9 de dezembro de 2015

Impressionante sermão sobre "DAR A QUEM TE PEDIR" - Charles E. Jefferson (1860-1937)


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DÁ A QUEM TE PEDE
por Charles E. Jefferson (1860-1937)

 “Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes”.."
                                                                                               -Mat. 05:42
Ao observar esta passagem, o coração incrédulo pode levantar 
algumas objeções  -  


 “Há, evidentemente, um engano aqui nesta palavra, diz o estulto. Como pode um homem fazer isso? Se um homem  fizer isso certamente ele se tornará  um mendigo em menos de um mês. Deve haver algum engano ou um mal entendido nesta questão.” 

“Possivelmente é uma tradução errada. A versão King James foi feita quase trezentos anos atrás, e os tradutores nem sempre tiveram sucesso na captura do significado do grego. Eles possivelmente erraram em traduzir esta frase. Mas há alguns anos, um agrupamento dos estudiosos mais perspicazes da Inglaterra fizeram  uma nova tradução do Novo Testamento. Podemos, portanto, confiar neles para nos dar a tradução correta. Aqui está: "Dá a quem te pedir, e não fuja daquele que quer te emprestar. " Eles mudaram algumas palavras, mas o sentido ficou o mesmo”. 
“ Talvez  Mateus escreveu errado.” O que os outros escritores do Evangelho tem a dizer? Lucas tem a mesma idéia, e aqui estão suas palavras (06:30): "Dê a todo aquele que te pedir, e aquele que tira o que é teu, não insista em pedir de volta.. 
E se for um sentido figurado? A coisa mais preguiçosa e fácil a fazer é dizer que é figurativo, ou seja, não significa nada, então  Jesus estava simplesmente falando para entreter os sue ouvintes. É uma maneira fácil de se livrar do Novo Testamento simplesmente dizendo que a linguagem é figurativa. Mas isso não vai responder as nossas perguntas, temos que cavar mais fundo nessa mina para achar ouro puro e não somente latas enferrujadas.E se isso significa alguma coisa temos de descobrir qual é o significado. 
O que será  que fazemos com este texto? A questão é importante, porque há muitas frases como esta espalhadas através do Novo Testamento, e se nós aprendermos a lidar com esta frase, saberemos como lidar com todas as frases que pertencem a sua classe. Esta é uma frase que parece ser inviável, e essa é uma das grandes  acusações  feitas contra o cristianismo: Que ele propõe aos homens coisas impossíveis de serem realizadas. Os críticos de plantão dizem:  É bonito, mas teórica, lindo, mas incapaz de ser posto em prática. Agora, se Jesus era visionário, e estabeleceu regras que não podem ser obedecidas, então ele não é o Redentor do mundo, e temos de olhar para o outro. Para nós, os homens que vivem nesta terra, o único ensinamento que nos ajuda é o ensino que podem ser colocado em ação em nosso dia a dia.  Se o cristianismo é bonito para ser pregado no domingo, e impraticável na segunda-feira, nossa religião não passa de um lindo sonho, mas se o Cristo fala podemos viver ao sair da igreja, então podemos mudar este mundo e nenhuma força desta terra pode impedir o avanço de um cristão fiel aos ensinos de seu Senhor.  
Para entender a frase, devemos primeiro estudar a arte de Jesus no discurso público. Ele tinha uma forma de expressão fundada em certos princípios, e é segurando esses princípios que nos tornamos capazes de interpretar suas frases. 
Primeiro de tudo, Jesus invariavelmente falou de tal forma a garantir a atenção do seu público. Este foi o seu primeiro objetivo. Este é o primeiro objetivo de todo homem que sabe como falar. A menos que ele receba atenção não há porque ele continuar falando. Se ele recebe e prende a atenção, ele é um bom orador; se ele não pode chamar a atenção,  ele é um orador pobre, não importa quantas coisas boas possa ser dito sobre ele. A presença física não tem nada a ver com isso. Muitos  homens com o físico de um atleta não ter sido capazes de manter uma audiência por mais de  dez minutos, enquanto que homens franzinos e  com vozes finas tem acorrentado o seu público por causa de sua eloqüência. A sabedoria  não tem nada a ver com isso. Alguns dos homens mais sábios se tornam grandes decepções ao tentarem lidar com o público, ao passo que muitos um homem sem nenhum conhecimento de livros tem encantado o público com seu discurso convincente e apaixonado. Retórica não tem nada a ver com isso. Homens com um estilo tão polido como o de Apolo provaram ser entediantes e cansativos, enquanto os homens com um estilo áspero e despenteado tem encantado platéias incapazes de escapar de seu poder. 
Gramática não tem nada a ver com isso. Um homem pode ter uma palavra sem nenhum erro de gramática mas ser apagado e sem brilho em sua preleção. Dwight L. Moody foi um dos maiores oradores que este país já produziu. Ele poderia levar dez mil pessoas com ele através de uma hora, deixando-os inconscientes do lapso de tempo, mas a cada frase que ele falava os professores de inglês gemiam no túmulo. 
A primeira coisa que um alto-falante deve fazer é chamar a atenção, Jesus sempre cativou o público sempre prendeu a atenção de sua platéia. Para obtê-lo, ele fez uso de vários dispositivos verbais. Não é fácil para chamar a atenção, e é ainda mais difícil segurá-la por um tempo. Os homens estão preocupados. Suas cabeças estão preenchidos com as suas próprias idéias e esquemas, e só um homem forte pode obrigá-los a ouvir. 
