9 de agosto de 2011

Jonathan Edwards, O maior teólogo americano

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JONATHAN EDWARDS
Jonathan Edwards, foi um pastor congregacional norte-americano que viveu no século XVIII, foi uma das personalidades religiosas mais destacadas da história da igreja nos últimos três séculos. Os estudiosos da sua vida e obra o tem considerado o maior filósofo e teólogo já produzido pelos Estados Unidos e especialmente o mais importante e influente dos calvinistas americanos.(1) Benjamin B. Warfield cita o testemunho do filósofo francês Georges Lyon, segundo o qual, tivesse Edwards permanecido apenas no campo da filosofia e da metafísica, sem enveredar pela teologia, ele talvez viesse a ocupar "um lugar ao lado de Leibnitz e Kant entre os fundadores de sistemas imortais."




O cristão humilde tem tanto a fazer em sua própria casa, vê tanto mal no seu próprio coração e está tão preocupado com isso que ele não tem tempo para estar muito ocupado com outros corações.
Ele tende a considerar os outros melhores do que ele mesmo.
Jonathan Edwards
A pessoa orgulhosa tende a achar falta em outros crentes, a ver que eles estão fracos na graça, e a gastar tempo observando quão frios e mortos eles estão. São rápidos em notar as deficiências deles. Jonathan Edwards

O orgulho espiritual é muito hábil em suspeitar dos outros, mas um cristão humilde é muito mais cauteloso quanto a si mesmo. Jonathan Edwards

O orgulho espiritual tende a falar dos pecados de outras pessoas com amargura ou com riso e leviandade e certo ar de desprezo. Mas a pura humildade cristã tende a estar calada sobre estes problemas ou falar deles com aflição e compaixão. Jonathan Edwards

O orgulho espiritual é muito hábil em suspeitar dos outros, mas um cristão humilde é muito mais cauteloso quanto a si mesmo. Jonathan Edwards

Orgulho espiritual é a principal porta pela qual o diabo entra nos corações daqueles que são zelosos em avançar o cristianismo. É a mais importante enseada de fumaça da cova sem fundo, a escurecer a mente e iludir o discernimento. É a fonte principal de todo o dano que o diabo introduz, obstruindo e impedindo a obra de Deus. Jonathan Edwards

Único filho homem entre 10 filhas .Das dez das irmãs de Jônatas, quatro eram mais velhas do que ele e seis mais novas. "Muitas foram as orações que os pais
ofereceram a Deus, para que o único e amado filho fosse cheio
do Espírito Santo, e que se tornasse grande perante o Senhor.
Não somente oravam assim, fervorosa e constantemente, mas
mostravam-se igualmente zelosos em criá-lo para Deus. As
orações, à volta da lareira, os estimularam a se esforçarem, e
seus esforços redobrados os motivaram a orarem mais
fervorosamente... O ensino religioso e permanente resultou em
Jônatas conhecer intimamente a Deus, quando ainda criança".
Quando Jônatas tinha sete ou oito anos, houve um
despertamento na igreja de seu pai, e o menino acostumou-se a
orar sozinho, cinco vezes, todos os dias, e a chamar outros da
sua idade para orarem com ele.
Citamos aqui as suas palavras sobre esse assunto: "A
primeira experiência, de que me lembro, de sentir no íntimo a
delícia de Deus e das coisas divinas, foi ao ler as palavras de 1
Timóteo 1.7: 'Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível; ao único
Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém'. Sentia a
presença de Deus até arder o coração e abrasar a alma de tal
maneira, que não sei descrevê-la... Gostava de passar o tempo
olhando para a lua e, de dia, a contemplar as nuvens e os céus.
Passava muito tempo observando a glória de Deus, revelada na
natureza e cantando as minhas contemplações do Criador e
Redentor... Antes me sentia demasiado assombrado ao ver os
relâmpagos e ouvir a troar do trovão. Porém mais tarde eu me
regozijava ao ouvir a majestosa e terrível voz de Deus na
trovoada". Antes de completar treze anos, iniciou seu curso em
Yale College, onde, no segundo ano, leu atentamente a famosa
obra de Locke: Ensaio sobre o entendimento humano. Vê-se, nas
suas próprias palavras acerca dessa obra, o grande
desenvolvimento intelectual do moço: "Achei mais gozo nisso do
que o mais ávido avarento, em ajuntar grandes quantidades de
ouro e prata de tesouros recém-adquiridos".
Edwards, antes de completar dezessete anos, diplomou-se
no Yale College com as maiores honras. Sempre estudava com
esmero, mas também conseguia tempo para estudar a Bíblia,
diariamente. Depois de. diplomar-se, continuou seus estudos em
Yale, durante dois. anos e foi então separado para o ministério.
Foi nessa altura que seu biógrafo escreveu acerca de seu
costume de dedicar certos dias para jejuar, orar e examinar-se a
si mesmo.
Acerca da sua consagração, com idade de vinte anos,
Edwards escreveu: "Dediquei-me solenemente a Deus e o fiz por
escrito, entregando a mim mesmo e tudo que me pertencia ao
Senhor, para não ser mais meu em qualquer sentido, para não
me comportar como quem tivesse direitos de forma alguma...
travando, assim, uma batalha com o mundo, a carne e Satanás
até o fim da vida".
Alguém assim se referiu a Jônatas: "Sua constante e
solene comunhão com Deus, em secreto, fazia com que o rosto
dele brilhasse perante o próximo, e sua aparência, semblante,
palavras e todo o seu comportamento eram acompanhados por
seriedade, gravidade e solenidade".

Além da sua notável produção filosófica e teológica, Edwards destaca-se por outros fatores. Ele foi também um extraordinário pregador, cujos sermões, proferidos com a mais sincera convicção, causavam um poderoso impacto.(3) Em virtude disso, ele veio a ser um dos protagonistas do célebre avivamento religioso americano que ficou conhecido como o Grande Despertamento (1735-44). Mais ainda, com sua pena habilidosa, Edwards tornou-se o principal estudioso e intérprete do avivamento, registrando descrições e análises sobre os seus fenômenos espirituais e psicológicos que até hoje não foram superadas.

Finalmente, Edwards impressiona por sua grande síntese entre fé e razão, tanto em sua vida pessoal quanto em sua produção literária. Dotado de uma mente inquiridora e disciplinada, e acostumado a refletir sobre um tema até as suas últimas implicações, ele também foi um homem de espiritualidade profunda e transbordante, que teve como a maior das suas preocupações a celebração da graça e da glória de Deus.

Aos vinte e quatro anos casou-se com Sara Pierrepont,
filha de um pastor, e desse enlace nasceram, como na família do
pai de Edwards, onze filhos.

