MADAME GUYON (1648-1717)
Jeanne-Marie Bouvier de la Motte-Guyon nasceu na França, em 1648, e foi educada em conventos e desde pequena demonstrou desejo de ser fiel ao Senhor. Mas, por ser muito bonita e por ser atraída pelo mundo, muitas vezes esqueceu suas promessas de fidelidade a Jesus.
Casou-se com um homem inválido, 22 anos mais velho que ela, em 1664. Isso levou-a a buscar comunhão íntima com Deus. Em 1668, teve a plena experiência do amor de Cristo. Depois disso perdeu o interesse pelas coisas mundanas e gastava seu tempo em oração. Em 1970, foi vítima da forma mais virulenta de varíola, que destruiu sua beleza. "Mas a devastação exterior foi contrabalançada pela paz interior", ela testemunhou.
Até 1676, sofreu a perda de filhos, do marido, do pai e de uma grande amiga. Porém, tudo isso serviu apenas para que ela aprofundasse sua experiência com Deus. De 1674 a 1680 ela perdeu a presença de Deus, aprendendo, então, a andar por fé, não por sentimentos. Após isso, levou muitos à regeneração e a experiência da "morte do ego". O grande número de pessoas que, após ter contato com Madame Guyon, deixaram o mundanismo, o pecado e se consagraram a Deus despertou o ciúme de líderes católicos e mestres mundanos, que passaram a perseguir Guyon, Fénelon e La Combe, membros do clero católico que receberam sua ajuda.
Embora muito popular e admirada por muitos membros influentes na corte seus pontos de vista logo foram suspeitos de heresia, foi consequentemente, perseguida e aprisionada várias vezes. Manteve uma enorme correspondência e seus trabalhos preencheram quarenta volumes. Seus escritos mais famosos foram Um Método Muito Curto e Fácil de Orar e sua Autobiografia.
Foi denunciada como perigosa e seguidora de Molinos (aprisionado na mesma época, por escritos similares). Em conseqüência, foi presa e permaneceu na prisão por meses. O rei Luís XIV pediu pessoalmente ao Bispo Bossuet, o maior e mais famoso eclesiástico da França, que a examinasse. Este "exame" se transformou numa inquisição mental. Bossuet, a mente mais poderosa da França, achava estar lidando com uma mulher tola. Bossuet encontrou uma pessoa à sua altura, ou até melhor que ele. As conclusões de Bossuet a respeito desta mulher "perigosa" levaram Luís XIV a prender Jeanne Guyon, sem ao menos inquiri-la ou notificá-la a respeito. Mesmo com seu escritos condenados pelo alto clero católico, Madame Guyon continuou seus ensinamentos e por isso foi detida quatro vezes, a última das quais por quatro anos (1694-1702). Escreveu cerca de sessenta obras e compôs poemas e hinos como: "Eu amo o Senhor, mas não com meu amor" e "Longo mergulho na Aflição". Escreveu cartas para católicos e protestantes na França, Holanda, Alemanha e Inglaterra.
Em 1702 foi banida para Blois, onde passou o resto da sua vida a serviço do Senhor. Em 1717, aos 69 anos, faleceu, em perfeita paz.
Seus escritos como "Torrentes Espirituais", "Experimentando as Profundezas de Jesus Cristo" e "Experimentando Deus através da Oração", cheios de realidade espiritual, influenciaram grandemente homens como o Arcebispo Fénelon, John Wesley e Watchman Nee.
Deus a usou de forma especial para abrir caminho para a restauração da vida interior, da comunhão profunda com Ele, através da oração, da consagração plena, da santificação e do operar da cruz. Em nossos dias, estamos apenas começando a tocar no fluir das águas da verdadeira espiritualidade que Deus fez jorrar através dela.
Sua autobiografia, escrita especialmente para atender à insistência de seu mentor, o padre La Combe, é notoriamente reconhecida como um dos maiores clássicos cristãos. Em vários livros encontramos menções dispersas desta autobiografia e de seus escritos, tentando resumir sua vida e obra.
Como ela ressaltou: "Espero que o que escrevo não seja visto por ninguém que possa ofender-se com isso, ou que não esteja em condição de ver estes assuntos em Deus".
PENSAMENTOS DE MADAME GUYON
"A maioria dos cristãos não percebe que é chamada para uma relação mais profunda, interior, com o seu Senhor. Mas todos nós fomos chamados às profundezas de Cristo, tão certo como fomos chamados para a salvação".
"A vida do devoto é como uma torrente que abre seu caminho descendo das altas montanhas aos vales e fendas da vida, passando por várias experiências, até finalmente chegar a experiência espiritual da morte. A partir daí, a torrente experimenta a ressurreição e uma vida de acordo com a vontade de Deus, enquanto ainda passa por vários estágios de refinamento. Por fim, a torrente encontra seu caminho em direção ao vasto, ilimitado oceano. Mesmo ai ,a torrente não torna-se totalmente unificada com o vasto oceano, até que mais uma vez, passe pelas relações finais com Deus."
"Ao aproximar-se do Senhor, em oração, tenha o coração pleno de amor puro, um amor que nada procura para si próprio. Tenha um coração que nada retira do Senhor, mas que apenas quer agradá-Lo e fazer a sua vontade."
"Receba pela fé o fato de que qualquer coisa que lhe aconteça é o desejo Dele para você, nesse momento. Quando for ao Senhor dessa maneira, verá que seu espírito estará em paz, não importando qual seja a sua condição. Os tempos de sequidão serão a mesma coisa que os tempos de abundância, porque você terá aprendido a amar a Deus somente porque você o Ama, não por causa de suas dádivas, nem mesmo por sentir sua presença."
"Ó, que tu possas compreender a profundidade deste mistério e aprender os segredos da conduta de Deus, revelados às criancinhas, mas ocultos aos sábios e grandes deste mundo, que se consideram os conselheiros do Senhor, e capazes de investigar Seus métodos, e supõem que obtiveram essa divina sabedoria, oculta aos olhos de todos aqueles que vivem em si mesmos e estão envoltos em suas próprias obras. Quem, por um vivo engenho e elevadas faculdades, sobe ao Céu e pensa compreender a altura, profundidade e largura de Deus?"
"Ó Tu, Manancial de Amor! Pareces de fato tão zeloso pela salvação dos que tens comprado que preferes o pecador ao justo! O pobre pecador, que se vê vil e miserável, é, por assim dizer, forçado a detestar-se a si mesmo; e, vendo que seu estado é tão horrível, ele se lança, em seu desespero, nos braços de seu Salvador, mergulha na fonte de cura e sai dela 'branco como a neve'".
"Jesus Cristo foi o primeiro a entrar nessa experiência. Foi o Chefe de todos os abandonados, mas não esteve isento do cativeiro. Portanto, é impossível que tu estejas isento. Lembra-te sempre de que agradou-Lhe sair de todos os deleites que estavam ocultos no seio de Seu Pai para fazer-se o mais cativo de todos os homens. Lembra-te também que faz muito tempo que os patriarcas hebreus seguiram a mesma senda. Alegria, deleites… e cativeiro! Os primeiros crentes da nova aliança vieram e seguiram a ordem dos patriarcas e de seu Modelo divino, Jesus Cristo. Mas tu perguntarás: "Por que todos temos de passar por esse caminho? É para que todos cheguemos ao ponto da infelicidade?" Claro que não. O gozo é uma promessa na terra de Abraão, uma terra que está lá, além do cativeiro. Que terra é essa? Essa terra é possuir a Deus! Mas, ah, quanto há por fazer a fim de possuir essa terra! Há sofrimento que temos de conhecer!"
“Não se diz que não haja que atuar, senão que há que atuar em dependência do movimento da graça; a alma deve deixar-se mover pelo Espírito vivificante que há nela”.
“Não se trata de apartar-se do mundo, há que apartar-se de si mesmo”.
“Há que deixar que os homens pensem de nós o que queiram; não há que agradar os homens, senão a Deus”.
“A paz com Deus só pode ser perfeita mediante a total renúncia. Esta paz nos dá paz conosco mesmo e com o próximo”.
“A oração é o alimento da alma; quando nos privamos dela por nossa culpa, nos fazemos padecer fome a nós mesmos”.
LIVROS EM PORTUGUÊS
MADAME GUYON (Jeanne-Marie Bouvier de La Motte Guyon) - Escritora e religiosa mística francesa, defensora do Quietismo - 1648-1717.
¿QUE DEBES HACER PARA SER FIEL A DIOS?
¿Qué debes hacer para ser fiel a Dios? Nada. Menos que nada: ¡deja que sólo Dios sea tu vida! Permítele sólo a Dios que te mueva. No te resistas. Continúa viviendo por medio del flujo natural de Su vida en tu interior. Vive en el momento presente y deja que cada suceso se desenvuelva sin añadir o sustraer de él. Aprende a ser guiado por las impresiones instintivas de la vida de Dios dentro de ti. Tu Señor caminará por ti. Déjale también a Él llevar a cabo todo aquello que pide de ti. Tu tarea sólo consiste sencillamente en morar en este estado. Libro: Torrentes Espirituales – Jeanne Guyon
MADAME GUYON - SÁBIAS ORIENTAÇÕES PARA OS PAIS
Para proteger a sensível mente dos filhos daquilo que é errado, deve-se tomar muito cuidado em ocupá-los com assuntos adequados e proveitosos. Eles não devem ser empanturrados de alimentos dos quais não podem gostar. Deve-se dar leite adequado para os bebês, e não a carne dura que tanto pode enfastiá-los, para que, quando chegarem a uma idade em que ela seja seu alimento apropriado, não só se limitem a experimentá-la.
Todos os dias eles devem ser incentivados a ler trechos de um bom livro, passar algum tempo em oração, o que deve servir mais para fomentar os sentimentos, e não a meditação. Ó, se este método de educação fosse seguido, com que rapidez cessariam tantas irregularidades! Quando se tornassem mães, estas filhas educariam seus filhos como elas mesmas foram educadas.
Os pais também deveriam evitar mostrar o menor indício de parcialidade no tratamento dos filhos. Isso gera uma secreta inveja e aversão entre eles que muitas vezes aumentam com o tempo e persistem até a morte. Quantas vezes vemos que alguns filhos são os ídolos da casa, comportando-se como verdadeiros tiranos, tratando os irmãos e irmãs como escravas, seguindo o exemplo do pai e da mãe. E muitas vezes o que acontece é que o favorito passa a ser um castigo para os pais, enquanto o pobre desprezado e odiado torna-se seu consolo e apoio. Fonte: Autobiografia de Madame Guion - Editora dos Clássicos.
MADAME GUYON - OS BENEFÍCIOS DO INVERNO
Vejo o inverno como uma estação que dá excelentes exemplos do trabalho de transformação do Senhor na vida do cristão. Quando ele chega, é como se o mundo vegetal refletisse a imagem da purificação, mediante a qual Deus remove as imperfeições da vida de seus filhos.
Quando o frio tem início nas asas de uma tempestade de inverno, as árvores vão gradualmente perdendo as folhas. O verde logo é trocado pelo tom de marrom funesto; e as folhas caem e morrem. Presencia-se a perda da bonita vestimenta do verão. Que sensação experimenta você, ao contemplar essa pobre árvore? Você sente como que uma revelação.
Debaixo de todas as lindas folhas estão toda espécie de irregularidades e defeitos. Eles eram invisíveis em razão das folhas que os cobriam. Agora começam a ser revelados! A árvore já não é bonita na sua superfície aparente. Mas será que ela mudou? Não de todo. Tudo continua a ser exatamente como era antes. Tudo prossegue sendo como sempre foi! É certo que as folhas já não estão lá para esconder o que é real. A beleza da sua vida exterior apenas ocultou o que sempre estivera lá.
A mesma coisa acontece com você. O mesmo sucede com todo cristão. Nós podemos parecer bonitos... até que a vida desapareça! Então não haverá dúvida: o cristão irá mostrar-se com todos os seus defeitos. Se Deus não trabalhar para purificá-lo, você se mostrará despido de todas as suas virtudes! Contudo, dentro da árvore existe uma vida; e assim como a árvore, você não está se tornando pior; está simplesmente se vendo como realmente é! É preciso saber que no interior da árvore de inverno ainda há uma vida que produziu lindas folhas na última primavera.
Não, o cristão no mais profundo do seu ser não foi privado de sua virtude essencial. Ele não perdeu vantagens; apenas perdeu algo humano, o senso da própria bondade pessoal, e em seu lugar descobriu sua total desventura. Ele perdeu a comodidade pelo fato de seguir o Senhor. Essa comodidade nasceu mais em virtude da ignorância sobre si mesmo do qualquer outra razão.
Assim como acontece com a árvore acontece com você.
O cristão, espoliado e exposto, aparece perante os próprios olhos como algo desnudo; e todos que estão a sua volta lhe vêem pela primeira vez os defeitos - defeitos que estavam privilegiadamente escondidos, ocultos pelas graças externas.
Algumas vezes tal revelação é tão devastadora para o orgulho do cristão, que ele simplesmente nunca se recupera, decidindo ser um cristão em outro nível; ou renunciando totalmente a idéia de seguir o Senhor.
