20 de julho de 2012

T AUSTIN-SPARKS













Um fato impressionante sobre Austin-Sparks

Hosea Hu, um irmão americano, é biógrafo de T. Austin-Sparks. Ele esteve no Brasil certa vez e deu uma conferência sobre a vida de TAS, como era carinhosamente chamado por seus amigos. Eu ouvi parte de uma das mensagens. Desta, um fato me impressionou demais. Eu o reproduzo de memória aqui. O cerne da história é exatamente o que escrevo, e deixo de fora minúcias das quais não recordo a fim de não cometer enganos.

Nos Estados Unidos, determinado pastor, insatisfeito com sua vida espiritual, ouviu uma conferência com TAS. Sua primeira pergunta foi: “Que tradução da Bíblia ele usa, já que na minha eu nunca vi essas coisas que ele menciona?” O que aquele homem ouviu revolucionou sua vida. Ele, então, passou também a ensinar o que recebera.
Ele era pastor de uma congregação de classe alta. Seus ouvintes começaram a ficar descontentes com sua palavra, pois não era mais do tipo “palavra edificante”. Então, por meio de uma conspiração contra ele, foi demitido, acusado de insanidade mental.

Desempregado, ele começou a passar necessidades. Algum tempo depois, conseguiu um emprego de vendedor, mas pouco conseguia ganhar com seu trabalho. Mas permanecia fiel ao que ganhara do Senhor.

Por causa de sua fraqueza, teve um sério problema em um dos pulmões, que tinha de ser extirpado. Foi internado, e o médico era um de seus antigos pastoreados. A cirurgia foi realizada, mas, não se sabe porque razão, o pulmão são é que foi extirpado. Assim, tendo um único pulmão, e este comprometido pela doença, este irmão morreu cerca de dois meses depois.

O que havia no ensino de TAS que mudara tanto esse homem, a ponto de morrer por fidelidade ao que vira? TAS sempre enfatizou ao máximo a centralidade de Cristo e da cruz na experiência cristã. Tudo o mais se deriva disso. Tudo o que TAS ensinava era para levar seus ouvintes e leitores de volta para o próprio Cristo e para Sua cruz. Nada mais importa.


EXISTEM IGREJAS NO NOVO TESTAMENTO?
Ao lado da pessoa de Jesus Cristo, a Igreja foi, e continua a ser, o grande campo de batalha da História. Tanto é verdade que um número sempre crescente de livros, jornais, periódicos, “Concílios”, “Convocações”, discursos, etc. se ocupa dessa questão como uma preocupação primária. No entanto, a maior parte de todos eles é sujeito à controvérsia, assim justificando a frase “o campo de batalha”. Tudo isso é muito significativo, indicando que é uma questão primária e algo que ocupa uma posição de destaque em termos de nossa responsabilidade. Isso é certo e, talvez, muito mais do que tudo o que se escreve e se fala a respeito encerra. Trata-se de uma preocupação primária no campo cósmico como um todo, a esfera sobremundana, se formos levar a sério tanto a evidência prática como as afirmações definidas do Novo Testamento, como, por exemplo, toda a carta escrita aos efésios e, em particular, Efésios 3.10 e 6.12.
Pode parecer arrogante e ambicioso para nós, que somos de tão pequeno valor em nós mesmos e tão insignificantes como um pequeno pedaço de papel, pensar que podemos tratar dessa imensa questão a fim de obter alguma vantagem pessoal. Tendo essa como uma preocupação primária por tantos anos e tendo visto a Igreja e as igrejas em tantos lugares, do Extremo Oriente ao Extremo Ocidente, exercitando a oração sobre a questão, talvez nos possa ser dado algo para dizer que lance um pouco de luz nas sombras ou na escuridão da imensa confusão existente com relação à Igreja. Nossa principal preocupação é a questão das expressões da assembléia local da Igreja, pois somente nela o verdadeiro significado da Igreja pode ser levado ao imediatismo.

Temos de começar fazendo a pergunta que inclui tudo o mais e realmente expressa o problema segundo a opinião de muitos:

Podemos agora aceitar a possibilidade de haver verdadeiras expressões locais da Igreja do Novo Testamento?

Essa pergunta — e não são poucos, mas muitos, os motivos pelos quais ela tem sido feita — tem recebido, em razão de sua agudez, muitas respostas ou tem sido criticada de muitas maneiras. Algumas delas são as seguintes:

1. Uma grande facção de cristãos tem respondido com um definitivo “NÃO”, e eles tomam como base o que chamam de “a posição de total ruína”. Eles dizem que a Igreja está em ruínas irremediáveis e, conseqüentemente, uma expressão corporativa não é mais possível. Sem dúvida, eles relacionam isso principalmente à Igreja em seu aspecto universal; no entanto, eles colocam o assunto da expressão local bem próximo disso, argumentando que no fim dos tempos tudo será individual. Eles baseiam sua argumentação em Apocalipse 2–3, onde o Senhor se dirige “ao vencedor”.

2. Depois, há aqueles cuja resposta é que a única possibilidade agora é uma expressão aproximada da Igreja. Ou seja, pode não existir uma expressão plena e completa, mas algo que se compare a ela, provisório e parcial. Pode haver algumas características e devemos nos basear em algumas coisas que percebemos estar no Novo Testamento. Dentre os maiores exemplos, as principais denominações representam essa posição. Os presbiterianos, por exemplo, baseiam sua posição em uma interpretação da ordem da igreja do Novo Testamento, segundo a concepção deles. O mesmo acontece com os luteranos, congregacionalistas, batistas, metodistas, irmãos unidos, etc. Para cada um deles, emprega-se o termo “igreja”. No entanto, trata-se de um conceito que é uma solução conveniente para o problema da expressão local, a saber, uma aproximação parcial do que ela é.

3. Em seguida, há a resposta expressa pelo que se pode chamar de “sublimidade”. Ou seja, a Igreja é uma concepção e idéia sublime. Ela é idealista e devemos viver no campo abstrato de uma concepção sublime e não tentar trazê-la “para a terra” nem sermos práticos e exigentes em demasia na realidade. Essa resposta e interpretação são expressas no termo “a Igreja mística”, mas não prática.

4. Existem aqueles que acabaram com toda a idéia de Igreja, dando-a tanto por impossível como por desnecessária. Elas são definitivamente instituições e organizações cristãs, mas não uma Igreja ou igrejas. A esta categoria pertencem os quacres, o Exército da Salvação e um vasto número de grupos de missões e “Missões”.