Ao lado de Jônatas Edwards, no Grande Despertamento,
estava o nome de Sara Edwards, sua fiel esposa e ajudadora em
tudo. Como seu marido, ela nos serve como exemplo de rara
intelectualidade. Profundamente estudiosa, inteiramente
entregue ao serviço de Deus, ela era conhecida por sua santa
dedicação ao lar, pelo modo de criar seus filhos e pela economia
que praticava, movida pelas palavras de Cristo: "Para que nada
se perca". Mas antes de tudo, tanto ela como seu marido eram
conhecidos por suas experiências em oração. Faz-se menção
destacada especialmente dum período de três anos, durante o
qual, apesar de gozar de perfeita saúde, ficava repetidas vezes
sem forças, por causa das revelações do Céu. A sua vida inteira
foi de intenso gozo no Senhor.
Jônatas Edwards costumava passar treze horas, todos os
dias, estudando e orando. Sua esposa, também, diariamente o
acompanhava na oração. Depois da última refeição, ele deixava
toda a lida, a fim de passar uma hora com a família.
- Mas, quais as doutrinas de que a igreja havia esquecido e
quais as que Edwards começou a ensinar e a observar de novo,
com manifestações tão sublimes?
Basta uma leitura superficial para descobrir que a doutrina,
à qual deu mais ênfase, foi a do novo nascimento, como
sendo uma experiência certa e definida, em contraste com a
idéia da Igreja Romana e de várias denominações.
O evento que marcou o começo do Grande Despertamento
foi uma série de sermões feitos por Edwards sobre a doutrina da
justificação pela fé, que fez os ouvintes sentirem a verdade das
Escrituras, de que toda a boca ficará fechada no dia de juízo, e
que "não há coisa alguma que, por um momento, evite que o
pecador caia no Inferno, senão o bel prazer de Deus".
É impossível avaliar o grau do poder de Deus, derramado
para despertar milhares de almas, para a salvação, sem primeiro
nos lembrarmos das condições das igrejas da Nova Inglaterra, e
do mundo inteiro, nessa época. Quem, até hoje, não se admira
do heroísmo dos puritanos que colonizaram as florestas da Nova
Inglaterra? Passara, porém, essa glória e a igreja, indiferente e
cheia de pecado, se encontrava face com o maior desastre.
Parecia que Deus não queria abençoar a obra dos puritanos,
obra que existiu unicamente para sua glória. Por isso, no mesmo
grau que havia coragem e ardor entre os pioneiros, houve entre
seus filhos, perplexidade e confusão. Se não pudessem alcançar,
de novo, a espiritualidade, só lhes restava esperar o juízo dos
céus.O famoso sermão de Edwards, ''Pecadores nas mãos de um
Deus irado", merece menção especial.
O povo, ao entrar para o culto, mostrava um espírito leviano,
e mesmo de desrespeito, diante dos cinco pregadores que
estavam presentes. Jônatas Edwards foi escolhido para pregar.
Era homem de dois metros de altura; seu rosto tinha aspecto
quase feminino, e o corpo magro de jejuar e orar. Sem quaisquer
gestos, encostado num braço sobre a tribuna, segurando o
manuscrito na outra mão, falava em voz monótona. Discursou
sobre o texto de Deuteronômio 32.35: "Ao tempo em que
resvalar o seu pé".
Depois de explicar a passagem, acrescentou que nada
evitava, por um momento, que os pecadores caíssem no Inferno,
a não ser a própria vontade de Deus; que Deus estava mais
encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas
pessoas que já estavam no Inferno; que o pecado era como um
fogo encerrado dentro do pecador e pronto, com a permissão de
Deus, a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre, e que
somente a vontade do Deus indignado os guardava da morte
instantânea.
Prosseguiu, então, aplicando o texto ao auditório: "Aí está
o Inferno com a boca aberta. Não existe coisa alguma sobre a
qual vós vos possais firmar e segurar. Entre vós e o Inferno
existe apenas a atmosfera... há, atualmente, nuvens negras da
ira de Deus pairando sobre vossas cabeças, predizendo
tempestades espantosas, com grandes trovões. Se não existisse
a vontade soberana de Deus, que é a única coisa para evitar o
ímpeto do vento até agora, serieis destruídos e vos tornaríeis
como a palha da eira... O Deus que vos segura na mão, sobre o
abismo do Inferno, mais ou menos como o homem segura uma
aranha ou outro inseto nojento sobre o fogo, durante um
momento, para deixá-lo cair depois, está sendo provocado em
extremo... Não há que admirar, se alguns de vós com saúde e
calmamente sentados aí nos bancos, passarem para lá antes de
amanhã..."
O resultado do sermão foi como se Deus arrancasse um véu dos
olhos da multidão para contemplar a realidade e o horror da
posição em que estavam. Nessa altura o sermão foi interrompido
pelos gemidos dos homens e os gritos das mulheres; quase
todos ficaram de pé, ou caídos no chão. Foi como se um furacão
soprasse e destruísse uma floresta. Durante a noite inteira a
cidade de Enfield ficou como uma fortaleza sitiada. Ouvia-se, em
quase todas as casas, o clamor das almas que, até aquela hora,
confiavam na sua própria justiça. Esperavam que, a qualquer
momento, o Cristo descesse dos céus com os anjos e apóstolos
ao lado, e que os túmulos entregassem os mortos que neles
havia.
Tais vitórias, contra o reino das trevas, foram ganhas de
joelhos. Edwards não abandonara, nem deixara de gozar os
privilégios das orações, costume que vinha desde a meninice.
Continuou a freqüentar, também, os lugares solitários na floresta
onde podia ter comunhão com Deus. Como um exemplo citamos
a sua experiência com a idade de trinta e quatro anos, quando
entrou na floresta, a cavalo. Lá, prostrado em terra, foi-lhe
concedido ter uma visão tão preciosa da graça, amor e
humilhação de Cristo como Mediador, que passou uma hora
vencido por uma torrente de lágrimas e pranto.
Como era de esperar, o Maligno tentou anular a obra
gloriosa do Espírito Santo no "Grande Despertamento",
atribuindo tudo ao fanatismo. Em sua defesa Edwards escreveu :
"Deus, conforme as Escrituras, faz coisas extraordinárias. Há
motivos para crer, pelas profecias da Bíblia, que sua obra mais
maravilhosa seria feita nas últimas épocas do mundo. Nada se
pode opor às manifestações físicas, como as lágrimas, gemidos,
gritos, convulsões, falta de forças... De fato, é natural esperar, ao
lembrarmo-nos da relação entre o corpo e o espírito, que tais
coisas aconteçam. Assim falam as Escrituras: do carcereiro que
caiu perante Paulo e Silas, angustiado e tremendo; do Salmista
que exclamou, sob a convicção do pecado: 'Envelheceram os
meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo' (Salmo 32.3);
dos discípulos, que, na tempestade do lago, clamaram de medo;
da Noiva, do Cântico dos Cânticos, que ficou vencida, pelo amor
de Cristo, até desfalecer..."
Certo é que na Nova Inglaterra começou, em 1740, um
dos maiores avivamentos dos tempos modernos. É igualmente
certo que este movimento se iniciou, não com os sermões
célebres de Edwards, mas com a firme convicção deste, de que
há uma "obra direta que o Espírito divino faz na alma humana".
Note-se bem: Não foram seus sermões monótonos, nem a
eloqüência extraordinária de alguns, como Jorge Whitefield, mas,
sim, a obra do Espírito Santo no coração dos mortos
espiritualmente, que, "começando em Northampton, espalhou-se
por toda a Nova Inglaterra e pelas colônias da América do Norte,
chegando até a Escócia e a Inglaterra". De uma época de maior
decadência, a Igreja de Cristo, entre a população escassa da
Nova Inglaterra, despertou e foram arrebatadas de trinta a
cinqüenta mil almas do Inferno durante um período de dois a
três anos.
No meio das suas lutas, sem ninguém esperar, a vida de
Jônatas Edwards foi tirada da Terra. Apareceu a varíola em
Princeton e um hábil médico foi chamado de Filadélfia para
inocular os estudantes. O nosso pregador e duas de suas filhas
foram também vacinados. Na febre que resultou, as forças de
nosso herói diminuíram gradualmente até que, um mês depois,
faleceu.
Assim diz um de seus biógrafos: "Em todo o mundo onde
se falava o inglês, era considerado o maior erudito desde os dias
do apóstolo Paulo ou de Agostinho".
Para nós, a vida de Jônatas Edwards é uma das muitas
provas de que Deus não quer que desprezemos as faculdades
intelectuais que Ele nos concede, mas que as desenvolvamos,
sob a direção do Espírito Santo, e que as entreguemos
desinteressadamente para o seu uso.

E M Bounds, o homem que orava

"Por mais erudito que um homem seja, por mais perfeita que seja sua capacidade de expressão, mais ampla sua visão das coisas, mais grandiosa sua eloqüência, mais simpática sua aparência, nada disso toma o lugar do fervor espiritual. É pelo fogo que a oração sobe aos céus. O fogo empresta asas à oração, dando-lhe acesso a Deus; comunica-lhe energias e torna-a aceitável diante do Senhor. Sem fogo não há incenso; sem fervor não há oração.”

“O amor arde como fogo, e sobrevive à base de calor. O ar que a verdadeira experiência cristã respira e o pão de que ela se alimenta são feitos de chama. E ela suporta qualquer coisa, menos uma chama fraca. E quando a atmosfera que a cerca é fria ou morna, morre congelada ou à míngua. Não há oração verdadeira sem chamas”.
E M BOUNDS

E M Bounds, ministro NORTE-AMERICANO metodita e escritor devocional, nasceu em 15 de Agosto de 1835 ( Missouri) e morreu em 24 de Agosto de 1913. Estudo direito e aos 21 anos de idade já estava praticando a advocacia. Após advogar por três anos, começou a pregar na Igreja Episcopal Metodista do Sul. No tempo de seu pastorado em Brunswick, Misouri, foi declarada uma guerra, e ele foi feito prisioneiro de guerra por rejeitar fazer o juramento de lealdade ao Governo Federal. Depois de solto, ele serviu como capelão do Quinto regimento de Missouri [para o Exército Confederado] até o término da guerra, quando capturado e mantido como prisioneiro em Nashville, Tennessee. Após a guerra terminar, Bounds serviu como pastor de igrejas em Tennessee, Alabama, e St. Louis, Missouri....Gastou os últimos dezessete anos de sua vida com sua família em Washington, Georgia, escrevendo seus “Livros sobre Vida Espiritual”. Seu fervor e profunda devoção à oração são misturados com uma influência da teologia Reformada, que é evidente em suas muitas obras. Títulos: Essentials of Prayer; The Necessity of Prayer; Obtaining Answers to Prayers; The Possibilities of Prayer; Power Through Prayer; Purpose in Prayer; The Reality of Prayer; Winning the Invisible War
OBRAS EM PORTUGUES: PODER PELA ORAÇÃO ( editora vida )

 

 

Fanny Crosby, Conto esta história cantando assim, Cristo na cruz foi, morto por mim

Fanny Jane Crosby
Inspirada por Deus, escreveu mais de 8.000 hinos.
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Talvez tenhamos percebido com admiração os diversos hinos de Fanny Crosby no hinário de nossa igreja (alguns listados abaixo).


