20 de agosto de 2014

ORAÇÃO QUE PREVALEÇE CHARLES FINNEY

ORAÇÃO QUE PREVALEÇE

CHARLES FINNEY


Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. Mat 7:7,8
Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Tiago 4:3
O tema sobre o qual falei ontem à noite é o mesmo que vos quero falar  hoje também: As condições para que as orações possam prevalecer. Fiz referência a várias condicões ontem e esta noite vou-me entregar ao comentário do mesmo assunto. Fiz referência àquela perseverança como condição para que se prevaleça com Deus. Às vezes porém, as condições são de tal caráter que não existe tempo para perseverar no sentido de se prolongar por muito sobre um qualquer assunto com o qual se quer lutar com Deus em oração como Jacó. Deus está sempre esperando alguém entrar na brecha para interceder e sempre disposto em atender as súplicas do angustiado, muito para benefício de quem pede, muitas vezes para benefício de terceiros, ou mesmo as duas coisas juntas. Há casos destes registrados nas Escrituras, onde Deus não atendeu de pronto, para que se desenvolvesse no espírito um desejo de lutar. Fiz referencia sobre Jacó ontem à noite, de como ele se fez um exemplo de perseverança em luta, persistindo até ao fim (para ele, fim de sua própria vida, pois nada teria a perder se Deus não viesse em seu auxílio) e, de como assim fez prevalecer a sua súplica. Também fiz referencia aos casos de Moisés e de Elias.


Elias tinha expressamente a promessa de chuva sobre a terra. Quando ele fez aquele altar, quando matou todos os profetas de Baal que ali se encontravam, se bem se recordam, entregou-se intensamente àquela oração que apenas os santos serão capazes de fazer sem nunca desistirem (mandando o seu servo ir ver por sete vezes se alguma nuvem havia nos céus). Elias começou a orar! Mas o servo foi e voltou com a triste notícia de que os céus estavam limpos e não havia nenhuma nuvem; tudo estava igual, só vento e pó. Quando Elias ora sobre uma promessa feita, ele diz "vai lá ver de novo!" Acho que ele só quis dizer vai sempre lá até que vejas algo, pois não posso sair daqui até que venha a bênção. Ele tinha dentro de si uma forte ansiedade santa para beneficiar aquele povo que sofria com a seca, mas também tinha outras razões para dali não sair até que viesse a prevalecer inquestionavelmente bem. Deus expressamente lhe havia prometido. Elias determinara em seu coração que aquela demora estranha não lhe serviria de razão para desistir, tropeçando assim em si mesmo. Ele continuou defendendo a sua causa fielmente, até que, depois de muito suplicar, a chuva veio refrescar a seu espírito angustiado. Ele por certo iria continuar a manter o seu caso diante de Deus se aquela chuva persistisse em não vir. De repente apareceu uma pequena nuvem como a mão de um homem. Ele não foi leviano ao ponto de se levantar dali até que Deus o houvesse atendido como muitos fariam na sua presunção!


Os presunçosos pressupõem erradamente que apenas porque Deus prometeu, estarmos recordados daquilo que prometeu, será o suficiente para se vir a concretizar a promessa! Aquele profeta tinha um espírito dentro dele mesmo repleto de urgência e, instigado por ela, não se atreveu a abandonar desnecessariamente aquele trono de graça que será a face real de Deus. O seu servo teve de ir e voltar sete vezes e na última delas apenas disse que aparecia uma pequena nuvem como uma mão dum homem. Observem como exemplo o que é a perseverança e aprendam com quem estava sempre diante de Deus: não se teve por leviano trazendo desonra ao Seu nome que carregava pesadamente consigo.


Vejamos de novo o caso de Daniel em Daniel 10. Deveras um caso seguramente muito pertinente diante de Deus. Lemos assim: "Naqueles dias eu, Daniel, estava pranteando por três semanas inteiras. Nenhuma coisa desejável comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com unguento, até que se cumpriram as três semanas completas." Dan.10:2,3. Assim chegou aquela resposta inesperada. Daniel arriscou aqui a própria vida, pois acho e temo que não se levantaria dali até que houvesse prevalecido na sua singela oração. Não vou ler os versículos todos, por essa razão irei saltar para o v.12: "Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim logo". Parece-nos que um mensageiro foi mandado para servir Daniel com uma resposta. Também nos parece que algum agente estranho se entrepôs no caminho da resposta que aquele mensageiro lhe trazia. De fato, um espírito vindo do próprio inferno subiu de lá para que perturbasse e turvasse a resposta trazida a Daniel. Mas como em Deus sempre saímos vencedores, aquele anjo prevaleceu sobre o tal príncipe da Pérsia infernal, havendo sido ajudado pelo anjo Miguel, um dos principais, como se houvesse sido o próprio Messias; alguns acham que simbolicamente é. Mas aquilo que conta, aquilo que é de grande realce, é que Daniel pressionou o seu caso até aos vinte e um dias sem cessar. Nada o faria parar, com a exceção de uma resposta.


