6 de abril de 2013

PASTOR HSI - o mandarim de Cristo



Pastor Hsi
A HISTÓRIA DO MANDARIM DE CRISTO
Acontecera "o impossível" e toda a população se condoía de tal "tragédia": o senhor Hsi, cidadão respeitado por todos, tornara-se crente! Fazia dois anos que um pre­gador da "nova religião" pregava na província de Shan-si. Enquanto se esperava que enredasse alguns dos mais igno­rantes, ninguém imaginava que o senhor Hsi, homem cul­to, de grande influência entre o povo e destacado adepto de Confúcio, seria o primeiro a ficar "enfeitiçado" pelos "dia­bos estrangeiros!"
Não havia entre o povo quem odiasse tanto os estrangeiros como o senhor Hsi. Mas, de repente, eis que ele estava ligado em espírito ao missionário.

 Abandonara todos os ídolos; dizia-se que os queimara!

 Deixara de adorar as tá­buas ancestrais.

Não havia mais o cheiro de incenso na sua casa. E o que era ainda mais estranho: o senhor Hsi desis­tira de fumar ópio!

Os velhos recordavam que Shan

-si fora uma das províncias mais prósperas da China e contavam como fora introduzido o "fumo estrangeiro", isto é, o ópio. O vício se tornara tão generalizado que todo o povo estava reduzido à maior pobreza. Nem mesmo os mais velhos se recordavam de alguém, habituado a fumar ópio, que, no decorrer dos anos, se libertasse do vício. Contudo, o erudito Hsi aban­donara, por completo, seu aparelho de fumar e parecia não sentir a ânsia que sentem os que são privados da droga en­torpecente.


O tempo que passara outrora preparando e fumando o ópio, ele agora o empregava nas práticas, para eles estranhas, da nova religião. Dia e noite o recém-convertido se aplicava ao estudo dos "livros dos estrangeiros"; às vezes cantava de uma maneira singular e outras vezes de joelhos e, com os olhos fechados, falava ao "Deus dos estrangei­ros", o Deus que ninguém via e que não tinha santuário para localizar-se.
Dia após dia a senhora Hsi notava a grande transfor­mação da vida do marido e começou a abandonar o intenso ódio que sentiu quando ele se converteu. Ao acordar-se de noite, via-o absorto, lendo o precioso Livro dos livros, ou ajoelhado suplicando ao Deus invisível, que sentia estar presente. A persistência do homem em ajuntar todos os membros da família diariamente para os cultos estranhos, foi tal, que ganhou, também, sua esposa para Cristo.
Para o crente Hsi, Satanás era o temível adversário que realmente é, sempre incansável e constantemente esprei­tando para derrubar e destruir os crentes. Contudo, para ele o poder de Cristo era igualmente real e Hsi saía mais que vencedor em todas as dificuldades. Considerava a ora­ção indispensável e não muito depois de se converter che­gou a reconhecer o valor de jejuar para melhor orar.
Foi então que aconteceu a coisa menos esperada: a pró­pria natureza da senhora Hsi parecia mudada. Ao conver­ter-se, tornara-se profundamente alegre e recebia as lições das Escrituras avidamente. O marido esperava que breve ela se tornasse uma verdadeira companheira na obra de ganhar almas. Mas, repentinamente, parecia pairar sobre ela uma nuvem do mal. Apesar de todos os esforços, sen­tia-se levada, contra a própria vontade, a praticar tudo quanto o Diabo sugerisse. Caía, especialmente na hora de culto doméstico, com ataques violentos de cólera.






O povo então dizia: "O Hsi e sua esposa estão ceifando o que semearam! É, como afirmamos desde o começo, uma doutrina do Diabo e agora a senhora Hsi está possuída de demônios."
Durante algum tempo o inimigo das almas parecia in­vencível. A senhora Hsi, apesar de todas as orações dos crentes, continuava a definhar, ficando quase sem forças.
Nesta altura, Hsi, confiando no poder de Deus, chamou todos os membros da família para jejuarem e dedicarem-se à oração. Depois de orarem três dias e três noites seguidas, em jejum, Hsi, sentindo-se fraco no físico, mas forte no espírito, pôs as mãos sobre a cabeça da esposa e ordenou, em nome de Jesus, que os espíritos imundos saíssem para nunca mais a atormentarem. A cura da senhora Hsi foi tão notável e completa que houve grande repercussão em toda a cidade. O povo reconhecera o poder dos demônios sobre o corpo e ali, diante dos olhos, estava agora a prova de um poder maior do que o do Diabo.
Mas foi o senhor Hsi, mais que qualquer outra pessoa, que se aproveitou dessa sensacional maravilha. Esforçou-se, desde então, de uma maneira nova, a proclamar o Evangelho e dedicou-se, com crescente fé em Cristo, a orar sob todas as circunstâncias.



Assim, de uma maneira simples e natural, Hsi confiava que o Senhor faria o que prometera em Marcos 16.17,18: "Estes sinais acompanharão aos que crerem: Em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes;e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados."
Em resposta à oração desse humilde crente, o Senhor cooperava com ele e confirmava a Palavra com sinais como em Samaria, Lida, e outros lugares nos tempos dos apósto­los. E, como os tempos antigos, homens e mulheres, ao ve­rem o poder de Deus, convertiam-se ao Senhor.


Nunca antes houve alguém para contrariar a Satanás em toda a província de Shan-si; portanto não é de admirar que então ele se enfurecesse. Isso também foi como nos tempos antigos.
A perseguição, entretanto, se tornou mais e mais severa até que, por fim, o povo planejou, ao tempo de uma grande festa pagã, passar cordas por cima dos caibros nos templos idólatras e pendurar todos os crentes pelas mãos até que se retratassem e negassem a fé na "religião dos estrangeiros".



Ora, Hsi era tão prático como espiritual e levou o caso ao conhecimento das autoridades. Era novato na fé e não conhecia bem trechos das Escrituras como estes: "Não re­sistais ao mal" e "Minha é a vingança, eu recompensarei, diz o Senhor". Fez tão grande alvoroço perante o manda­rim que este, para se ver livre do homem, mandou soldados para defenderem os crentes.
A perseguição, por isso, fracassou; o povo, assombrado da "religião dos estrangeiros", submeteu-se; e grandes multidões afluíram aos cultos. Contudo, Hsi, com o passar do tempo, sentia-se descontente; os crentes não se desen­volviam como ele esperava. As pequenas igrejas, apesar de todos os seus esforços para alimentá-las, não cresciam e, com qualquer perturbação, grande número de crentes se desviava da fé.