5. Finalmente, para nosso objetivo, existem aqueles cuja resposta é bastante positiva! Sim, devemos voltar ao padrão do Novo Testamento e “ter igrejas do Novo Testamento”! Eles acreditam que o Novo Testamento contém um projeto definido para igrejas locais e estão comprometidos com a “formação” dessas igrejas onde for possível. Infelizmente, eles variam muito quanto a ensinamentos, ênfases e práticas, e alguns deles são caracterizados por excessos, anormalidades e exclusivismo.

O que diremos diante de todas estas coisas? Como observamos, todos estão mais ou menos errados ou certos (destacamos o termo “mais ou menos”, mas diríamos que alguns estão completamente errados) porque a verdadeira natureza da Igreja se perdeu ou não pode mais ser vista.

A História de Israel

A história de Israel possui muitos fatos para iluminar essa questão da Igreja. O Israel histórico foi constituído sobre os mesmos princípios eternos que a Igreja cristã. Na verdade, eles eram chamados de “a igreja1 no deserto” (At 7.38) e foram denominados eleitos de Deus. Pretendia-se que eles representassem no tempo, na terra, um conceito eterno e celestial, que, em tipos e símbolos, figurativa e temporalmente, engloba princípios espirituais e pensamentos divinos. Para o objetivo de nosso estudo, temos de limitar toda a questão aos principais princípios envolvidos na história de Israel. Dividimos essa história em duas fases. A primeira se deu antes do cativeiro na Babilônia, os setenta anos, e para lá os levou. A razão desse cativeiro foi pura e definitivamente idolatria. O cativeiro tratou com a idolatria e, depois disso, não houve mais idolatria do mesmo gênero em Israel. Mas, então, veio — e ainda existe — a segunda, ainda pior e mais longa, fase de juízo. Essa é revelada no segundo aspecto do ministério dos profetas. É óbvio que os profetas profetizaram com relação ao futuro imediato do cativeiro na Babilônia e na Assíria, e também com relação ao futuro. Esse segundo aspecto é freqüentemente discutido no Novo Testamento e aplicado, ou apresentado para que seja aplicado, àqueles tempos e eventos, com uma característica adicional de que os tempos pós-Novo Testamento (até os nossos dias) foram vistos. Mas, por que essa segunda mais longa e mais terrível relegação ao juízo? Por que a confusão, fraqueza e perda da presença e poder imediatos de Deus por parte de Israel e apenas a soberania de Deus por trás de sua história? A resposta está em uma frase: cegueira espiritual. “O endurecimento veio em parte sobre Israel” (Rm 11.25). Há uma grande quantidade de referências a esse fato nos Evangelhos, e tanto os ensinamentos como os milagres de Jesus estavam voltados para essa cegueira e contra ela. A visão dada aos cegos foi um testemunho para Israel, bem como para o mundo. Essa cegueira, no entanto, estava relacionada principalmente à Pessoa, ao significado e ao propósito de Cristo. Aquela intervenção na história foi uma missão para a remissão, restauração e restabelecimento daquele conceito eterno no coração de Deus, que era como “o mistério” em Israel. Ou seja, os princípios e propósitos espirituais ocultos em sua eleição e constituição temporal, e para expressar tudo isso em uma Pessoa que devia ser reproduzida pela igreja, como o Grão de Trigo, por meio da morte, sendo reproduzido na ressurreição em um corpo de muitos membros.

Nesse ponto atingimos a essência da verdadeira natureza da Igreja. A pedra de toque da Igreja é uma percepção, por meio da revelação e iluminação divina, sobrenatural, do Espírito Santo, da verdadeira importância e significado de Jesus Cristo e Sua missão. É óbvio que o notável apóstolo do “mistério”, a Igreja, veio a conhecer e compreender a verdadeira Igreja mediante a revelação de Cristo para ele e nele (Gl 1.16).

Ter uma visão real de Cristo é ver a Igreja, e somente desse modo uma verdadeira igreja pode vir a existir. Foi somente logo após o Senhor poder dizer a respeito de Pedro que carne e sangue não revelaram a verdade de Sua Pessoa (de Cristo) que, Ele, Cristo, fez a primeira declaração pública definida sobre a Igreja: “Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja” (Mt 16.18). Tudo isso significa que, fundamentalmente, uma verdadeira expressão da Igreja, em termos locais, não é mais, nem menos, nem outra senão a compreensão espiritual de Cristo por parte dos cristãos. A igreja, local ou universal, não é tradicional. Isso a faria perder seu caráter original e, conseqüentemente, tornar-se artificial. A Igreja não pode ser vista pelos olhos de outras pessoas2, quer seja pelos daqueles do passado (apóstolos, etc.) ou do presente (mestres).

Temos conhecimento de pessoas que vivem na presença de ensinamento por anos e se alegram nele, repetem-no e pensam que estão no melhor nível e, então, por fim, prova-se que elas não viram, na verdade, com seus próprios olhos espirituais ao contradizerem e descartarem tudo isso de modo tão fácil. Elas o viram mentalmente pela perspectiva de outra pessoa, o mestre ou o pregador. Quando Paulo viu, sua visão provocou um efeito nele que se tornou ele mesmo, e nenhuma parcela ou forma de sofrimento e frustração visível poderia fazê-lo desistir da “visão celestial” (At 26.19). Repetimos que todo o seu entendimento valioso e pleno da Igreja não veio, em primeiro lugar, de uma revelação de algo chamado “a Igreja”, mas de uma visão de Cristo no conselho eterno de Deus. Como o próprio fundamento, essa colocação responde, e de modo compreensivo, os cinco pontos que mencionamos anteriormente. É possível haver expressões locais da Igreja? A resposta é afirmativa, dadas a existência dessa visão e a compreensão de Cristo, e teremos de rejeitar o Espírito Santo e Sua obra caso digamos que essa visão não é possível agora (Ef 1.17,18).

No entanto, feita essa declaração, é necessário dizer algo mais quanto aos princípios essenciais de uma igreja local como um microcosmo da Igreja universal.

O primeiro fato (incluído no que dissemos acima) e o mais difícil de explicar, apesar de não o ser de experimentar, está naquela palavra mal-compreendida, detestada e não vista com bons olhos: espiritualidade. Não deve ser difícil entender porque qualquer cristão verdadeiramente nascido de novo sabe que há algo a seu respeito que não é apenas natural. Uma mudança na mentalidade, disposição, conceito e direção aconteceu nele. Ele apenas ficou diferente desde que aconteceu o novo nascimento. (O que estamos falando sobre a Igreja não tem sentido se não houve esta mudança fundamental.) No entanto, ainda temos de definir espiritualidade.