No caso da mulher Cananita vemos mais um pormenor de grande importância. Por certo se recordarão das circunstâncias em que tal coisa se deu. A mulher não era de linhagem de sangue santo, muitos anos antes havia sido condenada à extinção e existia apenas porque os Israelitas não haviam sido obedientes a Deus em anteriores séculos de existência humana; sua filha estava a ser afligida por um espírito imundo que a atormentava noite e dia; e foi nessas circunstâncias que ela se aproximou de Cristo para ser ajudada. Nada, para ela, levava a crer qual o desfecho de tal ousadia, duma mulher se aproximar dum homem santo, sendo impura e leviana. Mas Cristo veio para que esses tenham vida. Ela caiu diante dele, e disse-lhe algo como "tem misericórdia de mim, Filho de David; a minha filha está violentamente atormentada por um espírito imundo". Os discípulos lá estavam com Ele. Vendo estes que Cristo aparentemente não se movia em favor dela, disseram-Lhe: "despede-a logo, porque ela não nos deixa!" Ele respondeu, se bem se recordam, "não fui mandado senão às ovelhas perdidas de Israel". Esta mulher Siro-Finícia, não se sentiu minimamente desencorajada pelo desenlace da reação de quem ela achava teria poder e santidade suficientes para ajudá-la, nem que fosse apenas pela fama que tinha, ela creu. Jesus respondeu-lhe a ela já que "não é licito dar o pão dos filhos aos cães" Ao que esta respondeu "é verdade Senhor; mas não peço tal coisa, que me dês do pão dos filhos (pois ela reconhecia sem rancor contra os judeus quem era). Aceito ser comparada a um cão esfomeado. Não me sinto magoada contigo nem assim; aceito que tudo aquilo que dizes seja verdade; considero-me vil, mas posso comer das tuas migalhas, daquelas que caem no chão e já ninguém as aproveita?"


Amigos, que espírito é este, o desta mulher verdadeira e nobre? Até Jesus a enalteceu dizendo-lhe: "mulher, grande é a tua fé! Vai, e seja feito conforme o teu desejo!" Cristo, atuando sobre ela, aparentemente negando-lhe o seu primeiro pedido e o segundo e sabe-se lá quantos mais, construiu a fé desta mulher sobre a rocha da verdade! Até para os discípulos havia sido um exemplo de perseverança e de fé. Se não houvesse sido trabalhada até aquele ponto de verdade e aceitação interior de reconhecer quem e porque era, ter-se-ia confundido, houvesse Cristo aceite seu pedido antes. Mas esta mulher não desistiu, e mesmo sobre forte pressão para se desencorajar, ela persistiu e venceu.

Recordemo-nos que ela já vinha com imensa mágoa no seu coração, com a qual muitos nem se atrevem a pensar em Deus a não ser que seja para o acusarem de algo. Maior se tornou seu dilema por saber que não pertencia às ovelhas perdidas de Israel; maior ainda se tornou quando isso se confirmou da boca de Cristo, em quem ela depositava sua confiança. Mesmo assim arranjou forças para não se entregar a todos os muitos motivos para se sentir desencorajada e desistir de algo que sabia Cristo poderia dar-lhe. Precisamente o oposto de tudo isto sucedeu, pois muitas vezes devemos permitir e entender tudo aquilo que o Senhor faz, sabendo Quem é Ele.

Parecia até que Ele a tratava com despeito, como se ela nada valesse para Ele; mas o Senhor apenas testava o seu mau feitio. A reação dela poderia ter sido, "já que me tratas assim, eu não falo mais contigo. Não vim atrás daquele pão dos filhos e tratas-me assim!" Esta é uma bonita história de perseverança e não só, mas principalmente do poder dela, de como prevalece sempre com Deus.

Um caso curioso deu-se quando fui a Inglaterra. Um senhor cujo nome já me esqueci, em Birmingham, pediu para falar comigo para relatar algo sobre ele. Havia ouvido muita coisa muito diferente sobre a oração que prevalece, coisas demais até e sentia-se naquele dever de me exortar e revelar quão grande seria a fidelidade de Deus! Este caso foi de caráter tal que desde então parei muitas vezes para pensar nele, tão fortes eram os princípios daquele homem.

Relatou-me a seguinte história: "um vizinho meu perdeu a sua esposa. Quando ela estava enferma e à beira da morte, a minha esposa foi cuidar dela. Permaneceu ao seu lado até ao seu último fôlego se haver despedido dela. Depois de ela voltar para casa, notei que algo de errado se passava, algo entre o viúvo e ela. Falei com ela sobre os meus temores, os quais ela mesmo confirmou, confessando a sua culpa e comprometendo-se a ir viver com ele!

 Que mais poderia dizer? Ela desistira de mim por outro homem solitário! Não tinha como reavê-la, de como convencê-la. Pois havia jurado deixar-me e entregar-se a outro homem. Nada mais podia fazer! Desesperado fui ter com Deus. Clamei dia e noite pedindo que atendesse a minha causa, que vingasse meu dilema. Por mais de duas semanas nem dormir direito conseguia. Não me entreguei senão à oração clamando a Deus incessantemente. Neste ponto deixei clarificado à minha esposa que a receberia de braços abertos e que lhe perdoaria o passado. Mantive-me nessa posição fielmente. Chorei e clamei diante de Deus. Depois de duas semanas ela voltou para mim com um coração quebrantado e dorido, confessando seus muitos pecados, humilhando-se diante de Deus. E desde então se tornou naquela esposa ideal que eu sempre ansiara".

Que caso tão reconfortante é este! Em vez de a desterrar e a ignorar para sempre, este homem ele foi antes reclamar diante de Deus dizendo "ó Deus, este homem tirou minha esposa do meu lado, averigua o meu caso e faz-me justiça!" Caso haja outro caso mais flagrante para nos levar a orar do que este, do qual podemos tornar alvo de oração persistente, nada mais antagônico que este caso de adultério flagrante ; não só salvou o seu casamento, mas a vida de sua esposa e quem sabe do seu próprio inimigo!


