9 de agosto de 2011

Fanny Crosby, Conto esta história cantando assim, Cristo na cruz foi, morto por mim

Fanny Jane Crosby
Inspirada por Deus, escreveu mais de 8.000 hinos.
¤

Talvez tenhamos percebido com admiração os diversos hinos de Fanny Crosby no hinário de nossa igreja (alguns listados abaixo).


Esta mulher notável - que também usou os pseudônimos Grace J. Francis e Lizzie Edwards - nasceu em Putnam County-NY, no dia 24 de março de 1820. Quando tinha 5 anos de idade, contraiu uma infecção em seus olhos e por causa de uma medicação errada ficou cega para o resto da vida.

 
O pai de Fanny morreu quando a menina tinha um ano de idade, e sua mãe teve de trabalhar arduamente para sustentar a família. Por essa razão, Fanny passou muito tempo em companhia de sua avó que a ensinou a respeito da chuva, do sol, da lua, das estrelas, também sobre o frio e o calor. Fanny aprendeu a identificar quase todas as flores com as mãos e pelo seu perfume. Ela gostava de ir ao riacho perto de sua casa e tocar a fria e clara água.

 
Aos 6 anos, sua mãe levou-a a um especialista na cidade de Nova York, esperando que através de uma cirurgia ela recuperasse a visão. Os melhores oftalmologistas, no entanto, disseram que nada poderiam fazer por ela. Fanny ficou naturalmente desapontada, mas decidiu viver o melhor possível dentro dessas circunstâncias. Com apenas 8 anos de idade, escreveu este poema:

Que criança feliz sou eu!

Não posso ver, mas tenho decidido ser feliz,

Porque tenho muitas bênçãos que outros não têm;

Portanto, eu não chorarei ou suspirarei por ser cega!






Na sua biografia, que Fanny escreveu em 1903, menciona que o maior tesouro que teve foi ter aprendido a Bíblia linha por linha, ensino por ensino.

 
Quando completou 9 anos, mudaram-se para Ridgefield e por um tempo viveram com a família Hawley. A sra. Hawley ensinou-a tanto a Bíblia como a introduziu na poesia. "Aos 10 anos, eu podia recitar de cor os primeiros cinco livros do Antigo Testamento e os primeiros quatro livros do Novo Testamento sem fazer um erro sequer; também podia recitar muitos poemas", escreveu ela.

 
Mais tarde, Fanny compreendeu que essa capacidade era parte do plano de Deus para a sua vida, preparando-a para o trabalho que queria que ela fizesse no futuro. Se não tivesse conhecido a Palavra de Deus e se não tivesse tido um grande amor no coração, não poderia ter sido capaz de cumprir a sua vocação, que foi escrever hinos que se têm espalhado pelo mundo inteiro e ainda são conhecidos e amados por milhares de pessoas que neles encontram inspiração, conforto e força para as suas vidas.

 
Um de seus melhores amigos foi Grover Cleveland, que mais tarde tornou-se presidente dos Estados Unidos. Fanny tinha a capacidade de guardar em sua mente as palavras de muitos hinos até que tivesse a oportunidade de escrevê-los. Certa vez, seu jovem amigo Grover Cleveland colocou música em mais de 40 hinos cujas palavras ela guardara em sua memória. Ela era capaz de escrever não só a poesia de seus hinos, mas muitas músicas também, entretanto trabalhou em parceria Itálicocom muitos bons músicos ao longo de sua vida.

 
Na sua biografia Fanny conta o quanto gostava do Exército de Salvação (The Salvation Army)! Mesmo durante a sua velhice era convidava para falar em muitas igrejas. Certa vez, em visita à casa de um pastor, um grupo de músicos salvacionistas vieram à casa onde estava hospedada e tocaram seus hinos. Logo depois, ao som de seus próprios hinos, Fanny marchou junto com os músicos até a igreja onde falaria naquela noite. E escreveu que foi uma noite inesquecível para ela.

 
Fanny Crosby, a cega notável que Deus usou sobremaneira na área do louvor e adoração, morreu no ano de 1915, tendo escrito e publicado cerca de 8.000 hinos.

 
Fonte: uma revista salvacionista americana para adolescentes.

 

 
Alguns hinos de Fanny Crosby que constam no Cantor cristão e no hinário presbiteriano

 
035 - A Deus demos glória por Seu grande amor

036 - Desperta já, meu coração

060 - Conta-me a história de Cristo

094 - Santo Espírito, ouve com favor

167 - Somente um passo a Cristo

185 - Cristo te chama com mui terno amor

194 - Pecador, teus pecados, brancos

225 - Que segurança, sou de Jesus ( conto esta história )

227 - Mais perto da Tua cruz

345 - Quero o Salvador comigo

355 - Quero estar ao pé da cruz

374 - Nós marchamos para aquele bom país

420 - Ama o teu próximo, busca o perdido

449 - Salvo em Jesus, meu Mestre

Oswald Chambers

OSWALD CHAMBERS
Se quisermos viver como discípulos de Jesus, teremos que nos lembrar de que todas as coisas nobres nos são difíceis. A vida cristã é gloriosamente difícil, mas, a sua dificuldade não nos faz desfalecer e desmoronar sem mais nem menos; ela antes nos incita a vencer. Será que apreciamos tanto a maravilhosa salvação de Jesus Cristo que damos o máximo de nós mesmos só pela glória de Deus?

Deus nos salva pela sua graça soberana através da expiação que Jesus produziu dentro de nós; ele efectua em nós tanto o querer como o fazer segundo a sua boa vontade, Fil.2:13; mas, temos que desenvolver essa mesma salvação em nossas vidas práticas. Uma vez baseados na sua redenção exclusivamente, começamos a fazer o que ele ordena naturalmente e até descobrimos que podemos fazê-lo. Se falhamos, é porque não a aplicamos da forma acertada. Quando vier a crise ela se manifestará em qualquer dos casos, estejamos praticando ou não essa mesma salvação. Mas, se obedecermos ao Espírito de Deus e aplicarmos na prática o que Deus colocou em nós através do seu Espírito, quando surgir uma crise, descobriremos que seremos sustentados tanto pela nossa própria natureza adquirida da graça de Deus, como pela própria graça dentro de nós.

Graças a Deus que ele nos dá coisas difíceis de serem feitas! Sua salvação é algo agradável, mas, também é algo heróico e santo. Ela nos põe à prova em todos os sentidos. Jesus está conduzindo muitos "filhos" à glória e Deus não nos isentará dos requisitos exigidos para um filho. A graça de Deus produz homens e mulheres que têm uma forte semelhança de família com Jesus Cristo em exclusivo e não seremos uns fracotes. É necessária uma enorme dose de disciplina para se viver a vida nobre de um discípulo de Jesus em situações reais da vida prática. Mas, será sempre necessário um esforço para se ser tornado nobre.



http://www.reavivamentos.com/pt/livros/chambers_med/jul/07.html

site com o devocional de Chambers em português

willian Carey, o pai das missões modernas

william carey



Na Inglaterra do século 18, os cristãos não pensavam muito em missões nisto. A salvação dos outros povos era um assunto de Deus. Quando quisesse salvá-los, Ele o faria. O cenário só mudou quando este inglês, de nome William Carey, não se conformou com esta atitude colonialista e egoísta.
Ordenado pastor, Carey começou a pregar sobre a universidade do amor de Deus, ele que era de uma igreja batista particular, que cria que a graça de Cristo era restrita apenas aos predestinados. Suas palavras pareciam vozes num deserto árido. No entanto, na noite do dia 30 de maio de 1792, ele pregou uma marcante mensagem numa reunião de pastores. Baseado em Isaías 54.1,2, ele desafiou os ouvintes com a seguinte frase-tema: "Se você espera grandes coisas, faça grandes coisas". Esta frase ficou famosa com um complemento: "Se você espera grandes coisas de Deus, faça grandes coisas para Deus", que faz justiça ao pensamento de Carey.

PARA SE REENCANTAR COM A VIDA

A mensagem estava baseada na profecia de Isaías (Isaías 54.2-3). Este texto descreve a vida do povo de Israel em determinado contexto e pode ser aplicado também à vida de muitos cristãos, e eu me refiro àqueles que perderam o encanto pela vida. Ouçamos a descrição completa:

[1.] Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz;
exulta com alegre canto e exclama, tu que não tiveste dores de parto;
porque mais são os filhos da mulher solitária do que os filhos da casada, diz o Senhor.
[2.] Alarga o espaço da tua tenda;
estenda-se o toldo da tua habitação, e não o impeças;
alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas.
[3.] Porque transbordarás para a direita e para a esquerda;
a tua posteridade possuirá as nações e fará que se povoem as cidades assoladas.
[4.] Não temas, porque não serás envergonhada;
não te envergonhes, porque não sofrerás humilhação;
pois te esquecerás da vergonha da tua mocidade
e não mais te lembrarás do opróbrio da tua viuvez.
[5.] Porque o teu Criador é o teu marido;
o Senhor dos Exércitos é o seu nome;
e o Santo de Israel é o teu Redentor;
ele é chamado o Deus de toda a terra.
(Isaías 54.1-5)

Este texto, relido à luz da vida de William Carey, ajuda àqueles que querem dar uma virada nas suas vidas.
Quem tem a Deus como Senhor é comparado a uma mulher estéril, incapaz de dar à luz, numa cultura em que a fecundidade era um valor supremo. Sua vergonha era imensa.
Na comparação poética, não tinha filhos, mas recebe a estranha ordem de alargar o espaço da tenda, isto é, aumentar o tamanho da sua casa, como se fosse ter um filho.

1. Mantenha a visão de Quem Deus é (verso 5).
O desencanto com a vida advém de uma falta de visão de quem Deus é.
Neste texto, encontramos algumas imagens para Deus que indicam o modo como Ele se relaciona conosco:
Ele é o marido, mas marido cuidadoso, fiel, infalível.
Seu nome é Senhor dos Exércitos, indicando que é forte, acima de qualquer força e de qualquer obstáculo.
Ele é santo, palavra aqui é sinônimo de perfeito.
E é ainda o Deus de toda a terra, o que mostra que Ele é universal; por isto, Ele nos alcança, e não há limite em Sua ação para conosco.

