19 de agosto de 2011

Evan Roberts o avivalista do País de Gales


" Jesus é o evangelho "

Evan Roberts, pregando na Capela de Moriah, Dezembro de 1903¹

Testemunhos do avivamento de Gales .“ Depois de participar de três cultos bem intensos em Mardy, uma vila galeza de 5.000 habitantes eu vi a chama da espiritualidade galeza queimar e se incendiar como carvão”. Não havia propaganda alguma, mas centenas de pessoas estavam lá. Não havia posters, nem cartazes, nem bandas, nem grandes tendas. Nenhum comitê organizador, nenhum diretor, mas tudo acontecia com irreal ordem. No domingo a noite, não foi tocado o órgão da igreja e também nenhum instrumento musical, mas a congregação cantava como que um coral de anjos e oravam orações intensas e reverentes. A congregação era absolutamente ordeira e sóbria mas algo de extremo júbilo permeava seus rostos e o entusiamo com que louvavam e adoravam o Senhor era como que contagiante”.
Esse é o reporte de William Stead (1849-1912). Editor da London's Pall Mall Gazette, que ficou famoso por seu interesse em causas sociais e que morreu no naufrágio do navio Titanic em 1912.

Em toda parte de Gales, por esses nove meses de avivamento, havia nos homens e mulheres um solene olhar de felicidade e nos olhos um brilho de uma certeza de um futuro esplendoroso. Pareciam que tinham sido arrebatados ao céu e retornado. Os céticos foram terrivelmente confrontados, pois aqueles aos quais o Espírito de Deus tocou, tiveram uma mudança profunda e radical em suas palavras e ações.
Os trabalhadores das minas iam trabalhar cantando os hinos da igreja ao invés de irem gritando seus palavrões, como era de costume. Até mesmo os pit ponies, pequenos cavalos que carregavam o carvão não eram mais tratados a brados e palavrões.
Em Gales na época do avivamento, era difícil encontrar um alcoolizado, um malandro ou mendigo, um jogador de cartas ou um ladrão, o que era bem comum antes de Deus ter derramado o seu Espírito


A mais extraordinária coisa que acontecia nos encontros era a ausência da condução humana na ordem do culto. “Nós precisamos obedecer o Espírito “ era o que sempre falava Evan Roberts. O encontro começava lendo uma passagem bíblica ou um capítulo dos Salmos, depois ia se desenrolando por duas horas ou mais com testemunhos, pregações, orações de confissão de pecados e arrependimento e muitas canções e o mais incrível, é que apesar de não ter um programa ou uma liturgia, quando parecia que o culto iria perder o controle e descambar para a confusão tudo ia se encaixando, como se fosse altamente planejado e ensaiado. Três quartos do encontro eram preenchidos com cânticos e ninguém usava o hinário.




Acima de tudo, uma sensação da presença e santidade de Deus impregnava cada área da experiência humana, em casa, no trabalho, nas lojas e nas tavernas. A eternidade parecia inevitavelmente próxima e real. – Efion Evans²

Eu não sou a fonte deste avivamento. Eu sou apenas um agente entre o que vai ser uma multidão… Eu não sou aquele que está tocandos os corações de homens e mudando as vidas dos homens. Não sou eu, mas o Deus que opera em mim. – Evan Roberts, Smith’s Weekly¹

O avivamento de Gales foi um dos mais impressionantes moveres de Deus de todos os tempos. Em poucos meses de avivamento, um país inteiro foi transformado, mais de cem mil pessoas aceitaram o Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador, e a notícia foi espalhada ao redor do mundo.
O avivamento começou em outubro de 1904 na pequena cidade de Loughor, com Evan Roberts, um jovem de 26 anos. Wesley Duewel conta sobre o início do avivamento no seu livro
“O Fogo do Reavivamento”







Os historiadores geralmente se referem ao reavivamento que começou na aldeia de Loughor no País de Gales como o ponto inicial do reavivamento. Evan Roberts foi o instrumento usado por Deus para inaugurar o reavivamento de 1904. Em 1891, aos treze anos de idade, Roberts começou a ter fome e sede, e orar por duas coisas importantes: (1) para que Deus o enchesse com o Seu Espírito, e (2) para que Deus enviasse o reavivamento ao País de Gales. Roberts fez talvez o maior investimento no banco de oração de Deus a favor do reavivamento que o Senhor desejava enviar. E talvez fosse essa a razão de Deus ter começado a onda internacional de reavivamentos no País de Gales – através de Evan Roberts.²

Evan Roberts tinha acabado de começar a cursar o seminário quando teve uma visão na qual Deus o chamava para voltar à sua pequena cidade e pregar para os jovens da sua igreja. Roberts já tivera outras experiências com Deus e estava convencido que Ele estava prestes a derramar um poderoso avivamento sobre o país de Gales. Mesmo assim, podemos imaginar que não foi fácil para ele voltar para casa depois de apenas quinze dias no seminário. Mas, na noite de domingo, 30 de outubro de 1904, durante o culto, Roberts teve uma visão dos seus amigos de infância e entendia que Deus estava falando para ele voltar para casa e evangelizar-los.²

No dia seguinte Evan Roberts reuniu os jovens da igreja e começou a passar a sua visão para o avivamento. Ele ensinou que o povo orasse uma oração simples: “Envia o Espírito Santo agora, em nome de Jesus Cristo”. Roberts também enfatizou quatro pontos fundamentais para o avivamento:

•A confessão aberta de qualquer pecado não confessado
•O abandono de qualquer ato duvidoso
•A necessidade de obedecer prontamente tudo que o Espirito Santo ordenasse
•A confissão de Cristo abertamente²

Os cultos continuavam todos os dias e o fogo do avivamento começou a espalhar-se pela região.
Na primeira manhã daquela semana milagrosa, as pessoas se juntavam em grupos na rua principal de Gorseinon e a pergunta principal nos seus lábios foi, “Como você se sente agora? Você não se sente esquisito?” Nas suas mentes estavam gravadas as cenas dos cultos do Domingo quando, em cada capela, muitas pessoas pareciam ser subjugadas. As cenas se repetiam a cada dia e a alegria de Evan aumentou. O Reverendo Mathry Morgan de Llanon visitou uma noite e viu o avivalista “que quase dançava com alegria por causa de um que estava orando fervorosamente e que estava rindo enquanto orava, por ter ficado consciente que suas súplicas estavam prevalecendo. Mr Roberts mostrou sinais animados de uma alegria triunfante, em concordância com ele. Glórias a Deus por uma religião alegre.”¹



Infelizmente, Evan, o “catalisador principal” do avivamento, não cuidou da sua própria saúde, tirando o tempo necessário para descansar. Ele começou a se sentir fisicamente exausto, vindo finalmente a ter um colapso, e em abril de 1906 retirou-se para a casa do Sr. e Sra. Penn-Lewis na Inglaterra. Evan nunca mais exerceu seu ministério de avivalista, e sem sua liderança, o avivamento logo se apagou.
Rick Joyner, no seu livro “O Mundo em Chamas”, fala sobre o papel da Sra Jessie Penn-Lewis na vida do avivalista:
Parece provável que Jessie Penn-lewis tenha exercido uma parte significativa em levar o grande Avivamento do País de Gales a um fim prematuro, embora ela parecesse ter a melhor das intenções. Os relatos foram de que ela convenceu Evan Roberts a retirar-se do avivamento, porque achava que ele estava recebendo muita atenção, a qual deveria ir apenas para o Senhor…
Seria desonesto incriminar Jessie Penn-Lewis como a única mão que interrompeu o Avivamento Galês, embora muitos amigos e colaboradores de Evan Roberts tenham feito exatamente essa acusação. Evan Roberts deixou a obra e foi viver na casa de Penn-Lewis, onde ele se tornou efetivamente um eremita espiritual, nunca mais usado no ministério…

Depois de sair da liderança do avivamento, com sua saude bastante enfraquecida, Evan Roberts viveu uma vida de intercessão, escrevendo matérias para revistas evangélicas, e recebendo visitas. Alguns anos depois, junto com a Jesse Penn-Lewis, ele escreveu o livro “War on the Saints” (Guerra contra os Santos), em qual ele criticou o avivamento. Menos que um ano depois do lancamento do livro, Roberts o descreveu como sendo uma “arma falhada que tinha confundido e dividido o povo do Senhor.”
O avivamento no país de Gales durou apenas nove meses, porém neste tempo marcou o mundo. Os frutos, os resultados do avivamento, foram bons: uma pesquisa feita seis anos depois do avivamento descobriu que 80% dos convertidos continuavam sendo membros das mesmas igrejas onde tiveram se convertido. Porém, isso não significa que os outro 20% tivessem se desviado, porque muitos se mudaram para missões independentes ou novas denominações.2
Temos mais informações sobre o avivamento de Gales, incluíndo citações do Evan Roberts, em nossa comunidade online. Na área de download deste site, temos uma pequena gravação do Evan Roberts.

Bibliografia:

1. An Instrument of Revival: The Complete Life of Evan Roberts, 1878-1951, por Brynmor Pierce Jones.
2. O Fogo do Reavivamento, por Wesley L. Duewel.
3. O Mundo em Chamas, por Rick Joyner.
4. ”God’s Generals’, por Roberts Liardon

Richar Baxter, o pastor que ganhou para Jesus toda a sua cidade



“Unidade nas coisas necessárias. liberdade nas coisas desnecessárias e amor em tudo”
Richard Baxter

“Se eles puderem ver o teu amor por eles, você poderá dizar qualquer coisa para eles.”
Richard Baxter

“Eu prego como um homem que está morrendo para homens que também estão morrendo”
Richard Baxter



Richard Baxter

 

Richard Baxter foi um piedoso pastor puritano. Ele viveu na Inglaterra no século XVII. Apesar de ter convivido com doenças constantes, Baxter era homem de diligência incomum, sendo, por exemplo, autor de mais de 130 livros.