11 de agosto de 2014

Dias gloriosos para serem lembrados


Cristianismo, os primeiros 1000 anos

Dias gloriosos para serem lembrados
150 DC Justino Martir escreve sua apologia
156 DC Policarpo é martirizado
177 DC Irineu se torna bispo de Lião 196 DC Tertuliano começa a escrever
Ano 205  Orígenes começa a escrever
251 Cipriano começa a escrever sobre unidade da igreja
270 Antão começa a vida como eremita
312 A conversão do imperador Constantino
325 o concílio de Nicéia

367 Atanásio reconhece o cânon do Novo Testamento
385 o bispo Ambrósio desafia a imperatriz
387 Agostinho se converte a Cristo
398 João Crisóstomo se torna bispo de Constantinopla
405 Jerônimo completa a vulgata
432 Patrício é enviado como missionário a Irlanda
451 Concílio de Calcedônia
563 Columba vai a Escócia como missionário
590 Gregório I primeiro se torna Papa
664 Sínodo de Whitby

716 Bonifácio parte para ser missionário
731 Beda, o venerável, conclui sua história eclesiástica na Inglaterra
800 Carlos Magno é coroado Imperador
863 Cirilo e Metódio evangelizam os eslavos
988 Conversão de Vladimir,  príncipe da Rússia



O SEGUNDO MILÊNIO DO POVO DE DEUS
1054 O CISMA ENTRE O ORIENTE E O OCIDENTE
1093 ANSELMO É ELEITO BISPO DE CANTUÁRIA
1095 O PAPA URBANO II LANÇA A 1º CRUZADA
1150 FUNDAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE OXFORD
1173 PEDRO VALDO FUNDA O MOVIMENTO DOS VALDENSES
1206 FRANCISCO DE ASSIS RENUNCIA SUAS  RIQUESAS
1215 0 4º CONCILIO DE LATRÃO
1273 THOMÁS DE AQUINO COMPLETA A SUMA TEOLÓGICA
1378 CATARINA DE SIENA VAI  A ROMA SOLUCIONAR O GRANDE CISMA
1380 WYCLIFE TRADUZ A BÍBLIA PARA O INGLÊS
1415 JOÃO HUSS É CONDENADO A FOGUEIRA
1456 GUTENBERG IMPRIME A 1ª BÍBLIA
1498 SAVANAROLA É EXECUTADO

1517 LUTERO PREGA AS 95 TESES NA PORTA DA IGREJA
1523 ZUINGLIO INICIA A REFORMA NA SUÍÇA
1525 INÍCIO DO MOVIMENTO ANABATISTA
1536 CALVINO PUBLICA AS INSTITUTAS
1545 CONCÍLIO DE TRENTO
1549 CRANMER PRODUZ O LIVRO DE ORAÇÃO COMUM
1559 JOHN KNOX VOLTA A ESCÓCIA PARA LIDERAR A REFORMA
1572 A TRÁGICA NOITE DE SÃO BARTOLOMEU NA FRANÇA
1608 JOHN SMITH BATIZA OS PRIMEIROS BATISTAS
1611 PUBLICADA A BÍBLIA KING JAMES
1620 OS PURITANOS EMBARCAM PARA A NOVA INGLATERRA
1646 É ESCRITA A CONFISSÃO DE FÉ DE  WESTMINSTER
1648 GEORGE FOX INICIA OS QUAKERS
1662 REMBRANT PINTA O FILHO PRÓDIGO
1675 PHILIP JACOB SPENER PUBLIACA PIA DESIDERATA
1678 JOHN BUNYAN ESCREVE O PEREGRINO
1685 NASCEN JOHN SEBASTIAN BACK E GEORGE F HANDEL
1707 ISAAC WATTS PUBLICA HINOS E CÂNTICOS ESPIRITUAIS
1727 INÍCIO DO MOVIMENTO IRMÃOS MORÁVIOS
1735 GRANDE DESPERTAMENTO AMERICANO COM JONATHAN EDWARDS
1738 CONVERSÃO DE JOHN WESLEY
1766 NASCE CHRISTMASS EVANS, O BUNYAN DE GALES
1770 JOHN WESLEY PREGA NO FUNERAL DE WHITEFIELD
1780 ROBERT RAIKES INICIA A ESCOLA DOMINICAL
1793 WILLIAM CAREY VIAJA PARA A ÍNDIA COMO MISSIONÁRIO
1795 DANIEL ROWLAND COMEÇA A PREGAR EM GALES