A porta está fechada, e quem quer que desejasse entrar deveria bater em alto e bom som. Jesus sabia como bater. Ele usou fotos. Todos os homens gostam de fotos. Todos nós temos uma criança dentro de nós, e essa criança  gosta de imagens. Jesus usou imagens em quase todas as suas pregações. As parábolas por ele usadas eram exemplos disso, elas eram imagens de uma  verdade espiritual. Os camponeses da Palestina ficavam com os olhos arregalados olhando para as fotos verbais que este gênio de Nazaré pintava. Ele também usou algo mais forte do que as imagens. Ele chamava a atenção de seus ouvintes falando frases contraditórias; deixando para o público o lutar com suas contradições e descobrir as verdades nelas contidas. "Você quer ser grande, seja pequeno." "Você quer ser o maior, seja o menor." "Você quer ser o primeiro, seja o último." "Você quer governar, seja um servo." "Você quer salvar a sua vida, então você terá de perdê-la." 
Estas são algumas ilustrações do seu método paradoxal. Os Homens não podiam mais deixar de pensar nestas palavras. Um paradoxo leva um homem a levantar suas orelhas como um coelho. Ele usou algo ainda mais forte, hipérboles. "É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus." Posso ver  as pessoas falando baixinho uns nos ouvidos dos outros: "Impossível! Impossível isso acontecer. Mas Jesus disse: "Impossível aos homens mas a Deus todas as coisas são possíveis." 
Mais uma vez: "Se você tiver fé e acreditar, você pode dizer a esta montanha que vos removido e lança-te no mar, e vos será feito." Tal linguagem como essa certamente prenderia a atenção de qualquer um. Quase posso ver os rostos dos homens enquanto escutavam. Eles ouviram com tanta intensidade que não podiam ficar parados.  De vez em quando um homem  começava a falar consigo mesmo: "Quem é ele? Como ele aprendeu isso? Sei quem são suas irmãs. Ele não é um carpinteiro? E, ocasionalmente, os homens na platéia entraria em uma grande controvérsia, mesmo enquanto ele falava. Um homem diria: "Ele é um bom homem." Outro diria: "Ele é um homem mau, ele está enganando o povo." Essa é o melhor de todas as provas de atenção, pois todos falavam sobre ele.  Jesus falou com tanta força que suas palavras entraram no próprio sangue e medula dos homens. 
Um segundo princípio. Ele lidou com apenas uma verdade de cada vez. Ele sempre falou para criar uma impressão. Ele sabia que a mente humana não é capaz de tomar  duas idéias ao mesmo tempo. Ele destacou uma verdade que ele desejava para carimbar nos corações dos homens, e, em seguida, explorou todos os aspectos dessa verdade com toda a energia e habilidade incomuns. 
Houve uma vez uma teoria corrente entre os nossos sábios teólogos que a doutrina da expiação deveria ter um lugar em cada sermão. por isso, nenhum ser humano jamais deveria entrar numa igreja sem ser dito que ele é um pecador, que Cristo é divino, e que a expiação foi feita por seus pecados. A teoria é bastante plausível, mas seu desfecho é fatal. Essa teoria destrói o púlpito e desgasta a congregação. Se um pregador vai dizer as mesmas coisas todos os domingos, seu sermão logo perde seu poder. As pessoas podem suportar algumas vezes o mesmo sermão mas não muitas vezes. Por causa disso, tornou corrente o provérbio, "Chato como um sermão," aborrecedor, surrado e desgastado por repetições constantes. 
O exemplo de Jesus é uma contradição a esta teoria. Ele nunca apresentou a verdade como um sistema. Ele falou muitas vezes sem se referir a sua divindade ou sua morte ou o pecado do homem. Há muitas verdades que o homem precisa saber e estes devem ser apresentados uma de cada vez. Este foi o método de Jesus. Ele lidou com uma verdade como se não houvesse outra em todo o universo de Deus. Ele levou o seu princípio a extremos que nos parecem imprudente.Tome-se, por exemplo, sua parábola do juiz iníquo. Essa parábola se encaixa em apenas um ponto. Se você não pegar esse ponto  você perda a lição completamente. Ou  mesmo a ilustração do mordomo desonesto. Como facilmente mal interpretada ela é. A menos que você perceba a idéia que ele está se esforçando para inculcar, você vai ser enganado. Eu não sei de qualquer outro orador público tão imprudente como Jesus, neste quesito de ser fiel ao princípio de expressão "uma idéia de cada vez." 
Jesus confiava sua audiência. Alguns homens estão sempre com medo de ser mal interpretado. Eles dizem: "Agora, por favor, não me entenda mal, eu não quis dizer" e, em seguida, eles gastam três minutos para explicar o que não queriam dizer, e então eles desperdiçam mais cinco minutos para falar sobre  o que eles tinham a intenção clara de dizer , e o resultado é que metade das pessoas já divagava e não prestava mais atenção em nada. Jesus confiou no povo. Ele jogava suas frases para o ar com grande ousadia, dizendo: "Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça." Alguns oradores cansam o público, executando as coisas em seus mínimos detalhes. Jesus permitiu que os homens  fizessem  o seu próprio pensamento, porque ele sabia que a eternidade está no coração do homem. 
