24 de novembro de 2018

John Fletcher - Un anjo entre os homens


John Fletcher (1729 – 1785)
Resultado de imagem para john fletcher oração
Jean Guillaume de la Fléchère, um Suíço de língua Francesa que nasceu em Nyon em 12 de Setembro de 1729, foi um verdadeiro grande homem de Deus. John William Fletcher – o seu nome foi anglicizado para ajudá-lo a ser aceito por aqueles a quem ele foi chamado a pastorear e pregar – serviu o Senhor em Madeley (Inglaterra) de 1729-1785 e foi presidente da Trevecca, a universidade do Sul de Gales fundada pela Condessa de Huntingdon, concebida para treinar líderes Cristãos durante o reavivamento do Séc. XVIII. 
Resultado de imagem para john fletcher booksEle era altamente respeitado e amado, – quase que adorado pelos estudantes. Amigo íntimo tanto de John como de Charles Wesley, Fletcher foi considerado sucessor de John Wesley, mas, ao morrer em 1785, precedeu Wesley na morte. John Wesley disse que, espiritualmente, nunca encontrara ninguém como Fletcher, “alguém tão devotado a Deus tanto exterior como interiormente; e dificilmente encontrarei outro como ele deste lado da eternidade”.Quando morreu foi dito: “John Fletcher, um modelo de santidade sem paralelo neste século.”.
Resultado de imagem para john fletcher books
John Fletcher era conhecido por De Madeley devido ao impacto que causou nesta terra inglesa. A influência do seu ministério foi de tal envergadura que os bares fecharam todos nesta localidade. Alguns apresentavam como desculpa para não irem aos cultos, aos Domingos de manhã, o fato de não conseguirem acordar a tempo suficiente para terem a família pronta. Ele arranjou um remédio para este mal. Pegando numa sineta, às cinco horas da manhã, durante meses, todos os domingos, percorria as ruas convidando os habitantes para a casa de Deus. Era incansável. Mesmo doente nunca recusava sair de casa a altas horas da noite, ou de madrugada, em qualquer estação do ano, mesmo sob as condições atmosféricas mais severas e desconfortáveis, para visitar os doentes e moribundos, e oferecer-lhes as consolações do Evangelho. O pai dele era membro de uma das famílias mais respeitadas no Cantão de Berna, na Suíça, e foi Coronel no Exército Francês.
Apesar de ter qualificações intelectuais, preferiu o risco da aventura de ser mercenário. Chegou a vir a Lisboa para comandar um navio de guerra Português que o levaria ao Brasil, ao serviço do Rei de Portugal. Ainda tentou ingressar no Exército da Holanda onde tinha um tio no posto de Coronel, mas, entretanto o tio morreu e as suas esperanças desvaneceram-se. O que se teria perdido, se estes reveses não tivessem acontecido?!
EM INGLATERRA 
Resultado de imagem para madeley england
Desempregado, resolveu ir para Londres. Uma vez aqui, ouviu o Evangelho através dos metodistas e converteu-se ao Senhor. Começou então uma vida maravilhosa. Pouco tempo decorrido após a conversão começou a pregar – com muita bênção. Era solicitado em diferentes igrejas. (Madelay England) 
A humildade e o fervor eram as suas grandes características. Toda a sua vida passou a ser uma vida de devoção; e tão ansioso ele estava em manter a comunhão com Deus, que por vezes dizia, “Não me levantarei, sem primeiro erguer o meu coração a Deus”.”Sempre que nos encontrávamos”, observa um amigo íntimo, “se estivéssemos sós, a sua primeira saudação era, ‘Interrompo a tua oração?’ Se a má conduta de uma pessoa ausente fosse mencionada, a sua atitude era,’Oremos por ele.’
JOVENS MARCADOS
Ele também lecionou. Os estudantes ficavam tão impressionados com ele que quando entrava na sala de aulas fechavam os livros sobre Virgílio, Cícero e outros, muito em moda na época. Preferiam escutá-lo. Depois de falar sobre grandes temas como a oração, a plenitude do Espírito e o poder e bênção de Deus na vida quotidiana, convidava-os a colocarem a teoria na prática. Normalmente saía da sala de aulas e dirigia-se a um compartimento onde se punha a orar. Invariavelmente os estudantes todos seguiam-no. Estes contaram que um dia, quando ele orava, o êxtase espiritual que experimentava era tão elevado que exclamou. “Senhor, não me enchas mais senão rebento. Perdoa-me Senhor, continua a encher-me; prefiro rebentar a perder esta bênção de ser