Carey cria num Deus assim.
Carey cria que Deus marido amava os indianos. Ele era marido também dos indianos. Quando Carey tentou, o resultado foi o nascimento de uma sociedade missionária foi fundada e Carey, junto com um médico, foram os primeiros enviados, no caso à Índia.
Carey cria no Nome de Senhor dos Exércitos. Para ele, Deus triunfaria sobre os obstáculos, principalmente do comodismo e do egoísmo humanos
Carey cria que Deus era Santo, logo, perfeito em Seus planos
Carey cria que Deus era o Deus de toda a terra, e alcançaria os indianos. E alcançou.

2. Louve a Deus, pelo que Ele fará embora ainda não esteja fazendo, por crer que Ele fará e estar convencido que Ele fará (verso 1)
O desencanto com a vida se expressa na lamentação. Acontece por causa da ilusão, que é o encanto com pessoas e causas, que devem ser conseqüências de um entusiasmo com Deus.
Jonas e a mulher de Jó são exemplos da falta de encanto com o Senhor e com a vida .
. Perda da visão de Deus. Perdemos a visão de Deus quando olhamos apenas para nós mesmos. Quando olhamos apenas para os nossos problemas.
. Esta visão de Deus deve provocar uma atude que transcenda a contemplação, mas que chegue à ação.
. Louve Aquele Deus que está atento às suas necessidades. Como Israel se sentia, Deus se apresentou.
. Como você se sente, Deus se apresenta.
O que é isto, louvar? Segundo a Bíblia, Louvar é ter uma visão de Deus e ser possuído por esta visão. É dizer o que Ele é e viver segundo esta visão. O louvor é filho e mãe da fé, porque nasce dela e a fortalece. Se seu Deus for pequeno, você não precisa louvá-lO e você será pequeno também.

3. Faça grandes coisas, mesmo que pareçam sem sentido 
(versos 2 e 3)
Carey foi um homem que fez grandes coisas.
Ele acreditou que os indianos eram amados por Deus e foi ser o amor de Deus para eles.
Fundou uma sociedade missionária e tornou-se ele mesmo um missionário.
Viu as necessidades dos indianos. A partir de Serampore, atuou como educador, pregador, ativista, tradutor, gramático e editor.
No campo da educação, ele fundou uma escola e traduziu e editou a Bíblia, em 40 idiomas e dialetos diferentes; no campo da justiça, ele se empenhou pelo fim do infanticídio e o enterro das viúvas vivas. Foi em parte graças a ele que na Índia se aboliram o infanticídio, praticado como forma de aliviar as pressões financeiras sobre as famílias, e a sati, o hábito de enterrar vivas as viúvas. Para ver o fim do infanticídio, ele esperou nove anos. Para ver abolida a sati, ele lutou 34 anos.
Faça inteiro. Faça grande. Mesmo que movido apenas pela fé. Não deixe nada pela metade. Lembre-se de como são as coisas no Reino de Deus, como expostas nesta parábola de Jesus: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos (Mateus 13.31-32).

4. Faça grandes coisas para Deus como o propósito da sua vida.
Tenha um projeto de vida. Carey tinha.
Quando ele estava próximo da morte, notou que as pessoas começavam a falar dele, do seu trabalho, etc. Ele chamou um amigo e disse:
-- Dr. Duff! Você tem falado acerca do Dr. Carey. Quando eu partir, não diga nada sobre o Dr. Carey; fale sobre o Deus do Dr. Carey.

Considerado pai do movimento moderno de missões, há outro episódio na sua vida que revela bem a sua fibra e sua fé.
No dia 11 de Março de 1832, Carey estava fora de Serampore, ensinando em Calcutá. Repetinamente seu assistente, William Ward, sentiu cheiro de fumaça. Era o fogo queimando o escritório e a gráfica, onde traduções da Bíblia eram impressas. Apesar dos esforços, tudo foi destruído.
Quando soube da notícia, Carey ficou atordoado. Estavam perdidos um amplo dicionário poliglota, duas gramáticas, duas versões inteiras da Biblia., além de impressoras em 14 idiomas, 1200 resmas de papel, 55 mil páginas impressas e 30 páginas do dicionário bengali. Toda a sua biblioteca também fora queimada. O trabalho de muitos anos estava destruído.
Depois de chorar um pouco, ele disse: "A perda é pesada, mas, assim como viajar por uma estrada pela segunda vez é geralmente mais fácil e mais seguro que na primeira, estou certo que a obra nada perderá nada de real valor. Não estamos desanimados, uma vez que a obra já está iniciada em todos os idiomas. Estamos abatidos, mas não desesperados".

O propósito da sua vida não podia ser queimado. Não se queima a esperança. Não se queimam ideais.

Quando as notícias chegaram à Inglaterra, Carey imediatamente se tornou amplamente conhecido e aquela tragédia tornou-se o principal fator para o desenvolvimento do seu ministério. Muitos recursos financeiros foram levantados e centenas de pessoas se apresentaram como voluntários. A editora foi reconstruída e ampliada. Em 1832, Bíblias completas, Novos Testamentos e porções bíblicas tinham sido impressas em 44 idiomas e dialetos.

CONCLUSÃO
É um engano pensar que você começará a viver quando tiver saúde, quanto tiver resolvidos os seus problemas.
O encanto de Israel, o louvor de Israel, começou quando estava na viuvez (verso 4 )




João Calvino, o grande reformador suísso


Este grande homem de Deus nos deixou um legado de fé e revelação da palavra com riquíssimos escritos sobre a vida cristã e as mais diversas áreas da Teologia. Ele foi uma pessoa brilhante, dotado de dom de sabedoria e conhecimento.

 Deus, o Artífice do universo, se nos patenteia na Escritura; e o que dele se deva pensar, nela se expõe, para que não busquemos por veredas ambíguas alguma deidade incerta”.

ENSINOS DE JOÃO CALVINO

O CORAÇÃO HUMANO
“Os homens jamais encontrarão um antídoto para suas misérias, enquanto, esquecendo-se de seus próprios méritos, diante do fato de que são os únicos a enganar a si próprios, não aprenderem a recorrer à misericórdia gratuita de Deus.” [João Calvino, O livro do Salmo, Vl 1, (Sl 6.4), pp.128,129.]
TODOS SOMOS IGUAIS
“Ninguém possui coisa alguma, em seus próprios recursos, que o faça superior; portanto, quem quer que se ponha num nível mais elevado não passa de imbecil e impertinente. A genuína base da humildade cristã consiste, de um lado, em não se presumido, porque sabemos que nada possuímos de bom em nós mesmos; e, de outro, se Deus implantou algum bem em nós, que o mesmo seja, por esta razão, totalmente debitado à conta da divina Graça”.
João Calvino, Exposição de 1 Corintios (1 Co 4.7), pp. 134,135
JESUS, O MEDIADOR
“Mas, visto que todo homem é indigno de se dirigir a Deus e de se apresentar diante de sua face, a fim de nos livrar da vergonha que sentimos ou que deveríamos sentir, o Pai celeste nos deu seu Filho, o nosso Senhor Jesus Cristo, para ser o nosso Mediador e advogado para com ele, para que, por meio dele, pudéssemos aproximar-nos livremente dele. Como isso nos certificamos de que, tendo tal Intercessor, o qual não pode ser recusado pelo Pai, também nada nos será negado de tudo o que pedirmos em seu nome. Seguros também de que o trono de Deus não é somente trono de majestade, mas também de sua graça, podendo nós comparecer perante ele com toda a confiança e ousadia, em nome de Mediador e Intercessor, para rogar misericórdia e encontrar graça e ajuda, em toda necessidade que tivermos.” (João Calvino, As Institutas, Vl 03, Ed. Cep, Edição especial, p. 101)
JESUS, NOSSO SUBSTITUTO
“Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus.” [João Calvino, As institutas, Cap XII, pg 6, Vl 4, edição especial, Editora Cep