Como uma palavra e uma idéia, espiritualidade não é peculiar à Bíblia e aos cristãos. O mundo a utiliza. Na ida à uma galeria de arte, por exemplo, o visitante observa alguns quadros e continua andando. No entanto, outro quadro prende-lhe a atenção, pois há algo que transcende a tela, a pintura e um objeto retratado. Aquele quadro possui uma “atmosfera” que fala a seu respeito, que lhe toca as emoções, que instiga uma sensação de admiração — não se trata apenas de um quadro. Há algo mais a seu respeito do que o próprio quadro. A observação deste fator complementar é que há algo “espiritual” sobre ele. O mesmo pode ser dito de uma canção, da execução de uma peça musical, de uma construção adornada e formosa, de uma forma de culto, e assim por diante. Isso é o que o mundo chama de espiritual, mas o que eles realmente deveriam dizer é misticismo. Isso pode ser particularmente encontrado na literatura, e há uma categoria de escritores conhecida como místicos. A religião é um campo especial do misticismo.

Digamos de uma vez por todas, e com ênfase, que misticismo e verdadeira espiritualidade, de acordo com a Bíblia, são duas coisas completamente diferentes. Elas pertencem a dois campos diferentes. A primeira é temperamental ou uma questão de temperamento. Possui seus graus. A simples reação à beleza ou emoção, ou, em formas mais intensas, pode ser psíquica, fanática. Pode ser induzida por apelos patéticos e trágicos. Pode ser instigada pelo estímulo e paroxismos por meio de repetições, como as de refrões e encantamentos. Dessa forma, quer seja de modo suave ou extravagante, outro elemento pode aparecer ou dar caráter. A religião se presta particularmente para o místico nessas várias formas e graus.

No entanto, a espiritualidade da Bíblia da qual estamos falando é diferente. É o resultado de um novo nascimento por intermédio do Espírito Santo. Representa uma mudança de natureza e constituição, não a libertação e intensificação do que já existe. Na verdade, é um “totalmente outro”, assim como Cristo era, na realidade mais profunda de Sua pessoa, um totalmente outro. Nesse “outro”, Ele não era conhecido, entendido e explicável. Ele era inescrutável, não apenas misterioso, mas de outra ordem. Havia outra inteligência e consciência, outra capacidade e habilidade. Havia outra relação. Tudo isso é verdade no que se refere a cada cristão por ser “nascido do alto”3 (Jo 1.13; 3.6,7). A Igreja é o agregado desses cristãos em que o que é verdade a respeito de Cristo é verdade a seu respeito, com exceção da divindade.

Cristo e a Igreja são o significado espiritual de todos os símbolos, e Ele disse definidamente que, com Sua vinda, a antiga ordem de representações materiais e simbólicas havia cedido todo o lugar para aquilo que eles representavam. Não havia mais coisas para representar, senão aquilo que eles representavam sem essas coisas (Jo 4.20-24), e observe que o Evangelho de João e a Epístola aos Hebreus são dois notáveis documentos da principal transição do histórico, temporal e tangível para o espiritual. Os apóstolos foram movidos pelo Espírito Santo para aquela transição. Foi necessário que padecessem para que nascessem de novo4; contudo, eles venceram por meio da energia divina.

Portanto, espiritualidade, que é uma natureza e um atributo de caráter diferente e celestial, é o primeiro princípio básico da Igreja. Repetimos que a Igreja é o vaso e a incorporação “do mistério” tantas vezes mencionados no Novo Testamento, principalmente por Paulo. O mistério era e é o significado oculto das coisas e de Israel, mas agora é revelado para e na nova ordem, o novo Israel, a Igreja. O “mistério de Cristo” é o significado de Cristo, inescrutável para todos, exceto para aqueles que têm o espírito de sabedoria e de revelação no conhecimento Dele.

Local e Sobrenatural

Quando fez a notável declaração sobre Sua Igreja: “Edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18), nosso Senhor anunciou três coisas. Primeiro, que Ele estabeleceria uma entidade definida chamada de Sua Igreja. Segundo, que essa Igreja encontraria uma força de oposição com sua hostilidade total e final. Terceiro, que esse poder seria levado ao nível máximo e seria destruído, ou seja, se tornaria incapaz de prevalecer contra a Igreja. Nessa afirmação plena, há uma indicação muito definida da natureza fundamental de Sua verdadeira Igreja. Dissemos anteriormente que a Igreja é algo essencialmente espiritual e que a espiritualidade é seu princípio básico. Mas podemos ser ainda mais claros quanto ao que pretendemos dizer com espiritualidade? Podemos, utilizando uma palavra alternativa: sobrenatural.

A Igreja é Essencialmente Sobrenatural

A Igreja é a personificação do verdadeiro cristianismo, e o verdadeiro cristianismo é sobrenatural ou não é coisa alguma! É apenas no momento e no local em que a Igreja é completamente percebida e aceita que ela realmente existe e pode ser o poder que se pretende que ela seja.

Sobrenatural na Origem

Em primeiro lugar, o cristianismo5 e a Igreja (na verdade, termos idênticos) vieram do céu e ainda têm de ser continuamente recebidos e revelados a partir de lá. Essa é a própria verdade fundamental do próprio Cristo e da Igreja em todo indivíduo incorporado a ela. Esse é o ensinamento do Novo Testamento em todas as partes. A origem e a moradia de Cristo estavam no céu. O Evangelho de João e a carta de Paulo aos efésios constituem um argumento específico e enfático para essa afirmação e compreendem todo o Novo Testamento nessa verdade. No primeiro, a afirmação repetitiva de Cristo quanto à Sua origem celestial é a base de todas as coisas no Evangelho como um todo. São expressões do tipo “na verdade, na verdade”, “mais verdadeiramente”, e tudo o que está no Evangelho tem a finalidade de sustentar e evidenciar essa verdade.

Contudo, quando isso é reconhecido, o Evangelho e o restante do Novo Testamento voltam para afirmar do mesmo modo que a Igreja incorpora essa verdade e fato de Cristo. O capítulo 3 do Evangelho de João empregará a mesma linguagem — “na verdade, na verdade” — em conexão com qualquer indivíduo que entra na Igreja. Esse indivíduo, não importando se ele é o melhor exemplo e representante de Israel do Antigo Testamento (como Nicodemos) simplesmente não pode percorrer a linha do horizonte dessa nova criação; ele não pode atravessar a porta da natureza humana, da tradição, da “religião”; ele “deve nascer do alto”. Por meio desse nascimento, ele é constituído um ser sobrenatural na mais íntima realidade de seu ser — a isso Paulo chama de “nova criação”.

Então, de modo equivalente, a Igreja nasce do alto, no dia de Pentecostes. A diferença entre as mesmas pessoas antes e depois desse evento e a natureza corporativa da nova entidade são evidentes para todos os que têm olhos para ver. É sobrenatural.