1807 EDWARD PAYSON ASSUME  SUA IGREJA EM PORTLAND
1811 CAMPBEL INICIA OS DISCÍPULOS DE CRISTO
1812 ADONIRAN E ANN JUDSON  SÃO ENVIADOS A ÍNDIA
1816 RICHARD ALLEN FUNDA A METODISTA  AFRICANA
1817 ELIZABETH FRY COMEÇA A TRABALHAR NOS PRESÍDIOS
1830 CHARLES FINNEY INICIA SEU MINISTÉRIO
1830 JOHN NELSON DARBY INICIA OS IRMÃOS DE PLYMOUTH
1833 JOHN KEBLE DENUNCIA  APOSTASIA NACIONAL EM OXFORD
1854 HUDSON TAYLOR CHEGA A CHINA
1854 CHARLES HADDON SPURGEON É ORDENADO PASTOR
1855 D L MOODDY SE CONVERTE A CRISTO
1856 JOHN PATTON EMBARCA PARA AS ILHAS HÉBRIDAS
1857 DAVID LIVINGSTONE PUBLICA VIAGENS MISSIONÁRIAS
1865 WILLIAN BOOTH FUNDA O EXÉRCITO DA SALVAÇÃO
1875 GEORGE MUELLER INICIA SUAS VIAGENS
1882 SE CONVERTE JESSIE PEN-LEWIS
1887 AMY CARMICHAEL VAI A KESWICK OUVIR HUDSON TAYLOR
1898 A T PIERSON ESCREVE  “EM CRISTO JESUS “
1901 SE CONVERTE MORDECAI HAM EM UMA CRUZADA DE BILLY SUNDAY
1906 O AVIVAMENTO DA RUA AZUZA INICIA O PENTECOSTALISMO
1909 SUNDAR SING FOI PARA O COLÉGIO BÍBLICO
1919 KARL BARTH PUBLICA COMENTÁRIO DE ROMANOS
1921 TRANSMITIDO PRIMEIRO PROGRAMA CRISTÃO PELA RÁDIO
1924 ERIC LIDDEL BATE RECORDE MUNDIAL NOS 400 METROS
1932 JONATHANGOFORTH BATIZA 472 PESSOAS NA MANCHÚRIA

1936 GLADYS AYLWARD RECEBE CIDADANIA CHINESA

1943 LLOYD-JONES ASSUME WESTMISNTER


1945 DIETRICH BONHOEFFER É EXECUTADO PELOS NAZISTAS
1948 É FORMADO O CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS
1949 PRIMEIRA CRUZADA DE BILLY GRAHAM EM LOS ANGELES
1950 C S  LEWIS ESCREVE “ AS CRÔNICAS DE NARNIA”
1956 JIM ELLIOT E SEUS AMIGOS SÃO MORTOS PELOS AUCAS
1957 IRMÃO ANDRÉ LEVA BÍBLIAS A RÚSSIA EM SEU FUSCA
1959 A W TOZER PUBLICA “ NASCIDO DEPOIS DA MEIA NOITE”
1959 RAVENHILL ESCREVE “POR QUE TARDA O AVIVAMENTO”
1963 MARTIN LUTHER KING LIDERA MARCHA A WASHINGTON
1966 IGREJA CHINEZA COMEÇA A CRESCER


1971 DAVID WILKERSON FUNDA DESAFIO JOVEM

Este é o nosso trabalho - acordar as pessoas.

QUANTO TEMPO MAIS VOU ESPERAR?

Catherine Booth sobre  John Wesley Redfield.
A abençoada esposa do General Booth, nos dá o prazer de ouvir este maravilhoso texto, vindo diretamente do coração de Deus, ela escreve: "Muitos não reconhecem esse fato como
deveriam, de que  Satanás tem feito os homens dormir no pecado e que a sua maior estratégia  é mantê-los assim até o fim de suas vidas. Ele não se importa com o que fazemos, se estamos em pecado. Podemos cantar músicas de adoração, pregar sermões, orar de madrugada, subir ao monte e até falar  sobre o Juízo Final, e o adversário nunca vai preocupar-se sobre nós, se nós não temos condições de despertar ninguém do pecado. Mas se começarmos a despertar o embriagado pecador, ele e vai ranger  os dentes contra nós e nós certamente entraremos na lista dos verdadeiros inimigos do diabo. Este é o nosso trabalho -  acordar as pessoas. "


John Wesley Redfield era um homem que despertou tanto o pecador que dormia quanto  o descuidado cristão. Quando o Sr. Redfield orava ou pregava os homens e mulheres eram tocados por Jesus e voltavam para casa diferente do que quando entraram. Sob a influência do ministério de Mr. Redfield, os escravos do pecado foram levados ao arrependimento e totalmente libertos. Onde quer que ele pregava, igreja após igreja eram visitadas pela presença do Espírito Santo.

Numa ocasião, o Sr. Redfield entrou no púlpito sentindo com uma carga especialmente intensa e pesada pressionando em cima de seu coração. Sem hesitar, ele começou sua mensagem por descrever claramente todos aqueles que viveram na igreja durante anos sem verdadeira graça salvadora, que tinham  sido ministrados por diferentes ministérios evangélicos, que tinham visto e ouvido a verdade da palavra e ainda assim rejeitaram tudo.
Com paixão, alertou todos aqueles que tinham evitado o caminho estreito do arrependimento e da cruz de Cristo. Quando o Sr. Redfield falava o Espírito Santo trazia uma convicção tremendo   do pecado sobre toda a congregação. Alguns gritaram, alguns caíram prostrados antes que eles pudessem chegar ao altar, e outras caíram no altar. As pessoas n’ao suportavam a glória do Senhor que enchia a casa e dobravam os seus joelhos ante a majestade de Jesus.

