12 de outubro de 2013

BASILÉIA SCHILINK - FUNDADORA DA IRMANDADE EVANGÉLICA DE MARIA ( Canaã no Brasil )



BASILÉIA SCHILINK  - FUNDADORA DA IRMANDADE EVANGÉLICA DE MARIA
* Irmandade Evangélica com sede na Alemanha e Curitiba PR
Nossos Preceitos -
Arrependa-se diariamente – e você terá cada dia um gostinho do Reino dos Céus. E quanto maior for o seu arrependimento, tanto mais amplamente abrir-se-lhe-ão os portais para o Reino dos Céus.Salmo 51.7,8
Dirija-se àquele contra o qual você tenha algo em seu coração – ou ele contra você – e reconcilie-se, e a oração alcançará os céus e terá poder. Mateus 5.23,24.
Quando você encontrar alguém, deixe que a sua saudação ao outro seja uma bênção – e Deus, por Seu lado, há de abençoar você lá dos céus. 1 Pedro 3.9b Ouça e faça o que Jesus diz: Creia e conte com Sua vitória, Suas promessas, e você há de contemplar Sua vitória e a glória de Deus - tanto aqui como na eternidade. Deus se revela aos olhos da fé. Marcos 5.36b 






Reavivamento
    11 de Setembro de 1944: Darmstadt é destruída por um ataque aéreo; mais de 12.000 pessoas estão mortas... Durante anos as nossas Madres haviam orado por um reavivamento nos grupos de estudos bíblicos para moças que elas lideravam; agora, suas orações haviam sido atendidas -mas de maneira diferente daquela que haviam esperado. Naquela noite, as moças conheceram a Deus em Sua santidade, como Juiz e Senhor sobre a vida e a morte. Nada podia ficar escondido; nenhum cristianismo morno poderia manter-se em Sua presença santa.
    Em seguida àquela noite de terror, houve um movimento dentre as moças, para que  trouxessem à luz o pecado e  recebessem o perdão. "Onde existe perdão dos pecados, há também vida e salvação" (Martinho Lutero). O momento de Deus havia chegado. Das cinzas surgiu vida nova.
 
Tem início uma nova Irmandade Evangélica

30 de março de 1947: Cerimônia inaugural da Irmandade, na casa dos pais da Madre Basilea, chamada "Casa Steinberg", que havia, em grande parte, escapado ao bombardeio.
O co-fundador, Paul Riedinger, um Pastor-Superintendente da Igreja Metodista (f. 1949), deu à Irmandade o nome de Maria, a mãe de Jesus, que exemplificava a fé e a dedicação à vontade de Deus, seguindo Jesus até à cruz. As primeiras Irmãs eram na maioria da igreja luterana, mas atualmente a Irmandade conta com membros de muitas denominações evangélicas, procedentes de 18 nacionalidades.




Canaã no Brasil 
Muitos anos antes do início da Irmandade, Deus preparou as nossas Madres fundadoras para o seu futuro ministério, orientando-as para viverem sem nenhuma segurança terrena, somente na dependência dEle, o seu Senhor. Ao deixar que Deus fosse o seu único auxílio e refúgio em qualquer situação, elas foram treinadas na confiança e fortalecidas na fé, para mais tarde serem capazes de conduzir toda nossa obra por este mesmo caminho.
Madre Basilea e Madre Martyria tomaram uma corajosa posição cristã, durante o regime de Hitler. Quando era a presidente nacional do "Movimento Cristão das Estudantes Alemãs" (1933-35), Madre Basilea recusou-se a compactuar com a política nazista, que impedia aos judeus cristãos de participarem dos encontros e reuniões. Durante a II Guerra Mundial ela arriscou a vida e a carreira, falando publicamente sobre o destino singular de Israel, o povo de Deus. Convocada duas vezes a comparecer perante a polícia de segurança nazista pelo fato de proclamar o senhorio de Jesus Cristo, permitiram-lhe que saísse ilesa, a despeito de sua firme postura. Madre Martyria mantinha estudos da Bíblia para jovens e também ensinava-lhes o Antigo Testamento, que  era proibido durante o regime de Hitler





Madre Basilea (Drª Klara Schlink, , 1904 - 2001, abaixo a direita), doutorado em Psicologia na Universidade de Hamburgo, 1934 - foi líder do Movimento Cristão das Estudantes Alemãs. Madre Martyria (Erika Madauss, abaixo à esquerda, 1904 - 1999), Faculdade de Treinamento para Assistência Social, em Hamburgo e Londres.







Ministério Canaã no Brasil
info@canaan.org.br
Curitiba - PR       




. Creia no Senhor Jesus Cristo, seu Senhor e Salvador. Entregue-Lhe sua vida, de preferência por escrito ou na presença de uma pessoa que crê em Jesus.

2. Confesse todos os seus pecados conhecidos, incluindo envolvimento com ocultismo, na presença de alguém que possa orar com você. Repita isso todas as vezes em que você cair novamente em pecado.

3. Renuncie a estes pecados pela fé na vitória de Jesus Cristo e no poder de Seu precioso sangue. Em nome de Jesus ordene que os poderes malignos se afastem! Em casos difíceis repita isto freqüentemente, podendo também pedir a um cristão experiente, com autoridade espiritual, para orar por sua libertação.
4. Aceite a libertação pela fé. Resista a Satanás com a arma da Palavra de Deus, quando tentar de novo controlar sua vida. Diga-lhe: "Afaste-se de mim, Satanás!" E proclame: "Eu entreguei minha vida a Jesus Cristo, confessei todos os meus pecados, Satanás não tem mais direito sobre mim."
5. Corte definitivamente as amizades com pessoas que estão envolvidas no ocultismo. Não se ocupe mais com nada que tenha a ver com as forças ocultas. Jogue fora tudo o que está relacionado com ocultismo, incluindo CDs ou álbuns rock, e livros, ou melhor - destrua-os! Evite lugares de tentação, como discotecas e festivais de rock. Busque novos amigos que sejam cristãos verdadeiros.
6. Leia a Bíblia todos os dias. Viva com a Palavra de Deus em seu coração, deixando que ela lhe fale na sua situação e problemas atuais, por meio do Espírito Santo.

