20 de agosto de 2011

Annie Johnson Flint - A poetisa do Senhor





A PAZ:
Pedi paz e imaginei calmaria sem fim, uma tranqüilidade sem pesares, sossego e repouso.
Acima de minha cabeça os céus escuros estavam, e os meus adversários tenazmente me atacavam.
Mas enquanto ventos fortes sopravam e continuava a batalha, senti perfeita paz, pois a voz de Deus ouvi e ela nunca falha Annie Flint

CRISTO, SÓ TEM AS NOSSAS MÃOS:
Cristo só tem nossas mãos para fazer seu trabalho hoje;
Somente tem nossos pés para fazer com que os homens sigam pelo seu caminho; somente dispõe de nossa língua para contar aos homens como morreu e não tem outra ajuda a não ser a nossa para levá-los ao seu coração.
Somos a única Bíblia que o mundo despreocupado lerá. Somos o Evangelho do pecador, o credo do fraudador, a mensagem suprema do Senhor que se expressa em obras e palavras, porém o que poderá ocorrer se o nosso caminho for tortuoso, se a nossa imagem está disforme, se nossas mãos estão ocupadas pelas tarefas que não são as suas, se nossos pés nos conduzem a atração do pecado, se nossas línguas falam coisas indignas de seus lábios?
Como devemos esperar ajudá-lo se não entramos em sua escola?

DEUS NÃO PROMETEU:
Deus não prometeu toda nossa vida, o céu sempre azul, e veredas floridas;
Não prometeu sol sem chuva alguma, alegria sem mágoa, paz sem dor nenhuma.
Ele não prometeu que viveríamos sem lutas e nem que a conquista seria sem labutas, Não nos disse que o fardo era breve, apenas falou que ele era leve.

Deus não prometeu caminhos fáceis de utopia,
Uma jornada tranqüila que dispensasse um guia;
Que nunca haveria montanhas rochosas e escarpadas,
Nunca haveria corredeiras para serem atravessadas.
Mas Deus prometeu descanso da labuta,
Força para o dia, graça para a luta,
Luz para o caminho, ajuda sem igual, compaixão infalível, amor imortal.
Fonte Luciio Vergel blogspot





Nossa poetisa rompeu a barreira dos séculos e continua a brilhar como uma estrela no céu até os dias de hoje. Qual seria o seu segredo? Ela escrevia com o coração e o seu coração estava cheio de Deus.

Perdendo seus amados pais ainda antes de completar seis aninhos, a pequena Annie desde cedo conheceu a dor da solidão e do abandono. Mas o Pai dos órfãos não a abandonou e deu a ela pais adotivos que a cuidaram como filha. Apesar do cuidado, Annie foi acometida por grave problema de artrite, que a levou a cadeira de rodas, ainda dos cedos anos de sua juventude, a pont o de ser internada na famosa clinica Nova Yorkina de Clifton Springs, de onde nunca mais saiu. Mas neste lugar, que recebia visita de um um sem número de pastores e missionários, nossa querida Annie conheceu Jesus e as profundezas de seu coraçào foram visitadas pela doce presença do Senhor e ela não pode mais para de louvar.
Esta artista celestial tirou água da rocha em pleno deserto, tal qual Moisés, em meio a dores, em um ambiente hospitalar, encontrou razões para exaltar o seu Rei e do fundo de sua alma compôs poemas que foram a delícia e o comforto de muitos e ainda hoje suas obras sào provadas pelo fogo e continuam brilhando como ouro.


Ele me deu mais graça, quando me viu sofrendo, Ele me deu mais força, quando me viu trabalhando. Aumentaram as aflições e Ele aumentou a misericórdia; multiplicaram as provas e Ele multiplicou a paz!

Seu amor não tem limites, Sua graça não tem fim; Seu poder não conhece barreiras. E Ele deu tudo isso ao homem que se entregar ao seu Filho Jesus.

Annie Johnson Flint

Alexander McLarem - O príncipe dos expositores






"A FÉ É A VISÃO DO OLHO INTERIOR"
Alexandre McLarem
 
 



o “Príncipe dos Pregadores Expositivos”
Alexander MacLaren, ministro batista escocês, de orientação calvinista, foi um dos mais famosos expositores das Sagradas Escrituras no seu tempo. Se o seu colega de denominação, Charles Haddon Spurgeon era denominado o “Príncipe dos Pregadores”, ele, por sua vez era denominado o “Príncipe dos Pregadores Expositivos.” Isto era porque diziam que ele tinha um martelhinho dourado com o qual batia no texto da Bíblia até dele obter as divisões para os seus sermões.


Alexander MacLaren nasceu em Glasgow, neste dia, 11 de fevereiro de 1826, e morreu em Manchester, em 5 de maio de 1910. Convertido aos 14 anos, durante uma reunião de avivamento, foi batizado em 1840. Estudou na Universidade de Glasgow e no Seminário Batista de Stepney (hoje Regents Park College)



Foi pastor da Igreja Batista em Portland, em Souhthampton, na Inglaterra, de 1846 a 1858, onde exerceu um ministério sobressalente e viu crescer em grande número os crentes da sua igreja. O mesmo aconteceu quando trabalhou na Igreja Union Chapel de Manchester durante os anos de 1858 a 1903. 

Os seus cultos não tinham nada de litúrgicos. As bases do seu ministério residiam na devoção da congregação e na direção do pastor. Foi  Presidente da União Batista  Mundial no ano de 1905. Viajou extensamente pela Grã-Bretanha, Austrália e pela América do Norte.
 


Casou-se em 1856 com a sua sobrinha Mariam McLaren e foi um casamento muito feliz. Singelo, humilde, estudioso, profundo, os seus sermões expositivos alcançaram tanta fama como os de C. H. Spurgeon. Alexander MacLaren é conhecido como o “Príncipe dos pregadores expositivos.” Cristocêntrico, conservador em teologia não interveio muito nas controvérsias que afetavam naquele tempo a sua denominação a respeito do modernismo teológico e das correntes liberais vindas da Alemanha. Esforçou-se por conseguir a união da denominação Batista com a Congregacional. Aprendeu a confiar em Deus e a esperar nEle em todas as circunstâncias.
 