Através do inverno, longo e frio, a árvore parece estar morta, como muitas da floresta. Mas ela sabe que isso não é verdade. No momento parece que a destruição é total, mas na verdade repousa em algum lugar.
Essa árvore está se submetendo a um processo que preserva sua vida e a fortalece. Afinal, o que o inverno faz com ela? Ele faz com que seu interior se contraia. A vida que está no seu interior não vai mais ser usualmente consumida! Ela vai ficar concentrada no interior do seu tronco e na porção mais oculta de sua raiz, sendo empurrada até bem fundo. O inverno preserva a árvore - não importa o quanto ela pareça estar morta. É verdade que suas folhas caem, deixando-a deformada e exposta; no entanto, nunca esteve mais viva! Durante o inverno, a fonte e o princípio da vida ficam mais firmemente estabelecidos do que em qualquer outra estação.
Nas outras estações a árvore tem de utilizar toda sua força de vida para adornar-se e embelezar-se. Mas ela faz isso despendendo muita vida, extraindo sua vitalidade das raízes e das partes mais profundas do tronco. É preciso que exista um inverno. Ele é necessário para que ela viva, sobreviva e floresça; e volte a florescer.
A virtude tem uma maneira interior de fazer com que o cristão pense profundamente, enquanto desaparece totalmente da superfície, deicando os efeitos externos e naturais notadamente visíveis!
Se temos olhos para ver, então nos damos conta de que isso é bonito.
A graça faz exatamente a mesma coisa com a nossa vida. Deus levará as folhas. Algo fará com que elas caiam. A virtude externa entrará em colapso. Ele faz isso para fortalecer a principal das virtudes. A fonte da vida deverá ser reconstruída. Alguma coisa bem lá no interior da alma ainda funciona. Em algum lugar dentro do espírito as funções que são consideradas as mais importantes (na estimativa de Deus) nunca descansam. O que continua ainda está muito bem escondido. É a humildade.
O que está acontecendo é o puro amor.
O que continua na parte mais interior é a renúncia e o desprezo pelo eu. O homem interior está fazendo progressos. A alma está aventurando-se para adiante, dentro do interior. Verdadeiramente, parece que as manobras de Deus estão concentradas nas partes externas do cristão, e nem por um momento se pode vislumbrar que não seja agradável á vista. No entanto, não se desenvolveu na alma nenhum novo defeito! Somente faltas antigas vieram a tona! E por estarem expostas cicatrizam mais facilmente.
Se você ousar desafiar a peregrinação espiritual, lembre-se dos dias de calamidade, do período de seca, e do tempo que o homem chamará de inverno espiritual: A vida está lá!
Se o inverno vier ...
Fonte: Livro "Aventura Espiritual" de Jeanne Guyon publicado pela Editora Danprewan - Site: clcportugal.blogspot.com/2007/12/artigo-de-jeanne-guyon.html
PENSAMENTOS:
♥Até os muros de minha masmorra são queridos, pois o Deus que amo está aqui.
♥Derrama o desejo de seu coração diante do Pai, e espera em silêncio diante dele. Sempre deixe um tempo em silêncio ao orar, caso o Pai celestial queira te revelar sua vontade. Venha ao Pai como um filho indefeso, ferido por diversas quedas, destituído da fortaleza para permanecer em pé, ou do poder para te limpar a ti mesmo.
♥Não devemos dar lugar ao desânimo. É uma tentação perigosa – uma cilada sutil das trevas. A melancolia faz o coração contrair-se e murchar, tornando-o incapaz de receber as impressões da graça. Ela exagera as dificuldades e lhes dá colorido falso, e o nosso fardo torna-se, assim pesado demais. Os propósitos de Deus a nosso respeito, e os seus métodos de realizar esses propósitos, são infinitamente sábios.
♥Precisamos conhecer como procurar Deus, e isto é mais fácil e mais natural que respirar. Por meio da oração podes viver na presença de Deus com tão pouco esforço, como vives com o ar que agora estás respirando.
♥Recomendo que nunca terminem a oração sem permanecer um tempo em respeitoso silêncio.
♥Se você ler rapidamente, isso lhe trará pouco benefício. Você será como uma abelha que apenas desliza na superfície de uma flor. Ao invés disso, nesta nova maneira de ler, com oração, você precisa tornar-se como a abelha que penetra nas profundezas da flor, mergulhando muito nela para retirar seu néctar mais profundo.
♥Uma vez que você tenha sido profundamente tocado pelo Espírito do Senhor e se distraia, seja diligente em trazer sua mente errante de volta ao Senhor. Este é o modo mais simples do mundo de sobrepujar as distrações externas. Quando sua mente vagueia, não tente forçá-la a mudar de pensamento. Veja: se você concentra-se no que está pensando, apenas irritará sua mente e instigá-la-á ainda mais. Ao invés disso, retire-se de sua mente! Retorne interiormente para a presença do Senhor. Fazendo assim, você vencerá as guerras contra sua mente errante e, todavia, nunca se envolverá diretamente na batalha!
Sou um passarinho, sem campos, sem ar
Poema de Madame Guyon
"Sou um passarinho, sem campos, sem ar
Na minha gaiola sento-me a cantar
Para Quem aqui me aprisionou.
Bem satisfeito prisioneiro sou
E assim, meu Deus, quero-Te agradar.
Aqui, nada tendo para realizar,
Todo o longo dia só posso cantar.
As minhas asas Ele amarrou,
Mas o meu canto muito O agradou,
Ainda Se curva pra me escutar.
Tu tens paciência para me escutar,
E um coração pronto para a mim amar.
Gostas de ouvir o meu rude louvor
Pois sabes que o amor, quão doce amor!
Inspira todo este meu cantar.
Preso na gaiola não posso sair,
Mas a minha prisão não me pode impedir
A liberdade do coração
Que sempre voa em Tua direção,
Minh’alma livre, a Ti vai-se unir.
Oh! Que gozo imenso poder-me elevar
Para as alturas e a Ti contemplar.
Tua vontade e Teu desígnio, amar
Minha alegria neles encontrar,
Livre, em Teus braços me aconchegar."
Jeanne-Marie Bouvier de la Motte-Guyon (13 de abril de 1648 - 9 de junho de 1717) (vulgarmente conhecida como Madame Guyon) foi uma mística católica francesa e um dos principais defensores do quietismo. O Quietismo foi considerado herético pela Igreja Católica Romana, e por isso Madame Guyon foi presa entre 1695-1703 após a publicação do seu livro “Moyen court et très facile pour l’oraison que tous peuvent pratiquer très aisément…” (Um método curto e fácil de oração que todos podem praticar muito agradavelmente....).
Publicada por Carlos António da Rocha
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10 de fevereiro de 2013
SUZANA WESLEY
SUZANA WESLEY
Certa vez, quando seu marido lhe perguntou exasperado: “Por que você se assenta aí ensinando esta mesma lição pela vigésima vez a essa criança medíocre?” ela respondeu calmamente: “Se tivesse me satisfeito em mencionar esse assunto somente dezenove vezes, todo o esforço teria sido em vão. Foi a vigésima vez que coroou todo o trabalho.” Já um homem famoso, seu filho John lhe implorou para que escrevesse alguns detalhes da criação de seus filhos, ao que ela consentiu relutantemente. Ela confessou: “Ninguém pode seguir o meu método, se não renunciar o mundo no sentido mais literal. Há poucos, se houver que devotariam cerca de vinte anos do primor de sua vida na esperança de salvar as almas dos seus filhos.” Ela começava a treinar seus filhos tão logo eles nasciam por um método de vida bastante rigoroso. Desde o nascimento ela também começava a treinar suas vontades, fazendo-os perceber que deveriam obedecer aos seus pais. Eles eram até mesmo ensinados a chorar baixinho e a beber e a comer apenas o que lhes fosse dado. Comer e beber entre as refeições nunca era permitido, a não ser que estivessem doentes. Às seis, tão logo as orações familiares estivessem terminado, eles jantavam. Às oito, eles iam para a cama devendo dormir imediatamente. “Não era permitido em nossa casa”, esta mãe informa, “assentar-se perto da criança até que ela adormecesse”. O grande ruído que muitas de nossas crianças fazem era raramente ouvido na casa dos Wesleys. Risos e brincadeiras, no entanto, eram sons habituais. O bem-estar espiritual de seus filhos interessava muito a Susanna. Ela deu-lhes uma apreciação das coisas do Espírito e levou avante este ensinamento até seus anos de maturidade. Mesmo já idosa, seu filho John ainda vinha até a sua devota mãe por conselhos. Não apenas para os metodistas mas para todo o mundo Susanna Wesley deu uma nova liberdade de fé, um novo brilho de religião vital e uma nova intimidade com Deus. Não é de se admirar que esta mãe que tão frequentemente orava, “dá-me graça, oh Senhor, para ser uma cristã verdadeira”, produzisse um grande cristão como John Wesley. “Ajuda-me, Senhor”, ela orava, “a lembrar que religião não é estar confinada à igreja ou a um cômodo, nem se exercitar somente em oração e meditação, mas é estar sempre na Tua presença”. Em outubro de 1735, a convite do General James Oglethorpe, fundador da Colônia da Geórgia, nos Estados Unidos, John e Charles Wesley foram até lá como missionários aos índios e colonizadores. Susanna se despediu de seus filhos, e ao fazê-lo, John expressou sua preocupação em deixar sua mãe idosa. Mas ela respondeu: “Tivesse eu vinte filhos, eu me alegraria que todos eles fossem assim empregados, mesmo que nunca mais os visse.” Ao retornar à Inglaterra, John reassumiu suas pregações em todo o país. Anos depois, Susanna teve o imenso gozo de o ouvir pregar noite após noite a céu aberto, a uma congregação que cobria toda a encosta de Epworth. Ele se lembrava das reuniões de sua mãe em Epworth quando a ouvia pregar nas noites de domingo para duzentos vizinhos que se aglomeravam na residência pastoral. Quando os metodistas alcançaram pleno vigor, a vida de Susanna chegou ao fim. Enquanto pregava em Bristol num domingo de Julho de 1742, John foi avisado que sua mãe estava enferma e retornou às pressas. Na sexta-feira seguinte ela despertou do sono para clamar: “meu querido Salvador, Tu estás vindo me socorrer nos meus últimos momentos de vida?” Mais tarde, naquele dia enquanto seus filhos estavam ao redor de seu leito, ela disse: “filhos, tão logo eu tenha sido transferida, cantem um salmo de louvor a Deus”. Ela morreu no local onde a primeira Capela Metodista foi aberta e foi sepultada no cemitério ao lado oposto onde trinta e cinco anos mais tarde, seu filho John construiria sua famosa capela. Certa vez, John mencionou sobre aquele funeral: “Foi uma das reuniões mais solenes que eu já vi, ou esperei ver, neste lado da eternidade.”
Pepitas de ouro de Susanna Wesley (Alguns dos métodos que ela utilizou como mãe). - Susanna mantinha um horário rigoroso em seu lar, e era disciplinada e metódica na direção de suas atividades diárias. - Seus filhos eram ensinados sobre a importância da confissão. Quando eles faziam algo errado e confessavam completamente, ela não os punia, mas os louvava por sua honestidade. - Ela sempre recompensava a obediência. - Quando era necessário disciplinar seus filhos, Susanna era moderada e gentil, mas muito consistente. Ela nunca permitia ser manipulada por seus choros. -Respeito pelos outros era uma obrigação. A nenhuma das crianças era permitido invadir a propriedade de um irmão ou irmã por mais insignificante que fosse. Um centavo ou vinte e cinco centavos não podiam ser tocados se eles pertencessem a outrem. - Todas as promessas feitas tinham que ser mantidas. - Susanna não permitia que as crianças deixassem a casa sem permissão. - Conferências semanais eram realizadas com cada filho, e ela os tratava de acordo com seus temperamentos individuais. (Susanna gastava duas horas ininterruptas todas as noites de quinta-feiras com John Wesley). - Exercícios religiosos eram dados às crianças cedo e a noite. Todos eram ensinados a orar em alta voz, e a oração do Senhor era repetida cada manhã e noite. - As crianças liam alto as escrituras todas as noites. Os filhos mais velhos liam para os mais jovens, e grande parte da noite era gasta cantando. - Orações com toda a família eram realizadas todas as manhãs. “Suzana Wesley” um exemplo de mãe, verdadeiro amor e determinação FONTE: mulhervirtuosadeusquerteusar.blogspot.com - Barulho nunca era permitido em sua casa.