cheio de Ti”. Os estudantes confessavam que às vezes não sabiam se ainda estavam neste mundo ou já no próximo. Havia dias que passavam com ele horas a buscar a face de Deus. Um dia ele disse-lhes: “Se Deus vos conceder arrebatamentos e experiências extraordinários, agradecei-Lhe; mas não vos glorieis nisso fora da medida. Sede prudentes, para que a desilusão não se intrometa; e lembrai-vos que a vossa perfeição Cristã não consiste tanto na construção de um tabernáculo no Monte Tabor, para descansardes e desfrutardes de VISTAS RARAS ALI, mas em tomardes resolutamente a cruz, e seguir Cristo no palácio de um arrogante Caifás, até ao átrio de juízo de um injusto Pilatos, e até ao cume de um ignominioso Calvário. Nunca lestes nas vossas Bíblias, “Que esteja sobre vós a glória que também esteve sobre Estêvão, quando ele olhou firmemente para o céu, e disse, ‘Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus’, mas tendes lido nelas freqüentemente, ‘De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-Se a Si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.’”
HOMEM DE ORAÇÃO
A oração, com Fletcher, não era um dever mas um refrigério e uma inspiração. Todos os Domingos de manhã, entre as quatro e as cinco da manhã, e duas ou três noites por semana, depois dos alunos estarem a dormir, ele costumava sair para os prados, ou para as margens do Severn, reunindo-se com um funcionário de finanças, um criado, e uma viúva pobre. Os quatro derramavam a sua alma em oração a Deus, sendo admiráveis as manifestações de amor e graça divinos que lhes era concedido. Henry Venn disse dele: “Fletcher foi um luminar — eu disse, um luminar? Ele foi um sol! Conheci todos os grandes homens de Deus nestes 50 anos, mas nunca conheci ninguém como ele, e conheci-o intimamente… Nunca o ouvi proferir uma única palavra que não fosse própria. E tinha uma tendência impressionante de ministrar graça aos que o ouviam… Nunca ouvi Fletcher falar mal de alguém. Ele orava pelos que andavam desordenadamente, mas nunca publicava as suas faltas.”
.Resultado de imagem para madeley england Madelay
REMINDO O TEMPO
Para se ter uma noção de como ele remia o seu tempo notemos o que se passou certa ocasião. Certa manhã, ele disse a uma jovens: “Observei esta manhã como vocês tomam o vosso lanche. Convido-vos a estardes presente na minha refeição amanhã, para verdes como eu o tomo. Quando elas vieram à hora marcada observaram-no comer uma malga de leite com pedaços de pão enquanto ao mesmo tempo conversava com elas. Ele tinha colocado um relógio na mesa, e quando acabou de comer perguntou-lhes quanto tempo demorara. Elas disseram-lhe que comera num minuto e meio. Contrastando com o tempo que elas tinham tomado no dia anterior -uma hora -, disse-lhes: “Ainda temos 58 minutos!” E começou a cantar um hino com esta letra: A nossa vida é como quimera! A nossa temporada escoa efêmera. O momento fugidio já era. A seguir pregou-lhes sobre o valor do tempo e da alma. Por fim ajoelharam-se todos em oração.
FAZIA BALANÇO DIÁRIO
Resultado de imagem para madeley england scenic roads
Antes e além de tudo o mais John Fletcher buscava Deus. Como ajuda neste supremo esforço ele redigiu as seguintes regras para usar à noite:
Hoje, ao levantar-me estive espiritualmente vigilante, e tive o cuidado de impedir que a minha mente vagueasse?
Neste dia estive mais perto de Deus em momentos de oração, ou dei azo à preguiça e ociosidade?
Neste dia a minha fé foi enfraquecida por falta de vigilância, ou despertada pela diligência?
Neste dia andei pela fé e vi Deus em todas as coisas?
Neguei-me a proferir palavras e pensamentos maus? Alegrei-me por ver outros preferidos a mim?
Fiz o máximo com o meu precioso tempo, ou enquanto tive luz, força e oportunidade?
Guardei as saídas do meu coração com graça, de modo a tirar proveito delas?
O que é que neste dia fiz em proveito das almas e corpos dos queridos santos de Deus?
Fiz alguma coisa para agradar ao meu ego quando podia ter poupado dinheiro para a causa de Deus?
Neste dia governei bem a minha língua, lembrando-me que “na multidão de palavras não falta pecado”?
Em quantos exemplos me neguei a mim mesmo hoje?
A minha vida e conversação adornaram o Evangelho de Jesus Cristo?