Sobrenatural na Base

O que era, e é, verdade sobre a origem e moradia de Cristo e de Sua Igreja mostra-se ser, com fascinante evidência, a verdade sobre Sua sustentação e sobrevivência. “Pão do céu” (Jo 6.32, 51) apenas significa o poder que os recursos celestiais têm de sustentar e apoiar. Isso é visto em relação a dois fatos. Primeiro, na lei de total dependência de Deus e do céu, que é o próprio princípio da encarnação: “Aniquilou-se a Si mesmo” (Fp 2.7). Novamente, o Evangelho de João é uma constante declaração enfática disso. A repetição “na verdade, na verdade” é empregada para afirmar isso: “Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por Si mesmo não pode fazer coisa alguma” (5.19), e assim por diante. Pois em toda obra, toda palavra e todo tempo, Ele declarou que dependia de Seu Pai que está no céu. O Evangelho explica Seu humilde nascimento, Sua humilde criação, Seu último desamparo. Explica o fato de Ele ser “desprezado e rejeitado pelos homens”. No entanto, existiu uma vida e uma obra tão poderosa como a Dele?

O outro fato é em relação à Igreja. Quando consideramos o material humano do primeiro núcleo e, principalmente, seu crescimento; quando levamos em conta sua falta de bens e apoio deste mundo e quando pensamos em tudo o que estava contra ela de todo modo concebível, empenhando-se para aniquilá-la; e, em seguida, observa-se sua sobrevivência como uma entidade, há uma única palavra para descrevê-lo: sobrenatural! Reconheço que me admirei com a fé provada e triunfante de um homem como o apóstolo Paulo quando o vejo sofrendo como sofreu e quando leio seus próprios relatos de sofrimentos. A mente natural diria: “Este não é o apoio do céu”, mas temos o veredito de muitos séculos, e é a evidência e o veredito do sobrenatural.

Tudo isso inclui-se naquela repetição da expressão “na verdade” de João 6, onde, com uma alusão à vida de Israel no deserto, Jesus declara ser Ele mesmo o pão de Deus que veio do céu. Na verdade, Sua mente é tão forte, significativa e imperativa sobre essa questão que naquele capítulo Ele utiliza a repetição da expressão “na verdade” quatro vezes. O deserto sempre foi o símbolo ou imagem de um lugar fora do mundo, e o socorro e sustento em condições tão adversas à vida exigem recursos de outra esfera. A história da vida espiritual é a história do sustento sobrenatural secreto. Em silêncio e sem alarde, garantida e sem falta, suficiente e sem pobreza o maná descia, e o Senhor celestial da vida tem sustentado Sua igreja da mesma forma. Sim, embora fosse silenciosa e muitas vezes quase imperceptível aos sentidos naturais, ainda, na verdade, constitui-se uma obra de imenso poder. O Novo Testamento nos ensinará que o nascimento e sustentação da Igreja são réplicas da emancipação de Israel do Egito. Agora e naquela ocasião, o poder de Deus se estendeu e consumiu todo o poder do Egito e de seus deuses e, depois, anulou a própria morte.

A passagem do Novo Testamento que evidencia a Igreja de modo mais específico utiliza palavras como: “A suprema grandeza do Seu poder para com os que cremos” (Ef 1.19). Estamos longe de entender a terrível coisa que estava envolvida na morte e ressurreição de Cristo para guardar a Igreja em Deus!

Sem dúvida, já dissemos o suficiente para destacar a extrema importância de uma ou duas coisas: primeiro, mostrar no que a verdadeira Igreja está de acordo com a revelação do Novo Testamento. Se esse não é um equívoco dessa revelação, deve ser algo muito distinto. Ou seja, deve revelar uma diferença muito grande entre a verdadeira Igreja, por um lado, e aquela imensa coleção de coisas que leva o nome de Igreja, por outro; uma coleção sob a qual concentraram-se tantas instituições e concepções conflitantes.

A afirmação de que a verdadeira Igreja tem de estar de acordo com a revelação do Novo Testamento deve ser um corretivo para dois extremos. Um extremo é o de uma abrangência tão grande que negligencia a natureza fundamental e essencial do sobrenatural, da qual temos falado: o sobrenatural no novo nascimento de todos os indivíduos na Igreja. Também um corretivo para o extremo oposto de um exclusivismo não-bíblico que torna Cristo menor do que Ele realmente é por excluir da comunhão cristãos verdadeiramente nascidos de novo usando como base para isso alguma técnica particular de “proteção” ou alguma interpretação específica da verdade.

Além disso, se o que temos dito é uma verdadeira definição da Igreja e de sua natureza, então, sem dúvida, isso explica a perda de poder, impacto e influência sobrenatural. Isso também explica a confusão, a escassez de alimento espiritual para ovelhas famintas e a dispersão que é a estratégia especial de Satanás para roubar da Igreja sua vocação para receber o reino e reinar!

A explicação é que o grande poder da dependência total de Deus, que é a exigência categórica de Deus para a revelação de Sua própria glória, tem sido abandonado para buscar-se recursos no mundo por meios, métodos, modas, etc. a fim de fazer com que a obra de Deus tenha “sucesso”. Satanás não está nem um pouco preocupado com qualquer coisa que use seu próprio reino para a glória desses métodos! Ele até protegerá qualquer coisa que lhe dará um lugar. A maldição que está sobre ele e sobre este mundo sempre significará frustração, confusão e eventual vaidade para tudo que faz parte do seu reino; conseqüentemente, muitas destas coisas estão em uma igreja que é, com todo o respeito, deste mundo. A Igreja tem falhado grandemente em perceber o motivo pelo qual, em relação essencial com a missão e ministério de Cristo, a tentação de Jesus no deserto ocupou lugar em três dos Evangelhos; e nessa relação específica com o Evangelho de João que temos apresentado, o assunto ali revelado concentrou-se no capítulo 17, onde a ênfase de Jesus está no fato de Ele não ser deste mundo, e o mesmo com relação à Sua Igreja!

A igreja, tanto em seu aspecto universal como no local, que está constituída sobre princípios espirituais e celestiais terá alimento suficiente para suas próprias necessidades e para distribuir para o mundo todo6. Os famintos correrão em sua direção. Ela será um ímã espiritual que reunirá o povo de Deus em uma comunhão espiritual. Será, por essa razão, um objeto de atenção especial por parte de Satanás para desfazê-la. Mas, mesmo que ele tenha sucesso em destruir seus aspectos temporais, por meio do martírio, fogo, dissensões, dispersões, posições, etc., essa Igreja terá conquistado valores espirituais indestrutíveis e eternos, “porque as (coisas) que se vêem são temporais (transitórias, passageiras) e as que se não vêem são eternas” (2Co 4.18). O teste definitivo é o eterno!