A sua espiritualidade era a velha espiritualidade reformada evangélica expressa numa honesta interioridade: “A verdadeira adoração de um homem não é aquela que ele oferece no templo, mas a que ele oferece no profundo dessa pequena capela privada, onde ninguém mais assiste que ele próprio perante o seu Deus.”



Alexander MacLaren foi durante sessenta e cinco anos um ministro, inteiramente dedicado à sua vocação. Viveu certamente mais do que quase todos os grandes pregadores do seu tempo entre o seu estudo, o seu púlpito, e a sua escrita. Ele sujeitou a ação ao pensamento, o pensamento à elocução e esta ao Evangelho. A sua vida foi o seu ministério, o seu ministério era a sua vida.



Alexander MacLaren era alto, tímido, calado. Mas a sua vocação, “um consistente calvinista” como ele mesmo poderia ter dito, foi divinamente decretada. “Eu jamais tive qualquer dúvida quanto a ser um ministro”, disse ele. “Só tinha de o ser.” Na faculdade, foi exaustivamente ensinado no grego e no hebraico. Ele foi ensinado a estudar a Bíblia no original e é esta a razão fundamental do seu trabalho como distinto expositor bíblico e para o conteúdo bíblico da sua pregação. Antes de Maclaren ter acabado o seu curso de estudo, ele foi convidado para Portland Chapel em Southampton por três meses, e esses três meses tornaram-se doze anos. Ele começou lá o seu ministério em 28 de junho de 1846. O seu nome e a sua fama cresceram. O seu ministério caiu numa rotina calma, para a qual ele sempre foi grato: dois sermões ao domingo, na segunda-feira uma reunião de oração e um serviço religioso à quinta-feira com preleções. Os seus paroquianos pensavam dos seus sermões que ele lhes pregava como os melhores jamais pregados. Em abril de 1858, ele foi chamado para ser ministro na Union Chapel, em Manchester. Nenhum ministério poderia ter sido mais feliz. A igreja prosperou e um novo edifício teve de ser erguido para 1500 lugares, e cada lugar estava ocupado nos cultos. A sua fama como pregador espalhou-se por todo o mundo de fala Inglesa. O seu púlpito tornou-se o seu trono. Ele renunciou ao cargo de pastor, em 1905, depois de um ministério de quarenta e cinco anos. Ele amava Jesus Cristo com reverência, amor santo e viveu para torná-Lo conhecido. No seu sermão de despedida na União, ele disse: “Apagar-se a si mesmo é uma das primeiras tarefas do pregador.”

 

Alexander Maclaren começou o seu ministério num pequeno lugar, tranquilo e obscuro, onde podia passar muito tempo com a sua Bíblia. Levantava-se ao amanhecer e estudava nove a dez horas por dia.



Passava muito do seu tempo de estudo meditando pacientemente numa passagem da Escritura enquanto se mantinha em comunhão com o seu Autor. Chamava a isto a sua incubação do texto. A sua vida de oração acendia o combustível gasto nas suas horas de estudo. Diz-se que acostumava dizer: “Encontrei sempre que a minha própria eficácia na pregação esteve em direta proporção à frequência e à profundidade da minha comunhão diária com Deus.”



Num tempo quando muitos dos seus contemporâneos estavam aceitando as novas ideias céticas e da alta crítica quanto à Bíblia, ele continuou crendo firmemente na sua inspiração divina e que ela era o seu próprio e melhor expositor. Advertiu: “Estas opiniões não crescem, não são elaboradas por meio de um trabalho paciente, mas sim são incorporadas à mente do novo possuidor; são feitas à medida na Alemanha, ou em qualquer outro lugar, mas não na sua própria oficina. Precisamos recordar… os ais pronunciados sobre duas classes de profetas: Os “que furtam as minhas palavras, cada um ao seu companheiro”, e aqueles que profetizam nos seus corações, sem nunca terem visto ou ouvido voz alguma do alto. Temos de estar seguros de que estamos sobre os nossos pés e vemos com os nossos próprios olhos; e por outro lado temos de ver que a Palavra, nesse sentido mais profundo, não é a nossa mas de DEUS. Temos de tratar diretamente com Ele e suprimir o eu, para que Ele possa falar.”



“Às vezes somos céticos de quem se levanta cedo e trabalha até tarde.” Maclaren confessava francamente que uma hora de sonho em cada tarde era uma parte importante da sua rotina diária. Também dedicava um par de horas de cada dia a visitar os doentes e a fazer outras visitas especiais. Durante o seu ministério de 45 anos na “União Chapel” em Manchester, Inglaterra, punha de lado os eventos sociais e os repetidos convites para outros compromissos de pregação. Nada o podia desviar de preparar as suas exposições bíblicas para os 2 000 ouvintes sedentos que se amontoavam para escutar o Evangelho.

Como “o pregador dos pregadores” da Inglaterra, Maclaren é conhecido pela sua obra “Expositions of the Holy Scritptures” (Exposição das Sagradas Escrituras.)

Resumindo a sua vida, dela disse Alexander Maclaren: “A minha obra foi… pregar a Jesus Cristo como o Rei da Inglaterra e o Senhor de todas nossas comunidades, e o Salvador e Amigo da alma individual.” 

Carlos António da Rocha
Tudo o sabemos sobre a vida se resume em ajudar e repartir. Aquele que retém certamente perderá. A verdadeira amizade só cresce quando é usada."
Alexander MacLaren
 


Ele também era conhecido por tirar seu chinelo de manhã e calçar suas botas de trabalho enquanto preparava o sermão para noite, somente para lembrar o trabalho duro que iria ter no púlpito.