DIA HISTÓRICO PARA O BRASIL - A PRIMEIRA MULHER GENUINAMENTE CRISTÃ A SE TORNAR PRIMEIRA DAMA

ENTREVISTA COM MICHELE BOLSONARO, MULHER DE JAIR BOLSONARO, PRIMEIRA DAMA DO BRASIL




Wang Ming-dao A VERDADEIRA RESISTÊNCIA CHINESA

wangmingdao

Oito coisas sobre  Wang Mingdao:

1.NASCEU EM 1900 DURANTE A REBELIÃO DOS BOXERS
2.FOI EDUCADO NA IGREJA MISSIONÃRIA DE LONDRES EM BEIJING
3.INICIOU SEU MINISTÉRIO DEPOIS DE FAZER UM VOTO  COM DEUS . “ Se Jesus o curasse ele seria um pastor. “ Jesus o curou e ele se tornou um pregador
4.A IGREJA QUE ELE PASTOREOU SE TORNOU UMA DAS MAIORES DA CHINA
5.QUANDO O GOVERNO ESTATIZOU AS IGREJAS EVANGELICAS, Wang Mingdao SE RECUSOU A SE JUNTAR A ELES E FOI SENTENCIADO A 15 ANOS DE PRISÃO.
6.DEPOIS DE CONFESSAR SEU CRIME DE REBELIÃO FOI SOLTO, MAS SE ARREPENDEU E VOLTOU A CRITICAR O GOVERNO E VOLTOU PARA A PRISÃO.
7.SAIU DA CADEIA EM 1979 E VIVEU SEUS ÚLTIMOS DIAS EM XANGAI

8.SEUS PONTOS PREFERIDOS DE PREGAÃO ERAM O ARREPENDIMENTO, A CONVERSÃO, A SANTIDADE, A PUREZA E A VERDADE.
Mark 1:14, 15; Acts 2:37, 38; Acts 20:20, 21
ARREPENDA-SE E CREIA                                                    Wang Ming-dao
É necessário primeiro você se arrepender para depois você crer em Jesus. O ato de crer está ligado com o ato de se arrepender, uma pessoa não pode realmente crer se ela primeiro não se arrepender. Como pode um verdadeiro crente que não confessa seu pecado e continua na prática do pecado e ainda assim dizer que crê em Jesus !!!
Que tipo de pessoa vive desobedecendo as ordens de Cristo e ainda assim se chamar discípulo Dele?
NO EVANGELHO dos apóstolos, os pregadores faziam primeiro os ouvintes ter consciência de seus erros e depois lembravam das consequências de se viver sem limite algum, então quando eles começavam a se lamentar por seus pecados, a ter vergonha de quebrarem os mandamentos do Senhor, então lhes era anunciado o SALVADOR JESUS.
Na luz do que dissemos, nós acreditamos que todos aqueles que creram em Jesus, como ensina a palavra, devem PRIMEIRO EXPERIMENTAR O ATO DE ARREPENDIMENTO DE SEUS PECADOS E DEPOIS BUSCAREM JESUS PARA O PERDÃO E A SALVAÇÃO.
Concluímos que quando os pecadores ouvem sobre Jesus, sem antes ouvirem que são miseráveis pecadores, eles não compreendem o evangelho e nem creem como  deveriam, ficando com uma fé fragilizada e sem raiz. O pregador precisa, ACORDAR  as pessoas com a doutrina do pecado e do arrependimento, como faziam os antigos metodistas em suas cruzadas e os antigos batistas e presbiterianos em suas fervorosas pregações.
?