Esta mulher notável - que também usou os pseudônimos Grace J. Francis e Lizzie Edwards - nasceu em Putnam County-NY, no dia 24 de março de 1820. Quando tinha 5 anos de idade, contraiu uma infecção em seus olhos e por causa de uma medicação errada ficou cega para o resto da vida.

 
O pai de Fanny morreu quando a menina tinha um ano de idade, e sua mãe teve de trabalhar arduamente para sustentar a família. Por essa razão, Fanny passou muito tempo em companhia de sua avó que a ensinou a respeito da chuva, do sol, da lua, das estrelas, também sobre o frio e o calor. Fanny aprendeu a identificar quase todas as flores com as mãos e pelo seu perfume. Ela gostava de ir ao riacho perto de sua casa e tocar a fria e clara água.

 
Aos 6 anos, sua mãe levou-a a um especialista na cidade de Nova York, esperando que através de uma cirurgia ela recuperasse a visão. Os melhores oftalmologistas, no entanto, disseram que nada poderiam fazer por ela. Fanny ficou naturalmente desapontada, mas decidiu viver o melhor possível dentro dessas circunstâncias. Com apenas 8 anos de idade, escreveu este poema:

Que criança feliz sou eu!

Não posso ver, mas tenho decidido ser feliz,

Porque tenho muitas bênçãos que outros não têm;

Portanto, eu não chorarei ou suspirarei por ser cega!






Na sua biografia, que Fanny escreveu em 1903, menciona que o maior tesouro que teve foi ter aprendido a Bíblia linha por linha, ensino por ensino.

 
Quando completou 9 anos, mudaram-se para Ridgefield e por um tempo viveram com a família Hawley. A sra. Hawley ensinou-a tanto a Bíblia como a introduziu na poesia. "Aos 10 anos, eu podia recitar de cor os primeiros cinco livros do Antigo Testamento e os primeiros quatro livros do Novo Testamento sem fazer um erro sequer; também podia recitar muitos poemas", escreveu ela.

 
Mais tarde, Fanny compreendeu que essa capacidade era parte do plano de Deus para a sua vida, preparando-a para o trabalho que queria que ela fizesse no futuro. Se não tivesse conhecido a Palavra de Deus e se não tivesse tido um grande amor no coração, não poderia ter sido capaz de cumprir a sua vocação, que foi escrever hinos que se têm espalhado pelo mundo inteiro e ainda são conhecidos e amados por milhares de pessoas que neles encontram inspiração, conforto e força para as suas vidas.

 
Um de seus melhores amigos foi Grover Cleveland, que mais tarde tornou-se presidente dos Estados Unidos. Fanny tinha a capacidade de guardar em sua mente as palavras de muitos hinos até que tivesse a oportunidade de escrevê-los. Certa vez, seu jovem amigo Grover Cleveland colocou música em mais de 40 hinos cujas palavras ela guardara em sua memória. Ela era capaz de escrever não só a poesia de seus hinos, mas muitas músicas também, entretanto trabalhou em parceria Itálicocom muitos bons músicos ao longo de sua vida.

 
Na sua biografia Fanny conta o quanto gostava do Exército de Salvação (The Salvation Army)! Mesmo durante a sua velhice era convidava para falar em muitas igrejas. Certa vez, em visita à casa de um pastor, um grupo de músicos salvacionistas vieram à casa onde estava hospedada e tocaram seus hinos. Logo depois, ao som de seus próprios hinos, Fanny marchou junto com os músicos até a igreja onde falaria naquela noite. E escreveu que foi uma noite inesquecível para ela.

 
Fanny Crosby, a cega notável que Deus usou sobremaneira na área do louvor e adoração, morreu no ano de 1915, tendo escrito e publicado cerca de 8.000 hinos.

 
Fonte: uma revista salvacionista americana para adolescentes.

 

 
Alguns hinos de Fanny Crosby que constam no Cantor cristão e no hinário presbiteriano

 
035 - A Deus demos glória por Seu grande amor

036 - Desperta já, meu coração

060 - Conta-me a história de Cristo

094 - Santo Espírito, ouve com favor

167 - Somente um passo a Cristo

185 - Cristo te chama com mui terno amor

194 - Pecador, teus pecados, brancos

225 - Que segurança, sou de Jesus ( conto esta história )

227 - Mais perto da Tua cruz

345 - Quero o Salvador comigo

355 - Quero estar ao pé da cruz

374 - Nós marchamos para aquele bom país

420 - Ama o teu próximo, busca o perdido

449 - Salvo em Jesus, meu Mestre

Oswald Chambers

OSWALD CHAMBERS
Se quisermos viver como discípulos de Jesus, teremos que nos lembrar de que todas as coisas nobres nos são difíceis. A vida cristã é gloriosamente difícil, mas, a sua dificuldade não nos faz desfalecer e desmoronar sem mais nem menos; ela antes nos incita a vencer. Será que apreciamos tanto a maravilhosa salvação de Jesus Cristo que damos o máximo de nós mesmos só pela glória de Deus?

Deus nos salva pela sua graça soberana através da expiação que Jesus produziu dentro de nós; ele efectua em nós tanto o querer como o fazer segundo a sua boa vontade, Fil.2:13; mas, temos que desenvolver essa mesma salvação em nossas vidas práticas. Uma vez baseados na sua redenção exclusivamente, começamos a fazer o que ele ordena naturalmente e até descobrimos que podemos fazê-lo. Se falhamos, é porque não a aplicamos da forma acertada. Quando vier a crise ela se manifestará em qualquer dos casos, estejamos praticando ou não essa mesma salvação. Mas, se obedecermos ao Espírito de Deus e aplicarmos na prática o que Deus colocou em nós através do seu Espírito, quando surgir uma crise, descobriremos que seremos sustentados tanto pela nossa própria natureza adquirida da graça de Deus, como pela própria graça dentro de nós.

Graças a Deus que ele nos dá coisas difíceis de serem feitas! Sua salvação é algo agradável, mas, também é algo heróico e santo. Ela nos põe à prova em todos os sentidos. Jesus está conduzindo muitos "filhos" à glória e Deus não nos isentará dos requisitos exigidos para um filho. A graça de Deus produz homens e mulheres que têm uma forte semelhança de família com Jesus Cristo em exclusivo e não seremos uns fracotes. É necessária uma enorme dose de disciplina para se viver a vida nobre de um discípulo de Jesus em situações reais da vida prática. Mas, será sempre necessário um esforço para se ser tornado nobre.



http://www.reavivamentos.com/pt/livros/chambers_med/jul/07.html

site com o devocional de Chambers em português

willian Carey, o pai das missões modernas

william carey



Na Inglaterra do século 18, os cristãos não pensavam muito em missões nisto. A salvação dos outros povos era um assunto de Deus. Quando quisesse salvá-los, Ele o faria. O cenário só mudou quando este inglês, de nome William Carey, não se conformou com esta atitude colonialista e egoísta.
Ordenado pastor, Carey começou a pregar sobre a universidade do amor de Deus, ele que era de uma igreja batista particular, que cria que a graça de Cristo era restrita apenas aos predestinados. Suas palavras pareciam vozes num deserto árido. No entanto, na noite do dia 30 de maio de 1792, ele pregou uma marcante mensagem numa reunião de pastores. Baseado em Isaías 54.1,2, ele desafiou os ouvintes com a seguinte frase-tema: "Se você espera grandes coisas, faça grandes coisas". Esta frase ficou famosa com um complemento: "Se você espera grandes coisas de Deus, faça grandes coisas para Deus", que faz justiça ao pensamento de Carey.