7. Comece a orar, ou seja, conte tudo a Jesus, apresente-Lhe seus pedidos e agradecimentos. Confie nEle inteiramente, pois Ele é o seu melhor amigo. Para Ele tudo é possível e estará sempre com você.
M. Basilea Schlink



LIVROS E OBRAS


Histórias Fantásticas e a Chocante Realidade
Bruxas, feiticeiros e fantasmas do mundo das lendas e contos de fadas, sempre pertenceram a um reino sinistro e perigoso. Os dragões e monstros costumavam ser símbolos do mal. A despeito da emoção e da fascinação dos enredos misteriosos, todos vibravam quando o herói fictício escapava das garras malignas e, no fim, o bem triunfava sobre o mal. Infelizmente, esses dias pertencem ao passado.
A batalha entre luz e trevas tem sido travada, através dos séculos, nas vidas das pessoas e no palco da história mundial. Mas, nas décadas recentes, temos visto uma crescente incapacidade para distinguir entre a luz e as trevas, entre o bem e o mal. Este engano continua nos dias atuais, em sempre novas variações, dirigindo-se agora para nossos filhos e os refúgios, anteriormente seguros, de seus lares e suas escolas.
O Inferno se Transforma em Entretenimento
As bruxas, feiticeiros e demônios tornaram-se atualmente parte de muitas festinhas infantis. Os monstros, que antigamente teriam inspirado medo, tornaram-se brinquedos favoritos.
O inferno perdeu o seu terror e tornou-se uma diversão. Há anos atrás, Halloween era uma festa desconhecida na maioria dos países em que não se fala o inglês. Atualmente está sendo celebrado em todo o mundo. Os convites para as festas prometem: "Lobos uivando, vampiros sedentos de sangue, bruxas aguardando para instilar horror. Não queimamos bruxas; nós as amamos! Ocasionalmente um visitante pode ser enforcado, ou ter o seu sangue sugado, se preferir."
Não basta que o nosso mundo tenha se tornado mais e mais sujeito à violência, assassinato e terror? Aparentemente tornou-se mais divertido aumentar os calafrios e os arrepios, até que este assim chamado "divertimento" termine explodindo numa realidade chocante.
O Que Deixou de Ser Dito?
O que deixou de ser dito? Embora Jesus tenha avisado repetidamente sobre Satanás e o inferno, a maioria dos cristãos permanece em silêncio sobre esses assuntos. Antigamente as pessoas tinham um medo saudável do inferno.