Também ele falou: “Ó irmãos, se realmente crêssemos, nào como um artigo de nosso credo, o qual se torna tão familiar que já nào nos impressiona mais; porém como uma convicção vital e sempre presente em nossas almas - que conosco sempre houve a presença real de Cristo - como seriam aliviados os nossos fardos e acalmadas todas ao nossas preocupaçòes.! Um Cristo presente é a força, a justiça, a paz, a alegria e a vida de cada alma cristà. “

Alexander Mackay - O meu coração queima pela África



“Meu coração queima pela salvação da África e se vocês puderem me enviar para algumas daquelas regiões que Livingstone e Stanley encontraram debaixo do jugo dos mercadores de escravos eu ficarei muito feliz”

“Senhor, nos ajude a sondar meu coração e a me humilhar perante ti. Dá-me Senhor mais fé, mais sinceridade, mais determinaçào e mais amor para que eu possa andar em sua presença”

Sobre a África, ele escreveu: “ Vocês filhos da Inglaterra, aqui está um campo para vocês gastarem suas forças. Tragam com vocês seus melhores estudos e seus melhores talentos. Você encontrará espaço para exercitar cada um deles. Você homem de Deus, que resolveu devotar sua vida para a cura da alma dos homens aqui está o campo ideal para você. Um lugar onde não se ganha membros de igrejas mas se conquista pessoas para o Salvador, os quais, de outra maneira serão condenados, por isso desafio você a deixar o seu trabalho, largar o seu barco e vir participar da colheita desta seara que já se encontra madura. Roma está vindo cada vêz mais forte com a sua salvação pelos sacramentos e sua religiào de ordenanças da carne. Nós porém queremos homens que preguem sobre Jesus
E sua ressurreiçào. Deus é Espírito , portanto deixem vir todos aqueles que crê, para que ele lance fora toda dúvida e venha ensinar este povo a adorar em Espírito e verdade“.
Esta foi sua última pregação em Lago Vitória em 02-01-1890

Fonte: wholesomewords.org

Robert Murray McCheine - O jovem puritano que sacudiu a Escócia com sua fé





"Um homem é o que ele é de joelhos diante de Deus, e nada mais do que isso"

Mccheine
" Para cada olhar para você, dê dez olhares para Jesus"


" O cristão é uma pessoa que cujo exemplo de vida leva outros a acreditarem em Deus"



"Acordo de manhã para buscar a Deus e encontrar aquele a quem eu amo. Quem não levantaria cedo para desfrutar de uma companhia assim?

"Muitas das pessoas de Deus são contentes por serem salvas do inferno que está longe, mas elas não são tão ansiosas para serem salvas do inferno que está perto delas "



PENSAMENTOS SELECIONADOS:             ♥Sempre que vejo uma tabuleta: "Autorizado a vender bebidas alcoólicas" penso que se trata de uma licença para arruinar almas.                                                                                                ♥ O brilho do sol é sempre mais doce depois que conhecemos as sombras; você sentirá essa mesma doçura ao voltar para Jesus.                                                                                                                                                                                                ♥Devo gastar as melhores horas do dia em comunhão com Deus. É a minha ocupação mais nobre e mais frutífera, e não deve ser colocada em segundo plano.                                                                                                                                                                                    ♥A marca registrada de um hipócrita é ser cristão em todo lugar, menos em casa.                                                                                                                                                          ♥O que Deus abençoa não é tanto os grandes talentos, mas a grande semelhança com Jesus. Um ministro santo é uma arma terrível na mão de Deus.                                                                                                            ♥Se o evangelho agradasse ao homem carnal, então, deixaria de ser evangelho.                                                                                                                                                                ♥Ó minha alma! tu estás contente em receber o evangelho somente em palavra? Pode um faminto ser alimentado somente com o aroma do alimento? Ou pode um mendigo tornar-se rico somente ouvindo o tilintar do dinheiro? E pode a minha alma faminta encontrar descanso pelo ouvir dos címbalos do evangelho?                                                                                                                                                                                          ♥Oh! por uma humildade verdadeira, não fingida! Sei que tenho motivos para ser humilde; não obstante, não conheço nem metade desses motivos. Sei que sou orgulhoso, e mesmo assim não conheço nem metade desse orgulho.                                                                                                                                                          ♥Quando você está lendo um livro em um quarto escuro e acha isto difícil, leva-o para perto de uma janela para receber mais luz. Da mesma forma, leve sua Bíblia a Cristo.                                                                                                                                                                                  ♥Ore por mim, para que eu possa ser santo e sábio.                                                                                                              ♥Se eu pudesse ouvir o Cristo orando por mim na sala ao lado, eu não teria medo nem de um milhão de adversários. No entanto, a distância não faz diferença. Ele está orando por mim.



"É uma clara marca da graça o desejar mais."

"Se eu ouvisse Cristo orando por mim no quarto ao lado eu não temeria lutar contra um milhão de demônios. Ouço então: A distância não faz diferença! Ele está orando por mim!
Robert Mccheine




Era inverno. Sentados próximo ao fogo, dois pedreiros estavam dedicados a sua tarefa. De repente, um desconhecido aproximou-se deles, desceu do cavalo e, imediatamente, passou a conversar sobre o estado espiritual da alma deles. Servindo-se das vivas chamas da fogueira como ilustração, o jovem desconhecido pregou verdades alarmantes. Com profunda surpresa, os pedreiros exclamaram: “Você não é um homem como os demais!” Ao que o desconhecido — que era Robert McCheyne — respondeu: “Eu sou, simplesmente, um homem como os demais”.Parece que, tanto a leitura dos sermões de McCheyne quanto de sua biografia, fazem brotar do coração do leitor a mesma exclamação dos pedreiros: que, certamente, Robert McCheyne não foi um homem como os demais. Seu ministério, certamente muito breve, tornou-se uma das luzes mais brilhantes do evangelho na Escócia. Pureza doutrinária e fervor evangélico impregnaram por completo a pregação desse grande servo de Deus. Em McCheyne encontramos aquela característica tão sublime — e muito rara, infelizmente — de uma harmoniosa correspondência entre pregação e vida. A vida de McCheyne, que alguém definiu como “um dos mais belos exemplos da obra do Espírito Santo”, foi caracterizada por um alto grau de santidade e consagração.Robert Murray McCheyne nasceu em Edimburgo em 29 de maio de 1813, numa época em que os primeiros resplendores de um grande ressurgimento espiritual tinham lugar na Escócia. Entre os preparativos secretos com que Deus contava para derramar sobre Seu povo dias de verdadeiro e profundo refrigério espiritual se achava o nascimento do mais jovem dos cinco filhos de Adam McCheyne.