PARA SE REENCANTAR COM A VIDA

A mensagem estava baseada na profecia de Isaías (Isaías 54.2-3). Este texto descreve a vida do povo de Israel em determinado contexto e pode ser aplicado também à vida de muitos cristãos, e eu me refiro àqueles que perderam o encanto pela vida. Ouçamos a descrição completa:

[1.] Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz;
exulta com alegre canto e exclama, tu que não tiveste dores de parto;
porque mais são os filhos da mulher solitária do que os filhos da casada, diz o Senhor.
[2.] Alarga o espaço da tua tenda;
estenda-se o toldo da tua habitação, e não o impeças;
alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas.
[3.] Porque transbordarás para a direita e para a esquerda;
a tua posteridade possuirá as nações e fará que se povoem as cidades assoladas.
[4.] Não temas, porque não serás envergonhada;
não te envergonhes, porque não sofrerás humilhação;
pois te esquecerás da vergonha da tua mocidade
e não mais te lembrarás do opróbrio da tua viuvez.
[5.] Porque o teu Criador é o teu marido;
o Senhor dos Exércitos é o seu nome;
e o Santo de Israel é o teu Redentor;
ele é chamado o Deus de toda a terra.
(Isaías 54.1-5)

Este texto, relido à luz da vida de William Carey, ajuda àqueles que querem dar uma virada nas suas vidas.
Quem tem a Deus como Senhor é comparado a uma mulher estéril, incapaz de dar à luz, numa cultura em que a fecundidade era um valor supremo. Sua vergonha era imensa.
Na comparação poética, não tinha filhos, mas recebe a estranha ordem de alargar o espaço da tenda, isto é, aumentar o tamanho da sua casa, como se fosse ter um filho.

1. Mantenha a visão de Quem Deus é (verso 5).
O desencanto com a vida advém de uma falta de visão de quem Deus é.
Neste texto, encontramos algumas imagens para Deus que indicam o modo como Ele se relaciona conosco:
Ele é o marido, mas marido cuidadoso, fiel, infalível.
Seu nome é Senhor dos Exércitos, indicando que é forte, acima de qualquer força e de qualquer obstáculo.
Ele é santo, palavra aqui é sinônimo de perfeito.
E é ainda o Deus de toda a terra, o que mostra que Ele é universal; por isto, Ele nos alcança, e não há limite em Sua ação para conosco.

Carey cria num Deus assim.
Carey cria que Deus marido amava os indianos. Ele era marido também dos indianos. Quando Carey tentou, o resultado foi o nascimento de uma sociedade missionária foi fundada e Carey, junto com um médico, foram os primeiros enviados, no caso à Índia.
Carey cria no Nome de Senhor dos Exércitos. Para ele, Deus triunfaria sobre os obstáculos, principalmente do comodismo e do egoísmo humanos
Carey cria que Deus era Santo, logo, perfeito em Seus planos
Carey cria que Deus era o Deus de toda a terra, e alcançaria os indianos. E alcançou.

2. Louve a Deus, pelo que Ele fará embora ainda não esteja fazendo, por crer que Ele fará e estar convencido que Ele fará (verso 1)
O desencanto com a vida se expressa na lamentação. Acontece por causa da ilusão, que é o encanto com pessoas e causas, que devem ser conseqüências de um entusiasmo com Deus.
Jonas e a mulher de Jó são exemplos da falta de encanto com o Senhor e com a vida .
. Perda da visão de Deus. Perdemos a visão de Deus quando olhamos apenas para nós mesmos. Quando olhamos apenas para os nossos problemas.
. Esta visão de Deus deve provocar uma atude que transcenda a contemplação, mas que chegue à ação.
. Louve Aquele Deus que está atento às suas necessidades. Como Israel se sentia, Deus se apresentou.
. Como você se sente, Deus se apresenta.
O que é isto, louvar? Segundo a Bíblia, Louvar é ter uma visão de Deus e ser possuído por esta visão. É dizer o que Ele é e viver segundo esta visão. O louvor é filho e mãe da fé, porque nasce dela e a fortalece. Se seu Deus for pequeno, você não precisa louvá-lO e você será pequeno também.

3. Faça grandes coisas, mesmo que pareçam sem sentido 
(versos 2 e 3)
Carey foi um homem que fez grandes coisas.
Ele acreditou que os indianos eram amados por Deus e foi ser o amor de Deus para eles.
Fundou uma sociedade missionária e tornou-se ele mesmo um missionário.
Viu as necessidades dos indianos. A partir de Serampore, atuou como educador, pregador, ativista, tradutor, gramático e editor.
No campo da educação, ele fundou uma escola e traduziu e editou a Bíblia, em 40 idiomas e dialetos diferentes; no campo da justiça, ele se empenhou pelo fim do infanticídio e o enterro das viúvas vivas. Foi em parte graças a ele que na Índia se aboliram o infanticídio, praticado como forma de aliviar as pressões financeiras sobre as famílias, e a sati, o hábito de enterrar vivas as viúvas. Para ver o fim do infanticídio, ele esperou nove anos. Para ver abolida a sati, ele lutou 34 anos.
Faça inteiro. Faça grande. Mesmo que movido apenas pela fé. Não deixe nada pela metade. Lembre-se de como são as coisas no Reino de Deus, como expostas nesta parábola de Jesus: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos (Mateus 13.31-32).

4. Faça grandes coisas para Deus como o propósito da sua vida.
Tenha um projeto de vida. Carey tinha.
Quando ele estava próximo da morte, notou que as pessoas começavam a falar dele, do seu trabalho, etc. Ele chamou um amigo e disse:
-- Dr. Duff! Você tem falado acerca do Dr. Carey. Quando eu partir, não diga nada sobre o Dr. Carey; fale sobre o Deus do Dr. Carey.

Considerado pai do movimento moderno de missões, há outro episódio na sua vida que revela bem a sua fibra e sua fé.
No dia 11 de Março de 1832, Carey estava fora de Serampore, ensinando em Calcutá. Repetinamente seu assistente, William Ward, sentiu cheiro de fumaça. Era o fogo queimando o escritório e a gráfica, onde traduções da Bíblia eram impressas. Apesar dos esforços, tudo foi destruído.
Quando soube da notícia, Carey ficou atordoado. Estavam perdidos um amplo dicionário poliglota, duas gramáticas, duas versões inteiras da Biblia., além de impressoras em 14 idiomas, 1200 resmas de papel, 55 mil páginas impressas e 30 páginas do dicionário bengali. Toda a sua biblioteca também fora queimada. O trabalho de muitos anos estava destruído.
Depois de chorar um pouco, ele disse: "A perda é pesada, mas, assim como viajar por uma estrada pela segunda vez é geralmente mais fácil e mais seguro que na primeira, estou certo que a obra nada perderá nada de real valor. Não estamos desanimados, uma vez que a obra já está iniciada em todos os idiomas. Estamos abatidos, mas não desesperados".

O propósito da sua vida não podia ser queimado. Não se queima a esperança. Não se queimam ideais.

Quando as notícias chegaram à Inglaterra, Carey imediatamente se tornou amplamente conhecido e aquela tragédia tornou-se o principal fator para o desenvolvimento do seu ministério. Muitos recursos financeiros foram levantados e centenas de pessoas se apresentaram como voluntários. A editora foi reconstruída e ampliada. Em 1832, Bíblias completas, Novos Testamentos e porções bíblicas tinham sido impressas em 44 idiomas e dialetos.

CONCLUSÃO
É um engano pensar que você começará a viver quando tiver saúde, quanto tiver resolvidos os seus problemas.
O encanto de Israel, o louvor de Israel, começou quando estava na viuvez (verso 4 )




João Calvino, o grande reformador suísso


Este grande homem de Deus nos deixou um legado de fé e revelação da palavra com riquíssimos escritos sobre a vida cristã e as mais diversas áreas da Teologia. Ele foi uma pessoa brilhante, dotado de dom de sabedoria e conhecimento.

 Deus, o Artífice do universo, se nos patenteia na Escritura; e o que dele se deva pensar, nela se expõe, para que não busquemos por veredas ambíguas alguma deidade incerta”.

