1 de dezembro de 2015

Mary Slessor - A Rainha do Reino de Calabar


Corre, mãe! Corra!" Sempre que a mulher branca, ouvia estas palavras, ela sabia que era grave o problema, por isso ela correu apressada para a floresta. Lá ela encontrou Etim, o filho mais velho e herdeiro do Chefe da tribo, deitado inconsciente em uma árvore que tinha caído sobre ele. Por mais de quinze dias ela o alimentou e cuidou de seus ferimentos, mas seus esforços foram em vão. Pois a vida esvaiu-se lentamente de seu corpo e na manhã de domingo, antes da escola bíblica ele morreu . Esta notícia foi enviada com um espasmo de terror por todo o distrito, pois cada morte violenta como essa era atribuída à feitiçaria e era certo que um bom número de pessoas iriam ser acusadas de causarem essa morte e iriam morrer por supostamente terem sido a causa da árvore cair em cima do menino. Assim que o chefe da aldeia soube que seu filho havia morrido, ele gritou: "Aqueles que mataram meu filho, também devem morrer! Tragam a feiticeira da aldeia!" Por  causa destas palavras, todos fugiram. Quando a feiticeira chegou, ele por suas adivinhações colocou a responsabilidade pela morte do menino na aldeia em que vivia uma missionária vinda da escócia, conhecida como a mãe branca. Imediatamente, os armados guerreiros marcharam contra o povoado, e apreenderam dezenas de homens e mulheres, que vieram presos em correntes







 
A punição para os suspeitos era tomar veneno. A feiticeira falou que aos inocentes o veneno não irai fazer efeito, pois dizia: "Se eles não são culpados, eles não vão morrer." A missionária sabia que aquilo era um artefato do inimigo e não concordou com a decisão e passou a orar incessantemente ao Senhor. Milagrosamente, a ira do chefe foi se aplacando e ele foi convencido da inocência daquelas pessoas e foi libertando elas aos pares. Por último, onze dos presos foram libertados e a morte de um dos restantes, uma mulher, era exigido. A missionária porém, de todas as formas tentava salvar a vida dessa mulher, intercedendo junto ao chefe. Vendo a persistência e firmeza dessa nobre escocesa, e vencido pela grande compaixão que advinha dela, o líder tribal cedeu aos seus apelos o último dos presos foi liberado e contentou-se com o chefe do sacrifício de uma vaca. Foi a primeira vez em todo este distrito que a morte de um filho de um chefe não tinha sido vingada com sangue humano.

Como foi que essa solitária mulher branca foi  capaz de suportar esta longa e terrível provação? Deixa ela mesma dar a resposta: "Se eu não tivesse sentido  o meu Salvador próximo ao meu lado, eu teria perdido a minha razão." Habilitada por essa presença divina, ela ocupou o seu terreno e pregou para os nativos. Citando as palavras de Jesus: "Aquele que escuta a minha palavra e crê no que ele me enviou, tem a vida eterna, e não devem entrar em condenação, mas passou da morte para a vida", ela procurou mostrar os terrores do juízo divino e as maravilhas da vida eterna. Quem era esta mulher que poderia triunfar sobre tais condições? Ela era Mary Slessor, nascido em Aberdeen, Escócia, 2 de dezembro de 1848, e conhecida como a Rainha Branca de Calabar, uma região na costa oeste da África. Falando desta intrépida mulher, JH Morrison paga este tributo: "Ela tem direito a um lugar nas fileiras da frente heroínas da história, e se os  maiores feitos de um servo de Deus forem aqueles realizados com grande amor e auto-sacrifício , por anos de resistência e sofrimento, sustentados por uma vida de heroísmo e pura devoção, será difícil encontrar, se não impossível, um outro nome igual ao nome de Mary Slessor. " Ela era realmente uma rainha – Uma rainha por sua entrega a causa dos nativos da África, aos quais ela considerava filhos e uma rainha entre as heroínas da igreja cristã.
 
Amar = viver em favor de.
Mary Slessor

One More River - The Mary Slessor Story - Part 1
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 É madrugada. A alguns quilômetros da orla marítima, uma mulher e seis crianças negras caminham para a margem de um rio. Chove. Homens e mulheres africanos perguntam:
     - Por que nos abandonas, mãe?
     Maria Slessor pára junto à canoa, volta-se, contempla aqueles semblantes escuros e fala docemente:
     - Não fiquem tristes. Sei que vou para o meio de povos ferozes e adoradores do Maligno, mas eles também precisam ouvir falar de Jesus. Alegrem-se. Eu voltarei. Mas se não voltar, nós nos encontraremos nas margens do Grande Rio, diante do Grande Pai. E ali seremos todos de uma só cor, alvos como o marfim.