PORQUE ORAR?
“Os crentes não oram com a intenção de informar a Deus a respeito das coisas que ele desconhece, ou para incitá-lo a cumprir o seu dever, ou para apressá-lo, com se ele fosse relutante. Pelo contrário, eles oram para que assim possam despertar-se e buscá-lo, e assim exercitem sua fé na meditação das suas promessas, e aliviem sua ansiedades, deixando-as nas mão dele; numa palavra, oram com o fim de declarar que sua esperança e expectativa das coisas boas, para eles mesmos e para os outros, está só nele” [John Calvin, Commentary on a Harmony of the Evangelists, Mattew, Mark, and Luke, Grand Rapids, Michigan, Baker Booh House, 1981 (reimpresso), p. 314]
SANTOS OU PECADORES ?
Ainda que o pecado não reine, ele continua a habitar em nós e a morte é ainda poderosa.”[João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1999, Vol 1, p.169]]
A BÍBLIA
“Para que tenhamos aqui bom equilíbrio, devemos examinar a Palavra de Deus, na qual temos excelente regra para o entendimento firme e correto. Porquanto, a Escritura é a escola do Espírito Santo, na qual assim como nada que seja útil e salutar conhecer é omitido, assim também não há nada que nela seja ensinado que não seja válido e proveito saber”. [João Calvino, As institutas, Cap VII, pg 39, Vl 1, edição especial, Editora Cep.]
A CAMINHADA CRISTÃ
Enquanto estamos nesta prisão terrena, nenhum de nós tem a presteza necessária, e, na verdade a maior parte de nós é tão fraca e débil que vacila e coxeia pouco podendo avançar, prossigamos avante, cada um segundo a sua pequena capacidade, e não deixemos de seguir o caminho no qual começamos. Ninguém caminhará tão pobremente que não avance ao menos um pouco por dia, ganhando terreno.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 183, Ed Cep,]
O REMÉDIO PARA O VÍCIO
“Os antigos já diziam com razão que há um mundo de vícios ocultos na alma do homem. E não encontraremos remédio para isso, a não ser que, renunciando ou negando a nós mesmos e deixando de buscar o que nos agrada, impulsionemos e dediquemos o nosso entendimento a buscar as coisas que Deus exige de nós, e a buscá-las unicamente porque lhe são agradáveis.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 186, Ed Cep,]
O LABIRINTO DA VIDA
“Uma vez que a corrida será fora da pista, jamais conseguirá ela atingir a meta. Pois assim se deve pensar: o resplendor da face divina, o qual o Apóstolo proclama ser inacessível [1Tm6.16], nos é inextricável labirinto, a não ser que pelo Senhor sejamos dirigidos por intermédio dele pelo fio da Palavra, visto ser preferível claudicar ao longo desta vereda a correr a toda brida fora dela.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 74, Ed Cep,]    
FALSO OU VERDADEIRO?
“Somente os crentes genuínos conhecem a diferença entre este estado transitório e a bem-aventurada eternidade, para a qual foram criados; eles sabem qual deve ser a meta de sua vida. Ninguém, pois, pode regular sua vida com uma mente equilibrada, senão aquele que, conhecendo o fim dela, isto é, a morte propriamente dita, é levado a considerar o grande propósito da existência humana neste mundo, para que aspire o prêmio da vocação celestial.” [João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo, Parakletos, 2002, Vol. 3, (Sl 90.12), p. 440].
PORQUE SOFREMOS?
“Os sofrimentos desta vida longe estão de obstruir nossa salvação; antes, ao contrário, são seus assistentes. (...) Embora os leitos e os réprobos se vejam expostos, sem distinção, aos mesmos males, todavia existe uma enorme diferença entre eles, pois Deus instrui os crentes pela instrumentalidade das aflições e consolida sua salvação (...) As aflições, portanto, não devem ser um motivo para nos sentirmos entristecidos, amargurados ou sobrecarregados, a menos que também reprovemos a eleição do Senhor, pela qual fomos predestinados para vida, e vivamos relutantes em levar em nosso ser a imagem do Filho de Deus, por meio da qual somos preparados para glória celestial.” [João Calvino, Exposição de Romanos, São Paulo, Parakletos, 1997, (Rm 8.28,29), p. 293,295].
A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS
Eis aqui o principio que distingue nossa religião de todas as demais, ou seja: sabemos que Deus nos falou e estamos plenamente convencidos de que os profetas não falaram de si próprios, mas que, como órgãos do Espírito Santo, pronunciaram somente aquilo para o qual foram do céu comissionados a declarar. Todos quantos desejam beneficiar-se das Escrituras devem antes aceitar isto como um princípio estabelecido, a saber: que a lei e os profetas não são ensinos passados adiante ao bel-prazer dos homens ou produzidos pelas mentes humanas como uma fonte, senão que forma ditados pelo Espírito Santo. João Calvino - As Pastorais, p . 262

Visto, então, que Deus por Si só não poderia provar a morte, e que o homem por si só não poderia vencê-la, Ele tomou sobre Si a natureza humana em união com a natureza divina, para que sujeitasse a fraqueza daquela a uma morte expiatória, que pudesse, pelo poder da natureza divina, entrar em luta com a morte e ganhar para nós a vitória sobre ela. João Calvino, Edição abreviada por J. P. Wiles das Institutas, II.12, p. 182.
Cristo suplantou a Adão, o pecado deste é absorvido pela justiça de Cristo. A maldição de Adão é destruída pela graça de Cristo, e a vida que Cristo conquistou tragou a morte que procedeu de Adão. João Calvino, Exposição de Romanos, p. 194-195.
Em virtude nosso coração incrédulo, o mínimo perigo que ocorre no mundo influi mais em nós do que o poder de Deus. Trememos antes a mais leve tribulação, pois olvidamos ou nutrimos conceitos mui pobres acerca da onipotência divina. João Calvino, O livro de Salmos, vol. 2 , p. 658.