O seguinte, que se encontra entre os seus próprios escri­tos, mostra como, nesse tempo, viu seu erro e se deu à ora­ção:
"Por causa das investidas de Satanás, dormimos, eu e minha esposa, durante o espaço de três anos, com a roupa que vestíamos de dia, a fim de melhor podermos vigiar e orar. Às vezes, num lugar solitário, passávamos toda a noi­te orando e o Espírito Santo descia sobre nós... Sempre cuidávamos de pensar, falar e nos comportar de modo a agradar ao Senhor, mas então reconhecíamos como nunca, a nossa fraqueza; que de fato não éramos coisa alguma, e nos esforçávamos para saber a vontade de Deus."
Não há maior prova, talvez, de verdadeira conversão do que a influência sobre o próximo. Depois de Hsi procurar estar mais perto do Senhor, foi eleito chefe pelo povo do vi­larejo onde morava, cargo que recusou de início porque não podia participar dos ritos no templo pagão. Mas esse fato foi previsto pelo povo, de modo que insistiram para que aceitasse a magistratura, com a condição de ficar desobrigado de quaisquer solenidades que diziam respeito aos deuses."É somente ele nos mandar e nós faremos", dizia a multidão. Porém quando Hsi recusou, a não ser que o povo cessasse todas as cerimônias pagãs e fechasse o seu templo, todos voltaram para casa.
Grande foi, pois, a surpresa quando, alguns dias de­pois, o povo voltou e concordou em fechar o templo. O eru­dito Hsi era o único entre eles liberto do ópio e capacitado para chefiar o povo.
O fervoroso crente, então, assumiu o cargo, como um serviço a ser feito perante o Senhor; houve boa safra, bom êxito na parte financeira e prevaleceram a paz e o conten­tamento. Foi reeleito para o segundo ano e para o terceiro. Mas quando reeleito para o quarto ano, recusou o cargo, insistindo em dizer que devia entregar todo o seu tempo na obra de evangelização, obra que aumentara grandemente. Quando o povo o elogiava pela boa maneira como servia a todos, ele respondia, com um sorriso: "Agora os ídolos por certo já morreram de fome e seria mais econômico se os não ressuscitásseis."


Foi uma lição prática e que perdurou por muito tempo.
O grande problema que o Pastor Hsi tinha de enfrentar era o da salvação de um povo dado a fumar ópio. Devia ha­ver um meio para libertar os infelizes escravos do desespe­ro indescritível, porque o Filho de Deus veio com o alvo de­finido de procurar e salvar os perdidos.
Enquanto o Pastor Hsi orava sobre esse problema, foi dirigido a converter a sua casa em Abrigo e convidou para o ajudar um missionário que tinha um remédio para aliviar a ânsia dos viciados quando privados da droga. No iní­cio somente dois dos interessados tinham a coragem de ex­perimentar o tratamento; os outros freqüentavam o Abri­go, dia após dia, para verem o resultado.


Por fim, um dos pacientes, agonizante de corpo e men­te, acordou os outros à meia-noite. Em resposta à oração, o Senhor, que é o mesmo ontem, hoje e para sempre, o ali­viou imediatamente. O gozo do homem que fora liberto era tanto, que um após outro dos mais interessados solicitaram permissão para começarem o tratamento imediata­mente.
Nessa altura faltou-lhes o remédio importado que usavam para diminuir os sofrimentos dos enfermos. Acerca disso, assim escreveu o fervoroso Hsi: "Em oração e jejum permaneci perante o Senhor, rogando que me mostrasse quais os ingredientes necessários e me fortalecesse e aju­dasse a preparar as pílulas para aliviar os que sofriam."


Para distrair os pacientes e aproveitar o ensejo, o mis­sionário ensinava-lhes hinos e passagens da Bíblia; reali­zava cultos duas vezes por dia e fazia os interessados repe­tir, hora após hora, trechos das Escrituras. Quando lhes faltava outro recurso, recorriam às pílulas preparadas pelo pastor Hsi, as quais faziam o mesmo efeito do remédio im­portado. Contudo o fiel Hsi não confiava nas pílulas, nem as fabricava sem antes jejuar e orar. Costumava, ao fabri­car as pílulas, passar o dia inteiro jejuando. Às vezes, de tarde, estando demasiadamente cansado para continuar de pé, saía para passar alguns minutos perante Deus. "Senhor é a tua obra. Dá-me a tua força", era o seu pedido e sempre voltava renovado como se tivesse comido e descansado.

WILLIAM SEYMOR - O avivamento da rua Azuza


WILLIAM SEYMOUR  

O avivamento na rua Azuza

 William J Seymour

Em 1905, Seymour estava em Houston, Texas, quando ouviu a mensagem pentecostal pela primeira vez, na Escola Bíblica de Topeka, Kansas. Seus seguidores tinham recebido o batismo no Espírito Santo com a evidência  de falar em outras línguas.
Por causa das leis de segregação racial da época, Seymour foi forçado a se assentar no corredor, do lado de fora da sala de aula. O humilde servo de Deus suportou a injustiça com graça. Seymour deve ter sido um homem de um aguçado intelecto.  Entretanto, não recebera o batismo com o Espírito Santo com a evidência de falar em línguas.

Seymour dirigiu reuniões em Houston,  pregando para auditórios negros.  Neely Terry , uma convidada de Los Ângeles, encontrou com Seymour quando ele pregava numa Igreja regular pastoreada por Lucy Farrar.
Quando Terry retornou à Los Ângeles, ela persuadiu a pequena Igreja de Santidade que freqüentava a convidar Seymour para ir até sua Igreja para uma reunião. Sua pastora, Julia Huthinson, oficializou o convite.

Seymour chegou a Los Angeles em fevereiro de 1906.
Seus primeiros esforços para pregar a mensagem pentecostal foram impedidos e ele foi expulso porta à fora daquela igreja. A liderança tinha suspeitas da doutrina de Seymour, estavam especialmente convencidos de que ele pregava sobre uma coisa que ainda não tinha recebido.


Mudando para a casa de Edward Lee, um zelador de um banco local,  Seymour começou a ministrar a um grupo de oração que estava se reunindo regularmente na casa de Richard e Ruth Asbery, na Rua Bonnie Brae, 214. Asberry também tinha um emprego de zelador. A maioria dos adoradores eram afro-americanos, com algumas visitas ocasionais de brancos. Assim que o grupo foi buscando a Deus por reavivamento, sua fome se intensificou.

Finalmente, em 19 de abril, Lee foi batizado no Espírito Santo com a evidência de falar em outras línguas. Quando as novas de seu batismo foram contadas aos verdadeiros crentes da Rua Bonnie Brae, um poderoso derramamento se seguiu. Muitos receberam o Batismo do Espírito Santo como um reavimento pentecostal chegado à Costa Oeste.
Aquela tarde poderia ser descrita assim: gente caindo pelo assoalho parecendo insconscientes, outras clamavam e corriam pela casa. Uma vizinha, Jennie Evans Moore, tocou piano sem nunca ter tocado antes.
Nos poucos dias de continuo derramamento, centenas se ajuntaram. As ruas ficaram cheias e Seymour pregava do alpendre dos Asbery. Em 12 de abril, três dias depois do derramamento inicial, Seymour recebeu seu próprio batismo de poder.

Rapidamente, deixando o lar dos Asbery, o bispo procurou um local para uma igreja. Eles encontraram um prédio de uma missão na Rua Azuza nº 312.
A missão tinha sido construída para ser uma Igreja Metodista Episcopal Africana, mas quando os planos foram abandonados, o santuário do andar de cima foi transformado em

Mais importante do que suas críticas,foi o tempo providencial da sua visita. O artigo foi publicado no mesmo dia do grande terremoto de São Francisco. Californianos daquela região foram pegos de surpresa e com grande temor achavam que o reavivamento era o cumprimento das profecias do dia do Grande Juízo Final.
Imediatamente, Frank Bartleman, um evangelista itinerante, publicou um folheto sobre o terremoto. Milhares de folhetos, sobre o cumprimento das profecias, foram distribuídos. Logo, multidões se apertaram na Rua Azuza. Um recepcionista disse que mais de mil pessoas lotavam a propriedade. Centenas enchiam o pequeno prédio. outros assistiam do lado de fora, entupindo aquela rua suja.