A diferença reside na diferença de estilo. Porque  um livro alemão é mais difícil de ler do que um livro francês? O francês tem um estilo literário mais fino. Como Carlyle costumava dizer: "O alemão não sabe como descartar o lixo para fora de suas frases." O francês sabe como fazer isso. A sentença do alemão é longa e complicada, enquanto que a frase francesa é limpa e transparente como cristal. Alguns oradores são insuportavelmente tediosos, porque eles carregam as suas frases com lixo. Jesus nunca fez. Suas frases são como jóias. Ele as apresentou sem rodeios e firulas. Ele jogava as suas idéias para o ar e os homens eram deixados para fazer as modificações e ajustes necessários. 
E agora estamos prontos para a nossa frase: " Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes”.." Isso é um princípio de vida. Todo homem deve colocar o dar em seu coração. Sem este princípio,  a vida seria um desastre, um fracasso. Mas este não é o único princípio. Há outros tão importantes. Há um outro muito mais importante é o amor. O amor é o princípio central da vida humana. Jesus anunciou que, antes de tudo. O amor era a céu que ele arqueou acima das cabeças dos homens, antes que ele começou a pregar. O amor era a fundação que Ele estendeu sob seus pés antes que ele tentasse ensinar-lhes o caminho da vida. O amor era o sol que ele lançou para o espaço, e todos os outros princípios eram planetas giram em torno deste sol central. Tudo o que ele disse deve ser lido à luz da lei do amor.  
"Dá!" Esse é o planeta. A sua órbita é determinada pelo sol. Ele é limitado por amor. Mas lembre-se  que Jesus estava falando para os judeus com comichão nas mãos, cuja ambição era um rio caudaloso e eles estavam todos em busca de dinheiro. Fariseus, saduceus, escribas, publicanos e os pecadores, bons e maus, piedosos e ímpios, todos eles gostavam muito de ganhar e quase nada de repartir. E ele atirou contra eles este grande princípio: "Dá a quem te pede”. Cuidado, vocês estão se movendo na direção errada. Acumular é para os pobres de espírito, dar é para os nobres. Jesus incutiu essa idéia nas entranhas de suas almas e ela nunca mais se afastou deles. 
Mas esse princípio tem limitações.  O amor estabelece limites até para as doações. Nós nunca estamos autorizados a dar a não ser que nossa doação seja um serviço. Nós aprendemos em nossas casas. "Mamãe, eu quero isso", diz o menino, com seus grandes olhos colados em cima da caixa de fósforo. Para uma criança uma caixa de fósforo é algo misterioso. "Mamãe, eu quero isso!" e a mãe diz: "Não, meu filho." "Mamãe, eu quero isso", e desta vez ele tem os olhos em uma garrafa com bebida, e a mãe diz: "Não, meu filho." Mais uma vez a voz vem: "Eu quero isso", e desta vez a criança está olhando para o seu prato favorito. Ele tem comido muito e ele quer mais. E mais uma vez a resposta é: "Não, meu filho." Mas  Jesus não disse  "Dá a quem te pedir?" Sim, mas a limitação do princípio do amor diz que  uma mãe não pode dar algo a menos que o seu presente seja uma bênção para seu filho. Muitas mães quebram o mandamento de Cristo, dando, quando ela deveria reter sua mão.  
Dizer que é amor dar algo para o filho que não vai ser uma bênção ma vida dele, é vituperar as leis de Cristo. Isso não é amor. É fraqueza. Uma razão pela qual há tantos homens e mulheres mimados no mundo é porque existem muitas mães tolas com vontades fracas. Toda doação é errada quando viola a lei do amor e os limites dessa lei. 
Estamos sob essa mesma grande lei onde quer que vamos. Nós encontramos um homem na esquina. Ele esteve em seis salões e quer ir em outro. Ele quer um dinheiro para obter-lhe algo para comer. Nós nos recusamos. Será que vamos quebrar a lei de Cristo nos recusando dar dinheiro para um homem comer? E se ele for tomar outra dose no próximo bar com o nosso dinheiro? Nós então  estaremos  mantendo  o seu vício. Não devemos dar a qualquer homem, a menos que nossa doação vai fazer-lhe bem. Toda doação cristã deve ser um serviço.  
Um homem indolente e preguiçoso vem até nós para fazer um empréstimo. Sabemos, pois de seu passado e então falamos: Não posso emprestar.  Mas Cristo não diz: "Não vire as costas para quem quer te emprestar”?"Sim, mas ele também diz que devemos amar o nosso irmão e nunca fazer-lhe mal.  E quando incentivamos alguém em sua preguiça,  encorajamos ele a continuar no pecado. 
É extremamente difícil  ajudar os homens com dinheiro, sem feri-los. "A caridade é um mal terrível", disse Edward Denison sobre as favelas de Londres. E é isso que os trabalhadores cristãos nas favelas de Nova Iorque estão dizendo o tempo todo. É um mal terrível, este ato de espalhar dinheiro aos pobres, pois podemos estar prejudicando e desmoralizando as próprias pessoas que estamos tentando ajudar. Andrew Carnegie  colocou quase toda sua fortuna em  bibliotecas e galerias de arte e escolas, porque aprendeu por experiência amarga o quão difícil é para ajudar os homens sem machucá-los. Dar ao homem que te pede e não dar as costas ao que precisa emprestado, somente quando sabemos que isso não vai machucá-lo depois ou ferir a  sua dignidade e honra de um ser criado  por Deus a sua imagem e semelhança.Assim cumpriremos todos os aspectos da lei do amor.
 