John Bunyan, autor de "o peregrino". o livro mais lido no mundo depois da bíblia






"O salário do pecado é a morte" "A alma que pecar, essa morrerá ". Caminhando pelo deserto deste mundo, parei num sítio
onde havia uma caverna (a prisão de Bedford): ali deitei-me para
descansar. Em breve adormeci e tive um sonho. Vi um homem
coberto de andrajos, de pé, e com as costas voltadas para a sua
habitação, tendo sobre os ombros uma pesada carga e nas mãos
um livro".
Faz três séculos que João Bunyan assim iniciou o seu livro,
o Peregrino. Os que conhecem as suas obras literárias podem
testificar de que ele é, de fato, "o Sonhador Imortal" - "Estando
ele morto, ainda fala". Contudo, enquanto miríades de crentes
conhecem o Peregrino, poucos conhecem a história da vida de
oração desse valente pregador.
Bunyan, na sua obra, Graça Abundante ao Principal dos
Pecadores, nos informa que seus pais, apesar de viverem em
extrema pobreza, conseguiram ensiná-lo a ler e escrever. Ele
mesmo se intitulou a si próprio de "o principal dos pecadores";
outros atestam que era "bem-sucedido" até na impiedade.
Contudo, casou-se com uma moça de família cujos membros
eram crentes fervorosos Bunyan era funileiro e, como acontecia
com todos os funileiros, era paupérrimo; ele não possuía um
prato nem uma colher - apenas dois livros: O Caminho do
Homem Simples para os Céus e A Prática da Piedade, obras que
seu pai, ao falecer, lhe deixara. Apesar de Bunyan achar
algumas coisas que lhe interessavam nesses dois livros, somente
nos cultos é que se sentiu convicto de estar no caminho para o
Inferno.
Descobre-se nos seguintes trechos, copiados de Graça
Abundante ao Principal dos Pecadores, como ele lutava em
oração no tempo da sua conversão:
"Veio-me às mãos uma obra dos 'Ranters', livro estimado
por alguns doutores. Não sabendo julgar os méritos dessas
doutrinas, dediquei-me a orar desta maneira: 'Ó Senhor, não sei
julgar entre o erro e a verdade. Senhor, não me abandones por
aceitar ou rejeitar essa doutrina cegamente; se ela for de ti, não
me deixes desprezá-la; se for do Diabo, não me deixes abraçála!'
- e, louvado seja Deus, Ele que me dirigiu a clamar;
desconfiando na minha própria sabedoria, Ele mesmo me guarda
do erro dos 'Ranters'. A Bíblia já era para mim muito preciosa
nesse tempo."
"Enquanto eu me sentia condenado às penas eternas,
admirei-me de como o próximo se esforçava para ganhar bens
terrestres, como se esperasse viver aqui eternamente... Se eu
pudesse ter a certeza da salvação da minha alma, como se
sentiria rico, mesmo que não tivesse mais para comer a não ser
feijão."
"Busquei o Senhor, orando e chorando e do fundo da alma
clamei: 'Ó Senhor, mostra-me, eu te rogo, que me amas com
amor eterno!' Logo que clamei, voltaram para mim as palavras,
como um eco: 'Eu te amo com amor eterno!' Deitei-me para
dormir em paz e, ao acordar, no dia seguinte, a mesma paz
permanecia na minha alma. O Senhor me assegurou: 'Amei-te
enquanto vivias no pecado, amei-te antes, amo-te depois e
amar-te-ei por todo o sempre'."
"Certa manhã, enquanto tremia na oração, porque
pensava que não houvesse palavra de Deus para me sossegar,
Ele me deu esta frase: 'A minha graça te basta'."O meu
entendimento foi tão iluminado como se o Senhor Jesus olhasse
dos céus para mim, pelo telhado da casa, e me dirigisse essas
palavras. Voltei para casa chorando, transbordando de gozo e
humilhado até o pó."
"Contudo, certo dia, enquanto andava no campo, a
consciência inquieta, de repente estas palavras entraram na
minha alma: 'Tua justiça está nos céus.' E parecia que, com os
olhos da alma, via Jesus Cristo à destra de Deus, permanecendo
ali como minha justiça... Vi, além disso, que não é o meu bom
coração que torna a minha justiça melhor, nem que a prejudica;
porque a minha justiça é o próprio Cristo, o mesmo ontem, hoje
e para sempre. As cadeias então caíram-me das pernas; fiquei
livre das angústias; as tentações perderam a força; o horror da
severidade de Deus não mais me perturbava, e voltei para casa
regozijando-me na graça e no amor de Deus. Não achei na Bíblia
a frase: 'Tua justiça está nos céus.' Mas achei 'o qual para nós foi
feito por Deus sabedoria e justiça, e santificação, e redenção' (1
Coríntios 1.30) e vi que a outra frase era verdade.
"Enquanto eu assim meditava, o seguinte trecho das
Escrituras penetrou no meu espírito com poder: 'Não pelas obras
de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua
misericórdia, nos salvou.' Assim fui levantado para as alturas e
me achava nos braços da graça e misericórdia. Antes temia a
morte, mas depois clamei: 'Quero morrer.' A morte tornou-se
para mim uma coisa desejável. Não se vive verdadeiramente
antes de passar para a outra vida. 'Oh!' - pensava eu - 'esta vida
é apenas um sonho em comparação à outra!' Foi nessa ocasião
que as palavras 'herdeiros de Deus' se tornaram tão cheias de
sentido, que eu não posso explicar aqui neste mundo. 'Herdeiros
de Deus!' O próprio Deus é a porção dos santos. Isso vi e disso
me admirei, contudo, não posso contar o que vi... Cristo era um
Cristo precioso na minha alma, era o meu gozo; a paz e o triunfo
por Cristo eram tão grandes que tive dificuldade em conter-me e
ficar deitado."
Bunyan, na sua luta para sair da escravidão do vício e do
pecado, não fechava a alma dos perdidos que ignoravam os
horrores do inferno. Acerca disto ele escreveu:
"Percebi pelas Escrituras que o Espírito Santo não quer
que os homens enterrem os seus talentos e dons, mas antes que
despertem esses dons... Dou graças a Deus, por me haver
concedido uma medida de entranhas e compaixão, pela alma do
próximo, e me enviou a esforçar-me grandemente para falar
uma palavra que Deus pudesse usar para apoderar-se da
consciência e despertá-la. Nisso o bom Senhor respondeu ao
apelo de seu servo, e o povo começou a mostrar-se comovido e
angustiado de espírito ao perceber o horror do seu pecado e a
necessidade de aceitar a Jesus Cristo."
"De coração, clamei a Deus com grande insistência que
Ele tornasse a Palavra eficaz para a salvação da alma... De fato,
disse repetidamente ao Senhor que, se o meu enforcamento
perante os olhos dos ouvintes servisse para despertá-los e
confirmá-los na verdade, eu o aceitaria alegremente."
"O maior anelo em cumprir meu ministério era o de entrar
nos lugares mais escuros do país... Na pregação, realmente,
sentia dores de parto para que nascessem filhos para Deus. Sem
fruto, não ligava importância a qualquer louvor aos meus
esforços; com fruto, não me importava com qualquer oposição."
Os obstáculos que Bunyan tinha de encarar eram muitos e
variados. Satanás, vendo-se grandemente prejudicado pela obra
desse servo de Deus, começou a levantar barreiras de todas as
formas. Bunyan resistia fielmente a todas as tentações de
vangloriar-se sobre o fruto de seu ministério e cair na
condenação do Diabo. Quando, certa vez, um dos ouvintes lhe
disse que pregara um bom sermão, ele respondeu: "Não precisa
dizer-me isso, o Diabo já cochichou a mesma coisa no meu
ouvido antes de sair da tribuna."
Então o inimigo das almas suscitou os ímpios para caluniálo
e espalhar boatos em todo o país, a fim de induzi-lo a
abandonar seu ministério. Chamavam-no de feiticeiro, jesuíta,
cangaceiro e afirmavam que vivia amancebado, que tinha duas
esposas e que os seus filhos eram ilegítimos.
Quando o Maligno falhou em todos esses planos de desviar
Bunyan do seu ministério glorioso, os inimigos denunciaramno
por não observar os regulamentos dos cultos da igreja oficial.
As autoridades civis o sentenciaram à prisão perpétua,
recusando terminantemente a revogação da sentença, apesar de
todos os esforços de seus amigos e dos rogos da sua esposa -
tinha de ficar preso até se comprometer a não mais pregar.
Acerca da sua prisão, ele diz: "Nunca tinha sentido a
presença de Deus ao meu lado em todas as ocasiões como
depois de ser encerrado... fortalecendo-me tão ternamente com
esta ou aquela Escritura até me fazer desejar, se fosse lícito,
maiores provações para receber maiores consolações".
"Antes de ser preso, eu previa o que aconteceria, e duas
coisas ardiam no coração, acerca de como podia encarar a
morte, se chegasse a tal ponto. Fui dirigido a orar pedindo a
Deus me fortalecesse com toda a força, segundo o poder da sua
glória, em toda a fortaleza e longanimidade, dando com alegria
graças ao Pai. Quase nunca orei, durante o ano antes de ser
preso, sem que essa Escritura me entrasse na mente e eu
compreendesse que para sofrer com toda a paciência devia ter
toda a fortaleza, especialmente para sofrer com alegria."
"A segunda consideração foi na passagem que diz: 'Mas
nós temos tido dentro de nós mesmos a sentença de morte para
que não confiássemos em nós mesmos, porém em Deus que
ressuscita os mortos'. Cheguei a ver, por essa Escritura que, se
eu chegasse a ponto de sofrer como devia, primeiramente tinha
de sentenciar à morte todas as coisas que pertencem à nossa
vida, considerando-me a mim mesmo, minha esposa, meus
filhos, a saúde, os prazeres, tudo, enfim, como mortos para
comigo e eu morto para com eles.
"Resolvi, como Paulo disse, não olhar para as coisas que
se vêem, mas sim, para as que se não vêem, porque as coisas
que se vêem, são temporais, mas as coisas que se não vêem,
são eternas. E compreendi que se eu fosse prevenido apenas de
ser preso, poderia, de improviso, ser chamado, também, para ser
açoitado, ou amarrado ao pelourinho. Ainda que esperasse
apenas esses castigos, não suportaria o castigo de desterro. Mas
a melhor maneira para passar os sofrimentos seria confiar em
Deus, quanto ao mundo vindouro; quanto a este mundo, devia
considerar o sepulcro como minha morada, estender o meu leito
nas trevas, dizer à corrupção: Tu és meu pai', e aos vermes: 'Vós
sois minha mãe e minha irmã' (Jó 17.13,14).
"Contudo, apesar desse auxílio, senti-me um homem
cercado de fraquezas. A separação da minha esposa e de nossos
filhos, aqui na prisão torna-se, às vezes, como se fosse a
separação da carne dos ossos. E isto não somente porque me
lembro das tribulações e misérias que meus queridos têm de
sofrer; especialmente a filhinha cega. Minha pobre filha, quão
triste é a tua porção neste mundo! Serás maltratada, pedirás
esmolas; passarás fome, frio, nudez e outras calamidades! Oh!
os sofrimentos da minha ceguinha quebrar-me-iam o coração
aos pedaços!"
"Eu meditava muito, também, sobre o horror ao Inferno
para os que temiam a Cruz a ponto de se recusarem a glorificar
a Cristo, suas palavras e leis perante os filhos dos homens. Além
do mais, pensava sobre a glória que Ele preparara para os que,
em amor, fé e paciência, testificavam dele. A lembrança destas
coisas serviam para diminuir a mágoa que sentia ao lembrar-me
de que eu e meus queridos sofriam pelo testemunho de Cristo".
Nem todos os horrores da prisão abalaram o espírito de
João Bunyan. Quando lhes ofereciam a sua liberdade sob a
condição de ele não pregar mais, respondia: "Se eu sair hoje da
prisão, pregarei amanhã, com o auxílio de Deus".
Mas se alguém pensar que, afinal de contas, João Bunyan
era apenas um fanático, deve ler e meditar sobre as obras que
nos deixou: Graça Abundante ao Principal dos Pecadores;
Chamado ao Ministério; O Peregrino; A Peregrina; A Conduta do
Crente; A Glória do Templo; O Pecador de Jerusalém é Salvo; As
Guerras da Famosa Cidade de Alma-humana; A vida e a Morte de
Homem Mau; O Sermão do Monte; A Figueira Infrutífera;
Discursos Sobre Oração; O Viajante Celestial; Gemidos de Uma
Alma no Inferno; A Justificação é Imputada, etc.
Passou mais de doze anos encarcerado. É fácil dizer que
foram doze longos anos, mas é difícil conceber o que isso
significa - passou mais da quinta parte da sua vida na prisão, na
idade de maior energia. Foi um quacre, chamado Whitehead,
que conseguiu a sua libertação. Depois de liberto, pregou em
Bedford, Londres, e muitas outras cidades. Era tão popular, que
foi alcunhado de "Bispo Bunyan". Continuou o seu ministério
fielmente até a idade de sessenta anos, quando foi atacado de
febre e faleceu. O seu túmulo é visitado por dezenas de milhares
de pessoas.
- Como se explica o êxito de João Bunyan? O orador, o
escritor, o pregador, o professor da Escola Dominical e o pai de
família, cada um conforme o seu ofício, pode lucrar grandemente
com um estudo do estilo e méritos de seus escritos, apesar de
ele ter sido apenas um humilde funileiro, sem instrução.
- Mas como se pode explicar o maravilhoso sucesso de
Bunyan? Como pode um iletrado pregar como ele pregava e
escrever num estilo capaz de interessar à criança e ao adulto; ao
pobre e ao rico; ao douto e ao indouto? A única explicação do
seu êxito é que "ele era um homem em constante comunhão
com Deus". Apesar de seu corpo estar preso no cárcere, a sua
alma estava liberta. Porque foi ali, numa cela, que João Bunyan
teve as visões descritas nos seus livros - visões muito mais reais
do que os seus perseguidores e as paredes que o cercavam.
Depois de desaparecerem os perseguidores da terra e as
paredes caírem em pó, o que Bunyan escreveu continua a
iluminar e alegrar a todas as terras e a todas as gerações.
O que vamos citar mostra como Bunyan lutava com Deus
em oração:
"Há, na oração, o ato de desvelar a própria pessoa, de
abrir o coração perante Deus, de derramar afetuosamente a
alma em pedidos, suspiros e gemidos. 'Senhor', disse Davi,
'diante de ti está todo o meu desejo e o meu gemido não te é
oculto' (Salmo 38.9). E outra vez: 'A minha alma tem sede de
Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a
face de Deus? Quando me lembro disto, dentro de mim derramo
a minha alma!' (Salmo 42.2-4). Note: 'Derramo a minha alma!' é
um termo demonstrativo de que em oração sai a própria vida e
toda a força para Deus".





Em outra ocasião escreveu: "As melhores orações consistem,
às vezes, mais de gemidos do que de palavras e estas
palavras não são mais que a mera representação do coração,
vida e espírito de tais orações".
Como ele insistia e importunava em oração a Deus, é claro
no trecho seguinte: "Eu te digo: Continua a bater, chorar, gemer
e prantear; se Ele se não levantar para te dar, porque és seu
amigo, ao menos por causa da tua importunação, levantar-se-á
para dar-te tudo o que precisares".
Sem contestação, o grande fenômeno da vida de João
Bunyan consistia no seu conhecimento íntimo das Escrituras, as
quais amava; e na perseverança em oração ao Deus que
adorava. Se alguém duvidar de que Bunyan seguia a vontade de
Deus nos doze longos anos que passou na prisão de Bedford,
deve lembrar-se de que esse servo de Cristo, ao escrever O
Peregrino, na prisão de Bedford, pregou um sermão que já dura
quase três séculos e que hoje é lido em cento e quarenta
línguas. É o livro de maior circulação depois da Bíblia. Sem tal
dedicação a Deus, não seria possível conseguir o incalculável
fruto eterno desse sermão pregado por um funileiro cheio da
graça de Deus!
Fonte: Herois da Fé , Orlando Boyer

Moody Por que Deus usou tanto esse homem?






D.L. Moody foi um homem comum usado de forma incomum pelas mãos do Deus poderoso. Como isso aconteceu? Porque Moody foi tão usado por Deus?


R A Torres, o famoso pregador canadense nos dá sete boas razões em sua preciosa biografia deste gigante da fé:

1. Um homem totalmente rendido a Cristo
Quem conheceu o “apóstolo de Chicago” sabia que ele não tinha objetivos e alvos a parte do evangelho de Cristo. O coração do Pai encheu o coração de Moody. Não somente mais um bom servo a cooperar com Deus e ter paralelamente a sua agenda pessoal. Mais sim um verdadeiro israelita em total e plena submissão ao vontade do Senhor.

