12 de maio de 2013

Frank Bartleman - Evangelista Holiness


Frank Bartleman - Evangelista Holiness


 

"Pentecoste" veio para Los Angeles, a Jerusalém americana. Todas as seitas, os credos e as doutrinas debaixo de Céu podem ser achados em Los Angeles, como também todas as nações representadas. Muitas vezes eu fui tentado de duvidar que as minhas forças aguentariam para eu poder ver isto. O fardo de oração foi muito grande. Mas desde a primavera de 1905, quando eu recebi esta visão e fardo, eu nunca duvidei do resultado final. Os homens em todos os lugares agora estão em aflição de alma, e o avivamento com seus fenômenos incomuns é o tópico do dia. Há oposição terrível manifestada também. Os jornais aqui são mesmo venenosos, e muito injustos e infieís nas suas declarações. Os sistemas pseudos de religião também estão lutando muito. Mas, "a saraiva varrerá o refúgio da mentira". Seus "esconderijos" estão sendo descobertos. Um rio purificador está fluindo pela cidade. A Palavra de Deus prevalece...

Demônios estão sendo expulsos, os doentes curados, muitos abençoadamente salvos, restaurados e batizados com o Espírito Santo e poder. Heróis estão sendo levantados, os fraco feitos fortes no Senhor. Os corações de homens estão sendo sondados como com uma vela acesa. É um tremendo tempo de ser peneirado, não só nas ações, mas nos motivos internos, secretos. Nada pode escapar o olho todos-minucioso de Deus. Jesus está sendo exaltado, o "Sangue" proclamado, e o Espírito Santo honrado mais uma vez. Há muito "poder para derrubar"'1 manifesto. E este é a causa principal de resistência por parte daqueles que recusam obedecer. Este negócio é real. Deus está conosco com grande seriedade. Nós não ousamos ninharia. Homens fortes caiam por horas debaixo do imenso poder de Deus, cortados como grama. O avivamento será mundial, sem dúvida.


-- Frank Bartleman, "The Way of Faith", Agosto de 1906 (citado em "Azusa Street" por Frank Bartleman). -Avivamento já

 

Frank Bartleman foi um evangelista Holiness que recebeu notícias do avivamento no País de Gales, ocorrido em 1904.

Passou a dedicar a sua vida a orar e publicar livros e folhetos conclamando outros a orar e buscar um avivamento para a cidade de Los Angeles, Califórnia.

Foi considerado o "Repórter do Reavivamento da rua Azusa".


: http://www.gospeladoracao.net/2010/01/biografia-frank-bartleman.html#ixzz2T4hqQJ6b

 

"Se os homens buscaram controlar, monopolizar ou possuir esta obra de Deus, ou para a própria glória deles ou para a glória de uma organização, nós descobriremos que o Espírito se recusará a operar. A glória partirá. Que esta seja uma obra onde Deus será dado o Seu próprio lugar, e nós vejamos uma obra tal como os homens nunca têm sonhado. Seria uma coisa terrível se Deus fosse obrigado a retirar o Seu abençoado Espírito de nós, ou O retér num momento como este, porque nós tentamos a monopoliza-lO.

Todo nosso negócio é levar Deus às pessoas. Vamos nós rendermos a isso, e somente isso. Algumas das "locustas" da experiência passada foram o espírito partidário, a diferença secional, preconceitos, etc, que são todos carnais, contrários e destrutivos à lei de amor, para o "um corpo" de Cristo. "Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo" - 1 Cor 12:13. A presunção sempre causará derrota. Oh, irmão! Pare de andar em volta do seu velho caminho hábito-batido no qual toda a grama deixou de crescer, e entre nos pastos verdes, ao lado das águas vivas.


-- Frank Bartleman, "Apostolic Light", Dezembro de 1906 (citado em "Azusa Street" por Frank Bartleman).

 
O seguinte foi escrito por Frank Bartleman, no dia 16 de novembro de 1905, apenas cinco meses antes do avivamento da Rua Azusa começar em Los Angeles, Califôrnia (EUA):

A correnteza do avivamento está passando pela nossa porta. Será que nos nós jogaremos no seu seio, sendo conduzidos para gloriosa vitória? Um ano de vida neste momento, com suas maravilhosas possibilidades para Deus, vale mais que cem anos de vida normal. O Pentecoste está batendo às nossas portas. O avivamento para nosso país não é mais uma dúvida. Vagarosa, mas seguramente, a maré tem subido e, no futuro bem próximo, haverá um dilúvio de salvações que arrasará tudo antes de nós. O país de Gales não ficará sozinho neste triunfo glorioso para nosso Cristo. O espírito de avivamento está chegando, dirigido pelo sopro de Deus, o Espírito Santo. As nuvens estão se juntando rapidamente, carregadas com uma poderosa chuva, cuja precipitação demorará apenas um pouco mais.

Heróis se levantarão da poeira da obscuridade e das circunstâncias desprezadas, cujos nomes serão escritos nas páginas eternas da fama Celestial. O Espírito está pairando novamente sobre a nossa terra, como no amanhecer da criação, e o decreto de Deus sairá: "Haja luz". Irmão, irmã, se todos nós crermos em Deus, você entende o que aconteceria? Muitos de nós já não vivemos para outro motivo. Um volume de oração de fé está subindo ao trono dia e noite. Los Angeles, o Sul do Califôrnia, e o continente inteiro, certamente logo se acharão no meio de um poderoso avivamento pelo Espirito

Santo de Deus.

Father Taylor de Boston – O santo lobo do mar


Father Taylor de Boston – O santo lobo do mar

 



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Edward Thompson Taylor, foi um pregador metodista que depois passou a ser um pregador independente, um dos primeiros da América que teve seu ministério junto com os marinheiros do porto de Boston, Massachussets.
Apesar de ser um vulto esquecido fora de Boston, ele foi um grande pregador, nunca foi a um seminário, mas seu talento raro na pregação foi amplamente reconhecido em seu tempo.  Ele foi um pregador de doutrinas tradicionais mas estilo pitoresco, sempre com muito humor, tal qual um autêntico lobo do mar.
Pregou aos marujos Iankes em uma antiga igreja perto das docas de Boston no final do século XIX. Ele veio da Virgínia, mas foi um homem do mar durante grande parte de sua vida e morreu 06 de abril de 1871 " assim como a maré que volta ao mar, no seu tempo, voltou para o oceano"
 
 Seu nome é relativamente desconhecido, fora de Boston apesar de Dickens, Mr. Jameson, Dr. Bartol e Bispo Haven e outros escritores da Nova Inglaterra terem mencionado Father Taylor em suas obras.
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Em sua igreja, tinha um púlpito alto, tal qual a tribuna do capitão dos barcos antigos e atrás do púlpito, estava pintada a figura de um navio antigo, singrando os mares através de tempestuosas ondas.
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Seus sermões não tinham a retórica dos grandes pregadores, mas eram cheios de vida e de poder de Deus. Ele não usava notas e fazia muitas alusões a navios, sobre o oceano e a vida dos marinheiros.
Argumentos, sempre breves e simples, mas com muita ação em seu bojo, pois ele sabia que para cativar a mente dos marinheiros a descrição de uma cena vívida seria indispensável.
 