ENSINOS DE JOÃO CALVINO

O CORAÇÃO HUMANO
“Os homens jamais encontrarão um antídoto para suas misérias, enquanto, esquecendo-se de seus próprios méritos, diante do fato de que são os únicos a enganar a si próprios, não aprenderem a recorrer à misericórdia gratuita de Deus.” [João Calvino, O livro do Salmo, Vl 1, (Sl 6.4), pp.128,129.]
TODOS SOMOS IGUAIS
“Ninguém possui coisa alguma, em seus próprios recursos, que o faça superior; portanto, quem quer que se ponha num nível mais elevado não passa de imbecil e impertinente. A genuína base da humildade cristã consiste, de um lado, em não se presumido, porque sabemos que nada possuímos de bom em nós mesmos; e, de outro, se Deus implantou algum bem em nós, que o mesmo seja, por esta razão, totalmente debitado à conta da divina Graça”.
João Calvino, Exposição de 1 Corintios (1 Co 4.7), pp. 134,135
JESUS, O MEDIADOR
“Mas, visto que todo homem é indigno de se dirigir a Deus e de se apresentar diante de sua face, a fim de nos livrar da vergonha que sentimos ou que deveríamos sentir, o Pai celeste nos deu seu Filho, o nosso Senhor Jesus Cristo, para ser o nosso Mediador e advogado para com ele, para que, por meio dele, pudéssemos aproximar-nos livremente dele. Como isso nos certificamos de que, tendo tal Intercessor, o qual não pode ser recusado pelo Pai, também nada nos será negado de tudo o que pedirmos em seu nome. Seguros também de que o trono de Deus não é somente trono de majestade, mas também de sua graça, podendo nós comparecer perante ele com toda a confiança e ousadia, em nome de Mediador e Intercessor, para rogar misericórdia e encontrar graça e ajuda, em toda necessidade que tivermos.” (João Calvino, As Institutas, Vl 03, Ed. Cep, Edição especial, p. 101)
JESUS, NOSSO SUBSTITUTO
“Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus.” [João Calvino, As institutas, Cap XII, pg 6, Vl 4, edição especial, Editora Cep

PORQUE ORAR?
“Os crentes não oram com a intenção de informar a Deus a respeito das coisas que ele desconhece, ou para incitá-lo a cumprir o seu dever, ou para apressá-lo, com se ele fosse relutante. Pelo contrário, eles oram para que assim possam despertar-se e buscá-lo, e assim exercitem sua fé na meditação das suas promessas, e aliviem sua ansiedades, deixando-as nas mão dele; numa palavra, oram com o fim de declarar que sua esperança e expectativa das coisas boas, para eles mesmos e para os outros, está só nele” [John Calvin, Commentary on a Harmony of the Evangelists, Mattew, Mark, and Luke, Grand Rapids, Michigan, Baker Booh House, 1981 (reimpresso), p. 314]
SANTOS OU PECADORES ?
Ainda que o pecado não reine, ele continua a habitar em nós e a morte é ainda poderosa.”[João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1999, Vol 1, p.169]]
A BÍBLIA
“Para que tenhamos aqui bom equilíbrio, devemos examinar a Palavra de Deus, na qual temos excelente regra para o entendimento firme e correto. Porquanto, a Escritura é a escola do Espírito Santo, na qual assim como nada que seja útil e salutar conhecer é omitido, assim também não há nada que nela seja ensinado que não seja válido e proveito saber”. [João Calvino, As institutas, Cap VII, pg 39, Vl 1, edição especial, Editora Cep.]
A CAMINHADA CRISTÃ
Enquanto estamos nesta prisão terrena, nenhum de nós tem a presteza necessária, e, na verdade a maior parte de nós é tão fraca e débil que vacila e coxeia pouco podendo avançar, prossigamos avante, cada um segundo a sua pequena capacidade, e não deixemos de seguir o caminho no qual começamos. Ninguém caminhará tão pobremente que não avance ao menos um pouco por dia, ganhando terreno.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 183, Ed Cep,]
O REMÉDIO PARA O VÍCIO
“Os antigos já diziam com razão que há um mundo de vícios ocultos na alma do homem. E não encontraremos remédio para isso, a não ser que, renunciando ou negando a nós mesmos e deixando de buscar o que nos agrada, impulsionemos e dediquemos o nosso entendimento a buscar as coisas que Deus exige de nós, e a buscá-las unicamente porque lhe são agradáveis.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 186, Ed Cep,]
O LABIRINTO DA VIDA
“Uma vez que a corrida será fora da pista, jamais conseguirá ela atingir a meta. Pois assim se deve pensar: o resplendor da face divina, o qual o Apóstolo proclama ser inacessível [1Tm6.16], nos é inextricável labirinto, a não ser que pelo Senhor sejamos dirigidos por intermédio dele pelo fio da Palavra, visto ser preferível claudicar ao longo desta vereda a correr a toda brida fora dela.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 74, Ed Cep,]    
FALSO OU VERDADEIRO?
“Somente os crentes genuínos conhecem a diferença entre este estado transitório e a bem-aventurada eternidade, para a qual foram criados; eles sabem qual deve ser a meta de sua vida. Ninguém, pois, pode regular sua vida com uma mente equilibrada, senão aquele que, conhecendo o fim dela, isto é, a morte propriamente dita, é levado a considerar o grande propósito da existência humana neste mundo, para que aspire o prêmio da vocação celestial.” [João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo, Parakletos, 2002, Vol. 3, (Sl 90.12), p. 440].
PORQUE SOFREMOS?
“Os sofrimentos desta vida longe estão de obstruir nossa salvação; antes, ao contrário, são seus assistentes. (...) Embora os leitos e os réprobos se vejam expostos, sem distinção, aos mesmos males, todavia existe uma enorme diferença entre eles, pois Deus instrui os crentes pela instrumentalidade das aflições e consolida sua salvação (...) As aflições, portanto, não devem ser um motivo para nos sentirmos entristecidos, amargurados ou sobrecarregados, a menos que também reprovemos a eleição do Senhor, pela qual fomos predestinados para vida, e vivamos relutantes em levar em nosso ser a imagem do Filho de Deus, por meio da qual somos preparados para glória celestial.” [João Calvino, Exposição de Romanos, São Paulo, Parakletos, 1997, (Rm 8.28,29), p. 293,295].
A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS
Eis aqui o principio que distingue nossa religião de todas as demais, ou seja: sabemos que Deus nos falou e estamos plenamente convencidos de que os profetas não falaram de si próprios, mas que, como órgãos do Espírito Santo, pronunciaram somente aquilo para o qual foram do céu comissionados a declarar. Todos quantos desejam beneficiar-se das Escrituras devem antes aceitar isto como um princípio estabelecido, a saber: que a lei e os profetas não são ensinos passados adiante ao bel-prazer dos homens ou produzidos pelas mentes humanas como uma fonte, senão que forma ditados pelo Espírito Santo. João Calvino - As Pastorais, p . 262

Visto, então, que Deus por Si só não poderia provar a morte, e que o homem por si só não poderia vencê-la, Ele tomou sobre Si a natureza humana em união com a natureza divina, para que sujeitasse a fraqueza daquela a uma morte expiatória, que pudesse, pelo poder da natureza divina, entrar em luta com a morte e ganhar para nós a vitória sobre ela. João Calvino, Edição abreviada por J. P. Wiles das Institutas, II.12, p. 182.
Cristo suplantou a Adão, o pecado deste é absorvido pela justiça de Cristo. A maldição de Adão é destruída pela graça de Cristo, e a vida que Cristo conquistou tragou a morte que procedeu de Adão. João Calvino, Exposição de Romanos, p. 194-195.
Em virtude nosso coração incrédulo, o mínimo perigo que ocorre no mundo influi mais em nós do que o poder de Deus. Trememos antes a mais leve tribulação, pois olvidamos ou nutrimos conceitos mui pobres acerca da onipotência divina. João Calvino, O livro de Salmos, vol. 2 , p. 658.