Já desde a infância, Robert deu mostras de possuir uma natureza doce e afável, ao mesmo tempo em que todos podiam apreciar nele uma mente ágil e uma memória prodigiosa. Com a idade de quatro anos, enquanto se recuperava de uma enfermidade, Robert fez do estudo do hebraico e do grego seu passatempo favorito. Com oito anos, ingressou na escola superior para passar, anos mais tarde, para a Universidade de Edimburgo. Em ambos centros de ensino, distinguiu-se como estudante privilegiado, de forma especial nos exercícios poéticos. Ele é descrito como tendo boa estatura, cheio de agilidade e vigor, ambicioso, ao mesmo tempo em que era nobre em sua disposição, evitando qualquer forma de engano em sua conduta. Alguns consideravam que ele possuía, de forma inata, todas as virtudes do caráter cristão; mas, segundo seu próprio testemunho, aquela pura moralidade exterior por ele exibida nascia de um coração farisaico e, exatamente como muitos de seus companheiros, ele se empenhava para encher sua vida de prazeres mundanos.
A morte de seu irmão David causou uma profunda impressão em sua alma. Seu diário contém numerosas alusões a esse fato. Anos mais tarde, escrevendo a um amigo, Robert disse: “Ora por mim, para que eu possa ser mais santo e mais sábio, menos como eu mesmo sou e mais como meu Senhor é (…) Hoje fazem sete anos que perdi meu querido irmão, mas comecei a encontrar o Irmão que não pode morrer”.
A partir desse fato, sua terna consciência despertou para a realidade do pecado e das profundezas de sua corrupção. “Que infame massa de corrupção eu tenho sido! Vivi uma grande parte de minha vida completamente separado de Deus e para o mundo. Entreguei-me completamente ao gozo dos sentidos e às coisas que perecem ao meu redor”.
Do mesmo modo que outros grandes servos de Deus, McCheyne tinha uma clara consciência da radical seriedade do pecado. A compreensão clara da condição pecadora do homem era para ele requisito imprescindível para fazer com que o coração sentisse a necessidade de Cristo como único Salvador e também era uma experiência necessária para uma vida de santidade. Seu diário dá testemunho de quão severo era no juízo que fazia de si mesmo. “Senhor, se nenhuma outra coisa pode livrar-me de meus pecados a não ser a dor e as provas, envia-mas, Senhor, para que eu possa ser livrado de meus membros carregados de carnalidade”. Mesmo nas mais gloriosas experiências do crente, McCheyne podia descobrir traços de pecado; por isso, disse em certa ocasião: “Até mesmo nossas lágrimas de arrependimento estão manchadas de pecado.”
.
Suas próprias palavras apresentam melhor sua estima pelo estudo e, ao mesmo tempo, revelam o espírito de oração que, segundo McCheyne, devia sempre acompanhá-lo: “Esforça-te em teus estudos”, escreveu a um jovem estudante em 1840. “Dá-te conta de que estás formando, em grande parte, o caráter de teu futuro ministério. Se adquirires agora hábitos de estudo marcados pelo descuido e a inatividade, nunca tirarás proveito do mesmo. Faz cada coisa a seu tempo. Sê diligente em todas as coisas; aquilo que valha a pena fazê-lo, faze-o com todas as forças. E, sobre todas as coisas, apresenta-te diante do Senhor com muita freqüência. Não tentes nunca ver um rosto humano enquanto não tiveres visto primeiro o rosto Daquele que é nossa luz e nosso tudo. Ora por teus semelhantes. Ora por teus professores e companheiros de estúdio.” A outro jovem escreveu: “Cuidado com a atmosfera dos autores clássicos, pois ela é, na verdade, perniciosa; e tu necessitas muitíssimo, para contestá-la, o vento sul que se respira das Escrituras. É certo que devemos conhecê-los — mas da mesma forma como o químico experimenta as substâncias tóxicas — para descobrir suas qualidades e não para envenenar com eles teu sangue.” E acrescentou: “Ora para que o Espírito Santo faça de ti não somente um jovem crente e santo, mas para que te dê também sabedoria em teus estudos. Às vezes, um raio da luz divina que penetra a alma pode dar suficiente luz para aclarar maravilhosamente um problema de matemática. O sorriso de Deus acalma o espírito e a destra de Jesus levanta a cabeça do descaído, enquanto Seu Santo Espírito aviva os efeitos, de modo que mesmo os estudos naturais vão um milhão de vezes melhor e mais facilmente.”
No dia 1o. de julho de 1835, Robert Murray McCheyne obteve, do presbitério de Annan, licença para pregar.. Em sua pregação, fazia com que os outros participassem de sua vida interior, como de sua alma, à medida que crescia na graça e no conhecimento do Senhor e Salvador. Começava o dia muito cedo cantando salmos ao Senhor. A isso se seguia a leitura da Palavra para a própria santificação. Nas cartas de Samuel Rutherford [a serem publicadas por esta editora] encontrou uma mina de riquezas espirituais. Entre outros livros que apreciava ler estavam: Chamamento aos Inconversos, de Richard Baxter, e A Vida de David Brainerd, de Jonathan Edwards.
Em novembro de 1836, foi ordenado pastor na igreja de São Pedro, em Dundee. Permaneceu como pastor dessa congregação até o dia de sua morte. A cidade de Dundee, como ele mesmo deixou escrito, “era uma cidade dada à idolatria e de coração duro”. Mas não havia nada em suas mensagens que buscasse o agrado do homem natural, pois não estava em seu coração buscar o beneplácito dos inconversos. “Se o evangelho agradasse ao homem carnal, então, deixaria de ser evangelho”. Estava profundamente persuadido de que a primeira obra do Espírito Santo na salvação do pecador era a de produzir convicção de pecado e de trazer o homem a um estado de desespero diante de Deus. “A menos que o homem seja posto no nível de sua miséria e culpa, toda a nossa pregação será vã. Somente um coração contrito pode receber a um Cristo crucificado”.
Sua pregação era caracterizada por um elemento de declarada urgência e alerta. “Que Deus me ajude sempre a falar-vos com clareza. Mesmo a vida daqueles que vivem mais anos é, na verdade, curta. No entanto, essa vida curta que Deus nos deu é suficiente para que busquemos o arrependimento e a conversão, pois logo, muito logo, passará. Cada dia que passa é como um passo a mais em direção ao trono do juízo eterno. Nenhum de vós permanece imutável; talvez estejais dormindo; não importa, pois a maré do tempo que passa vos está levando mais para perto da morte, do juízo e da eternidade”.