ORAÇÃO no Dia do Senhor, de Susana Wesley “Oh Senhor!, como poderíamos suportar as preocupações e afãs da vida, se não fosse pela reconfortante quietude que recupera as nossas forças no dia de descanso que Tu hás previsto para nós? Graças a Ti e à Tua eterna bondade que estabeleceste o dia de domingo para fazermos uma paragem nas tarefas diárias da semana e para descansarmos dos nossos trabalhos. Senhor, é-nos difícil reconhecer que é o Teu dia e custa-nos afastarmo-nos do corrente e das preocupações quotidianas, assim como dos atractivos e frivolidades com que o mundo nos reclama e nos distrai do correcto uso deste dia bendito cuja chegada sempre esperamos ansiosamente. Quantas desculpas e interesses vãos e mesquinhos nos afastam de Ti no Teu santo dia!... Comidas, jogos, passeios, tarefas informais, visitas, conversações e trabalhos diversos e desnecessários enchem o nosso tempo e distraem o nosso pensamento, impedindo que o consagremos como devíamos a Ti e à Tua causa. Senhor, perdoa a nossa falta de reconhecimento acerca do Teu santo dia e a nossa indiferença ante os valores espirituais que nos reportaria a consagrá-lo devidamente a Ti e à Tua obra, com zelo e ardor crescente! Pedimos-Te que nos inspires um santo amor pelas Tuas coisas e por aqueles alicerces da fé, tão insubstituíveis, que puseste à nossa disposição. Que possamos consagrar o Teu santo dia descansando dos trabalhos da semana, compartilhando com a família, meditando na Tua Palavra, orando e louvando o Teu Santo nome e adorando-Te com todo o coração para que possamos crescer em amor e piedade. Tudo isto Te suplicamos no sagrado nome de Teu Filho, o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Ámen.”
Certa vez, quando seu marido lhe perguntou exasperado: “Por que você se assenta aí ensinando esta mesma lição pela vigésima vez a essa criança medíocre?” ela respondeu calmamente: “Se tivesse me satisfeito em mencionar esse assunto somente dezenove vezes, todo o esforço teria sido em vão. Foi a vigésima vez que coroou todo o trabalho.” Já um homem famoso, seu filho John lhe implorou para que escrevesse alguns detalhes da criação de seus filhos, ao que ela consentiu relutantemente. Ela confessou: “Ninguém pode seguir o meu método, se não renunciar o mundo no sentido mais literal. Há poucos, se houver que devotariam cerca de vinte anos do primor de sua vida na esperança de salvar as almas dos seus filhos.” Ela começava a treinar seus filhos tão logo eles nasciam por um método de vida bastante rigoroso. Desde o nascimento ela também começava a treinar suas vontades, fazendo-os perceber que deveriam obedecer aos seus pais. Eles eram até mesmo ensinados a chorar baixinho e a beber e a comer apenas o que lhes fosse dado. Comer e beber entre as refeições nunca era permitido, a não ser que estivessem doentes. Às seis, tão logo as orações familiares estivessem terminado, eles jantavam. Às oito, eles iam para a cama devendo dormir imediatamente. “Não era permitido em nossa casa”, esta mãe informa, “assentar-se perto da criança até que ela adormecesse”. O grande ruído que muitas de nossas crianças fazem era raramente ouvido na casa dos Wesleys. Risos e brincadeiras, no entanto, eram sons habituais. O bem-estar espiritual de seus filhos interessava muito a Susanna. Ela deu-lhes uma apreciação das coisas do Espírito e levou avante este ensinamento até seus anos de maturidade. Mesmo já idosa, seu filho John ainda vinha até a sua devota mãe por conselhos. Não apenas para os metodistas mas para todo o mundo Susanna Wesley deu uma nova liberdade de fé, um novo brilho de religião vital e uma nova intimidade com Deus. Não é de se admirar que esta mãe que tão frequentemente orava, “dá-me graça, oh Senhor, para ser uma cristã verdadeira”, produzisse um grande cristão como John Wesley. “Ajuda-me, Senhor”, ela orava, “a lembrar que religião não é estar confinada à igreja ou a um cômodo, nem se exercitar somente em oração e meditação, mas é estar sempre na Tua presença”. Em outubro de 1735, a convite do General James Oglethorpe, fundador da Colônia da Geórgia, nos Estados Unidos, John e Charles Wesley foram até lá como missionários aos índios e colonizadores. Susanna se despediu de seus filhos, e ao fazê-lo, John expressou sua preocupação em deixar sua mãe idosa. Mas ela respondeu: “Tivesse eu vinte filhos, eu me alegraria que todos eles fossem assim empregados, mesmo que nunca mais os visse.” Ao retornar à Inglaterra, John reassumiu suas pregações em todo o país. Anos depois, Susanna teve o imenso gozo de o ouvir pregar noite após noite a céu aberto, a uma congregação que cobria toda a encosta de Epworth. Ele se lembrava das reuniões de sua mãe em Epworth quando a ouvia pregar nas noites de domingo para duzentos vizinhos que se aglomeravam na residência pastoral. Quando os metodistas alcançaram pleno vigor, a vida de Susanna chegou ao fim. Enquanto pregava em Bristol num domingo de Julho de 1742, John foi avisado que sua mãe estava enferma e retornou às pressas. Na sexta-feira seguinte ela despertou do sono para clamar: “meu querido Salvador, Tu estás vindo me socorrer nos meus últimos momentos de vida?” Mais tarde, naquele dia enquanto seus filhos estavam ao redor de seu leito, ela disse: “filhos, tão logo eu tenha sido transferida, cantem um salmo de louvor a Deus”. Ela morreu no local onde a primeira Capela Metodista foi aberta e foi sepultada no cemitério ao lado oposto onde trinta e cinco anos mais tarde, seu filho John construiria sua famosa capela. Certa vez, John mencionou sobre aquele funeral: “Foi uma das reuniões mais solenes que eu já vi, ou esperei ver, neste lado da eternidade.”
Pepitas de ouro de Susanna Wesley (Alguns dos métodos que ela utilizou como mãe). - Susanna mantinha um horário rigoroso em seu lar, e era disciplinada e metódica na direção de suas atividades diárias. - Seus filhos eram ensinados sobre a importância da confissão. Quando eles faziam algo errado e confessavam completamente, ela não os punia, mas os louvava por sua honestidade. - Ela sempre recompensava a obediência. - Quando era necessário disciplinar seus filhos, Susanna era moderada e gentil, mas muito consistente. Ela nunca permitia ser manipulada por seus choros. -Respeito pelos outros era uma obrigação. A nenhuma das crianças era permitido invadir a propriedade de um irmão ou irmã por mais insignificante que fosse. Um centavo ou vinte e cinco centavos não podiam ser tocados se eles pertencessem a outrem. - Todas as promessas feitas tinham que ser mantidas. - Susanna não permitia que as crianças deixassem a casa sem permissão. - Conferências semanais eram realizadas com cada filho, e ela os tratava de acordo com seus temperamentos individuais. (Susanna gastava duas horas ininterruptas todas as noites de quinta-feiras com John Wesley). - Exercícios religiosos eram dados às crianças cedo e a noite. Todos eram ensinados a orar em alta voz, e a oração do Senhor era repetida cada manhã e noite. - As crianças liam alto as escrituras todas as noites. Os filhos mais velhos liam para os mais jovens, e grande parte da noite era gasta cantando. - Orações com toda a família eram realizadas todas as manhãs. “Suzana Wesley” um exemplo de mãe, verdadeiro amor e determinação FONTE: mulhervirtuosadeusquerteusar.blogspot.com - Barulho nunca era permitido em sua casa.
ORAÇÃO no Dia do Senhor, de Susana Wesley “Oh Senhor!, como poderíamos suportar as preocupações e afãs da vida, se não fosse pela reconfortante quietude que recupera as nossas forças no dia de descanso que Tu hás previsto para nós? Graças a Ti e à Tua eterna bondade que estabeleceste o dia de domingo para fazermos uma paragem nas tarefas diárias da semana e para descansarmos dos nossos trabalhos. Senhor, é-nos difícil reconhecer que é o Teu dia e custa-nos afastarmo-nos do corrente e das preocupações quotidianas, assim como dos atractivos e frivolidades com que o mundo nos reclama e nos distrai do correcto uso deste dia bendito cuja chegada sempre esperamos ansiosamente. Quantas desculpas e interesses vãos e mesquinhos nos afastam de Ti no Teu santo dia!... Comidas, jogos, passeios, tarefas informais, visitas, conversações e trabalhos diversos e desnecessários enchem o nosso tempo e distraem o nosso pensamento, impedindo que o consagremos como devíamos a Ti e à Tua causa. Senhor, perdoa a nossa falta de reconhecimento acerca do Teu santo dia e a nossa indiferença ante os valores espirituais que nos reportaria a consagrá-lo devidamente a Ti e à Tua obra, com zelo e ardor crescente! Pedimos-Te que nos inspires um santo amor pelas Tuas coisas e por aqueles alicerces da fé, tão insubstituíveis, que puseste à nossa disposição. Que possamos consagrar o Teu santo dia descansando dos trabalhos da semana, compartilhando com a família, meditando na Tua Palavra, orando e louvando o Teu Santo nome e adorando-Te com todo o coração para que possamos crescer em amor e piedade. Tudo isto Te suplicamos no sagrado nome de Teu Filho, o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Ámen.”
THOMAS KEMPIS
THOMAS KEMPIS
Tomás de Kempis nasceu por volta de 1379 ou 1380, foi um monge e escritor místico alemão. São-lhe atribuídas cerca de 40 obras, o que o torna o maior representante da literatura devocional moderna. Um dos textos que lhe são atribuídos é a Imitação de Cristo, obra de inegável influência no cristianismo.
Obras: A Imitação de Cristo
"Não há quem sustente uma luta mais árdua do que aquele que se tenta vencer a si próprio." "É mais seguro ouvir conselhos do que dá-los." "O hábito é vencido pelo hábito." "Obedecer é muito mais seguro do que mandar." **************************************************************************** SÁBIOS ENSINAMENTOS: ♥Se cada ano extirpássemos um só vício, não tardaríamos a ser perfeitos. ♥Quem tem maior combate que aquele que se esforça por vencer-se a si mesmo? Este deveria ser nosso principal empenho: vencer-nos a nós mesmos, e tornarmo-nos cada dia mais forte e melhores. ♥Procura tirar proveito de qualquer coisa para teu adiantamento, de sorte que, se vires ou ouvires bons exemplos anima-te a imitá-los.
♥Em que posso eu esperar, ou em que devo por minha confiança senão na infinita misericórdia de meu Deus e na esperança da graça celestial? Porque ainda que esteja cercado de homens bons, de religiosos devotos, de amigos fiéis; ainda que leia santos livros e formosos tratados; ainda que ouça doces hinos e suaves cânticos; tudo isto pouco me aproveita, e tem pouco sabor, quando sou desamparado da graça e entregue a minha própria pobreza. ♥Se queres conservar a graça de Deus, sê grato quando a recebes e paciente quando a perdes. ♥Em todas as tuas ações e pensamentos deverias comportar-te, como se hoje mesmo houvesses de morrer. Se tivesses consciência pura, não temerias muito a morte.
♥Lembra-te sempre do fim, e que o tempo perdido nunca mais volta. ♥A verdade é que não são palavras sábias que fazem o homem santo ou justo, mas sim é a vida virtuosa que o faz agradável a Deus. ♥Alegrar-te-ás sempre à noite, se empregares com fruto teu dia. ♥Aquele que avalia as coisas pelo que elas são, e não conforme os outros dizem ou julgam, esse é verdadeiramente sábio e ensinado mais por Deus que pelos homens. ♥Devemos imitar a vida de Cristo e seus caminhos para ser verdadeiramente iluminados e libertados das trevas do nosso coração. Que o mais importante para nós, portanto, seja refletir sobre a vida de Jesus Cristo. ♥Não te importe muito saber quem é por ti ou contra ti, mas só deseja e procura que Deus te ajude em tudo o que fizeres. ♥Pela manhã propõe, à noite examina tuas ações: como te houveste hoje em palavras, obras e pensamentos, porque pode ser que nisto ofendesses muitas vezes a Deus e ao próximo.
♥Resiste no princípio à tua inclinação e deixa quanto antes o mau costume, para que te não leve pouco a pouco a maiores dificuldades. ♥Se não consegues ser o que desejas, como poderás transformar os outros segundo os teus desejos? ♥Se te apartares de conversações supérfluas e passeios ociosos, como também de ouvir novidades e murmurações, acharás tempo bastante e oportuno para te entregares a santas meditações. ♥Se vires alguém pecar publicamente ou cometer culpa grave, não te deves julgar melhor; porque não sabes quanto tempo poderás perseverar no bem. ♥Verdadeiramente grande é aquele que tem um grande amor. ♥É na resistência as paixões que se acha a verdadeira paz do coração, e não segui-las. Não há paz no coração do homem sensual, nem no do que se entrega às coisas exteriores, mas no do que é fervoroso e espiritual. ♥É no silêncio e sossego que a alma piedosa progride e penetra nos segredos da Escritura. Fonte: Livro: A Imitação de Cristo - Thomas de Kempis. Postado porLúcioàs3:37 AMNenhum comentário: Marcadores:THOMAS DE KEMPIS
"Não há quem sustente uma luta mais árdua do que aquele que se tenta vencer a si próprio." "É mais seguro ouvir conselhos do que dá-los." "O hábito é vencido pelo hábito." "Obedecer é muito mais seguro do que mandar." **************************************************************************** SÁBIOS ENSINAMENTOS: ♥Se cada ano extirpássemos um só vício, não tardaríamos a ser perfeitos. ♥Quem tem maior combate que aquele que se esforça por vencer-se a si mesmo? Este deveria ser nosso principal empenho: vencer-nos a nós mesmos, e tornarmo-nos cada dia mais forte e melhores. ♥Procura tirar proveito de qualquer coisa para teu adiantamento, de sorte que, se vires ou ouvires bons exemplos anima-te a imitá-los.
