthage, Illinóis, nos Estados Unidos da América e de Lucinda (Taylor) Hyde. O seu pai, o pastor Hyde, era um homem de alma robusta e alegre, de estudos esmerados, de ânimo transbordante, e sobretudo, tinha o propósito fixo de servir a Deus de todo o seu coração. A mãe de João Hyde apreciava muito a música. Assim, João viveu a meninice entre cinco irmãos num lar feliz e carinhoso O Dr. Hyde costumava orar - tanto do púlpito como nos cultos domésticos - pedindo ao Senhor da seara que mandasse ceifeiros para a Sua seara. Não admira, portanto que Deus tivesse respondido às suas orações, chamado três de seus seis filhos para o trabalho missionário! A família de João tinha o hábito da oração. Consequentemente, quando João era jovem, aprendeu naturalmente os segredos da oração à qual o Senhor responde! Um dos irmãos de João, o Edmundo, foi preparar-se para ser missionário num seminário em Montana, onde contraiu uma febre e morreu. João questionava-se se deveria tomar o lugar do seu irmão Edmundo. Durante o seu último ano no Seminário Teológico de McCormick, foi ao quarto do seu amigo, o Sr. Konkle, para que ele o esclarecesse sobre o ser missionário no estrangeiro. Eis o que relata o Sr. Konkle dessa visita de João ao seu quarto: “Eu disse-lhe que ele sabia tanto como eu sabia sobre missões no estrangeiro. E que eu não acreditava que as opiniões que ele me estava a dar eram aquelas de que eu precisava. Eu achava que o caminho para resolver essa situação era colocá-la diante do nosso Pai, e esperar até que Ele a decidisse. Ficámos em silêncio mais algum tempo, e, dizendo ele que acreditava que eu estava certo, levantou-se e desejou-me boa noite. E eu ali fiquei.” Eis o que relata o Sr. Konkle
Na manhã seguinte Konkle sentiu uma mão no seu braço. Olhando ao redor, viu o rosto radiante de João, com uma nova visão. “Está assente, Konkle”, disse ele. João partiu para a Índia. A bordo do navio, abriu uma carta de um amigo que lhe escreveu dizendo que ele iria orar até que João fosse cheio do Espírito Santo. Irado João amassou a carta e arremessou-a para o lixo. Ele tinha rendido o seu coração ao Senhor, obteve a sua graduação, estudara línguas indianas e foi obediente no seu caminho para uma vida profissional. Como se atrevia este seu amigo a sugerir que ele não tinha o Espírito? Porém, quando ele se acalmou, percebeu que o seu amigo estava certo. Ele passou a rogar o poder do Espírito Santo. O resultado foi que João se tornou um notável intercessor, aquele que suplicava pelas almas e pelas necessidades dos outros. Ele foi apelidado de “O homem que orava.” Muitas vezes ele passava as noites em oração. O reavivamento na Índia começou quando ele uma noite chegou atrasado para uma reunião. “Eu tenho tido uma grande controvérsia com Deus. Sinto que Ele queria que eu aqui vos viesse testemunhar sobre algumas coisas que Ele tem feito por mim, e eu tenho vindo a argumentar com Ele que eu não deveria fazer isso. Apenas esta noite ... obtive a paz sobre o assunto e é que concordei em obedecer-Lhe, e agora vim para vos dizer algumas coisas que Ele tem feito por mim.” João contou-lhes como Deus o libertara de certos pecados. Logo os seus ouvintes estavam chorando e confessando os seus próprios. Em 1908, angustiado com a visão do pecado e das almas condenadas ao Inferno, ele pediu ao Senhor para que Ele trouxesse uma alma por dia para o Reino de Deus. Logo ele rogou para que fossem duas almas, e depois quatro. Deus respondeu às suas orações. No ano seguinte ele orou que “ganhasse” duas almas por dia (que não apenas fizessem uma oração de aceitação pela sua salvação, mas que fossem batizadas e consagradas a Jesus e integradas na assembleia local), e «ganhou» mais de oitocentas almas para Cristo. Então, em 1910, ele orou para “ganhar” quatro almas por dia e Deus concedeu-lhe o pedido. Mas, durante aquele ano, como sua saúde piorava, um amigo persuadiu-o a ir um médico. Em março de 1911, Hyde teve de dizer adeus à Índia. O seu coração adoecera e necessitava de cuidados médicos.