     Maria Slessor nasceu na Escócia, em 1848. Era loura, de cabelos lisos e olhos azuis. Aos onze anos de idade foi obrigada a trabalhar na tecelagem para ajudar financeiramente sua mãe, pois seu pai, alcoólatra inveterado, após a morte de Roberto, o filho mais velho, abandonou a senhora Slessor e os quatro filhos restantes. 
      Aos 14 anos Maria já era considerada uma hábil tecelã. Não sabia ela que futuramente Cristo a incumbiria de tecer as vestes brancas da salvação no coração dos negros africanos.
     Sua mãe era evangélica, membro da igreja de Aberdenn, e costumava contar aos filhos histórias da Missão Africana, visando despertar-lhes o interesse pela obra missionária.
 
     Atentos, eles ouviam a senhora Slessor falar-lhes de um rei africano e dos seus chefes de cor; das terras e das boas-vindas que costumavam oferecer aos missionários enviados; dos pretos de Calabar; de como Hope Waddell fora morar corajosamente no meio dos pântanos, e ali brilhar como uma luz, pregando aos selvagens o Evangelho de Cristo, e o quanto a Missão necessitava de obreiros e de manutenção.
     Às cinco da manhã, Maria se levantava e ia para a fábrica, onde permanecia até às dezoito horas. Levava sempre a Bíblia consigo, lendo-a no caminho, quando ia e quando voltava, e durante os intervalos do seu trabalho.
 
     Nessa época tornara-se membro da igreja de Wishart. Ali, pouco tempo depois, começou a dirigir uma classe bíblica para meninos rebeldes. Para atrair aqueles que se recusavam terminantemente a frequentar a classe, ela promovia reuniões ao ar livre.
     Certa vez um grupo de rapazes perversos resolveu acabar com uma dessas reuniões. O líder do grupo aproximou-se de Maria, sob o olhar dos demais, inclusive das crianças, e começou a girar uma corrente em cuja ponta estava presa uma bola de ferro. E a girava velozmente, avizinhando-a da cabeça de Maria, mas esta, encarando-o firmemente, não denunciava nenhum sinal de medo. 

     "Ela tem coragem" disse o rapaz, desistindo e abaixando o braço com que segurava a corrente. Em seguida sentaram-se todos, e juntamente com as crianças assistiram à reunião.
     Esse incidente contribuiu para mudar a vida daqueles moços, salientando também a coragem daquela que, não temendo lidar com garotos rebeldes nem enfrentar rapazes insubordinados, desafiaria, em plena selva, a agressividade e as lanças dos negros africanos.
 
     A missão de Calabar, na África Ocidental, tinha sido fundada no ano de 1846. Kurumã estava sendo evangelizado por Robertt Moffat, enquanto David Livingstone, "o fogo das mil aldeias", abria caminho através de todo o restante do Continente. 
     
O sonho da senhora Slessor era que Roberto, seu filho mais velho, fosse à África auxiliar o trabalho desses missionários. Mas a morte prematura do rapaz fê-la pensar que nunca teria um filho missionário.

     Quando, em 1874, Maria Slessor completou 26 anos, foi pedida em casamento. Mas neste mesmo ano o Império Britânico foi abalado com a notícia da morte de David Livingstone. Fizeram então apelo a voluntários para o continente africano, e Maria, decidindo entre a obra missionária e o casamento, optou pelo primeiro e ofereceu-se como missionária para Calabar. 
    
Nessa época, ela era aluna da Escola Normal de Edimburgo, e a coragem em seguir para um lugar conhecido como "sepultura dos brancos" deixou forte impressão em todos.

     Em agosto de 1876, no cais de Liverpool, Maria embarcava em um navio que a levaria a um continente que em nada se assemelhava à sua bela Escócia. Tornava-se então realidade o sonho da senhora Slessor.
     Pelas areias brancas de Cabo Verde, pelo Desembocadouro dos Escravos, pela Costa do Marfim e pela Costa do Ouro, a bordo do navio "Etiópia", dois olhos azuis deslizavam sua curiosidade pela misteriosa paisagem que delineia a navegação costeira
. 
    
Maria Slessor, recebendo brandamente no rosto a aragem fresca das praias africanas, contemplava interessadamente aquelas florestas que se erguiam, hostis e impenetráveis, margeando toda a costa.
     Chegando a Calabar, desembarcou e foi conduzida a Duke Town, uma vila litorânea onde residiam alguns missionários. Ali ela viveu durante quatro anos, ajudando nos cultos e estudando a língua local e alguns dialetos nativos.
     Era madrugada ainda quando Maria se levantava para tocar o sino, convocando os crentes à oração. O seu espírito, entretanto, ansiava por um trabalho de maior alcance, a liberdade pioneira, o desbrava-mento daquele solo enegrecido pelo pecado.
 
     Muitas vezes ela caminhava para a mata fechada e contemplava demoradamente as árvores que se erguiam ao longe, indecifráveis, sumindo no horizonte além. Era ali que se travavam, entre tribos que praticavam a feitiçaria e o canibalismo, os choques mais horrendos e cruéis já contemplados pela natureza humana. 
     E era ali que ela deveria estar, entre eles, modificando-lhes as práticas da ignorância e falando-lhes do amor de Jesus.
     Foi de um vilarejo chamado Cidade Velha que lhe veio o primeiro convite para ir evangelizar e morar entre os negros. Ela aceitou, agradecendo a Deus. Agora poderia expandir plenamente a sua vocação missionária.
 