Baxter pastoreou na pequena cidade de Kidderminster, uma aldeia com aproximadamente 2 mil habitantes adultos. Seu ministério foi admiravelmente abençoado. Através de sua vida, os 2 mil habitantes aceitaram a Cristo e tornaram-se cristãos devotos.

A estratégia que Baxter utilizou foi evangelizar nas casas. Sua prática consistia em visitar as famílias com freqüência sistemática. Ele visitava todas as famílias da cidade pelo menos uma vez por ano. Baxter dedicava-se a este serviço segundas e terças-feiras, de manhã à noite.

Michael Green chega a afirmar que Paulo tinha “descoberto que a evangelização nas casas é a que mais dá resultado, assim como Baxter descobriria muitos séculos depois dele” 


número de pessoas, mas não despreza ou rejeita ninguém.




A estatura espiritual de Richard Baxter está fora de questão. Mesmo vivendo em uma época em que havia “gigantes na terra”, tais como John Owen e Thomas Goodwin, a sua estatura espiritual era tal que o fazia sobressair-se. Não obstante, Baxter é um gigante quase desconhecido no Brasil. Só para se ter uma idéia, é reconhecido que, um século depois dele ter realizado seu ministério em Kidderminster, ainda podia ser percebida a extraordinária transformação que a cidade experimentou como resultado da sua vida e obra ali.

Entretanto, obra maior ainda foi realizada através de seus escritos. John Owen e Thomas Goodwin estão entre os escritores mais copiosos do século XVII; mas ele, Baxter, produziu aproximadamente o dobro desses autores. Cerca de 168 tratados - boa parte volumosos, conhecidos e apreciados - foram escritos por este gigante puritano do século XVII.Certamente será de grande utilidade conhecermos um pouco da vida, ministério e obras deste autor, cujos primeiros escritos, somente agora, mais de trezentos anos depois, estão começando a ser traduzidos e publicados na língua portuguesa pelas editoras PES e Clássicos Evangélicos.

Entretanto, obra maior ainda foi realizada através de seus escritos. John Owen e Thomas Goodwin estão entre os escritores mais copiosos do século XVII; mas ele, Baxter, produziu aproximadamente o dobro desses autores. Cerca de 168 tratados - boa parte volumosos, conhecidos e apreciados - foram escritos por este gigante puritano do século XVII.Certamente será de grande utilidade conhecermos um pouco da vida, ministério e obras deste autor, cujos primeiros escritos, somente agora, mais de trezentos anos depois, estão começando a ser traduzidos e publicados na língua portuguesa pelas editoras PES e Clássicos Evangélicos.

VIDA E MINISTÉRIO

Nascimento e Formação - Baxter nasceu em Rowtan, na Inglaterra, no dia 12 de novembro de 1615. Sua mãe chamava-se Adeney. Seu pai, dono de uma pequena propriedade, tinha o mesmo nome que o filho, Richard Baxter, e foi um homem sóbrio, respeitável e religioso. Visto que não dispunha de recursos para mandar o filho a uma universidade, o pai de Baxter contratou os serviços de instrutores particulares para educar o filho. O país não experimentava, então, uma boa época no que diz respeito à religião e à moral, e os instrutores de Baxter refletiam essas características. Mas, como o homem não é tão produto do meio conforme comumente se pensa, o jovem Baxter superou exemplarmente as deficiências religiosas, morais e até mesmo intelectuais de seus instrutores. Assim, mesmo sem ter o privilégio de freqüentar uma universidade, é reconhecido que Baxter “alcançou conhecimento mais variado e substancial do homem e das coisas, dos livros e sistemas, de princípios e caráter, do que milhares que respiraram por dez ou quinze anos os ares universitários”.Com a idade de dezoito anos, Baxter teve a oportunidade de freqüentar a corte. Bastou um mês para que se decepcionasse com o que lá viu, e a abandonasse, retornando aos estudos. É possível que os autores que já havia lido a esta altura, tais como Burney, Sibb e Perkins, tenham ajudado na formação do seu caráter piedoso e a tomar decisão tão acertada.

Ordenação e Início do Ministério

 

 Enfermo, consciente de suas deficiências, mas profundamente desejoso de ser útil às almas que pereciam por falta de conhecimento, Baxter foi ordenado com apenas vinte e um anos de idade. .

Ministério em Kidderminster - Em 1640, Baxter iniciou seu ministério em Kidderminster, um dos períodos mais importantes da sua vida. O seu ministério ali registrou definitivamente o seu nome e o nome da cidade na História da Igreja e do seu país. A transformação moral que a cidade experimentou foi de tal envergadura que alguns chegam a afirmar que nunca houve nada similar na Grã Bretanha. Um de seus biógrafos diz que Kidderminster “parece ter sido uma cidade escolhida por Deus para uma experiência espiritual extremamente bem sucedida, pela intervenção divina”. Quando chegou à cidade, o lugar caracterizava-se pela impiedade, espantosa aridez espiritual e, conseqüentemente, baixíssimo nível moral. Quando saiu da cidade, a excelência da piedade e moral da grande maioria de seus habitantes não era menos espantosa. O templo teve que ser aumentado; mas mesmo assim não comportava as pessoas que queriam ouvir suas pregações. Pessoas eram vistas nas ruas, em grupos, a caminho ou retornando da igreja, cantando hinos de louvor a Deus com júbilo sincero em seus corações.O ministério extraordinariamente frutífero de Baxter em Kidderminster foi longamente interrompido logo no segundo ano. O país estava dividido entre o rei e o Parlamento. Perseguido, por razões políticas, pelos partidários do rei, ele foi obrigado, juntamente com muitos outros ministros, a refugiar-se por dois anos em Coventry, um refúgio dos partidários do Parlamento. Depois disso, a situação política do país tornou-se favorável, e ele foi designado capelão, função que exerceu com empenho, até que foi obrigado a abandoná-la, seriamente enfermo. Quando se recuperou, retornou para Kidderminster, onde continuou por mais quatorze anos seu extraordinário ministério, em meio a constantes perseguições e enfermidades - as quais o acompanhariam quase que por toda a sua vida. Não há muitos homens que compreenderam tão bem e experimentaram tanto o que Paulo escreveu em 2 Coríntios 12:9,10: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando sou fraco, então é que sou forte”.


”.

Últimos Anos e Morte - Referindo-se aos últimos anos da longa vida de Baxter, um de seus biógrafos escreveu: “Como uma estrela de primeira magnitude, nas mãos daquele que anda por entre os sete candeeiros de ouro, sua vida, luz, e resplendor permaneceram sem enfraquecer, quase até o final do último estágio da sua carreira mortal”. Realmente, quando tinha oportunidade, Baxter Pregava. Quando era impedido, muitas vezes abria sua própria casa, e ali reunia aqueles que queriam ouvi-lo, e ali mesmo pregava ousadamente o Evangelho das insondáveis riquezas de Cristo.As últimas horas de Baxter foram calmas e tranqüilas, como o por do sol. Quando perguntado com se sentia às portas da eternidade, ele respondeu: “Quase bem.” Ele sentia que dentro em breve estaria plenamente bem. Na manhã do dia 8 de dezembro de 1691, com setenta e seis anos de idade, Baxter entrou tranqüila e abundantemente na glória.Muitas pessoas piedosas, das mais extremas posições, fizeram-se presentes no seu sepultamento. Ministros conformistas e não-conformistas uniram-se, pelo menos para se despedir de um gigante espiritual que partia, deixando admiração, respeito, e bela carta de recomendação escrita nas páginas dos seus muitos e admiráveis escritos, e nos corações de centenas - quem sabe milhares - que foram convertidos e edificados pelo Espírito Santo através do seu ministério.

CARACTERÍSTICAS E CARÁTER

Constantes e Variadas Enfermidades - Como muitos outros gigantes espirituais, Baxter foi marcado pela doença. Desde a mocidade até o fim de seus dias ele foi afligido por constantes e variadas enfermidades. Foi um homem literalmente enfermo da cabeça aos pés. Padeceu com dores reumáticas, tinha problemas estomacais, sofreu com freqüentes hemorragias no nariz, além de diversas outras enfermidades. Baxter foi tratado por mais de 35 médicos, sem muito resultado, o que o levou a evitá-los. Suas muitas enfermidades, entretanto, não o impediram de ser um servo reconhecidamente mais útil e produtivo do que milhares que desfrutam de perfeita saúde.



Piedade - Por maior que tenham sido a inteligência e capacidade de Baxter, sua piedade e moral foram ainda mais distintivas. Seus dons foram sempre dirigidos para a glória daquele que os havia doado; e seus labores para a honra do seu Salvador. Como Esdras, Baxter dispôs seu coração para compreender, praticar e ensinar as insondáveis riquezas de Cristo. E ele aplicou-se de tal modo nestes propósitos, que sua mente tornou-se singularmente familiarizada com as coisas lá do alto, aonde Cristo vive assentado à direita do Pai. Os sofrimentos e perseguições que experimentou ensinaram-no a não confiar em si ou nos homens, mas no seu Senhor. Mesmo quando Baxter encontrava-se na solidão da prisão e afastado da esposa, gozou de firme confiança em Deus, encontrou profunda consolação em Cristo e alegria indizível e cheia de glória no Espírito Santo.