John Bunyan, autor de "o peregrino". o livro mais lido no mundo depois da bíblia






"O salário do pecado é a morte" "A alma que pecar, essa morrerá ". Caminhando pelo deserto deste mundo, parei num sítio
onde havia uma caverna (a prisão de Bedford): ali deitei-me para
descansar. Em breve adormeci e tive um sonho. Vi um homem
coberto de andrajos, de pé, e com as costas voltadas para a sua
habitação, tendo sobre os ombros uma pesada carga e nas mãos
um livro".
Faz três séculos que João Bunyan assim iniciou o seu livro,
o Peregrino. Os que conhecem as suas obras literárias podem
testificar de que ele é, de fato, "o Sonhador Imortal" - "Estando
ele morto, ainda fala". Contudo, enquanto miríades de crentes
conhecem o Peregrino, poucos conhecem a história da vida de
oração desse valente pregador.
Bunyan, na sua obra, Graça Abundante ao Principal dos
Pecadores, nos informa que seus pais, apesar de viverem em
extrema pobreza, conseguiram ensiná-lo a ler e escrever. Ele
mesmo se intitulou a si próprio de "o principal dos pecadores";
outros atestam que era "bem-sucedido" até na impiedade.
Contudo, casou-se com uma moça de família cujos membros
eram crentes fervorosos Bunyan era funileiro e, como acontecia
com todos os funileiros, era paupérrimo; ele não possuía um
prato nem uma colher - apenas dois livros: O Caminho do
Homem Simples para os Céus e A Prática da Piedade, obras que
seu pai, ao falecer, lhe deixara. Apesar de Bunyan achar
algumas coisas que lhe interessavam nesses dois livros, somente
nos cultos é que se sentiu convicto de estar no caminho para o
Inferno.
Descobre-se nos seguintes trechos, copiados de Graça
Abundante ao Principal dos Pecadores, como ele lutava em
oração no tempo da sua conversão:
"Veio-me às mãos uma obra dos 'Ranters', livro estimado
por alguns doutores. Não sabendo julgar os méritos dessas
doutrinas, dediquei-me a orar desta maneira: 'Ó Senhor, não sei
julgar entre o erro e a verdade. Senhor, não me abandones por
aceitar ou rejeitar essa doutrina cegamente; se ela for de ti, não
me deixes desprezá-la; se for do Diabo, não me deixes abraçála!'
- e, louvado seja Deus, Ele que me dirigiu a clamar;
desconfiando na minha própria sabedoria, Ele mesmo me guarda
do erro dos 'Ranters'. A Bíblia já era para mim muito preciosa
nesse tempo."
"Enquanto eu me sentia condenado às penas eternas,
admirei-me de como o próximo se esforçava para ganhar bens
terrestres, como se esperasse viver aqui eternamente... Se eu
pudesse ter a certeza da salvação da minha alma, como se
sentiria rico, mesmo que não tivesse mais para comer a não ser
feijão."
"Busquei o Senhor, orando e chorando e do fundo da alma
clamei: 'Ó Senhor, mostra-me, eu te rogo, que me amas com
amor eterno!' Logo que clamei, voltaram para mim as palavras,
como um eco: 'Eu te amo com amor eterno!' Deitei-me para
dormir em paz e, ao acordar, no dia seguinte, a mesma paz
permanecia na minha alma. O Senhor me assegurou: 'Amei-te
enquanto vivias no pecado, amei-te antes, amo-te depois e
amar-te-ei por todo o sempre'."
"Certa manhã, enquanto tremia na oração, porque
pensava que não houvesse palavra de Deus para me sossegar,
Ele me deu esta frase: 'A minha graça te basta'."O meu
entendimento foi tão iluminado como se o Senhor Jesus olhasse
dos céus para mim, pelo telhado da casa, e me dirigisse essas
palavras. Voltei para casa chorando, transbordando de gozo e
humilhado até o pó."
"Contudo, certo dia, enquanto andava no campo, a
consciência inquieta, de repente estas palavras entraram na
minha alma: 'Tua justiça está nos céus.' E parecia que, com os
olhos da alma, via Jesus Cristo à destra de Deus, permanecendo
ali como minha justiça... Vi, além disso, que não é o meu bom
coração que torna a minha justiça melhor, nem que a prejudica;
porque a minha justiça é o próprio Cristo, o mesmo ontem, hoje
e para sempre. As cadeias então caíram-me das pernas; fiquei
livre das angústias; as tentações perderam a força; o horror da
severidade de Deus não mais me perturbava, e voltei para casa
regozijando-me na graça e no amor de Deus. Não achei na Bíblia
a frase: 'Tua justiça está nos céus.' Mas achei 'o qual para nós foi
feito por Deus sabedoria e justiça, e santificação, e redenção' (1
Coríntios 1.30) e vi que a outra frase era verdade.
"Enquanto eu assim meditava, o seguinte trecho das
Escrituras penetrou no meu espírito com poder: 'Não pelas obras
de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua
misericórdia, nos salvou.' Assim fui levantado para as alturas e
me achava nos braços da graça e misericórdia. Antes temia a
morte, mas depois clamei: 'Quero morrer.' A morte tornou-se
para mim uma coisa desejável. Não se vive verdadeiramente
antes de passar para a outra vida. 'Oh!' - pensava eu - 'esta vida
é apenas um sonho em comparação à outra!' Foi nessa ocasião
que as palavras 'herdeiros de Deus' se tornaram tão cheias de
sentido, que eu não posso explicar aqui neste mundo. 'Herdeiros
de Deus!' O próprio Deus é a porção dos santos. Isso vi e disso
me admirei, contudo, não posso contar o que vi... Cristo era um
Cristo precioso na minha alma, era o meu gozo; a paz e o triunfo
por Cristo eram tão grandes que tive dificuldade em conter-me e
ficar deitado."
Bunyan, na sua luta para sair da escravidão do vício e do
pecado, não fechava a alma dos perdidos que ignoravam os
horrores do inferno. Acerca disto ele escreveu:
"Percebi pelas Escrituras que o Espírito Santo não quer
que os homens enterrem os seus talentos e dons, mas antes que
despertem esses dons... Dou graças a Deus, por me haver
concedido uma medida de entranhas e compaixão, pela alma do
próximo, e me enviou a esforçar-me grandemente para falar
uma palavra que Deus pudesse usar para apoderar-se da
consciência e despertá-la. Nisso o bom Senhor respondeu ao
apelo de seu servo, e o povo começou a mostrar-se comovido e
angustiado de espírito ao perceber o horror do seu pecado e a
necessidade de aceitar a Jesus Cristo."
"De coração, clamei a Deus com grande insistência que
Ele tornasse a Palavra eficaz para a salvação da alma... De fato,
disse repetidamente ao Senhor que, se o meu enforcamento
perante os olhos dos ouvintes servisse para despertá-los e
confirmá-los na verdade, eu o aceitaria alegremente."
"O maior anelo em cumprir meu ministério era o de entrar
nos lugares mais escuros do país... Na pregação, realmente,
sentia dores de parto para que nascessem filhos para Deus. Sem
fruto, não ligava importância a qualquer louvor aos meus
esforços; com fruto, não me importava com qualquer oposição."
Os obstáculos que Bunyan tinha de encarar eram muitos e
variados. Satanás, vendo-se grandemente prejudicado pela obra
desse servo de Deus, começou a levantar barreiras de todas as
formas. Bunyan resistia fielmente a todas as tentações de
vangloriar-se sobre o fruto de seu ministério e cair na
condenação do Diabo. Quando, certa vez, um dos ouvintes lhe
disse que pregara um bom sermão, ele respondeu: "Não precisa
dizer-me isso, o Diabo já cochichou a mesma coisa no meu
ouvido antes de sair da tribuna."
Então o inimigo das almas suscitou os ímpios para caluniálo
e espalhar boatos em todo o país, a fim de induzi-lo a
abandonar seu ministério. Chamavam-no de feiticeiro, jesuíta,
cangaceiro e afirmavam que vivia amancebado, que tinha duas
esposas e que os seus filhos eram ilegítimos.
Quando o Maligno falhou em todos esses planos de desviar
Bunyan do seu ministério glorioso, os inimigos denunciaramno
por não observar os regulamentos dos cultos da igreja oficial.
As autoridades civis o sentenciaram à prisão perpétua,
recusando terminantemente a revogação da sentença, apesar de
todos os esforços de seus amigos e dos rogos da sua esposa -
tinha de ficar preso até se comprometer a não mais pregar.
Acerca da sua prisão, ele diz: "Nunca tinha sentido a
presença de Deus ao meu lado em todas as ocasiões como
depois de ser encerrado... fortalecendo-me tão ternamente com
esta ou aquela Escritura até me fazer desejar, se fosse lícito,
maiores provações para receber maiores consolações".
"Antes de ser preso, eu previa o que aconteceria, e duas
coisas ardiam no coração, acerca de como podia encarar a
morte, se chegasse a tal ponto. Fui dirigido a orar pedindo a
Deus me fortalecesse com toda a força, segundo o poder da sua
glória, em toda a fortaleza e longanimidade, dando com alegria
graças ao Pai. Quase nunca orei, durante o ano antes de ser
preso, sem que essa Escritura me entrasse na mente e eu
compreendesse que para sofrer com toda a paciência devia ter
toda a fortaleza, especialmente para sofrer com alegria."
"A segunda consideração foi na passagem que diz: 'Mas
nós temos tido dentro de nós mesmos a sentença de morte para
que não confiássemos em nós mesmos, porém em Deus que
ressuscita os mortos'. Cheguei a ver, por essa Escritura que, se
eu chegasse a ponto de sofrer como devia, primeiramente tinha
de sentenciar à morte todas as coisas que pertencem à nossa
vida, considerando-me a mim mesmo, minha esposa, meus
filhos, a saúde, os prazeres, tudo, enfim, como mortos para
comigo e eu morto para com eles.
"Resolvi, como Paulo disse, não olhar para as coisas que
se vêem, mas sim, para as que se não vêem, porque as coisas
que se vêem, são temporais, mas as coisas que se não vêem,
são eternas. E compreendi que se eu fosse prevenido apenas de
ser preso, poderia, de improviso, ser chamado, também, para ser
açoitado, ou amarrado ao pelourinho. Ainda que esperasse
apenas esses castigos, não suportaria o castigo de desterro. Mas
a melhor maneira para passar os sofrimentos seria confiar em
Deus, quanto ao mundo vindouro; quanto a este mundo, devia
considerar o sepulcro como minha morada, estender o meu leito
nas trevas, dizer à corrupção: Tu és meu pai', e aos vermes: 'Vós
sois minha mãe e minha irmã' (Jó 17.13,14).
"Contudo, apesar desse auxílio, senti-me um homem
cercado de fraquezas. A separação da minha esposa e de nossos
filhos, aqui na prisão torna-se, às vezes, como se fosse a
separação da carne dos ossos. E isto não somente porque me
lembro das tribulações e misérias que meus queridos têm de
sofrer; especialmente a filhinha cega. Minha pobre filha, quão
triste é a tua porção neste mundo! Serás maltratada, pedirás
esmolas; passarás fome, frio, nudez e outras calamidades! Oh!
os sofrimentos da minha ceguinha quebrar-me-iam o coração
aos pedaços!"
"Eu meditava muito, também, sobre o horror ao Inferno
para os que temiam a Cruz a ponto de se recusarem a glorificar
a Cristo, suas palavras e leis perante os filhos dos homens. Além
do mais, pensava sobre a glória que Ele preparara para os que,
em amor, fé e paciência, testificavam dele. A lembrança destas
coisas serviam para diminuir a mágoa que sentia ao lembrar-me
de que eu e meus queridos sofriam pelo testemunho de Cristo".
Nem todos os horrores da prisão abalaram o espírito de
João Bunyan. Quando lhes ofereciam a sua liberdade sob a
condição de ele não pregar mais, respondia: "Se eu sair hoje da
prisão, pregarei amanhã, com o auxílio de Deus".
Mas se alguém pensar que, afinal de contas, João Bunyan
era apenas um fanático, deve ler e meditar sobre as obras que
nos deixou: Graça Abundante ao Principal dos Pecadores;
Chamado ao Ministério; O Peregrino; A Peregrina; A Conduta do
Crente; A Glória do Templo; O Pecador de Jerusalém é Salvo; As
Guerras da Famosa Cidade de Alma-humana; A vida e a Morte de
Homem Mau; O Sermão do Monte; A Figueira Infrutífera;
Discursos Sobre Oração; O Viajante Celestial; Gemidos de Uma
Alma no Inferno; A Justificação é Imputada, etc.
Passou mais de doze anos encarcerado. É fácil dizer que
foram doze longos anos, mas é difícil conceber o que isso
significa - passou mais da quinta parte da sua vida na prisão, na
idade de maior energia. Foi um quacre, chamado Whitehead,
que conseguiu a sua libertação. Depois de liberto, pregou em
Bedford, Londres, e muitas outras cidades. Era tão popular, que
foi alcunhado de "Bispo Bunyan". Continuou o seu ministério
fielmente até a idade de sessenta anos, quando foi atacado de
febre e faleceu. O seu túmulo é visitado por dezenas de milhares
de pessoas.
- Como se explica o êxito de João Bunyan? O orador, o
escritor, o pregador, o professor da Escola Dominical e o pai de
família, cada um conforme o seu ofício, pode lucrar grandemente
com um estudo do estilo e méritos de seus escritos, apesar de
ele ter sido apenas um humilde funileiro, sem instrução.
- Mas como se pode explicar o maravilhoso sucesso de
Bunyan? Como pode um iletrado pregar como ele pregava e
escrever num estilo capaz de interessar à criança e ao adulto; ao
pobre e ao rico; ao douto e ao indouto? A única explicação do
seu êxito é que "ele era um homem em constante comunhão
com Deus". Apesar de seu corpo estar preso no cárcere, a sua
alma estava liberta. Porque foi ali, numa cela, que João Bunyan
teve as visões descritas nos seus livros - visões muito mais reais
do que os seus perseguidores e as paredes que o cercavam.
Depois de desaparecerem os perseguidores da terra e as
paredes caírem em pó, o que Bunyan escreveu continua a
iluminar e alegrar a todas as terras e a todas as gerações.
O que vamos citar mostra como Bunyan lutava com Deus
em oração:
"Há, na oração, o ato de desvelar a própria pessoa, de
abrir o coração perante Deus, de derramar afetuosamente a
alma em pedidos, suspiros e gemidos. 'Senhor', disse Davi,
'diante de ti está todo o meu desejo e o meu gemido não te é
oculto' (Salmo 38.9). E outra vez: 'A minha alma tem sede de
Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a
face de Deus? Quando me lembro disto, dentro de mim derramo
a minha alma!' (Salmo 42.2-4). Note: 'Derramo a minha alma!' é
um termo demonstrativo de que em oração sai a própria vida e
toda a força para Deus".