 E não queremos mudar nenhuma doutrina neste dia, por isso vamos olhar para o texto como ele é, que em sua simplicidade o texto fala “Dá”. Essa é uma palavra cristã. Essa não é uma palavra deste mundo. O mundo nunca falou isso. Jesus que nos ensinou. O mundo inscreve sobre suas bandeiras: "Ganhe!" Essa é a ambição de todas as grandes cidades. A luta em uma cidade é enorme, e todas as coisas conspiram para desenvolver em nós os poderes aquisitivos da nossa natureza. Será que um homem quer pão, ele deve lutar por ele; que ele quer dinheiro, ele deve lutar por ele; fama, ele tem que trabalhar para ele. O que é uma cidade, senão um amontoado de algumas centenas de milhares de seres humanos  em poucos acres quadrados de terra, cada um deles se esforçando para conseguir ganhar mais! 
Mas ganhar, receber, acumular,  não é a melhor coisa na vida humana. Eu ouço os homens dizerem com um brilho nos seus olhos ah, ele é um ganhador de fortunas, como se isso fosse um grande elogio. Mas o que se quer dizer de um ganancioso negociante? Ele pode ser um  desgraçado e desprezível. Um bandido mexicano é um cavador de dinheiro, o mesmo  é um bandido italiano. "Ponha o dinheiro na tua bolsa, coloque o  dinheiro na tua bolsa, coloque o dinheiro na tua bolsa!" Você reconhece essas palavras? Elas são do diabo de Shakespeare. 
Somos animais, desde que vivamos só para ganhar dinheiro. Nós viemos ao mundo com os nossos punhos firmemente fechados, e alguns homens precisam de uma vida inteira para poderem ficar com as suas mãos abertas. A mão fechada é o símbolo da animalidade; a mão aberta é o emblema do novo homem em Cristo. Os animais vivem de obter. O leão sai para buscar sua presa. Alguns homens são como o leão. A cidade é uma floresta em que eles buscam vítimas. O cão rouba o maior osso e corre. Sua ambição é conseguir. O porco pisa no cocho com os quatro pés, porque um porco vive de obter. Somente o homem é capaz de dar. Ele pode ficar  com a mão aberta, com o rosto em direção ao rosto de seu irmão, e pode imitar o exemplo de Deus Todo-Poderoso e ser um distribuidor de benefícios. Você não vive a menos que você viva para dar. 
O mandamento é para todos. Não se dirige a uma classe ou círculo. É para os pobres, assim como para os ricos. Há um sentimento predominante hoje entre as classes mais pobres que a pobreza libera-os da obrigação de dar. Eles têm uma forma de dizer: ". Dar é somente para quem pode, é para os ricos" Às vezes ouvimos essa conversa até mesmo dentro da igreja cristã. Onde você encontra em qualquer lugar tal doutrina estabelecida nas Escrituras? Com que palavra de apóstolo ou mesmo do Senhor Jesus, o pobre homem foi liberado da obrigação de dar? O Senhor é o amigo dos pobres e por isso ele exorta-os a dar. Ele não quer que eles sejam cães sob a mesa do homem rico.Ele quer que eles tomam seus lugares entre as hostes dos redimidos. É somente dando que se entra na vida de Deus.Um homem pobre pode dar muito, mas um homem rico não pode. Se o rico possui  cem milhões e dá metade do que tem, ele não dá muito, porque ainda fica com 50. Ele deu de sua sobra. Mas o homem pobre que dá o que tem  de sua miséria, este  dá muito e grande será a sua recompensa. 
Dê! A palavra vem em tom de urgência. Dai, e não demorai. Dar é um dos deveres que gostamos de adiar. Nós dizemos: "Quando a minha renda for  maior, quando os negócios melhorarem, então serei  generoso como um rei." O homem que espera para dar até que ele possa dar, em grande parte está em perigo de nunca dar nada a ninguém. Agora é o tempo aceitável, hoje é o dia da salvação. 
Em  outra noite, o homem mais rico de Nova Iorque deu uma palavra para um grupo de homens jovens. No curso de suas observações, ele tirou do bolso um pequeno livro, o livro mais precioso para ele. Era um livro de contas, em que ele havia gravado suas despesas nos primeiros anos de sua vida empresarial, quando ele estava ganhando de quatro a seis dólares por semana.Um centavo por semana foi para a escola dominical. Houve uma contribuição de dez centavos para missões estrangeiras. Havia também uma oferta de  doze centavos a Sociedade Mite.  Eram todas pequenas contribuições, mas elas fizeram um ótimo trabalho. Essas doações mantiveram viva na alma do homem o espírito de generosidade. E a razão pela qual ele agora dá um milhão de cada vez é porque quando ele era pobre, ele deu um centavo por semana para a escola dominical. Seu conselho para aqueles jovens foi: "Dê agora. É um erro para um homem que deseja a felicidade e para ajudar os outros, pensar que ele vai esperar até que ele fez uma fortuna antes de doar dinheiro para que mais tarde possa ser abençoado." 
Dê! O mandamento vem com especial ênfase para os ricos. Para a quem muito foi dado, muito será cobrado. Um homem com muitas riquezas em um mundo como este tem pesadas responsabilidades.  Sua tentação é se vestir de linho fino e comer manjares caros todos os dias, e se esquecem de que a humanidade se encontra doente e necessitada em sua porta. Como um homem próspero em bens deste mundo, ele naturalmente aumenta o número de seus luxos, e esses luxos com o  tempo tornam-se necessidades, engolindo o seu rendimento, e deixando-o poucas oportunidades de obedecer ao mandamento de Cristo para dar. A administração de riqueza, como ensinado pelo Redentor do mundo prende sobre a alma de um homem rico um peso de responsabilidade que deverá ser respondido no dia do julgamento. 
Dê! Essa é a atitude de cada alma para tomar. Essa é a disposição para todas as almas para cultivar. Deixe o pobre homem dizer: "Eu vou dar na minha pobreza." Deixe o homem rico diz: "Eu te darei da minha abundância." Que cada homem dizer: "Eu vou fazer-lhe um princípio da minha vida para dar, e nada deve estabelecer limites para a minha doação, mas a lei de ouro do amor."  