O Demóstenes Inglês - Baxter tem sido chamado de “O Demóstenes Inglês”. A sua inteligência e piedade revelaram-se no púlpito de modo tão eficaz, que tornava-se difícil, para o coração mais endurecido, resistir aos seus argumentos, advertências e apelos. Baxter foi um desses homens cuja pregação foi inquestionavelmente autenticada por Deus. “Seus perscrutadores sermões, seu tom solene, seus apelos diretos ao coração, foram sancionados pelos céus, e despertaram convicções e preocupações nas consciências mais calejadas”. O resultado não poderia ser outro: “Kidderminster, que por longo tempo havia sido um deserto moral, pela bênção de Deus logo se tornou como um jardim do Senhor, e adquiriu a fragrância do Carmelo, e a fertilidade do Líbano”.

ESCRITOS

.Boa parte dos escritos de Baxter são contados entre os maiores clássicos evangélicos de todos os tempos. E os piedosos que foram seus contemporâneos, bem como aqueles que viveram nos séculos subseqüentes, que leram suas obras, dão unânime testemunho da excelência de seus escritos. Muitos deles foram traduzidos para diversas línguas e tiveram muitas edições publicadas.Dentre as suas obras mais conhecidas e importantes estão: O Descanso Eterno dos Santos, A Vida Divina, Um Tratado Sobre a Conversão, Apelo aos não Convertidos, Agora ou Nunca, Direções e Persuasões para uma Conversão Segura, Direções para Crentes Fracos e Desanimados, O Caráter de Um Crente Seguro, Pensamentos à Beira da Morte, O Pastor Reformado.Alguns destes livros, como é o caso de Um Apelo aos não Convertidos, em apenas um ano, tiveram não menos que trinta mil cópias editadas - isto no século XVII

 

João Ferreira de Almeida, o abençoado tradutor que traduziu a bíblia para o português

JOAO FERREIRA DE ALMEIDA O grande tradutor da biblia em português "Conhecido pela autoria de uma das mais lidas traduções da Bíblia em português, ele teve uma vida movimentada e morreu sem terminar a tarefa que abraçou ainda muito jovem." Entre a grande maioria dos evangélicos do Brasil, o nome de João Ferreira de Almeida está intimamente ligado às Escrituras Sagradas. Afinal, é ele o autor (ainda que não o único) da tradução da Bíblia mais usada e apreciada pelos protestantes brasileiros. Disponível aqui em duas versões publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil - a Edição Revista e Corrigida e a Edição Revista e Atualizada - a tradução de Almeida é a preferida de mais de 60% dos leitores evangélicos das Escrituras no País, segundo pesquisa promovida por A Bíblia no Brasil (ver número 158). Se a obra é largamente conhecida, o mesmo não se pode dizer a respeito do autor. Pouco, ou quase nada, se tem falado a respeito deste português da cidade de Torres de Tavares, que morreu há 300 anos na Batávia (atual ilha de Java, Indonésia). O que se conhece hoje da vida de Almeida está registrado na "Dedicatória" de um de seus livros e nas atas dos presbitérios de Igrejas Reformadas (Presbiterianas) do Sudeste da Ásia, para as quais trabalhou como pastor, missionário e tradutor, durante a segunda metade do século XVII. De acordo com esses registros, em 1642, aos 14 anos, João Ferreira de Almeida teria deixado Portugal para viver em Málaca (Malásia). Ele havia ingressado no protestantismo, vindo do catolicismo, e transferia-se com o objetivo de trabalhar na Igreja Reformada Holandesa local. Tradutor aos 16 anos Dois anos depois, começou a traduzir para o português, por iniciativa própria, parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento em espanhol. Além da Versão Espanhola, Almeida usou como fontes nessa tradução as Versões Latina (de Beza), Francesa e Italiana - todas elas traduzidas do grego e do hebraico. Terminada em 1645, essa tradução de Almeida não foi publicada. Mas o tradutor fez cópias à mão do trabalho, as quais foram mandadas para as congregações de Málaca, Batávia e Ceilão (hoje Sri Lanka). Mais tarde, Almeida tornou-se membro do Presbitério de Málaca, depois de escolhido como capelão e diácono daquela congregação. No tempo de Almeida, um tradutor para a língua portuguesa era muito útil para as igrejas daquela região. Além de o português ser o idioma comumente usado nas congregações presbiterianas, era o mais falado em muitas partes da Índia e do Sudeste da Ásia. Acredita-se, no entanto, que o português empregado por Almeida tanto em pregações como na tradução da Bíblia fosse bastante erudito e, portanto, difícil de entender para a maioria da população. Essa impressão é reforçada por uma declaração dada por ele na Batávia, quando se propôs a traduzir alguns sermões, segundo palavras, "para a língua portuguesa adulterada, conhecida desta congregação". Perseguido pela Inquisição, ameaçado por um elefante O tradutor permaneceu em Málaca até 1651, quando se transferiu para o Presbitério da Batávia, na cidade de Djacarta. Lá, foi aceito mais uma vez como capelão, começou a estudar teologia e, durante os três anos seguintes, trabalhou na revisão da tradução das partes do Novo Testamento feita anteriormente. Depois de passar por um exame preparatório e de ter sido aceito como candidato ao pastorado, Almeida acumulou novas tarefas: dava aulas de português a pastores, traduzia livros e ensinava catecismo a professores de escolas primárias. Em 1656, ordenado pastor, foi indicado para o Presbitério do Ceilão, para onde seguiu com um colega, chamado Baldaeus. Ao que tudo indica, esse foi o período mais agitado da vida do tradutor. Durante o pastorado em Galle (Sul do Ceilão), Almeida assumiu uma posição tão forte contra o que ele chamava de "superstições papistas", que o governo local resolveu apresentar uma queixa a seu respeito ao governo de Batávia (provavelmente por volta de 1657). Entre 1658 e 1661, época em que foi pastor em Colombo, ele voltou a enfrentar problemas com o governo, o qual tentou, sem sucesso, impedi-lo de pregar em português. O motivo dessa medida não é conhecido, mas supõe-se que estivesse novamente relacionado com as idéias fortemente anti-católicas do tradutor. A passagem de Almeida por Tuticorin (Sul da Índia), onde foi pastor por cerca de um ano, também parece não ter sido das mais tranqüilas. Tribos da região negaram-se a ser batizadas ou ter seus casamentos abençoados por ele. De acordo com seu amigo Baldaeus, o fato aconteceu porque a Inquisição havia ordenado que um retrato de Almeida fosse queimado numa praça pública em Goa. Foi também durante a estada no Ceilão que, provavelmente, o tradutor conheceu sua mulher e casou-se. Vinda do catolicismo romano para o protestantismo, como ele, chamava-se Lucretia Valcoa de Lemmes (ou Lucrecia de Lamos). Um acontecimento curioso marcou o começo de vida do casal: numa viagem através do Ceilão, Almeida e Dona Lucretia foram atacados por um elefante e escaparam por pouco da morte. Mais tarde, a família completou-se, com o nascimento de um menino e de uma menina. Idéias e personalidade A partir de 1663 (dos 35 anos de idade em diante, portanto), Almeida trabalhou na congregação de fala portuguesa da Batávia, onde ficou até o final da vida. Nesta nova fase, teve uma intensa atividade como pastor. Os registros a esse respeito mostram muito de suas idéias e personalidade. Entre outras coisas, Almeida conseguiu convencer o presbitério de que a congregação que dirigia deveria ter a sua própria cerimônia da Ceia do Senhor. Em outras ocasiões, propôs que os pobres que recebessem ajuda em dinheiro da igreja tivessem a obrigação de freqüentá-la e de ir às aulas de catecismo. Também se ofereceu para visitar os escravos da Companhia das Índias nos bairros em que moravam, para lhes dar aulas de religião - sugestão que não foi aceita pelo presbitério - e, com muita freqüência, alertava a congregação a respeito das "influências papistas". Ao mesmo tempo, retomou o trabalho de tradução da Bíblia, iniciado na juventude. Foi somente então que passou a dominar a língua holandesa e a estudar grego e hebraico. Em 1676, Almeida comunicou ao presbitério que o Novo Testamento estava pronto. Aí começou a batalha do tradutor para ver o texto publicado - ele sabia que o presbitério não recomendaria a impressão do trabalho sem que fosse aprovado por revisores indicados pelo próprio presbitério. E também que, sem essa recomendação, não conseguiria outras permissões indispensáveis para que o fato se concretizasse: a do Governo da Batávia e a da Companhia das Índias Orientais, na Holanda. Exemplares destruídos Escolhidos os revisores, o trabalho começou e foi sendo desenvolvido vagarosamente. Quatro anos depois, irritado com a demora, Almeida resolveu não esperar mais - mandou o manuscrito para a Holanda por conta própria, para ser impresso lá. Mas o presbitério conseguiu parar o processo, e a impressão foi interrompida. Passados alguns meses, depois de algumas discussões e brigas, quando o tradutor parecia estar quase desistindo de apressar a publicação de seu texto, cartas vindas da Holanda trouxeram a notícia de que o manuscrito havia sido revisado e estava sendo impresso naquele país. Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica. Um ano depois, ela chegou à Batávia, mas apresentava erros de tradução e revisão. O fato foi comunicado às autoridades da Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído de lá foram destruídos, por ordem da Companhia das Índias Orientais. As autoridades Holandesas determinaram que se fizesse o mesmo com os volumes que já estavam na Batávia. Pediram também que se começasse, o mais rápido possível, uma nova e cuidadosa revisão do texto. Apesar das ordens recebidas da Holanda, nem todos os exemplares recebidos na Batávia foram destruídos. Alguns deles foram corrigidos à mão e enviados às congregações da região (um desses volumes pode ser visto hoje no Museu Britânico, em Londres). O trabalho de revisão e correção do Novo Testamento foi iniciado e demorou dez longos anos para ser terminado. Somente após a morte de Almeida, em 1693, é que essa segunda versão foi impressa, na própria Batávia, e distribuída. Ezequiel 48.21 Enquanto progredia a revisão do Novo Testamento, Almeida começou a trabalhar com o Antigo Testamento. Em 1683, ele completou a tradução do Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento). Iniciou-se, então, a revisão desse texto, e a situação que havia acontecido na época da revisão do Novo Testamento, com muita demora e discussão, acabou se repetindo. Já com a saúde prejudicada - pelo menos desde 1670, segundo os registros --, Almeida teve sua carga de trabalho na congregação diminuída e pôde dedicar mais tempo à tradução. Mesmo assim, não conseguiu acabar a obra à qual havia dedicado a vida inteira. Em 1691, no mês de outubro, Almeida morreu. Nessa ocasião, ele havia chegado até Ezequiel 48.21. A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês. Depois de passar por muitas mudanças, ela foi impressa na Batávia, em dois volumes: o primeiro em 1748 e o segundo, em 1753.