Ao seu profundo amor pela almas se somava uma profunda sede de santidade de vida. Escrevendo a um companheiro no ministério, disse: “Acima de todas as coisas, cultiva teu próprio espírito. Tua própria alma deveria ser o principal motivo de todos os teus cuidados e desvelos. Mais que os grande talentos, Deus abençoa àqueles que refletem a semelhança de Jesus em sua vida. Um ministro santo é uma arma terrível nas mãos de Deus”. McCheyne talvez pregasse com mais poder com sua vida do que com suas mensagens, e ele sabia bem, como nos disse seu amigo Andrew Bonar, que “os ministros do Evangelho não só devem pregar fielmente, mas também viver fielmente”.
Durante sua ausência, o Espírito Santo começou a operar um maravilhoso avivamento na Escócia. Este avivamento começou em Kilsyth sob a pregação do jovem pastor W. C. Burns, que havia substituído McCheyne enquanto durava sua convalescença. Num curto espaço de tempo, a força do Espírito Santo, que impulsionava o avivamento, se deixou sentir em muitos lugares. Em Dundee, onde os cultos se prolongavam até tarde da noite todos os dias da semana, as conversões foram muito numerosas. Era como se toda a cidade houvesse sido sacudida pelo poder do Espírito.
“Em todas as partes onde chegava a notícia de sua morte”, escreveu Bonar, “o semblante dos crentes se enchia de tristeza. Talvez não tenha havido outra morte que impressionasse tanto aos santos de Deus na Escócia como a deste grande servo de Deus que consagrou toda a sua vida à pregação do evangelho eterno. Com freqüência, ele costumava dizer: ‘Vivei de modo que, um dia, sintam de vós saudades’, e ninguém que houvesse visto as lágrimas que se verteram por ocasião de sua morte teria dúvidas em afirmar que sua vida havia sido o que ele havia recomendado a outros. Não tinha mais do que 29 anos quando o Senhor o levou.
“No dia do enterro, foram suspensas todas as atividades em Dundee. Do lugar do velório até o cemitério, todas as ruas e janelas estavam abarrotadas de uma grande multidão. Muitas almas se deram conta naquele dia de que um príncipe de Israel havia caído, enquanto muitos corações indiferentes experimentaram uma terrível angústia ao contemplar o solene espetáculo.
“O túmulo de Robert McCheyne ainda pode ser visto na parte nordeste do cemitério que circunda a igreja de São Pedro. Ele se foi para as montanhas de mirra e para as colinas de incenso, até que desponte o dia e fujam as sombras. Terminou sua obra. Seu Pai celestial não tinha para ele nenhuma outra planta para regar nem outra vide para cuidar, e o Salvador, que tanto o amou em vida, agora o esperava com Suas palavras de boas-vindas: ‘Bem está, servo bom e fiel. (…) Entra no gozo do teu senhor’ (Mateus 25.21)”

O ministério de Robert McCheyne não terminou com sua morte. Suas mensagens e cartas, com sua biografia escrita por seu amigo Andrew Bonar, são ricos instrumentos de bênção para muitas almas.
(Traduzido por Francisco Nunes de Mensajes Bíblicos, de Robert Murray McCheyne, publicado por The Banner of Truth Trust. (c) 1961 The Banner of Truth Trust, para Editora dos Clássicos.)

Issac Backus - Grande líder batista do século XIX

Isaac Backus, um dos principais oradores do “púlpito da Revolução Americana.” Muitas vezes posto ao lado de figuras como Roger Williams, John Leland, Thomas Jefferson, e James Madison, Isaac Backus é uma das “personagens mais proeminentes na instituição da liberdade de consciência na América.” Seu comprometimento com a liberdade de consciência e de ação é melhor articulada nos seus sermões publicados em 1773, sob o título “Um apelo ao público para a liberdade religiosa contra as opressões dos dias de hoje” Em 1766, Isaac Backus (1724- 1806), o grande líder batista dos Estados Unidos, escreveu à sua geração: A Nova Inglaterra foi antigamente um lugar famoso por seu cristianismo, em geral, e pela adoração familiar, em particular. Mas, recentemente, a negligência do culto familiar, bem como dos deveres espirituais, tem crescido entre nós; e isso tem causado muita tristeza aos piedosos. No entanto, não tenho visto nenhum artigo ser publicado a respeito deste assunto, por muitos anos... Nestes dias, grande número de pessoas foi notavelmente despertado, em várias partes de nossa terra; pessoas que foram educadas sob negligência para com a oração familiar e que ainda estão desorientadas quanto à autoridade bíblica para esta prática diária.3

Bill Brigth - Fundador da cruzada de campo para Cristo



“Nenhum segmento da sociedade é mais estratégico e está em maior necessidade de oração do que os pastores e suas famílias. Eles urgentemente e desesperadamente precisam de seu amor, encorajamento e oração."