Hoje, as pessoas têm medo de falar no assunto, com medo de parecerem ridículas, e que se riam delas, ou de serem acusadas de fundamentalistas. Um conhecido pastor de jovens, o alemão Dr. Theo Lehmann, declarou o seguinte: "O inferno foi removido discretamente, porque ninguém ousa falar sobre isso." A verdade é que o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não é uma mensagem ameaçadora, mas de alegria. Que preço elevado Ele pagou para salvar-nos do poder do Maligno e do inferno! Contudo, antes de nos regozijarmos pela nossa redenção, nós cristãos, devemos dar-nos conta que foi o nosso pecado o causador da morte dEle.
Como o Inferno Triunfa
Que paradoxo! Embora o inferno tenha sido supostamente banido, vemos os seus sinais por toda parte. Mas ninguém se preocupa com isto, desde que ele tenha tomado a forma de diversão e entretenimento. Como Satanás não é levado a sério, ele pode continuar a exercer o seu poder livremente. As autoridades parecem não ter nenhum poder quando se trata de impedir profanação satânica e assassinatos em rituais de magia. Pelo fato de não compartilharmos abertamente as verdades bíblicas sobre o inferno, a morte e o inimigo, não temos nós, cristãos, contribuído para esse triunfo do inferno?
Jesus nos alerta a respeito da época que precede a Sua Segunda Vinda. "Cuidado, que ninguém os engane" (Mateus 24.4,NVI). No Livro do Apocalipse vemos que Satanás é o enganador de todo o mundo (Apocalipse 12.7-9). O poder das trevas, com todas as suas ofertas tentadoras, está buscando novamente ganhar o controle sobre nós.
Harry Potter - Um Passatempo Inocente?
Todos sabem que aquele que ganha as crianças, ganha o futuro. O quinto livro sobre Harry Potter, de J. K. Rowling, começou a ser vendido nas livrarias de todo o mundo, em junho de 2003. Aproximadamente 192 milhtes de livros já foram vendidos, traduzidos em 55 línguas. Cerca de 200 países os estão vendendo. Cada um dos filmes, baseados nos livros, têm sido um sucesso nas bilheterias dos cinemas. Tendo em vista a geração das crianças que estão sendo influenciadas, esta é uma triste notícia!
Superficialmente, Harry Potter parece ser amigável, corajoso, fiel e com uma personalidade simpática. A sua ambição é cumprir as expectativas de seus pais já falecidos. Eles mesmo sendo feiticeiros, foram assassinados, e ele deseja honrar a memória de seus pais. Estes antecedentes propulsionam o enredo em seu curso inevitável.
Magia, feitiçaria e maldições - seja o que for que pertença ao ocultismo - são mostrados como positivos e aceitáveis. Aqueles que discordam, são chamados de "muggles", e são apresentados como malvados. Os contos de fadas tradicionais tinham geralmente um final feliz, deixando o leitor com um sentimento de alívio de que ele ou ela haviam deixado para trás o reino do oculto. Isto não acontece com Harry Potter. O leitor nunca deixa o reino do ocultismo, ao contrário, é levado cada vez mais para dentro dele.
Comparados com as últimas edições, o primeiro livro e o primeiro filme são relativamente inofensivos. Entretanto, desde o princípio eles retratam o ocultismo como norma, e como algo positivo. As crianças participam em aventuras de perder o fôlego, engenhosamente projetadas, que envolvem assombrações, horrendos acontecimentos sobrenaturais e assassinatos. É um intenso treinamento de magia.
Qual é a Realidade Por Trás de Tudo Isto?
Embora sejamos levados a crer que as fórmulas mágicas e as proclamações nos livros de Harry Potter são pura fantasia, a sua constante repetição é um fator de preocupação. Esta doutrinação conduz a um envolvimento mais profundo com o ocultismo. Os corações das crianças são facilmente cativados. Quando esses livros tornam-se a leitura requerida nos colégios, classes inteiras de alunos são introduzidas no ocultismo. Os pais e os professores ficam satisfeitos que os seus filhos estão lendo com grande interesse. Uma vez que é despertado o interesse do aluno, ele ou ela tornam-se capazes de contatar líderes experientes na Internet, para receberem maiores informações sobre maldições eficazes e rituais.
É fácil de imaginar que as crianças e os alunos experimentam uma excitação e um grande senso de poder, quando aprendem a desenvolver essas forças sinistras e a usá-las contra professores impopulares ou colegas que detestam, ou para controlar outras pessoas com suas fórmulas de encantamento. Quantos fãs de Harry Potter ficam fascinados pela idéia de que podem livrar-se de sua raiva, rebelião e frustração de um modo tão fácil! Isto faz com que se sintam importantes. Harry Potter tem o sinal da “eleição mágica”. Muitas crianças hoje em dia estão também marcadas por este sinal. Isto não é uma brincadeira inofensiva!
Há uma verdadeira batalha acontecendo no reino espiritual. A Madre Basilea Schlink, PH.D., fundadora da Irmandade Evangélica de Maria, mencionou este assunto na publicação Nova Era - à luz da Bíblia - “O objetivo da filosofia da Nova Era é reconciliar todos os opostos: a ciência e o ocultismo são colocados no mesmo nível. Todos os valores éticos desmoronam-se. O bem e o mal já não mais existem. Tudo é uma coisa só.”
O currículo na escola de feitiçaria e bruxaria que Harry freqüenta, inclúi maldições e contra-maldições, com um poder crescente. Estas práticas são introduzidas no leitor: alunos contra alunos; professores contra alunos; alunos contra professores. Finalmente, estas maldições até torturam e matam. Uma maldição freqüentemente usada é “Crucio!”, que em latim significa: “Eu crucifico! Eu torturo! Eu imponho a dor!” No volume quatro, uma maldição de morte é pronunciada e executada através de um ritual de sangue. É por demais horrendo para ser descrito aqui.
Enganados e em Perigo
Nos antigos contos de fadas, o bem triunfa sobre o mal. Mas não com Harry Potter, onde o mal é vencido pelo mal. O bem e o mal são misturados tão sutilmente, que já não se pode distingui-los e os valores são anulados. Harry sempre consegue o que quer, seja por hipnose ou por todo tipo de maldições e feitiçarias. Ele tem poder para eliminar todos os oponentes perigosos e indesejáveis.
Embora Harry pareça ter uma personalidade agradável, a desobediência, a mentira, o regozijo com a desgraça alheia e o ódio fazem parte do seu comportamento diário. Eles são recompensados, porque Harry está na escola daquele a quem Jesus descreveu como um mentiroso e assassino desde o princípio (João 8.44). Os nosso filhos deveriam freqüentar esta escola?
Todos sabem que os corações das crianças são maleáveis. Falta-lhes discernimento e aceitam prontamente o que lhes é ensinado. Gabriele Kuby escreve no livro “Harry Potter - O Empurrão Global no Ocultismo Pagão” : “Por que alguém oferece às crianças maldições e contra-maldições para servir-lhes de brincadeira?... Quando eu recentemente visitava a família de um de meus parentes, escutei a filhinha de oito anos exclamar de repente: “Crucio!” e olhar em volta para ver a reação. O seu irmão mais velho respondeu: “Não diga isso! Pois é uma maldição imperdoável!” As crianças aprendem padrões de comportamento através das brincadeiras. Queremos que elas aprendam maldições como uma opção para enfrentar a vida em seus anos futuros?”
Sabemos de casos específicos, em que os livros e os filmes de Harry Potter causaram sérios danos às crianças. Por exemplo: uma criança escreveu para Harry Potter com seu próprio sangue; uma outra, ouvia vozes dando-lhe ordens perversas. Causa então alguma surpresa, que ansiedade, distúrbios do sono e desordens de comportamento estejam aumentando entre as crianças?
Proibir diretamente às crianças de participarem do mundo de Harry Potter, não nos levará a nada. Ao invés disto, temos de conversar abertamente com nossos filhos e despertar sua percepção a respeito dos perigos que estão envolvidos.
Quem Nos Ajudará?
Onde podemos encontrar ajuda para o mais fraco e indefeso grupo de idade, as crianças que estão sendo expostas às influências destrutivas? Somente em Jesus, nosso Salvador e Auxiliador. Podemos somente oferecer um auxílio conhecendo o Seu poder.
A Madre Basilea escreve:
Foi Jesus quem carregou nossos pecados sobre si na cruz e exclamou: “Está consumado!” (João 19.30). A Ele pertence todo o poder no céu e na terra. É Jesus, a quem todos os povos adorarão um dia. Ele derrotou a Satanás. Seu Nome triunfa sobre todas as artimanhas do inimigo. Quando o Seu Nome é proclamado, as correntes do pecado são quebradas e os enganos de Satanás desfeitos. O Nome de Jesus protege contra todos os ataques de Satanás.
Ninguém é igual a Jesus!
Ele é quem cuida de nós e nos ama com um amor indescritível. Ele deseja compartilhar tudo conosco.
Jesus - Ele se tornou um de nós; portanto, Ele é capaz de compreender todas as nossas fraquezas, tentações e tristezas.
Jesus - Ele é Aquele que jamais nos abandonará. Ele está sempre conosco para ajudar-nos e para vencer todos os nossos medos e ansiedades.
Jesus - Por amor a nós, Ele sofreu uma morte agonizante, a fim de que o medo da morte já não tenha poder sobre nós.
Jesus - Somente Ele tem poder para perdoar nossos pecados e nos purificar de todo o mal.
Jesus - Ele é o Único que pode destruir o poder de Satanás sobre nossas vidas.
Ele garante uma vida cheia de sentido e plena de alegria, paz e gozo àqueles que crêem nEle e O seguem.
A maioria das crianças tem o coração aberto para Jesus. Em Mateus 19.14, Ele diz: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas.”
Portanto, deveríamos tentar, o mais cedo possível - sem pressão ou coerção - apresentar o nosso Salvador e o Reino da Luz às crianças - e, acima de tudo, através do exemplo de nossas vidas. Então Jesus e Seus anjos cuidarão delas e serão uma forte defesa contra os poderes das trevas.
Uma oração simples e sincera é tudo quanto se necessita para entrar no Reino da Luz. Você pode usar suas próprias palavras ou a seguinte oração:
Jesus, Satanás está tentando me afastar de Ti. Ele quer me levar para o seu reino, mas eu não quero mais ouvir suas mentiras.
Confio no Teu amor e sei que Tu és Meu Salvador e Redentor. Confesso a Ti todos os meus pecados - aqueles dos quais estou consciente e aqueles que cometi sem intenção, especialmente os que me levaram a entrar em contato com o reino de Satanás... (enumere cada um).
Creio na Tua vitória, porque Tu derramaste Teu sangue na cruz por mim e me libertaste do poder de Satanás em minha vida.
Renuncio a Satanás e a todas as forças do mal.
Eu me entrego a Ti, Senhor Jesus. Escolho o Teu Reino da Luz.
Satanás não tem mais nenhum direito sobre mim, pois Tu vieste para destruir as obras do diabo, também em minha vida.
Amém.
Evangelical Sisterhood of Mary, Darmstadt / Germany
(Adaptação do texto em alemão) Todos os direitos reservados