Charles E Jefferson nasceu em  Cambridge, Ohio em agosto de 1860 e estudou na Universidade  Wesleyana em ( Delaware, Ohio)  em 1882 e depois na Escola de Teologia da Universidade de Boston em 1887. Foi ordenado Ministro Congregacional e pastor da igreja em Chelsea,, Massachusets de 1887 até 1898, quando ele se tornou pastor da Broadway Tabernacle, New York. Em  1914 ele se tornou presidente do comitê executivo da Church of Peace Union , liderada por Andrew Carnegie.

5 de dezembro de 2015

George Campbell Morgan - O significado do homem ser a imagem de Deus

A DESGRAÇA E A RUÍNA DE UM HOMEM SEM CRISTO


George Campbell Morgan (9-12- 1863 – 16-05-1945)
Evangelista, pregador, líder e  doutor de Bíblia.

A missão de Cristo, só pode ser compreendida em sua grandeza e magnitude quando estabelecemos a verdadeira condição do homem perdido e todos os desdobramentos da maldição em que ele se encontra e do terrível destino que aguarda a sua alma condenada.

Temos que considerar o homem em 3 aspectos:
Primeiro, seu estado antes da queda; em segundo lugar, a ação do homem durante a queda; e, em terceiro lugar, o homem depois da queda.


Antes da queda, temos que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus.
“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gn 1:26-27 )
“Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.” (Gn 5:1)
“Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.” (Gn 9:6 )”

“O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem.” (1Co 11:7)

“Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” (2Co 4:4 )

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.” (Cl 1:15 )
“E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.” (Cl 3:10 )

“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas.” (Hb 1:3 )
São estas as únicas passagens em que se declara de forma definitiva que o homem foi criado à imagem e à semelhança de Deus. O significado desta expressão pode elucidar-se mediante um exame exato das palavras empregadas. A idéia radical da palavra hebraica traduzida por «imagem» é a de uma sombra. Da outra palavra, não pode haver melhor tradução do que a adotada, vale por dizer, «semelhança».
Com respeito ao Novo Testamento, o termo traduzido por «imagem» nas primeiras Escrituras citadas é “eikon”, que sugere a idéia de uma semelhança de contorno, muito literalmente, um perfil. A palavra traduzida por «imagem» na passagem de Hebreus é a palavra “kharakter”, que, simplesmente, significa uma cópia exata, ou uma gravura. Assim se verá que tanto no Antigo Testamento como no Novo, a expressão sugere uma semelhança definida.
Tal como foi criado originalmente, o homem não estava apenas feito à imagem de Deus. Também foi feito para viver em união com Deus, de modo que toda a sua limitação pudesse achar o seu complemento na vida ilimitada do Eterno.

Esta proposta de vida de união com Deus pode descrever-se de duas maneiras: como comunhão pessoal, quer dizer, santidade de caráter, e como atividade cooperativa, ou seja, justiça de conduta. É inútil quedarmo-nos no Jardim do Éden para entender plenamente o que isto significava. Ali, no relato da criação, dá-se uma tênue sugestão da intenção divina. É necessário, sem embargo, vir ao segundo Adão, Jesus Cristo Homem, para uma completa apreciação deste intento divino. NEle a ininterrupta comunhão com o Pai manifestava-se em santidade de caráter, e a incessante cooperação com Deus expressava-se em absoluta justiça de conduta.