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Quem ia a seus cultos sentia a mais profunda impressão das orações desse velho marujo, que invariavelmente eram seguidas de lágrimas, pois sua pregação conseguia vasculhar os segredos da alma e as  profundezas da consciência humana. Todos os ouvintes sentiam essa influência maravilhosa e terrível. Um jovem marinheiro, de Rhode Island, (que assistia o culto a cada domingo, disse: " Isso deve ser o Espírito Santo, que fala  no Novo Testamento ".
 
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Ele tinha uma grande vantagem sobre os outros pregadores...Ele tinha a experiência de conhecer a vida no mar, como ele mesmo dizia: “ Eu vivia alojado com todos os outros marujos dentro do navio, mas vocês nunca me viram com um linguajar profano ou uma vida obscena. Deus fez de mim uma prova que a vida de um  marinheiro não precisa ser movida a run e a víicios! ”

  


 Rev EH Sears disse dele "Sua eloquência era maravilhosa e seu controle sobre a audiência era quase absoluto. Lágrimas e risos se misturavam na platéia como chuva e sol em um dia de abril”

 

Ele tinha uma fertilíssima imaginação, que cativava os marinheiros , e seus sermões eram cheios de poesias apesar desta linguagem poética vir ao público como labaredas de fogo.

Um dos segredos para captar a atenção do povo era sua grande simpatia e a naturalidade com que pregava, chegando muitas vezes a conversar com as pessoas no meio do culto com a mesma liberdade com que conversava na rua.

 

Seu longo sucesso teria sido impossível sem o seu impagável senso de humor. Marinheiros da época eram praticamente alérgicos a todo tipo de culto tradicional e seus comportamentos e senso de humor eram quase bárbaros.

 Spurgeon disse,  "O humor pode e deve ser consagrado. Nós achamos que é um poder difícil de controlar, mas quando é própriamente usado, pode dar mais retorno do que podemos imaginar.Senhor Taylor fez muitos homens rirem e também chorarem”



Ele as vezes brincava com seus ouvintes que não queriam prestar    atenção chamando-os de “ asnos de Balaão” e provocando grandes risos na platéia.

 

7 de maio de 2013

EDWARD PAYSON Um homen do qual este mundo não era digno








Edward Payson



Embora Edward Payson seja esquecido hoje, ele era bem conhecido na primeira metade do século 19.  De acordo com Iain Murray, a biografia de Payson
 "foi, provavelmente, a biografia ministerial mais influente a aparecer nos Estados Unidos na primeira metade do século 19." 1

. Em 1783, Edward Payson ,  filho de  um pastor congregacional, nasceu em Rindge, New Hampshire. Desde tenra idade, a sua inteligência incomum era evidente.  Aos 4 anos, ele era um leitor proficiente.  Como na maioria dos grandes pregadores,  a "sede de conhecimento de Deus e de sua palavra eram a paixão dominante de sua alma." 3 Esta sede foi evidente em sua infância.

Quando ele tinha 17 anos, seu pai o matriculou na Universidade de Harvard como um estudante de segundo ano (ele pulou seu primeiro ano). Graduou-se em 1803 aos 20 anos. Seus colegas o ridicularizavam por sua leitura voraz.  Eles disseram em tom de brincadeira que ele tinha lido todos os livros da biblioteca de Harvard.








SERMÃO 58




VITÓRIA DE CRISTO sobre Satanás

Edward payson

"Quando um homem forte armado guarda a sua casa, seus bens estão em paz Mas quando um mais forte do que ele vem sobre ele, tira-lhe toda a sua armadura em que confiava, e reparte os seus despojos." Lucas 11: 21, 22

Para este propósito, diz São João,  o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo. Em conformidade com este projeto gracioso, descobrimos que ele fez a sua aparição na terra, cedo  começando a expulsar Satanás, de suas fortalezas nos corpos dos homens, curando aqueles que estavam possuídos, oprimidos e atormentados por demônios; apresentando, assim, uma prova gloriosa e convincente de seu poder e vontade para salvar aqueles, cujas almas foram escravizados por esses poderes das trevas.

Os escribas e fariseus, porém, incapaz de negar a realidade desses milagres, e não estão dispostos a permitir que sua autoridade divina se evidenciasse , blasfemaram e acusaram nosso Senhor de que ele fazia isso através de  demônios por um poder derivado de Belzebu, o príncipe dos demônios. Em resposta a isso, o nosso Salvador disse que todo o reino, dividido contra si mesmo é rapidamente devastado, e que, portanto, se Satanás está dividido contra si mesmo, se ele assim expulsar a si mesmo como eles pretendiam, seu reino não poderia permanecer, mas  em breve  ter um fim.

 Tendo, assim, respondido a estas pretensões infundadas e irreverente, ele passa em nosso texto a espiritualizar o assunto, empregando-o para ilustrar a necessidade, a natureza e a concepção de que a libertação e redenção, que era o grande objetivo de sua missão a cumprir.

Nesta passagem, ele nos dá a entender, que a alma humana está nas mãos de um homem forte e armado ( satanás ),que  mantém uma posse inteira e pacífica, e que quando alguns dentre os homens são convencidos e convertidos,  Cristo, o único que é mais forte do que este homem forte, tira-o de sua armadura e reparte os seus despojos.

Cada pecador não convertido é um palácio, uma habitação do príncipe deste mundo, habitação esta, defendida por um inimigo fortemente armado.

No julgamento deste projeto gostaríamos de observar,

Que a alma humana pode ser comparada a um palácio, pois é a mais bonita, edifício nobre e magnífico, um edifício formado por materiais imperecíveis, um edifício admirável e maravilhoso . É uma casa não feita por mãos, um edifício de Deus, a obra-prima do arquiteto onisciente e todo-poderoso, que a formou e a adornou para o seu próprio uso. Ele é suficientemente espaçoso para conter não só a criação inteira, mas até mesmo o próprio Criador, pois foi especialmente projetado para ser a residência terrena do que é alto e santo, que preenche a imensidão e habita na eternidade. Mesmo agora, aviltada, desfigurada e poluída como é pelo pecado, ainda mostra as marcas evidentes de grandeza e beleza originais, e, como o poeta observa de Belzebu, foi majestoso, mas agora está em ruínas.

Desta magnífica e imponente estrutura, portanto, originalmente construído e decorado para a habitação de Deus, Satanás, agora, como um homem forte armado, mantém a posse. Esta proposição contém três elementos que merecem a nossa atenção:

Em primeiro lugar, podemos observar que de cada alma não renovada, Satanás mantém a posse perfeita e completa.

Em segundo lugar, ele mantém a posse como um homem forte.

Em terceiro lugar, ele mantém a posse como um homem forte armado.