♥Em que posso eu esperar, ou em que devo por minha confiança senão na infinita misericórdia de meu Deus e na esperança da graça celestial? Porque ainda que esteja cercado de homens bons, de religiosos devotos, de amigos fiéis; ainda que leia santos livros e formosos tratados; ainda que ouça doces hinos e suaves cânticos; tudo isto pouco me aproveita, e tem pouco sabor, quando sou desamparado da graça e entregue a minha própria pobreza. ♥Se queres conservar a graça de Deus, sê grato quando a recebes e paciente quando a perdes. ♥Em todas as tuas ações e pensamentos deverias comportar-te, como se hoje mesmo houvesses de morrer. Se tivesses consciência pura, não temerias muito a morte.
♥Lembra-te sempre do fim, e que o tempo perdido nunca mais volta. ♥A verdade é que não são palavras sábias que fazem o homem santo ou justo, mas sim é a vida virtuosa que o faz agradável a Deus. ♥Alegrar-te-ás sempre à noite, se empregares com fruto teu dia. ♥Aquele que avalia as coisas pelo que elas são, e não conforme os outros dizem ou julgam, esse é verdadeiramente sábio e ensinado mais por Deus que pelos homens. ♥Devemos imitar a vida de Cristo e seus caminhos para ser verdadeiramente iluminados e libertados das trevas do nosso coração. Que o mais importante para nós, portanto, seja refletir sobre a vida de Jesus Cristo. ♥Não te importe muito saber quem é por ti ou contra ti, mas só deseja e procura que Deus te ajude em tudo o que fizeres. ♥Pela manhã propõe, à noite examina tuas ações: como te houveste hoje em palavras, obras e pensamentos, porque pode ser que nisto ofendesses muitas vezes a Deus e ao próximo.
♥Resiste no princípio à tua inclinação e deixa quanto antes o mau costume, para que te não leve pouco a pouco a maiores dificuldades. ♥Se não consegues ser o que desejas, como poderás transformar os outros segundo os teus desejos? ♥Se te apartares de conversações supérfluas e passeios ociosos, como também de ouvir novidades e murmurações, acharás tempo bastante e oportuno para te entregares a santas meditações. ♥Se vires alguém pecar publicamente ou cometer culpa grave, não te deves julgar melhor; porque não sabes quanto tempo poderás perseverar no bem. ♥Verdadeiramente grande é aquele que tem um grande amor. ♥É na resistência as paixões que se acha a verdadeira paz do coração, e não segui-las. Não há paz no coração do homem sensual, nem no do que se entrega às coisas exteriores, mas no do que é fervoroso e espiritual. ♥É no silêncio e sossego que a alma piedosa progride e penetra nos segredos da Escritura. Fonte: Livro: A Imitação de Cristo - Thomas de Kempis. Postado porLúcioàs3:37 AMNenhum comentário: Marcadores:THOMAS DE KEMPIS
22 de outubro de 2012
PROSPERIDADE BÍBLICA
20 MOTIVOS PARA REJEITAR A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE MODERNA “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (1 Timóteo 6:7-10 RC) 1- PORQUE O AMOR AO DINHEIRO É A RAIZ DE TODOS OS MALES. "Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males" 1 Tim 6.9,10 Todos os males que rodeiam a sua vida, sejam doença, raiva, ódio, ciúme, dívidas, inimizades, fracassos; a origem de todos estes males está no amor pelo dinheiro. É isso que ensina a palavra e é nisso que devemos acreditar
2- PORQUE AS RIQUEZAS MATERIAIS NÓS NÃO PODEREMOS LEVAR.
"Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele"1Tim6.7 3- PORQUE O DESEJO DE FICAR RICO NOS LEVA A UMA CILADA DE SATANÁS. "Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitos desejos loucos e nocivos, que submergem os homens na perdição e ruína." A- O DESEJO DE FICAR RICO É ERRADO
B- QUEM DESEJA RIQUEZAS DESTE MUNDO CAI EM CILADA E SE DESVIA DA FÉ
4- PORQUE A VONTADE DE ENRIQUECER NOS FAZEM CAIR EM TENTAÇÃO. A- QUEM DESEJA FICAR RICO CAI EM TENTAÇÃO B- NO PAI NOSSO, JESUS ENSINOU A ORAR: "NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO "
5- PORQUE A COBIÇA DE QUERER SEMPRE MAIS PODE ME DESVIAR DA FÉ EM CRISTO E ME CAUSAR MUITAS DORES.
"...e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (1 Timóteo 6:10) 6- PORQUE A ÂNSIA DA PROSPERIDADE FINANCEIRA NÃO ME DEIXA SER FELIZ COM AQUILO QUE EU TENHO E O SUSTENTO QUE DEUS ME DÁ NUNCA ME CONTENTA. "Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundândia como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece". (Fp 4.11-13.)
A PERGUNTA QUE NÃO QUER SE CALAR…
PORQUE DEUS PROMETERIA RIQUEZAS MATERIAIS SE ELAS PODEM NOS AFASTAR DA FÉ E ELAS NOS FAZEM CAIR EM TENTAÇÃO E CILADAS DO INIMIGO?
É verdade que Deus prometeu riquezas no Velho Testamento, mas se tratava de outro contexto, era para o povo de Israel ( que até hoje são muito ricos), era uma bênção para a velha aliança que ainda não havia recebido o ESPÍRITO SANTO.
Na prática, um crente que acredita que a prosperidade financeira é uma das dádivas do evangelho, certamente vai fazer de tudo para alcançá-la, pois se o seu pastor ensina que é direito do cristão ter muito dinheiro, então, com esse aval o discípulo certamente tudo fará para ganhar mais e mais.
O difícil, será ganhar muito dinheiro sem se deixar levar pela correria dos negócios e AINDA SOBRAR ALGUM TEMPO PARA DEUS .
ALGUÉM PODE DIZER: Eu ganho dinheiro mas não amo ele.
Tarefa árdua é acreditar na prosperidade financeira, buscá-la com muita dedicação ( pois, sem grande dedicação ninguém fica rico) e não colocar o teu coração nisso .
A BÍBLIA FALA ENTRETANTO QUE ONDE ESTÁ O TEU TESOURO ALI ESTARÁ O TEU CORAÇÃO.
• DEUS NÃO CONDENA NINGUÉM POR ELE SER RICO. DEUS PODE DAR RIQUEZAS A QUEM ELE QUISER.
• O PROBLEMA É A PESSOA ACREDITAR QUE ISSO É UMA BÊNÇÃO DO EVANGELHO DE CRISTO E COBRAR ISSO DE DEUS E DESCOBRIR DEPOIS QUE FOI ENGANADA E SE DESILUDIR COM QUEM LHE ENSINOU ESSA DOUTRINA ERRADA.7- PORQUE HOJE. NA NOVA ALIANÇA, A RECOMPENSA DE DEUS PARA OS FIÉIS NÃO É DINHEIRO MAS O PODER DO ESPÍRITO SANTO. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.At 3.6
8- PORQUE OS APÓSTOLOS E PRIMEIROS SEGUIDORES DE JESUS NÃO TINHAM DINHEIRO, NÃO ERAM RICOS E AQUELES QUE TINHAM ALGUMA COISA, VENDIAM E TRAZIAM AOS PÉS DOS APÓSTOLOS. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. At 2.45 Mar 12:17 - “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele” Daí a Cézar o que é de Cézar ( o dinheiro ) e a Deus o que é de Deus ( A adoração e o culto )
9- PORQUE NO NOVO TESTAMENTO, NÃO HÁ NENHUMA MENÇÃO SOBRE PROSPERIDADE MATERIAL E NENHUMA PROMESSA ESPECÍFICA SOBRE BÊNÇÃOS MATERIAIS PAR OS FIÉIS, ao contrário as promessas eram de bênçãos espirituais.
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;”
a- As bênçãos são espirituais
b- Elas se encontram nas regiões celestiais
c- Elas estão EM CRISTO 10- PORQUE EXISTE ORDEM ESPECÍFICA PARA NÃO ACUMULAR TESOUROS NESTA TERRA ONDE O LADRÃO ROUBA E A FERRUGEM CONSOME. Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mt 6.19 - Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Mt 6.20 A- TESOUROS SÃO RIQUEZAS B- NÃO É PARA AJUNTAR RIQUEZAS NA TERRA C- AS RIQUEZAS TERRENAS SÃO CORROÍDAS E ROUBADAS D- A ORDEM É PARA AJUNTAR RIQUEZAS NO CÉU E- AS RIQUEZAS CELESTIAIS SÃO ETERNAS E NINGUÉM NOS TIRA
11- PORQUE OS RICOS DO NOVO TESTAMENTO SÃO ORIENTADO A VIVER COMO SE NÃO FOSSEM RICOS, NÀO DANDO PRIORIDADE AS RIQUEZAS E NEM DESEJANDO ELAS, POIS QUEM ESPERA NA RIQUEZA VIVE NA INCERTEZA. Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna. 1 Ti 6:17,18,19 A- Os que já são ricos não sejam altivos nem soberbos B- Não ponham sua esperança na INCERTEZA das riquezas C- Esperem somente no Senhor D- Sejam ricos de boas obras e repartam o que tem E- Entesourem para o céu, para o futuro e não para a terra, para o presente.

12- PORQUE HAVIAM ENTRE OS IRMÃOS PESSOAS POBRES E ESSA ERA UMA SITUAÇÃO NORMAL “ Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém” Rm 15.26 A- Na época dos apóstolos haviam pobres entre os santos B- Eles moravam em Jerusalém C- Eles eram auxiliados por irmãos de outras igrejas
13- PORQUE AQUELES QUE SEGUIREM JESUS LHES SÃO GARANTIDAS PERSEGUIÇÕES E AFLIÇÕES E NÃO LUCROS FINANCEIROS E PRAZERES CARNAIS. “ E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.”2 Ti 3.12 Perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou;2Ti 3.11
14- PORQUE OS PATRIARCAS REJEITARAM A PROSPERIDADE E PREFERIRAM SOFRER JUNTO COM O POVO DE DEUS Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado Tendo por maiores riquezas o sofrimento de Cristo do que os tesouros do Egito; porque contemplava o galardão nos céus.Hb 11.24,25,26
15- PORQUE EXISTE ALGO MELHOR DO QUE A BÊNÇÃO FINANCEIRA: É A BÊNCÃO ESPIRITUAL COM O ESPÍRITO SANTO. ."O Reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. e, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele campo" (Mateus 13:44). A- O REINO DOS CÉUS É O TESOURO OCULTO NO CAMPO B- QUEM ENCONTRA ESTE TESOURO VENDE TUDO O QUE TEM PARA COMPRÁ-LO C- SE EU VENDO TUDO O QUE EU TENHO ( BENS MATERIAIS ) PARA COMPRAR AQUELE CAMPO COM O TESOURO ( RIQUESAS ESPIRITUAIS ), LOGO, O TESOURO NO CAMPO VALE MAIS DO QUE TUDO O QUE TENHO, AINDA QUE EU TENHA MUITA COISA. D- O REINO DOS CÉUS É JESUS DENTRO DE NÓS # Destacamos aqui que um cristão pode se tornar rico, caso seja o propósito de Deus para a vida dele, mas por esforço , dedicação, estudo e muito trabalho e não por receber uma unção de prosperidade ou menos ainda pelo fato de ele ser dizimista, POIS A ESCRITURA ENSINA QUE A BÊNCÃO MATERIAL PARA O DIZIMISTA ERA PARA A NAÇÃO DE ISRAEL E NÃO PARA A IGREJA DE CRISTO, POIS DEUS TEM PARA OS CRISTÃOS ALGO MUITO MELHOR QUE O DINHEIRO. "O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra" (Mt 13:45-46).