Com a ajuda de um estenógrafo e um editor, a Missão começou a publicar um jornal, "A Fé Apostólica". Os Sermões de Seymour eram transcritos e impressos junto com as novidades sobre reuniões de muitos missionários que estavam sendo enviados. Os escritos literalmente espalharam a mensagem Pentecostal através do Globo. Circularam mais de 50.000.

Cultos eram dirigidos três vezes ao dia: às 10:00, à tarde e às 19:00h. Eles freqüentemente permaneciam juntos o dia inteiro até o fim do último culto. Este programa continuou sete dias por semana, por mais de três anos.

Era muito comum o perdido ser salvo, o doente curado, o endemoninhado liberto,e quem buscava saía batizado com o Espírito Santo na mesma reunião. Muitos dos pioneiros do movimento Pentecostal receberam o Santo batismo adorando nas pranchas de casca de madeira no altar da Rua Azuza.

Em 28 de setembro de 1922, com 52 anos de idade, teve dores no peito e falta de ar. Embora o médico fosse chamado, o peregrino foi estar com o Senhor na Cidade Celestial.


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JOSEPHINE BUTLER - A mâe das prostitutas de Bristol


JOSEPHINE BUTLER 

A mãe da prostitutas de Bristol
 
 

Ela era ainda jovem quando viu sua mãe morrer nos braços de seus pai quando foi dar a luz a um de seus irmãos. Ela por muitos anos ainda lembrava dos olhos de horror de sua mãe ao ver a vida se esvaindo e encostando a cabeça nos ombros de seu pai e enfim, sua mãe expirou, mas, ao invés de caminhar neste mundo cabisbaixa,  torturando-se ao relembrar daquela cena do passado, ela olhou para cima, olhou para Jesus e viu esperança e como ela mesmo falou:“ Eu fui possuída de irresistível senso de urgência para ir porta afora procurar por pessoas que estão em pior situação do que a minha”

 

Ela começou a cuidar das prostitutas de rua de Liverpool. Muitas moças se tornaram mulheres de rua por desespero e Josephina cuidava delas como pessoas da família. Srta Butler era uma linda mulher da alta sociedade da Inglaterra, muito bem relacionada com políticos e autoridades. Com a ajuda estes contactos ela abriu uma casa para cuidar destas mulheres perdidas e assim que ela foi conhecendo melhor essa mulheres e seus desafios, ela foi se aprofundando nos direitos constitucionais delas e iniciou uma grande campanha para que as mulheres da Inglaterra pudessem votar, pois até então, não era permitido que elas votassem. A partir daí, nossa amada irmã se tornou a grande representante das mulheres na luta por conseguir direitos de cidadania .






A primeira lei que ela derrubou, foi a lei de que em determinadas cidades militares, as mulheres  precisavam ser examinadas para ver se tinham alguma doença venérea. Essa foi a primeira grande vitória de Josephine ao derrubar essa constrangedora lei. Nessas mesmas cidades os homens não eram examinados. Qualquer mulher, que despertasse a mínima suspeita, poderia ser denunciada as autoridades e forçada a dar um certificado de sáude sexual. Ela declarava:”Se os direitos da  mulher podem ser roubados, então nós não estamos seguros nesta Nação.

Porém, quando ela começou a falar contra estas injustas leis, muitos se levantaram contra, tentaram calar a sua voz, com ameaças e tentativas de homicídio, mas Deus estava do lado dela e ela avançou e prosseguiu, não temeu o homem, mas lutou para  que a justiça fosse estabelecida. Seu marido perdeu o emprego e ele mesmo a encorajou dizendo: “Não pare Josephine, vá e lute pela causa que eo Senhor te entregou “

Ela também sempre dizia:”Se Cristo perdoou estas mulheres prostitutas, por que nós nãoas podemos perdoar”,  Srta Butler também se levantou contra  a posição do governo em conceder licenças para cabarés. “O governo, pago com imposto de cristãos, não pode cobrar taxa dos lucros do pecado”

Esta mulher lutou praticamente sozinha contra  os senhores desta terra e conseguir grandes avanços para uma legislação mais justa e humana para as mulheres, porém quando morreu, em 1906, quase ninguém mais lembrava do que havia feito “a mãe das prostitutas de Bristol”.

 

 

TENTANDO SERVIR A DOIS MESTRES. “ Esses que estão no meio de caminho fazem-me rir, eles estão do meu lado e não sabem disso “  - O verso debaixo está em apocalipse 3.16

 

 

LEONARD RAVENHILL - Coragem para falar a verdade


*
 Leonard Ravenhill 


 Corajem de falar a verdade


“Um jovem que levanta 4.30 da manhã para entregar jornais é considerado  um moço esforçado  mas se incentivarmos um de nossos rapazes a levantar 5.30 da manhã para orar nos chamarão de fanáticos. Nós cristãos precisamos uma vez mais vestir a roupa da disciplina, não há outro caminho “         Leonard Ravenhill





Biografia -

. Nascido em Leeds, em Yorkshire, Inglaterra, foi educado em Ravenhill Cliff College, na Inglaterra. Ele era um estudante de história da Igreja e um perito em matéria de avivamento. Suas reuniões durante os anos de guerra atraíram grandes multidões, e como resultado muitas convertidos se dedicaram ao ministério cristão e ao chamado missionário.

. Em 1939, ele casado uma enfermeira irlandesa, Martha. Os Ravenhills tiveram três filhos: Paulo, David, e  Philip. Paul e David são ministros do evangelho, e Philip é um professor.
. Em 1959, Ravenhill e sua família mudaram da Bretanha para os Estados Unidos. Na década de 1960 eles viajaram no interior dos Estados Unidos, promovendo tendas avivalistas e reuniões evangelísticas.
. Na década de 1980, Ravenhill mudou-se para uma casa perto de Lindale, Texas, a uma curta distância do Rancho Last Days Ministries. Ele ensinou na LDM regularmente, e foi um mentor para a Keith Green. Ele também passou algum tempo ensinando no Betânia Colégio de Missões em Minnesota, e algum tempo em Seguin, Texas.

. Foram influenciados, entre outros por Ravenhill, Ravi Zacarias, Tommy Tenney, Steve Hill, Charles Stanley, Bill Gothard, Paul Washer, Dan Brodeur, Sean Cabral Myers, Brett Mullett, e David Wilkerson .
.
Ele era um amigo próximo do pastor e escritor AW Tozer .
. Através de seu ensino e livros, Ravenhill abordada as disparidades entre a igreja do Novo Testamento a Igreja do seu tempo e apelou para a adesão aos princípios bíblicos de reavivamento.


. Tozer disse de Ravenhill:
. Para homens como este, a Igreja tem uma dívida para pagar demasiado pesado. O curioso é que ela raramente tenta pagar-lhe enquanto ele vive. Em vez disso, a próxima geração constrói seu monumento e escreve a sua biografia – como se instintivamente e sobriamente precisasse cumprir uma obrigação com geração anterior, em grande medida ignorada.


Citações de um mestre:


“Se somos fracos na oração, nós somos fracos em toda a parte.”


“Homens dão conselhos; Deus dá orientações.”


“As coisas pelas quais você está vivendo  são dignas de Cristo morrer por elas ?”