Para uma estimativa do significado de comunhão com Deus é mister recordar a análise de personalidade já mencionado: inteligência, emoção e vontade. No homem que ainda não tinha caído a inteligência limitada era, contudo, iluminada, sendo capaz de entender a Deus. A emoção limitada, não obstante, ardia para o conhecido, e o homem amava a Deus e tudo o que Ele amava. A vontade limitada, sem embargo, recebia energia da superior e infinita vontade de Deus, e assim sempre escolhia o que se harmonizava com essa divina vontade. Quer dizer que no homem não caído havia inteligência iluminada, emoção estimulada, vontade vigorizada, inteiramente dentro do domínio da divina soberania.
Logo, além dessa comunhão pessoal, havia atividade cooperativa, quer dizer, justiça de conduta. E, outra vez a análise de personalidade pode tomar-se como base de consideração. Toda a atividade é a expressão exterior de uma inteligência interior. Os atos da vida do homem não caído estavam em perfeita correspondência com os propósitos de Deus porque a sua inteligência tinha sido iluminada e apreciava as coisas de Deus. Neste ser a vontade exercia a sua mais elevada função ao escolher os aspectos de Deus, e as atividades da vida estavam associadas segundo as empresas de Deus. A ordem dada ao pai da raça era «dominai». Sobre uma maravilhosa criação, Deus pôs o homem. A criação sobre a qual o homem se encontrava não havia ainda manifestado todas as possibilidades da sua própria existência. Aguardava o toque do homem em cooperação com Deus para essa realização. Deus colocou o homem num Jardim para que ele o ordenasse e o mantivesse. A preparação do trabalho do homem foi de Deus, a criação do trabalhador foi de Deus, havia perfeita idoneidade entre o trabalho que era necessário fazer e o trabalhador preparado. Enquanto o homem vivia em comunhão com Deus e cooperava com Ele, toda a criação reconhecia a Sua direção, submetia-se ao Seu domínio e avançava ainda mais para formosura e perfeição maravilhosas.
Estas verdades estão evidenciadas pelo poder do homem ainda depois de sua queda. Todos os cultivos de flores, todas as invenções da ciência, são, em análise final, nada mais do que a cooperação com Deus, que resulta em outras formas de beleza e novas forças de utilidade. Uma ilustração muito singela na cultura floral é o crisântemo. Até há muito poucos anos era visto como uma flor de jardim antiquada, muito perfumada, mas muito simples. Hoje é uma das flores decorativas mais esplêndidas e maravilhosas. Tão formosa no comprimento e na delicadeza das suas pétalas, tão poética na sua inquieta ondulação de beleza e tão excelente na sua possibilidade de cor, que bem a tem descrito como «uma rosa irreprimível na sua alegria», segundo o doutor Joseph Parker. A possibilidade desta formosura sempre esteve dentro desta modesta flor de jardim, e o seu desenvolvimento deveu-se totalmente ao descobrimento que o homem fez de certas leis da natureza, as quais sempre estiveram nos pensamentos de Deus.
Assim também ocorre no campo dos descobrimentos científicos. Tome um mapa do mundo e ponha a mão sobre os centros onde se hão feito tais descobrimentos. Indiscutivelmente verá que a sua mão descansa sobre aquela terra onde há resplandecido mais intensamente a luz da revelação cristã. Estes fatos servem para provar que é em cooperação com Deus que o homem é capaz da mais alta atividade, porque na cooperação com Deus realiza a perfeição de caráter. O homem não caído realizou a mais elevada possibilidade do seu ser numa vida de comunhão pessoal e de atividade cooperativa com Deus.

Fica ainda um fato mais para recordar, concernente à condição do homem que ainda não tinha caído. Foi colocado em circunstâncias de prova. Quer dizer, a cidadela da sua natureza era a sua vontade. Para ele tratava-se de escolher se permaneceria nessa relação com Deus, que asseguraria a sua mais plena realização da possibilidade, ou separando-se de Deus, conduziria à sua própria ruína. Era uma alternativa terrível e tremenda. Sem embargo, a menos que fosse apresentada ao homem uma alternativa de obediência obrigatória, sua vontade e poder de escolha atrofiar-se-ia ao mais baixo grau em seu ser, por quanto o poder da vontade, não tendo nada que escolher, deixa de ter valor. Assim, no horto da sua atividade, Deus marcou-lhe o limite da sua possibilidade por dois símbolos sacramentais. Ambas eram árvores. Uma era a árvore da vida, do qual lhe mandou comer. A outra era a árvore da ciência do bem e do mal, que estava proibida. Entre estas havia uma variedade sem fim da qual podia ou não podia comer, conforme quisesse. Da árvore de vida tinha de comer, e assim, num símbolo positivo, lhe era recorda a sua dependência de Deus para o sustento do seu ser. Da árvore do conhecimento do bem e do mal estava ele proibido de comer, e assim lhe era recorda a limitação da sua liberdade dentro do governo de Deus. A vontade finita tem de ser provada, e subsistirá ou cairá conforme se submeta à infinita vontade do Deus infinito ou se rebele contra ela. Nestes termos, o homem não caído era um ser criado à imagem de Deus. Vivia em união com Deus, cooperava em atividade com Deus, tinha os limites do seu ser marcados por mandatos simples e definidos que lhe foram impostos. Além disso, tinha promessas de graça que o induziam ao que, por um lado, era o mais elevado, e uma solene sentença que o advertia contra o que, pelo outro lado, era o mais inferior. Era um soberano debaixo de uma soberania: independente, mas dependente. Tinha o direito da vontade, mas esta só podia exercitar-se perfeitamente em perpétua submissão à mais elevada vontade de Deus. Todo o fato está resumido quanto à natureza humana essencial nesta deliciosa copla:

«As nossas vontades são nossas, não sabemos como;
As nossas vontades são nossas para as fazermos Tuas». (Tennyson)