1 de maio de 2013

Dallas Billington - O grande pastor batista americano




DALLAS BILLINGTON nasceu em uma casa de madeira perto Kirksey em Western Kentucky em 23 de janeiro de 1903. Quando Billington tinha seis meses de idade, a família se mudou para uma fazenda em Newburg, Kentucky, perto do rio Tennessee.  Billington viveu lá até que ele saiu de casa aos 17 anos.

Os pais de Billington eram crentes devotos.  A família de seu pai era Metodista Wesleyana e a  de sua mãe era irlandesa Presbiteriana.  Ao nascer, Dallas foi dedicado a Deus em um serviço simples em sua casa em que seu pai segurou seu filho para o céu e deu-lhe de volta a Deus em oração.  Na hora diária do altar da família, Billington como uma criança ouviu o pai ler a Bíblia e falar sobre como um cristão deve viver.  Os pais de Billington foram considerados rigorosos, eles não permitiam qualquer recreação no domingo e a única diversão permitido em sua casa era jogo de damas.


Billington não foi capaz de continuar seus estudos.
Em vez disso, ele lia  livros cristãos que ele poderia encontrar, o que incluiu a sua Bíblia.

 




Em 8 de fevereiro de 1920, ele se candidatou a um emprego em uma fábrica de sapatos. Billington foi rapidamente promovido porque ele costurou sapatos mais rápido do que qualquer outro homem na linha.

Em 1924, ele conheceu uma jovem chamada Nell Stokes e
pediu-lhe em namoro. Ela se recusou e disse que iria a um culto na Emmanuel Baptist Church.  Embora tivesse raramente participado de cultos nos  últimos quatro anos, no próximo domingo de manhã Billington foi  na igreja procurando Nell Stokes.  Em pouco tempo, ela o convidou para participar de uma grande reunião de tenda conduzida pelo ex-jornalista Howard S. Williams. Depois de várias noites de reunião, Billington lutou sob convicção de que ele era um pecador e aceitou a Cristo. De pé ao seu lado estava a mulher que ele amava, Nell Stokes.  Depois de alguns meses, ela consentiu em se tornar sua esposa. Dois anos depois, eles se casaram em 14 de junho de 1926.



Em 1927, Nell deu à luz um filho, Charles Franklin Billington, em homenagem ao irmão de Dallas, que morreu na infância.  Quatro meses antes de seu primeiro aniversário, a criança ficou doente com uma doença glandular e foi necessária uma cirurgia .  A operação foi feita em seu aniversário, e seus pais se encontravam na sala de espera, orando fervorosamente. 


Dallas vinha lutando com o chamado para pregar e este evento fez com que ele se rendesse a vontade de Deus. Silenciosamente, ele prometeu a Deus que se Chuckie pudesse viver, ele iria fazer o seu melhor para pregar o evangelho do Senhor Jesus Cristo.  Logo, a enfermeira veio e declarou a operação um sucesso.  Quase imediatamente, a criança começou a se recuperar.

Billington era muito grato a Deus, por ter  poupado seu filho, e começou a estudar com afinco para que ele pudesse pregar o evangelho.  Ele não podia dar ao luxo de freqüentar uma escola, então ele estudou em casa.  Seus livros eram a versão King James da Bíblia, o Dicionário Webster, Concordância de Cruden, dicionários bíblicos, histórias do Antigo e do Novo Testamento, comentários e biografias de grandes pregadores como John Wesley, Charles Spurgeon e outros. Ele estava especialmente interessado nos hábitos dos pregadores de estudo, a vida de oração, ministério pessoal para pessoas e pregação. Ele não disse a ninguém, nem mesmo sua esposa, que estava indo para pregar.

 
Talvez essa maneira única de aprender a bíblia e o evangelho de Cristo, sem interferência de terceiros, a não ser do próprio Deus é a razão de tão estrondoso  sucesso deste exímio pastor. 



Embora Billington ensinasse em uma classe de meninos na escola dominical, ele ansiava por pregar. Dallas pregou pela primeira vez sobre sobre a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho perdido de Lucas 15.  Ele sentiu a paz de Deus em sua alma quando ele pregava e ficou emocionado ao ver três homens aceitar a Cristo quando ele deu o convite.  Ele logo procurou oportunidades para pregar.

 

Quando voltou ao  Kentucky para uma visita no verão, chamaram ele para pregar numa tenda e todos ficaram chocados quando mais de 500 apareceram na primeira noite.  Antes do final da reunião, a tenda  teve que ser ampliada e 75 pessoas aceitaram a Cristo.  Para os próximos dois anos em Akron seus turnos na fábrica Goodyear foram programadas para que ele pudesse estar disponível para pregar em qualquer lugar dentro de um raio de 50 milhas. Ele também fez muito esforço nas  visitações de casa em casa para a sua igreja.

Em 1932, ele começou uma transmissão de rádio de 15 minutos semanal na estação SV . a qual pagou com seu  próprio salário. . Ele chamou seu programa  "Ouça  Jesus e seja um vencedor"

Quando Billington perdeu o emprego durante a Grande Depressão, muitas vezes, Deus enviou fundos para pagar a transmissão através de meios incomuns.
Em 1934, uma meia dúzia de famílias reunidos na Escola Rimer em Manchester Road queria começar uma igreja e precisava de um pastor.  Billington foi convidado para vir e pregar porque essas famílias tinha ouvido no rádio. No segundo domingo de junho, 14 vieram para o primeiro serviço de Billington e uma senhora aceitou a Cristo.  Depois que ele anunciou os serviços no rádio na próxima semana atendimento aumentou para 39. Em um mês, o atendimento foi de 81. Em julho, ele foi ordenado no Surgarcreek Igreja Batista de Murray, Kentucky.  Na Páscoa de 1935, o Baptist Temple Akron foi organizada com 81 membros fundadores em Akron, Ohio.

A igreja cresceu tão rapidamente que Billington disse que mal sabia o que fazer a seguir.  A igreja cresceu para 1.184 em 1936.  Este crescimento fez instalações da Escola inadequada Rimer e Billington conduziram seu povo em oração urgente de um novo edifício.  A Depressão secou a possibilidade de um empréstimo, mas em agosto de 1937, a igreja começou a construir a sua nova instalação de 1.600 assentos de qualquer maneira.
 
Em dezembro, o edifício 105 x 89 metros tinha um teto, mas faltavam 5.000,00 dólares para terminar a construção . Billington chamou a igreja para uma reunião de oração durante todo o dia e pediu oração urgente diante do seu povo e no rádio. Segunda-feira seguinte, uma avó idosa chamou-o para sua casa.  Ela explicou que tinha ouvido a transmissão e a sua oração por US $ 5.000.  Ela o convidou para se sentar enquanto ela ia para a cozinha. Ela voltou e apresentou-lhe uma caixa de sapatos com 5,5 mil dólares dentro, dizendo: "Aqui está o dinheiro e US $ 500 a mais. Este não é um empréstimo, mas um donativo. "Outros ouvinte deram mais ofertas e ele alcançou  um total de 8.200 dólares.  O edifício foi terminado e dedicado no próximo domingo de Páscoa, com mais de 2.000 presentes.