16- PORQUE A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE OFERECE AO MUNDANO O QUE ELE SEMPRE QUIS. OFERECE AO MUNDANO ALGO DO MUNDO. “E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera”Mt13.22 A- OS CUIDADOS DESTE MUNDO SUFOCAM A PALAVRA B- A SEDUÇÃO DAS RIQUEZAS SUFOCAM A PALAVRA C- A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE É A SEMENTE QUE CAI ENTRE OS ESPINHOS D- QUEM PRATICA ESSE TIPO DE FÉ FICA ESTÉRIL E INFRUTÍFERO
17- PORQUE A CASA DO SENHOR SERÁ CHAMADA CASA DE ORAÇÃO E NÃO COVIL DE LADRÕES. “E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões”. Mc 11.17 “E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam,” Lc 19.45 A- A IGREJA É LUGAR PARA COISAS DO ESPÍRITO ( ORAÇÃO, PALAVRA ) B- SATANÁS ENVIA LADRÕES PARA DENTRO DA IGREJA PARA ROUBAR A FÉ C- OS LADRÕES VENDIAM E COMPRAVAM ( COISAS MATERIAIS ) D- JESUS EXPULSOU OS QUE FAZIAM COMÉRCIO DENTRO DA CASA DO SENHOR
18- PORQUE NÃO PODEREMOS SERVIR A DOIS SENHORES. OU SERVIMOS A JESUS OU SERVIMOS AS RIQUEZAS DESTE MUNDO, POIS PARA SER UM BOM SERVO TEM DE HAVER DEDICAÇÃO. Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.Mt 6.24 A- JESUS É O ÚNICO SENHOR B- SE SERVIRMOS AS RIQUEZAS NÃO PODEREMOS SERVIR A JESUS C- AS RIQUEZAS SÃO DO MUNDO E SE AMAMOS AS RIQUEZAS, AMAMOS O MUNDO D- SE AMARMOS O MUNDO O AMOR DO PAI NÀO ESTÁ EM NÓS
19- PORQUE O MANDAMENTO É PARA BUSCAR PRIMEIRO O REINO DES CÉUS E A SUA JUSTIÇA E O MAIS VOS SERÁ ACRESCENTADO. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. A- DEVEMOS BUSCAR PRIMEIRO O REINO DE DEUS B- NÃO PODEMOS E NÃO DEVEMOS BUSCAR PRIMEIRO AS RIQUEZAS C- PERCEBE-SE QUE JAMAIS PODEMOS PRIORIZAR AS RIQUEZAS E OS BENS MATERIAIS. D- NA MELHOR DAS HIPÓTESES, AS RIQUEZAS E OS BENS MATEIRIAIS SERÃO ACRESCENTADOS
20- PORQUE POR SÉCULOS OS CRISTÃOS ENTENDERAM QUE AS RIQUEZAS DESTE MUNDO PERTENCEM AO CAMINHO LARGO E SOMENTE NOS ÚLTIMOS 20 ANOS É QUE ESTE ARDILOSO E PERIGOSO ENSINO SOBRE A PROSPERIDADE FOI RECEBIDO COMO VERDADE PELOS CRENTES MODERNOS. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. INTERESSANTE NOTAR, QUE DEPOIS REVELAR QUE O CAMINHO É ESTREITO E QUE MUITOS PREFEREM O CAMINHO LARGO ,PORQUE ELE É ESPAÇOSO E FÁCIL, É PRAZEROSO A CARNE, TAL QUAL A IDÉIA DE SE TORNAR RICO SEGUINDO A CRISTO, A PALAVRA LOGO EM SEGUIDA NOS DÁ UM ALERTA SOBRE OS FALSOS PROFETAS, OS PREGADORES DA RIQUEZA FÁCIL, DO CAMINHO LARGO. OS PREGADORES DA PROSPERIDADE FINANCEIRA. CUIDADO COM ELES POVO DE DEUS, POR FORA ELES SÃO COMO OVELHAS MAS POR DENTRO ELES SÃO LOBOS DEVORADORES. Assim, na linguagem bíblica, ser inconseqüente, é como viver tentando ao próprio Deus. Quem quer fazer alguma coisa, antes precisa ver as implicações da mesma, na sua vida e na dos outros, o custo, o ônus, o peso, etc. Se você é daqueles desequilibrado com as suas finanças e depois pede a Deus que o ajude a ajustá-las, pode estar tentando a Deus em sua falta de planejamento. É bem verdade que muitas vezes o dinheiro é pouco para tanta despesa. Eis, portanto, mais um motivo para o planejamento. Observe algumas sugestões para você administrar bem suas finanças: 1) Não compre além de suas posses; 2) Não compre só porque está em promoção. (conheço a história de uma mulher que comprou remédio para matar ratos só porque estava na promoção mesmo não tendo ratos em sua casa); 3) Saiba controlar o impulso consumista, pois nem tudo o que está na moda é bom ou bonito; 4) Avalie se você poderia viver bem sem o que deseja comprar; 5) Estabeleça uma lista de prioridades, do que é mais e menos importante; 6) Contente-se com pouco; 7) Se o dinheiro não está dando agora é bem provável que não sobrará mais tarde e que protelar as dívidas apenas adiará o problema. Querido irmão/irmã, ouça os conselhos do grande administrador chamado Jesus
7 de outubro de 2012
HELEN ROSEVEARE
HELEN ROSEVEARE
“ Se Cristo morreu por mim, nenhum sacrifício que eu faça por Ele pode ser grande demais”
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Helen Roseveare nasceu em Cornwaal, na Inglaterra em 1925 em um lar aristocrata. Seu pai foi um renomado matemático, nomeado cavaleiro em razão de seus serviços patrióticos durante a guerra. Aos doze anos entrou numa escola para meninas. Em Cambridge formou-se em medicina. Foi lá que no primeiro ano passou por uma experiência de conversão.
Em 1953, navegou para o Congo, mesmo solteira, com o objetivo de servir ali com a Cruzada de Evangelização Mundial. Foi o início de sua atividade missionária. Percebendo ao chegar no Congo, a profunda carência na área de saúde, planejou um centro preparatório onde a Bíblia e a medicina básica fossem ensinados para as enfermeiras, que após treinadas, retornariam às suas cidades de origem como evangelistas leigas e prontas para oferecer os cuidados médicos preventivos à população carente. Helen cooperou ainda na construção de um hospital no Congo e em Nebobongo. Tudo isso foi realizado em meio a difilculdades e oposições das mais diversas.
Em 1957, já em Nebobongo, foi arbitrariamente afastada de suas funções, sendo substituída pelo Dr. John Harris. Os fatos lhe geraram dor e tristeza. foi claramente perseguida e injustiçada por colegas missionários. Em 1958, de férias, retornou para a inglaterra profundamente desiludida com a tarefa missionária.
Achando que seus problemas eram devidos ao fato de ser solteira, pediu a Deus em oração um marido-médico, o que não lhe foi atendido. Entendeu que Deus poderia suprir-lhe todas as necessidades, sem que fosse preciso casar-se.
Em agosto de 1964 inimigos da cruz de Cristo tentaram envenenar nossa heroína mas seu amado cãozinho, pela providência de Deus, comeu sua comida vindo a morrer logo em seguida.Mais tarde ela mesmo confessou: “ No auge da guerra, eu e mais dezoito mulheres e crianças fomos tiradas de nossas casas e lançadas na selva rodeadas por dezenas de soldados inimigos que tinham os piores planos possíveis contra nós, mas em meu coração havia paz, pois me sentia previlegiada em sofrer por causa de Jesus”
Apesar de ser estuprada e humiliada pelos soldados africanos Helen descobriu que Deus deu a ela amor ainda maior pelo povo do Congo, tanto que em 1965 ela voltou ao Congo sempre dizendo que sua dolorosa experiência fêz ela entender que se “com Ele sofremos, com Ele também reinaremos…”
Helem e outras pessoas ficaram presos por cinco meses, sofrendo as maiores atrocidades, sendo libertada em 31 de dezembro de 1964
Depois deste incidente Helen foi severamente provada e testada em sua fé, quando muitas noites de terror e agonia vieram sobre ela, após ela ver sua casa ser totalmente saqueada pelos militares, nesse tempo ela conta que satanás por muitas vezes tentou convencê-la que ela era uma missionária falida e derrotada.
Após agonizar em oração pedindo ódio pelo pecado, ela recebeu a dádiva do Espírito Santo e o Senhor concedeu a ela um amor ainda mais profundo pelos africanos
Após dois anos, com uma melhor estabilidade política no Congo, sentiu-se impussionada a voltar à África, o que fez em março de 1966, reassumindo seu cargo de missionária-médica. Anos difíceis se seguiram. O novo espírito nacionalista, produziu nos nativos um sentimento de rejeição. A geração mais jovem não tinha o respeito devido por aquela que se sacrificara tanto pelo Congo.
Em 1973 a Dra. Helen deixou a África, após vinte anos de serviços, sem o devido reconhecimento e profundamente amargurada.
A amargura foi aos poucos desaparecendo, para surgir um revigoramento espiritual em sua vida. Entendia que todo o que passara fazia parte de um trabalhar de Deus em sua vida, lhe preparando para uma nova etapa. Era o oleiro modelando o vaso, para continuar usando-o para a sua glória.
Desde então, a Dra. Helen Roseveare tornou-se uma das mais solicitadas e aclamada conferencista internacional, realizando palestras sobre as missões cristãs, edificando, encorajando e testemunhando que todo sofrimento aqui nesta vida, não se compara com o que Jesus passou por nós.
H E ALEXANDER Fundador da Casa da Bíblia
História da Casa da Bíblia
Quando falamos em história da Casa da Bíblia, não podemos deixar de falar de uma obra missionária chamada Ação Bíblica.
Quando Deus chama um indivíduo ou uma obra, ele o faz em virtude de um plano. O plano de Deus para a Ação Bíblica começou com a conversão de um homem em 1901. O escocês Hugh Edward Alexander (1884-1957) aceitou ao Senhor Jesus Cristo como salvador e consagrou sua vida a Seu serviço.
Ingressou no Instituto Bíblico de Glasgow em 1904, durante um período em que o País de Gales passava por um reavivamento da igreja. Afirmou-se então na vida de H. E. Alexander: a necessidade do testemunho, a visão missionária e o engajamento no combate pela fé.
Depois de sete anos de profundos estudos das Sagradas Escrituras e perseverantes orações, iniciaram-se os trabalhos com crianças, cursos bíblicos para adultos e pregações bíblicas da salvação em Jesus Cristo.
No período entre 1913 à 1918 houve campanhas de evangelização na Suíça francesa, onde manifestou-se o reavivamento produzindo as vocações daqueles que constituíram a primeira geração da Ação Bíblica.
Em 1914, teve início a publicação da revista Le Temoin que imediatamente definiu-se como um órgão defensor da fé. Ao mesmo tempo H. E. Alexander abriu em Genebra, a primeira Casa da Bíblia, que tinha o nome de: Depósito das Escrituras Sagradas e Escritório de publicações da Aliança Bíblica.
Em 1924 a oposição religiosa, tentou, obtendo apoio das autoridades civis, conseguir a expulsão de H. E. Alexander do território suíço. Mas quando a sua inocência foi reconhecida a manobra fracassou. Esse momento difícil ajudou a fortalecer a convicção de que Deus desejava que a obra prosperasse.
A Ação Bíblia começou a se desenvolver e houve a necessidade de redigir um Manual de Instrução para os membros da Ação Bíblica que expunha a natureza da Ação Bíblica, sua missão no mundo e na Igreja de Jesus Cristo, com os símbolos da trombeta, da tocha e da espada. (Juízes 7:15-23). A trombeta se referia ao testemunho, a tocha à difusão da Palavra de Deus e a espada ao bom combate da fé.
Continuando esta tarefa de organização, H. E. Alexander designou um corpo de presbíteros, iniciou a redação dos boletins de informação missionária para alimentar as reuniões de oração dos membros e abriu a Casa da Bíblia de Paris em 1925.
Em 1926, nasceu a idéia de fundar uma Escola Bíblica. As coisas, então aconteceram rapidamente. Os presbíteros foram informados da decisão de comprar um terreno em Cologny. O ato da compra foi assinado em fevereiro, e uma brochura solicitando fundos para a construção suscitou um impulso maravilhoso de liberalidade. Precisavam reunir 410.000 francos suíços. Menos de dois anos mais tarde a Escola estava terminada e completamente paga pelas ofertas. A casa foi consagrada a Deus sob inspiração de Isaías 54:2-3 e a propriedade da Escola Bíblica recebeu o nome de Le Roc (A Rocha).
Esta construção representava um ponto de partida para alcançar outros campos missionários como: Itália, Iugoslávia, Espanha, Portugal, Norte da África, Egito, Líbano, Índia, Ásia Central. Outras Casas da Bíblia foram abertas.
Em 1928 um homem chamado Charles Kolher, deixando a Suíça, chegou ao Brasil obedecendo à um chamado do Senhor. Com a sua esposa e filha desembarcou no porto do Rio de Janeiro donde seguiu para a cidade de Teófilo Otoni, em Minas Gerais. Ali começou um trabalho de evangelização, ganhando o sustento de sua família dando aulas de francês. Seguiu então em 1936 para o Rio Grande do Sul e deixou o Brasil para se estabelecer em Buenos Aires, onde fundou uma missão evangélica.
Durante o período de 1929 à 1931 outros alunos da Escola Bíblica de Genebra chegavam ao Brasil, entre eles a Srta. Trumple, o casal Berckenhagem e o Sr Willy Macco. Estes pioneiros não receberam nenhum sustento material da Ação Bíblica. Como Paulo, testemunhavam e trabalhavam para seu sustento.
Em 1932 um casal (Jacques e Catarina Eisenhut) que, em 1926 tinha deixado o Brasil para gozar da aposentadoria na Suíça, voltaram convertidos ao nosso país. Abriram um depósito bíblico no seu próprio apartamento, na cidade de São Paulo.