O inferno não cansa


17 de agosto de 2011

A T Pierson



Comunhão de perto com o Senhor precisa de tempo para a revelação da presença de Deus. É tolice dizer: Eu não tenho tempo para estar a sós com Deus pois tenho muito trabalho a fazer. "Você precisa encontrar este tempo ou estão perderá a bênção". Deus saberá te recompensar pelo tempo que você investir a sós com o Senhor.
Arthur Tappan Pierson foi um pastor presbiteriano nos EUA e dos primeiros líderes fundamentalistas. Pregou mais de 13.000 sermões e escreveu mais de 50 livros, o que lhe rendeu muita fama na Escócia e na Inglaterra.

Foi editor e consultor da Bíblia de referência Scofield ( 1909 ) e amigo pessoal de C I Scofield, D L Moody, George Mueller ( de quem escreveu uma biografia _ George Mueller de Bristol - ), Conheceu Adoniram Judson e C H Spurgeon, o qual o sucedeu no púlpito do Metropolitan Tabernacle em Londres

Além destas notáveis amizades, este Homem de Deus, foi um dos principais responsáveis, se não o principal pelo desenvolvimento das missões mundiais. Antes de 1870, havia somente 2.000 missionários em tempo intergral nos EUA. Pierson na época, liderou um grande movimento sobre missões em 1880, o que desencadeou no mundo inteiro o desejo da igreja de alcançar o mundo no final do século XIX . Pierson, como pastor, dedicava muito tempo cuidando dos pobres.

O justo viverá pela fé

Francis e Edith Schaeffer

Francis Schaeffer foi um dos responsáveis pelo reavivamento da palavra no final do século passado, onde os liberais evangélicos estavam destruindo tudo o que era de mais precioso na fé cristã. Nessa época ele se levantou e não calou a sua voz profética para defender a bíblia e o evangelho. É
creditado como responsável pelo retorno ao ativismo político entre os protestantes evangélicos e fundamentalistas no final dos anos 1970 e início dos 1980, especialmente na questão do aborto. Schaeffer chamou ao desafio do que ele via como uma crescente influência do humanismo secular. A visão de Schaeffer foi apresentada em dois trabalhos: seu livro “A Christian Manifesto” (Manifesto Cristão) e uma série de filmes, “Whatever Happened to the Human Race?” (O que houve com a Raça Humana)?
Manifesto Cristão O Manifesto Cristão, de Schaeffer, foi publicado em 1981. O nome do livro pretende posicionar suas teses como uma resposta cristã ao Manifesto Comunista, de 1848 e aos ducumentos do Manifesto Humanista, de 1933 e 1973. O diagnóstico de Schaeffer dizia que o declínio da civilização ocidental se deve à sociedade ter se tornado cada vez mais pluralista, resultando em um desvio "para longe de uma cosmovisão que era pelo menos vaamente cristã na memória das pessoas…em direção a algo totalmente diferente". Schaeffer argumenta que há um combate filosófico entre o povo de Deus e os humanistas seculares. Em um sermão também intitulado “Manifesto Cristão”, Schaeffer define o humanismo secular como a visão de mundo onde “o homem é a medida de todas as coisas”, e no livro ele afirma que as críticas da Direita cristã erram o alvo ao confundir a “religião humanista” como humanitarismo, humanidades ou amor pelos humanos. Ele descreve o conflito com o humanismo secular como uma batalha em que "estas duas religiões, Cristianismo e Humanismo, se colocam frente a frente como totalidades". Ele escreve que o declínio do compromisso com a verdade objetiva que ele percebe nas várias instituições da sociedade é "não por causa de uma conspiração, mas porque a igreja tem esquecido sua responsabilidade de ser sal da cultura". Schaeffer explica: "Um cristão verdadeiro na Alemanha de Hitler e nos países ocupados deveria ter desafiado o estado falso e fraudulento e escondido seus vizinhos judeus das tropas da SS germânica. O governo abdicou de sua autoridade e deixou de ter o direito de fazer qualquer exigência."
Da mesma forma, ele sugere táticas similares para combater o aborto. Mas Schaeffer afirma que não está falando de uma teocracia: "As autoridades devem saber que falamos sério sobre barrar o aborto…Primeiro, devemos deixar claro que não estamos falando de nenhum tipo de teocracia. Permita-me dizer isso com grande ênfase. Witherspoon, Jefferson, os fundadores da americanos, não pensavam em uma teocracia. Isso é deixado claro pela Primeira Emenda, e nós devemos continuamente enfatizar o fato de que não estamos falando de algum tipo, ou qualquer tipo de teocracia." Gary North and David Chilton, dos "Cristãos Reconstrucionistas", fizeram duras críticas ao Manifesto Cristão e a Schaeffer. Suas críticas, eles escrevem, foram disparadas pela popularidade do livro de Schaeffer. Eles sugerem que Schaeffer defende o pluralismo porque ele vê a Primeira Emenda como liberdade de religião para todos, enquanto eles próprios rejeitam o pluralismo. Apontando declarações negativas que Schaeffer faz a teocracia, North e Chilton explicam porquê eles defendem isso, e estendem sua crítica a Schaeffer: "O fato permanece que o manifesto do Dr. Schaeffer não oferece uma direção para uma sociedade cristã. Mencionamos isso que meramente para efeitos de clareza, porque não estamos certos que todos tenham notado isso agora. O mesmo se aplica a todos os comentários do Dr. Schaeffer: ele não declara a alternativa cristã." FONTE wikipedia
Francis shaefer A Reforma e o Homem Francis Schaeffer Conhecemos, pois, algo deslumbrante a respeito do homem. Entre outras coisas, conhecemos a sua origem e quem ele é – criado à imagem de Deus. O homem é maravilhoso não apenas quando é “nascido de novo” como um cristão, é também maravilhoso como Deus o fez, à Sua própria imagem. Tem o homem valor e dignidade em função daquilo que foi originalmente, antes da Queda. Estava, há pouco, fazendo uma série de preleções em Santa Bárbara, quando me foi apresentado um rapaz viciado em entorpecentes. Era um jovem de semblante delicado e expressivo, cabelos longos e encaracolados, os pés calçados com sandálias, e trajava calça rancheira. Assistiu a uma das preleções e confessou: “Isto é completa novidade para mim; nunca ouvi coisa alguma igual a isto.” Voltou na tarde seguinte e eu o saudei. Olhou-me firmemente nos olhos e disse: “O senhor me cumprimentou de maneira tocante. Por que me tratou assim?” Respondi-lhe: “É porque eu sei quem você é – sem que você foi criado à imagem de Deus.”. Em seguida tivemos uma demorada e notável conversa. Não podemos tratar as pessoas como seres humanos, não podemos vê-las no alto nível da verdadeira humanidade, a menos que conheçamos realmente a sua origem – quem são. Deus diz ao homem quem ele é. Deus declara-nos que Ele criou o homem à Sua própria imagem. Portanto, o ser humano é algo maravilhoso. Deus, entretanto, diz-nos algo mais a respeito do homem – fala-nos acerca da Queda. Isto introduz o outro elemento que precisamos conhecer a fim de entendermos o ser humano. Por que é ele, a um tempo, criatura tão maravilhosa e tão degradada? Quem é o homem? Quem sou eu? Por que pode o homem realizar estas coisas que o fazem único, no entanto, porque é ele tão horrível? Por quê? Diz a Bíblia que você é maravilhoso porque é criado à imagem de Deus e degradado porque, em determinado ponto espácio-temporal na história, o ser humano caiu. O homem da Reforma sabia que a criatura marcha rumo ao Inferno em razão da revolta contra Deus. Todavia o homem da Reforma e aqueles que após a Reforma forjaram a cultura do Norte Europeu sabiam que, enquanto o homem é moralmente culpado diante do Deus que existe, ele não é o nada. O homem moderno tende a julgar-se ser nada. Aqueles, entretanto, sabiam que eram exatamente o oposto do nada porque conheciam o sentido de serem feitos à imagem de Deus. Embora decaídos, e, à parte da solução não-humanista de Cristo e da Sua morte substituinte, iriam para o Inferno, isto não significava, contudo que eram nada. Quando a Palavra de Deus, a Bíblia, veio a ser ouvida, a Reforma teve resultados tremendos, tanto nas pessoas individualmente, que se tornavam genuínos cristãos, como na cultura em geral. O que a Reforma nos diz, pois, é que Deus falou nas Escrituras tanto cerca do “andar de cima” como do “andar de baixo.” Falou a verdadeira revelação acerca de Si mesmo – as coisas celestiais – e falou a verdadeira revelação a respeito da própria natureza – o cosmos e o homem. Portanto, tinham os Reformadores uma real unidade de conhecimento. Eles simplesmente não tinham o problema renascentista de graça e natureza! Obtinham real unidade, não que fossem mais sagazes, mas porque alcançavam uma unidade cuja base se achava no que Deus revelara em ambas as áreas. A Reforma teve não poucos resultados de tremendo alcance e tornou possível a cultura que tantos dentre nós admiramos afetuosamente – ainda que a nossa geração a esteja agora lançando fora. Confronta-nos a Reforma um Adão que era, usando a terminologia característica da forma de pensamento do século vinte, um homem não-programado – não arranjado como um cartão perfurado de um sistema de computação. Uma característica que marca o homem do século vinte é que ele não pode visualizar isto, uma vez que é de todo infiltrado por um conceito de determinismo. A perspectiva bíblica, entretanto, é clara – o homem não pode ser explicado como totalmente determinado e condicionado – posição que forjou o conceito da dignidade do homem. Há pessoas que buscam hoje apegar-se à dignidade do homem, entretanto não têm base conveniente em que se fundamentar pois que perderam a verdade de que o homem foi feito à imagem de Deus. Ele era um homem não programado, um homem revestido de significado numa história de alto sentido, capaz de alterar a história. Temos, pois, no pensamento da Reforma um homem que é alguém. Vemo-lo, porém, envolvido numa condição de revolta e a rebeldia é real – jamais uma “peça de teatro”. Uma vez que ele é um ser não programado e que de facto se revolta, ele incide em genuína culpabilidade moral. À vista disto, os Reformadores compreenderam algo mais. Tiveram uma compreensão bíblica da obra de Cristo. Compreenderam que Jesus morreu na cruz em função substitutiva e em ação propiciatória a fim de salvar o homem da verdadeira culpa que sobre ele pesa. Necessitamos reconhecer que, no instante em que nos pomos a alterar a noção bíblica da verdadeira culpa moral, seja falsificação psicológica, seja a falsificação teológica ou seja de qualquer outra forma, nosso conceito da obra de Jesus não mais será bíblico. Cristo morreu pelo homem que tinha uma culpa moral verdadeira por ele próprio ter feito essa real e verdadeira escolha. Francis Schaeffer in “A MORTE DA RAZÃO” Título do original em inglês: “ESCAPE FROM REASON”