...Billington sempre dizia: Eu vou ensinar a Bíblia, livro por livro e vocês por favor venham me assistir pregar e no final da reunião sempre vou convidar as pessoas para elas aceitarem a Jesus com seu Salvador pessoal.

"Um membro disse que Billington pelos seus cálculos  ganhou mais almas para Cristo por ano do que a soma total ganho por todas as igrejas  Batistas da região. Seu lema muitas vezes repetida foi: "Eu não escrevi a Bíblia,. Eu simplesmente vou lê-la, pregá-la e ensiná-la". Reuniões de avivamento anuais também foram realizadas, resultando em centenas de pessoas aceitando a Cristo. Seu evangelista favorito era BR Lakin.

Em 1940, Billington foi preso por usar um alto-falante para transmitir serviços para multidões  fora do edifício.  Billington defendeu seus direitos  diante de um júri. Uma multidão de vários milhares aplaudiram quando ele foi absolvido da acusação de conduta desordeira.  Mesmo editoriais de Akron Beacon Journal apoiava o pregador em apuros.  Em abril de 1942, quando informados de que a empresa de ônibus local não poderia fornecer o transporte dos membros para as igrejas, Billington protestou junto ao governo federal.  Ele argumentou que, se os 21 ônibus contratados não foram autorizados a trazer as pessoas à igreja, em seguida, caminhões de cerveja também deviam ser impedido de ruas de Akron. Dentro de três semanas, o serviço de ônibus foi retomado e a história foi realizado em todo o país por cerca de 3.000 jornais.
 
 
 Em 12 de junho de 1941, Billington teve seu primeiro ataque cardíaco. Mais tarde, ele foi transferido para um hospital.  Vários meses se passaram sem melhora, ele ficou desanimado e sentiu sua morte estava próxima. Fervorosa súplica de seu filho, levou-o para uma noite de oração que resultou em sua cura. Na manhã seguinte, ele  melhorou.  Como ele se recuperou, ele experimentou uma nova fé alargada e forte. Ele disse: "Deus me fez parar e pensar. Minha doença me fez muito humilde.  Eu percebi que não podia fazer nada sem Deus. Minha doença acabou e ... eu era rico no amor e na misericórdia de Deus. "

A igreja continuou a crescer durante os anos de guerra.  No domingo de Páscoa de 1945, Akron Baptist Temple tinha 10.123 participando com mais de 80 pessoas aceitando a Cristo por culto. Em 29 de junho de 1947, o prédio foi demolido e feito outro de  novo de cinco andares, com ar condicionado instalação de igreja que assento 4.000 pessoas com estacionamento para 1.500 carros. o templo Foi dedicado no primeiro domingo de abril 1949, com mais de 38 mil pessoas presentes e mais de 100 pessoas aceitando a Cristo. O evento foi noticiado em revistas e jornais nacionais em todo os Estados Unidos.  Em 1960, uma campanha da escola dominical trouxe comparecimento médio para mais de 6.000.

Ao longo dos anos, Billington recebeu muitos prêmios. Ele foi reconhecido por toda parte como um evangelista eficaz, construtor da igreja e líder. Em 1955, Bob Jones University concedeu-lhe o grau de Doutor em Divindade.  Em 1969, a revista Christian Life honrou a Billington e Akron Baptist Temple com o prêmio "Maior Escola Dominical do mundo" . Naquela época, os membros da igreja eram mais de 16.000 e a média de freqüência  domingo era 5.762 a cada semana. 
 
Billington disse que o crescimento da igreja foi o resultado do zelo de Deus, evangelismo e visitação, utilização dos edifícios da escola dominical, a promoção, o dízimo e a separação da influência mundana. No início da Igreja, em 1935, alistou Billington J. Stanley Bond como o superintendente da Escola Dominical e disse-lhe: "Você vai ficar comigo, Stanley, e juntos vamos construir a maior escola dominical do mundo."

  Durante o pastoreio de Billington a igreja batista  de Akros  contribuiu para o apoio de mais de 200 missionários em quase 100 países.  Desde o início a igreja tinha um programa de rádio e, posteriormente, um ministério de televisão.  Billington também escreveu e distribuiu milhares de cópias de sua autobiografia intitulada, Deus é Real.
 
 Em agosto de 1972,  Dallas Billington partiu para o Senhor .
Os serviços fúnebres foram realizados por seu amigo de longa data, Evangelista BR Lakin. Ele descreveu Billington como homem de um homem robusto que tinha muita fé, devoção e poderoso personagem. Ele explicou que Billington recebia milhões de dólares que passavam por suas mãos, mas eles não usou esse dinheiro para si próprio, ele usou-os para a glória de Deus.  Acima de tudo, ele falou do grande amor de Billington pelas almas.  Ele amava e pregou e trabalhou e trabalhou para as almas, disse ele.  Uma multidão de mais de 6.000 pessoas
participaram dos serviços.  succeeded him as pastor. Seu filho, Charles F. Billington, sucedeu-o como pastor.

Joseph Ayodele Babalola -- o apóstolo da Nigéria

 


Joseph Ayodele Babalola nasceu em 1904, e morreu em 1959. Nigeriano, fundador da Christ Apostolic Church (Igreja Apostólica de Cristo), conhecida popularmente como Aladura. De família anglicana, após uma visão começou a pregar, e depois de expulso de lá, se juntou à Faith Tabernacle em Lagos (1930).

Um avivamento promovido por ele, em Oke-Oye, durante dois meses, é considerado o maior já acontecido na Nigéria. Rivalidades na liderança e disputas doutrinárias sobre assuntos como o batismo infantil, a poligamia, a cura espiritual versus medicina convencional, levou à divisão do Faith Tabernacle em 1939. A fração de Babalola formou a CAC.

Reconhecido como profeta com dom de cura, o Apóstolo Babalola e a CAC foram alguns dos pioneiros da Igreja Independente Africana. Por sua postura ofensiva contra os cultos tradicionais e o islamismo, foi diversas vezes detido. A CAC e seus descendentes veem o Apóstolo Babalola da mesma forma que os Apóstolos bíblicos, como Pedro e Paulo.



Ele entendeu o poder da oração e foi tremendamente usado por Deus para atear fogo santo na seara africana.  J.A Babalola foi  também pioneiro noi movimento pestecostal africano e uma das figuraas chave do avivamento de 1930 na Nigéria  e paises vizinhos. Seu evangeliasmo era agressivo como também sua prática a santidade pessoal, o que era necessário, poi senfrentava as forças de satanás sobre a África ocidental e região. 

O irmão  J. A. Babalola e sua equipe de oração, foram em lugares inexplorados do continete africano, silenciando demônios que controlavam a mentalidade anti evangélica que dominava na Nigéria daqueles tempos, entrando em hospitais para determinar a cura e poder de Jesus Cristo, conquistando o coração de muitos feiticeiros e curandeiros africanos e fundando igrejas genuinamente africanas entre os nativos.