Adopted by B. Andrew Song from Wang Ming-Dao, “Repenting and Believing,” from Spiritual Food, trans. by Arthur Reynolds (Southampton, Hants.: Mayflower Christian Books, 1983), pg. 23, 25-26






11 de outubro de 2018

John Bevere - OFENSA, O MAIOR INIMIGO DO CRISTÃO


Resultado de imagem para john bevereJohn Bevere - OFENSA, O MAIOR INIMIGO DO CRISTÃO

Resultado de imagem para john bevereQualquer pessoa que já tenha feito uma armadilha para animais sabe que precisa de duas coisas para obter sucesso: ela deve estar bem escondida,  e deve haver uma isca para atrair o animal. O inimigo de nossa alma, incorpora essas duas estratégias para montar suas mais mortais e enganadoras armadilhas. Elas estão sempre bem escondidas e com iscas. 
Satanás, É sutil e seu maior deleite está no engano. É astuto e ardiloso quando opera , e ele pode disfarçar-se como anjo de luz. Se não formos treinados pela Palavra de Deus para separar corretamente o que é bom do que é mau, não reconheceremos suas armadilhas como realmente são. 


Resultado de imagem para john bevereUma de suas iscas

mais enganosas e traiçoeiras é a ofensa.   

Na realidade, a ofensa não é a armadilha,

ela é a isca na armadilha. Mas, se a 

pegarmos, a consumirmos e alimentamos 

nossos corações com ela, ficaremos escandalizados e vamos ter dor, raiva, ciúme, ressentimento, amargura, ódio e inveja. Algumas das conseqüências de permitirmos ser escandalizados são insultos, ataques, divisão, separação, relacionamentos quebrados, traição e tropeço e são estas coisas que nos levam a pecar.

Os escândalos são inevitáveis( Lc 17.1 ), mas estar livre da ofensa é a chave para não se escandalizar.