Foto de Bill com Billy Graham


A Cruzada de Campo para Cristo
Olhando tudo o que e ste homen fez, certamente podemos dizer que o poder do Altíssimo estava com ele, como ele mesmo nos conta:
“Lá pela meia noite, quando eu estudava grego com meu colega seminarista Hugh Brom de repente, sem nós esperarmos eu senti a presença de Deus como nunca havia sentido antes…e isto durou apenas alguns segundos, e de repente eu tive a nítida revelação, como que fosse escrita em um pergaminho do que eu deveria fazer pelo reino de Deus em minha vida”



Uma das instruções era para eu deixar o seminário e apesar de estar tão perto de me formar eu obedeci o que cri ser a orintaçào do Senhor. Depois de algumas semanas, Bill e sua esposa Vonette começaram a trabalhar com intelectuais em Los Angeles e em 1951 eles fundaram a Cruzada de Campo para Cristo, um evangelismo, um ministério de evangelismo e discipulado que em 1992 já contava com 30.000 pessoas trabalhando em tempo integral como empregados e voluntários servindo mais de 138 paises. Milhares de estudantes se converteram debaixo deste ministério. Em 1965 Bill escreveu seu famoso tratado evangelistico: As quatro leis espirituais e anos depois iniciou outro grande projeto: O filme Jesus, que foi traduzido para centenas de outras linguas e mostrado para milhões de pessoas ao redor do mundo, ganhando incontáveis vidas para Jesus.

19 de agosto de 2011

Samuel Logan Brengle o homem santo do Exército da Salvação




"Nenhum trabalho foi jamais alcançado sem grande abandono das coisas ao nosso redor."

"Justiça é conformidade com a divina lei, santidade é a conformidade com a Divina Natureza"
"Na escola de Deus nós aprendemos a discernir o coração ao invés da mente e agir com fé ao invés da lógica."


"Nós não podemos produzir frutos celestiais a não ser que estejamos na árvores celestial."

"Existem três ministérios aos quais nós fomos chamados: O ministério do serviço, o ministério do sacrifício e o ministério do sofrimento."


"Um ganhador de almas, para ter sucesso não pode estar ansioso sobre a vida financeira, mas precisa rir diante dos ataques do diabo e de todos os seus temores e crer que Deus é poderoso para suprir a cada uma das necessidades

 Não tem barganhas,se espera alcançar algo de Deus,santifique-se de coração e não de aparência, porque o Senhor vê além!

Quando completou 70 anos de idade, Samuel Logan Brengle, assim se expressou: "Ainda que a neve de 70 invernos esteja sobre a minha cabeça, o brilho do sol de 70 verões está no meu coração!"
"Se o rainha da Inglaterra fosse ao castelo de Windsor, os servos não ficariam indiferentes sem fazer alguma coisa, nem procurariam mostrar-se ocupados em excesso; cada um deles ficaria em seu próprio posto e aguardaria com ansiedade a chegada da rainha. É isso o que quero dizer por esperar em Deus. Você nunca poderá cuidar demais de sua própria alma, nem deixe que alguém o afaste deste intento através de súplicas ou zombarias.Seria bem tolo se um lenhador pensasse que por ter tanta lenha para cortar, não tinha tempo para afiar o seu machado. Seria inútil o criado que,indo à cidade comprar certas coisas para seu patrão devido à pressa, não procurasse saber o que deveria comprar e dele receber o dinheiro necessário. Pior, muito pior,é aquele que procura fazer a obra divina sem a orientação e as forças de Deus.
Arranje tempo.Perca o café da manhã se for necessário, porém busque tempo para esperar em Deus, e quando ele vier e o abençoar, vá então aos infelizes que estão ao seu redor e derrame sobre eles as riquezas de gozo, amor e paz que Deus lhe tem dado.entretanto, não vá a eles antes de estar certo que está indo no poder de Deus."

Quando adolescente,foi salvo durante um encontro de avivamento e começou uma vida de dedicação ao Senhor. Após a morte de sua mãe matriculou-se no que é hoje conhecida como Universidade DePauw em Greencastle, Indiana. Lá era um estudioso excepcional e, enquanto um número de oportunidades foram abertas, sentiu que sua vocação era para ser um pregador e assim seguir na universidade, ele se tornou um pregador da Igreja Metodista. Mais tarde, foi encorajado a estudar teologia e assim se matriculou no Seminário Teológico de Boston . Foi nesse seminário que ele foi exposto ao ensino da santidade e, posteriormente, alegou a experiência de sua própria vida.
Depois de sua formatura, ele recebeu ofertas para pastor de algumas das maiores igrejas metodistas os EUA. No entanto, ele recusou, quando se tornou interessado no trabalho do Exército de Salvação. Ele tinha ouvido falar de William Booth, e foi atraído para o seu ministério e missão e que desejava viajar para a Inglaterra para atender seus serviços de voluntariado para o fundador do Exército da Salvação. Ele também conheceu uma jovem salvacionista com o nome de Elizabeth Swift e pediu sua mão em casamento.