O avivamento iniciado nos tempos de Babalola contrastava com a grande idolatria entre o povo nigeriano daquele tempo de trevas. Deus usou esse homem para trazer salvação completa em Cristo Jesus, não só confirmando o caminho do céu, mas libertando o pecador das doenças e da influencia dos demônios. o cristianismo que ele ajudou plantar fêz hoje com que a Nigéria se tornasse  um dos mais evangelizados países não só da África , mas de todo o mundo.

 

 
 
 

28 de abril de 2013

O Passaporte de um Crente para a Terra Prometida

O Passaporte de um Crente para a Terra Prometida



INÍCIO:
Filiação original: Adão (Rm. 5:12);
País Natural: O mundo (Jo. 4:5);
MAIS TARDE:
Local de Nascimento: em Cristo (Rm. 3:24);
Data de nascimento: O momento em que confessou e creu (Rm. 10:9);
Endereço: No esconderijo do Altíssimo (Sl. 91:1);
Pai: O Deus vivo (Ex. 20:23; Jo. 17:6,11);
Irmãos e Irmãs: Todos os filhos de Deus (Hb. 2:10,14);
Segurança: O Sumo Sacerdote (Hb. 8:1; 1Jo. 2:2,3);
Aparência: Como contristados, mas sempre alegres (Mt. 5:4; At. 6:15);
Olhos: Brilhantes (At. 1:11);
Simples (Mt. 6:22);
Como os olhos da pomba (Ct. 5:12);
Ouvidos: Furados na porta (Ex. 21:6);
Prontos para ouvir (Tg. 1:19);
Cabelos: Todos contados (Mt. 10:30);
Altura: Como o rebanho das cabras de Gileade (Ct. 6:5);
Pequeno a seus próprios olhos, grande aos olhos de Deus (1Sm. 17:28; Sl. 78:70);
Vestimenta: Vestidos com a justiça de Cristo (Ap. 6:11; 7:14);
Alimento: A Palavra de Deus (1Pe. 2:2);
A verdade (Sl. 37:3);
"Os gigantes" (Nm. 14:9);
Obra: Oração e serviço em amor (Ef. 6:18; 1Te. 1:3);
Idioma: Cristo, que é "o Alfa e o Ômega" (Ap. 22:13);
Caráter: Sendo transformados à imagem de Seu Filho (Rm. 8:29);
Destino: Nova Jerusalém (Ap. 21:10);
Direito de Entrada: O sangue de Jesus (Hb. 10:12, 14, 19);
Propriedades Pessoais: Uma herança incorruptível (1Pe. 1:4,5);
Cântico no Caminho: Louvor ao Cordeiro que foi morto (Rm. 15:11, Ap. 5:12);
Um Cântico de Degraus (Sl. 120 - 134


VISTO
Para a Terra Prometida


Validade:
Até a eternidade.
Entrada:
Jornada única para a Nova Jerusalém.
Data de Emissão:
O mesmo dia do nascimento do portador deste passaporte.
Duração da Estadia:
Para todo o sempre ...…
Taxa do Visto:
10.000 talentos (Mt. 18:24);
Já foi pago por Jesus Cristo
Assinatura:
"Eu, Jeová, o disse."
(Is. 46:11)
"Porque eu, o Senhor, não mudo." (Ml. 3:6)
Testemunhas:
Jesus Cristo (Ap. 1:5) Espírito Santo
(Rm. 8:16; 9:1)
Selo:

Esses Cristãos Extraordinários



Os cristãos não se diferenciam de outros povos por sua língua, costumes ou nacionalidade. Eles não habitam cidades próprias nem falam algum dialeto estranho, nem mesmo possuem um estilo de vida peculiar.

O ensinamento deles não é fruto da imaginação ou da especulação da mente de homens; eles também não propagam mero ensinamento humano, como é costume de alguns.

Eles vivem tanto em cidades gregas quanto em cidades de outros países, onde quer que o destino os tenha colocado. Eles seguem os hábitos locais no que concerne a vestimentas, alimentação e a outros aspectos da vida. Contudo, ao mesmo tempo, eles nos demonstram a forma maravilhosa, e certamente incomum, de sua própria cidadania.


Eles habitam em sua terra natal como se fossem estrangeiros; mas, como cidadãos, eles compartilham todas as coisas com os outros; todavia, sofrem como se fossem estrangeiros. Todos os países são para eles como sua terra natal, e a terra natal como um país estranho.

Eles casam e têm filhos da mesma forma como outras pessoas, mas eles não matam os bebês indesejados. Eles compartilham sua mesa, mas não o seu leito. No presente eles estão 'na carne', mas eles não andam 'segundo a carne'. Eles passam seus dias na terra, mas são cidadãos dos céus. Eles obedecem às leis locais, e vão além da lei em suas próprias vidas.

Eles amam a todos, embora sejam por todos perseguidos.


Eles são desconhecidos e condenados; mas são levados à morte e ganham a vida.

Eles são pobres, mas enriquecem a muitos.

Eles nada possuem, contudo têm abundância de tudo.

São desonrados, contudo ganham glória através da desonra.

Seus nomes são manchados, mas eles próprios, cada vez mais purificados.



Eles são zombados, mas em resposta abençoam.

Eles são ultrajados, mas respeitam a todos.

Por fazer o bem, são punidos como malfeitores; todavia, mesmo quando punidos, alegram-se como se tivessem obtido nova vida. Os judeus os atacam como se fossem estrangeiros, e os gregos lhes perseguem; contudo, aqueles que os odeiam não podem dar qualquer justificativa para sua hostilidade. A alma é para o corpo como os cristãos são para o mundo. A alma está em todas as partes do corpo, e os cristãos estão em todas as cidades do mundo. A alma está no corpo, contudo ela não é do corpo. Os cristãos estão no mundo, todavia não são do mundo!


-- Extraído de uma carta anônima escrita a Diognetus, o tutor de Marco Aurélio, possivelmente datada do final do sec. II ou início do sec. III

27 de abril de 2013

Archibald Brown - Valente pela verdade


Entretenimento, uma estratégia do inimigo

Archibald Brown


 Cada época requer sua própria maneira de testemunhar. A sentinela que é fiel ao seu Senhor precisa observar atentamente os sinais dos tempos. Acerca do alerta que se requer no tempo presente, há bem pouca ou quase nenhuma dúvida. Na seara do Senhor, existe um mal tão grosseiro e tão atrevido em sua falta de pudor, que, dentre os homens espirituais, o de menor visão dificilmente deixaria de perceber.