Ao considerar o relato bíblico da queda do homem, primeiro é necessário observar bem o processo da sua tentação. Na história de Gênesis é revelado claramente a grande distinção entre provar e tentar. A posição do homem na economia de Deus era que o punha no lugar de prova. Essa prova chegou a ser uma definida incitação para o mal mediante a agência do mal já existente, e expressando-se por meio do seu príncipe, o diabo. O método do inimigo estava cheio de toda a subtileza. Primeiro, fez uma pergunta calculada para criar o sentimento de liberdade restringida, e assim, pôr em dúvida a bondade de Deus. Parafraseando a pergunta, disse: Há neste jardim alguma árvore que te está proibida? Está limitada e restringida em algum ponto à tua vontade? A resposta da mulher admitiu a limitação que certamente existia. Então, a própria essência do mal vê-se na interpretação dessa limitação. A limitação no propósito de Deus era completamente benéfica, e a sua intenção era manter o homem dentro da única esfera em que podia progredir para a maior e mais plena possibilidade do seu ser. Sem embargo, o inimigo sugeriu que foi imposta por um desejo de parte de Deus de deter o homem do progresso e da ampliação da capacidade. Assim se vê que atrás do procedimento do diabo há uma calúnia quanto ao carácter de Deus. Fez com que o homem desconfiasse da bondade da lei. Apelando ao intelecto do homem, o inimigo criou uma expressão caluniosa, fazendo o cálculo de que trocaria a atitude da sua emoção e assim poderia capturar a última fortaleza, a de sua vontade. Declarou que a natureza intelectual não podia desenvolver-se devido a essa limitação. Por esta declaração, fez com que o homem duvidasse a respeito da bondade do Deus que tinha feito a lei. Desta forma, pôs em perigo a relação da vontade para com Deus, pois quis atrair a mulher para um lugar de atividade fora de e contrária à vontade de Deus.

Então veio a própria queda, e a sua característica essencial era a de uma ação independente. Depois de ter posto em julgamento a sabedoria e o amor de Deus, o homem, em vez de pedir conselho quanto à sugestão do mal, atuou independentemente. Nesse ato de auto separação de Deus caiu do âmbito em que era possível fazer efetivo todo o infinito significado doe seu ser, o de uma ruína total e irremediável. Todos os rios que entristeceram a vida do homem tiveram o seu nascimento neste lugar, retirado da vontade do homem do seu devido leito, o de atuar segundo a vontade de Deus. Escolheu a corrente sem leito de uma atividade indeterminável e desgovernada. Por ter tomado o fruto da árvore proibida o homem desprezou o emblema sacramental, porque tinha saído dessa esfera de vida da qual a árvore não participante era o limite.

Pela afirmação da sua própria vontade destronou a Deus e se venerou a si mesmo. Quanto à essência espiritual, o homem pecou quando, escutando o tentador, duvidou do amor e decidiu agir contra a vontade de Deus. Essa queda interior e espiritual do homem teve a sua expressão no ato abertamente cometido de tomar o que Deus tinha proibido.
A consequência do ato está revelada nas palavras: «O SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden». Por sua própria decisão e ato, o homem separou-se de Deus.. Por ter violado o pacto, o homem põe-se fora dos seus benefícios. A vida em dependência de Deus era a vida de união e cooperação com Deus. Devido a que o homem escolheu a posição de independência, agora encontra-se cortado da união e da cooperação. Perdeu o homem, a capacidade de crescer, separando-se de Deus, iniciou uma caminhada ladeira abaixo até as profundezas do desespero.

 Daqui em diante a sua inteligência atrofiou, por estar separada do Conhecimento Infinito. De igual modo, a sua emoção foi poluída, por ter perdido o seu perfeito objeto de adoração, que é Deus. A sua vontade, se transformou em uma magnífica ruína, perpetuamente procurará obter a superioridade, e contudo nunca poderá fazê-lo por ter perdido a sua própria e verdadeira fonte de ação, e o seu próprio Dono. Afastado de Deus, o homem não perdeu os poderes da sua criação original; perdeu a verdadeira esfera do seu exercício. A sua inteligência está entrevada, a sua emoção está amortecida, a sua vontade está degradada. A inteligência obscurecida só verá o que está perto. A amplitude da condição espiritual cessou, e o homem olhará o material numa semi cegueira que é ao mesmo tempo trágica e patética. Uma amortecida emoção, capacidade nascida do Céu, tentará satisfazer-se inteiramente dentro do domínio da Terra; e o amor, dado por completo a coisas físicas, estará para sempre ferido pela perda destas. A vontade degradada, sempre tentando ser autoritária, dominante, ver-se-á frustrada, deixada atrás, vencida. Desde esta desolação, desde esta desesperante ruína, Deus ouve o clamor (do Homem) por um Libertador.
Fonte:

Tomado e adaptado do livro (‘As crises de Cristo’) G. Campbell Morgan, Ediciones Hebrón - Desarrollo Cristiano

2 de dezembro de 2015

Mary Slessor - A rainha branca da Nigéria


Mary Slessor de Calabar (1848 - 1915), natural da Escócia. Ela se converteu na adolescência, e após ter feito trabalho missionário nas favelas de Dundee, sentiu o chamado de Deus para atuar como missionária na África. Em 1876, ela partiu para a Nigéria.



 *cruzada evangelística na Nigéria de Mary Slessor 

Ficou sabendo que mais adiante de Okonyong, encravada no coração da África, próximo de Calabar, havia uma área onde viviam quatro milhões de selvagens ferozes e cruéis, que até os soldados do governo temiam entrar nessas terras.
 
*coral em igreja da Nigéria
Esses quatro milhões de canibais eram tão degenerados, e seus hábitos tão infames, que é preciso muita imaginação para conceber as coisas que faziam. A bruxaria e a embriaguez eram desenfreadas. Os selvagens adoravam fetiches; assassinavam gêmeos; largavam as mães de gêmeos dentro da floresta para que fossem devoradas pelas feras, pois acreditavam que os gêmeos eram produzidos por uma união com os demônios.
filme em inglês sobre Mary Slessor - Um rio a mais

 
Quase metade da população era escrava. Quando um homem morria, devoravam cinquenta escravos; outros 25 tinham as mãos amarradas e suas cabeças deram decepadas. Mulheres solteiras eram bens móveis. Elas podiam ser estrupadas, torturadas ou assassinadas à vontade.
 