Dissemos no início que, embora estejamos preocupados com a natureza da verdadeira Igreja universal, temos uma preocupação especial com a expressão local. Portanto, agora concentraremos nossa atenção nessa expressão.

Se levarmos a sério os três primeiros capítulos do livro de Apocalipse (e, sem dúvida, devemos fazer isso) ficaremos impressionados com a seriedade da preocupação do Senhor com as expressões locais. Uma incomparável apresentação do próprio Senhor é dada por meio de Ele julgar as igrejas de acordo Consigo mesmo. Cada aspecto dessa apresentação é um fator de julgamento. Então, é dado às igrejas uma definição simbólica de duas partes: a das estrelas e a dos castiçais. Deixando muitos detalhes para depois, observaremos agora que a característica comum a esses dois símbolos é a do poder do testemunho. É o elemento positivo de um desafio para as trevas do mundo. Tudo o que se segue com relação às igrejas, o aspecto e fator positivos da vida e influência espiritual é dominante e primordial. Toda controvérsia do Senhor com as igrejas, em qualquer aspecto específico, se concentra nesta última questão definitiva: o efeito positivo da igreja onde ela está. Existe um impacto no aspecto interior (candeeiro) e no exterior (estrelas)? Elas, as igrejas, estão dizendo algo explicável, eficaz e inconfundível? Elas causam um impacto que exerce influência sobre o que as cerca? Existe um poder espiritual dotado de efeitos? Enfim, a continuação de sua posição na economia divina — ser mantida ou “movida” — se encontra nessa questão. Muitas coisas são detalhadas como a causa da perda de poder, mas é essa perda que resulta no julgamento.

Tendo observado a questão inclusiva que determina todas as coisas em um testemunho local, continuamos a perguntar e a responder à questão: Quais são

As Características Essenciais de Uma Verdadeira Igreja Local?

Estamos tentando permanecer próximos e fiéis ao princípio geral de que a Igreja, tanto universal como local, é chamada para ser uma expressão de Cristo. É impossível ler o Novo Testamento sem observar que a presença de Cristo em qualquer lugar era a presença de:

Luz e Poder Celestiais

Temos mostrado que esse fato é a base do julgamento de Cristo sobre as igrejas. Em relação a Ele, não se tratava apenas da luz do ensinamento ou da doutrina: tratava-se do ensinamento personificado. Havia o ensinamento encarnado na raça humana. O ensinamento e as obras de Cristo formavam uma coisa única. Era uma luz muito prática! Era a luz de outro mundo. Se a lua governa a noite, ela o faz por meio da luz refletida do sol. Se as igrejas devem ter o poder da verdade, elas devem tê-lo porque propiciam um reflexo de Cristo nas trevas humanas. Uma expressão local de Cristo deve significar que há luz efetiva, tanto para o povo de Deus (os candelabros) como para o mundo (as estrelas)7. O povo que tem contato com essa igreja local deve sentir o poder do ensinamento, ser afetado por ele e dar frutos nele. Não se trata apenas de um teste, mas de um testemunho daquilo que o Senhor tem suprido. Por meio daquele vaso, recebe-se um povo que vive na luz celestial? O pecado é repreendido ou exposto? Os pecadores são convencidos? Os perplexos conseguem entender aquela apresentação de Cristo?

Vida Celestial

O Senhor disse que Sua vinda a este mundo era para “que eles tivessem vida” (Jo 10.10). Portanto, Sua presença em um lugar por meio da Igreja deve significar que todos os que vêm e vão registram haver ali uma existência celestial. Não apenas estímulo, barulho, atividades, etc., mas uma vida que não é deste mundo. [Onde Cristo está,] não existem formas e costumes sem vida. Não há coisa alguma monótona. A vida é mediada por tudo que tem um lugar e uma parte. Há uma elevação espiritual como a da vida de ressurreição, não depressão!

Alimento Celestial

Como vimos anteriormente, a presença de Cristo significava pão para os famintos. A compaixão de Cristo significava que Ele não suportava ver as pessoas vindo com fome e partindo na mesma situação. Uma verdadeira expressão local de Cristo significará que aquela reunião do Seu povo terá, não apenas para si mesma, mas terá superabundância para todos os espiritualmente famintos. Aquela será uma casa que oferecerá pão onde ninguém jamais deixará de ser suprido. Não apenas se encontrará alimento, mas este será ministrado para muitos que estão distantes.

Comunhão Celestial

Uma característica impressionante de Cristo, quando Ele estava presente fisicamente entre os homens, foi o modo como Ele transcendia as coisas que dividem os homens neste mundo. Ele não tentou fazer com que todas as pessoas e coisas fossem iguais por organização, instituição, denominação, classe, categoria, formas, sistemas, etc. Todo tipo e temperamento, se despojado de preconceito e hipocrisia, de coração aberto e consciente da necessidade espiritual, encontrou um terreno comum de comunhão e unidade em Cristo. Ele apenas se colocou acima do que servia de divisão e, em resposta a Ele, as pessoas perceberam que as coisas que as separavam simplesmente desapareceram. Cristo tornou-se o terreno comum a todas elas.

Assim deve acontecer em qualquer expressão local corporativa de Cristo. Questões de associação, denominação, seita, tradição, etc., não devem se levantar, mas simplesmente desaparecer na presença do ardor da comunhão e da inteira ocupação com Cristo. O único caminho efetivo para a verdadeira unidade e comunhão celestial é aquele que é mais elevado do que o campo do mundo: o amor do céu.

Ordem Celestial

Todas as quatro coisas que mencionamos como características de uma verdadeira expressão local da Igreja e de Cristo serão ajudadas pela presença ou ocultadas pela ausência de uma ordem celestial e espiritual. Todas as ordenações, posições, departamentos, devem acontecer pelo testemunho definido do Espírito Santo, não pela escolha de um homem, seja pela ambição de outros ou dele mesmo. Como resultado de muita oração por parte da igreja, isso deve ser manifesto onde a unção e os dons estão para que a função daqueles em qualquer posição de liderança definitivamente signifique que a igreja é inspirada, fortalecida e edificada. Não cumprir esta ordem celestial possibilitará a existência de um elemento de artificialidade, uma força para criar algo e fazer com que esse algo continue em andamento. O nível mais alto de genialidade sempre ficará muito longe da menor medida de inspiração divina. É essa inspiração divina que determina toda a obra e funções divinas. Não há esforço ou força onde a unção repousa, mas espontaneidade, liberdade e unção. O óleo sempre foi um símbolo do Espírito Santo, e onde Ele está as coisas devem-se mover como no óleo.

Este não é um modelo de todo impossível, mas é a expressão normal do senhorio e governo de Cristo. O que Deus requer Ele torna possível.