O casal, junto com a Srta. Augustina Mange que acabava de chegar da Suíça, abriram a primeira Casa da Bíblia no Brasil em 1938. Localizava-se na Rua Dom José de Barros, em São Paulo. Houve conversões nesta loja. Os convertidos formaram o primeiro núcleo da Ação Bíblica no Brasil
Assim de 1924 a 1940, Deus colocou a Obra em terreno firme, deu-lhe uma estrutura e em seguida segurança para a expansão. Esta fase de fortalecimento precedeu e garantiu o alongamento das cordas e o alargamento do espaço da tenda (Is 54:2-3). Se as estacas não estivessem firmes, a tenda não poderia ser alargada.
Depois de 1940 foi criada a Sociedade Bíblica de Genebra que passou a controlar as Casas da Bíblia. Esta obra tomou uma grande extensão e não parou de crescer. Em cinqüenta anos, dois milhões de Bíblias foram impressas. Além das Bíblias, Deus nos confiou um ministério de publicação de obras de evangelização e edificação, sem mencionar as revistas para crianças, adolescentes e adultos. Assim, a Ação Bíblica assume responsabilidades em relação ao Corpo de Cristo na edição da Palavra de Deus.
Aos campos já mencionados, se juntaram primeiro o Brasil, depois o oeste africano.
Em 1951 a Casa da Bíblia mudou-se para a Rua Senador Feijó, 133. Onde permanece até hoje. Também foram elaborados os primeiros estatutos da Ação Bíblica no Brasil.
Entre 1948 e 1957 diversos obreiros vieram da Suíça (Gertrudes Sarbach, Marie Louise Luthi (Mauerhofer), Charles Mathez e família, Willy Mauerhofer, sua esposa Gertrudes e 2 irmãs Ana e Dora, os casais Reichen, Mazzoni, Roulet, Gisiger e Sra. Esther Haldimann.
Em 1954, durante o IV centenário da cidade de São Paulo. Debaixo da grande marquise do Ibirapuera houve uma grande exposição onde a Casa da Bíblia participou com um estande vendendo milhares de Bíblias.
O casal Timóteo e Neli Mazzoni estabeleceram-se na cidade da Bauru em 1959. Dali o Sr. Timóteo percorria os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Goiás. Em dois anos de viagem mais de 13.000 Bíblias foram vendidas.
Foi aberta em 1962 a filial da Casa da Bíblia em Bauru. A família Gisiger foi transferida para esta localidade. Além da Casa da Bíblia começou um intenso trabalho de evangelização, do qual resultou a Igreja Evangélica Ação Bíblica atual.
Atualmente a Ação Bíblica tem cerca de cinqüenta igrejas, na Suíça, França, Itália, Portugal, na Costa do Marfim, Bolívia e Brasil. As Casas da Bíblia existem sobre 3 continentes: Europa, África e América do Sul.
Nosso olhos estão voltados para o futuro, onde Deus quer nos conduzir em obras maiores tanto em profundidade como em extensão contando que o Espírito de Vida que está em Jesus Cristo nos anime e que nos mantenha fiéis para com Deus e fiéis à vocação que Ele nos deu. E até hoje com muita luta estamos levando este ministério a diante, a fim de que mais pessoas possam conhecer o evangelho, e se converter a Jesus Cristo, através do nosso ministério.
Portal yohanan
6 de outubro de 2012
Gladys Aylward FÉ ACIMA DO LIMITE
Depois de ler um artigo de revista sobre a China, Gladys Aylward não pode mais tirar essa idéia de sua mente. Mas quando a Missão para o Interior da China rejeitou seu nome como missionária, ela encontrou seu próprio caminho em 1932, crendo em Deus em cada passo que dava. Sua simples dependência do Senhor poderia ser tema para muitos livros, pois jamais se apartou da China, até 1970, a não naqueles fatídicos 10 anos de interrupção comunista onde todos os estrangeiros tiveram que deixar o país. Prevalecendo sobre doenças e os perigos da guerra , Aylward viveu uma grande aventura por Jesus Cristo e sua história é uma das mais famosas histórias missionárias do século 20 Ela nunca se casou, nunca teve filhos e não tinha parentes chegados. Ela começou a clamar a Deus em meio a sua solidão e o Senhor lhe concedeu centenas de órfãos para ela cuidar, o que lhe causou grande conforto ao seu solitário coração. Na China, ela chegou a cuidar de mais de 100 crianças de uma só vêz e Deus nunca deixou faltar nada. Sua maior proeza foi fugir a pé do exército japonês que havia atacado a China, com mais de 100 crianças órfãs, algumas bem pequenas, pelas montanhas íngremes da China , desviando e se ocultando de tropas do exército inimigo. Ela fugiu por muitos dias, com todas essas crianças e chegou a seu destino sem que nenhuma das crianças tivesse morrido, quer seja por fogo cruzado do inimigo, fome, animais selvagens ou doenças. Foi realmente um grande milagre que o Senhor Jesus realizou na vida dessa fantástica mulher de fé. Muitos anos depois de servir a Cristo na China, Gladys retornou a inglaterra e lá chegando, foi impactada por um choque cultural, do qual ela escreveu mais tarde ” Até mesmo dentro das igrejas, os cristãos parecem que estão mornos. As mulheres se vestem com suntuosos vestidos e eventos sociais são de maior importância do que reuniões de oração ou cruzadas evangelísticas. Para mim é muito mais difícil alcançar o coração de uma congregação inglesa do que os ignorantes e superticiosos chineses Em 1930, tomou um trem através da Rússia para ajudar uma velha missionária Chamada Agnes lawson. Em 1932 o mandarim a nomeou “inspetora de pés “ para cuidar da saúde dos pés das chinezas, o que era uma tradição na época. Ela se utilizou desta funçãp para pregar a palavra de Deus. Em 1933 muitos na China já a chamavam de “Santa mulher” e “mulher de milagres”. Em 1936 recebeu cidadania chinesa e se tornou conhecida como Ai-Weh-Deh, palavra chinesa para “virtuosa “.
GEORGE VERWER Fundador da OM ( Operação Mobilização )
“Não é pecado duvidar de alguma coisa mas pode ser fatal o acreditar em tudo”
GEORGE VERWER
Tipos de missionários que nós não queremos
É MUITO COMUM EM NOSSOS TEMPOS AS MISSÕES DE CURTA DURAÇÃO E MUITAS IGREJAS TEM PROGRAMAS QUE INCENTIVAM TODOS OS MEMBROS IREM AO MENOS UMA VEZ AO CAMPO MISSIONÁRIO. ESTANDO ENVOLVIDO NISTO A MAIS DE 50 ANOS DESENVOLVI FORTES CONVICÇÕES SOBRE O PERFIL DOS MISSIONÁRIOS QUE DEVERIAM FICAR EM CASA
1- SENHOR EGOÍSTA - É A PESSOA QUE SÓ PENSA NELA E COMO PODE TIRAR PROVEITO PESSOAL EM CADA DETALHE DA VIAJEM MISSIONÁRIA.
2- SENHOR TURISTA - É A PESSOA QUE VAI SOMENTE PARA VER LUGARES E OUVIR SONS. GERALMENTE NÃO TEM INTERESSE EM TRABALHO DURO, SERVIR OS OUTROS OU COMPARTILHAR O EVANGELH
3- SENHOR PREGUIÇOSO - É O QUE TEM MIL E UMA RAZÕES PARA FUGIR DO TRABALHO
4- SENHOR GASTADOR - ESSE É O QUE LEVA UM MONTE DE DINHEIRO SÓ PARA FICAR FAZENDO COMPRAS E ATRÁS DE SOUVENIRS
5- SENHOR INSENSÍVEL - SÃO AS PESSOAS QUE EM TUDO SÓ FALAM DE SEU PRÓPRIO PAÍS, DESRESPEITANDO A CULTURA DOS OUTROS. GERALMENTE DEIXAM PARA TRÁZ UM PÉSSIMO TESTEMUNHO
SENHOR CRÍTICO - ESSES VÊM TUDO O QUE HÁ DE ERRADO COM O PAÍS E COM A IGREJA QUE ORGANIZA A MISSÃO E CHEGAM ATÉ MESMO A CRITICAR SEUS PRÓPRIOS IRMÃOS MISSIONÁRIOS
SENHOR CARNAL - PARA MIM É UMA ABERRAÇÃO ENCONTRAR CRENTES QUE NÃO ORAM EM UM TRABALHO MISSIONÁRIO, NÓS ESTAMOS EM UMA TERRÍVEL GUERRA ESPIRITUAL E A ORAÇÃO É A NOSSA ARMA DE COMBATE
9 de setembro de 2012
George Fox

George Fox
Um homem enviado por Deus
Em sua autobiografia, Fox diz que nasceu em Leicestershire, em Julho de 1624. Seu pai, um tecedor de ofício, e sua mãe, que tinha mártires entre os seus antepassados, eram considerados como pessoas retas e cristãs. Desde menino, George mostrou uma seriedade pouco comum. Quando tinha 19 anos foi convidado para uma festa com outros parentes ‘cristãos’, onde viu como alguns bebiam em excesso. Aborrecido ao perceber tanta diferença entre palavras e atos, abandonou o lugar, e a partir dali se entregou a uma longa busca espiritual. Viajou por diversos lugares da Inglaterra e conversou com ministros de todas as tendências de sua época, procurando respostas para as suas profundas inquietações espirituais. Nesse tempo se sentia envolvido por densas e terríveis trevas, mas ninguém conseguiu lhe ajudar. Isto o conduziu a um estado de desespero quase total. Tudo ao seu redor parecia morto e impotente. Os cristãos de seus dias careciam de verdadeira realidade espiritual.
Um dia, enquanto caminhava em direção à cidade de Coventry, sentiu que Deus falava ao seu coração de maneira direta, abrindo o seu entendimento. Então compreendeu subitamente que todos, sejam católicos ou protestantes, se tiverem passado da morte para a vida, são verdadeiros crentes, enquanto que quem não tem passado por essa experiência, não são, embora se denominem a si mesmos crentes. Essa experiência de ‘abertura’, como ele a chamou, aonde a verdade chegava, já formada, ao seu coração, repetir-se-ia nos dias seguintes, e ao longo de toda a sua vida. Da mesma maneira, entendeu claramente que por ter estudado em Oxford ou em Cambridge não qualificava a um homem para ser ministro de Cristo – apesar de que isto ia contra o ponto de vista usualmente aceito, inclusive por ele mesmo até esse momento.
Depois de outra dessas ‘aberturas’, compreendeu que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens, mas no coração das pessoas. Que o seu povo é o seu templo e que ele habita neles. Não obstante, uma experiência ainda mais profunda estava por chegar. Em sua autobiografia nos conta que quando todas as suas esperanças em ministros e pregadores, e ainda em todo homem, esgotaram-se, de modo que não ficava nada exterior em que apoiar-se e nada mais que ele pudesse fazer, escutou uma voz que lhe dizia, «Há um, Cristo Jesus, que pode responder a sua condição». Então –nos diz– o seu coração saltou de gozo. Ninguém mais que Cristo podia responder ao seu coração entrevado, e isto, para que só Cristo tivesse a glória. Todos, tal como ele, estão cegados debaixo do pecado, e só Cristo pode lhes iluminar, concedendo a sua graça e poder. Só ele tem a preeminência.
Isto foi para ele, enfatiza Fox, um conhecimento experimental. A partir desse dia todos os seus sofrimentos, trevas e tentações se dissiparam. Viu que Cristo era poderoso para vencer nele todas essas coisas e ainda mais. Agora tinha a certeza de ser guardado por Cristo do poder do pecado, mediante o Espírito Santo. Todas as suas necessidades estavam satisfeitas em Cristo. Depois deste acontecimento se sentiu compelido a anunciar a todos os homens aquilo que tinha descoberto por experiência própria, e começou um aguerrido ministério itinerante. Este foi o começo das «Sociedades de Amigos», a quem seus caluniadores apelidaram «Quaker».
Seus ensinos e conduta
Os Quaker, a partir de Fox e seus ensinos, rejeitavam todos os aspectos exteriores da religião dos seus dias, considerando-os como um formalismo vazio. Ao contrário, enfatizavam o conhecimento e as realidades espirituais interiores como o único realmente válido. Em dias de ortodoxia fria e exterior, fizeram um ousado chamado para «conhecer a verdade no íntimo». A luz interior, diziam, que mora no coração de cada crente, ensina-nos todas as coisas. Não é que menosprezassem a Bíblia, como pretendiam seus adversários, mas enfatizavam a absoluta necessidade de que o Espírito Santo a revele no íntimo. Além dessa revelação interior, as doutrinas, e ainda a própria Bíblia –diziam– carecem de significado. Tudo deve ser avaliado pela experiência interior.