Evangeline Booth


(1865-1950) Filha de Wilian e Catarina Booth, fundadores do Exército da Salvação, foi administratdora do ministério dos pais desde 1896 até 1934. Mulher de caráter forte, naturalmente assumiu a liderança do Exército da Salvação e foi muito bem sucedida no trabalho da organização durante a primeira guerra mundial , tando que lhe deram o apelido de Comandante. Ela foi muito conhecida e respeitada em sua época pelo trabalho com os pobres, os desabrigados, alcoólatras e mãe solteiras e crianças abandonadas durante a grande depressão que varreu a América do Norte da década de 20.. Em 1934 ela foi eleita a quarta general do Exército e retornou para Londres, somente para se aposentar quatro anos mais tarde.
E.H McKinley, Marching to Glory: The History of the Salvation Army, 1880-1992 (Eerdmans, 1995).
“Seja um inimigo - Um combatente incansável contra este mundo, contra a carne e contra o reino das trevas. seja um agressor; leve a guerra ao campo do adversário. Seja um lutador, um soldado, um homem ou uma mulher que carregar o fogo da guerra contra o pecado.” Evangeline Booth

"Um soldado de Cristo nunca é tão jovem ou tão velho para se alistar como voluntário debaixo da bandeira do evangelho. Sua juventude ou sua experiencia são sempre bem vindas neste elaborado e bem equipado exército do Senhor" Evangeline Booth

Andrew Murray




"Quando o Senhor quer levar a alma a uma grande fé, deixa suas orações sem resposta."

HUMILDADE E SERVIÇO
Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva."

Que Deus nos permita crer que Jesus fala sério! Todos sabemos o que o caráter de um servo ou escravo fiel implica: devoção aos interesses do mestre, estudo cuidadoso e atento para agradá-lo, deleitar-se em sua honra e felicidade.

Há servos na terra nos quais essas disposições são vistas e para os quais o nome de servo nunca foi nada a não ser glória. Para quantos de nós não tem sido uma nova alegria na vida cristã saber que podemos nos entregar como servos, como escravos a Deus e descobrir que Seu serviço é nossa maior liberdade, a liberdade do pecado e do ego?

Precisamos agora aprender outra lição: que Jesus nos chama para ser servos uns dos outros e que, quando aceitamos isso de coração, esse serviço também será o mais abençoado de todos, uma nova e mais plena libertação também do pecado e do ego.
ANDREW MURRAY
Postado por Marcos Aurélio Melo


Para ele, uma das características da vida vitoriosa era uma profunda e silenciosa percepção de Deus e uma intensa devoção a Ele.

Andrew Murray nasceu na África do Sul, em 9 de maio de 1828, e morreu em 1917. Seu pai era pastor vinculado à Igreja Presbiteriana da Escócia, que, por sua vez, mantinha estreita relação com a Igreja Reformada da Holanda, o que foi importante para impressionar Murray com o fervoroso espírito cristão holandês. Andrew experimentou o novo nascimento aos 16 anos, na Holanda. Após isso, dedicou muito tempo, muitas madrugadas, a orar por um avivamento em seu país e a ler sobre experiências desse tipo ocorridas em outros países.

Foi para a Inglaterra com 10 anos e quando retornou para a África do Sul como pastor e evangelista, levou consigo um reavivamento que abalou o país. Seu ministério enfatizava especialmente a necessidade de os cristãos habitarem em Cristo. Isso foi despertado especialmente quando, ao voltar para a África, deparou-se com a grande extensão geográfica em que deveria ministrar. Aí começou a sentir necessidade de uma vida cristã mais profunda. Murray aprendeu suas mais preciosas lições espirituais por meio da Escola do Sofrimento, principalmente após uma séria enfermidade. Sua filha testificou que, após essa doença, seu pai manifestava “constante ternura, serena benevolência e pensamento altruísta”. Essa foi uma expressão de sua fé simples em Cristo e a Ele rendida.

Seu ministério, pela influência recebida do pai, foi caracterizado por profunda e ardente espiritualidade e por ação social. Em 1877, viajou pela primeira vez aos Estados Unidos e participou de muitas conferências de santidade nos EUA e na Europa. Sua teologia era conservadora, e se opunha francamente ao liberalismo. Em seus livros, enfatizou a consagração integral e absoluta a Deus, a oração e a santidade.

Durante os últimos 28 anos de sua vida, foi considerado o pai do Movimento Keswick da África do Sul. Muito dos aspectos místicos de sua obra deve-se à influência de William Law. Murray, assim como Law, Madame Guyon, Jessie Penn-Lewis e T. Austin-Sparks, experimentou o Senhor de forma muito profunda e se tornou um dos mais proeminentes no movimento da vida interior.

Foi acometido de uma infecção na garganta em 1879, a qual o deixou sem voz por quase dois anos. Foi curado dela na casa de uma família cristã em Londres. Como resultado dessa experiência, veio a crer que os dons miraculosos do Espírito Santo não se limitavam à igreja primitiva. Para ele, uma das características da vida vitoriosa era uma profunda e silenciosa percepção de Deus e uma intensa devoção a ele.

Por crer no que Deus pode fazer por meio da obra de literatura, Murray escreveu mais de 250 livros e inúmeros artigos. Sua obra tocou e toca a Igreja no mundo inteiro por meio de escritos profundos, incluindo The Spirit of Christ (O Espírito de Cristo), The Holiest of All (O Mais Santo de Todos), With Christ in the School of Prayer (Com Cristo na Escola de Oração), Abide in Christ (Habite em Cristo), Raising Your Children for Christ ( CRIANDO SUAS CRIANÇAS PARA CRISTO )