Durante a consulta o cardiologista disse-lhe: “O seu coração está em péssimas condições. Nunca me deparei com um caso tão grave como o seu. O seu coração saiu da sua posição natural, do lado esquerdo e deslocou-se para o lado direito! Isto parece-me ser causado por muito stress e tensão! O seu coração está em tal condição que serão necessários muitos meses de descanso completo para trazê-lo de volta a algo parecido com o seu estado normal. O que é que tem feito a si mesmo? A menos que mude totalmente a sua vida e desista da tensão e do stress, ou você está morto em meia dúzia de meses!” João Hyde gastara a sua vida agonizando em oração! Este foi o tremendo preço pago por João Hyde! Pelas dores de parto da salvação destas almas! Ainda nos Estados Unidos, verificou-se mais tarde que ele tinha também um tumor maligno no cérebro. Era necessária uma cirurgia. John Nelson Hyde morreu em 17 de fevereiro de 1912. As suas últimas palavras foram “Aclamai com brados de alegria a vitória de Jesus Cristo!” Artigo de Carlos António da Rocha Publicada por Carlos António da Rocha à(s) 20:22:00

FRASES DE SPURGEON

PALAVRAS ILUMINATIVAS: ♥As lâmpadas não falam, mas brilham. O farol não toca nenhum tambor, nenhum sino; mesmo assim em águas bem distantes, seu brilho amigo é visto pelos marinheiros. Que suas ações brilhem, mostrando sua religião. Que o sermão principal de sua vida seja ilustra¬do pela sua conduta. ♥Se você deseja que Cristo habite permanentemente em você, dê-lhe todas as chaves do seu coração; não deixe nenhum armário trancado; mostre-lhe a fechadura de cada cômodo e as trancas de cada aposento.
♥Vamos esconder a nossa bondade - sim, vamos esconder até de nós mesmo. Dê com tanta freqüência, e de forma tão constante, que você nem mais nota que tenha ajudado os necessitados do que você notaria que tenha tomado suas refeições normais. Dê as suas esmolas sem nem sussurrar para si mesmo "Como sou generoso!" Não dê nenhuma recompensa para si mesmo. Deixe o assunto com Deus, que nunca deixa de ver, de notar, e de recompensar. - Este é o pão, que comido na pressa, é mais doce do que o banquete de reis. ♥A alma sem oração é uma alma sem Cristo. A oração é o balbuciar do crente infante, o clamor do crente na batalha, o réquiem do santo moribundo, descansado em Jesus. Ela é a respiração, o lema, o conforto, a força, a honra de um cristão. ♥Deus escreve com uma pena que nunca borra, fala com uma língua que nunca erra, age com uma mão que nunca falha. ♥É necessário chegar perto de Deus, mas você não precisa prolongar seu discurso a ponto de todos ficarem ansiosos por ouvir a palavra amém. ♥Leia também bons e sugestivos livros, e eleve sua alma através deles. Mergulhe num dos puritanos, e estude completamente a obra, e logo se verá como um pássaro em vôo. ♥Aqueles que mergulham no mar das aflições trazem pérolas raras para cima. ♥Cristo é o grande fato central na história do mundo. Tudo olha para frente ou para trás a partir Dele. Todas as linhas da história convergem para Ele. Todos os grandes propósitos de Deus culminam Nele. O maior e mais momentoso fato que a história do mundo registra é o fato de seu nascimento. ♥Cuide bem da sua integridade, e Deus cuidará da sua prosperidade.