O conhecimento aumentou assustadoramente, em nossas igrejas. Mas, mesmo com esse aumento, passamos por mais divisões entre crentes, lideres e congregações. A razão: a ofensa é violenta quando vem da falta de amor genuíno. "O saber ensoberbece, mas o amor edifica" (1 Co 8:1). Muitos não conseguem responder ao chamado por causa das feridas e da mágoa que as ofensas causaram à vida deles.
Eles estão incapacitados e impedidos de usar todo o seu potencial. Muito freqüentemente, foi um outro crente que causou a ferida. Isso faz com que a ofensa pareça uma traição. No Salmo 55:12-14 Davi lamenta-se: Com efeito, não é inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem é o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia; mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus.
Quanto mais estreita a relação, maior a ofensa! Os maiores sentimentos de ódio estão entre aqueles que um dia foram próximos “ ferrolhos de um castelo ... “
Os casos mais terríveis estão nas audiências de divórcio e partilha de herança.
Resultado de imagem para john bevere
 Verdade seja dita: apenas aqueles com quem você se importa são capazes de feri-lo. Você tem uma expectativa maior em relação a eles - afinal, você deu mais de você a eles. Quanto maior a expectativa, maior a queda. O egoísmo impera em nossa sociedade. Os homens e as mulheres estão preparando-se para a rejeição e a dor que os outros lhes podem causar. Isso não deveria ser uma surpresa para nós. A Bíblia é bem clara que nos últimos dias os homens serão "egoístas" (2 Tm 3:2). Muitos estão feridos, amargurados e machucados. Estão ofendidos, mas não conseguem perceber que caíram na armadilha de Satanás. É nossa culpa? Jesus deixou claro que é inevitável que sejamos escandalizados. Mesmo assim, muitos crentes ficam chocados, confusos e, até mesmo, surpresos quando isso acontece. Acreditamos que somos os únicos a sofrer uma ofensa. Isso nos deixa vulneráveis à raiz de amargura. Assim, devemos estar preparados e armados contra a ofensa e contra o escândalo, porque nossa reação determina nosso futuro.
Resultado de imagem para john bevere
O escândalo e a ofensa são ferramentas do diabo para levar as pessoas cativas. Paulo instruiu o jovem Timóteo: “Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade (2 Tm 2:24-26 - Destaque acrescido) Aqueles que vivem a contender, e que se opõem, caem na armadilha e são feitos prisioneiros para fazer a vontade do diabo. E o que é mais alarmante é que não sabem que foram cativos! Como o filho pródigo, precisam acordar para sua verdadeira condição. Precisam perceber que estão vomitando água amarga em vez de água pura. Quando a pessoa é enganada, acredita que está certa, mesmo quando não está. Independentemente da situação, 
Resultado de imagem para john bevere
Podemos dividir os ofendidos em duas, grandes categorias: a) aqueles que foram injustiçados ou b) aqueles que acreditam que foram injustiçados. As pessoas da segunda categoria acreditam de todo o coração que foram traídas. Geralmente, a conclusão a que chegam provém de informações incorretas; ou a informação está correta, mas a conclusão está distorcida. De qualquer forma, elas estão feridas e seu entendimento obscurecido. Julgam por dedução, aparência e rumor. A verdadeira condição do coração Uma forma de o inimigo usar a pessoa escandalizada é mantendo a ofensa escondida, num manto de orgulho. O orgulho nos impedirá de admitir nossa verdadeira condição. Certa vez fui severamente magoado por alguns ministros. As pessoas diziam “Não acredito que eles fizeram isso com você. Você está magoado?” Eu respondia rapidamente: "Não, estou bem. Não estou magoado”. Sabia que estava errado em sentir-me escandalizado e ofendido, mas o que fiz, então, foi negar e reprimir esse sentimento. Convenci-me de que não estava ressentido, mas na realidade estava, e muito. O orgulho mascarou a verdadeira condição do meu coração. O orgulho nos impede de lidar com a verdade. Ele distorce nossa visão. Nunca mudaremos se acreditarmos que estamos bem. O orgulho endurece o coração e obscurece os olhos do entendimento. Impede a mudança - o arrependimento - que nos vai libertar (veja 2 Tm 2:24-26).
Resultado de imagem para john bevere
 O orgulho faz com que nos vejamos como vítimas. A nossa atitude, então, é: "Fui maltratado e mal-entendido; então, tenho justificativa para meu comportamento". Porque achamos que somos inocentes e que fomos falsamente acusados, retemos o perdão. Embora a verdadeira condição do coração esteja escondida aos nossos olhos, não está escondida de Deus. Só porque fomos maltratados não podemos nos agarrar à ofensa. A Cura No livro de Apocalipse, Jesus se dirige à igreja de Laodicéia dizendo, inicialmente, como eles se vêem como pessoas ricas, abastadas, sem precisar de coisa alguma e depois expõe a verdadeira condição - eles eram infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap 3:14-20). Eles confundiram sua força financeira com a espiritual. O orgulho escondeu sua verdadeira condição. Muitos são assim em nossos dias. Não enxergam a verdadeira condição de seu coração da mesma forma como fui incapaz de enxergar meu ressentimento contra aqueles ministros. Havia-me convencido de que não estava magoado. Jesus diz ao povo de Laodicéia como sair do engano: comprando o ouro de Deus e vendo sua verdadeira condição. Comprar o Ouro De DEUS A primeira instrução de Jesus para nos livrar do engano é comprando ouro refinado pelo fogo (Ap 3:18). O ouro refinado é maleável e não pode ser corroído. Só quando é misturado a outros metais (cobre, ferro, níquel e assim por diante) é que se torna duro, menos maleável e mais corrosivo. A mistura é chamada liga. Quanto mais alta a porcentagem de metais estranhos, mais duro ouro fica. Inversamente, quanto mais baixa a porcentagem de liga, mais maleável e flexível. Imediatamente vemos o paralelo: o coração puro é como o ouro - maleável e flexível. 
Resultado de imagem para john bevere
Hebreus 3:13 nos diz que o coração pode ser endurecido através do engano do pecado! Se não conseguimos lidar com uma ofensa, ela vai produzir mais fruto de pecado, como amargura, ódio e ressentimento. Essas substâncias misturadas endurecem o coração, assim como as ligas fazem com o ouro. Elas reduzem ou tiram a ternura, causando uma grande insensibilidade. Somos, dessa forma, impedidos de ouvir a voz de Deus. Nossa capacidade visual é obscurecida. Cria-se um ambiente perfeito para o engano. O primeiro passo no refino do ouro é pulverizá-lo e misturá-lo a uma substância chamada solvente. Essa mistura é levada ao forno em alta temperatura, as ligas e impurezas são atraídas ao solvente e levadas a superfície. O ouro (que é mais pesado) permanece no fundo. As Impurezas ou escória (como cobre, ferro e zinco, combinados com o solvente, são removidas, rendendo um metal mais puro. Note o que Deus nos diz: "Eis que te acrisolei, mas disso não resultou prata; provei-te na fornalha da aflição" (Is 48:10). E também: Nisto exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, unta vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo (1 Pe 1:6, 7)

. Deus refina com aflição, tribulação e provação e separa as impurezas com falta de perdão, amargura, ódio e inveja e imprime o seu caráter em nós. 