     Seguiu para lá acompanhada de um guia e alguns carregadores. Quando a vereda por onde caminhavam se dividiu em duas, eles se depararam com um crânio humano enfiado em uma estaca. Ali estava designada a entrada da Cidade Velha.
     Durante mais de dois anos, Maria Slessor viveu naquele povoado como a única mulher branca entre negros, alegre por estar no meio deles, comendo na mesma mesa e falando-lhes da obra salvadora de Jesus.
 
     As paredes de sua casa eram de taipa e o teto de palha, e havia sempre várias crianças dormindo ali - órfãos e desprezados que Maria abrigava. Pensando nestas e nas outras crianças, fundou uma escola onde lhes ensinava não só o idioma deles, mas também a darem os primeiros passos nos caminhos eternos.
     Aos domingos pela manhã, dois meninos carregando um sino em um pau de bambu, percorriam toda a vila até o local da reunião, trazendo atrás de si um número sempre crescente de negros curiosos que se achegavam para ouvir a "Mãe Branca".
 
     E quando a noite se declinava sobre o povoado, recebia sempre em sua fronte escura a claridade do cântico daqueles nativos que cultuavam a Deus à luz das tochas vermelhas.
     Certa vez uma canoa pintada de vivas cores e conduzida por quatro negros de pele oleosa e rostos pintados de vermelho aproximou-se das margens do rio que banhava o vilarejo.
 
     Era a canoa do rei Ocon, chefe da tribo Ibaca, que a enviara juntamente com o convite para que Maria fosse morar em sua tribo. Ela aceitou. Esta seria uma grande oportunidade de evangelizar um povo que desconhecia Cristo. 
     Logo, toda a Cidade Velha ficou alvoroçada e entristecida. Mas às três horas da madrugada, despedindo-se de todos, Maria era conduzida rio acima, sob a cobertura de uma esteira improvisada para protegê-la da chuva e da água levantada pelos remos.
 
     Por um longo espaço de tempo aqueles homens remaram, e quando a madrugada enrubescia as primeiras horas do dia, sob o latido de cães e o cantar dos galos, chegaram a Ibaca.
     Deram-lhe uma casa semelhante à outra onde morava anteriormente. Multidões vieram das vilas vizinhas para ver sua pele branca. Pela manhã e à noite realizava cultos; durante o dia dava remédios aos doentes, fazia curativos em suas feridas ou lhes aconselhava o que deviam fazer. 
     Homens, ao natural ferozes e barulhentos, ficavam em completo silêncio ao verem Maria aproximar-se para lhes contar histórias. Ali, ela falou o Evangelho de Cristo a todos os que se achegaram para vê-la.

     Pelos fins de 1882, um tufão passou com extrema rapidez sobre a vila e derrubou a casa de Maria. Ela foi levada a Duke Town, mas o seu estado de saúde se agravou, fazendo-se necessária a sua volta à Escócia.
     Depois de três anos, recuperada e novamente pronta para enfrentar as dificuldades, voltou à África, desta vez dirigindo-se para a tribo de Creek Town.
     Viveu durante seis meses nesse povoado, até quando soube que o rei Eio, chefe da tribo Coiong, praticante da magia negra, a convidara para evangelizar sua tribo.
 
     Todos se opuseram à sua ida, alegando que aquela tribo não merecia confiança e que o convite era uma cilada. Mas ela não se impressionou, e, acompanhada de seis crianças e alguns carregadores, embarcou na canoa enviada pelo rei.
     Quando alcançaram a desembocadura de Equenque, a canoa foi abandonada, e, sob uma pesada chuva e o choro das crianças, iniciaram a jornada a pé, através de mais de uma légua de mata fechada.
 
     Sentindo no corpo as roupas encharcarem-se e os pés atolarem-se na lama, Maria avançava cantando trechos de hinos, a fim de encorajar as crianças. Mas em certos momentos era tão grande o seu cansaço que ela só conseguia pronunciar: "Pai, tem misericórda de mim!"
 
    Chegaram finalmente à tribo. Reinava ali um silêncio profundo. Maria gritou e dois escravos apareceram. Um deles acendeu o fogo e trouxe-lhe água, enquanto o outro correu com a notícia de que a "Mãe Branca" era chegada.
    É noite. Em uma área larga, no centro da tribo, há uma multidão de negros sentados, formando um grande círculo. As casas, distribuídas de modo a formar uma larga circunferência, erguem-se em volta dos ombros escuros. No centro da reunião há uma mesa coberta com uma toalha branca, e, em cima desta, acha-se aberta uma Bíblia.
 