John Patton, O desbravador das ilhas dos canibais


Em 1856 John Paton estava fazendo os preparativos finais para servir como missionário em uma ilha do Pacífico Sul. Um senhor mais velho protestou : "Os canibais! Você será comido pelos canibais!". John Paton respondeu : "Sr. Dickson, o senhor já está avançado em anos, e sua própria perspectiva é: logo serei colocado em uma sepultura para ser comido por vermes; e eu confesso ao senhor que, se eu puder viver e morrer servindo e honrando o Senhor Jesus, não fará para mim a menor diferença se vou ser comido por canibais ou por vermes; e no Grande Dia, meu corpo ressurreto se levantará tão sadio quanto o seu, à semelhança do nosso Redentor que ressuscitou. Postado por Juliana / Compartilhando Missões às 17:41 ************************************************************************************************* O EXEMPLO DE UM PAI QUE ANDAVA COM DEUS A Chave da Coragem de John Patton que enfrentou os terríveis comedores cabeça das ilhas hébridas John G. Paton foi um missionário no arquipélago das Novas Hébridas, hoje chamadas Vanuatu, no Sudeste do Pacífico. Ele nasceu na Escócia em 1824. Escrevo a respeito dele por causa da coragem que ele demonstrou durante os seus oitenta e dois anos de vida. Quero ser corajoso na causa de Cristo. E, em especial, desejo que meus filhos também o sejam. Por isso medito sobre a coragem de outros. De onde ela vem? Quando procuro descobrir as razões por que John Paton era tão corajoso, uma das razões que encontro é o profundo amor que ele tinha por seu pai. O tributo que John Paton prestou ao seu piedoso pai já vale o preço de sua Autobiografia (que ainda está sendo impressa). Talvez devido ao fato que tenho quatro filhos (e Thalita), chorei quando li esta parte da autobiografia de John Paton. Encheu-me de anelo por ser um pai como aquele. Havia um “quartinho” em que o pai de John Paton orava, como regra, depois de cada refeição. Os onze filhos conheciam esse lugar, respeitavam-no e aprenderam algo profundo a respeito de Deus. O impacto sobre John Paton foi imenso. Mesmo que uma catástrofe indizível pudesse banir de minha memória tudo o que diz respeito à religião (e que tais coisas fossem apagadas de meu entendimento), minha alma ainda se recordaria daquelas cenas antigas; se fecharia novamente no Pequeno Santuário e, ouvindo os ecos daqueles clamores a Deus, resistiria a todas as dúvidas com o vitorioso apelo: “Ele andou com Deus, por que não eu? Não posso explicar o quanto as orações de meu pai me impressionaram, naquele tempo. Nenhum estranho poderia compreendê-lo. Quando, de joelhos, com todos nós ajoelhados ao seu redor, em culto familiar, ele derramava toda a sua alma, com lágrimas, em favor da conversão do mundo pagão à adoração a Jesus, bem como em favor de necessidades pessoais e familiares, todos nos sentíamos como se estivéssemos na presença do Salvador vivo e aprendíamos a conhecê-Lo e amá-Lo como nosso divino Amigo. Uma das cenas capta melhor o amor entre John Paton e seu pai e o poder do impacto sobre a vida de inflexível coragem e pureza de John. Chegou o tempo em que, aos vinte anos de idade, o jovem John Paton deixou a sua casa e foi para Glasgow, estudar teologia e tornar-se um missionário urbano. De sua casa, em Torthorwald, até a estação ferroviária, em Kilmarnock, havia uma jornada de setenta e oito quilômetros. Quarenta anos depois, Paton escreveu: Meu querido pai caminhou comigo os primeiros dez quilômetros da jornada. Seus conselhos, lágrimas e conversa espiritual naquela jornada de partida ainda estão vivos em meu coração, como se tivessem sido ditos ontem. E lágrimas escorrem em minha face tão livremente agora como naquele dia, sempre que a memória me conduz àquela cena. No último quilômetro desta parte da jornada, caminhávamos juntos em silêncio ininterrupto — meu pai, conforme o seu costume, levava o chapéu na mão, enquanto seus longos cabelos loiros (naquela época, loiros, mas nos anos de velhice, brancos como a neve) escorriam sobre os ombros. Seus lábios se moviam em oração silenciosa em meu favor. E suas lágrimas jorravam imediatamente quando nossos olhos contemplavam um ao outro, em olhares para os quais todas as palavras era vãs! Paramos no ponto de despedida. Ele segurou com firmeza a minha mão, por um minuto, em silêncio, e disse solene e afetuosamente: “Deus te abençoe, meu filho! O Deus de teu pai te faça prosperar e te guarde de todo o mal! Incapaz de falar mais alguma coisa, os seus lábios continuaram a se mover em oração silenciosa. Em lágrimas, nos abraçamos e partimos. Corri o mais depressa possível e, quando estava para virar em uma curva da estrada, onde ele me perderia de vista, olhei para trás e o vi ainda de pé, com a cabeça sem chapéu, no lugar em que o havia deixado — olhando para mim. Acenando o meu chapéu em despedida, rumei para a curva e sai de vista por um momento. Meu coração, porém, estava muito sobrecarregado e sentido, para eu seguir adiante; por isso, corri para um lado da estrada e chorei por um tempo. Então, levantando-me cautelosamente, subi um barranco para ver se ele ainda estava onde o havia deixado. E, naquele exato momento, eu o vi subindo o barranco, procurando-me! Ele não me via; e depois de procurar-me atentamente, por alguns instantes, desceu o barranco, fixou seus olhos em direção ao lar e começou a voltar — com sua cabeça ainda descoberta e seu coração, eu tinha certeza, erguendo-se em orações por mim. Eu o via através das lágrimas até que sua forma desapareceu de meu olhar. Então, apressando-me na jornada, votei, com sinceridade e muitas vezes, que com a ajuda de Deus nunca entristeceria nem desonraria um pai e uma mãe como os que Ele me dera. O impacto das orações, da fé, do amor e da disciplina do pai de John Paton foi incalculável. Que todo pai leia estas palavras e encha-se de anelo e firme resolução de amar desta maneira. Extraído do livro: Penetrado pela Palavra John Piper ************************************************************************************* HISTÓRIAS MISSIONÁRIAS Conta-se a história de John Paton, missionário nas Ilhas Nova Hebrides. Tarde da noite, um grande grupo de nativos hostis cercou a missão em que Paton trabalhava. O objetivo era queimar a missão e matar a família missionária e todos os outros funcionários. Possuídos de ódio pelos cristãos, o grupo preparou-se para invadir o local. A família Paton e os outros funcionários esperaram e oraram a noite inteira, rogando a Deus por livramento. Ao raiar do novo dia, os funcionários da missão ficaram maravilhados ao ver os invasores fugirem. Aproximadamente um ano mais tarde, graças à atuação do Espírito Santo e ao trabalho fiel da família Paton, o chefe da tribo entregou o coração a Cristo. O mesmo chefe, que quase um ano antes havia planejado o ataque à missão, tomou a decisão de seguir a Jesus. Lembrando-se daquela noite terrível, Paton perguntou ao chefe o que o impediu de queimar a missão e assassinar todos os funcionários. O chefe respondeu surpreso: “Quase atacamos, mas ficamos surpresos em ver que éramos em menor número do que vocês. Quem eram todos aqueles homens que vigiavam a sua casa?” Boa pergunta! Paton não tinha a menor ideia de quem eram aqueles homens. O chefe ficou com medo de atacar e decidiu fugir ao ver centenas de homens de grande estatura munidos de espada cercando a missão. É possível vivermos sem nos darmos conta da presença dos anjos comissionados a nos proteger? Em sua opinião, até que ponto ainda é válida a promessa de Deus de apoiar e defender o Seu povo com anjos poderosos?

9 de agosto de 2011

Smith Wiglesworth







-"Não sou movido por aquilo que vejo ou ouço; sou movido por aquilo em que creio.".

-"Deus nos quer tanto que tornou as condições o mais simples possível: "apenas creia".".

-"Deus sempre se voltará para você de uma maneira especial se você simplesmente ousar crer nele.".

-"A fé é o grande fator operativo. Quando cremos em Deus todas as coisas são fáceis.".

-"Deus não quer que sejamos rígidos ou críticos, mas que sejamos cheios com o Espírito

- Fonte: Frodsham, Stanley Howard (1948). Smith Wigglesworth: Apostle of Faith. Springfield, MO: Gospel Publishing House.





Muitas pessoas dizem que o quinto capítu­lo de Mateus se refere à época do Apocalipse, e que, por isso, elas não podem colocá-lo em prática hoje em dia. Por conseguinte, elas evi­tam este capítulo sem investigá-lo com cuida­do. Porém, para o adulto espiritual, encontra-se algo de celestial na verdade dessa passa­gem. Os cristãos maduros podem chegar ao nível de não ter comunhão com as trevas e de não serem conhecidos pelo mundo. Smith Wigglesworth

Muitos são levados à nova vida através do Espírito de Deus e depois, como os gálatas, que corriam bem no início, tentam aperfeiçoar-se a si mesmos nos parâmetros do legalismo. São pessoas que dão meia-volta, deixando a vida no Espírito e vivendo uma vida natural. Deus não se agrada do homem que perdeu a visão. A única coisa a fazer é arrepender-se. Não tente encobrir nada. Se você tropeçou em algum ponto, confesse-o. E depois olhe para Deus a fim de que Ele o conduza a uma fé sólida na qual sua caminhada inteira será no Espírito”.


“Deus valorizou bem a sua Palavra. Ele a chama de: “FOGO”, “MARTELO”, “ESPADA”. Ora o fogo queima; Um golpe de martelo fere, esmaga; Um golpe de espada corta e provoca muita dor. Quando a Palavra de Deus é proclamada no poder e na unção do Espírito, serão exatamente estes resultados: queimará como fogo; despedaçará como um martelo; trespassará como uma espada. A dor espiritual e psíquica será tão severa e real como a dor física. Em caso contrário, há algo errado ou com a mensagem ou com o mensageiro”.

“Existem muitas igrejas onde jamais se faz o tipo de oração de At. 4:31. É uma igreja que não sabe orar e clamar, nunca será sacudida. Se você frequenta um lugar como esse, pode muito bem dizer: “Icabode – a glória do Senhor se retirou de sobre o átrio”. Somente quando os homens aprendem o segredo da oração e da adoração, é que Deus se aproxima. Quando todo o povo comparecer, orar e adorar como fizeram os primeiros discípulos, algo acontecerá. Os que estiverem presentes vão pegar fogo e querer voltar. Contudo, não terão nenhuma utilidade num lugar onde tudo é formal, seco e morto. Está na hora do povo de Deus aprender como clamar com fé enquanto contemplam o poder eterno de nosso Deus, para Quem é perfeitamente possível ressuscitar os mortos. Você deve aprender e se apropriar da vitória e gritar na cara do diabo: “Está feito”!. Não há ninguém que possa duvidar se aprende a clamar. Tudo será diferente e coisas tremendas acontecerão.”