O pecado facilmente se esconde onde não há o calor das provações e aflições. Em épocas de prosperidade e sucesso, até mesmo o ímpio parece generoso e gentil. Sob o calor das provações, as impurezas vêem a tona. Houve uma fase em minha vida que passei por uma provação que nunca havia experimentado. Tornei-me grosseiro e áspero para com os que me eram mais queridos. Minha família e meus amigos começaram a me evitar. Eu clamei ao Senhor: "De onde vem todo este ódio? Ele não estava aqui antes!" O Senhor me respondeu: "Filho, quando o ouro é liquefeito, as impurezas aparecem". Então, Ele me fez uma pergunta que mudou minha vida: "Você consegue ver as impurezas do ouro antes de que seja levado ao fogo? "Não", respondi. "Mas não significa que não estejam lá. Quando o fogo das provações o atinge, essas impurezas vêm à tona. Embora lhe pareçam escondidas, elas são sempre visíveis para mim. Agora você tem uma escolha que poderá mudar seu futuro: pode permanecer com raiva, culpando sua esposa, seus amigos, o pastor e até mesmo as pessoas com quem trabalha ou você pode ver a escória como ela verdadeiramente é e se arrepender, receber perdão, e Eu pegarei minha pá e removerei as impurezas de sua vida."
1.  Veja sua condição Jesus disse que nossa habilidade de enxergar corretamente é outra chave para nos livrarmos do engano. Geralmente, quando somos ofendidos nos vemos como vítimas e culpamos aqueles que nos magoaram. Justificamos a amargura, a falta de perdão, a raiva, a inveja e ressentimento quando eles vêm à tona. Algumas vezes, até mesmo nos ressentimos com aqueles que nos fazem lembrar dos que nos magoaram. Por essa razão, Jesus nos aconselha a ungir nossos olhos com colírio, para que vejamos (Ap.3.18) Vejamos o quê? Nossa verdadeira condição! Este é o único modo de conseguirmos "ser zelosos e nos arrependermos" conforme Jesus nos manda fazer. Só nos arrependemos quando paramos de culpar os outros. Quando culpamos outras pessoas e defendemos nossa posição, estamos cegos. Lutamos para remover o argueiro do olho de nosso irmão enquanto temos uma trave em nosso próprio olho. É a revelação da verdade que nos traz liberdade. Quando o Espírito de Deus nos revela o pecado sempre o faz de tal forma que é separado de nós. Somos, então, convencidos, e não condenados. Minha oração é que, à medida que você for lendo este livro, a Palavra de Deus ilumine seus olhos do entendimento para que veja sua verdadeira condição e livre-se da ofensa que guarda. Não permita que o orgulho o impeça de enxergar e arrepender-se. Construímos muros, quando somos feridos, para salvaguardar nosso coração e prevenir futuras feridas. °




24 de setembro de 2018

John Nelson Hyde : O Homem que orava ( Missionária no Punjab - Ìndia )


Resultado de imagem para john nelson hydeJohn Nelson Hyde : O Homem que orava

* Nota do Tradutor: Talvez, depois da Bíblia, o relato da vida de João Nelson Hyde tenha sido a história que mais inspirou os cristãos dos nossos tempos. 
Este livro trata da vida de João Hyde, que partiu dos Estados Unidos em 1892 para ser missionário na Índia, país de língua difícil e árduo campo de evangelização. Morou numa vila de Punjab, em uma choça de taipa. Em sete anos, contou-se somente nas cem vilas circunvizinhas 1.200 pessoas que foram salvas! 
Hyde também trabalhava nos grandes centros urbanos da Índia, onde "multidões foram constrangidas a cair de joelhos pelas orações que pronunciou quando cheio do Espírito Santo". 
Hyde não pregou muito sobre sua experiência de santificação, mas tinha uma vida santa. Sua vida era um sermão. Não falou muito sobre oração, mas uma coisa ele fazia: ele orava. 
Resultado de imagem para john nelson hyde