“Um homem pecador para de orar, um homem de oração para de pecar”


“A única razão pela qual não temos avivamento é porque estamos dispostos a viver sem ele!”


“Como você pode derrubar as fortalezas de Satanás, se você não tem nem a força para desligar a TV?”


“Quando há algo na Bíblia que as igrejas não gostam, eles o chamam de ‘legalismo’.”


“Se Jesus tivesse pregado a mesma mensagem que os ministros de hoje pregam, ele nunca teria sido crucificado.”


“A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo.”


“Existe uma diferença entre mudar sua opinião, e mudar seu estilo de vida.”


“Um evangelista popular atinge suas emoções. Um verdadeiro profeta alcança sua consciência.”


“Um verdadeiro pastor conduz o rebanho pelo caminho. Ele não somente indica o caminho.”


“Nenhum homem é maior do que sua vida de oração. O pastor que não está orando está brincando, as pessoas que não estão orando estão desviando. O púlpito pode ser uma vitrine para mostrar os talentos de uma pessoa; já o quarto de oração não permite nenhum exibicionismo.”


“Algumas mulheres vão passar trinta minutos à uma hora se preparando externamente para a igreja (colocando maquiagem e roupas especiais, etc.). O que aconteceria se todos nós gastássemos a mesma quantidade de tempo nos preparando internamente para a igreja – com oração e meditação?”


“Todo mundo reconhece que Estevão era cheio do Espírito quando estava realizando maravilhas. Porém, ele era igualmente cheio do Espírito quando estava sendo apedrejado até a morte.”



“E não há espaço para ele na estalagem.
Ele ficou um pouco mais velho e não havia espaço na sua família. Sua família não creu nEle. Ele foi ao templo. Não havia nenhuma sala no templo. O templo ficou contra ele. E quando Ele morreu não havia espaço para enterrá-lo. Ele morreu fora da cidade.
Pois bem, por que, em Nome de Deus, você espera de ser aceito em toda parte?


Como é que o mundo não pôde suportar o Homem mais santo que já viveu e pode suportar a você e em mim?

“Existem apenas dois tipos de pessoas: os mortos em pecado e os mortos para o pecado.”


“Que bem faz falar em línguas no domingo, se você esteve usando sua língua durante a semana para amaldiçoar e fofocar?”


 “Se um cristão não está tendo tribulação do mundo, há algo errado!”


“Será que o mundo está crucificado para você esta noite? Ou será que ele o fascina?”


“Esse mundo lá fora não está esperando uma nova definição de Cristianismo, está esperando uma nova demonstração de Cristianismo.”


“A Igreja costumava ser um barco resgatando os que perecem. Agora, ela é um cruzeiro recrutando o promissor.”


“Você pode ter todas as suas doutrinas de forma correta, muito embora ainda não tenha a presença de Deus.”


5 de abril de 2013

WESLEY E O JEJUM


John Wesley aconselhava muitos pastores a seguir o exemplo de Samuel Meggot, que por meio do jejum, conseguira dinamizar um circuito capenga. Com base em Mateus 6, 16 – 18, explica como deve ser o jejum: Em primeiro lugar, é fundamental que se volte exclusivamente ao Senhor e que os nossos olhos estejam sempre fixos Nele. Que nossa intenção seja glorificar nosso Pai que está nos céus, expressar nossa vergonha e dor pelas transgressões cometidas contra Sua santa Lei, aguardar o aumento da graça purificadora, fixar nossos afetos nas coisas do alto, acrescentar seriedade e honestidade às nossas orações, apartar a ira de Deus e obter as grandes e preciosas promessas que Ele nos fez por meio de Jesus Cristo.



É preciso tomar cuidado e evitar que o jejum se converta em prática para alcançar o reconhecimento das pessoas. Contra isso há a admoestação do Senhor: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, que desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam (Mt 6,16).



Outro risco freqüente é transformar o jejum em obra meritória. Muitos imaginam que, jejuando, se tornam merecedores d alguma coisa. O desejo de estabelecer nossa própria justiça, de procurar a salvação por mérito, e não por graça, é algo profundamente arraigado nos corações humanos. Não devemos imaginar que o mero e formal cumprimento do jejum atrairá inevitavelmente a benção divina. O jejum não é uma armadilha com vista a alcançar algum fruto, por mais honroso e necessário que seja. Também não é uma prova de resistência. A saúde, dom de Deus, deve ser preservada. Qualquer esforço extraordinário, comprometedor da saúde, transforma o jejum em sacrifício, em obra humana.




O jejum é um precioso meio de graça, devendo ser realizado em todas as oportunidades possíveis, acompanhado de ardente oração, do derramamento da alma diante de Deus e da confissão, ao Senhor, dos pecados, necessidades, culpabilidades e desamparos. Que sejam feitas orações por nós mesmos, por nossos irmãos, pelo povo de Deus e por toda humanidade.




Para que o jejum seja completo, é necessário estar associado a obras de misericórdia, como disse o anjo do Senhor a Cornélio, em seu jejum e oração: “Suas orações e suas esmolas elevaram-se para memória diante de Deus” (At 10,4).

4 de abril de 2013

WILLIAM BOOTH - O LENDÁRIO EXERCITO DA SALVAÇÃO




William Booth nasceu na cidade de Nottingham, na Inglaterra, no dia 10 de abril de 1827. Seu pai era um construtor que acabou perdendo tudo, e com treze anos de idade William começou a trabalhar na loja de um penhorista. Seu pai morreu logo depois, e William precisava ajudar a sustentar a sua mãe e irmãs com o pouco que ganhava.
Aos quinze anos de idade, William, que não tinha sido criado em lar cristão, começou a freqüentar a Capela da Igreja Metodista de Nottingham, onde ele teve uma forte experiência de conversão:
"Como um jovem irresponsável de quinze anos, eu fui levado a freqüentar a Capela Wesley de Nottingham, eu não me lembro de ninguém ter me orientado sobre a necessidade de uma rendição pessoal para Deus. Eu fui convencido, independentemente de esforço humano, pelo Espírito Santo, que criou dentro de mim uma grande sede por uma vida nova."1
Imediatamente depois da sua conversão, Booth começou a pregar nas áreas pobres da sua cidade, junto com outros adolescentes. Mas quando ele levou um grupo de jovens pobres para a igreja, a congregação de classe média-alta ficou escandalizada.