     Quatro tochas presas a estacas se erguem de um lado e do outro da mesa. As chamas brilham nos rostos atentos. Junto à mesa há vários chefes sentados. E de pé, com os cabelos adquirindo tonalidade de ouro sob a vermelhidão das tochas, Maria Slessor prega ao maior ajuntamento de tribos negras já conseguido de uma só vez. 
     O olhar azul contempla a multidão silenciosa e atenta. "Para alumiar os que estão no assento das trevas e na sombra da morte, para corrigir os nossos pés no caminho da paz" (Lucas 1.79), é o trecho lido naquela noite pelos lábios que ainda se abririam inúmeras vezes para pregar a Palavra da Vida.
     Maria Slessor viveu ainda muitos anos entre as tribos africanas. Através de sua voz, milhares de negros tomaram conhecimento de Jesus Cristo e milhares o aceitaram como o Salvador. Ela foi, depois de David Livingstone, a missionária que mais conduziu negros aos alvos caminhos da salvação
.

     Em janeiro de 1915, cansada e ainda em plena África, ela foi ao encontro dAquele que, na grandiosidade do seu sacrifício, foi erguido no madeiro para constituir-se na esperança de todos os povos.

Jefferson Magno Costa

28 de novembro de 2015

TRÊS COISAS NECESSÁRIAS PARA MANTER A ALEGRIA NO SENHOR - JOHN CENNICK

TRÊS COISAS NECESSÁRIAS PARA MANTER A ALEGRIA NO SENHOR
 JOHN CENNICK


 

Deus ouviu os israelitas clamarem por Socorro e Ele foi misericordioso para com eles. Ele tornou o seu choro em júbilo, devolvendo  a eles a alegria da salvação e agora eles se reuniram para outro encontro.
Se o povo de Deus quisesse manter a alegria espiritual que estava desfrutando algo teria que mudar, pois em algumas coisas a vida do povo não estava de acordo com a palavra do Senhor. Deus então precisava cavar um pouco mais fundo. Ainda assim Deus permitiu o povo se alegrar, pois Deus queria mostrar como é bom e agradável servir ao Senhor. Então nesse tempo Deus ordenou ao povo que rompesse em definitivo com as coisas deste mundo

Disse o Senhor : "Eu estou feliz com vocês, vocês estão crendo em minha palavra, vocês se arrependeram dos seus pecados, estão se regozijando em minha misericórdia e prometendo me obedecer.
Agora chegou o tempo de irem mais profundo em seu amor por mim. Eu quero que vocês se separem, rompam toda e qualquer ligadura com as influências mundanas que nasceram em seus corações e em suas casas.
 
Vejam só, quando os Israelitas estavam cativos no Egito eles se familiarizaram com as coisas do mundo e com os costumes dos incrédulos, pouco a pouco adotando seus costumes e seus estilos de vida. Homens de Deus casaram com as filhas do mundo e mulheres santas desposaram homens infiéis a Deus.
Além disso, permitiram que seus cônjuges trouxessem coisas e costumes condenados pela palavra para fazer parte do culto ao Senhor.
Amados, não podemos ir longe no caminho de Cristo se não nos separarmos deste mundo caído.
Se nossa mente cada dia não se tornar mais e mais celestial e cada vez menos parecida com as pessoas perdidas que nos rodeiam, nós vagarosamente vamos perder alegria do Espírito Santo em nosso coração.
Israel não queria perder seu grande espírito de contentamento no Senhor. Então eles se reuniram novamente para obedecer a Deus neste assunto: "A semente Israel separou-se de todos os estrangeiros e prontamente confessou o seu pecado“ (Neemias 9:2). "Eles entraram em juramento, para andar na lei de Deus… e prometeram não dar suas filhas a pessoas deste mundo e não tomar esposas  para seus filhos de entre as filhas de Canaã " (10:29-30).
Os  Israelitas também deixaram de trazer as primícias ao Senhor. Agora Deus demandava obediência na questão de dízimos e ofertas. Você crê que o Senhor ainda deixará a sua alegria e gozo em uma igreja que não tem prazer em contribuir para o trabalho espiritual?"  Malaquias 3:8-10:
"Roubará o homem de Deus? Todavia vocês tem me roubado. Mas vocês dizem, em que temos te roubado? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados: Pois vocês tem me roubado, a Nação toda. Trazei todos os dízimos para a casa do tesouro e fazei prova de mim e vejam... Se eu não abrirei as janelas do céu e derramarei sobre vocês bênçãos sem medidas”
O povo então clamou "Nós traremos as nossas primícias e as nossas ofertas e os nossos dízimos para os Levitas para que os sacerdotes tenham sustento em todas as vilas em que viverem" (Neemias 10:37).

A promessa de Deus para derramar bênçãos do céu é também para os dias de hoje

Quando nós decidimos em nossos corações obedecer a palavra de Deus, permitindo que seu Espírito exponha e elimine todo tipo de pecado em nossa vida, o Senhor mesmo vem para nos encher de alegria. “ Deus os fêz regozijar-se com grande alegria" (Neemias 12:43). Eu creio que essa abundante bênção incluia uma grade porção de alegria no Espírito, até mesmo em meio as nossas provações.
O Senhor abrirá os céus e transformará nosso choro em riso e nossa tristeza em grande contentamento, então saltaremos e dançaremos e daremos brados de louvor, não importa as circunstâncias.
Neemias lembrou aos entusiasmados Israelitas de como Deus havia sido provedor ao povo no deserto, de como o Senhor havia derramado toda sorte de Bênçãos sobre eles, guiando-os pelo seu Espírito com uma nuvem de fumaça de dia e uma coluna de fogo a noite, alimentando-os por 40 anos com comida que eles não plantaram e tirando águas de lugares que eles não cavaram e vestindo-os com roupas que nunca ficavam velhas. Neemias 9:19-21).
O que essas bênçãos significam para você? Muitas misericórdias, direção clara, Ensinamentos do Espírito de Deus e todas as necessidades físicas supridas. Para mim isto é maravilhoso, porque todas essas dádivas são para os dias de hoje e são para mim e para você.