 Neste exato mesmo tempo, as pessoas a quilômetros de distância também caiam ao chão  sob o poder de Deus na solidão de suas próprias casas.
John Wesley Redfield disse de si mesmo: "Deus me fez um homem áspero e me tem dado um evangelho duro para corações difíceis."
Ele pregou a santidade a todo custo e nada menos que isso em todos os lugares que ia. Isso às vezes despertou grande oposição, mas também trouxe grandes resultados. Igrejas mortas foram revividas, novas igrejas  foram construídas e os enfermos eram muitas vezes curados.
A doutrina do Sr. Redfield e a sua unção não foram emprestados de livros, mas nascidas no lugar secreto da oração. "Freqüentemente ele gemia em oração como se lutasse contra o anjo, mas ele perseverava até ouvir de Jesus que a vitória havia chegado;. Então a vitória vinha, e o Espírito era derramado no meio da igreja e as pessoas gritavam, oravam e confessavam pecados, muitos perderam a sua força e não mais a recuperavam  até que eles prometessem obediência a Deus." Tais manifestações do poder de Deus eram freqüentes em  seu ministério.
Sob a pregação de Redfield, em Nova York, até as pessoas que passavam perto da igreja que não queriam deixar a vida de pecado tinham de correr ou então ceder a convicção do Espírito Santo, que levava a todos os que ficavam a se arrependerem de seus maus caminhos e confessarem a Cristo. Eles, então, caiam desamparado nas ruas sob o poder de Deus. Quando encontrados mais tarde, alguns foram dados por bêbados ou loucos e outros levados presos para a cadeia. A primeira noite que isso ocorreu os oficiais da polícia se  maravilharam, pois viram, como um após o outro pecadores outrora rebeldes, recuperados, arrependidos e louvando a Deus.
A chave para o sucesso de John Wesley Redfield foi o seu total e implacável dependência de Jesus Cristo. Por muitas provações que ele tinha aprendido que ele não poderia realmente fazer nada sem a ajuda de  Jesus. Não é verdade que grande parte da nossa incapacidade de produzir uma mudança duradoura fica aos pés da nossa própria auto-dependência e orgulho? Precisamos recuperar a nossa simplicidade e alegria da devoção a Jesus. Devemos nos arrepender e colocar os nossos métodos e programas de auto-suficiência e, mais uma vez abraçar a "melhor parte" assim como fez Maria, irmã de Marta, sentada aos pés de Jesus em humildade e oração. (Lucas 10:38-42)


4 de agosto de 2014

Livre da escravidão das opiniões humanas A W Tozer

Livre da escravidão das opiniões         humanas   
A W Tozer

A justiça própria é uma efetiva barreira para o favor de Deus porque lança de volta o pecador aos seus próprios méritos e o priva da justiça de Cristo imputada. E ser um pecador confesso e conscientemente perdido é necessário para o ato de receber a salvação por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Isto jubilosamente admitimos e constantemente afirmamos, mas eis aqui a verdade que tem sido negligenciada em nossos dias:
Um pecador não pode entrar no reino de Deus.
As passagens bíblicas que declaram isto são demasiado numerosas e demasiado conhecidas para que seja necessário repeti-las aqui, mas o cético poderia examinar Gálatas 5.19-21 e Apocalipse 21.8. Como, então, pode alguém ser salvo? O pecador penitente encontra-se com Cristo e depois desse encontro salvador, não é mais pecador. O poder do Evangelho o transforma, muda a base da sua vida do ego para Cristo, faz com que ele dê meia-volta e tome nova direção, e faz dele uma nova criação. O estado moral do penitente quando vem a Cristo não afeta o resultado, pois a obra de Cristo varre dele tanto o que tem de bom como o que tem de mau, e o transforma noutro homem. O pecador que volta não é salvo por alguma transação judicial sem uma correspondente mudança moral. A salvação tem que incluir uma mudança judicial de estado, mas o que é passado por alto por muitos mestres é que ela inclui também uma real mudança na vida do indivíduo. E com isso queremos dizer mais do que uma mudança de superfície; queremos dizer uma transformação tão profunda quanto as raízes da vida humana. Se não chega a essa profundidade, não chegou a suficiente profundidade. Se não tivéssemos sofrido primeiro um sério declínio em nossas expectativas, não teríamos aceitado essa insípida e técnica concepção da fé.

As igrejas (mesmo as conservadoras) são mundanas no espírito, moralmente anêmicas, vivem na defensiva, imitando em vez de tomar iniciativas, e numa condição miserável, em geral porque durante duas gerações completas lhes têm dito que a justificação não é nada mais que um veredito de "não culpado" pronunciado pelo Pai Celeste sobre um pecador que pode apresentar a mágica moeda fé  com o maravilhoso "abre-te sésamo" gravado nela. Se a afirmação não é tão contundente assim, ao menos a mensagem é defendida de modo tal que chega a causar essa impressão. A coisa toda resulta de ouvir a Palavra sem poder e de recebê-la do mesmo modo.Ora, a fé é na verdade o abre-te sésamo da bem-aventurança eterna. Sem fé é impossível agradar a Deus, e nenhum homem pode salvar-se sem fé no Salvador ressurreto. Mas a verdadeira qualidade da fé é quase universalmente omitida, a saber, a sua qualidade moral.

A fé é mais que mera confiança na veracidade de uma afirmação feita na Escritura Sagrada. Ela é uma coisa altamente moral e de essência espiritual. Invariavelmente efetua transformação radical na vida de quem a exerce. Muda a visão interior, do ego para Deus. Introduz o seu possuidor na vida do céu estando ele na terra. Não é meu desejo diminuir o efeito justificador da fé. Nenhum homem que conheça as profundezas da sua própria iniqüidade ousaria comparecer perante a inefável Presença sem nada para recomendá-lo senão o seu próprio caráter, tampouco cristão algum, sábio após a disciplina dos fracassos e das imperfeições, quereria que a sua aceitação da parte de Deus dependesse de algum grau de santidade que ele pudesse ter atingido mediante as operações da graça interior.