Quando ele chegou na Inglaterra e conheceu o Fundador,Booth não tinha certeza se Brengle iria aderir à disciplina da Exército da Salvação. No entanto, ele foi aceito para o treinamento.Uma de suas primeiras tarefas foi escurecer e dar brilho as botas de seus colegas cadetes, um trabalho que foi considerado servil. Ao invés de reclamar, ele lembrou-se do fato de seu Salvador lavar os pés dos discípulos. Ele assumiu todas as tarefas, de vender o grito de guerra para a pregação nas ruas com humildade, igualdade e zelo.
Com um ministério que alcançou milhares de vidas, desde os mais nobres aos mais humildes.Brengle finalmente foi promovido à glória,há 75 anos atrás, em St Petersburg, Florida, EUA, em 20 de Maio de 1936, o então líder internacional do Exército de Salvação, General Evangeline Booth, escreveu um tributo que falou eloqüentemente da dívida que o Exército sempre deve a este guerreiro santo de Deus: "Em todas as partes do mundo ele fez luzes para queimar, que nunca irão se extinguir."
Fonte:
http://langtlangunau.blogspot.com/2010/02/brengle-institute.html

Ganhadores de almas e suas orações: Samuel Logan Brengle

“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5.16).
Todos os grandes ganhadores de almas foram pessoas de oração intensa e poderosa, assim como todos os grandes avivamentos foram precedidos e acompanhados por trabalho árduo, de joelho, perseverante e determinado, no quarto de oração.
Paulo orava sem cessar. Dia e noite, suas orações, súplicas e intercessões subiam a Deus (At 16.25; Fp 1.3-11; Cl 1.3,9-11).
O batismo no Espírito e as três mil conversões em um só dia foram precedidos por dez dias de oração e adoração, por períodos de sondar o coração e investigar a Palavra. Mesmo depois, continuaram em oração até que, num outro dia, cinco mil se converteram e“muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (At 2.4-6; 4.4; 6.4-7).
Lutero costumava orar três horas por dia, e quebrou o jugo opressor de séculos, libertando nações inteiras.
John Knox passava noites em oração e clamava a Deus, dizendo: “Dá-me a Escócia, senão eu morro!”. E Deus lhe deu a Escócia.
Richard Baxter, um puritano inglês do século 17, marcava as paredes do quarto com o hálito de suas orações, e colocou em movimento ondas de salvação que passaram por toda a nação.

Vez após vez, John Wesley, em seus diários (que só perdem para o livro de Atos em matéria de relatos vívidos) conta sobre períodos de metade da noite ou de noite inteira em oração. Como resultado, Deus visitava multidões e as abençoava além de qualquer expectativa. Ele e seus ajudantes foram capacitados sobrenaturalmente a resgatar a Inglaterra do paganismo e a trazer um avivamento de paixão pura e agressiva por Deus a várias partes do mundo.
David Brainerd ficava prostrado no chão congelado à noite, envolto numa pele de urso, cuspindo sangue e clamando a Deus para salvar os índios. O Senhor o ouviu e convertia os pobres, ignorantes, briguentos e embriagados nativos às dezenas e centenas, levando-os a uma vida limpa e santificada.
Na véspera do dia em que Jonathan Edwards pregou o maravilhoso sermão que desencadeou o avivamento que abalou a região da Nova Inglaterra, ele e vários outros passaram a noite em oração.
Um jovem chamado John Livingston, na Escócia, foi designado para pregar numa das grandes assembleias. Sentindo sua total debilidade, ele passou a noite em oração. No dia seguinte, sua pregação resultou na conversão de 500 pessoas. Glória a Deus! Oh, meu Senhor, levanta pessoas que orem hoje dessa mesma forma!

Charles Finney orava até comunidades inteiras serem conquistadas pelo poder do Espírito de Deus, e as pessoas não conseguirem resistir à extraordinária influência divina. Numa determinada ocasião, ele ficou tão esgotado pela intensidade de seu trabalho no ministério que amigos o obrigaram a se afastar um pouco e fazer uma viagem à região do Mar Mediterrâneo. Mesmo assim, ele permaneceu tão focado na conversão dos perdidos que não conseguiu descansar. Logo que retornou, uma agonia de alma em favor da evangelização do mundo tomou conta de todo o seu ser. A intensidade dessa agonia foi crescendo a ponto de levá-lo a passar o dia inteiro em oração. À noite, veio o descanso e a segurança no espírito de que Deus mesmo levaria essa tarefa adiante.