Era uma degradação inacreditável, especialmente para as mulheres. As crianças não eram consideradas melhores do que os animais e, muitas vezes, eram abandonadas para morrer.
 
O coração de Mary Slessor estava comovido com o problema dos gêmeos, sempre abandonados para morrer, ou triturados em um pote. Ela os pegava e levava consigo. No início as pessoas ficavam atônitas, porque acreditavam que qualquer pessoa que tocasse um gêmeo morreria, mas Mary não morreu.
 
Assim reuniu em torno de si, ao longo dos anos, muitas dessas "bairns" (crianças), como as chamava, a fim de criá-las. De modo inacreditável - por sua fé em Deus, suas orações seu semblante vencedor e o amor que demonstrava - ela foi aceita. As pessoas ficavam à sua volta observando. Eles jamais haviam visto uma pessoa branca. Eles tocavam sua pele.
 
Ela começou a ensiná-los sobre o Filho de Deus, que os havia amado a ponto de morrer por seus pecados. De um modo espantoso, Deus abriu seus corações. Tornaram-se extremamente dispostos a ouvir. Um após o outro, os chefes de várias aldeias rendiam suas vidas a Cristo. Um a um, os costumes horripilantes, que atormentaram esse povo por anos, foram abolidos; assassinatos de gêmeos, infanticidio, massacre de esposas e escravos, o julgamento por meio de veneno e óleo fervente, e todos os outros costumes horríveis.
 
A guerra contínua entre as diferentes tribos já perdurava por vários séculos, mas quando ela ouvia que uma tribo de guerreiros tinha saído para atacar outra, corria descalça pela selva, onde havia plantas e cobras venenosas.

Ela os impedia, ficando em frente a toda uma hoste de canibais armados, com os braços esticados, exigindo que parassem. E eles paravam. Por intermédio do seu ministério, milhares de nativos da tribo Ibo se tornaram cristãos abandonaram seus caminhos errados e os padrões morais foram elevados. Sem Jesus Cristo, jamais haveria existido uma Mary Slessor de Calabar e milhões de canibais jamais seriam  transformados pelo poder do Evangelho.

A Deus toda gloria, honra e louvor.

Hoje, Calabar se tornou Nigéria, um dos mais evangelizados países da terra, onde milhões de crentes no Senhor Jesus lutam por sua fé. 

 
Frases e pensamentos de Mary Slessor
Minha vida é como se fosse um grande livro de orações respondidas. Pela saúde do corpo, para o cansaço da alma, para direção na caminhada, para perdão dos erros, pelas resistências que o evangelho tem de enfrentar, por cada pequena necessidade e por tudo aquilo que possa me ajudar a cumprir as poucas coisas que faço para o Senhor, posso testificar e testemunhar, por todas essas maravilhas diárias que vejo Deus fazer ao meu redor, que Ele é um Deus que responde as orações.
 
O que eu poderei fazer com uma brilhante e dourada coroa a não ser jogá-la aos pés do Senhor Jesus!
 

Oração é o grande poder que Deus colocou em nossas mãos para o seu serviço – Vida de oração é mais difícil que fazer as coisas para o Senhor, mas sem essa vida de oração, nosso caminhar será quase inútil no reino de Deus.

Cristo nunca esteve com pressa. Na vida Dele nunca existiu nada precipitado, Nada antecipado. Os que tinha de ser feito no dia era feito naturalmente, sem pressão, sem demora, no tempo certo e cada dia trazia o seu desafio e tudo era lançado sob a vontade do pai.

Porque eu deveria temer? Eu estou em uma Missão Real, eu estou a serviço do Rei dos Reis.

Se vale a pena morrer por alguma coisa? Eu creio que sim, desde que por este motivo uma alma possa nascer de novo.

Oh Senhor, te agradeço por todos os que tu tens enviado para ouvir tua palavra, mas existem aqueles que ainda não te conhecem e eu preciso ir atrás deles também. Eles precisam saber que o Senhor já morreu por eles naquela cruz. Ajude-me a alcançá-los!



Senhor, esta missão é impossível para mim, mas não para ti. Tome a frente disso, eu te peço e eu seguirei após o Senhor.
 

Se você está brincando com a tentação, não espere que Deus irá te livrar.

O segredo de todo o fracasso é a  Desobediência a palavra de Deus

Se você nunca orou por um missionário, faça isso pelo menos uma vez

Cristo me mandou pregar seu evangelho e ele é que fará os resultados aparecerem
 
 Em Cristo nós nos tornamos novas criaturas. Sua vida se torna  nossa. Agora pegue essa palavra “Vida “ e tente entender seu real significado. A vida que ele nos deu é ETERNA, CELESTIAL, PLENA, MAGNÍFICA, ESPLÊNDIDA, SOBRENATURAL, ABUNDANTE, ABENÇOADA... Você se arriscaria a perder essa vida maravilhosa que já foi conquistada por Jesus, pelos prazeres temporários desta vida FÚTIL, LIMITADA, TERRENA, IMCOMPLETA, COMUM, ORDINÁRIA E COMPLETAMENTE INCERTA?


Ore muito, meu querido irmão, pois o poder é atraído pela oração