Todo os que conhecem os seus próprios corações e as provisões do Evangelho se unirão na oração do homem de Deus: Quando ao som da trombeta Ele chegar,Oxalá nele eu seja visto;Da Sua justiça apenas revestido,Sem culpa diante do seu trono estar! Uma coisa angustiante é que uma verdade tão bela tenha sido tão pervertida. Mas a perversão é o preço que pagamos por deixar de dar ênfase ao conteúdo moral da verdade; é a maldição que acompanha a ortodoxia racional quando apaga ou rejeita o Espírito da Verdade. Ao afirmar que a fé no Evangelho efetua uma mudança da força motriz da vida, do ego para Deus, estou apenas afirmando os fatos puros e simples. Todo homem dotado de entendimento moral necessariamente tem consciência do flagelo que o aflige interiormente; necessariamente está cônscio daquilo a que chamamos ego, a que a Bíblia chama carne  (ser pessoal, natureza humana), mas, seja qual for o nome que se lhe dê, um senhor cruel e um inimigo mortal.
Jamais o Faraó dominou tão tiranicamente Israel como este inimigo oculto domina os filhos e filhas dos homens. As palavras de Deus a Moisés concernentes a Israel no cativeiro bem podem descrever-nos a todos:"Certamente vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causados seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento". E quando, como com tanta ternura afirma o Credo Niceno, nosso Senhor Jesus Cristo "por nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, foi feito carne do Espírito Santo e da Virgem Maria, e tornou-se homem, e foi crucificado por nós sob o poder de Pôncio  Pilatos, e padeceu e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia conforme as Escrituras, e subiu aos céus e assentou-se à direita do Pai", para que o fez?   

-Para que nos pronunciasse tecnicamente livres e nos deixasse em nossa escravidão?
Nunca. Deus não disse a Moisés, "... desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra e uma terra boa e ampla, terra que mana leite  e mel... Chega-te a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor:Deixa ir o meu povo..."? Para os seres humanos cativos do pecado Deus jamais tenciona menos que plena libertação. A mensagem cristã retamente entendida significa isto: O Deus que pela palavra do Evangelho proclama livres os homens, pelo poder do Evangelho de fato os faz livres .  Aceitar menos que isso é conhecer o Evangelho somente em palavra,sem o seu poder. Aqueles a quem a Palavra vem em poder experimentam este livramento, esta migração interior da alma, da escravidão para a liberdade, esta libertação do cativeiro moral. Conhecem por experiência uma radical mudança de posição, uma real travessia, e conscientemente se firmam noutro solo, sob outro céu, e respiram outro ar. Mudam-se os motivos da sua vida e se renovam os seus impulsos internos.
Que são esses velhos impulsos que outrora impunham a obediência com a ponta do chicote?
-Que são eles, senão pequenos mestres de obras, servos do grande mestre de obras, oEgo, os quais se põem diante dele e fazem a sua vontade?
Mencioná-los todos requereria um livro só para isso, mas gostaríamos de indicar um deles como tipo ou exemplo dos demais. É o desejo de aprovação social. Isto não é mau em si mesmo, e poderia ser perfeitamente inocente se estivéssemos vivendo num mundo sem pecado, mas desde que a raça humana apartou-se de Deus, caiu, e se juntou aos Seus inimigos, ser amigo do mundo é ser colaborador do mal e inimigo de Deus. Todavia, o desejo de agradar os homens está por trás de todos os atos sociais, desde as mais altas civilizações até os mais baixos níveis em que se acha a vida humana. Ninguém pode escapar disso. O fora da lei que burla as regras da sociedade e ao filósofo que se eleva em pensamento acima do comum, parecem ter evitado a armadilha, mas na realidade apenas estreitaram o círculo daqueles a quem eles desejam agradar. O fora da lei tem os seus comparsas diante dos quais  procura brilhar; o filósofo, o seu grupo de pensadores superiores cuja aprovação é necessária para a sua felicidade. Para ambos, a raiz dos motivos permanece intacta. Cada um deles aufere sua paz da idéia de que goza a estima dos seus companheiros, conquanto cada qual interprete à sua maneira toda a questão. Cada ser humano olha para os seus companheiros humanos porque não tem ninguém para quem olhar. Davi podia dizer: "Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra", mas os filhos deste mundo não têm Deus, só têm uns aos outros, e andam apegando-se uns aos outros e procurando uns aos outros para se sentirem seguros, como crianças apavoradas. Mas sua esperança lhes falhará, pois são como um grupo de homens dos quais  nenhum sabe manejar um avião em vôo e que, de repente, se vêem nos ares sem piloto, cada qual esperando que os outros os levem a salvo ao solo. A sua confiança desesperada, mas equivocada, não os pode salvar da destruição que certamente lhes sobrevirá.