7 de outubro de 2013

Robert Mcalister Evangelista

Robert  Mcalister

Como tudo começou

"O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito" (João 3.8)
Acostumado a realizar cruzadas pelo mundo inteiro, o Bispo Roberto foi convidado por Lester Summeral para participar de uma campanha evangelística no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, em 1958. Ele só havia estado no Brasil uma única vez, em sua lua-de-mel. Quando a campanha terminasse, ele continuaria a correr o mundo pregando a Palavra de Deus. Foi neste dia que Roberto ouviu uma voz: "Este é o lugar para o qual Eu o chamei para pregar a Minha Palavra". Era a voz de Deus e sua rota não foi mudada por um simples vento, como a do navegador, e sim por Aquele que é mais poderoso do que qualquer furacão: o vento do Espírito Santo. Ao final da campanha, teve que voltar correndo para o Canadá, pois sua filha tinha acabado de nascer. Decidido a cumprir o chamado de Deus, poucos meses depois, em 1959, Robert McAlister veio morar no país acompanhado da esposa, Glória, e de seus filhos, Walter, com dois anos e meio, e Heather Ann, de apenas seis meses.
Primeiro foi para São Paulo, mas todas as portas se fecharam. Era a mão de Deus, pois ele estava sendo chamado para o Rio de Janeiro, por isso, foram morar em Santa Teresa e foi assim que tudo começou.


A Igreja que começou no rádio

A Igreja de Nova Vida nasceu de um programa de rádio, a “VOZ DA NOVA VIDA”, que foi transmitida pela primeira vez no dia 1º de agosto de 1960, às 6h30, através da Rádio Copacabana"É tempo de ouvir uma mensagem de Nova Vida". Foi assim que começou a primeira transmissão do início da Igreja Nova Vida. Através deste programa, o missionário Roberto fundou a pioneira de muitas igrejas evangélicas renovadas no Brasil: a Cruzada de Nova Vida.
O Bispo Roberto McAlister teve que fazer um curso intensivo da língua portuguesa (oito horas por dia em um período de três meses), para poder fazer a locução do programa de 15 minutos.
Tudo tinha que ser escrito, até a oração. "Tudo era lido, mas com unção, como se estivesse sendo só falado", diz o Pr. Walmir Cohen, que trabalhou com o bispo nos programas de rádio por vários anos. A gravação dos primeiros programas foi realizada na casa do Bispo Roberto, tendo como estúdio um quarto com cobertores pendurados nas janelas, para abafar os ruídos dos carros.
O grande impacto causado pelas mensagens de salvação do bispo levou-o a fazer dois programas diários, um às 06h30 e outro às 18h30. Em 1963, ele sentiu a necessidade de alcançar todo o Brasil com as Boas Novas.

BISPO ROBERTO MCALISTER DIZ: A TV EVANGÉLICA FABRICA MONSTROS

Por Alan Capriles
O Bispo Robert McAlister, fundador da Igreja Pentecostal de Nova Vida, foi pioneiro em transmitir o Evangelho pela televisão brasileira. Em 1978, se tornou um dos primeiros televangelistas com o programa “Coisas da Vida”, que apresentou por um bom tempo na TV Tupi.
Apesar de já não estar mais conosco desde 1993, somente agora se tornou pública a razão pela qual o bispo Roberto deixara de fazer programas na televisão, abrindo espaço para R.R. Soares, Silas Malafaia, entre outros.
A revelação vem por meio de seu filho, Walter McAlister, bispo primaz da Aliança das Igrejas Cristãs de Nova Vida, que lançou recentemente “O Fim de Uma Era”, livro em que traça uma radiografia da Igreja evangélica brasileira desde o início do século XXI.
Numa época de tantos programas evangélicos na TV e de tantas celebridades no mundo gospel, esta revelação soa como um grave alerta, que deveria ser amplamente difundida. Levando em conta que o bispo Roberto McAlister foi pioneiro no televangelismo, aqueles que hoje fazem de tudo para continuar aparecendo na TV deveriam considerar as razões de suas palavras, e a impressionante conclusão de seu filho.
Segue, portanto, o trecho do livro de Walter McAlister, no qual não apenas revela porque seu pai preferiu se afastar da televisão, como também explica porque as programações evangélicas deveriam ser extintas da TV:
Meu pai fez um programa de televisão durante um tempo. Ele me disse: “Televisão cria monstros”. Eu vi o quanto ele lutava contra a vaidade gerada pelo fato de ser conhecido na rua. Ele mesmo me confessou como a vaidade dele era um problema para ele, por causa de sua fama. Televisão evangélica apenas cria celebridades, não avança a causa de Cristo. Por quê? Porque não se assiste a televisão para ouvir a verdade. É como levar a mensagem do Evangelho para o circo e pregar entre o show dos macados amestrados e o dos palhaços. Pessoas não vão ao circo para ouvir o Evangelho, e sim para se divertir com os macacos, os palhaços, os acrobatas. Então, de repente, o Evangelho se insere num contexto completamente contrário àquele que tem a estrutura necessária para transmiti-lo. E o que acontece? Leva-se a Arca para fora do Santo dos Santos, para o campo de batalha. No popular: a Igreja vira circo. Com isso, a Igreja perde a batalha, pois, em vez de se concentrar naquilo que é sagrado, construir comunidade, ensinar a verdade e formar bons discípulos, está numa guerra voltada para determinar quem grita mais alto no meio do circo chamado “televisão”.

***

nota do blog- É claro que este ponto de vista diz respeito a muitos dos televangelistas, mas não a todos. Existem pessoas e emissoras cristãs que foram levantadas pelo Senhor  Deus, como a rede Super de Belo Horizonte e a rede TBN nos EUA, que são verdadeiros Oásis, no deserto do televangelismo  e existem programas como os de sábado de manhã na rede TV da Assembléia de Deus, da Batista, da Presbiteriana e de algumas comunidades que são uma bênção para o povo brasileiro. 