2. Um homem de oração
Uma fé prática em Deus alimentava a vida de oração de nosso herói da fé. “Ele foi um homem que enfrentou todas as suas dificuldades em seu caminho através da oração” . Pouco ele atentava para opiniões de homens, mas buscava sempre e constantemente no Senhor as respostas para as questões da vida diária.

3. Um profundo e prático estudante da bíblia
Toda manhã, Moody se trancava em seu quarto para ficar a sós com Deus e meditar em sua palavra. Ele jamais trocava esse tempo por outra coisa qualquer.

4. Um homem humilde
Moody era plenamente convencido de sua inaptidão para pregar a palavra. Ele era um sapateiro de origem muito humilde e tinha certeza que humanamente falando não tinha a mínima condição para ser um pregador do evangelho. Essa convicção o aproximava ainda mais do Senhor e fez com que ele desenvolvesse a mentalidade de colocar os outros em primeiro lugar e ele em segundo.

5. Seu inquestionável desapego pela questão financeira
Milhões de dólares passaram pelas mãos de Moody e isso nunca subiu em sua cabeça, como o próprio Torres que chegou a trabalhar com ele falou: “Ele amava juntar dinheiro para o trabalho do Senhor, porém se recusava a juntar dinheiro para si próprio.”

6. Sua paixão consumidora pela salvação dos perdidos
Desde que se converteu, Moody, estabeleceu em seu coração não passar um só dia sem pregar o evangelhio pelo menos para uma pessoa. As vezes, lembrando desde seu voto, levantava de seu leito e saia a noite pelas ruas e Chicago para encontrar pelo menos uma pessoa a qual pudesse falar de Jesus.

7. Sua arrebatadora unção
“No início de sua vida como pregador ele tinha muita vontade de trabalhar para o Senhor Jesus, mas não tinha poder do alto” ,descreveu Torres sobre nosso irmão. “Ele trabalhava muito, ainda que na carne mas sem grandes resultados. Isso mudou tremendamente depois de muita insistência com Deus para receber o poder do Espírito Santo. Depois que o Espírito veio sobre ele foi como que comportas de uma represa se abrissem e muitas águas passassem acorrer através da vida desse homem.

Qual dessas qualidades da graça de Deus na vida de Moody mais você admirou? Se você quizer saber mais leia o livro “Porque Deus usou Moody” por R A Torres.





Moody e seus órfãos de Chicago

2 de agosto de 2011

Charles Thomas Studd

Charles Thomas Studd
Charles Thomas Studd (1860-1931) poderia ter sido mais um atleta que gastou seus dias em árduas competições e apenas isso. Entretanto, sua biografia demonstra que quando Deus toca o coração de alguém, seus rumos e planos são mudados dramaticamente, de uma maneira maravilhosa.

O inglês Charles Studd era considerado um dos maiores desportistas do final do século 19. Milionário, ele herdara da família a importância de 29 mil libras esterlinas, uma fortuna naquela época, mas se recusara a tirar proveito dela, temendo que o dinheiro pudesse atrapalhar seus nobres ideais. Determinado a investir na obra de Deus, enviou cinco mil libras esterlinas para o missionário James Hudson Taylor, que se tomou uma lenda ao ser o primeiro a levar a Palavra ao interior da China; outras cinco mil libras para um pastor, William Booth, fundador do Exército da Salvação; cinco mil para Dwight L. Moody, para que este iniciasse o estabelecimento do Instituto Bíblico Moody.

Studd doou ainda outras importâncias, sobrando-lhe apenas 3.400 libras, as quais ele, no dia do seu casamento, deu à esposa. Esta também doou o presente e comentou, na época: Jesus pediu ao jovem rico que desse tudo aos pobres. E Studd completou: Agora nos achamos na situação de poder dizer que não possuímos nem prata nem ouro, referindo-se ao texto de Atos 3.6. Loucura? Não. Charles Thomas Studd tinha a certeza de que o Senhor era o dono de todas as coisas. Essa demonstração de entrega total foi apenas o começo. Todavia, foi o suficiente para que o Senhor desse a Charles um novo rumo. Mais tarde, Ele o chamaria para o ministério.

Studd viajou para a China, onde trabalhou como missionário. Posteriormente, foi para a Índia e para o continente africano. Seu pensamento era: "Se Jesus é Deus e Ele morreu por mim, então nenhum sacrifício pode ser muito grande para nós". Como resultado de seus esforços, foi fundada, um pouco antes de sua morte, a Cruzada de Evangelização Mundial, que hoje conta com mais de mil missionários em todo o mundo. A mensagem deixada por Studd foi simples: enquanto a maioria investe em bens materiais, outros investem no Reino de Deus.

Família - Essas lições de Charles Studd foram aprendidas desde muito cedo. Ele era filho de um fazendeiro de origem indiana, Edward Studd, que se havia aposentado na Índia e mudado para uma casa rural no município de Tidworth, em Wiltshire, Inglaterra.

O pai de Studd, curiosamente, tinha-se convertido em 1877, quando um amigo o levou para ouvir uma pregação de Moody, o mesmo pastor que seria ajudado por seu filho, Charles Studd, anos mais tarde. Após a conversão, Edward, imediatamente, deixou as atividades seculares e passou a usar sua casa para reuniões evangelísticas até o dia de sua morte, em 1879.

Charles Studd e seus dois irmãos, Kynaston e George, estudavam longe de casa. Curiosamente, os três converteram-se a Cristo em um culto doméstico, e terminaram apaixonados pelo Evangelho. Os três irmãos eram campeões de críquete, um dos esportes mais tradicionais da Inglaterra. As habilidades excepcionais mostradas por Charles Studd naquele esporte fizeram com que ele ganhasse um lugar na seleção inglesa, em 1882, época em que a equipe havia perdido uma partida para a Austrália e estava desacreditada. Sob a liderança de Charles Studd, os ingleses jogaram na Austrália, no ano seguinte, e recuperaram o troféu.

Tempo de confrontação - Dois anos após a conquista do campeonato, no entanto, com a doença e morte de George, Charles Studd sentiu-se confrontado pela seguinte pergunta: De que adiantam toda a fama e valor de lisonja quando um homem tem de enfrentar a eternidade? Ele percebeu, então, que sua conversão, ocorrida seis anos antes, não havia produzido frutos. Resoluto, ele declarou: O críquete não vai durar; a honra também não, bem como nada neste mundo. Mas tenho que viver para o mundo que há de vir.

A partir de então, Charles começou a testemunhar de Jesus aos amigos e jogadores da mesma equipe. Sua intenção era captar recursos para o ministério de seu irmão, Kynaston, que tinha fundado uma organização missionária entre estudantes. Logo, ele teve a alegria de conduzir outros a Deus.

Até aquele momento, Studd testemunhara entre os próprios sócios e amigos. Contudo, depois de ouvir, na China, uma pregação na qual um missionário falara da necessidade de os servos de Deus agirem como pescadores de almas, tudo mudou. Ele sentiu que Deus o estava chamando. Embora seus amigos e parentes tentassem dissuadi-lo, Charles começou a considerar a pregação que ouvira e marcou uma reunião com o Pr. James Hudson Taylor, o diretor da missão no interior da China.

Rumo à China - A decisão de Studd foi seguida por mais seis amigos dele. Ao mesmo tempo em que o grupo se preparava, uma onda de conversões ocorria entre os estudantes das maiores Universidades da Grã-Bretanha, graças à missão fundada por Kynaston, anos antes. Alunos de Edimburgo, Londres, Oxford e Cambridge entregavam-se ao Senhor como jamais ocorrera antes. Eles se transformariam, anos depois, nos missionários que difundiriam a Palavra de Deus pelo mundo. Em pouco menos de dois meses, Studd e alguns amigos já estavam prontos para a viagem à China.

Lá, Charles Studd passou dez anos. Quando, finalmente, retomou à Inglaterra, ele foi convidado a visitar a América, onde Kynaston havia organizado um movimento evangelístico entre os estudantes locais. Durante aquela excursão, ele testemunhou o derramar de bênçãos poderosas em muitas faculdades e igrejas. Aquilo mexeu tanto com Studd, que ele iniciaria uma seqüência de viagens missionárias impressionante.

Missões na Índia e na África - De 1900 a 1906, Studd pastoreou uma igreja em Ootacamund, no Sul da Índia. Naquela região, diversos funcionários britânicos se converteram a Cristo. Depois de um rápido retomo à Inglaterra, ele partiu, em 1910, para o Sudão, na África. Studd ficara impressionado com o fato de a Palavra ser quase totalmente desconhecida na África Central, e lá fundou uma missão, a Heart of Africa Mission (Missão Coração da África).

Em sua primeira viagem ao Congo Belga*, em 1913, ele estabeleceu quatro missões em uma área habitada por oito tribos diferentes. A partir dali, Charles começaria a viajar sozinho — sua esposa ficara doente. Entretanto, o trabalho do Senhor e o chamado da família não mudaram. De sua casa, na Inglaterra, ela e as quatro filhas do casal coordenavam o ministério de Studd. Sua esposa era a responsável por missões em diversos países da África, do Oriente Médio e da China.

Ela fez uma última visita ao Congo em 1928, reviu o marido e faleceu pouco tempo depois. Em 1931, aos 70 anos, Charles Thomas Studd morreu, entretanto, até os seus últimos dias, ele pregou a salvação pela fé em Jesus Cristo, no campo missionário, em Málaga, na África. Foi, de fato, um gigante. Um herói da fé.