Preparação 

Cristo no lar 

Em Lucas 19:5, Jesus diz: "Hoje me convém pousar em tua casa". Que dia abençoado no lar de Zaqueu! Mas no lar dos Hyde, Jesus era hóspede permanente!
O senhor Smith Harris Hyde, pastor da Igreja Presbiteriana em Carthage, Illinóis, era um homem de alma robusta e alegre, de estudos esmerados, de ânimo transbordante e, sobretudo, de propósito fixo em servir a Deus de todo o coração. Sua esposa era apaixonada pela música, e neste lar carinhoso e feliz, achavam-se seis filhos.
O Dr. Hyde costumava orar - tanto de púlpito como nos cultos domésticos - pedindo ao Senhor da seara que mandasse ceifeiros para a sua seara. Não admira, portanto que Deus tivesse chamado três de seus seis filhos!
Alguns dizem que a sua denominação carece de pastores... Um dia ouvi um ministro dizer que seu filho nunca seguirá seu exemplo porque sabe o que é sofrer nas mãos do povo... Mas o Dr. Hyde dignificava seu ofício, e regozijava-se em entregar seus filhos para uma vida de lutas e provações.
Fico pensando: por que milhões de perdidos em outras terras morrem sem a salvação? Por que talvez somente seus bisnetos tenham a oportunidade de ouvirem a voz de algum homem a proclamar a boa-nova eterna do Filho de Deus? Por que estes povos esperam tanto tempo?
Resultado de imagem para john nelson hyde
Por que leio no jornal, de punho do ex-missionário W. B. Anderson, que na Índia existem cem milhões de pessoas que jamais ouviram falar de Jesus Cristo, e que, nas atuais circunstâncias, morrerão sem O conhecer? E por que há outros tantos milhões assim perecendo na África e em outros países, simplesmente por ignorância acerca de Cristo? Qual é a razão?
São os quartos de oração vazios. São os cultos domésticos abandonados. São as orações sem vida e cheias de formalismo proferidas nas igrejas.
Quero que saibam que as escolas bíblicas e os seminários nunca produzirão os obreiros de que o mundo carece. Minha mãe orava, quando ainda jovem, pedindo para que as portas dos países pagãos se abrissem. Depois, já com dez filhos, orava pedindo que obreiros entrassem por essas portas, e Deus enviou um de seus filhos à Índia e duas filhas à China!

Na Bíblia lemos que a avó Lóide e a mãe Eunice oravam! Quando Paulo - o Apóstolo dos Gentios - começava suas viagens missionárias, podia contar com Timóteo, o fruto daquelas orações!
João Hyde foi uma resposta à oração, e, anos mais tarde, quando orava no idioma da Índia, Deus levantou dezenas de obreiros nacionais em resposta às suas orações! O Grande Cabeça da Igreja tem um meio para levantar obreiros: "vejam as terras... elas estão brancas para a ceifa... os trabalhadores são poucos... ROGUEM!"


Dá-me almas ou morrerei! 

No tabernáculo judaico havia um compartimento tão sagrado que somente o sumo-sacerdote poderia entrar uma vez por ano. Podíamos ver diariamente em cena este quadro na vida de Hyde, quando ele encontrava-se com Deus. São cenas demasiadamente sagradas para olhos comuns, e hesito em relatá-las aqui.
Mas ao lembrar-me de Jacó no vale de Jaboque, de Elias no Carmelo, de Paulo em agonia espiritual por Israel e, especialmente, do querido Mestre em agonia no Getsêmane, então sinto que estou sendo impelido pelo Espírito de Deus a relatar tais experiências, para admoestação e inspiração.
Colocando-nos ao lado do quarto de Hyde, podemos ouvir suspiros, sentir gemidos e contemplar o querido rosto banhado, repetidamente, de lágrimas. Podemos fitar o corpo enfraquecido após dias sem comer e noites sem dormir. Ali podemos ouvir, entre soluços, o insistente clamor: "Ó Deus, dá-me almas ou morrerei!"
Hyde foi levado a trabalhar na Índia impressionado pela morte de seu irmão mais velho, que preparava-se para ser missionário no exterior
. Decidiu-se ir somente um ano depois, quando, ao término do seminário, pediu a um colega seu que lhe apresentasse todos os argumentos que pudesse sobre o trabalho missionário no estrangeiro. Seu colega retrucou que ele não precisava de argumentos, mas de prostrar-se de joelhos diante de Deus e assim permanecer até resolver em absoluto a questão. Na manhã seguinte, o brilho no seu rosto refletia a decisão que tomara!
Embarcou no outono de 1892 rumo à Índia. Os dias seguidos de somente água o levaram a um exame próprio e à oração. No início da viagem, ele recebeu uma carta de um amigo de seu pai, que muito desejava ser missionário mas que era impossibilitado de fazê-lo. Ela instava em que Hyde buscasse o batismo com o Espírito Santo como habilitação essencial na obra missionária.
Resultado de imagem para john nelson hyde
Isto aborreceu Hyde, pois insinuava que ele ainda não havia recebido o Espírito Santo. Irritado, amassou a carta e jogou-a no convés, mas, mais tarde, com mais juízo, apanhou-a e releu, reconhecendo então que carecia de algo que ainda não havia recebido.
Assim, entregou-se por toda a viagem à oração, para que fosse, de fato, cheio do Espírito Santo e soubesse, por uma experiência autêntica, o que Jesus queria dar a entender quando disse: "Recebereis poder, ao descer sobe vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra" (Atos 1:8).
E, a essas orações a bordo, veio maravilhosa resposta.