MCALISTER; Walter. O fim de uma Era, Editora Anno Domini, p. 40. Postado no Púlpito Cristao e no blog do Alan Capriles

Robert Kalley. - Missionário escocês pioneiro no Brasil



Robert Kalley
Kalley no Brasil
Depois que sua primeira esposa, Margareth Kalley, falecera em 1851, casou-se no ano seguinte com Sarah Poulton e partiu para os Estados Unidos. Nos anos 1853-1854 ficou ministrando os refugiados madeirenses naquela nação. Enquanto nos Estados Unidos, impressionou-se com o Brasil através do livro Reminiscências de viagens e permanências nas Províncias do Sul e Norte do Brasil (pub. em 1845), do Rev. Daniel Parrish Kidder, que estivera no Brasil, onde distribuiu Bíblias.

Em 10 de maio de 1855 chegou ao Rio de Janeiro e subiu para morar em Petrópolis, na residência do Embaixador Americano. Numa tarde de Domingo, a 19 de agosto de 1855, Kalley e sua esposa instalaram em sua residência a primeira classe de Escola Dominical, contando com cinco crianças, filhos de cidadãos americanos. Foi contada a história do profeta Jonas.

Kalley escreveu para Jacksonville pedindo auxílio, vindo Wiliam Pitt, um inglês educado por D. Sarah na Inglaterra, Francisco de Souza Jardim e família, Manuel Fernandes e esposa e Francisco da Gama e família.

Kalley batizou o português José Pereira de Souza Louro em 8 de novembro de 1857. No dia 11 de julho de 1858 organizou a Igreja Evangélica Fluminense, uma igreja evangélica brasileira, sem nenhum vínculo com denominações até então existentes. Foi organizada com 14 membros, sendo batizado naquele dia o primeiro brasileiro Pedro Nolasco de Andrade.

Apesar de ter sido batizado na Igreja da Escócia (presbiteriana), Kalley não possuía vínculos com nenhuma denominação. Em certa ocasião Kalley escreveu: "eu não sou presbiteriano e nem estou em contato com qualquer tipo de igreja - sou irmão de qualquer cristão independente de sua denominação". Neste ponto, suas crenças eram bem parecidas com a dos Irmãos de Plymouth (Casa de Oração), que, no Brasil, teve origem na mesma Igreja Evangélica Fluminense. Em outros pontos, como atestado pelo Dr. Kalley no folheto "Darbismo", ele discordava dos Irmãos de Plymouth, por exemplo quanto ao Dispensacionalismo, doutrina a qual se opunha radicalmente.

Ao estabelecer igrejas no Brasil, Kalley se afastou da tradição presbiteriana, rígida em matéria de organização eclesiástica, e introduziu, quanto à forma de governo, uma estrutura congregacionalista, onde cada igreja local é independente e autônoma.

Além disso, Kalley deixou também a prática do batismo infantil, que é realizado tanto por presbiterianos quanto por congregacionais. Acerca do batismo infantil, Kalley escreveu: "As condições essenciais para o batismo eram duas: a) entender claramente a mensagem; b) de coração aberto, aceitá-la. Fé em exercício e alegria inteligente eram os pré-requisitos deste rito cristão - totalmente nulos nos recém-nascidos". Essa rejeição ao batismo infantil distanciava as igrejas que fundara de serem classificadas tanto de presbiterianas como de congregacionais. Por isso, algumas pessoas identificaram as igrejas que Kalley fundou como batistas. Quando o missionário William Bowers foi enviado ao Recife para pastorear a Igreja Evangélica Pernambucana, por um equívoco foi divulgado que ele estava sendo ordenado para o pastorado de uma igreja batista. Acerca disso Kalley se pronunciou e escreveu enfaticamente demonstrando sua desaprovação:

"Desde o início o nome da igreja tem sido, 'Igreja Evangélica', e ela é filha da Igreja Evangélica do Rio, e nenhuma das duas têm sido igrejas batistas… Eu não sou batista; não tenho nada a ver com diferenças denominacionais… Eu sabia que ele [Bowers] foi batizado como crente e que se opõe ao batismo de crianças. Eu sabia que ele não considera a imersão como essencial ao batismo cristão em água, e me dispus a conduzi-lo ao pastorado da igreja sem nenhuma inovação, e fiquei feliz por poder ajudá-lo a ir e trabalhar como ministro cristão (como eu sempre tenho sido), sem restrições denominacionais"





Era dessa forma que Kalley definia a si mesmo: um ministro cristão, sem restrições denominacionais. Ainda acerca da Igreja Evangélica Pernambucana, Kalley escreveu em outra ocasião:

"A Igreja Evangélica Pernambucana não pertence a nenhuma denominação estrangeira; não é presbiteriana porque esta considera válido o batismo romano e pratica o batismo de crianças; aproxima-se mais da denominação batista, mas prefere ter a liberdade de admitir à comunhão qualquer crente fiel e obediente ao Senhor… É, pois, uma igreja evangélica brasileira".

As igrejas fundadas por Kalley não tinham qualquer vínculo pelo qual pudesse se estabelecer uma continuidade histórica em relação a qualquer tradição denominacional até então existente. Eram igrejas com uma identidade própria, peculiar.

Kalley voltou para a Escócia em 10 de julho de 1876. Foi sucedido por João Manoel Gonçalves dos Santos no pastorado da Igreja Evangélica Fluminense e elaborou uma súmula doutrinária composta por 28 artigos conhecida como "Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo", documento cujo propósito era o de ser o que seu próprio nome expressa: breve e fundamental. O próprio Kalley afirmou: "A Breve Exposição não contém todo o ensino apostólico, mas somente as doutrinas fundamentais do Cristianismo, sobre as quais todos os crentes devem ter um conhecimento claro e inteligente, para, na frase do apóstolo S. Pedro (I Pe 3:15), estardes aparelhados para responder a todo o que vos pedir razão daquela esperança que há em vós".

Como salienta Joyce Every-Clayton, a "ênfase na importância das doutrinas essenciais do Cristianismo sempre foi típica de Kalley". E o historiador presbiteriano Alderi Souza de Matos destaca: "A teologia de Kalley pode ser descrita como um tipo de evangelicalismo amplo". Quanto à Breve Exposição, o mesmo autor afirma: "a maior parte dos artigos poderiam ser aceitos por qualquer evangélico, reformado ou não. Os elementos específicos do calvinismo, tais como a soberania de Deus, a eleição divina e a perseverança dos santos, não são enfatizados".

Os Kalley ficariam no Brasil por 21 anos, atuando como missionários e cuidando de enfermos.