A Igreja: O Vaso Ungido

Nas Escrituras, há muitas maneiras pelas quais se fala da obra do Espírito Santo. Há o “recebimento”, o “enchimento”, o “batismo”, o “cumprimento” e o “dom”. Não é nosso objetivo considerar o significado dessa variedade de expressões, mas dar ênfase em uma: a unção. A unção, tanto no Antigo como Novo Testamento, é apresentada como geral e particular, compreensiva e específica.

O primeiro fato sobre o aspecto geral da unção é que, em virtude de o Espírito de Deus ser o Espírito que unge, a unção é Deus juntando e unindo e comprometendo a Si mesmo com qualquer coisa ou pessoa que seja ungida. Significa que sempre e onde quer que esteja a unção, ali Deus deve ser considerado. Tocar no que é ungido é tocar em Deus. Para obtermos um conhecimento verdadeiro dessa verdade e desse fato, temos apenas de ler aquelas passagens do livro de Números que tratam dos levitas, do tabernáculo e dos vasos nele usados. Vida e morte estavam ligadas a todos esses ungidos porque, por meio da unção, Deus estava ligado a eles. No Novo Testamento, este aspecto compreensivo relaciona-se em primeiro lugar a Cristo e, em seguida, à Igreja.

A própria palavra ou nome “Cristo” significa ungido: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré” (At 10.38). Deus estava comprometido com Ele. Tocar Nele era tocar em Deus, como a história tem provado. No final, todos serão julgados e seu destino determinado de acordo com sua atitude e decisão com relação a Jesus Cristo. Quantos detalhes tremendos essa verdade inclusiva compreende!

Quando passamos para a Igreja, descobrimos que, de acordo com o Novo Testamento,

A Igreja é o Vaso Ungido

No dia de Pentecostes, um grupo de mais de quinhentos homens e mulheres foi constituído como a Igreja de Deus pela unção do Espírito Santo (At 2.1-4). Aquele grupo era controlado pela liderança ungida do Senhor Jesus exaltado, pois a unção inclusiva sempre estava sobre a cabeça Dele. Daquele tempo em diante, a Igreja levou para o mundo a implicação de Deus: e soberanos, impérios e pessoas tiveram de se acertar com Deus na Igreja. Tudo o que era verdade sobre Cristo como o Ungido passou Dele, como Cabeça, para a Igreja, o Seu Corpo, não por causa do que as pessoas eram, ou são, nelas mesmas, mas pela unção, pois as pessoas ungidas são assim porque não permanecem em seu próprio terreno, mas no terreno de Cristo.

É certo no Novo Testamento que os cristãos verdadeiramente nascidos do alto e batizados têm a unção, e surpresa é manifestada se a evidência não se faz presente (At 19.2,3). Coloque ao lado dessa referência 2 Coríntios 1.21, entre outras. O lugar dos cristãos ser “em Cristo” os coloca sob Sua unção, ou Nele, como o Ungido.

No entanto, embora o Espírito Santo seja compreensivo e multi-facetado em significado, a unção é, em toda parte na Bíblia, o termo que apresenta o significado específico de posição e função, ofício e propósito. Diz-se que Satanás (Lúcifer) em sua posição caída foi o “querubim ungido para proteger” (Ez 28.14). É óbvio que se tratava de uma posição e função específicas. Assim, os profetas, sacerdotes e reis eram ungidos para sua posição e vocação. Do mesmo modo, o tabernáculo e todos os seus vasos e instrumentos eram ungidos para cumprimento de um propósito específico, e nada poderia ocupar um lugar ou cumprir um propósito divino sem a unção. Todas as coisas e pessoas tinham de ser ungidas para um uso e propósito específico e nenhum instrumento podia escolher sua função e posição ou realizar a obra de outro. Tudo isso fazia parte da lei de Deus de eficiência, eficácia, harmonia e bênção. A vida e a morte estavam ligadas a esse princípio.

A unção sempre esteve na soberania divina e nunca na escolha, poder ou nas mãos de homens. É muito sério receber ou ser colocado em uma posição que não tenha sido designada por Deus pela unção.

Quando vamos ao Novo Testamento, essa lei da unção é claramente reconhecível no que diz respeito tanto a Cristo como à Igreja. Primeiro, o ato de soberania, depois as muitas e diversas funções. O Novo Testamento é muito claro tanto nas principais ordenações, tais como apóstolos e profetas — que se relacionam principalmente à Igreja universal —, como nas funções específicas na expressão local da Igreja. O Espírito Santo é considerado aquele que retém os dons, funções, ordenações e realizações nas igrejas. É ordem de Deus; negligenciar, ignorar, violar e ultrapassar essa lei significa uma afronta ao Espírito Santo. Isso resultará em confusão, restrição e divisões. Onde os homens colocam as mãos em uma obra de Deus, a história subseqüente tem invariavelmente se dividido em duas partes: divisões e a relegação desses homens para um lugar onde impera o descrédito sobre eles e onde perderam a posição de utilidade plena. Por outro lado, não há outra verdade mais animadora e inspiradora revelada nas Escrituras do que que, por meio da unção, todos os membros de Cristo têm uma função e valor específicos. A unção é diferente da capacidade e qualificação naturais. O que tem menos dons naturais não está, por isso, desqualificado para o uso de Deus, e o que tem mais dons ou qualificações naturais não tem vantagem nesse caso. A unção é única. Vemos isso ao juntar 2 Coríntios 1.21, 1 Coríntios 1.26-30 e todo o capítulo 2 de 1 Coríntios.

No tabernáculo de Israel, houve grandes vasos sob a unção e havia instrumentos simples como os apagadores, mas até os últimos eram ungidos. Agora, tenha cuidado! Eram apagadores ungidos. Há muitas pessoas que tomam para si a função de apagadores. Elas apagarão qualquer coisa e acabarão com qualquer coisa. Os apagadores do tabernáculo não serviam para reduzir ou extinguir a luz do testemunho, mas para mantê-la viva e impedi-la de criar uma atmosfera desagradável. É necessário unção para esse ministério.

Há outra coisa de que devemos sempre nos lembrar: é que todo vaso, função e posição deriva-se do valor de sua relação com todos os outros. Na verdade, nenhum vaso, por mais que seja importante, tem significado ou valor separado dos outros. A unção é única, embora em uma diversidade de operações. As lâmpadas pedem os apagadores que, por sua vez, não têm sentido sem as lâmpadas.

Tudo o que dissemos aqui é apenas uma alusão e indicação de uma esfera muito ampla e importante da verdade divina; muitos volumes seriam necessários para esgotá-la e explicá-la. No entanto, sem dúvida, se esta é a verdade de Deus, basta – pelo menos – indicar

1. a verdadeira natureza da Igreja, das igrejas e sua função;
2. o motivo pelo qual há tanta fraqueza, confusão e perda do impacto divino;
3. o motivo pelo qual o inimigo está tão preocupado em imitar o Espírito Santo e, desse modo, acabar com a unção da qual uma vez foi privado.