Os primeiros anos na Índia 

A princípio Hyde não era um missionário conceituado. Era pesado de língua e não ouvia bem. Quando acontecia de ouvir e também entender a pergunta formulada a ele, demorava em formular a resposta. Os amigos receavam de que não aprendesse a língua nativa.
Era, por natureza, calmo e quieto, e parecia faltar-lhe o fundamental em um missionário: entusiasmo e iniciativa. Mas os seus olhos azuis pareciam penetrar as profundezas do íntimo das pessoas. Pareciam brilhar da alma de um profeta!
Chegando na Índia, descuidou-se um pouco no estudo da língua, a ponto de ser reprovado num exame lingüístico. Ele dizia: "o que é de primeira importância deve ocupar o primeiro lugar". Explicava que tinha ido à Índia para ensinar a Bíblia, e, para tanto, era necessário conhecê-la. E o Espírito Santo abriu-lhe o entendimento de modo maravilhoso!
Mas não desprezou o estudo, chegando a falar muito bem o urdu e o punjabi. Sobretudo, aprendeu a falar a língua dos céus, deixando auditórios de centenas de indianos boquiabertos perante as verdades da Palavra de Deus.
Em todo avivamento sempre há duas partes: a divina e a humana. Em alguns, como no de Gales, a parte divina foi mais acentuada, e praticamente não havia organização e pregação. Mas o avivamento de Sialkot, apesar de também vir do alto, não parecia tão espontâneo: havia - sob a direção de Deus - organização, e planos eram realizados, além de longos períodos de oração.
Antes de continuar a mostrar a importância da parte humana, quero descrever os princípios da Associação de Oração de Punjab. Eles foram criados mais ou menos no tempo da primeira convenção em Sialkot (1904), e foram redigidos em forma de perguntas, que eram assinaladas pelos que desejassem tornar-se seus membros:

1. Estás orando, pedindo um avivamento para a tua vida, para a vida dos teus companheiros de trabalho e para a Igreja?
2. Estás anelando mais poder do Espírito Santo na tua própria vida e serviço, e estás convicto de que não podes avançar sem esse poder?
3. Orarás pedindo graça para não te envergonhares de Jesus?
4. Crês que a oração é um grande meio de alcançar um despertamento espiritual?
5. Reservarás trinta minutos diariamente, logo após o meio-dia, para orar pedindo esse despertamento, e estás pronto a orar até que venha o despertamento?

Resultado de imagem para john nelson hyde
Os membros da associação erguiam os olhos da fé - conforme a ordem de Cristo - e contemplavam os campos brancos para a ceifa. No Livro liam as imutáveis promessas de Deus. Percebiam que o único método de adquirir tal despertamento era por meio de oração. Então mantinham em seus corações deliberada, definitiva e determinantemente o propósito de usar a oração até alcançarem o resultado.
O avivamento de Sialkot não foi por acaso, nem um sopro que veio do Céu, sem ninguém o buscar. Carlos Finney disse que um avivamento não é maior milagre do que uma colheita de trigo. Em qualquer lugar pode-se obtê-lo quando almas valentes entrarem na luta determinadas a vencer ou morrer - ou, se for necessário, vencer e morrer. "O reino dos céus é tomado à força e os que se esforçam são os que o conquistam" (Mt.11:12).
Este texto é um resumo do primeiro capítulo do livreto "O Homem que Orava" (Praying Hyde), de Francisco A. McGraw, editora CPAD. Você pode encontrá-lo nas livrarias evangélicas deste Brasil, ou clicando no título.