Foi apenas em 1913 que as igrejas kalleyanas se reuniram para a formação de um ente associativo chamado União das Igrejas Evangélicas Interdenominacionais. Mais tarde, seria inserida a designação Congregacional como indicação da forma de governo pelo qual essas comunidades eclesiásticas eram regidas, mas sem que houvesse uma identidade histórica com os Congregacionais britânicos e norte-americanos. Assim surgiu a atual União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.



O Legado dos Kalley
Muitos dos madeirenses protestantes perseguidos iriam fundar nos anos seguintes novas comunidades no estrangeiro, sobretudo presbiterianas. Sobretudo nos Estados Unidos, no Brasil e nas ilhas de Trindade e Tobago. Destas comunidades vieram alguns missionários para Portugal, tendo sido fundada em 1870 a Igreja Presbiteriana de Lisboa de sendo o seu primeiro pastor António de Matos, um dos convertidos por Kalley no Funchal.

Kalley foi também aquele que conseguiu plantar o Cristianismo Evangélico de forma definitiva no Brasil. Seu trabalho influenciou outros missionários a trabalharem no Brasil, contribuindo para a construção do protestantismo no país, onde hoje conta com aproximadamente trinta milhões de aderentes.

fonte: Rocha de Israel


jornal o cristão

"Este impressionante jornal evangélico começou a circular no Brasil em 1892" 

Assim, no dia 20 de janeiro de 1892, aparece o seu primeiro número. O artigo de apresentação, embora sem assinatura, é da autoria do Dr. Nicolau Ricardo Soares do Couto Esher. Dele destacamos: “O seu único fim é a extensão da Palavra Divina na Pátria Brasileira, mas e principalmente, na Capital Federal, onde o indiferentismo por tudo quanto concerne a religião, avassala completamente toda a população...Venham de onde vierem. Aceitaremos com prazer todos aqueles escritos que se propuserem a combater o erro, a imoralidade, a indiferença, o vício, a incredulidade e a espalhar a Palavra de Deus; a lutar, enfim, pela Santa Religião de Nosso Senhor Jesus Cristo..."Continha oito páginas, e seu formato 15x21cm. Seus colaboradores, os Revs. João Manoel Gonçalves dos Santos, Américo Vespúcio Cabral e o Dr. Antonio Marques.Também nesse primeiro número, encontramos um artigo intitulado “Nosso Pais", cujo teor bem retrata a preocupação que os dirigentes de “O Cristão” demonstravam em relação a sua Pátria: ...Se algum dia o Brasil teve necessidade de orarmos pelo seu bem-estar, esta se oferece hoje. Portanto, irmãos e amigos, não percamos tempo e oremos pela paz interna, pelo Evangelho e que ele se estenda por toda a República e que este nosso Pais venha a ser muito próspero: e principalmente oremos por todos os que estão elevados em dignidade, como diz S. Paulo na 1ª Epístola a Timóteo, 2 v.1 e 2. Logo abaixo, foi transcrito, na íntegra, o hino “Divino_ Salvador! contempla com favor nosso País” (S&H 627 5ª Ed.).. Publicou várias traduções de excelentes livros, dentre os quais, "As catacumbas de reforma", “Diálogo entre um Católico e um Protestante”, “Preparação de Professores da Escola Dominical”, “A Segunda Vinda de Cristo” e “Alegria da Casa”, este, da autoria de D Sarah Poulton Kalley.Desde a sua fundação ate dezembro de 1913, permaneceu como propriedade da família Fernandes Braga.


William Buck Bagby Pioneiro Missionário Batista no Brasil

WILLIAM BUCK BAGBY (1855-1939).
William Buck Bagby, foi missionário cristão pioneiro na implantação das missões batistas no Brasil e um dos principais colaboradores na luta pela liberdade religiosa em nosso país. Um pastor Batista norte-americano. 
Filho de James e Mary Franklin nasceu no Texas (USA) em 05 de Novembro de 1855. Aos oito anos mudou-se juntamente com sua família para Waco onde depois de cumprir seus estudos preliminares graduou-se em Teologia em 1875 sob orientação de Benajah H. Carroll. Foi consagrado ao ministério pastoral em 16 de março de 1879.
Aceitou a Cristo como seu Senhor e Salvador aos 12 anos de idade.
Formou-se na Universidade de Baylor com 20 anos de idade.
 Em 1880 Bagby casou-se com Ana Luther, em 21 de outubro de 1880, filha de John Luther, presidente da Baylor University.
Muitos fatores influenciaram a vinda dos Bagby´s para o Brasil, mas foi principalmente a determinação de um chamado missionário e um declarado amor pelo povo brasileiro que convenceram a Junta de Missões Batistas a enviar o casal ao Brasil onde anteriormente já havia sido palco de uma frustrada tentativa com o missionário Thomas Jefferson Bowen.

Bagby chegou ao Brasil, desembarcando no Rio de Janeiro em 1880 e rumaram ao interior do Estado de São Paulo, onde organizaram o primeiro trabalho batista em solo brasileiro na cidade de Santa Bárbara d’Oeste, uma colônia americana,  para atender aos imigrantes americanos que viviam nas cidades próximas e a comunidade como um todo. Depois de aprenderem à língua portuguesa no Seminário Presbiteriano de Campinas, uniram-se ao casal  Zacharias Clay Taylor e Kate Stevens Crawford Taylor, e o ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque e fundou a Primeira Igreja Batista Brasileira em Salvador, na Bahia, em 05 de Outubro de 1882, com cinco membros, havendo apenas um brasileiro, o ex-padre Antonio Teixeira Albuquerque. No ano seguinte, porém, o número chegou a 25 membros o casal Bagby, durante quase 60 anos deu-se, e a tudo quanto possuía à causa de Cristo aqui: vida, talentos e filhos. Após dois anos na Bahia, o Dr. Bagby pensou haver chegado o tempo de “alongar as cordas”. A cidade do rio de janeiro, então, foi escolhida como seu novo lar e campo de evangelização. A primeira igreja batista do rio de janeiro foi organizada em 24 de agosto de 1884. No primeiro ano só houve doze batismos. Foi um começo difícil e o progresso era muito vagaroso. Todavia, mais tarde, o numero se multiplicou grandemente, dada à consagração desses poucos conversos. E a aptidão do Dr. William Buck Bagby era, inevitavelmente,  em conquistar e treinar outros.