♥Em quarenta anos nunca passei quinze minutos acordado sem pensar em Jesus. ♥Esteja convicto daquilo que você crê, do contrário jamais poderá convencer alguém de que seu ponto de vista é correto. ♥Eu iria até as profundezas centenas de vezes para animar um espírito abatido. É bom para mim que já estive aflito, para que eu possa saber como falar ao que está fraco. ♥Há pecado até na nossa santidade, há incredulidade na nossa fé; há ódio no nosso próprio amor; há lama da serpente na mais bela flor do nosso jardim. ♥Meus queridos amigos, tenham como regra geral que o Espírito de Deus não faz por nós aquilo que nós mesmos podemos fazer. ♥Muitos livros em minha biblioteca estão agora desatualizados. Foram bons enquanto eram novos, à semelhança das roupas que usei quando tinha dez anos de idade; mas eu cresci e as deixei para trás. Ninguém jamais deixa para trás as Escrituras por ter crescido; esse livro se amplia e é mais conhecido à medida que passam nossos anos. ♥Muitos homens ficam de mãos vazias porque não conhecem a arte de repartir. ♥Não creia em metade do que você ouve; não repita metade do que crê; quando ouvir uma notícia negativa, divida-a por dois, depois por quatro, e não diga nada acerca do restante dela. ♥Não deixe aquilo que é urgente tomar o lugar daquilo que é importante em sua vida. ♥Naturalmente o pregador se distingue acima de todos os demais como homem de oração. Ele ora como um cristão comum, ou de outra forma seria hipócrita. Ora mais que os cristãos comuns, ou de outra forma estaria desqualificado para o cargo que assumiu. ♥Nenhuma flor veste tão adoravelmente um azul como aquelas que crescem ao pé das montanhas geladas; nenhuma estrela cintila tão brilhantemente quanto aquelas que reluzem no céu polar; não há água tão saborosa e doce como a que salta no meio da areia do deserto; nenhuma Fé é tão preciosa como a que vive e triunfa na adversidade! "A Fé provada traz Experiência!" ♥O cristão deveria possuir uma semelhança marcante com Jesus Cristo. Você já leu histórias de Jesus, escritas de forma bela e eloqüente, mas a melhor história de Cristo é sua biografia viva, escrita nas palavras e ações de seu povo. Se fôssemos o que dizemos e o que deve¬ríamos ser, seríamos quadros de Cristo; sim, haveria semelhança tão marcante com Ele, que o mundo não poderia nos ridicularizar depois de uma hora conosco, dizendo: "Bem, parece que existe um pouquinho de semelhança"; mas, depois de nos ver, exclamaria: “Ele esteve com Jesus; ele aprendeu sobre Jesus; ele é como Jesus; ele captou exatamente a idéia do Homem santo de Nazaré, e ele pratica isso na vida e nas ações do dia-a-dia”. ♥Quando a Palavra de Deus converte um homem, tira dele o desespero, mas não a capacidade de arrepender-se. ♥O amor é o uniforme de Cristo. ♥O divino abençoa o ser humano para que este possa bendizê-lo.
♥O homem que não valoriza o auto-exame pode estar bem certo de que as coisas precisam ser examinadas. ♥Perdoe e esqueça. Quando você enterra um cão raivoso, nunca deixa a cauda dele de fora. ♥Quando se trata de oração, Deus e a pessoa que ora, são parceiras. ♥Se você vai ou não viver até chegar em casa hoje, depende absolutamente da vontade de Deus. ♥Tal qual a cotovia, suba as montanhas para falar com Deus e faça-o cantando. ♥Um argumento vivo é invencível. ♥Uma fé pequena leva as almas até o céu, mas uma grande fé traz o céu até as almas. ♥Viajando num trem, de repente paramos. O problema foi que um parafuso pequeno havia quebrado e fomos obrigados a seguir lentamente com um pistão só ao em vez de dois funcionando. Somente um pequeno parafuso estava quebrado. Se tivesse sido corrigido o trem teria corrido sua trilha de ferro, mas a ausência daquela peça insignificante atrapalhou tudo. A analogia é perfeita; um homem, em todos os outros aspectos apto para ser útil pode, por causa de um pequeno defeito, ser impedido ou até tornado inútil para o ministério.
♥Vocês e eu, somos constrangidos a pregar o evangelho, mesmo que nenhuma alma jamais seja convertida por ele; pois o grande propósito do evangelho é a glória de Deus, visto que Deus é glorificado mesmo naqueles que rejeitam o evangelho. ♥Você pode ocultar sua fraqueza de seu melhor amigo, mas não a esconderá de seu pior inimigo. ♥A oração em si mesma é uma arte que somente o Espírito Santo pode nos ensinar. Ele é o doador de todas as orações. Rogue pela oração - ore até que consiga orar, ore para ser ajudado a orar e não abandone a oração porque não consegue orar, pois nos momentos em que você acha que não poder, é que realmente está fazendo as melhores orações. Às vezes quando você não sente nenhum tipo de conforto em tuas súplicas e teu coração está quebrantado e abatido, é que realmente está lutando e prevalecendo com o Altíssimo. ♥A verdadeira conversão dá força e santidade ao homem, mas nunca lhe permite vangloriar-se. ♥A verdadeira conversão dá segurança à pessoa, mas não lhe confere o direito de parar de vigiar.