Com este desejo de agradar os homens tão profundamente implantado dentro de nós, como podemos desarraigá-lo e mudar o nosso impulso vital para agradar a Deus,em vez de agradar os homens?
Bem, ninguém pode fazê-lo sozinho, nem com a ajuda doutras pessoas, nem por meio da educação ou de exercícios, nem por qualquer outro método conhecido debaixo do Sol. O que se requer é uma inversão da natureza (que,por ser uma natureza decaída, não é menos poderosa), e esta inversão tem que ser um ato sobrenatural. Esse ato o Espírito executa mediante o poder do Evangelho quando recebido com fé viva. Então Ele remove a velha natureza e instaura a nova. Então Ele invade a vida como a luz do Sol invade uma paisagem e expulsa os velhos motivos como a luz expulsa a escuridão do firmamento.O modo como age na experiência é mais ou menos assim: O homem que crê é subitamente dominado por uma vigorosa sensação de que só Deus importa ; logo isto passa a agir em sua vida mental e condiciona todos os seus juízos e todos os seus valores. 
Agora ele se vê livre da escravidão das opiniões humanas. Um forte desejo de agradar somente a Deus toma posse dele. Logo aprende a querer acima de tudo mais a certeza de que está sendo agradável ao Pai celestial. É esta mudança completa em sua fonte de prazer que torna invencíveis os homens de fé. Assim os santos e mártires puderam ficar sós, abandonados por todos os amigos terrenais, e morrer por Cristo debaixo do aborrecimento universal da humanidade. Quando, para intimidá-lo, os juízes de Atanásio o advertiram de que o mundo inteiro estava contra ele, Atanásio ousou replicar: "Então é Atanásio contra o mundo!" Esse brado cruzou os séculos e hoje pode fazer-nos lembrar que o Evangelho tem poder para livrar os homens da tirania da aprovação social e os torna livres para fazerem a vontade de Deus.Isolei este único inimigo para consideração, mas este é somente um, e existem muitos outros. Eles parecem existir por si mesmos e ter existência separada uns dos outros, mas é só aparência. Na verdade são apenas ramos da mesma vinha venenosa, desenvolvendo-se da mesma raiz má, e morrem juntos quando morre a raiz. Essa raiz é o ego, e a Cruz é seu único destruidor capaz. 

A mensagem do Evangelho é, pois, a mensagem de uma nova criação em meio a uma antiga, a mensagem da invasão da nossa natureza humana feita pela vida eterna de Deus e a substituição da velha natureza pela nova. A nova vida captura a natureza do homem de fé e se dedica à sua benévola conquista, conquista que não é completa enquanto a vida invasora não tiver tomado posse total e não tiver emergido uma nova criatura. E este é um ato de Deus, sem ajuda humana, pois é um milagre moral e uma ressurreição espiritual.

3 de agosto de 2014

EM PALAVRA, OU EM PODER A W TOZER


 Como ganhar este j0go?
EM PALAVRA, OU  EM PODER
 A W TOZER
Porque o  evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas sobretudo em poder,no Espírito Santo. 1 Tessalonicenses 1.5 

Se alguém está em Cristo, é nova criatura. 2 Coríntios 5.17 

Tens nome de que vives, e estás morto. Apocalipse 3.1

       Para quem é apenas um estudante, estes versículos podem ser interessantes, mas para um homem sério, empenhado em obter a vida eterna, bem podem provar-se mais do que algo perturbadores. Pois eles evidentemente ensinam que a mensagem do Evangelho pode ser recebida de uma destas duas maneiras: em palavra somente, sem poder, ou em palavra com poder.
E estes versículos também ensinam que quando a mensagem é recebida em poder, efetua uma mudança tão radical que se pode chamar de nova criação. Mas a mensagem pode ser recebida sem poder, e, por certo, alguns a receberam desse modo, pois têm nome de que vivem, e estão mortos. Tudo isso será presente nestes textos. Observando as maneiras de jogar dos homens, pude entender melhor as maneiras de orar dos homens. Na maioria os homens, na verdade, brincam de religião como brincam nos jogos, sendo que de todos os jogos a religião é o jogo mais universalmente jogado. Os vários desportos têm as suas regras, as suas bolas e os seus jogadores; o jogo desperta interesse, dá prazer e consome tempo, e quando acaba, as equipes competidoras deixam o campo sorrindo. É comum ver um jogador deixar uma equipe e juntar-se a outra e, poucos dias depois, jogar contra os seus ex-colegas com o mesmo entusiasmo que anteriormente demonstrara jogando em favor  deles.
A coisa toda é arbitrária. Consiste em resolver problemas artificiais e combater dificuldades deliberadamente criadas por amor do jogo. Não tem raízes morais, e não se espera que tenha. Ninguém melhora pelo esforço que a si mesmo se impõe. Tudo não passa de uma agradável atividade que não muda nada nem fixa nada, afinal.
Se as condições que descrevemos se limitassem ao campo de esporte, poderíamos passar por alto sem pensar mais nisso, mas que havemos de dizer quando este mesmo espírito entra no santuário e decide a atitude dos homens para com Deus e para com a religião? Pois a igreja também tem os seus campos, as suas regras e o seu equipamento para o jogo das palavras piedosas. Ela tem os seus fanáticos, tanto leigos como profissionais, que mantêm o jogo com o seu dinheiro e o incentivam com a sua presença, mas que não diferem, na vida ou caráter, de muitos que não têm absolutamente interesse nenhum pela religião. Como um atleta usa uma bola, assim muitos de nós usam palavras; palavras faladas e palavras cantadas, palavras escritas e palavras proferidas em oração. Nós as atiramos rapidamente pelo campo; aprendemos a manejá-las com destreza e graça; edificamos reputações sobre a nossa habilidade verbal e ganhamos como recompensa o aplauso dos que
apreciaram o jogo. Mas a vacuidade disso transparece do fato de que,após o jogo religioso,basicamente ninguém é nada diferente do que era antes . As bases da vida continuam inalteradas, os mesmos princípios antigos dominam, o mesmo velho Adão governa.
Eu não disse que a religião sem poder não faz nenhuma mudança na vida de alguém; disse apenas que não faz nenhuma diferença fundamental. A água pode mudar de líquido para vapor, de vapor para neve e de novo para líquido, e continua sendo fundamentalmente a mesma coisa. Assim a religião sem poder pode submeter o homem a muitas mudanças superficiais deixando-o exatamente igual ao que era antes.  É justamente aí que está a armadilha. As mudanças são apenas de forma, não de natureza.
Por trás do homem não religioso e do homem que recebeu o Evangelho sem poder estão os mesmos motivos. Um ego não abençoado jaz no fundo de ambas as vidas, com a diferença que o homem religioso aprendeu a disfarçar melhor o defeito. Os seus pecados são mais refinados e menos ofensivos do que antes de ele dedicar-se à religião, mas o homem mesmo não é melhor aos olhos de Deus. Na verdade pode ser pior, pois sempre Deus odeia o artificialismo e o fingimento. O egoísmo ainda vibra como um motor no centro da vida desse homem. É verdade que ele pode "reorientar" os seus impulsos egoísticos, mas a sua desgraça é que o seu ser interior ainda vive sem ser censurado e até mesmo insuspeito dentro das profundezas do seu coração. Ele é uma vítima da religiãosem poder.