Em outra ocasião escreveu: "As melhores orações consistem,
às vezes, mais de gemidos do que de palavras e estas
palavras não são mais que a mera representação do coração,
vida e espírito de tais orações".
Como ele insistia e importunava em oração a Deus, é claro
no trecho seguinte: "Eu te digo: Continua a bater, chorar, gemer
e prantear; se Ele se não levantar para te dar, porque és seu
amigo, ao menos por causa da tua importunação, levantar-se-á
para dar-te tudo o que precisares".
Sem contestação, o grande fenômeno da vida de João
Bunyan consistia no seu conhecimento íntimo das Escrituras, as
quais amava; e na perseverança em oração ao Deus que
adorava. Se alguém duvidar de que Bunyan seguia a vontade de
Deus nos doze longos anos que passou na prisão de Bedford,
deve lembrar-se de que esse servo de Cristo, ao escrever O
Peregrino, na prisão de Bedford, pregou um sermão que já dura
quase três séculos e que hoje é lido em cento e quarenta
línguas. É o livro de maior circulação depois da Bíblia. Sem tal
dedicação a Deus, não seria possível conseguir o incalculável
fruto eterno desse sermão pregado por um funileiro cheio da
graça de Deus!
Fonte: Herois da Fé , Orlando Boyer

Moody Por que Deus usou tanto esse homem?






D.L. Moody foi um homem comum usado de forma incomum pelas mãos do Deus poderoso. Como isso aconteceu? Porque Moody foi tão usado por Deus?


R A Torres, o famoso pregador canadense nos dá sete boas razões em sua preciosa biografia deste gigante da fé:

1. Um homem totalmente rendido a Cristo
Quem conheceu o “apóstolo de Chicago” sabia que ele não tinha objetivos e alvos a parte do evangelho de Cristo. O coração do Pai encheu o coração de Moody. Não somente mais um bom servo a cooperar com Deus e ter paralelamente a sua agenda pessoal. Mais sim um verdadeiro israelita em total e plena submissão ao vontade do Senhor.

2. Um homem de oração
Uma fé prática em Deus alimentava a vida de oração de nosso herói da fé. “Ele foi um homem que enfrentou todas as suas dificuldades em seu caminho através da oração” . Pouco ele atentava para opiniões de homens, mas buscava sempre e constantemente no Senhor as respostas para as questões da vida diária.

3. Um profundo e prático estudante da bíblia
Toda manhã, Moody se trancava em seu quarto para ficar a sós com Deus e meditar em sua palavra. Ele jamais trocava esse tempo por outra coisa qualquer.

4. Um homem humilde
Moody era plenamente convencido de sua inaptidão para pregar a palavra. Ele era um sapateiro de origem muito humilde e tinha certeza que humanamente falando não tinha a mínima condição para ser um pregador do evangelho. Essa convicção o aproximava ainda mais do Senhor e fez com que ele desenvolvesse a mentalidade de colocar os outros em primeiro lugar e ele em segundo.

5. Seu inquestionável desapego pela questão financeira
Milhões de dólares passaram pelas mãos de Moody e isso nunca subiu em sua cabeça, como o próprio Torres que chegou a trabalhar com ele falou: “Ele amava juntar dinheiro para o trabalho do Senhor, porém se recusava a juntar dinheiro para si próprio.”

6. Sua paixão consumidora pela salvação dos perdidos
Desde que se converteu, Moody, estabeleceu em seu coração não passar um só dia sem pregar o evangelhio pelo menos para uma pessoa. As vezes, lembrando desde seu voto, levantava de seu leito e saia a noite pelas ruas e Chicago para encontrar pelo menos uma pessoa a qual pudesse falar de Jesus.