Por isso, consideravam à igreja como uma entidade exclusivamente espiritual, conformada por todos aqueles que nasceram de novo; e desprezavam todos seus aspectos exteriores como carentes de significado, inclusive o batismo e a ceia do Senhor, como parte de sua reação contra o formalismo excessivo de seu tempo. Para eles, estes sacramentos eram interiores e espirituais. Além disso, rejeitavam o ministério oficial e profissional, afirmando que o verdadeiro ministério era concedido pelo Espírito, além dos títulos e ordenações exteriores. Rejeitavam, por outro lado, os templos, que em seu tempo eram considerados ‘lugares santos’, intitulando-os de ‘casas campanários’. Para eles, o verdadeiro templo eram os crentes, em quem Deus habitava em Espírito.
Quanto à vida cristã prática negava-se a pronunciar juramentos e detestavam todo tipo de simulação ou hipocrisia social. De fato, consideravam a todos os homens como iguais em dignidade, sem importar a sua origem ou condição social. Negavam-se a prestar ‘honras sociais’ a nobres ou outros títulos sociais, pois sentiam uma aversão profunda a toda forma de servilismo (não obstante, reconheciam os títulos de rei ou juiz). Jamais tiravam o chapéu diante de um poderoso ou nobre em sinal de respeito, o qual levou a muitos deles para a prisão.
Eram, além disso, pacifistas convencidos e militantes, que se negavam a usar as armas e preveniam a todos contra o uso delas, ainda a risco de serem considerados como traidores. Todas as guerras sem exceção, julgavam os irmãos, procediam das paixões humanas, de acordo com o texto de Tiago. Também se opunham ardentemente à escravidão, pois para eles todos os homens eram iguais perante Deus. Em suma, de acordo aos Quaker, todo verdadeiro cristão devia mostrar uma vida consagrada e transformada pela vida interior do Espírito.
Por outro lado, os irmãos criam firmemente na vigência de carismas espirituais. George Fox relata numerosos incidentes de cura, libertações de demônios, profecias e palavras de conhecimento sobrenatural em sua própria experiência. Não obstante, eram normalmente moderados e sérios no emprego dos mesmos, evitando qualquer excesso emocional. É interessante notar que uns cinqüenta anos mais tarde, durante o avivamento metodista, muitos quakeres sentiram saudades ante as manifestações emocionais que observavam nas reuniões de Whitefield e Wesley. Toda essa emotividade resultava alheia aos seus sentimentos, mais acostumados à quietude.
Sua história e sofrimentos
Tratava-se de um verdadeiro protesto contra a religião formal e vazia dos seus dias. Muitos se sentiram atraídos por seus ensinos e por volta de 1652 se reuniram em Preston Patrick, ao norte da Inglaterra, a primeira «Sociedade de Amigos». Logo apareceram muitas mais em todo o país. Embora os Quaker enfatizassem a importância da voz interior do Espírito, as suas reuniões estavam muito longe de parecer-se com os cultos pentecostais posteriores. Congregavam-se quietamente, formando círculo ou dois grupos de fileiras opostas, sem nenhum tipo de ministro ou direção formal, e esperavam em silêncio até que um deles, ou talvez vários, recebesse uma palavra para compartilhar com seus irmãos. Era permitido a todos falar, tanto homens como mulheres, se isso fosse feito sob a direção do Espírito. Os Quaker criam e praticavam o sacerdócio de todos os crentes, apoiados em que todos tinham a Luz interior para os guiar.
As circunstâncias da história inglesa explicam a terrível reação que deveriam suportar. Os dissidentes não conformistas ascenderam momentaneamente ao poder durante a regência de Oliver Cromwell. Os bispos anglicanos foram exilados e por um tempo se gozou da liberdade de culto. Isto foi favorável para Fox e as sociedades de amigos, que se estenderam por toda a Inglaterra. Não obstante, o estilo confrontacional de alguns deles atraiu para eles vários problemas, inclusive com o governo relativamente tolerante de Cromwell. Acostumavam interromper as reuniões nos templos oficiais, normalmente depois do sermão, para expor os seus ensinos, provocando às vezes desordens e ataques violentos da multidão (embora nunca respondessem às agressões de seus atacantes). Em torno de 3.200 deles sofreram a prisão durante esse período, debaixo de terríveis condições e abusos, não só por interromper cultos oficiais, mas também por supostas blasfêmias, não tirar o chapéu diante de pessoas de alta classe social, e negar-se a pegar nas armas. Fox mesmo esteve oito vezes na prisão ao longo de sua vida.
Tanto homens como mulheres enfrentaram com admirável valor a perseguição, os golpes e as humilhações a que eram submetidos pelo povo enfurecido. Não retrocediam, nem se escondiam diante dos seus perseguidores. De fato, não faziam nada para evitar serem capturados e postos na prisão. Apesar de tudo, a Sociedade de Amigos cresceu e inclusive enviou missionários às reservas indígenas na América do Norte, Holanda e Alemanha.
Entretanto, o sofrimento mais intenso iria vir depois da morte de Cromwell. A monarquia foi restaurada sob Tiago II, e isto trouxe certo alívio aos irmãos por um breve tempo. Mas, mais adiante, com a publicação da «Ata de Uniformidade», em que se obrigava a todos os súditos do reino a conformar-se à restaurada «Igreja da Inglaterra», sob ameaça de penas severas, milhares sofreram a prisão e a perda de todos os seus bens materiais, pois se negaram a aceitar o decreto e continuaram reunindo-se abertamente, desafiando a proibição – a diferença dos grupos não conformistas, que continuaram adiante em segredo. Em torno de 400 irmãos morreram na prisão durante aqueles anos.
Por causa dos enormes sofrimentos que deveriam enfrentar, tal como fizeram os Puritanos, alguns começaram a migrar para a América. William Penn, filho de um famoso almirante inglês, tinha abraçado as idéias dos Quaker em 1666, e chegou a converter-se em um dos seus maiores pregadores e defensores. Este decidiu achar na América do Norte um lar livre para os seus, e começou ajudando a enviar uns oitocentos deles para Nova Jersey em 1667. Mais adiante, obteve como pagamento de uma dívida do Rei Carlos II a concessão de um grande território no Novo Mundo, que foi mais tarde conhecido como Pensilvânia, em honra a seu nome. Ali foi fundada Filadélfia, a primeira cidade Quaker da América. Um novo capítulo se abriu assim para a história dos Quaker refugiados.
Finalmente, em 1689, ditou-se na Inglaterra uma ata de tolerância, e as sociedades de amigos puderam ao fim gozar de liberdade de culto. George Fox morreu pouco tempo depois, em 1691, depois de um incansável e sofrido ministério itinerante.
Legado espiritual
Embora os Quaker fossem muito longe em sua rejeição a todas as formas exteriores da igreja, inclusive aquelas ensinadas no Novo Testamento (com o qual se torna difícil concordar), o seu valor radica em que por seu intermédio foi restaurada a importância da morada interior do Espírito Santo, como divino Condutor e Mestre de todos os crentes.
Sua convicção de que a Escritura, as doutrinas corretas e as práticas eclesiásticas não significam muito além da vida que ministra o Espírito, continuam vigentes até hoje. Porque o conhecimento da verdade no íntimo, por revelação do Espírito, é vital para a vida dos crentes, tão individual como corporativamente. As coisas exteriores devem sempre ser a expressão das realidades exteriores e espirituais. De outra maneira, tornam-se vazias e mortas. Na Inglaterra de seus dias esse era o caso e por isso reagiram com tanta ousadia.
Era necessária uma restauração, e para isso deveriam começar com o essencial. Tornou-se fundamental redescobrir a Cristo de uma maneira experimental. Só assim o pecado, a religiosidade e a morte que imperavam em seu tempo podiam ser revertidos. Por isso, os Quaker levantaram o estandarte do testemunho para recordar que Cristo não habita nas doutrinas corretas, nos templos e nos ritos exteriores, mas no coração dos crentes, ministrando-lhes a sua vida, poder e direção para vencer em todas as coisas. E, se inclinaram demasiadamente para um extremo da verdade, se deve, sobretudo, a que o Cristianismo de seus dias se inclinou mortalmente para o extremo contrário.
George Fox, an Autobiography, por George Fox.
Do inglês, Quaker. Segundo Fox, em sua autobiografia, este nome se deve a um juiz chamado Bennet, que zombou das suas palavras, quando Fox lhe aconselhou «a tremer diante da palavra de Deus». Pois «quaker» significa «tremedor» em inglês. Não obstante, outros dizem que se refere ao contínuo tremor das mãos e braços que os Quakers experimentavam ao orar.
George Campbell Morgan

George Campbell Morgan
“ O Jesus que o homen quer ver não é o Jesus que ele realmente precisa ver “
George Campbell Morgan nasceu na Inglaterra em 1863. Seu pai foi pastor batista, mas deixou a denominação após conhecer George Mueller e os Irmãos de Plymouth. Seu pai continuou a pregar e o jovem George frequentava uma igreja metodista perto de sua casa. Um dia, em uma cruzada evangelistica, George foi ouvir D. L. Moody e Ira Sankey e foi muito impactado. Morgan nasceu para ser um pregador. Quando criança, pregava para a irmã e suas bonecas e aos treze anos pregou seu primeiro sermão na igreja Metodista de Monmouth. Sessenta anos depois, Morgan, depois de se aposentar voltou a sua velha igreja e pregou o mesmo sermão que havia pregado aos treze anos.
Aos quinze anos ele já era bem requisitado para pregar nos arredores de sua cidade e ganhou o apelido de . “boy preacher.” Ficou então dois anos longe do Senhor e no fim deste deserto ele escreveu: “Por dois anos minha bíblia foi fechada.
Dois anos de tristeza e amargura. Estranhas e incompatíveis teorias materialistas estavam no ar e para elas eu me tornei. Aprendi muito de filosofia, que estava em voga na Inglaterra naqueles tempos, mas apesar de tudo isso eu não tinha paz. Em meu desespero, peguei todos os livros que tinha, coloquei em um baú e os tranquei com chave e ali eles permaneceram por sete anos. Comprei uma bíblia nova e comecei a meditar em cada palavra com a mente e coração abertos. Aquela bíblia me encontrou, aquele livro esquentou o meu gelado coração como nenhuma outra vez tinha me tocado”
Morgan voltou a ser um pregador, mas logo, por questões financeiras deixou o púlpito para dar aulas e a partir de então, uma grande guerra instalou-se em seu coração e depois de orar decidiu que buscaria ser ordenado ministro metodista. Estudou muito para seu sermão de prova, mas foi reprovado. Este fato abalou muito o jovem George e el até chegou a escrever em seu diário; “Fui rejeitado. Tudo está muito escuro em minha vida, mas Deus sabe todas as coisas” e escreveu isso e mandou a seu pai. Logo veio a resposta: “Rejeitado pelos homens, mas aprovado por Deus”. Anos mais tarde ele escreveu: “Louvado seja Deus por aquele dia em que rejeitaram meu sermão, pois daquele dia em dainte busquei o Senhor em oração e me humilhei debaixo de sua poderosa mão e ele me acolheu e me pôs um novo cântico em meus lábios’
Morgan teve 7 filhos, 4 meninos e três meninas. Glewdoline, sua primeira filha, morreu de repente na infância e sobre isso Morgan escreveu mais tarde: “ Já se passaram 40 anos e eu não posso falar sobre isso sem ficar um tanto abalado. Lembro de minha filha a beira da morte e de como clamei ao Senhor para que Ele a curasse. Lembro-me de como ouvi o Senhor me falar: Não temas, creia somente. Deus a levou para Ele e eu lembro-me dela cada dia de minha vida; mas aquelas Suas palavras ‘somente creia “serviram de alimaento para minha alma todos esses anos
G. Campbell Morgan era pastor de pastores. Ele também cuidava de sua forma física, era um ótimo jogador de tênis. Também cultivava muitas profundas e sinceras amizades dos dois lados do atlântico. Eel foi pastor na capela de Westmisnter em Londres. Apesar de aparentemente em primeira instância parecer ser um homem frio, em sua casa era muito descontraido e no fim de sua vida se tornou muito rico por causa de seus livros e sempre ajudou os amigos financeiramente, sendo generoso e misericordioso com os problemas dos outros. Ele morreu em 16 de Maio de 1945 depois de 67 anos de ministério.
D. Martyn Lloyd-Jones, se tornou pastor em seu lugar.
Sua mensagem
Sua mensagem era poderosa e o seu segredo era uma clara,límpida e penetrante exposicão do texto sagrado, que cativava a todos os ouvintes. Ele foi chamado o príncipe dos expositores. Apesar de nunca ter ido a um seminário, ele ultapassou seus colegas por tremenda dedicação em horas diárias de estudo da palavra.