Entretanto, muitos de nós escolhem viver no deserto, tal qual Israel fez no passado. O motivo para essa má escolha, Neemias descreveu que foi por causa da rebelião do povo que ignorou a lei do Senhor . ”Neemias 9.26

26 Porém se obstinaram, e se rebelaram contra ti, e lançaram a tua lei para trás das suas costas, e mataram os teus profetas, que protestavam contra eles, para que voltassem para ti; assim fizeram grandes abominações.”
Você pode imaginar a terrível morte espiritual que essas pessoas atraíram para si próprias? 40 anos sem nenhuma alegria e regozijo no Senhor. 40 anos de funeral,andando em círculos, sem nunca ter entrado na terra prometida. Eles eram incrivelmente amparados, muito bem cuidados, não tinham falta de nada, não tinham doenças, mas eles eram mornos no espírito.
Em sua compaixão, Deus ainda cuidava deles o tempo todo, mas aquelas pessoas nunca gozaram da plenitude de seu Espírito, nunca foram cheias da alegria plena que vem da comunhão com o Senhor
 
Isto é também o triste retrato de muitas igrejas nos dias de hoje. Deus tem cuidado deles, tem levado eles a pagarem suas contas, a comprarem suas casas, a educarem seus filhos, entretanto muitos deles ainda andam em um deserto espiritual e nunca chegam ao lugar da plenitude e das delícias que se encontram a destra de Deus. Eles vivem a vida de Deus apenas na superfície, somente o suficiente para não morrerem de sede ou de fome. Eles não tem ousadia para mergulhar nas profundezas de Cristo e se mantém fracos, inoperantes e estéreis no trabalho do Senhor.
Isso tudo porque eles resolveram buscar os prazeres e as coisas deste mundo e se esqueceram da missão, ignoraram o chamado e menosprezaram a ordem de Jesus de ir e pregar para toda criatura e fazer discípulos de todas as nações. Por isso eles não tem vida abundante, não tem prazer na palavra, não contribuem com alegria, não servem com contentamento e só fazem coisas que tragam algumam vantagem pessoal.       


Como vamos manter a alegria do Senhor em nosso coração? Do mesmo jeito que nós ganhamos ela pela primeira vez, em primeiro lugar, amando, honrando e tendo fome pela palavra de Deus.
Depois, andando como fracos, como pequenos, como necessitados, sempre procurando ver se há em nós algum caminho mal e correndo sempre para a cruz, quando algum mal for revelado em nós.
E por último, nos separando de todas as influências deste mundo.


Dessa maneira, o Espírito Santo manterá acesa em nossa coração o fogo de sua alegria, e nós contagiaremos as pessoas ao nosso redor que verão a glória do Senhor brilhar em nosso rosto.

25 de novembro de 2015

Uncle Bud Robinson - TODO ENSINO TEM SUA RAIZ EM GÊNESIS

Uncle Bud Robinson 

 - TODO ENSINO TEM  SUA RAIZ EM GÊNESIS



 A PRIMEIRA BÊNÇÃO
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai... Gn 1.28
A PRIMEIRA MISSÃO DO HOMEM
( trabalhar )
E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar    Gn 2.15
A SEGUNDA MISSÃO DO HOMEM ( cuidar da família )
Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.Gn 2.24
A PRIMEIRA ORDENANÇA
E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás;.Gn 2.16,17
O PRIMEIRO AVISO DE CASTIGO
...porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.Gn 2.17
A PRIMEIRA MENTIRA DO DIABO
Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Gn 3.4
A PRIMEIRA TENTATIVA HUMANA DE CONSERTAR UM ERRO
,,, e coseram folhas de figueira, e fizeram para si vestimentas.Gn 3.7
A PRIMEIRA AÇÃO DE DEUS PARA CONSERTAR UM ERRO
E fez o Senhor Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu.Gn 3.21 ( um animal morreu, o sangue foi derramado,  para que o homem fosse coberto de sua vergonha )
A PRIMEIRA REAÇÃO DO HOMEM PECADOR AO OUVIR A VOZ DE DEUS
E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Gn 3.8
A PRIMEIRA PERGUNTA QUE DEUS FAZ AO HOMEM PECADOR
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? Gn 3.9
A PRIMEIRA RESPOSTA DO PECADOR A DEUS
E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e tive medo, porque estava nu, e escondi-me. Gn 3.10
A PRIMEIRA DESCULPA DO HOMEM CAÍDO ( colocando a culpa nos outros e em Deus )
Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. Gn 3.12

A PRIMEIRA PROMESSA DE UM REDENTOR

E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar Gn 3.15 ( * esta  se refere a sua semente ou ao descendente da mulher, que é Cristo.  )

16 de novembro de 2015

A Fé dos Humanistas - Francis Schaeffer

A Fé dos Humanistas*
Autor: Francis Schaeffer**
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Revisão: Walter Andrade Campelo
As Duas Colunas
Duas colunas distinguiam a Igreja cristã primitiva de qualquer outro sistema religioso.