"Então a minha conversão me tornou, num momento, um pregador do evangelho. Eu nunca pensei na idéia de diferenciar entre aquele que não teve nada a fazer a não ser pregar o evangelho e um menino aprendiz convertido que apenas quis 'proclamar ao redor do mundo', como costumávamos a cantar, a fama de nosso Salvador. Tenho vivido, graças a Deus, para ver a separação entre leigo e clérigo se obscurecer mais e mais, e para ver mais perto da realização a idéia de Jesus Cristo de transformar, num momento, pescadores ignorantes em pescadores de homens."1
Depois de mudar-se para a grande cidade de Londres em busca de emprego, William continuou sua associação com a Igreja Metodista e teve oportunidades de pregar. Em 1850 ele foi aceito como pregador leigo num grupo de Metodistas dissidentes, e assim começou seu ministério de evangelista e avivalista.
Booth foi usado poderosamente nas igrejas Metodistas, e em 1852 foi ordenado como pregador. Ele se casou com Catherine Mumford em 16 de Junho de 1855. Inicialmente ligado a uma igreja em Londres, nesse mesmo ano de 1855 Booth foi liberado para exercer o ministério de evangelista itinerante.
Em 1858 Booth foi consagrado como Ministro mas também obrigado a assumir o pastoreado de uma igreja local. Ele sentiu que seu chamado era mais evangelístico que pastoral e em 1861 saiu da Igreja Metodista para seguir o ministério evangelístico.
Com filhos pequenos e sem sustento financeiro, os anos que se seguiram foram difíceis para a família Booth. Mas William foi usado poderosamente em avivamento, como Harold Begbie relata no livro "Life of William Booth":

Os aldeães andaram pelos morros, e os pescadores remaram oito ou dez milhas de mar escuro, para as cidades onde William Booth estava pregando. Jornais locais registraram que, em alguns lugares, o comércio foi paralisado. Ao longo daquele canto do ducado, de Camborne para Penzance, a chama se queimou com força crescente. Centenas de conversões foram feitas. Cenas "além da descrição" aconteceram; os gritos e gemidos "foram bastante para derreter um coração de pedra"; na cidade de St. Just "mil pessoas se associaram às igrejas diferentes."2
Em 1865 a família Booth mudou-se para a cidade de Londres. Andando um dia pelo lado oeste da cidade, William foi chocado em ver a pobreza e miséria dos seus moradores.

"Quando eu vi as multidões de pessoas pobres, tantas delas evidentemente sem Deus nem esperança neste mundo, e descobri que elas me ouviram tão prontamente e avidamente, me seguindo da reunião ao ar livre até à tenda, e aceitando, em tantas instâncias, o meu convite para se ajoelharem aos pés do Salvador, naquele mesmo momento, todo meu coração se estendeu a elas. Eu voltei para casa e falei à minha esposa: 'Ó Kate, eu achei o meu destino! Estes são o povo por quem eu tenho ansiado todos esses anos.'"

"Naquela noite", disse o General, "o Exército de Salvação nasceu."1
Booth fundou um ministério, a Missão Cristã, para ministrar a essas pessoas. Desde o início, seus métodos – e os resultados – foram nada convencionais. Sedeada inicialmente em uma tenda, que foi destruída por uma gangue de baderneiros, mais tarde a missão se mudou para um salão de dança. Reuniões ao ar livre também sempre foi uma estratégia importante para a missão. Mais tarde, bandas marchando nas ruas foram utilizadas para atrair as multidões para ouvir a pregação do Evangelho.
Um forte mover do Espírito Santo impulsionou o crescimento do avivamento.

As descrições a seguir das Reuniões de Santidade, tiradas da Revista da Missão Cristã, não conseguiam mostrar realmente as cenas extraordinárias que foram testemunhadas, nem contam adequadamente os efeitos produzidos nas almas daqueles que participaram destes cultos. Bramwell Booth me conta que, depois de muitos anos de reflexão, e agora disposto a pensar que, em certa medida, a atmosfera dessas reuniões foi calculada para afetar histericamente certos temperamentos desequilibrados ou excitáveis, mesmo assim ele está convencido, completamente convencido,de que algo da mesma força que se manifestou no dia de Pentecostes se manifestou naquelas reuniões em Londres.

Ele descreve como homens e mulheres caíram de repente no chão, e permaneceram em estado de desmaio ou transe durante muitas horas, se levantando em fim tão transformados com alegria que eles poderiam fazer nada além de gritar e cantar em uma êxtase de felicidade. Ele me fala que, sem dúvida, ele viu exemplos de levitação - pessoas sendo levantadas e jogadas para frente no ar. Ele viu homens e mulheres ruins de repente feridos com um desespero irresistível, levantando seus braços, proferindo os gritos mais terríveis, e caindo para trás, como se fossem mortos, convencidos sobrenaturalmente da sua condição pecaminosa. O chão às vezes ficava cheio com homens e mulheres derrubados por uma revelação da realidade espiritual, e os obreiros da Missão levantavam seus corpos caídos e os levavam para outras salas, para que as Reuniões pudessem continuar sem distrações.2
Nós temos um relato de um culto de adoração de agosto de 1878:

A visão dos rostos no palco nunca será esquecida - foi mais que alegria que iluminou todos - foi o êxtase de bêbados espirituais. Quando nós vimos um irmão, avançado em anos e endurecido pelo longo hábito de ordenações religiosas solenes, dançando, sim, realmente dançando à música, enquanto outros, menos constrangidos, estavam levantando os braços descobertos e girando para cá e para lá enquanto cantavam, nós percebemos como nunca antes, que a graça de Deus pode fazer as pessoas livres e libertas. Aqui está, mais uma vez, a religião velha, despreocupada com a opinião pública e cheia de glória e de Deus, motivo pelo qual os apóstolos foram obrigados a recomendar sobriedade.2
Ballington Booth, filho de William, descreveu um culto de oração no mês seguinte:

No dia 13 de setembro tivemos um tempo maravilhoso. Nunca vou esquece-lo. Oh! Deus sondou todos os corações naquela noite. Depois de falar sobre entregar tudo e ser sustentado pelo poder de Deus, e cantando "Eu estou confiando, Senhor, em Ti", nós caímos de joelhos para oração silenciosa. Então o Deus Todo-Poderoso começou a convencer do pecado e chamar para o arrependimento. Alguns começaram a chorar, alguns gemeram, alguns clamaram em voz alta para Deus. Um homem disse, "Se eu não posso adquirir esta bênção, eu não posso viver"; outro disse, "Há algo, há algo, oh, meu Deus, meu Deus, me ajuda; me santifique; endireite meu coração"; e enquanto nós cantamos:
Me salva agora, me salva agora,
Meu Jesus me salva agora,
Uma querida irmã jovem se aproximou à mesa, então mais duas pessoas a seguiram; e nós cantamos novamente,
Me salva agora, me salva agora.
Sim, Jesus me salva agora.
Muitos mais foram tocados. Nós caímos novamente de joelhos. Cinco ou seis mais vieram à frente. Um homem tirou seu cachimbo do seu bolso, e o pôs na mesa, resolvido que este nunca mais ficaria entre a sua alma e Deus. Então seis ou sete mais vieram à frente. Então quase não pudemos nem cantar nem orar mais. Todos foram dominados pelo Espírito. Um jovem, depois de lutar e lutar durante quase uma hora, gritou "Glória, glória, glória, alcancei. Oh, Glória a Deus!" Uma jovem balançou a sua cabeça, dizendo, " Não, hoje não" mas logo foi vista no chão intercedendo poderosamente com Deus... E todos se uniram cantando as palavras,
Eu Te tenho oh! Eu Te tenho,
Todas as horas eu Te tenho;
E um irmão disse, "Oh, oh! se este ai não é o céu, como será o céu?" Outro irmão disse, "Eu tenho que pular"; Eu disse, "Então pule" e ele pulou por todo lado. Assim nós cantamos, choramos, rimos, gritamos, e depois que vinte e três tinham se entregado ao Mestre, confiando nele para os guardar do pecado, tanto como Ele tinha perdoado os seus pecados, nós encerramos cantando
Glória, glória Jesus me salva,
Glória, glória ao Cordeiro
Glória, glória ao Cordeiro.2
A Revista da Missão Cristã de Setembro de 1878 relata "Uma Noite de Oração" na noite do 8 a 9 de agosto:
Ninguém que viu aquela cena de oração contundente e fé triunfante jamais iria esquece-la. Nós vimos um mineiro labutando com os seus punhos no chão e no ar, da mesma maneira que ele foi acostumado lutar com a pedra no seu trabalho diário, até que enfim ele ganhou o diamante que ele estava buscando - libertação perfeita da mente carnal - e se levantou gritando e quase pulando de alegria. Homens grandes, como também as mulheres, caíram no chão, ficando deitados durante algum tempo como se fossem mortos, subjugados com o Poder do Alto. Quando a alegria da libertação poderosa de Deus caiu sobre alguns, eles riram e também choraram de alegria, e alguns dos evangelistas mais jovens poderiam ter sido vistos, como rapazes brincando, abraçados e rodando um em cima do outro no chão.2
A missão continuou a crescer, mesmo sofrendo muita oposição. No Natal de 1878 o nome da Missão Cristã mudou para "O Exército de Salvação", e William Booth foi chamado de seu General (um título que ele resistiu, no início, por achar pretensioso).
Por causa das suas táticas de invadir as ruas e áreas pobres com a pregação do Evangelho, o Exército de Salvação foi, nos primeiros anos, muito perseguido:
Num só ano – 1882 – 669 soldados do Exército de Salvação foram atacados ou brutalmente assaltados. Sessenta prédios foram quase demolidos pelas multidões. Até 1.500 policiais de plantão todo domingo, pareciam ser incapazes de proteger as tropas do Booth.3.
Mas, no mesmo tempo, seu crescimento fenomenal não pode ser negado, e até a Igreja da Ingleterra (Igreja Anglicana) propôs uma parceria com o Exército de Salvação:
No início de 1882, o Arcebispo de York, Dr William Thomson, sugeriu uma mudança radical: a amalgamação do Exército de Salvação com a Igreja da Inglaterra. Houve pessoas, ele confessou, que a sua Igreja não conseguiu alcançar; uma pesquisa feita numa noite de semana em Londres mostrou quase 17.000 adorando nos quartéis do Exército contra 11.000 nas igrejas comuns...
"Veja", Booth resumiu gentilmente para um clérigo que estava perplexo com o sucesso do Exército, "nós não temos uma reputação para perder."3.
E os resultados continuaram:
Não intimidados pela perseguição e pobreza, estes guerreiros, entre 1881 e 1885 levaram 250.000 homens e mulheres aos altares4 do Exército.3
Seu crescimento não foi limitado ao país da Inglaterra. O Exército se estendeu aos EUA e Austrália em 1880, e à França no ano seguinte. Divisões na África do Sul e Nova Zelândia começaram em 1883.
Catherine Booth, a "Mãe do Exercito de Salvação" faleceu no dia 4 de outubro de 1890. Nesse ano, o Exército já tinha alcançado um sucesso inimaginável desde seu início, vinte e cinco anos antes:
Agora eles estavam operando quase 2.900 centros – mais que £775.000 de imóveis, a maioria hipotecada. Levantaram £18.750.000 para ajudar homens para quem o mundo negou uma segunda chance. A bandeira "Sangue e Fogo" estava levantada em trinta e quatro países. Na Sede Internacional, o assunto da salvação agora envolveu 600 telegramas, 5.400 cartas cada semana.
Mas Booth tinha ganho mais que território e fundos: ele ganhou os olhos e os ouvidos do mundo. Cada semana seus 10.000 oficiais, a maioria com menos de vinte e cinco anos, pregaram o Evangelho à multidões em 50.000 reuniões. Somente na Inglaterra, visitaram 54.000 lares cada semana. Seus vinte e sete jornais alcançaram trinta e um milhões de leitores.3





Em 1909 Booth, agora com oitenta anos mas sempre um evangelista, começou suas "Campanhas Motorizadas" onde ele viajou pela Inglaterra de carro, evangelizando:
Foi como se Booth, mais perto da sua audiência desde o dias da Missão Cristã, queimou com a chama de Deus. Numa vez, viajando para o norte, seu carro foi parado por operários que fecharam a rua com uma corda. Mas, quando ele se levantou do banco, a voz de Booth parecia hipnotizá-los. "Alguns de vocês homens nunca oram – vocês pararam de orar há muito tempo. Mas vou dizer a vocês, vocês não vão orar para seus filhos, para que eles possam ser diferentes?"
Dentro de minutos, o neto do General, Wycliffe relembra, a rua se tornou uma panorama sem fim de cabeças descobertas enquanto setecentos homens se ajoelharam em adoração silenciosa.3
William Booth faleceu no dia 20 de agosto de 1912.
Em sessenta anos como evangelista, Booth viajou cinco milhões de milhas, pregando quase 60.000 sermões – e seu espírito hipnótico atraiu 16.000 oficiais para seguir a bandeira em cinqüenta e oito países, para pregar o evangelho em trinta e quatro línguas. Em 1881, quando Booth mudou-se para a Rua Queen Vitória, os obreiros da Sede se sentiram sobrecarregados abrindo mil cartas cada semana. Agora eles estavam afundados numa enchente de mil cartas cada dia.3
O Exército de Salvação ficou muito conhecido por causa das suas muitas obras sociais, mesmo que essas tenham sido o resultado de um verdadeiro avivamento e uma paixão pelas almas perdidas. Comentando sobre isso, Booth escreveu:
"Nossa Obra Social é, essencialmente, uma atividade religiosa. Ela não pode ser contemplada, iniciada nem continuada com grande sucesso, sem um coração cheio de compaixão e amor, e revestido com o poder do Espírito Santo."1
É difícil medir o impacto do Exército de Salvação, que certamente marcou profundamente o Século 19. Sua luta por justiça social e a favor dos excluídos e menos favorecidos da sociedade levou Booth a escrever um livro "In Darkest England and the Way Out" ("Na Mais Tenebrosa Inglaterra e a Saída") que foi muito discutido na Inglaterra, e incentivou o crescimento das obras sociais do Exército.
Para Charles Haddon Spurgeon, famoso pregador Batista que comandava multidões de 20.000 numa só vez, o Exército era insubstituível – "mais cinco mil policiais não tomarão o seu lugar na repressão de crime e desordem"3

Pr Paul David Cull
www.avivamentoja.com

31 de março de 2013

FINNEY - REVESTIDOS DE PODER DO ALTO


REVESTIDOS DE PODER DO ALTO

Charles Finney

Depois de falar a ordem do Senhor para a igreja fazer discípulos de todas as nações e explicar que este era o trabalho de cada da igreja, levantei duas questões:

1) De que necessitamos, para conseguir sucesso nesta obra imensa?

A) Como podemos obtê-lo?

 RESPOSTA--

1- Precisamos ser revestidos do poder do alto. Cristo já havia falado que sem ele, nada podiam fazer. E acrecentou: “permanecei em Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder e não muito depois desses dias sereis batizados com o Espírito Santo. Eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai”At 1.4,5 

        Esse batismo, esse revestimento, essa promessa é a condição indispensável para termos sucesso nesta tào grande obra de fazer discípulos.


B- Como iremos obtê-lo?