Durante os últimos anos, este mal tem se alastrado de uma maneira fora do comum, mesmo para uma atividade maligna. Tem funcionado como fermento; e, até agora, a massa continua crescendo. Em qualquer direção que você olhe, a presença deste mal se faz manifesta. Há pouco, ou quase nada, a escolher entre as igrejas, capelas ou encontros missionários. Embora possam diferir em alguns aspectos, eles exibem uma semelhança impressionante nos cartazes que abarrotam seus quadros de avisos. Entretenimento para o público é a principal atração divulgada em cada cartaz. Se qualquer dos meus leitores duvidar de minha afirmativa ou considerá-la muito radical, que dê uma volta pelas igrejas da vizinhança e olhe no quadro de anúncios da semana; ou que leia as divulgações religiosas nos periódicos locais. Eu tenho feito isto vez após vez, até a total comprovação do fato terrível de que o entretenimento tem usurpado, como grande atração, o lugar da pregação do evangelho.


 

 

Concertos, divertimentos, bazares, sociais, esquetes — são as palavras destacadas em letras grandes e cores surpreendentes. Os concertos musicais têm sido crescentemente considerados como parte integrante da vida da igreja, equiparando-se à reunião de oração, e, na maioria dos lugares, têm sido bem mais freqüentados do que esta.

A menos que se levantem algumas vozes firmes que se façam ouvir, o provimento de recreação às pessoas logo será visto como uma parte necessária do culto cristão e como uma obrigação para a igreja de Deus, à semelhança de um mandamento divino. Não presumo ser uma dessas vozes, mas nutro a esperança de poder despertar outras que ecoem mais alto. De qualquer forma, repousa sobre mim o peso do Senhor quanto a este assunto, e submeto a Ele o fazer repercurtir o meu testemunho ou o deixá-lo evaporar em silêncio.

 


Só durante os últimos anos o entretenimento tem se tornado uma reconhecida arma de nosso combate e se desenvolvido a nível de missão. Neste aspecto tem ocorrido uma constante decadência. Partindo de uma posição contrária, como a dos Puritanos, a igreja vem amenizando, gradualmente, suas objeções, ignorando e justificando as frivolidades diárias. Então, elas têm sido toleradas no meio cristão, que agora as adotou e providenciou-lhes lugar em suas atividades, sob o pretexto de alcançar as massas e aproximar-se dos ouvidos do povo. Poucas vezes o diabo tem feito coisa mais esperta do que dar à igreja de Cristo a sugestão de que parte de sua missão é prover entretenimento, com o objetivo de atrair pessoas às suas fileiras. A natureza humana, que habita em cada coração, tem mordido a isca. Eis, agora, uma oportunidade de se gratificar a carne e, ainda assim, manter uma consciência tranqüila. Pode-se, agora, agradar a si mesmo, com a finalidade de fazer o bem a outros. A rude e antiga cruz já pode ser trocada por roupas da moda, e isto com o propósito benevolente de edificar as pessoas. Tal quadro é muito entristecedor, e ainda mais porque pessoas verdadeiramente sinceras têm sido levadas pelo pretexto ilusório de que esta é uma forma de serviço cristão. Elas se esquecem de que um anjo de aparência bela pode ser o próprio diabo, “porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2 Co 11.14).

Minha primeira argumentação é que em nenhum lugar das Sagradas Escrituras é mencionado que uma das funções da igreja é prover entretenimento ao povo.

Mais adiante, veremos quais são seus deveres, mas no momento estamos tratando do lado negativo da questão. É certo que, se o nosso Senhor tivesse planejado que sua igreja fosse provedora de entretenimento, para neutralizar a ação do deus deste século, dificilmente teria deixado de mencionar uma obra tão importante. Se este é um trabalho cristão, por que Cristo não fez ao menos uma alusão a ele? A ordem “ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15) é suficientemente clara. Se Ele tivesse acrescentado: “E providenciai entretenimento aos que não apreciam o evangelho”, teria sido igualmente claro. Contudo, tal complemento não é encontrado, nem qualquer expressão equivalente, em nenhuma das declarações do nosso Senhor. “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11,12). Onde os entretenedores do público entram? O Espírito Santo se cala a respeito deles; e o seu silêncio é eloqüente.

Se prover recreação no culto faz parte do trabalho da igreja, certamente poderíamos encontrar alguma promessa bíblica para encorajá-la em sua laboriosa tarefa. Mas, onde encontrá-la? Há uma promessa sobre a Palavra: “A palavra... não voltará para mim vazia” (Is 55.11). Há uma declaração procedente de um coração exultante a respeito do evangelho: “É o poder de Deus” (Rm 1.16). Há, também, para o pregador do evangelho, a doce segurança de que ele é um aroma agradável a Deus (2 Co 2.15), quer seja bem-sucedido, quer não — a julgar pelo que o mundo considera ser sucesso. Há, ainda, a bem-aventurança aos que com seu testemunho, ao invés de entreterem o mundo, despertam sua ira: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt 5.11,12). Os profetas foram perseguidos por que agradaram o povo ou por que se recusaram a entretê-lo?

 

O evangelho do entretenimento não produz mártires. É inútil alguém procurar por uma promessa de Deus quanto à recreação [espiritual] para um mundo iníquo. Aquilo que não tem autoridade da parte de Cristo, nem qualquer apoio do Espírito ou promessa vinculada a si por intermédio de Deus, só pode ser uma atividade hipócrita, quando reivindica ser uma faceta do serviço do Senhor.

Continuando, prover entretenimento ao povo é algo diretamente antagônico ao ensino e à vida de Cristo e de seus apóstolos.

Qual deve ser a atitude da igreja em relação ao mundo, de acordo com o ensino do Senhor? Rígida separação e oposição inflexível. Se, por um lado, os lábios do Senhor jamais sugeriram o agradar o mundo, a fim de conquistá-lo, ou o adaptar métodos ao gosto dele; por outro lado, é constante e enfática sua exigência de desapego ao mundo. Ele apresentou de forma objetiva o que os seus discípulos deveriam ser: “Vós sois o sal da terra” (Mt 5.13). Sim, o sal! — não o algodão doce ou bolo com recheio de creme, mas algo que o mundo estaria mais disposto a cuspir do que a engolir com satisfação. Algo mais propenso a trazer lágrimas aos olhos do que riso aos lábios.

As declarações são curtas e penetrantes: “Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus” (Lc 9.60); “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia” (Jo 15.19); “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33); “Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo” (Jo 17.14); “O meu reino não é deste mundo” (Jo 18.36).

É difícil serem conciliadas estas passagens com a idéia moderna de que a igreja deve prover entretenimento aos que não têm inclinação para as coisas mais sérias — em outras palavras, agradar o mundo.

Em Mateus, nós lemos: “Ora, tendo acabado Jesus de dar estas instruções a seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar, nas cidades deles” (11.1). E, em resposta à pergunta de João — “És tu aquele que estava para vir?” (Mt 11.3) — Ele disse: “Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho” (Mt 11.4,5). Não faz parte deste relatório qualquer item do tipo: Os desinteressados recebem entretenimento, e os que estão perecendo são providos de recreação inocente.