Em 1884, Bagby implantou a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro e em 1889 participou ativamente do processo de proclamação da Republica em nosso país, sendo inclusive um dos consultores na elaboração de nossa primeira constituição.
A Proclamação da Republica e a separação entre Igreja e Estado, não só facilitou, como também promovera o diálogo inter-religioso e a expansão do trabalho de Bagby no Brasil que aproveitou este período para a implantação de novos trabalhos, construção de escolas e igrejas, treinamento de novos ministros e principalmente engajando-se no auxílio e suporte ao alicerçamento do trabalho batista por todo o Brasil.
Em 1901, Bagby juntamente com sua esposa Ana, mudou-se para São Paulo onde organizaram varias igrejas entre elas a Primeira Igreja Batista de São Paulo, a Primeira Igreja Batista de Santos, a Primeira Igreja Batista de Perdizes e o Colégio Batista Brasileiro, marco histórico na cidade de São Paulo.
Ao chegar na cidade de São Paulo, William Bucky e Ana Luther Bagby, missionários americanos que fundaram o Colégio Batista Brasileiro, encontraram aqui uma realidade brasileira bem diferente da que estavam acostumados, depois de atuarem dois anos na Bahia e dezoito no Rio de Janeiro. Segundo recenseamento da época, São Paulo possuía 108 indústrias, sendo 70 estrangeiras e 38 brasileiras e vivia um tempo de riquezas e desenvolvimento.

A cidade começava a se iluminar. A inglesa Light and Power Company inaugurava a Usina Hidrelétrica do Parnaíba e substituía por lâmpadas elétricas a iluminação das ruas do Centro, que até então era feita por lâmpadas à querosene. O primeiro bonde havia sido inaugurado um ano antes. O novo meio de transporte provocava espanto e temor na população, embora as linhas se tornassem cada vez mais numerosas.
A família Bagby foi residir nas proximidades da recém-inaugurada Estação da Luz, na época uma das maiores e mais impressionantes obras arquitetônicas do mundo.
Participou da fundação da Convenção Batista Brasileira em 22 de junho de 1907 em Salvador, na Bahia.
 Depois de um intenso trabalho por mais de três décadas em todo o Brasil e América do Sul, William Buck Bagby, mudou-se para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul onde trabalhou exaustivamente durante a última década de sua vida.
Faleceu aos 83 anos de idade, de Pneumonia, sendo sepultado em Porto Alegre. Sua esposa Anne Luther Bagby mudou-se para o Recife (onde morava sua filha Helen), onde faleceu com 83 anos, em 24 de dezembro de 1942
Os Bagby´s tiveram nove filhos dos quais cinco continuaram a obra missionária iniciada por seus pais desenvolvendo o trabalho cristão e lutando pela liberdade religiosa por toda a América do Sul.
Hoje os batistas são uma força entre os evangelistas do Brasil. Do amazonas ao rio grande do sul as igrejas batistas prosseguem disseminando as boas novas do Senhor Jesus. O trabalho centenário dos batistas brasileiros é motivo de gratidão a deus pelo muito que ele tem realizado no meio do seu povo. Bagby e Ana, o casal que ficará para sempre na memória dos batistas do Brasil.
Igrejas
Foi fundador e primeiro pastor das seguintes igrejas:
  • Primeira Igreja Batista Brasileira (Bahia) em 31 de agosto de 1882;
  • Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro em 24 de agosto de 1884;
  • Primeira Igreja Batista de Campos (Rio de Janeiro) em 1891;
  • Primeira Igreja Batista de Niterói (Rio de Janeiro) em 1892;
  • Primeira Igreja Batista de Juiz de Fora (Minas Gerais) em 1894;
  • Primeira Igreja Batista de Belo Horizonte (Minas Gerais), em 1896.


Alexander Latimer Blackford Pastor presbiteriano no Brasil

6 de janeiro de 1829 • A história de Alexander Latimer Blackford confunde-se com a do presbiterianismo brasileiro
O Rev. Alexander Latimer Blackford foi um missionário norte-americano pioneiro na implantação da Igreja Presbiteriana do Brasil.



Nasceu em no dia de hoje, 6 de janeiro de 1829, em Martins Ferry, Ohio, filho de pais cristãos piedosos. Formou-se em teologia pelo Western Theological Seminary em 1859, sendo ordenado ministro presbiteriano em 20 de abril do mesmo ano.





Blackford decidiu servir como missionário no Brasil, trabalhando como auxiliar de outro jovem pastor, o Rev. Ashbel Green Simonton. Chegou ao Brasil com a sua esposa, Elizabeth Blackford, irmã de Simonton, em 25 de julho de 1860.



Nos primeiros anos, auxiliou Simonton na direção da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, além de viajar por São Paulo e Minas Gerais pregando o Evangelho segundo a tradição reformada. Em 5 de março de 1865, organizou a Igreja Presbiteriana de São Paulo, sendo o seu primeiro pastor.





Ainda neste período de implantação presbiteriana em território brasileiro, Blackford organizou a Igreja Presbiteriana de Brotas, em 13 de novembro de 1865, que se tornou na terceira Igreja Presbiteriana no Brasil. Agora, com três igrejas, juntou-se a Simonton e ao Rev. George Chamberlain para organizar o Presbitério Rio de Janeiro, em 16 de dezembro daquele ano, sendo eleito o seu primeiro moderador.





A história de Blackford confunde-se com a do presbiterianismo brasileiro. Organizou várias outras igrejas nos anos seguintes, foi o editor do jornal Imprensa Evangélica, que foi o primeiro periódico protestante da América Latina, e professor do "Seminário Primitivo", que veio a ser também o primeiro seminário protestante da América Latina, entre os anos de 1867 e 1870. Em 1875, foi ameaçado com base na Constituição do Brasil, que dizia ser o catolicismo a religião oficial. Um dos seus crimes foi entregar "santos" para as crianças brincarem às bonecas com eles.




A partir de 1880, Blackford fixou residência em Salvador, Bahia, trabalhando na implantação do presbiterianismo naquela região. Isto não o impediu de continuar ativo na vida conciliar da Igreja, sendo eleito o primeiro moderador do Sínodo do Brasil, organizado em setembro de 1888, tornando, assim, a Igreja brasileira autónoma em relação à norte-americana.





Em 10 de maio de 1890, enquanto gozava de férias com sua família em Atlanta, foi acometido de uma grave doença, vindo a falecer apenas quatro dias depois, em 14 de maio do mesmo ano. "As atas da missão dizem que, pouco antes de morrer, o Rev. Blackford cantou «hinos na língua dos brasileiros, o povo que ele amou entranhadamente, louvando o seu Rei e Pai, a quem servira com firmeza e constância.»" (Matos, A. S., p. 37).