A primeira dizia respeito ao fundamental problema da autoridade. Na igreja primitiva só existia uma autoridade final: a Bíblia, a Sagrada Escritura.
Os primeiros cristãos criam que a Sagrada Escritura lhes dava uma autoridade externa ao âmbito do relativista, mutável e limitado pensamento humano. Assim, com esta visão da Palavra, tinham o que consideravam uma autoridade não humanista.

A outra coluna da Igreja primitiva que a diferenciava de todos os demais sistemas religiosos era sua resposta à pergunta: Como se achegar a Deus?

 Se Deus existe e é santo, perfeitamente santo, vivemos num universo moral.

Se Deus não existe ou se é amoral ou imperfeito, vivemos, conseqüentemente, num universo relativo com relação à moral.
Por outro lado, se Deus é perfeito, e mantém sua total perfeição, e exige que todos os que o rodeiam sejam santos como Ele é santo,então, como é óbvio que nenhum homem é moralmente perfeito, todos eles estarão condenados.

A única coisa que poderia resolver este dilema, verdadeiramente básico, acerca de se o universo é moral ou amoral, seria o ensinamento da Bíblia e da Igreja primitiva.

Tal ensinamento foi que Deus nunca diminuiu o nível de Suas normas, que Ele exige perfeição e que, portanto, Ele é completamente moral;

E que, porém, por causa do amor de Deus, veio Jesus Cristo como Salvador, e realizou uma obra infinita e definitiva na cruz, de maneira que o homem já pode se achegar ao Deus totalmente santo e perfeito, apoiado nesta obra perfeita e consumada, pela fé e sem obras humanas relativas, esta é a segunda coluna.

Uma vez que se ensina a exigência por parte de Deus de perfeição total, se mantém a existência de um universo moral; e ao se ensinar a obra perfeita do Salvador, segue-se que não necessariamente todos os homens sejam condenados. Assim, qualquer elemento humanista e egoísta é destruído; jamais nenhum outro sistema - seja religioso, seja filosófico - deu semelhante resposta.

Assim, pois, as duas colunas distintivas da Igreja primitiva eram um golpe combinado e completo contra o humanismo. A autoridade ficava fora da mutável jurisdição humana e assim, o acesso pessoal de cada indivíduo ao Deus eternamente santo se baseava, não nos atos morais ou religiosos relativos do homem, mas na absoluta e definitiva obra (e por ser Ele Deus, infinita) de Jesus Cristo.
Tudo isto fazia que o homem fosse arrancado do centro do universo, donde havia intentado situar a si mesmo, quando se rebelou contra Deus na histórica queda no Éden, e destruía o humanismo, atacando-lhe no seu próprio coração.
Uma mudança de rumo na doutrina da igreja
Uma mudança apareceu nos tempo do imperador Constantino. Este fez paz com a Igreja, porém, começou a se intrometer nela. Tal mudança de direção destruiu as duas únicas colunas, às quais referimos mais acima. A Igreja viria a ser o centro da autoridade, no lugar da Palavra de Deus. Aqui é reintroduzido o elemento humanista. Com relação à segunda coluna, é agora afirmado que a salvação, em vez de descansar somente sobre a completa obra de Cristo - isto é, sua obra consumada no espaço e no tempo, na história - se sustenta também nas obras humanas. No sistema católico-romano, estas obras se acham em três importantes âmbitos. O primeiro é o da missa. Não se considera já, na missa católico-romana, que Jesus Cristo consumou Sua obra no espaço de tempo histórico em que morreu na cruz, mas que Jesus Cristo está sofrendo constantemente. Ele sofre de novo, no sacrifício não sangrento, cada vez que se celebra uma missa. Porém há mais ainda: considera-se que aqueles que participam da missa estão oferecendo a Cristo em sentido ativo. Basta ler o missal católico-romano para dar-se conta da força disto. Cristo é oferecido pelo oficiante, porém quem participa da missa participa em seu oferecimento ativo de Cristo.