Quando chegou a Nova York, ele fez uma série de pregações chamadas Palestras sobre avivamento (Revival Lectures), que foram publicadas e distribuídas nos Estados Unidos e em vários outros países, resultando em avivamentos por toda parte. Mais tarde, seus escritos caíram nas mãos de Catherine Booth e a influenciaram tremendamente. Podemos dizer que o Exército de Salvação foi em parte uma resposta de Deus às orações insistentes e súplicas agonizantes de Finney para que Deus glorificasse seu próprio nome e redimisse o mundo.
Um jovem evangelista nos Estados Unidos, há pouco tempo, estava sendo poderosamente usado por Deus. Em todos os lugares que pregava, um tornado de avivamento chegava junto, varrendo a região com o poder de Deus e trazendo conversão a centenas de pessoas. Fiquei curioso por descobrir onde residia o segredo de tamanho poder; pouco depois, uma senhora que costumava hospedá-lo revelou que ele orava incessantemente. Era difícil tirá-lo de suas intensas lutas espirituais para tomar refeições.
Antes de entrar no Exército de Salvação, eu estava conversando certo dia com Dr. Cullis, de Boston, um homem de fé simples que tinha testemunhado muitas maravilhas sobrenaturais. Ele me mostrou algumas fotos, dentre as quais uma de Bramwell Booth, chefe do estado maior do Exército de Salvação.
“Aí está o homem”, disse o médico, “que dirige as reuniões mais poderosas de holiness(santidade) em toda a Inglaterra.”
Em seguida, começou a contar-me sobre as famosas reuniões na capela White. Quando fui para a Inglaterra, resolvi descobrir, se possível, o segredo do poder de Deus que se manifestava nelas.
“Bramwell dirigia reuniões para moços solteiros naquela época, às sextas-feiras”, disse um oficial lá, “Uma das chaves era que ele pedia que cada jovem convertido passasse pelo menos cinco minutos por dia, sozinho com Deus, em qualquer oportunidade possível, orando pelas reuniões. Um dos moços, que atualmente é brigadeiro no Exército, trabalhava num grande comércio atacadista, e tinha que se espremer dentro de uma embalagem de vime para conseguir ficar sozinho e orar.
Deus não mudou. Ele espera até que haja pessoas que orem.
Charles Finney relatou o caso de uma igreja que experimentou um avivamento ininterrupto por 13 anos. Quando, depois desse tempo, o avivamento finalmente parou, todos sentiram temor e ficaram se questionando por que isso acontecera. Um dia, um homem se levantou em lágrimas e contou que havia orado por 13 anos, todo sábado à noite, até depois da meia-noite, para que Deus fosse glorificado e salvasse muitas pessoas. Duas semanas antes, ele havia parado de orar, e, imediatamente, o avivamento parou. Se Deus responde a orações dessa forma, que responsabilidade tremenda está sobre todos nós para orar!
Ah, que houvesse pelo menos um soldado santo em cada batalhão e um membro forte na fé em cada igreja que se dispusessem a orar até meia-noite todo sábado! Essa é uma obra que pode ser feita por obreiros que estão em período de licença das linhas da frente, ou por pessoas que não podem se engajar em ministério ativo por causa de alguma dificuldade insuperável. É um trabalho essencial que precisa ser feito de joelhos.
Ninguém imagine que este seja um trabalho fácil. Pelo contrário, é árduo e pode chegar a ser até agonizante; no fim, porém, resultará no gozo da união e comunhão com Jesus. Começaremos a compartilhar a mesma intensidade de Jesus quando orou até suar gotas de sangue!
Há pouco tempo, um capitão do Exército de Salvação, que ora durante pelo menos uma hora pela manhã e mais meia-hora antes da reunião da noite, e que tem visto muito fruto na conversão de almas, confessou-me que muitas vezes ele precisava se obrigar a orar sozinho. Essa dificuldade, porém, é mais comum do que ele imaginava. Todos os homens de muita oração passam pela mesma experiência.
Bramwell Booth, que via centenas de pessoas convertidas e santificadas em todos os lugares onde pregava, orava seis horas por dia. No entanto, ele dizia que sempre sentia relutância na hora de ir ao lugar da oração secreta. Era necessário se obrigar a ir. Mesmo depois de começar a orar, muitas vezes experimentava períodos secos. Somente por meio da perseverança em fé é que os céus se abriam, e ele lutava com Deus até que a vitória chegasse. Então, quando pregava, as nuvens se ajuntavam e a chuva espiritual trazia bênçãos para todo o povo.
Alguém perguntou como Bramwell conseguia dizer coisas tão novas e maravilhosas que abençoavam tanta gente. “É porque ele vive tão perto do trono que Deus lhe revela seus segredos”, respondeu outro; “depois, ele os conta para nós”.
John Smith, cuja vida inspirou tremendamente William Booth (pai de Bramwell), também era um homem que passava muito tempo em oração. Ele sempre achava difícil começar, mas depois era tão abençoado que não queria parar. Por toda parte que ele ia, grandes ondas de avivamento o acompanhavam.

Essa relutância para oração no lugar secreto pode surgir de uma ou mais dessas possíveis causas:

1.        De espíritos malignos. Imagino que o diabo não se importa muito quando vê cristãos mornos de joelhos em público, porque sabe que estão fazendo isso simplesmente porque é uma atitude apropriada e para acompanhar os outros. Porém, ele odeia ver uma pessoa de joelhos no lugar secreto, pois isso significa que ela está séria e que é capaz, se perseverar em fé, de mover Deus e todas as forças do céu a favor da causa que está buscando. Assim, os demônios procuram todas as formas possíveis de colocar obstáculos diante dela.
2.        Da indolência do corpo e da mente, causada por doenças, falta de sono, excesso de sono ou excesso de comida (que sobrecarrega indevidamente os órgãos digestivos, entope os vasos sanguíneos e entorpece as faculdades mais nobres e elevadas da mente e do coração).
3.        Da falta de responder rapidamente quando é tocado pelo Espírito para ir ao lugar secreto de oração. No momento em que recebemos o estímulo de Deus para orar, se hesitarmos mais tempo do que necessário, e continuarmos lendo ou conversando quando poderíamos estar orando, o espírito de oração será entristecido e se afastará de nós.

Deveríamos cultivar um sentimento de prazer só de pensar em ficar a sós com Jesus em comunhão íntima de oração, assim como os apaixonados esperam sentir prazer e alegria na companhia do amado (ou amada).
Deveríamos responder prontamente ao chamado interior para a oração. “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7). “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Co 9.27).
Jesus ensinou sobre o “dever de orar sempre e nunca esmorecer” (Lc 18.1), e Paulo disse:“Orai sem cessar” (1 Ts 5.17).
Uma pessoa, orando com fé audaciosa, pode obter vitória em favor de uma cidade ou nação inteira. Elias fez isso no Monte Carmelo; Moisés o fez em favor da nação apóstata de Israel no Monte Sinai; Daniel também o fez na Babilônia. Entretanto, se um grupo maior de pessoas puder aprender a orar dessa forma, com um só coração, a vitória será muito mais arrasadora.
Que ninguém imagine, com coração perverso de incredulidade, que Deus seja relutante ou que tenha má vontade para responder às orações. Ele está muito mais pronto para atender aos pedidos de quem tem o coração reto na sua presença do que os pais estão para dar pão aos filhos.
Quando Abraão orou por Sodoma, Deus cedeu a cada pedido sucessivo até que ele parou de pedir (Gn 18.22-23). Será que ele não fica bravo conosco, muitas vezes, porque pedimos de forma muito tímida e por coisas insignificantes, assim como o profeta Eliseu se irou com o rei (2 Rs 13.18,19) que feriu a terra apenas três vezes quando a deveria ter ferido cinco ou seis vezes?
Vamos nos achegar ousadamente ao trono da graça e pedir por coisas grandes, para que nossa alegria seja completa (Hb 4.16; Jo 16.24)!