Você tem coragem de viver das promessas de Deus? Você crê mesmo em Deus? Você se aventura a permanecer firma no testemunho da Palavra? Qual testemunho? – Se creres, verás a glória de Deus. Você será peneirado como o trigo. Você será provado. Você será levado a situações nas quais será necessário confiar absolutamente em Deus. Não existe isso de alguém ser tentado além do que Deus permitir. A tentação virá, porém Deus estará contigo bem na hora para lhe dar o escape. E quando tiver sido provado, Ele fará você resplandecer como ouro. Toda provação tem a finalidade de levá-lo a uma posição mais elevada em Deus. A provação que testa sua fé o colocará num nível maior de certeza de que a fé divina se manifestará nas próximas provas. Nenhum homem tem capacidade para alcançar qualquer vitória, exceto pelo poder de Cristo ressuscitado. Você jamais será capaz de dizer: “Eu fiz isso ou aquilo por mim mesmo”. O seu desejo será glorificar a Deus em tudo. Se você está seguro da sua posição, se tem o Cristo vivo dentro de você, então conseguirá rir quando as coisas piorarem. Isso é sinal que Deus o tem alicerçado e fundamentado em Cristo, pois somente quando estamos cheios do Espírito Santo, é que nos tornamos firmes e inabaláveis. Deus nos guiará por casa passo na vida.”
adorandonanet.blogspot

livros
o essencial de Smith Wigglesworth

SADHU SUNDAR SINGH, o apóstolo dos pós sangrentos

O AMOR DE DEUS: Se dois homens amarem a mesma pessoa, tornar-se-ão rivais e terão ciúme um do outro. Isto não acontece com referência ao amor do homem a Deus. Um indivíduo que ame a Deus não terá ciúme de outros que o amem também. Ele sentir-se-á triste, se eles não o amarem. A razão desta diferença entre o amor humano e o divino é a infinidade do amor de Deus. O homem não pode corresponder com igual afeição a todos os que o amam, visto que sua capacidade de amar é limitada, mas Deus não tem limite em seu amor, e, portanto, é suficiente para todos. Fonte: Livro Realidade e Religião - Sundar Singh - Centro Brasileiro de Publicidade - 1935. A VIDA FUTURA: A crença na vida futura é característica de todos os povos e em todos os tempos. Os desejos importam numa realização possível. A sêde testifica a existência da água, e a fome, de alimento. O desejo de viver eternamente é em si uma prova de sua realização. Além disto, temos desejos mais nobres do Espírito que não podem ser satisfeitos neste mundo. Portanto, deve haver outro mundo espiritual em que estes desejos sejam cumpridos. O mundo material não pode de forma alguma satisfazer nossos desejos de espiritualidade. As aspirações da alma só podem ser satisfeitas por Deus que a criou, bem como a sêde espiritual que lhe é inerente. Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, portanto, o homem tem em si algo da natureza divina, que aspira a ter comunhão com ele. E quando estamos enraizados no Ser Eterno, ficaremos satisfeitos e gozaremos Vida Eterna n'Ele. Fonte: Livro Realidade e Religião - Sundar Singh - Centro Brasileiro de Publicidade - 1935.


PARA NOSSA REFLEXÃO: ♥Quando permanecemos à beira de um precipício e olhamos para o mesmo, ficamos tontos e com medo, ainda, que seja de pouca profundidade. Mas nunca temos receio de contemplar os céus, ainda que nossos olhos divisem distâncias muito maiores. Qual a razão? Porque não podemos cair para cima. Há contudo, um perigo de cairmos para baixo e sermos reduzidos a pó. Contemplando o Eterno, sentimos que estamos seguros n'Ele e que não há perigo algum. Mas quando nos afastamos d'Ele, nos amedrontamos, porque nos desligamos da Realidade, e podemos ser aniquilados completamente. Fonte: Livro Realidade e Religião - Sundar Singh - Centro Brasileiro de Publicidade - 1935. ♥As algas marinhas são tão delicadas que ao bater de uma onda ficariam completamente destruídas. Quando há o menor indício de uma tempestade, elas mergulham no fundo do mar, afastando-se o mais possível da tempestade e das ondas. Quando o homem de oração antecipa os ataques do pecado e do sofrimento do mundo, imediatamente mergulha no oceano do amor divino, onde há paz e calma eternas. Fonte: Livro Realidade e Religião - Sundar Singh - Centro Brasileiro de Publicidade - 1935. ♥A paz maravilhosa que o homem de oração sente, quando está orando, não é resultado de sua própria imaginação ou de seu pensamento, mas o resultado da presença divina na alma. Fonte: Livro Realidade e Religião - Sundar Singh - Centro Brasileiro de Publicidade - 1935. TAL QUAL A FRAGRÂNCIA DAS FLORES: Passando por uma aldeia no Himalaia, vi um monte de lixo. O mau cheiro era tanto que me causou náuseas. Dias depois passei novamente pelo mesmo lugar. Percebi que um odor suave cobria o mau cheiro. Surpreendido, fui investigar o caso e verifiquei que haviam nascido ali flores que espalhavam ao redor o seu perfume. O calor e a luz do Sol deram às flores beleza e fragrância. O lugar era imundo, mas a própria imundície servia de adubo. Também nós vivemos num mundo sem limpeza e malcheiroso. Mas se, como as flores, tivermos os corações abertos para o Sol da Justiça e a sua fragrância, e as coisas do mundo, como adubo, nos auxiliarão na vida espiritual. Fonte: O Apóstolo dos Pés Sangrentos - Boanerges Ribeiro - Editora CPAD.
PALAVRAS LUMINOSAS: ♥A chuva e os vendavais trazem destruição, porém também limpam a terra de pestes e enfermidades. Do mesmo modo, o sopro do Espírito nos transmite seu poder e em sua força, nos traz saúde espiritual e a felicidade. Do mesmo modo que um terremoto pode abrir poços de água doce ao entrar em erupção no deserto, fazendo com que a terra seja exuberante e frutífera, o sofrimento pode violentar nossas vidas e fazer brotar de nossos corações mananciais de água da vida. Então refrescantes correntes de agradecimento e gozo fluirão donde antes havia lamentos e queixas. ♥Meu Senhor e meu Deus, só tu és capaz de saciar a fome e a sede de meu coração, pois tu o criaste para ti e para mais ninguém. Toma conta de minha vida e sê meu senhor para sempre. ♥O clima determina a forma, a cor e o crescimento das plantas e das flores. Na selva, muitas vezes observamos insetos que tem adquirido a forma e a cor das verdes folhas com as quais se alimentam. Nas neves do norte, a pele do urso polar tem a mesma brancura da neve. O tigre de Bengala tem listras na pele, como os maciços de juncos de onde vivem. ♥Quando uma esponja está na água e a água encharca a esponja, podemos seguramente afirmar que a água não é a esponja nem a esponja é a água. Da mesma forma, quando eu mesmo me encontro submerso em Deus, Deus plenifica meu coração fazendo com que eu fique em completa união com Deus, porém eu não sou Deus e Deus não sou eu. Somos distintos, porém não separados. ♥Se nós não fizermos uso das faculdades espirituais que nos tem sido dadas, as perderemos. É o que sucede, por exemplo, com os peixes que tem vivido prolongadamente na escuridão de águas profundas. Tem vivido tanto tempo nestas condições que se encontram completamente cegos. ♥Se permanecermos em comunhão com Deus, nossos hábitos e disposições e inclusive nossa aparência mudam totalmente. ♥Sempre que abrimos nossos corações a Deus recebemos um alimento espiritual e crescemos mais e mais em semelhança de Deus até que alcançamos a madureza espiritual. E uma vez que abrimos nossos olhos espirituais e vemos a presença de Deus, encontramos a indescritível e interminável glória. ♥Sentar aos pés do Mestre em súplica é a maior faculdade de teologia do mundo. Sundar Singh buscou Deus no siquismo, no hinduísmo, no budismo e no islã. Expôs-se também ao cristianismo durante um ano, numa escola local mantida por missionários presbiterianos norte-americanos, mas quanto mais ouvia do Novo Testamento, mais rancoroso ficava em relação a ele. Deixou a escola. Quando via missionários em público, ofendia-os, e mandava os servos de seu pai fazerem o mesmo. Por fim, queimou um exemplar do Novo Testamento em público para expressar sua indignação.

Depois, Sundar Singh percebeu que sua fanática oposição ao cristianismo disfarçava uma atração secreta por ele. Seu pai reprovava tanto seu ato de queimar uma Bíblia quanto sua obsessão pelas religiões indianas habituais, e se perguntava se o filho não estaria perdendo a sanidade mental. De fato, em 17 de dezembro de 1904, com 15 anos de idade, Sundar Singh despediu-se do pai, anunciando que cometeria suicídio antes do desjejum. Ele efetivamente planejava deitar-se na ferrovia perto de sua casa e deixar que o trem expresso das 5 da manhã passasse por cima dele, para poder se encontrar com Deus no além.

Às 3 da manhã de 18 de dezembro, ele se levantou e tomou um banho frio, conforme o costume hindu. Então suplicou repetidamente a Deus que se revelasse a ele antes da chegada do trem. De repente, uma luz tão intensa brilhou em seu pequeno quarto que ele olhou à volta para ver se a casa não estaria pegando fogo. Depois surgiu uma nuvem luminosa, e nela ele viu, irradiando amor, a face de um Homem. Em perfeito hindustani, a língua nativa de Sundar Singh, o Homem lhe disse: “Por que me persegues? Lembra-te de que dei minha vida por ti na Cruz”. 5

Mais tarde, Sundar Singh viria a escrever: “O que vi não foi imaginação minha. Até aquele momento eu odiava Jesus Cristo e nunca o cultuara. Se eu estivesse falando de Buda, seria possível que fosse imaginação, pois eu estava habituado a cultuá-lo. Mas não foi sonho. Quando se acabou de tomar um banho frio, não se sonha! Era realidade; era o Cristo Vivo!” 6

Sundar Singh prostrou-se diante de Jesus e o adorou. Sua alma foi finalmente invadida por paz e júbilo. No desjejum, ele disse ao seu pai, que estava perplexo: “O velho Sundar Singh morreu; eu sou um novo ser”. 7 Obviamente sua conversão se assemelhava muito à do apóstolo Paulo, e ele falava dela a todos que o quisessem ouvir.

Para seu pai, a conversão cristã de Sundar era ainda menos aceitável que sua antiga inimizade com o cristianismo; ele considerava o filho um louco. A família o pressionou a abandonar sua nova fé, e, por fim, o expulsou de casa. Diz-se que a última refeição que ele fez em casa estava envenenada. Seu amigo Gardit Singh, que se tornara cristão na mesma época, de fato morreu após comer comida envenenada. Com o alvoroço local, a estação missionária teve de ser fechada, e os cristãos do povoado se mudaram para longe, em busca de segurança.