* (Até 1971, este país tinha o nome de Congo Belga. Depois, Mobuto Sese Seko o batizou com o nome de Zaire. Em 1997, passou a se chamar República Democrática do congo)

29 de março de 2011

Keith Green Obedecer é melhor que sacrificar




Keith Green foi um intenso e radical homem de DEUS.
Sua história contada por sua esposa e amigos próximos nos mostra como se entregou por completo a JESUS e nos abençoa e nos inspira a irmos além na relação com o SENHOR.
DEUS o levou ainda jovem, mas seu legado ainda vive através de suas canções e sermões.

http://vimeo.com/16560896   A HISTÓRIA DE KEITH GREEN

8 de janeiro de 2011

J. C. Ryle

J. C. Ryle (1816-1900) Bispo anglicano contemporâneo ao grande pregador Charles Haddom Spurgeon e que desponta como um dos mais eminentes representantes da fé genuína no século XIV. John Charles Ryle nasceu em Macclesfield, em 10/05/1816 e foi educado em Eton e no Christ Church, em Oxford. Ryle foi um apoiador da escola evangélica e um crítico do ritualismo. Totalmente dedicado à doutrina evangélica, Ryle não comprometia seus princípios. Foi um escritor prolífico, um pregador vigoroso e um pastor fiel. Estudando em Oxford, remou e jogou críquete; depois foi convidado a lecionar, o que declinou. Como filho de um rico banqueiro, estava destinado a uma carreira política, antes de ser chamado pelo Senhor da seara para o Seu ministério. Em 1838, Ryle foi despertado espiritualmente enquanto lia Efésios 2 na igreja. Foi ordenado bispo em Winchester em 1842. Por 38 anos pastoreou Helmingham e depois Stradbrooke, em Suffolk. Também foi líder do partido evangélico na Igreja da Inglaterra, destacando-se por seus escritos doutrinários e polêmicos. Em 1880, com 64 anos, tornou-se o primeiro bispo de Liverpool, pela recomendação do PM Benjamin Disraeli. Aposentou-se em 1900, aos 83 e morreu no mesmo ano, em 10/06. Ryle combinou seu espírito de liderança e sua vigorosa defesa evangélica com graça e amabilidade em seus relacionamentos pessoais. 




Um vasto número de homens e mulheres da classe trabalhadora frequentavam suas pregações e muitos foram levados à fé em Cristo. http://escoladeprofetasmic.wordpress.com/biografias/imagem-j-c-ryle/ Textos de J. C. Ryle (10 de Maio de 1816 - 10 de Junho de 1900) NÃO QUERO PERDOAR Em Mateus 18.21-35, o Senhor Jesus abordou um assunto de máxima importância — 

COMO DEVEMOS PERDOAR AS OFENSAS. 
Vivemos num mundo maligno, e é inútil esperar que consigamos escapar aos maus tratos, por mais cuidadosamente que nos comportemos. Saber como nos devemos comportar, quando somos maltratados, é algo importantíssimo para as nossas almas. Em primeiro lugar, o Senhor Jesus estabeleceu uma regra geral, de que devemos perdoar às outras pessoas o máximo. Foi Pedro quem apresentou a indagação: "Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?" E, como resposta, Jesus disse-lhe: "Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete". A regra aqui estabelecida, naturalmente, precisa ser interpretada com sobriedade. O nosso Senhor não quis dar a entender que as transgressões contra as leis da Terra e contra a boa ordem social devam ser desconsideradas e passadas em claro. Ele também não quis dizer que devamos permitir que as pessoas cometam furtos e assaltos com a impunidade. Tudo quanto Ele quis dizer é que devemos manter uma atitude geral de misericórdia, dispostos a perdoar aos nossos irmãos e semelhantes. Precisamos tolerar muita coisa e suportar muitas injustiças, ao invés de logo entrarmos em conflito com os nossos ofensores. Também devemos abrandar sobre muitas coisas, submetendo-nos a muitas imposições, antes de entrarmos em choque com outras pessoas. E, da mesma maneira, devemos repelir tudo quanto tenha aparência de malícia, de contenda, de vingança ou de retaliação. Sentimentos dessa ordem servem apenas para os incrédulos, pois são totalmente indignos de qualquer discípulo de Cristo. Quão mais abençoada seria a vida neste mundo, se essa norma ditada por nosso Senhor fosse mais largamente reconhecida e melhor obedecida! Quantas das desgraças que sobrevêm à humanidade são ocasionadas por disputas, querelas, acções judiciais e um aobstinada tenacidade quanto àquilo que os homens costumam intitular de "meus direitos"! Quantos conflitos entre os homens poderiam ser evitados, se ao menos os homens se dispusessem mais ao perdão, e desejassem mais que a paz imperasse! Nunca nos deveríamos esquecer que nenhuma fogueira pode continuar queimando sem lenha. Da mesma maneira, são necessárias duas pessoas para que comece uma briga. Portanto, que cada uma das duas pessoas resolva, pela graça de Deus, que não contribuirá para que a briga tenha início e prossiga. Antes, devemos resolver pagar o mal com o bem, e a maldição com a bênção, dissipando assim toda inimizade e transformando os nossos adversários em amigos (Rm 12.20). Era uma excelente qualidade de carácter do arcebispo Cranmer que, se alguém chegasse a ofendê-lo, certamente acabaria tornando-se amigo dele. Em segundo lugar, nosso Senhor supriu-nos dois poderosos motivos para exercitarmos um espírito perdoador. Jesus contou a história de um homem que devia uma enorme quantia ao seu senhor; mas, como não tinha "com que pagar", chegado o momento da prestação de contas, o seu senhor compadeceu-se dele "e perdoou-lhe a dívida". E Jesus continuou dizendo que esse mesmo homem, após haver sido perdoado, encontrando-se com um seu companheiro que lhe devia uma importância insignificante, recusou-se a perdoar-lhe. Além disso, aquele servo exigiu que o seu conservo fosse lançado no cárcere, não querendo perdoar-lhe a mínima parcela da dívida. Finalmente, conforme o Senhor Jesus ajuntou, o castigo sobreveio àquele servo cruel, que não se dispunha a perdoar. Porquanto, após ter-lhe sido mostrada misericórdia, ele também deveria ter-se mostrado misericordioso para com o seu semelhante. E o Senhor Jesus conclui a sua parábola com estas impressionantes palavras: “Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.” (Mt 18:35 ARC1995) Nesta parábola de Jesus fica patenteada a verdade que um dos motivos para perdoarmos aos nossos semelhantes deveria ser a lembrança de que todos precisamos ser perdoados diante de Deus. Dia após dia, caímos em muitas transgressões e ficamos muito aquém do que deveríamos ser, e "deixamos de fazer, e fazemos aquilo que não deveríamos fazer". Dia após dia, solicitamos de Deus misericórdia e perdão. As ofensas que outras pessoas têm praticado contra nós são coisas desprezíveis, em confronto com as nossas gravíssimas ofensas contra o Senhor. Sem dúvida alguma, não condiz com a nossa condição de pobres criaturas pecaminosas, como somos, mostrar-nos excessivamente severos, fazendo cobrança por causa de pequenas falhas que os nossos irmãos na fé cometem contra nós, ou mostrando-nos inclinados a não perdoá-los prontamente. Uma outra razão para que nos mostremos dispostos a perdoar às outras pessoas deveria ser a lembrança acerca do Dia do Juízo Final, por causa do padrão que será utilizado naquele dia, acerca de todos os que forem julgados. Naquele dia, não será dado perdão aos indivíduos que não se dispuseram a perdoar os seus semelhantes. Esses indivíduos, na verdade, não estão aptos para viver no Céu. Pois não seriam capazes de dar o devido valor a um lugar de habitação onde a "misericórdia" é o único título de posse, onde a "misericórdia"é o tema do cântico perene. Sem dúvida, se estamos planeando sermos um daqueles que estarão em pé, à direita de Jesus, quando Ele se sentar no Seu trono de Glória, então teremos de aprender a ser perdoadores, enquanto ainda estamos neste mundo. Que essas verdades lancem raízes profundas nos nossos corações. É um triste facto que tão poucos mandamentos cristãos estejam sendo postos em prática com tanta parcimónia e má vontade como o dever de perdoarmos ao próximo. E é entristecedor verificarmos quanto amargor de espírito, quanto falta de compaixão, quanto despeito, quanta dureza e quanta falta de gentileza se manifestam entre os homens. No entanto, poucos mandamentos são tantas vezes ressaltados, nas Escrituras do Novo Testamento, como esse. Mas, poucas outras falhas de carácter são capazes de fechar tão definitivamente a um homem as portas do Reino de Deus, como essa. Queremos dar provas de que realmente fomos reconciliados com Deus, lavados no sangue de Cristo, nascidos do alto pelo poder do Espírito Santo, e feitos filhos de Deus por adopção, em resultado da graça divina? Então não nos esqueçamos desse passo bíblico. Seguindo o exemplo dado por nosso Pai celestial, disponhamo-nos a perdoar os nossos ofensores. Porventura, fomos ofendidos por alguém? Que perdoemos o tal, agora mesmo. É conforme comentou Leighton: "Deveríamos perdoar pouco a nós mesmos, e muito aos outros". Pretendemos ser elementos benéficos à humanidade? Queremos exercer uma influência positiva sobre os nossos semelhantes, para que percebam quão excelente é a Religião Cristã? Então não nos esqueçamos dessa passagem. Indivíduos que não se importam com as doutrinas cristãs, podem compreender perfeitamente bem o temperamento perdoador de um crente. Queremos desenvolver-nos pessoalmente na graça, tornando-nos mais santos, em toda a nossa formação, e em todas as nossas palavras e obras? Então não nos esqueçamos dessa passagem. Coisa alguma entristece tanto o Espírito Santo e obscurece tanto a alma como deixar-se o indivíduo levar por um espírito rixoso e pelo temperamento que não se dispõe a perdoar (Ef 4:30-32). Fonte: http://www.apriscoonline.com


 CINCO MANEIRAS NAS QUAIS PODEMOS DANIFICAR O EVANGELHO 


 1. Podemos danificar o Evangelho por substituição. Se apenas desviarmos o olhar do pecador do grande objecto da fé de que fala a Bíblia, Jesus Cristo; e o substituímos por outro objecto em Seu lugar... E o dano parece. Substitua algo por Cristo, e o Evangelho acaba-se!... 

 2. Podemos danificar o Evangelho por adição. Se apenas adicionarmos algo a Cristo, o grande objecto da fé, apenas alguns outros objectos como igualmente dignos de honra, e o dano parece. Adicione algo a Cristo, e o Evangelho deixa de ser um Evangelho puro!...

 3. Podemos danificar o Evangelho por interposição. Se apenas empurrarmos algo entre Cristo e o olho da alma, para desviarmos a atenção do pecador do Salvador, e então o dano está feito... 