O homem que recebeu a Palavra sem poder aparou a sua sebe, mas esta continua sendo uma sebe de espinhos e jamais poderá produzir os frutos da nova vida. Os homens não podem colher uvas dos espinheiros nem figos dos abrolhos. Entretanto, tal homem pode ser um líder na igreja, e a sua influência e o seu voto podem chegar a determinar o que será a religião em sua geração. 
A verdade recebida em poder muda as bases da vida de Adão para Cristo, e um novo conjunto de motivos entra em ação dentro da alma. Um novo e diferente Espírito penetra na personalidade e torna o crente um homem novo em cada departamento do seu ser. Os seus interesses mudam das coisas externas para as internas, das coisas da terra para as do céu. Ele perde a fé na solidez dos valores externos, vê claramente o desengano das aparências exteriores, e o seu amor pelo mundo invisível e eterno e sua confiança nele tornam-se mais fortes à medida que a sua experiência se amplia.Com as idéias aqui expressas a maioria dos cristãos concordará, mas o abismo entre a teoria e a prática é tão grande que chega a ser aterrador. Pois o Evangelho é com demasiada freqüência pregado e aceito sem poder, e nunca se efetua a alteração radical que a verdade exige. Pode haver, é certo, uma mudança de alguma espécie; pode-se fazer um negócio intelectual e emocional com a verdade, mas o que quer que aconteça não basta, não é bastante profundo, não é suficientemente radical. A "criatura" é mudada,mas ele não é "novo". E justamente aí está a tragédia disso. O Evangelho tem que ver com vida nova, com um nascimento para cima, para um novo nível do ser e, enquanto ele não efetuar esse renascimento, não realizou a obra salvadora dentro da alma.Sempre que a Palavra vem sem poder, falta o seu conteúdo essencial. Pois há na verdade divina uma nota imperiosa, há em torno do Evangelho uma urgência, uma finalidade que não pode ser ouvida ou sentida, a não ser com a capacitação do Espírito. Devemos manter
constantemente em mente que o Evangelho não é boa nova somente,mas também um julgamento de todo aquele que o ouve. A mensagem da Cruz é de fato boa nova para o penitente, mas para os que "não obedecem ao evangelho" traz consigo um toque de advertência. O ministério do Espírito ao mundo impenitente é falar do pecado, da justiça e do juízo. Para os pecadores que querem deixar de ser pecadores intencionais e querem tornar-se obedientes filhos de Deus, a mensagem do Evangelho é de paz irrestrita, mas também é, por sua própria natureza, um árbitro dos destinos futuros dos homens. Este aspecto secundário é quase totalmente negligenciado em nossos dias. O elemento dádiva do Evangelho é apresentado como seu conteúdo exclusivo e,conseqüentemente,. O elemento mudança  é ignorado.



Assentimento teológico é tudo que se requer para fazer cristãos. A este assentimento chamam fé, e se pensa que essa é a única diferença entre os salvos e os perdidos. Concebe-se assim a fé como uma espécie de magia religiosa que traz ao Senhor grande deleite e que possui um misterioso poder para abrir o reino do céu.Quero ser justo com todos e encontrar todo o bem que puder nas crenças religiosas de todos os homens, mas os efeitos nocivos desta crença na fé como uma magia são maiores do que os pode imaginar quem não os tenha enfrentado face a face. A própria palavra retidão  só é pronunciada com frio escárnio, e o homem moral é olhado com comiseração. "O cristão", dizem esses mestres, "não é moralmente melhor do que o pecador; a única diferença é que recebeu Jesus e, assim, tem um Salvador". Espero que não soe irreverente demais perguntar: "Salvador do quê?" Se não for do pecado, da má conduta e da velha vida decaída, então do quê? E se a resposta for: "Das conseqüências dos pecados passados e do juízo vindouro", ainda isso não nos satisfará. Será que a justificação das ofensas passadas é tudo que distingue o cristão do pecador impenitente? Pode um homem tornar-se crente em Cristo e não ser melhor do que era antes?  Será que o Evangelho não oferece nada mais do que um hábil Advogado para colocar pecadores culpados em liberdade no dia do juízo? Penso que a verdade nesta questão não é nem profunda demais, nem difícil demais de descobrir, basta querermos ver com os olhos de Deus.