Sundar Singh foi estudar a Bíblia em uma estação missionária médica. Era ilegal ser batizado antes dos 16 anos, por isso ele foi batizado como cristão anglicano em seu aniversário, em 3 de setembro de 1905. Seu professor o aconselhou a fazer curso teológico, mas ele, em vez disso, se sentia chamado a pregar o evangelho como sacerdote indiano tradicional.

Trinta e três dias após seu batismo, Sundar Singh vestiu o manto amarelo de linho usado pelos hindus celibatários e partiu, levando somente um Novo Testamento em hindustani e um cobertor que ele costumava enrolar em torno da cabeça, como um turbante. Não usava dinheiro e nunca pediu nada. Quando ninguém lhe oferecia alimento ou abrigo, passava sem eles. Também não possuía a adaga que os homens sikh costumam carregar para se proteger. Quando lhe perguntavam se as pedras não feriam seus pés descalços, ele respondia que seus pés eram tão duros que eles é que feriam as pedras.

Como um sikh típico, Sundar Singh tinha pouco mais de 1,80m de altura, barba espessa e olhos escuros brilhantes. Seu olhar transmitia uma profunda paz interior, o que atraía as pessoas a ele. Em pé, seu corpo era bem aprumado. Crianças e animais sempre eram atraídos por ele. Amava brincar com crianças e tinha um bom senso de humor. Quando falava de Jesus, seu semblante inteiro se iluminava, irradiando júbilo. Depois da visão que teve, em 18 de dezembro de 1904, só um interesse e paixão ardiam em seu coração: servir Jesus.

Assim, perambulou pela Índia, Afeganistão e Caxemira, pregando o evangelho de Cristo. Uniu-se a Samuel Stokes, um missionário norte-americano que deixara para trás sua família abastada para tentar viver na Índia como São Francisco de Assis. Juntos, os dois amigos trabalharam numa colônia para leprosos e depois no Hospital de Doenças Contagiosas, em Lahore.

Em 1909, seguindo o conselho de amigos, Sundar Sing tornou-se estudante de teologia na Faculdade Saint John’s Divinity, em Lahore. Continuou sendo anglicano por toda a vida e pregava frequentemente em igrejas anglicanas, mas como pregador, recusava-se a ser vinculado a uma denominação. Para ele, todos os cristãos eram um. Sundar Singh também respeitava as religiões que o alimentaram na infância, e as via plenificadas em Cristo. Ele acreditava em dar às pessoas a água viva de Deus na taça da própria cultura delas, não numa taça estrangeira. Sentiu um chamado especial para pregar nas terras perigosas e inacessíveis do Tibete, e fez, a pé, muitas viagens quase impraticáveis para lá.



Certo dia, sentado numa rocha, vi abaixo de mim um pássaro que caminhava vagarosamente. Abaixei-me para observar o que acontecia. Uma serpente arrastava-o para si, com seu poder hipnótico. Preso pelos olhos fascinantes do réptil, o pássaro inconscientemente aproxiamava-se cada vez mais. E quando chegou a determinado ponto, a serpente o agarrou com os dentes e devorou-o. Poderia ter fugido, enquanto estava longe.

Também Satanás tenta arrastar-nos para ele por processos ilusórios e agradáveis. Há apenas um modo de fugir-lhe: em lugar de voltarmos para o diabo os nossos corações, devemos fazê-lo em relação a Deus.




Fonte: Livro – O apóstolo dos pés sangrentos



Certa vez, no norte da Índia, lia eu um livro religioso em casa de um amigo e deparei com trechos que não entendia bem. O meu hóspede, doutor em Teologia e Filosofia, deu-me explicações que me pareceram inteiramente satisfatórias. Mais tarde, contudo, encontrei o autor, que explicou os mesmos trechos de modo inteiramente diverso.
Às vezes, homens instruídos enganam-se com o sentido das Escrituras. Para conhecermos a significação real devemos ir ao autor, isto é, devemos viver com o Espírito Santo, que é o verdadeiro autor das Escrituras.


Fonte: Livro – O apóstolo dos pés sangrentos.

Jesus entre os doutores da lei


















Certo dia, um homem apanhou um rolo de corda muito emaranhado e tentou desfazer os nós. Gastou horas nessa ocupação.
O seu filho pequenino, observando-o, tomou outra corda, prendeu-a em uma árvore
e fez um laço na extremidade. Depois colocou o pescoço no laço e enforcou-se, enquanto o pai tentava desfazer os nós.
Quando a mãe viu aquilo, correu ao local, gritando.
- Desgraçado... a criança esta a morrer! Em lugar de a salvares, desembaraça os nós que há na corda.
É o que acontece com as vãs especulações. O tempo que se gasta com elas poderia ser usado para salvar milhões de almas que perecem.

Sadu Sundar Singh
O Apóstolo dos Pés Sangrentos

Uncle Bud Robinson, das montanhas do Tenesse para as tendas de avivamento



"Oh Senhor dá-me resistência igual uma tora de madeira, costelas como as vigas debaixo do assoalho, ponha sapatos de ferro em mim e roupas como que galvanizadas, dá-me pele de rinoceronte e um vagão de trem cheio de determinação até as profundezas de minha alma e ajude-me a assinar o contrato de luta contra satanás até onde eu tiver forças e deixe-me esmurrá-lo até onde eu tiver punhos e mordê-lo enquanto eu tiver dentes e mastigá-lo até até o meu último suspiro aqui na terra. Tudo isto eu peço em nome de jesus, amém!

Todos os dias, nosso herói das montanhas orava desta maneira, muitos o ridicularizavam ou achavam falta de respeito mas para ele, isto lhe dava força para o combate, pois era desta maneira que ele via a vida cristã: como um combate. E Deus ouvia sua singela oração, pois nas montanhas do interior dos EUA, este amado irmãos levou milhares aos pés de Cristo Jesus.

Ele nunca foi pastor de igreja alguma. Também era iletrado e quase analfabeto e seu jeito de ser era bem esquisito, diferente das outras pessoas, mas é exatamente por esses comprotamentos que ele foi amado pelo povo e pela igreja do Senhor. Eles chamavam ele: Tio Bud. E assim era ele: Genuíno, sempre de bem com a vida, amigo e companheiro de todos, mas em seu estilo de vida, fazia clara distinção entre o certo e o errado, o santo e o profano.

Provavelmente, sua principal característica era o seu grande e constante humor. Ele falava com simplicidade e criatividade quase divinas, para nào dizer celestiais, era incomparável em seu estilo de evangelismo e por onde ele andava, multidões paravam para ouví-lo. Seu jeito de homem das montanhas, cativavam o povo, a ponto de ele se tornar conhecido até mesmo em outros Países e na Europa. Foi evangelista, escritor e humorista, escreveu 15 livros.

Ele nasceu em uma cabana, nas montanhas do Tenesse, sua família era muito pobre e cresceu junto com seus 12 irmãos. Não foi a escola e teve que trabalhar duro deste cedo. Quando ele tinha doze anos seu pai morreu e sua mãe mudou para o Texas, onde Bud foi trabalhar em uma fazenda e se atirou na louca vida de um cowboy texano: bares, tequila, festas e noitadas. Ele era conhecido como o durão entre os cowboys. Com vinte anos ele foi a um evangelismo de tenda e em um de seus bolsos tinha uma pistola e em outro um baralho, mas Deus falou com ele e depois de muita luta, entregou sua vida para Jesus. Logo que o evangelismo terminou, ele jogou sua pistola, queimou o baralho e correu para debaixo de um vagão onde deitou e clamou a Deus de todo o seu coraçào. Ali mesmo Deus fez dele um pregador do evangelho. No outro dia ele foi a uma igreja metodista próximo de sua casa onde foi batizado. Logo em seguida iniciou a escola dominical, mas logo pensou em desistir, pois nào sabia ler, mas ali na igreja convenceram ele a nào parar

Antes de completar um ano de sua conversào ele já tinha levado 300 pessoas a Cristo.
Uncle Bud ajudou muito o início da igreja do Nazareno e exército da salvação, e a Universidade Peniel d oTexas, viajando por todo País pregando em igrejas, acampamentos, retiros, encontros de avivamento e cruzadas evangelisticas.
Uncle Bud nunca foi um intelectual, mas ainda hoje é considerado um dos maiores evangelistas dos Estados Unidos. 

No dia de sua morte, este foi o artigo que saiu em um grande jornal:
“Um evangelista que pregou mais de 30.000 sermões e ganhou mais de 200.000 para Jesus Rev. Reubem “Uncle Bud” Robinson, is dead today( está morto hoje). O décimo terceiro filho de uma pobre família das montanhas do Tenesse, que tinha dificuldade para falar, não sabia escrever e nem soletrar seu próprio nome, quando se converteu aos vinte anos. Mas, com a ajuda do Senhor, ele venceu todos esses gigantes e iniciou seu espetacular ministério, o qual pregava por ano mais de 500 sermões e esteve no decorrer de sua vida em mais de setenta denominações. Morreu com oitenta e dois anos de idade e apenar de anlfabeto na juventude venderam os seus livros mais de 500.000 cópias.”

“Deus fêz correr um rio através de meu coração”


Robinson, Bud

"O homem que está satisfeito com o mundo é um homem sem Deus. O homem que tem a Deus não precisa mais do mundo " The man that is satisfied with the world is without God. The man that has God doesn’t need the world. - Sunshine and Smiles, (unknown printer/date; reprint, Noblesville, IN: J. Edwin Newby, 1976), 89.

THE HOLY MOUNTAINS Uncle Bud