Não somos deixados em dúvida quanto à substância de sua pregação, pois lemos: “Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra” (Mc 2.2). Não houve mudança na metodologia adotada pelo Senhor, durante o curso de seu ministério; nem veio Ele a aprender, pela experiência, um método melhor. Sua primeira ordenança aos seus evangelistas foi: “E, à medida que seguirdes, pregai” (Mt 10.7); e sua última ordem a eles: “Pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Evangelista algum jamais sugeriu que, em qualquer tempo de seu ministério, Jesus tenha deixado a pregação para entreter as pessoas, com o propósito de atraí-las. Ele tinha uma seriedade diligente, e assim era o seu ministério. Se tivesse sido mais flexível e inserido elementos atrativos em sua missão, Ele teria sido mais popular.

Contudo, na ocasião em que muitos de seus discípulos voltaram atrás, por causa da natureza penetrante de sua pregação, não observamos que houve qualquer tentativa de aumentar o número daquela reduzida congregação, valendo-se de algo mais agradável para a carne. Tampouco o ouvimos dizer: Precisamos manter a audiência, de qualquer maneira. Então, Pedro, corre em busca daqueles amigos e diz-lhes que amanhã teremos um tipo diferente de culto — uma reunião muito breve e atrativa, com pouca ou talvez nenhuma pregação. Hoje o culto foi dedicado a Deus, mas amanhã teremos uma noite agradável dedicada ao povo. Diz-lhes que certamente irão gostar e terão momentos aprazíveis. Vai, rápido, Pedro! Precisamos ganhar o povo a qualquer custo. Se não for pelo evangelho, então que seja pela tolice. Não! Não foi assim que Ele argumentou. Fitando com tristeza os que não quiseram dar ouvidos à Palavra, simplesmente voltou-se para os doze e lhes perguntou: “Quereis também vós outros retirar-vos?” (Jo 6.67).

Jesus sentia dó dos pecadores, apelava para eles, lamentava por eles, os advertia, pranteava por eles, mas nunca buscou diverti-los. Quando as sombras do entardecer da sua vida consagrada estavam se aprofundando na noite da morte, Ele reviu seu santo ministério e encontrou conforto e doce consolo no pensamento: “Eu lhes tenho dado a tua palavra” (Jo 17.14). Os discípulos agiram como o Mestre – o ensinamento deles é um eco do ensinamento de Jesus. Em vão estudaríamos as epístolas a fim de descobrir qualquer traço de um evangelho de entretenimento. O mesmo chamado para a separação do mundo está em cada uma delas. “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos” é a ordem em Romanos 12.2. “Retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras” (2 Co 6.17) é o chamado das trombetas ao coríntios. Em outras palavras, este chamado é: Retire-se – Permaneça fora – Mantenha-se limpo, pois “que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno?” (2 Co 6.14,15)

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6.14). Aqui está o verdadeiro relacionamento entre a igreja e o mundo, de acordo com a epístola aos gálatas. “Portanto, não sejais participantes com eles” (Ef 5.7). “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” é a atitude ordenada em Efésios 5.11. “Filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida” são as palavras em Filipenses 2.15,16. “Mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo” diz a epístola aos Colossenses (2.20 - ARC).

“Abstende-vos de toda forma de mal”, é a exigência em 1 Tessalonicenses 5.22.

“Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor” é a palavra dada a Timóteo (2 Tm 2.21). “Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério” é a heróica intimação de Hebreus 13.13. Tiago, com uma dureza santa, declara que “a amizade do mundo é inimiga de Deus” (Tg 4.4). Pedro escreveu: “Não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (1 Pe 1. 14,15). João escreveu uma epístola inteira sobre o tema: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 Jo 2.15-17).

Aqui estão os ensinamentos dos apóstolos quanto ao relacionamento da Igreja com o mundo. E ainda diante deles, o que vemos e ouvimos? Um compromisso amigável entre os dois e um esforço insano de trabalhar em parceria para o bem das pessoas. Deus nos ajude e dissipe a forte ilusão. Como os apóstolos faziam seu trabalho missionário? Em harmonia com seus ensinos? Deixemos que os Atos dos Apóstolos dêem a resposta.

A ausência de qualquer coisa que se assemelhe ao mundanismo dos dias de hoje é notável. Os antigos evangelistas tinham confiança ilimitada no poder do Evangelho e não usavam outra arma. O Pentecostes veio após uma pregação simples. Quando Pedro e João estiveram presos durante uma noite por pregar a ressurreição, a Igreja primitiva teve uma reunião de oração. Quanto à libertação deles, a petição oferecida foi: “Agora, Senhor... concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra” (At 4.29). Eles não tinham em mente orar: Concede aos teus servos mais criatividade, de maneira que pelo sábio e característico uso de passatempos, eles possam evitar a ofensa da cruz e mostrar docemente a essas pessoas quão contentes e alegres somos.

A acusação feita pelos membros do Sinédrio contra os apóstolos foi: “Enchestes Jerusalém de vossa doutrina” (At 5.28). Não há muita probabilidade desta acusação ser levantada contra métodos modernos. A afirmação: “Todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” (At 5.42), descreve o trabalho dos apóstolos. Claramente, não cessavam de ensinar e pregar, não tinham tempo para organizar entretenimentos; eles se empenhavam continuamente “ao ministério da palavra” (At 6.4). Dispersos pela perseguição, os discípulos primitivos “iam por toda parte pregando a palavra” (At 8.4).

Quando Filipe foi à Samaria, houve motivo de “grande alegria naquela cidade” (At 8.8). O único método registrado é “anunciava-lhes a Cristo” (At 8.5). Quando os apóstolos visitaram o campo de trabalho de Filipe, foi dito: “Eles, porém, havendo testificado e falado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos” (At 8.25). Quando acabaram de pregar, voltaram diretamente para Jerusalém. É evidente que durante sua missão, eles não pensaram em ficar e organizar umas noites agradáveis aos descrentes.

Naqueles dias, as congregações esperavam nada além da Palavra do Senhor. Cornélio disse a Pedro: “Estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que te foi ordenado da parte do Senhor” (At 10.33). A mensagem dada foi sobre palavras “mediante as quais serás salvo, tu e toda a tua casa” (At 11.14). Causa e efeito estão proximamente ligados em Atos 11.20,21: “Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor”. Aqui vemos o método deles – pregação. O assunto deles – o Senhor Jesus. O poder deles – a mão do Senhor ao seu lado. O sucesso deles – muitos creram.

O que mais a Igreja de Cristo precisa hoje?