“Duas coisas considero vitais para um sermão: Primeiro a interpretação pessoal que Deus vai colocar no coração daquele que o busca. Depois vou buscar confirmação em comentários e sermões paralelos para poder autenticar se a minha isnpiração veio dos céus”
Dr Morgan nos ensina seus métodos de interpretação
Interpreto o texto em quatro estágios
1- Pesquisa do tema
Procuro descobrir o tema ou o assunto do texto que vou pregar lendo o texto repetidas vezes até a minha mente ficar familiarizada com a passagem. Depois leio o contexto e se for possível o livro todo para entender a mente do autor e o que ele estava querendo dizer ( Conta-se que quando o doutor Morgan foi fazer a exegese de Exodo, leu o livro mais de 40 vezes )
2- Apresentação do tema com uma frase de efeito
Depois que escolho o tema, procuro apresentá-lo com uma frase marcante par que aos ouvidos da congregação gravem a idéia central do texto e do sermão. Nesse ponto . Procuro descobrir as principais doutrinas, conselhos, avisos ou mandamentos que se encontram na passagem e condensá-los em poucas palavras
3- Divisões e desenvolvimento do tema
Nesta fase, começo a explorar as divisões que fiz e desenvolvê-las sempre procurando ficar perto do texto e as vezes usando textos paralelos com a mesma idéia e a mesma mensagem
4- Dissecar o texto
Agora eu ajo como um médico legista, que vou abrindo cada parte do tecido textual para identificar todas as mensagens que eu possa extrair, olhando os termos, o contexto e para então aplicar a conclusão, que deve sempre desafiar o ouvinte em responder para si mesmo as questões do texto e aplicar em sua própria vida o que o Senhor requerer.
JOHN VASSAR

UNCLE JOHN VASSAR
Alguns de vocês pouco sabem sobre este poderoso homem de Deus chamado de Tio John Vassar. Ele era realmente um santo homem de Deus. Não era um ministro ordenado, nem um bispo ou capelão. Nunca pregou em púlpitos de igrejas, mas ele tinha a chama do evangelho a queimar em seu coração e desse homem podemos dizer “que rios de água viva fluiam de seu interior”. Sua vida inteira depois de sua conversão foi a convencer pecadores a se entregar a Cristo.
Nosso herói da fé se converteu aos vinte e cinco anos e trabalhava na cervejaria de seu tio em
Poughkeepsie, NY. Muitos não aceitavam o tio John convertido trabalhando em uma fábrica de cerveja, mas lá estava ele, fazendo cerveja e nas horas vagas lendo a bíblia em um cantinho que havia feito para meditação. Não demorou muito para acontecer uma explosão. Sempre haverá um grande choque quando você compara o livro de Deus com hábitos de bebedices. John então percebeu que não poderia mais ficar ali e entregou seu posto ao seu tio. Em vão tentaram aumentar o seu salário e até mesmo lhe foi oferecido sociedade nos negócios, mas tio John estava decidido a obedecer a palavra do Senhor e ele chegou a dizer” Agora que meus olhos se abriram eu nada mais tenho com este negócio amadiçoado”.
Ele então foi trabalhar como compoltor, vendendo bíblias e literatura religiosa e ele se auto-proclamava o “o cão farejador dos pastores “. Onde ele percebia alguém com dificuldade espiritual, ele imediatamente providenciava a visita de um pastor àquela pessoa. Ele também tinha o hábito de visitar pessoas pela manhã para orar com elas e se ele percebesse alguma resistência, convocava toda a vizinhança para orar até que a família o recebesse. Conta-se que encontrava garotos brincando na rua e os interrompia para conversar. - Já entregou seu coração para Jesus, meu jovem? Alguns riam dele, mas muitos ficavam grandemente abalados, pois a presença de Deus na vida dele não poderia deixar de ser notada. Assim caminhava tio John Vassar. Falava de jesus para quem quer que encontrasse na rua e nunca porém recebeu a alcunha de fanático, pois sua maneira e de se portar e o seu carisma faziam o povo amá-lo e respeitá-lo e até mesmo os que não aceitavam a sua palavra não se retiravam com queixas.
Como compoltor ele ganhava U$ 25,00 por mês enquanto um capelão e um ministro ganhava U$150,00 por mês. Quando morreu o capelào do exército, os soldados queriam a todo custo colocar tio John Vassar como capelão, mas para ser capelão ele teria que ser ordenado ministro do evangelho. A comunidade se reuniu e começaram a trabalhar por sua ordenação. Depois de estar tudo certo, algumas pessoas começaram a falar que ele estava apenas interessado no salário e isto entristeceu nosso amado irmão.
E quando foi para ser entrevistado pela junta batista ele lhes falou: “irmãos, vocês terão de me perdoar. Peço desculpas por ter feito vocês ter vindo aqui, mas pelo que ouvi de algumas pessoas , achando que quero ser ordenado por causa do dinheiro, eu desisto de minha ordenaçào e continuarei a trabalhar como leigo, pois de maneira alguma deixarei alguém, ainda que seja por um mexerico, por em descrédito a mensagem de jesus’
John Vassar foi vender bíblias no sul quando estourou a guerra da cesseção, e por ser yanke foi preso no quartel do exército confederado. Já no caminho para a prisão, tio john começou a pregar a eles sobre Jesus. Eles o levaram ao Coronel e ao outros oficiais e ele foi em direção ao Coronel e falou:_ “Coronel, eu vejo em seu uniforme de lado da guerra o Senhor está, mas na verdadeira guerra o Senhor está do lado do Senhor dos Exércitos ou contra Ele?” O Coronel então falou: - Não estamos aqui para discutir religião. Então nosso irmão se dirigiu ao Major e fez a mesma pergunta e assim foi indagando a todos os oficiais se eles já haviam entregado suas vidas a Jesus, até que um dos oficiais falou:
- Coronel, é melhor libertarmos este homem, caso contrário, ao invés de um interrogatório aqui, teremos uma reunião de oração daqui até Richmont. Então, de comum acordo e espantados com sua ousadia e intrepidez, libertaram nosso querido irmão, pois viram que o Espírito de Deus estava sobre ele..
Ilustrando as intensas atividades deste memorável servo do Senhor, destacamos uma de suas declarações a respeito de como passava seus dias :
" Eu visito em média quarenta famílias por dia, tenho um encontro toda noite na casa de alguém para falar-lhes sobre o Senhor Jesus e falo pelo menos em três classes de escola dominical todo domingo. Falei com mais de três mil pessoas pessaolmente a respeito de sua fé em Cristo nos últimos três meses e sinto que nesta cidade uma grande bênção do Senhor está para chegar' Tio John Vassar
7 de setembro de 2012
ELISABETH FEDDE O anjo de New York

Elizabeth Fedde
O anjo de New York
Senhorita Feede nasceu na Noruega e veio aos EUA para trabalhar com noruegueses que trabalhavam no porto de Nova York a convite de seu cunhado. Ela era enfermeira e diaconiza e fazia tanto o trabalho de visita clinica como aconselhamento e principalmente
Ajuda prática.
Logo que chegou a América, Elizabeth não perdeu tempo, se aliou com o pastor Mortensen e estabeleceu a Sociedade Norueguesa de Apoio ao imigrante apena nove dias depois de chegar no país. Ela imediatamente começou a visitar os enfermos e abatidos e auxilia-los em tudo o que precisavam. Eal mesmo escreveu em seu diário “Comecei a trabalhar com algumas mulheres que estavam com muitas saudades de suas famílias e dar a elas uma palavra de consolo e a orar com elas para que o amor do Pai pudesse descer como o orvalho até seus corações”.
Durante seus primeiros dois anos ela cuidou de uma casa abrigo para marinheiros noruegueses e abriu um pequeno hospital com nove leitos, que mais tarde veio a se transformar no Hospital Luterano de nova York
O zelo e dedicação desta heroína da fé não passou desapercebido e ela foi chamada para abrir um centro de diaconato e um Hospital em Minneapolis, Minnesota
E planejar um Hospital para Chicago. Depois de treze anos trabalhando na América do Norte ela retornou para a Noruega, onde se casou com Ola Sletebb, que a aguardou pacientemente por longos treze anos.
Seu diário nos revela que ela era uma mulher que ia as últimas consequências para salvar uma alma. Sua vida era cheia de oração. Mas apesar disso ela escreveu em seu diário em outubro de 1884: “ Hoje encontrei uma pessoa muito doente a qual o Espírito de Deus havia trabalhado muito no coração dela e eu acreditava que a vitória pela salvação dela estava próxima…” E depois outra anotação no final do ano de 1884: “ Tenho lutado a meses em oração e cuidados por aquela pobre mulher enferma mas muito pouco progresso tenho encontrado. Realmente este ano tem sido difícil. Muito sofrimento e tribulações e poucos frutos para o Reino de Deus. Pecado e vergonha, dor e culpa, cobrem minha alma”. Estas linhas de seu diário nos confortam, pois percebemos que mesmo as mais nobres almas passam por dificuldades.
Mais tarde Elsie Smith, diretor da pastoral de saúde Luterana en Nova York falou sobre Elizabeth Fedde: “ Ela veio antes da Senhora liberdade. Eu gosto de dizer que ela era a primeira dama da baia de hudson. Ela era uma mensageira da esperança’.
Muitos vieram da Noruega em busca de um mundo melhor, mas a cidade grande é cheia de surpresas e armadilhas e milhares de imigrantes se depararam com a complexidade cultural e social de uma metrópole como Nova York, com subúrbios sujos, cheios de doenças, sofrimenteo e degradação. Neste sombrio cenário o Senhor Deus plantou uma flor. Irmã Elizabeth, com seu incondicional amor cristão, muita coragem e fé para se tornar a verdadeira dama de Manhattan
Fedde, Elizabeth. "Elizabeth Fedde's Diary, 1888." Translated and Edited by Beulah Folkedahl. www.naha.stolaf.edu/publications/volume20/ vol20_9.htm
Richmond, J.F. New York and its Institutions. E. B. Treat, 1872, source of picture.
Sevig, Julie B. "Brooklyn, a Good Place to Do God's Work." http://www.thelutheran.org/0201/page38a.html
DANIEL ROWLAND

DANIEL ROWLAND
Biblioteca reformada ARPAV biografia de Daniel Rowlands J C Ryle
O ano de 1795 viu muitas coisas acontecerem no cenário espiritual do mundo da época. Jonathan Edwards estava no centro do grande despertamento da América do norte. George Whitefield começava a pregar na Inglaterra e no mesmo anod um amigo de nosso amado pregador também veio a conhecer a Cristo : Howel harris, que juntamente com Daniel Rowland e Philip Pugh foi um dos pilares do avivamento de Gales. Pugh foi muito influente na pregação de Rowland, pois era um pregador muito profundo e equilibrado na doutrina do evangelho, sem entretando perder o ardor e o zelo. Pugh influenciou Rowland a se aprofundar na mensagen calvinista.
Por causa de seu estilo agressivo Rowland recebeu o apelido de pregador irado. Ele pregava os terrores da lei e a ira de Deus contra os pecadores que não se arrependiam com tal poder e carisma que os ouvintes ficavam apavorados e até mesmo aqueles que não se convertiam ficavam profundamente angustiados, pois Rowland golpeava-lhes a consciência com avassaladora autoridade e senso de urgência. Até mesmo os mais céticos, arrogantes e orgulhosos homens ficavam perplexos diante da mensagem dura e convincente pregada por Daniel Rowland, sua fúria contra o pecado nào conhecia limites e os ouvintes que não se convertiam raramente voltavam para ouví-lo, pois o julgavam duro demais.
Sua veemência contra o pecado porém não era acompanhada de compaixão e conforto como deveria ser e na maioria das vezes muitos eram feridos e poucos curados
Sabiamente, Philip Pugh chamou Rowland para um particular e lhe falou: “Pregue o evangelho para as pessoas, meu caro amigo e depois aplique o bálsamo de Gileade, o sangue de Cristo em suas feridas espirituais”
Rowland não conseguia entender direito o que seu amigo queria dizer, então ele foi mais direto: Pregue a fé em Cristo, meu caro, pois se você continuar pregando a a lei, da maneira que você está acostumado fazer, irá matar metade das pessoas da Inglaterra, pois você prega sobre a maldicão da lei de maneira terrível e ninguém pode permanecer em pé ouvindo o que você fala“.
Depois disso, Rowland mudou sua maneira de pregar. Continuou alertando o povo da ira que haveria de vir, mas também a anunciar que havia um esconderijo, debaixo das asas do Senhor dos Exércitos. Daí então as multidões começaram a descer até a cidade de langueitho para ouvir esse poderoso homem de Deus pregar o evangelho. Um portentoso avivamento nasceu no país de Gales. Pessoas vinham de longe para ouvir as inefáveis palavras de salvação. Cultos que duravam tardes inteiras e as vezes dias inteiros, onde com a chegada da noite as multidões se recusavam a partir de volta para suas casas. Queriam ali armar uma tenda e se deixarem embriagar pela glória de Deus.
Howell Harris escreveu em uma de suas cartas um pouco do que aconteceu no avivamento de Gales; “ Eu estava no último domingo em dos cultos onde Rowling pregava, onde eu ví, ouvi e senti coisas que nào se podem descrever com canetas e papéis. Um tal nível de poder e amor de Deus que jamais sonhara em presenciar. Gemidos ao invés de orações, júbilo e alegria por toda a igreja, pessoas prostradas agonizando por seus pecados e a beleza de Cristo estampada nas faces daqueles que nasciam de novo. Realmente neste lugar, o céu desceu na terra“.
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