Essa última questão será uma característica específica dos últimos tempos. Esse é o motivo pelo qual, nas Escrituras, a unção ocupava uma posição sempre próxima e decisiva junto com a guerra. Pense nisso!

A Expressão Local da Igreja

Antes de concluir nossa consideração sobre a Igreja, sinto fortemente que devo dizer algumas coisas de vital importância quanto à verdadeira expressão local da Igreja. Sei muito bem como é difícil encontrar uma expressão verdadeira e assegurar que ela o é, mas não há motivo para abandonarmos todo esse assunto. Antes de ser um indicador de seu valor, a história e experiência têm mostrado que essa é a única coisa de grande importância com a qual o adversário de Cristo se preocupa. Impedir ou destruir essas expressões sempre foi uma preocupação maior dos poderes do mal. A verdadeira Igreja, universal e local, é uma ameaça muito grande para o reino de Satanás. Enfatizamos isso nos primeiros capítulos. Contudo, resumamos:

1. A importância da Igreja em expressões locais

Em primeiro lugar devemos lembrar que uma seção sólida do Novo Testamento foi escrita especificamente para igrejas locais, as quais constituíram o primeiro resultado do ministério apostólico. Esse ministério, e todo o sofrimento envolvido, foi vindicado em grupos de reunião locais de cristãos. Foi por essas igrejas que os apóstolos padeceram, trabalharam, oraram e lutaram. A essência do Novo Testamento tem sua preocupação suprema com essas assembléias que conheceram grandes sofrimentos em sua origem e estavam em “uma grande batalha de aflição” por sua continuação e sobrevivência.

Por isso, devemos lembrar que a própria preocupação e avaliação pessoal do Senhor com relação às igrejas locais se fizeram muito evidentes por meio de Suas mensagens diretas para as sete igrejas na Ásia com as quais o livro do fim (Apocalipse) se inicia. Não há como interpretar mal a importância das igrejas locais para o Senhor exaltado quando lemos essas mensagens, cujo enfoque é uma oração que se encontra em uma delas: “Isto diz o Filho de Deus”. O salmista diria “Selá”, “Pense nisso”.

2. Essa importância deve ser vista nos valores específicos de uma reunião local, quando estiver em correto funcionamento

a) Aqui, o princípio de que “nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si” (Rm 14.7) é enunciado com relação à igreja local e deve ser aplicado às mensagens para as igrejas na Ásia. Diz-se da igreja em Éfeso que, por meio dela, “todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus” (At 19.10; veja 1Ts 1.8). Deve ser impossível a existência de uma assembléia local do povo de Deus sem que seja conhecida por uma região muito maior do que sua própria localidade. Um grupo vivo, mais cedo ou mais tarde, será conhecido no exterior pelo que ele tem da parte do Senhor.

b) Para ampliar a questão, uma igreja local deve ter não apenas pão espiritual suficiente para si, mas cestos cheios para distribuir, e muitos além de suas fronteiras devem estar sendo enriquecidos por sua saúde espiritual. A história não mostra quão evidente isso é? O povo de Deus não tem sido alimentado por anos até o dia de hoje com o pão ministrado para – e por meio de – aquelas igrejas do Novo Testamento? Não é verdade que multidões foram e ainda estão sendo alimentadas com o alimento ministrado em igrejas locais em muitos lugares no último século? Do mesmo modo teria feito o Senhor. A igreja que apenas ministra para si e não o faz para a Igreja como um todo está cometendo um pecado contra o direito da vida; ela se tornou uma via de mão única, não uma rodovia. Sem dúvida, é particularmente importante que o ministério em uma igreja local seja um ministério verdadeiramente ungido, não por qualquer ordenação, seleção ou decisão do homem, não pelos discursos instruídos e arranjados, mas pela iluminação e inspiração vinda de um céu aberto, não apenas fazendo com que algo continue em andamento como um dever, mas pela revelação de Jesus Cristo. Deve ser óbvio para todos que aqueles que lideram e ministram estão sob um encargo genuíno do Senhor, e a evidência disso é a vida!

c) A igreja local deve, e pode, ser um refúgio, um abrigo, uma proteção para seus próprios membros. Uma das principais táticas de Satanás é isolar os cristãos e depois derrotá-los. Isso pode ser feito por ações imprudentes e independentes e por escolhas, passos e decisões frutos da falta de conselho. A igreja por meio de suas orações, conselho e comunhão é uma provisão divina contra as tragédias que se encontram no caminho da independência e isolamento. Assim como a cooperação e a coordenação no corpo físico são uma provisão e uma lei contra muitas doenças, o mesmo acontece com os membros do corpo espiritual.

d) A igreja local deve fornecer ministérios pessoais para o povo de Deus e para os não-salvos, próximos e distantes, e oferecer uma proteção e apoio abrangente para a realização desses ministérios. Aqueles que se apresentam para o ministério da igreja devem saber que estão sendo defendidos e sustentados por aqueles com os quais andaram. Na verdade, eles devem prosseguir como enviados pela igreja!

A falta e ausência dessas características em organizações locais são a causa de tanta fraqueza na Igreja universal.

e) Por fim, uma igreja local que funciona corretamente é uma provisão maravilhosa para o treinamento de seus membros para a obra. O treinamento é principalmente uma questão de ser capaz de trabalhar corporativamente. O modo de viver e trabalhar com outras pessoas e afundar o individualismo na comunhão é uma parte verdadeira da disciplina que torna frutífero um ministério!

Há um perigo real no departamentalismo: a separação em grupos isolados de modo que esses grupos não alcancem uma vida e função corporativa da Igreja. É possível termos grupos associados à uma igreja local que realmente não possuem uma verdadeira vida da igreja. Isso significa fraqueza e perda. Além disso, a igreja local deve ser sua própria escola bíblica, para instrução sistemática na Palavra de Deus.

A leitura cuidadosa da Bíblia, principalmente do Novo Testamento, mostrará que tudo o que dissemos acima está contido nela como exortação, admoestação, advertência, instrução e exemplo.