        - Em primeiro lugar temos que conciliar o fato de que o Pai deseja derramar o seu Espírito. “Quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo a todos quantos lhe pedirem e também “todo o que pede recebe”Mt 7.8, existe porém muitos que pedem mas poucos que recebem. Por isso tratarei de mostrar as razões porque, segundo creio, muitos não recebem essa graça maravilhosa:

1- De modo geral não pede com todo o coração, mas superficialmente, porque ainda não sente a reakl necessidade deste poder

2- O pecado e a iniquidade que estão mo coração também são sérias barreiras ”se contemplarmos a iniquidade em nosso coração não vos ouvirei”

3- A falta de motivação correta, o que pede é descaridoso e quer o poder para outros fins.

4- É severo em seus julgamentos

5-É autodependente

6- Se recusa a confessar pecados

7- Não restitui a quem defraudou ( Zaqueu )

8- Não consegue perdoar ofensas antigas e as carrega dentro de si

9- Ama o mundo e os prazeres do mundo

10- Defende indevidamente os interesses de sua denominação

11- É incorreto nos negócios

12- É negligente na vida devocional

13- Envolve-se demasiadamente nos negócios deste mundo

14- E finalmente  o maior de todos: A incredulidade, pede o revestimento, sem real esperança de que vai recebê-lo”Aquele que duvida é como as ondas do mar “Tg 1. 1-10

Os discípulos antes do pentecostes tinham a paz de Cristo, mas nào tinham o poder e este é o grande erro que creio, incorrem muitops pregadores: Descansam na conversão e nào buscam até obter este revestimento prometido pelo Senhor Jesu

28 de março de 2013

JOÃO CALVINO - O fruto do Espírito

O Fruto do Espírito
O Fruto do Espírito

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22,23).
22. Mas o fruto do Espírito. Justamente como havia condenado toda a natureza humana como nada produzindo senão frutos nocivos e indignos, agora nos diz que todas as virtudes, todas as boas e bem ordenadas afeições procedem do Espírito, ou seja, da graça de Deus e da natureza renovada que recebemos de Cristo. Como se houvera dito: “Nada, senão o mal, procede do homem; nada de bom pode proceder senão do Espírito Santo”. Pois ainda que às vezes surjam nos homens não regenerados notáveis exemplos de nobreza, fidelidade, temperança e generosidade, o fato é que não passam de marcas ilusórias. Curio e Fabricio foram famosos por sua coragem; Cato, por sua temperança; Scipio, por sua bondade e generosidade; Fabio, por sua paciência. Mas tudo isso era apenas aos olhos dos homens e como membros da sociedade. Aos olhos de Deus, nada é puro senão o que procede da fonte de toda a pureza.
Não tomo alegria, aqui, no sentido de Romanos 14:17, mas como aquele bom humor [hilaritas] para com nossos companheiros, o qual é o posto de melancolia. é usada para verdade, e é contrastada com astúcia, engano e falsidade. Paz contrasto com rixas e contendas. Longanimidade é a suavidade da mente, a qual nos dispõe a levar tudo com otimismo, não permitindo a suscetibilidade. O restante é óbvio, pois a condição da mente se abre a parte de seu fruto.

Pode-se perguntar, porém, que juízo formaremos dos perversos e idólatras que, não obstante, exigem extraordinária semelhança de virtudes. Pois pelo prisma de suas obras parecem espirituais. Eis minha resposta: nem todas as obras da carne despontam numa pessoa carnal; mas sua carnalidade é exibida por um ou outro vício; assim como uma pessoa não pode ser tida como espiritual pelo prisma de uma única virtude. Às vezes se fará óbvio à luz de outros vícios que a carne reina em tal pessoa; e isso é facilmente visto em todos aqueles a quem mencionamos.

23. Contra tais coisas não há lei. Há quem entenda isso como significando simplesmente que a lei não é dirigida contra as boas obras, visto que das boas maneiras têm emanado boas leis. Mas a intenção de Paulo é mais profunda e menos óbvia, ou seja: onde o Espírito reina, a lei não mais exerce qualquer domínio. Ao modelar nossos corações segundo sua própria justiça, o Senhor nos liberta da severidade da lei, de modo que não trata conosco segundo o pacto da lei, nem obriga nossas consciências sob sua condenação. Não obstante, a lei continua a exercer seu ofício de ensinar e exortar. Mas o Espírito de adoção nos livra da sujeição a ela devida. Paulo, pois, ridiculariza os falsos apóstolos, os quais forçavam a sujeição à lei, mas que ninguém estava mais ansioso do que eles para livrar-se do jugo dela. Paulo nos diz que a única forma pela qual isso se faz possível é quando o Espírito de Deus assume o domínio. À luz desse fato, segue-se que eles não se preocupavam com a justiça espiritual.

João Calvino, Extraído do comentário de Gálatas de João Calvino, publicado pela Editora Paracletos, páginas 170 e 171. Acervo monergismo.com

27 de março de 2013

DISCIPLINA ESPIRITUAL

A disciplina da vida cristã – M. Lloyd-Jones

É-nos da máxima importância apercebermo-nos de que existe o que se chama «disciplina da vida cristã». Não basta dizer. . . que, o que quer que nos suceda, temos apenas de «olhar para o Senhor», que tudo nos irá bem. . . Esse ensino é antibíblico. Se fosse só isso que tivéssemos que fazer, muitas porções das Escrituras seriam completamente desnecessárias . . .não haveria motivo para existirem as Epístolas; mas elas foram escritas. . . por homens inspirados pelo Espírito Santo . . .o que nos dizem. . . é que há uma disciplina essencial na vida cristã.

Um dos aspectos mais lamentáveis da vida de certos tipos de cristãos hoje em dia é que parecem ter perdido de vista esse aspecto da fé. Infelizmente, isso acontece sobretudo com relação aos que se empenham por maior fidelidade ao Evangelho. . . Em primeiro lugar e sobretudo, houve uma reação contra o ensino católico-romano. No sistema católico-romano dá-se muita importância a certa espécie de disciplina. Foram produzidos muitos livros e manuais sobre o assunto. De fato, alguns dos maiores mestres desse tipo de ensino são católicos-romanos como, por exemplo, Bernardo de Claraval, ou o bem conhecido Fénélon, cujas famosas Cartas para Homens e Cartas para Mulheres foram muito populares em certa época.

Pois bem, os protestantes reagiram contra isso, e em certa medida fizeram bem. . . Mas deduzir do mau uso da disciplina que não há nenhuma necessidade dela na vida cristã, é algo totalmente errado.

Na verdade, os períodos realmente grandiosos do protestantismo sempre se caracterizaram pelo reconhecimento da necessidade de tal disciplina. . . Por que homens como os dois irmãos Wesley e Whitefield foram chamados metodistas? Porque tinham vida metódica. Eram metodistas porque tinham método em suas reuniões. . . O próprio termo metodista. . . salienta o fato de que criam na disciplina, em como as pessoas devem disciplinar sua vida e como se deve tratar e lidar com cada personalidade, nas circunstâncias e situações com que nos defrontamos no mundo em que vivemos.

Faith on Trial p. 23,4.

JOHANNA VEENSTRA - A MÉDICA DO RANCHO DE CHÃO BATIDO



Johanna Veenstra - Durante os anos 20 a 30, entregou sua vida na África. Morava numa cabana nativa sem teto e chão de terra. Estabeleceu um internato para treinar rapazes como evangelistas, o qual chegou a matricular 25 deles de uma só vez. Ainda achava oportunidades para serviços médicos e evangelísticos. Suas viagens de vila em vila duravam várias semanas e eram realizadas em uma bicicleta. Ela era um pioneira preparando o terreno para outros. Em 1933 ela havia entrado no hospital da missão para o que julgava ser uma cirurgia de rotina, mas não se recuperou e faleceu. "De uma cabana de barro para uma Mansão nos Céus.