Achamos o segundo elemento humanista no âmbito da penitência. Esta é o sofrimento na vida atual, seja religioso, seja de uma maneira geral, para compensar a ausência de boas obras positivas. Assim, o sofrimento tem valor prático.
O terceiro elemento humanista diz respeito ao âmbito do purgatório, no qual o valor do sofrimento se projeta para o futuro. Sofre-se até merecer o mérito de Cristo.
Claro está, que desta maneira se destroem totalmente as duas colunas básicas da Igreja primitiva, e assim encontramos no sistema católico-romano um retorno ao que está especificamente relacionado com os demais sistemas humanistas.
A ARTE DO VATICANO MOSTRA SUA TEOLOGIA
 O catolicismo romano constitui um intento de síntese entre as noções humanistas em volta e as não humanistas da Escritura.
A pintura do Renascentismo deixa isto sumamente claro. Rafael planejava pintar quatro habitações no Vaticano. Pintou duas, e seus discípulos as outras duas. Um das habitações pintadas pelo próprio Rafael, nos proporciona uma claríssima prova de que Roma deirara de ser bíblica para se tornar meio bíblica, meio filósofa. Numa parede desta habitação pintou a Igreja, tal como a via em sua forma católico-romana, e na oposta, "A Escola de Atenas". Isto não foi por casualidade, já que o fez assim de propósito. Trata-se de uma expressão artística do intento católico-romano de síntese entre a filosofia humanista, e a não humanista da Palavra de Deus.
No tempo em que Rafael trabalhava no Vaticano, Miguel Ângelo pintava a Capela Sistina. Devem-se considerar os aspectos de sua obra na mesma. Primeiro, as pinturas do teto; logo, as da parede do fundo.
No abobadado teto pintou uma séria de figuras colocadas de uma forma que dava a impressão de sustentar a seção central do mesmo. Estas figuras correspondem alternativamente a um homem e uma mulher. Colocou o nome correspondente debaixo de todas elas, de modo que não pode haver equívoco com relação ao que estava dizendo. Os homens representam os profetas do Antigo Testamento. As mulheres, as antigas sibilas. Colocou a todos alternativamente como iguais. Eis aqui sua maneira de dizer o que dizia Rafael com suas pinturas do Vaticano. Na abóbada assim sustentada, achamos a representação pictórica do cristianismo.
Assim, Miguel Ângelo entende e expõe claramente como em seu tempo a Igreja Católica Romana se esforçava para realizar a síntese entre o antigo humanismo e o cristianismo bíblico.
A pintura da parede do fundo da Sistina nos diz a mesma coisa. Representa o Juízo Final, e quando se contempla pela primeira vez, pensa-se que, exceto pelo lugar central de Maria, é uma cena bíblica. Porém, logo se observa a existência de um pequeno barco na parte inferior direita, e se adverte que nos achamos diante do barco no qual os mortos eram conduzidos através do rio Estigia, segundo a mitologia pagã. A pessoa então, se dá conta que a cena não procede da Bíblia, mas de Dante, que já trabalhou sobre a base da mencionada síntese.
O teólogo mais importante
O teólogo mais importante da Igreja Católica Romana é Tomás de Aquino. A leitura de sua Summa manifesta claramente a ênfase na mencionada síntese. Assim, o que vimos dizendo não é desconhecido na apresentação da própria Igreja Católica Romana. Tanto em sua arte, como em sua teologia, o catolicismo romano está edificado específica e centralmente sobre o intento de síntese entre os pensamentos humanista e bíblico.
Este elemento humanista do catolicismo romano explica o desenvolvimento da mariologia. Maria representa o mesmo. Tu, homem, individualmente não alcanças a vitória porém, Maria, sim, Maria, venceu. E, deste modo, temos um triunfo vicário do homem. Do mesmo modo, os santos católico romanos representam também uma humanidade vicária, vitoriosa. O homem triunfou.
Seguindo a atual ênfase comum, que intenta apagar as diferenças entre as diversas religiões, se diz freqüentemente, inclusive por evangélicos, porém afetados por esta tendência, que o catolicismo romano adora ao menos, com toda segurança, ao mesmo Deus que a Igreja primitiva e a Reforma. Desgraçadamente, a resposta é: não. O catolicismo romano não adora ao mesmo Deus. A entrada do elemento humanista no sistema católico fez com que Deus seja considerado como um Deus distinto do apresentado na Bíblia. O Deus bíblico é inteiramente santo. Ele não pode aceitar nem a menor imperfeição moral.
Se o Deus totalmente santo quiser tratar com algum homem, depois da rebelião deste, sobre qualquer elemento da obra moral humana, só poderia condená-lo. Por isso, no sistema bíblico, Deus permanece inteiramente santo, e nós vivemos num universo absolutamente moral. No sistema católico-romano, Deus não é totalmente santo, já que aceita a imperfeição. Tal sistema afirma que somos salvos pelo mérito de Jesus Cristo, porém introduzindo o elemento humanista, porque o homem deve merecer o mérito de Jesus Cristo. A saída definitiva do purgatório se baseia no merecimento. Este se obtém: 1) Pelas boas obras nesta vida, tanto religiosas como morais; 2) pelo valor dos sofrimentos experimentados na vida presente, que compensam o que faltou com relação às boas obras; 3) pelo valor do sofrimento que se experimenta no purgatório, o qual compensa o que faltou nos sofrimentos da vida na terra. Quando se tem alcançado isto, o mérito de Cristo é merecido. Tudo isso significa que o homem triunfou. Porém, quer dizer também que se adora a um Deus que não é completamente santo. Desde o ponto de vista bíblico tudo isso é, naturalmente, trágico; porém, para alcançar uma compreensão intelectual disso, deve-se entender também que significa que o cristianismo bíblico conduz finalmente, na realidade, a um Deus humanista, não absoluto. Com pesar, porém com uma finalidade definida, deve-se entender e afirmar que o Deus do sistema católico-romano não é o da Sagrada Escritura. Esse Deus é imperfeito; e o universo não é, portanto, absolutamente moral.