O relato sobre o trabalho conjunto de Paulo e Barnabé é “o Senhor, ... confirmava a palavra da sua graça” (At 14.3). Quando numa visão, Paulo ouve um homem da Macedônia dizendo: “Passa à Macedônia e ajuda-nos” (At 16.9), ele indubitavelmente deduz que o Senhor o chamara a fim de pregar o Evangelho às pessoas daquele lugar. Por quê? Como ele soube se a ajuda necessitada era de iluminação para a vida deles por meio de um pouco de entretenimento ou o refinamento de seus costumes por meio de conhecimento fundamentado em diversão descompromissada? Ele nunca pensou em tais coisas. Passa e ajuda-nos! Significava para Paulo: Pregue o evangelho. “Paulo, segundo o seu costume, ali entrou, e por três sábados discutiu com eles, tirando argumentos das Escrituras” (At 17.2 - Tradução Brasileira). Perceba: eles discutiam não sobre as Escrituras, e sim tiravam argumentos delas, “expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos...” (At 17.3). Esta era a forma do trabalho evangelístico naqueles dias e parece ter sido maravilhosamente poderosa, pois o veredicto das pessoas foi: “Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui” (At 17.6). Atualmente, o mundo está transtornando a igreja; esta é a grande diferença.

Quando Deus disse a Paulo que tinha muita gente em Corinto, lemos: “E ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus” (At 18.11). Evidentemente, Paulo concluiu que a única forma de liderá-los era pela Palavra. Um ano e meio e apenas um método adotado. Maravilhoso! Se estivéssemos naquela época, provavelmente teríamos uma dúzia! Mas Paulo nunca considerou como parte de seu ministério o arranjar coisas agradáveis aos incrédulos. Em seu aprisionamento e enquanto viajava para Jerusalém, ele disse: “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20.24). Este era todo o ministério que ele conhecia. A última descrição que temos dos métodos deste príncipe dos evangelistas revela concordância com tudo que aconteceu antes: “Desde a manhã até à tarde, lhes fez uma exposição em testemunho do reino de Deus, procurando persuadi-los a respeito de Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas... pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo” (At 28.23,31). Que contraste com todo o lixo e absurdo agora praticado no santo nome de Cristo! Que o Senhor limpe a igreja de todo entulho que o demônio tem imposto sobre ela e nos traga de volta a métodos apostólicos!

Por último, a missão do entretenimento falha absolutamente em efetuar o fim desejado entre os não-salvos e causa estragos entre os recém-convertidos.

Mesmo que tal missão fosse bem-sucedida, seria nada menos que errada. O sucesso pertence a Deus; fidelidade às instruções dEle cabe a mim. Mas a missão do entretenimento não é bem-sucedida. Teste-a pelos resultados e descobrirá uma desprezível falha. Que seja usado o método provado pelo fogo; o veredicto será a pregação da Palavra – que é o poder.
Mostre-me os convertidos ganhos pelo entretenimento! Comece com as meretrizes e bêbados, com os quais o divertimento foi o primeiro passo rumo à conversão deles! Deixemos que falem e testifiquem os zombadores e negligentes, que agradecem a Deus pela igreja ter abrandado seu espírito de separação e servi-los mesmo no meio de seu mundanismo. Deixemos expressar sua alegria, os esposos, esposas e filhos que por conta das Palestras Dominicais sobre Questões Sociais regozijam-se em um novo e santo lar. Que as almas cansadas e sobrecarregas que encontraram a paz através de concertos musicais não mais permaneçam em silêncio. Deixemos os homens e mulheres que encontraram Cristo através de uma reversão dos métodos apostólicos declararem e mostrarem a grandeza do erro de Paulo, quando disse: “Decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2). Não há voz ou qualquer outra coisa para responder a estes desafios. A falha é equivalente à insensatez e é tão grande como o pecado. Dentre os milhares com quem tenho conversado pessoalmente, a missão do entretenimento não levou à conversão verdadeira.

Agora observemos aqueles que, repudiando qualquer outro método, apostam tudo na Bíblia e no Espírito Santo. São desafiados a produzir resultados, mas não há necessidade. A aprovação de Deus é atestada pela transformação de vidas. Por dez mil vezes, dez mil vozes estão prontas a declarar que a simples pregação da Palavra foi, em primeiro e último lugar, a causa de sua salvação.

E quanto ao outro lado da questão – quais os efeitos nocivos? Também são insignificantes? Aqui darei meu testemunho tão solenemente como se estivesse diante do Senhor. Por meio desse novo procedimento é difícil ver um pecador salvo, e sim apóstatas. Repetidamente, crentes jovens e às vezes aqueles mais experientes chegam até mim em lágrimas e me perguntam o que fazer, porquanto perderam toda paz e caíram em pecado. Muitas vezes tem sido feita a confissão: Eu comecei a pecar ao freqüentar encontros de divertimentos mundanos patrocinados por cristãos. Recentemente, um jovem de alma agonizante me disse: Eu nunca pensei em ir ao teatro até que, numa pregação, meu pastor convenceu-me o coração de que não havia mal em ir. Fui e tenho estado de mal a pior. Agora sou um miserável apóstata, e ele é o responsável.

Quando jovens convertidos começam a esfriar, abandonam as reuniões de oração e tornam-se mundanos, quase sempre descubro que o cristianismo mundano é o responsável pelo primeiro passo decadente. O entretenimento é usado pelo diabo como meio-caminho para o mundo. Por causa do que vi, escrevo, de bom grado, com intensidade e vigor. O entretenimento traz podridão à Igreja de Deus e destrói seu serviço ao Rei. Com aparência de cristianismo, tal método realiza o próprio trabalho do diabo. Sob o pretexto de sair a alcançar o mundo, ele carrega nossos filhos e filhas para o mundo. Com o apelo: não sejam as massas alienadas com a rigidez, ele está seduzindo os jovens discípulos “da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2 Co 11.3). Professando ganhar o mundo, ele está transformando o jardim do Senhor num parque de diversões. Para encher o templo com aqueles que não vêem beleza em Cristo, é colocado na entrada um porteiro cujo sorriso encobre espírito demoníaco.

Não é de admirar que o Espírito Santo, ferido e insultado, retire sua presença, pois “que harmonia, entre Cristo e o Maligno?... Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos?” (2 Co 6.15,16)

“Retirai-vos do meio deles!” É o chamado de hoje. Santifiquem-se. Retirem o mal do seu meio. Derrubem os altares do mundo e destruam seus postes-ídolos. Recusem sua proposta de auxílio. Rejeitem a ajuda dele, assim como seu Mestre liquidou o testemunho dos demônios, “não lhes permitindo que falassem, porque sabiam quem ele era” (Mc 1.34). Renunciem todas as diretrizes do presente século. Pisem as armaduras de Saul. Agarrem-se à Palavra de Deus; confiem no Espírito que escreveu as páginas dela. Lutem sempre com esta arma e apenas com ela. Parem de entreter e de tentar estimular. Evitem aplausos de um auditório satisfeito e atentem para os soluços de um genuíno convertido. Desistam de tentar agradar a homens quem têm apenas um sopro entre sua alma e o inferno; e advirtam, supliquem e peçam como aqueles que sentem as águas da eternidade cobrindo-os. Que a igreja mais uma vez confronte o mundo; testifique contra ele; encontre com ele apenas atrás da cruz. E, assim como o seu Senhor, a igreja superará e com Cristo compartilhará a vitória.