Artigo de Carlos António da Rocha

ASHBEL GREEN SIMONTON Missionário presbiteriano no Brasil

Nasceu em 1833. Faleceu em 1867.



Simonton nasceu em West Hanover, estado da Pensilvânia, nos EUA, sendo o nono e último filho de um conceituado médico, deputado federal e devoto cristão. Ao batizarem o filho, os pais o dedicaram a Deus e ao ministério do evangelho. Sendo muito honesto consigo mesmo, não se sentia um bom cristão.
No seu diário, transcrito em parte no livro “Simonton”, podemos ver sua luta interna. Aos 22 anos, sentiu uma necessidade de buscar seriamente a Deus pela oração e cuidadosamente leitura da Bíblia. Fez então sua pública profissão de fé e seguiu para o seminário de Princeton. Durante o curso, a idéia de ser missionário não o deixava em paz, até que escreveu à junta de missões se oferecendo para trabalho no Brasil.
Depois de 54 dias num barco a vela, Simonton entrou na baía de Guanabara. Era agosto de 1859. Diz o seu diário: “É difícil descrever as emoções com que saudei esses píncaros elevados (o Pão de Açúcar e Corcovado). O sentimento predominante é de alegria, pela conclusão feliz da longa jornada, aliado ao temor da grande responsabilidade e dos problemas dos trabalho que me espera”.


A primeira tarefa a que se dedicou de corpo e alma foi a de aprender a língua portuguesa. Procurava conversar tanto com adultos como crianças, sempre estudando e se aprimorando, até que dominou o português tanto na fala como na escrita. Este fato muito contribuiu para o sucesso do jornal “Imprensa Evangélica”, cujo primeiro número foi publicado em novembro de 1864.
Sua principal meta era a implantação do reino de Jesus Cristo no Brasil, Simonton realçava a importância de literatura evangélica. “A Bíblia, e também livros e folhetos evangélicos, devem inundar o Brasil. É impossível envolver um país tão vasto sem o auxílio da palavra impressa “. Muitos liam e reliam a “Imprensa Evangélica”, na qual Simonton publicava editoriais e seus sermões, além de contribuições de outros. Passados muitos anos, ainda havia um crente chamado Juca, que morava no Rio das Antas e ainda preservava sua coleção, recitando de memória trechos dos sermões de Simonton.
Em seu primeiro ano no Brasil, iniciou uma Escola Dominical com os filhos de amigos e vizinhos. Em seu diário escreve: “Este é o primeiro ano completo que passo no Brasil. Essa escola, algumas Bíblias e folhetos postos em circulação, constituem o conjunto do meu trabalho entre os brasileiros. Sinto a minha falta de fé e oro por sucesso. Almejo por pregar Cristo mais experimentalmente por ser capaz de falar daquilo que conheço, porque Cristo o revelou a mim”. Não tardou a fundação de uma igreja em 1862, recebendo duas pessoas por pública profissão de fé.


Nesse ano Simonton fez uma viagem aos EUA para ver sua mãe enferma e prestar relatórios às igrejas. Também conheceu Helen Murdoch, com quem se casou em março de 1863. O diário diz: “Para mim, meu futuro lar no Brasil colore-se de cores vivas. Dou graças a Deus por me ter provido graça, coragem e amor no coração daquela a quem dediquei afeições, a ponto de se dispor a separar-se de amigos, do lar e da terra natal, a fim de compartilhar da minha vida o dos meus labores”.


Voltaram ao Brasil. Foi um ano de alegrias inéditas até o nascimento de sua primeira filhinha. Nove dias depois, diz o diário: “Que Deus tenha misericórdia de mim, pois águas profundas rolam agora sobre minha alma. Helen jaz num caixão, na sala. Deus a tirou tão rapidamente que tudo ainda parece sonho”. Depois de algum tempo a pequena Helen foi para a casa dos tios, missionários em São Paulo. O versículo que sustentara Simonton no passado ainda falava ao seu coração: “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”.


Simonton, agora mais que nunca, vivia pelo trabalho de compartilhar Cristo. Nesta época o padre José Manoel da Conceição professou a sua fé em Cristo e foi batizado. Simonton e conceição foram grandes colaboradores no trabalho de implantação da igreja nestes primeiros tempos, cooperando também na “Imprensa Evangélica”, cuja influência não foi alcançada por nenhuma outra agência empregada pela missão.
O ano de 1865 viu a organização do primeiro presbitério e o Sr. Conceição foi ordenado o primeiro ministro presbiteriano brasileiro. Nesta época, quando o Presidente Lincoln foi morto, Simonton pregou o sermão usando como texto o salmo 46:1-3. sermão que tocou os corações de crentes e descrentes. 


No final de 1866, diz o diário: “No retrospecto de minha própria vida durante o ano que agora se finda, sinto-me culpado. Aponto algumas obras realizadas da melhor maneira possível, mas em medida tenho eu progredido na direção do céu? Aí é que me sinto em falta. Não consigo ir além da prece do publicano ‘Tem misericórdia de mim, pecador’. Como suspiro por um coração inteiramente dominado por Cristo!”
Fundou no Rio a primeira Escola Dominical e Igreja Presbiteriana, um jornal, um presbitério e, agora, um seminário para alcançar uma outra meta principal: “ a formação de um ministério nacional idôneo, isto é, pastores brasileiros para brasileiros”. Cristo certamente o vinha dominando.


Sem o saber, chegara ao seu último ano de ministério. No prédio da igreja no Rio funcionava uma escola primária com 70 alunos. Escolas para os filhos de crentes também eram uma meta principal. Continuava a viajar pelo interior, pregando e zelando pelo testemunho fiel de cada membro e pela evangelização pessoal, cada crente comunicando o evangelho a outra pessoa.
Em seu dia a dia, Simonton vivia o que pregava. Neste curto ministério de oito anos recebeu 80 pessoas na igreja, fruto visível de uma vida consagrada a Deus. Em dezembro de 1867, contando somente com 34 anos, Simonton morreu em São Paulo, vítima de febre amarela. Dois dias antes de sua morte, sua irmã perguntou se tinha alguma palavra à sua igreja no Rio. Simonton replicou: “Deus levantará alguém para tomar o meu lugar. Ele usará os seus instrumentos para o Seus trabalho”. E assim o tem feito. Louvado seja o Senhor!
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Fonte principal: TICKER, Ruth A. Até aos Confins da Terra.
                      São Paulo. 1986. Vida Nova.