Dezenas e centenas de outras mulheres solteiras aceitaram o desafio missionário para irem ao lugares mais difíceis da terra para levar a mensagem do amor de Cristo. Muitas delas foram martirizadas no campo missionário, mas nunca desistiram. Outras nem sabemos os seus nomes, mas no grande dia do Tribunal de Cristo, lá estarão para receberem a recompensa final pelo labor realizado nas missões transculturais.

Que o Senhor continue convocando mulheres dedicadas para a Obra Missionária, e oremos por aquelas que já estão no campo de batalha, levando o Evangelho a toda criatura. A Deus toda glória.

LOTTIE MOON



Charlotte (Lottie) Diggs Moon - viajou para a China em 1872 e morreu em 1912. Viveu duas vidas separadas na China. Parte do ano era gasto nas povoações fazendo trabalho evangelístico e a outra parte ela passava em Tengchow, onde treinava novos missionários, aconselhava as mulheres chinesas e lia com prazer os livros e revistas ocidentais. Escreveu inúmeros livros que abriram caminho para a sua extraordinária influência sobre a Igreja Batista do Sul dos EUA, escritos estes dirigidos às mulheres para que dessem mais apoio às missões

IDA SCUDDER - A jovem que não queria ser missionária

Ida Scudder - a jovem que não queria ser missionária
Ida Scudder, nasceu na Índia em 1870 e cresceu bastante familiarizada com as dificuldades da vida missionária, especialmente a dor da separação dos entes queridos. Ela vinha de uma geração de missionários que dedicaram suas vidas à Causa do Mestre.





De acordo com a história, em quatro gerações, 42 membros da família Scudder se tornaram missionários, contribuindo com mais de cem anos de serviço missionário combinado, pois quase todos eram voltados à medicina, prática que exerceram junto ao ministério da Palavra.

Na verdade Ida não queria ser missionária e seu sonho e desejo era ter uma boa vida e morar nos Estados Unidos, de onde seus pais vieram, mas esta não era a vontade e nem o plano que Deus tinha para a sua vida terrenal.

Ida teve a oportunidade de estudar nos EUA e quando terminou o segundo ciclo, permaneceu ali para frequentar um "seminário para jovens do sexo feminino" em Northfield, estado de Massachusetts, dirigido por D. L. Moody. Ela dizia que não tinha qualquer intenção de seguir a tradição familiar tornando-se missionária, mas logo depois de formar-se em 1890 recebeu um cabograma urgente, informando-a de que a mãe se achava enferma na Índia.

Em poucas semanas, Ida estava à caminho daquele país misterioso "país horrível, com seu calor, poeira e cheiros". Seu objetivo era só cuidar da mãe e finda essa missão voltaria para os Estados Unidos a fim de realizar seus sonhos - assim ela pensava.
Embora feliz por estar reunida com sua família, Ida não se sentia inteiramente à vontade com eles. Sentia pressões de todos os lados - tios, primos, e até dos pais para não fugir do dever dos Scudder de tornar-se missionária. Foi necessária uma experiência extraordinária em sua vida, que tornou seu "chamado" pessoal para as missões médicas.

"Três homens diferentes - um brâmane, um hindu de casta superior e um muçulmano - chegaram à sua porta durante a mesma noite, pedindo-lhe que fosse prestar ajuda em partos difíceis, mas seu pai não permitiu que fosse pois os costumes religiosos na Índia proibiam contatos íntimos com estranhos do sexo oposto.

Ida passou um noite terrível preocupada com aquelas mulheres - "foi horrível não pude dormir aquela noite". Bem cedo, ela recebeu a notícia através de um empregado da casa, que aquelas mulheres morreram durante o parto. "Fechei-me de novo em meu quarto pensando muito seriamente sobre as condições das mulheres hindus e depois de muita reflexão e oração, fui ter com meus pais e lhes disse que precisava ir estudar medicina e depois voltar para ajudar mulheres como aquelas na Índia".

Hospital na Índia - legado de Ida Scudder
Ida Scudder, partiu para os Estados Unidos no outono de 1895 e matriculou-se na Faculdade de Medicina para Mulheres, na Filadélfia, onde Clara Swain, a primeira médica missionária americana se diplomara. Depois de terminar seus estudos voltou para a Índia. A princípio seu trabalho na Índia foi difícil porque os pacientes não confiavam nela. Para piorar, inesperadamente seu pai morreu de câncer, destroçando seus planos de trabalhar junto ao pai.

Ida enfrentou na Índia a cultura supersticiosa que muitas vezes prejudicava a ajuda aos doentes e necessitados das diferentes castas. Mas logo depois de sua chegada na Índia, foi iniciada a construção do hospital de Vellore com o apoio de fundos levantados nos Estados Unidos.
Além de dirigir o hospital, uma escola de medicina e dispensários urbanos, Ida com ajuda da mãe, administrava um verdadeiro orfanato. Mais de vinte crianças abandonadas foram levadas para a casa dos Scudder. Ida sentiu profundamente a perda da mãe em 1925, aos 86 anos de idade. Sessenta e três anos antes, essa mulher persistente vira negado seu pedido de sustento pela diretoria da Sociedade Missionária por julgarem que não suportaria os rigores da Índia.
A revista "Seleções", entre outras histórias, escreveu um artigo com elogios a seu respeito. "Essa mulher extraordinária, de cabelos brancos, aos 72 anos de idade, tem um andar elástico, um brilho nos olhos e as mãos fortes e hábeis de um cirurgião de 45 anos. Durante 18 anos, ela dirigiu a associação médica de um distrito com uma população de 2.000.000 de habitantes. Os médicos de toda a Índia lhe enviam seus casos ginecológicos mais complicados. Mulheres e crianças a procuram apenas para tocá-la, tão grande é sua reputação de curar".

Ida aposentou-se em 1946, aos 75 anos de idade, mas permaneceu em atividade por mais uma década. Ela dava aulas bíblicas para homens e mulheres, aconselhava os médicos nos casos difíceis até os 83 anos de idade. Em 1950, dez anos antes de sua morte, foi preparada em Vellore uma celebração do seu jubileu de ouro, marcando seus 50 anos de trabalho na Índia.

Ela ainda viveu para ver o estabelecimento de um moderno complexo médico, com cerca de cem médicos, um hospital geral com 484 leitos, um hospital de oftalmologia com 60 leitos e inúmeras clínicas móveis, todos servindo a cerca de 200.000 pacientes e preparando uma média de 200 estudantes de medicina por ano. Ida tornara-se querida e respeitada por milhões de pessoas na Índia.


Ida (centro) com mulheres (fundo) hospital

Ela se tornara tão conhecida em toda Índia que se uma carta dirigida à sua pessoa somente com o endereço de Vellore num continente naquela época habitado por trezentos milhões de pessoas, jamais se extraviava, rapidamente essa carta chegava em suas mãos.

Esta é a biografia resumida de uma grande mulher que "não queria ser missionária". Seu legado continua até hoje não só na terra, mas também na eternidade.
Ida Scudder - jubileu de ouro

Fonte: Adaptado - Ruth A. Tucker