 4. Podemos danificar o Evangelho por desproporção. Se apenas anexarmos uma importância exagerada às coisas secundárias do Cristianismo, e uma importância atenuada às coisas primárias, e o dano parece. Uma vez alterada a proporção das partes da Verdade, e a Verdade será logo muito vacilante. 

 5. Podemos danificar completamente o Evangelho por direcções confusas e contraditórias. Declarações obscuras e complicadas a respeito da fé, do baptismo, de privilégios da Igreja, e dos benefícios da Ceia do Senhor... são quase tão maus como não dizer nada em qualquer caso. Fontes:1. J.C Ryle, “Evangelical Religion


” ONDE O MUNDO REINA NO CORAÇÃO 
  Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (1Jo 5:4 ARC1995) O que realmente crê em Cristo, vence o mundo. Um verdadeiro cristão não se deixa ser dirigido pelo mundo — pelas normas do bem e do mal, da verdade e do engano, que o mundo define. Ele é independente da opinião do mundo. Ele não se preocupa muito com o elogio do mundo. Ele não se comove pela censura do mundo. Ele não procura os prazeres do mundo. Ele não se afana em excesso pelas recompensas do mundo. O verdadeiro cristão põe o olho nas coisas que não se vêem. Ele vê um Salvador invisível, um julgamento vindouro e uma coroa de glória incorruptível. A contemplação destas coisas fá-lo pensar relativamente pouco neste mundo e no seu resplendor. Onde o mundo reina no coração, não há fé salvadora. O homem que se conforma habitualmente a este mundo, não tem o direito de se considerar um cristão! Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (1Jo 5:4 ARC1995) In “Where the world reigns in the heart” (J. C. Ryle, “Faith”)  

Sermões 1-LEMBRAI-VOS DA MULHER DE LÓ
(Lc. 17: 32)

J.C. Ryle

* * *


Há poucas advertências na Escritura mais solenes que esta. O Senhor Jesus Cristo nos diz, "Lembrai-vos da mulher de Ló."

A esposa de Ló professava a verdadeira religião: seu marido era um "homem íntegro" (2 Pedro 2:8). Ela deixou Sodoma com ele no dia da sua destruição; ela olhou para trás, em direção a cidade, em desobediência a ordem expressa de Deus; ela morreu imediatamente, transformando-se em uma estátua de sal. E o Senhor Jesus Cristo a utiliza como exemplo para Sua igreja; Ele diz: "Lembrai-vos da mulher de Ló".

É uma advertência solene, quando consideramos a pessoa que Jesus menciona. Ele não nos convida a lembrar de Abraão, ou Isaque, ou Jacó, ou Sara, ou Ana, ou Rute. Não! Ele escolhe alguém cuja alma estava perdida para sempre. Ele clama a nós: "Lembrai-vos da mulher de Ló".

É uma advertência solene, quando nós consideramos sobre o tema de Jesus. Ele está falando da Sua segunda vinda, quando virá julgar o mundo; Ele está descrevendo o estado terrível de despreparo no qual muitos serão achados. Os últimos dias estão na Sua mente, quando Ele nos diz: "Lembrai-vos da mulher de Ló".

É uma advertência solene, quando nós pensamos na Pessoa que a faz. O Senhor Jesus é amoroso, misericordioso e compassivo; Ele é Aquele que "não esmagará a cana quebrada nem apagará a torcida que fumega"(Is.42:3). Ele lamentou a incredulidade de Jerusalém e orou pelos homens que O crucificaram; contudo, Ele julga proveitoso nos dar esta advertência solene e nos fazer lembrar das almas perdidas. Ele nos diz: "Lembrai-vos da mulher de Ló".
É uma advertência solene, quando nós pensamos nas pessoas para as quais Ele, primeiramente, dirigiu estas palavras. O Senhor Jesus estava falando aos Seus discípulos; Ele não estava falando para os escribas e fariseus que o odiaram, mas a Pedro, Tiago e João, e muitos outros que O amaram; mesmo para esses, Ele julga proveitoso uma palavra de precaução. Ele os diz: "Lembrai-vos da mulher de Ló".
É uma advertência solene, quando nós consideramos a maneira que Ele falou. Ele não diz somente: "Cuidado! Não sejam como a mulher de Ló". Ele usa uma palavra diferente; Ele diz: "Lembrai-vos". Ele fala como se nós corrêssemos o perigo de esquecer o assunto; Ele incita nossas memórias preguiçosas; Ele nos ordena a manter o caso em nossas mentes. Ele clama: "Lembrai-vos da mulher de Ló".

Agora, consideremos os privilégios religiosos que a esposa de Ló desfrutou.

Nos dias de Abraão e Ló, a verdadeira religião salvadora era escassa na terra; não havia ainda a Bíblia, pastores, igrejas, credos ou mesmo missionários. O conhecimento de Deus estava limitado a algumas famílias agraciadas; a maior parte dos habitantes do mundo estava vivendo em escuridão, ignorância, superstição e pecado. Talvez não houvesse um em cem, que contasse com tal bom exemplo, ou com tal convivência espiritual, tal clareza de conhecimento e advertências tão claras como a esposa de Ló. Comparada com os milhões de criaturas do seu tempo, a esposa de Ló era uma mulher agraciada.

Ela teve um homem religioso como marido; ela teve Abraão, o pai da fé, como tio através do matrimônio. A fé, o conhecimento e as orações destes dois homens íntegros não poderiam ter sido desconhecidos dela. É impossível que ela pudesse ter morado em tendas com eles durante tanto tempo, sem saber de Quem eles eram e a Quem eles serviam. Religião para eles não era nenhum negócio formal; era o princípio governante das suas vidas e a razão de suas ações. Tudo isso a esposa de Ló deve ter visto e conhecido. Este não era um pequeno privilégio.

Quando Abraão recebeu as promessas, a esposa de Ló provavelmente estava lá. Quando ele construiu sua tenda entre Ai e Betel, é provável que ela estivesse presente ...; quando os anjos vieram a Sodoma e advertiram seu marido para fugir, ela os viu; quando eles os levaram pela mão e os conduziram para fora da cidade, ela era um daqueles que eles ajudaram a escapar. Mais uma vez, eu digo, estes não foram privilégios pequenos.

Contudo, quais foram os resultados positivos, de todos estes privilégios, no coração da esposa de Ló? Nenhum, nada. Apesar de todas as oportunidades e meios de graça, todas as advertências especiais e mensagens do céu, ela viveu e morreu sem a graça de Deus, sem Deus, impenitente e descrente. Os olhos do seu entendimento nunca foram abertos; sua consciência nunca foi realmente despertada ou estimulada; sua vontade nunca foi verdadeiramente trazida a um estado de obediência a Deus; suas afeições nunca foram fixadas nas coisas lá do alto. A forma de religião que ela teve foi mantida por conveniência e não por um verdadeiro sentir; era uma capa usada para agradar a seu marido, e não por qualquer senso de seu valor. Ela fez como outros ao redor dela na casa de Ló: ela se conformou aos costumes do seu marido; ela não fez nenhuma oposição à religião dele; ela se permitiu ser conduzida passivamente por ele; mas em todo tempo o seu coração estava em pecado diante de Deus. O mundo estava no seu coração, e o seu coração estava no mundo. Neste estado ela viveu, e neste estado ela morreu.

Em tudo isso há muito a ser aprendido. Eu vejo uma lição aqui que é da maior importância nos nossos dias. Você vive em tempos em que há muitas pessoas vivendo igual a esposa de Ló. Ouça pois, a lição que o caso dela nos ensina.

Aprenda que a mera possessão de privilégios religiosos não salvarão a alma de ninguém. Você pode ter vantagens espirituais de todo tipo; você pode viver e gozar das mais ricas oportunidades e meios de graça; você pode desfrutar da melhor pregação e das instruções mais verdadeiras; você pode morar no meio da luz, conhecimento, santidade e boa companhia. Tudo isso é possível; contudo, você ainda pode permanecer não convertido, e estar perdido para sempre.

Eu ouso dizer que esta doutrina parece dura a alguns leitores. Eu conheço a idéia de que eles não querem nada mais do que privilégios religiosos para decidirem ser cristãos. Eles não são o que eles devem ser no momento, eles concordam; mas a posição deles é tão difícil, eles argumentam, e suas dificuldades são tantas. Dê-lhes um cônjuge crente, ou amizades cristãs, ou um patrão crente; dê a eles a pregação do Evangelho, os privilégios, e então eles caminharão com Deus.

Tudo engano! Uma completa ilusão! Para salvar almas, é requerido muito mais do que privilégios. Joabe era o capitão de Davi; Geazi era o criado de Eliseu; Demas era companheiro de Paulo; Judas Iscariotes era discípulo de Cristo; e Ló teve uma esposa mundana e incrédula. Todos eles morreram em seus pecados. Eles baixaram à cova apesar do conhecimento, advertências e oportunidades; e todos eles nos ensinam que os homens necessitam não só de privilégios. Eles precisam da graça do Espírito Santo.

Vamos valorizar nossos privilégios religiosos, mas não vamos descansar completamente neles. Vamos desejar ter o benefício deles em nossas atividades, mas não vamos colocá-los no lugar de Cristo. Vamos usá-los com gratidão, se Deus no-los der, mas nos preocupemos em que eles produzam algum fruto em nosso coração e vida. Se eles não produzem o bem, eles seguramente causarão dano; eles cauterizarão a consciência, eles aumentarão a responsabilidade, eles agravarão a condenação. O mesmo fogo que derrete a cera endurece o barro; o mesmo sol que faz a árvore vivente crescer, seca a árvore morta e a prepara para queimar. Nada endurece mais o coração do homem, do que uma familiaridade estéril com as coisas sagradas. Mais uma vez eu digo, não são somente os privilégios que fazem as pessoas cristãs, mas a graça do Espírito Santo. Sem isso, nenhum homem jamais será salvo.