7. Sua arrebatadora unção
“No início de sua vida como pregador ele tinha muita vontade de trabalhar para o Senhor Jesus, mas não tinha poder do alto” ,descreveu Torres sobre nosso irmão. “Ele trabalhava muito, ainda que na carne mas sem grandes resultados. Isso mudou tremendamente depois de muita insistência com Deus para receber o poder do Espírito Santo. Depois que o Espírito veio sobre ele foi como que comportas de uma represa se abrissem e muitas águas passassem acorrer através da vida desse homem.

Qual dessas qualidades da graça de Deus na vida de Moody mais você admirou? Se você quizer saber mais leia o livro “Porque Deus usou Moody” por R A Torres.





Moody e seus órfãos de Chicago

2 de agosto de 2011

Charles Thomas Studd

Charles Thomas Studd
Charles Thomas Studd (1860-1931) poderia ter sido mais um atleta que gastou seus dias em árduas competições e apenas isso. Entretanto, sua biografia demonstra que quando Deus toca o coração de alguém, seus rumos e planos são mudados dramaticamente, de uma maneira maravilhosa.

O inglês Charles Studd era considerado um dos maiores desportistas do final do século 19. Milionário, ele herdara da família a importância de 29 mil libras esterlinas, uma fortuna naquela época, mas se recusara a tirar proveito dela, temendo que o dinheiro pudesse atrapalhar seus nobres ideais. Determinado a investir na obra de Deus, enviou cinco mil libras esterlinas para o missionário James Hudson Taylor, que se tomou uma lenda ao ser o primeiro a levar a Palavra ao interior da China; outras cinco mil libras para um pastor, William Booth, fundador do Exército da Salvação; cinco mil para Dwight L. Moody, para que este iniciasse o estabelecimento do Instituto Bíblico Moody.

Studd doou ainda outras importâncias, sobrando-lhe apenas 3.400 libras, as quais ele, no dia do seu casamento, deu à esposa. Esta também doou o presente e comentou, na época: Jesus pediu ao jovem rico que desse tudo aos pobres. E Studd completou: Agora nos achamos na situação de poder dizer que não possuímos nem prata nem ouro, referindo-se ao texto de Atos 3.6. Loucura? Não. Charles Thomas Studd tinha a certeza de que o Senhor era o dono de todas as coisas. Essa demonstração de entrega total foi apenas o começo. Todavia, foi o suficiente para que o Senhor desse a Charles um novo rumo. Mais tarde, Ele o chamaria para o ministério.

Studd viajou para a China, onde trabalhou como missionário. Posteriormente, foi para a Índia e para o continente africano. Seu pensamento era: "Se Jesus é Deus e Ele morreu por mim, então nenhum sacrifício pode ser muito grande para nós". Como resultado de seus esforços, foi fundada, um pouco antes de sua morte, a Cruzada de Evangelização Mundial, que hoje conta com mais de mil missionários em todo o mundo. A mensagem deixada por Studd foi simples: enquanto a maioria investe em bens materiais, outros investem no Reino de Deus.

Família - Essas lições de Charles Studd foram aprendidas desde muito cedo. Ele era filho de um fazendeiro de origem indiana, Edward Studd, que se havia aposentado na Índia e mudado para uma casa rural no município de Tidworth, em Wiltshire, Inglaterra.

O pai de Studd, curiosamente, tinha-se convertido em 1877, quando um amigo o levou para ouvir uma pregação de Moody, o mesmo pastor que seria ajudado por seu filho, Charles Studd, anos mais tarde. Após a conversão, Edward, imediatamente, deixou as atividades seculares e passou a usar sua casa para reuniões evangelísticas até o dia de sua morte, em 1879.

Charles Studd e seus dois irmãos, Kynaston e George, estudavam longe de casa. Curiosamente, os três converteram-se a Cristo em um culto doméstico, e terminaram apaixonados pelo Evangelho. Os três irmãos eram campeões de críquete, um dos esportes mais tradicionais da Inglaterra. As habilidades excepcionais mostradas por Charles Studd naquele esporte fizeram com que ele ganhasse um lugar na seleção inglesa, em 1882, época em que a equipe havia perdido uma partida para a Austrália e estava desacreditada. Sob a liderança de Charles Studd, os ingleses jogaram na Austrália, no ano seguinte, e recuperaram o troféu.

Tempo de confrontação - Dois anos após a conquista do campeonato, no entanto, com a doença e morte de George, Charles Studd sentiu-se confrontado pela seguinte pergunta: De que adiantam toda a fama e valor de lisonja quando um homem tem de enfrentar a eternidade? Ele percebeu, então, que sua conversão, ocorrida seis anos antes, não havia produzido frutos. Resoluto, ele declarou: O críquete não vai durar; a honra também não, bem como nada neste mundo. Mas tenho que viver para o mundo que há de vir.

A partir de então, Charles começou a testemunhar de Jesus aos amigos e jogadores da mesma equipe. Sua intenção era captar recursos para o ministério de seu irmão, Kynaston, que tinha fundado uma organização missionária entre estudantes. Logo, ele teve a alegria de conduzir outros a Deus.

Até aquele momento, Studd testemunhara entre os próprios sócios e amigos. Contudo, depois de ouvir, na China, uma pregação na qual um missionário falara da necessidade de os servos de Deus agirem como pescadores de almas, tudo mudou. Ele sentiu que Deus o estava chamando. Embora seus amigos e parentes tentassem dissuadi-lo, Charles começou a considerar a pregação que ouvira e marcou uma reunião com o Pr. James Hudson Taylor, o diretor da missão no interior da China.

Rumo à China - A decisão de Studd foi seguida por mais seis amigos dele. Ao mesmo tempo em que o grupo se preparava, uma onda de conversões ocorria entre os estudantes das maiores Universidades da Grã-Bretanha, graças à missão fundada por Kynaston, anos antes. Alunos de Edimburgo, Londres, Oxford e Cambridge entregavam-se ao Senhor como jamais ocorrera antes. Eles se transformariam, anos depois, nos missionários que difundiriam a Palavra de Deus pelo mundo. Em pouco menos de dois meses, Studd e alguns amigos já estavam prontos para a viagem à China.

Lá, Charles Studd passou dez anos. Quando, finalmente, retomou à Inglaterra, ele foi convidado a visitar a América, onde Kynaston havia organizado um movimento evangelístico entre os estudantes locais. Durante aquela excursão, ele testemunhou o derramar de bênçãos poderosas em muitas faculdades e igrejas. Aquilo mexeu tanto com Studd, que ele iniciaria uma seqüência de viagens missionárias impressionante.

Missões na Índia e na África - De 1900 a 1906, Studd pastoreou uma igreja em Ootacamund, no Sul da Índia. Naquela região, diversos funcionários britânicos se converteram a Cristo. Depois de um rápido retomo à Inglaterra, ele partiu, em 1910, para o Sudão, na África. Studd ficara impressionado com o fato de a Palavra ser quase totalmente desconhecida na África Central, e lá fundou uma missão, a Heart of Africa Mission (Missão Coração da África).

Em sua primeira viagem ao Congo Belga*, em 1913, ele estabeleceu quatro missões em uma área habitada por oito tribos diferentes. A partir dali, Charles começaria a viajar sozinho — sua esposa ficara doente. Entretanto, o trabalho do Senhor e o chamado da família não mudaram. De sua casa, na Inglaterra, ela e as quatro filhas do casal coordenavam o ministério de Studd. Sua esposa era a responsável por missões em diversos países da África, do Oriente Médio e da China.

Ela fez uma última visita ao Congo em 1928, reviu o marido e faleceu pouco tempo depois. Em 1931, aos 70 anos, Charles Thomas Studd morreu, entretanto, até os seus últimos dias, ele pregou a salvação pela fé em Jesus Cristo, no campo missionário, em Málaga, na África. Foi, de fato, um gigante. Um herói da fé.

* (Até 1971, este país tinha o nome de Congo Belga. Depois, Mobuto Sese Seko o batizou com o nome de Zaire. Em 1997, passou a se chamar República Democrática do congo)

29 de março de 2011

Keith Green Obedecer é melhor que sacrificar




Keith Green foi um intenso e radical homem de DEUS.
Sua história contada por sua esposa e amigos próximos nos mostra como se entregou por completo a JESUS e nos abençoa e nos inspira a irmos além na relação com o SENHOR.
DEUS o levou ainda jovem, mas seu legado ainda vive através de suas canções e sermões.

http://vimeo.com/16560896   A HISTÓRIA DE KEITH GREEN