Nada novo
A Reforma não reconheceu nem ensinou nada novo. Isto é, nada novo em referência ao ensinamento da Igreja primitiva. A Reforma voltou simplesmente às duas colunas básicas a que nos referimos mais acima. A Palavra de Deus era a única autoridade, e a salvação tinha como base única a obra definitiva do Senhor Jesus Cristo, consumada na cruz. Tudo isso significava a remoção dos elementos humanistas. A Reforma foi revolucionária porque se apartou tanto do humanismo católico-romano, como do secular.
Para entender o que sucedeu depois, deve-se ter em conta que, há uns 250 anos atrás, o humanismo tinha se introduzido na Alemanha, e desta vez nas igrejas que haviam surgido da própria Reforma. Isto foi o nascimento do que na atualidade se chama usualmente liberalismo ou modernismo protestante. A alta crítica alemã e tudo quanto brotou dela até nossa geração, é simplesmente a entrada do pensamento humanista na Igreja protestante depois da Reforma, exatamente como, desde a época de Constantino em diante, o humanismo entrou na corrente da Igreja primitiva. Nunca se enfatizará suficientemente que a alta crítica não sobreveio porque certos fatos a fizeram necessária, mas porque a filosofia humanista sobreveio primeiro. Aceitou-se em primeiro lugar a filosofia humanista, e logo foram adicionados "fatos" que pareciam poder prover uma base conforme a perspectiva humanista. A alta crítica não foi a causa, mas o resultado. Os teólogos protestantes de tal época permitiram a entrada do conceito humanista na Igreja protestante. As duas colunas básicas não humanistas da Igreja foram destruídas de novo. O que devemos entender agora é que, na nossa própria geração, tanto o humanismo do sistema católico-romano como o do protestantismo liberal não diminui, mas que é cada vez mais forte em ambos.
O QUE É RUIM PODE PIORAR
Talvez a maior revolução de nossa geração seja a mudança acontecida no catolicismo romano. Alguns podem dizer que na realidade não houve mudança, e que tudo isso é somente um estratagema; porém, seria difícil estar completamente seguro de se efetivamente é esse o caso. O aumento do humanismo na Igreja Católica Romana, em nossa geração, se mostra nos dois âmbitos.
Em primeiro lugar, é um fato que até mui poucos anos atrás Roma havia insistido que os três primeiros capítulos de Gênesis deveriam ser interpretados literalmente. Hoje em dia, quando os científicos católico-romanos se reúnem com os seculares, isto é deixado de lado. Estes homens da ciência romano-católicos não são seculares, mas membros das diversas ordens religiosas. Afirmam-se, nos círculos católico-romanos liberais atuais, que tudo o que devemos aprender dos três primeiros capítulos do Gênesis é que, no processo evolutivo de animal a homem, a única coisa que se necessitou é que Deus introduzisse em certo momento uma alma racional. Isto é totalmente revolucionário em relação ao que Roma havia ensinado ainda em nossa própria geração, e significa um fortalecimento definido do humanismo.
Em segundo lugar, Roma mudou radicalmente na questão de quem se salva. No passado, o catolicismo romano ensinava, como todavia o faz na Espanha ou no Sul da Itália, por exemplo, que não havia salvação possível fora da Igreja Católica Romana. Hoje em dia, a ênfase recai em que todos os homens sinceros, e de boa vontade, são salvos. Na Igreja primitiva e na Reforma se enfatizou o ensinamento bíblico de que quem não estivesse na Igreja de Cristo (quem não tivesse tomado a Jesus Cristo como Salvador) estaria condenado. Segundo o antigo sistema católico-romano aqueles que permaneciam fora da organização da Igreja Católica Romana estavam perdidos. Em ambos os casos, nos encontramos com o fato de que havia alguém que estaria perdido. No novo ensinamento católico-romano, com seu acrescentado humanismo, é muito difícil saber quem está perdido; e com respeito aos círculos católico-romanos mais pronunciadamente liberais, não se pode estar seguro se alguém se perde.
Assim, nos achamos ante o velho humanismo, que começou na época de Constantino, da Igreja Católica Romana, porém aumentado agora com o humanismo do moderno catolicismo-romano. Deve-se notar, por conseguinte, que o novo conceito liberal católico-romano não constitui um rompimento absoluto com o antigo catolicismo romano, já que este mesmo tem sido sempre humanista. Constitui simplesmente uma confluência das diversas correntes de um mesmo canal. Deve-se notar, também, que um homem como Teilhard de Chardin, tão popular na Europa e América, corresponde exatamente a esta circunstância.