Eu peço aos que lêem esta mensagem hoje, que considerem bem o que eu estou dizendo. Você vai para a Igreja do sr. A ou B; você o considera um pregador excelente; você se deleita com seus sermões; você não pode ouvir nenhum outro com o mesmo conforto; você aprendeu muitas coisas desde que você começou a participar do seu ministério; você considera um privilégio ser um dos seus ouvintes. Tudo isso é muito bom. É um privilégio. Eu seria grato se ministros como o seu fossem multiplicados. Mas, afinal de contas, o que você recebeu no seu coração? Você já recebeu o Espírito Santo? Se não, você não é melhor que a esposa de Ló.

Eu peço para os filhos de pais crentes que gravem bem o que eu estou dizendo. Ser filhos de pais crentes é o mais elevado dos privilégios, pois torna-se o alvo de tantas orações. Realmente é uma bênção aprender o Evangelho na nossa infância, e ouvir falar de pecado, de Jesus, e do Espírito Santo, e santidade, e céu, desde o primeiro momento que podemos lembrar. Mas, cuidado para que vocês não permaneçam estéreis e infrutíferos no meio de todos estes privilégios; precavenham-se para que seus corações não permaneçam duros, impenitentes e mundanos, sem se quebrantar às muitas vantagens que vocês desfrutam. Vocês não poderão entrar no reino de Deus pelo crédito de seus pais. Vocês próprios têm que comer o Pão da Vida e ter o testemunho do Espírito nos seus próprios corações. Vocês têm que ter arrependimento próprio, fé própria e sua própria santificação. Se não, vocês não serão melhor que a esposa de Ló.

Eu peço a Deus que todos os cristãos professos destes dias possam aplicar estas coisas aos seus corações. Que nós nunca esqueçamos que os privilégios sozinhos, não podem nos salvar. Luz e conhecimento, pregações fiéis, meios abundantes de graça e a companhia de pessoas santas são todos grandes bênçãos e vantagens. Feliz aqueles que os tem! Mas no final de tudo, há uma coisa sem a qual privilégios são inúteis: a graça do Espírito Santo. A esposa de Ló teve muitos privilégios; mas não teve a graça de Deus em seu coração.




2- UM PECADOR NO CÉURyle serviu por quase 40 anos como ministro do Evangelho. Foi um escritor prolífico, um pregador vigoroso e um pastor fiel. Muitas de suas obras têm sido reeditadas e servido como fonte de instrução e consolo para o povo de Deus. A Editora Fiel publicou algumas de suas obras em português: o clássico “Santidade”; “Uma palavra aos moços”; “Fé genuína” e os quatro volumes de meditações nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.
Por um momento, suponha que você, destituído de santidade, tivesse a permissão de entrar no céu. O que você faria ali? Que possíveis alegrias sentiria no céu? A qual de todos os santos você se achegaria e ao lado de quem se assentaria? O prazer deles não é o seu prazer; os gostos deles não são os seus; o caráter deles não é o seu caráter. Como você poderia sentir-se feliz ali, se não havia sido santo na terra?
Talvez agora você aprecie muito a companhia dos levianos e descuidados, dos homens de mentalidade mundana, dos avarentos, dos devassos, dos que buscam prazeres, dos ímpios e dos profanos. Nenhum deles estará no céu.
Provavelmente, você ache que os santos de Deus são muito restritos, sérios e individualistas; e prefere evitá-los. Você não encontra nenhum prazer na companhia deles. Mas não haverá no céu qualquer outra companhia.
Talvez você ache que orar, ler a Bíblia e cantar hinos são realizações monótonas e estúpidas, coisas que devem ser toleradas aqui e agora, mas não desfrutadas. Você reputa o dia de descanso como um fardo, uma fadiga; provavelmente, você não gasta mais do que um pequeníssima parte deste dia na adoração a Deus. Lembre-se, porém, de que o céu é um dia de descanso interminável. Os habitantes do céu não descansam, noite e dia, clamando: “Santo, santo, santo é o Senhor, Deus todo- poderoso” e cantam todo o tempo louvores ao Cordeiro. Como poderia um ímpio encontrar prazer em uma ocupação como esta?
Você acha que um ímpio sentiria deleite em encontrar-se com Davi, Paulo e João, depois de ter gasto a sua vida na prática daquelas coisas que eles condenaram? O ímpio pediria bons conselhos a estes homens e acharia que tem muitas coisas em comum com eles? Acima de tudo, você acha que um ímpio se regozijaria em ver Jesus, o Crucificado, face a face, depois de viver preso nos pecados pelos quais Ele morreu, depois de amar os inimigos de Jesus e desprezar os seus amigos? Um ímpio permaneceria confiantemente diante de Jesus e se uniria ao clamor: “Este é o nosso Deus, em quem esperávamos… na sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is 25.9)? Ao invés disso, você não acha que a língua de um ímpio se prenderia ao céu de sua boca, sentindo vergonha, e que seu único desejo seria o ser expulso dali? Ele haveria de sentir-se estranho em um lugar que ele não conhecia, seria uma ovelha negra entre o rebanho santo de Jesus. A voz dos querubins e dos serafins, o canto dos anjos e dos arcanjos e a voz de todos os habitantes do céu seria uma linguagem que o ímpio não entenderia. O próprio ar do céu seria um ar que o ímpio não poderia respirar.
Eu não sei o que os outros pensam, mas parece claro, para mim, que o céu seria um lugar miserável para um homem destituído de santidade. Não pode ser de outra maneira. As pessoas podem dizer, de maneira incerta, que “esperam ir para o céu”, mas elas não meditam no que realmente estão dizendo. Temos de ser pessoas que possuem uma mentalidade celestial e têm gostos celestiais, na vida presente; pois, do contrário, jamais nos encontraremos no céu, na vida por vir.
Agora, antes de prosseguir, permita-me falar-lhe algumas palavras de aplicação. Pergunto a cada pessoa que está lendo este artigo: você já é uma pessoa santa? Eu lhe suplico que preste atenção a esta pergunta. Você sabe alguma coisa a respeito da santidade sobre a qual lhe estou falando? Não estou perguntando se você costuma ir regularmente a uma igreja, ou se você já foi batizado, ou se você recebe a Ceia do Senhor, ou se tem o nome de cristão. Estou perguntando algo muito mais significativo do que tudo isso: “Você é santo ou não?”
Não estou perguntando se você aprova a santidade nos outros, se você gosta de ler sobre a vida depessoas santas, de conversar sobre coisas santas, de ter livros santos em sua mesa, se você sabe o que significa ser santo ou se espera ser santo algum dia. Estou perguntando algo mais elevado: “Você mesmo é um santo ou não?”
E por que eu lhe pergunto com tanta seriedade, insistindo com tanto vigor? Faço isto porque a Bíblia diz: “Segui… a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Está escrito, não é minha imaginação; está escrito, não é minha opinião pessoal; é a Palavra de Deus, e não a do homem: “Segui… a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
Que palavras perscrutadoras e separadoras são estas! Que pensamentos surgem em meu coração, enquanto as escrevo! Olho para o mundo e vejo a maior parte das pessoas vivendo na impiedade. Olho para os cristãos professos e percebo que a maioria deles não têm nada do cristianismo, exceto o nome. Volto-me para a Bíblia e ouço o Espírito Santo: “Segui… a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
Com certeza, este é um versículo que tem de fazer-nos considerar nossos próprios caminhos e sondar nossos corações; tem de suscitar em nosso íntimo pensamentos solenes e levar-nos à oração.
Você pode menosprezar estas minhas palavras, dizendo que tem muitos sentimentos e pensamentos sobre estas coisas, mais do que muitos podem imaginar. Entretanto, eu lhe respondo: “Isto não é mais importante. As pobres almas no inferno fazem muito mais do que isto. O mais importante não é o que você sente e pensa, e sim o que você faz”.
Você pode argumentar: “Deus nunca tencionou que todos os cristãos fossem santos e que a santidade, conforme a descrevemos, é apenas para os grandes santos e para pessoas de dons incomuns”. Eu respondo: “Não posso encontrar este argumento nas Escrituras; e leio que ‘a si mesmo se purifica todo o que nele [em Cristo] tem esta esperança’” (1 Jo 3.3). “Segui… a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
Você pode argumentar que é impossível ser santo e, ao mesmo tempo, cumprir todos os nossos deveres nesta vida: “Isto não pode ser feito”. Eu respondo: “Você está enganado”. Isto pode ser feito. Tendo Cristo ao nosso lado, nada é impossível.Outros já fizeram isto. Davi, Obadias, Daniel e os servos da casa de Nero, todos estes são exemplos que comprovam isto.
Você pode argumentar: “Se nos tornássemos santos, seríamos diferentes das outras pessoas”. Eu res- pondo: “Sei muito bem disso. Mas é exatamente isso que você deve ser. Os verdadeiros servos de Cristo sempre foram diferentes do mundo que os cercava — uma nação santa, um povo peculiar. E você tem de ser assim, se deseja ser salvo!”
Você pode argumentar que a este custo poucos serão salvos. Eu respondo: “Eu sei disso. É exatamente sobre isso que nos fala o Sermão do Monte. O Senhor Jesus disse, há muitos séculos atrás: “Estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7.14). Poucos serão salvos, porque poucos se dedicarão ao trabalho de buscar a salvação. Os homens não renunciarão aos prazeres do pecado, nem aos seus próprios caminhos, por um momento sequer.
Você pode argumentar que estas são palavras severas demais; o caminho é muito estreito. Eu respondo: “Eu sei disso; o Sermão do Monte o disse”. O Senhor Jesus o afirmou há muitos séculos atrás. Ele sempre disse que os homens tinham de tomar a sua cruz diariamente e mostrarem-se dispostos a cortarem suas mãos e seus pés, se quisessem ser discípulos dEle. No cristianismo acontece o mesmo que ocorre em outros aspectos da vida: sem perdas, não há ganhos. Aquilo que não nos custa nada também não vale nada.

18 de novembro de 2010

OH Senhor Jesus, faz-me te amar novamente



Olha pra mim Senhor, meus ossos já envelheceram e ainda não o conheço de andar contigo...

Você se lembra desta palavra: MISSÕES



Missões, volta de Jesus, amar o próximo, isso soa tão careta aos nossos ouvidos que parece que dói os ouvidos ao escutar.
Senhor, não retira de mim o seu Espírito, tem misericórdia, porque sou pecador!