Se eu tivesse de acrescentar outra coisa vital e todo-inclusiva, eu diria que o essencial absoluto para essas igrejas é uma verdadeira obra da cruz em todos os a ela relacionados.
_____________________

1 Em grego, a palavra usada nesse versículo é eclésia (que significa “chamados para fora”) traduzida, na maior parte dos versículos em que aparece, como igreja.
2 Ou seja, a visão, a percepção da realidade espiritual acerca da Igreja, é individual e deve ser buscada individualmente.
3 A palavra grega traduzida como “do alto” pode também ser corretamente traduzida para “de cima”. Ela é traduzida com esse sentido nos seguintes versículos: Mt 27.51; Mc 15.38; Jo 3.31; 19.11,23; Tg 1.17; 3.15,17.
4 O autor não está se referindo à regeneração; entendemos que o “nascer de novo” aqui refira-se ao processo pelo qual os apóstolos passaram na transição da velha aliança, com suas figuras e símbolos, para a nova aliança, na qual Cristo é a realidade de todas as coisas.
5 No sentido de fé cristã, não de organizações e movimentos cristãos ou da religião cristã.
6 O autor trata especificamente deste assunto no livro O Testemunho do Senhor e a Necessidade do Mundo, publicado por esta editora.
7 No sentido de que os candelabros representam a igreja em uma cidade, portanto, um testemunho coletivo do povo de Deus, enquanto as estrelas representam membros da igreja, indicando um testemunho individual diante do mundo.

(Extraído da extinta revista O Chamamento Celestial ano 2, n. 6, publicada por CCC Edições, janeiro de 2001. Traduzido por Valéria Lamim Delgado Fernandes. Os artigos que compõem esta edição foram originalmente publicados na revista A Witness and a Testimony, vol. 47, números 1-5, em 1969. Em sua forma original, o texto é uma transcrição das mensagens faladas. Por isso, quando necessário, fez-se adaptações no texto, procurando conservar, quanto possível, o estilo original. Nesses artigos, os termos “Igreja universal” e “igreja local” não são nomes próprios, ou seja, eles não identificam grupos cristãos, denominações, movimentos ou qualquer outra instituição que se utilize de algum destes termos. “Igreja universal” significa o Corpo de Cristo que inclui todos os membros, em todos os tempos e lugares, enquanto “igreja local” é a expressão desse Corpo em uma cidade.)

8 de maio de 2012

George Mueller O Pai dos órfãos de Bristol

"Se o Senhor falhar comigo desta vez, terá sido a primeira. "

-- George Muller




George Mueller
1805 - 1898

"Então eu vi Cristo como meu salvador. Eu cri Nele e dei minha vida para Ele. O fardo pesado de meu pecado caiu de minhas costas e rolou para longe de mim e o grande amor de Cristo encheu minha alma. Isto aconteceu a mais de cinquenta anos atrás e naquela época eu o amei, e um ano depois eu o amava ainda mais e hoje parece que o meu amor por Cristo é ainda maior do que antes”

O grande homem de oração que a Inglaterra nunca mais encontrou outro igual

“Enquanto Satanás ensina: Sacie-se de prazeres
Cristo sopra ao nosso ouvido: Negue-se a si mesmo”


George Mueller nasceu menos de uma década depois de Charles Dickens no ano de 1805, por isso certamente ele estava ciente de todos os horrores da sociedade que o famoso novelista descreveu em suas obras: doenças, sujeiras, imoralidade,descaso total aos pobres e moradores de rua da cidade. George Mueller porém parecia vir de outro mundo, pois ele amava os rejeitados, amava tanto ao ponto de juntamente com seu melhor amigo Henry Craik em 1834 fundar o SKI ( Instituiçào de Conhecimento das Escrituras ) em Bristol, Inglaterra e um de seus primeiros objetivos era providenciar cuidado aos órfãos de Bristol e de toda Bretanha. Eles porém não tinham um centavo e não estavam dispostos a pedir, mas eles fizeram uma aliança com Deus que se Deus desse sustento financeiro eles nunca iriam deixar de estender a mão a uma criança de rua e assim do zero absoluto, por 64 anos, sem nunca pedir a homem algum, a não ser Filho do Homem. Eles alimentaram e educaram mais de 18.000 crianças somente em Ashley Down, orfanato construído por Mueller em Bristol e mais de 100.000 crianças em outros locais sustentados pelo ministério de George Mueller, sem nunca ficarem devendo um só centavo e sem nunca terem um nome ou uma empresa forte por detráz, mas somente o Senhor Jesus. Tudo o que eles faziam era dobrar os joelhos em oração e suplicar ao Pai dos órfãos e ver a grande mão do Senhor operar maravilhas. Além disso, pela fé, eles distribuiram centenas de milhares de bíblias e suportaram mais de 150 missionários e compartilharam o evangelho com mais de 3 milhões de pessoas ao redor do mundo. Em todo este tempo, 64 anos, George Mueller nunca pediu dinheiro para ninguém, somente para Deus e nunca uma de suas crianças ficaram sem uma refeição e nunca também os orfanatos ficaram devendo para ninguém.
Estes foram alguns dos inacreditáveis feitos de um dos maiores heróis da fé cristã que o mundo conheceu.








Viajante para Deus
Entre os anos de 1875 e 1892, George Müller e a sua segunda esposa fizeram muitas
visitas em diversas países do mundo. Lembrando-nos que foi com 70 anos de idade
quando ele começou a viajar e 87 anos quando terminou as suas viagens, consideramos
isto extraordinário. Viajou mais de 320.000 km através de 42 países, incluindo Grã
Bretanha, França, Alemanha, Itália, Suíça, Grécia, Rússia, Egito, Israel, Índia, China,
Japão, Austrália, Nova Zelândia, os Estados Unidos e Canadá.
Estima-se que fez entre 5 e 6 mil pregações.
Tinha sete motivos para fazer estas viagens:
1. Para pregar o Evangelho.
2. Para levar os crentes à plena certeza da salvação.
3. Para levar os crentes de volta ao ensino da Bíblia.
4. Para promover o verdadeiro amor entre os irmãos.
5. Para fortalecer a fé dos crentes.
6. Para ensinar a separação do mundo.
7. Para estabelecer a esperança da vinda gloriosa do Senhor Jesus Cristo.
Sete ótimos motivos para impulsionar qualquer pregador!
O mui querido servo do Senhor passou seus últimos anos de vida em Bristol, pregando na
região e ajudando no trabalho do orfanato. No dia 10 de março de 1898, com 92 anos de
idade, foi chamado pelo Senhor, a quem servira por tanto tempo.
George Müller está com o Senhor há mais de 100 anos. Todavia o Deus de Müller ainda
vive e ainda exige o melhor de cada um de nós.
Certa ocasião, quando alguém indagou a Jorge acerca do segredo do seu serviço, ele
respondeu: "Houve um dia quando eu morri. Morri completamente. Morri para George
Müller. Morri às suas opiniões, gostos e vontades. Morri ao mundo, a sua aprovação e a
sua censura. Morri até à aprovação de meus irmãos e amigos. Desde então tenho
procurado apenas ser aprovado por Deus."
No início do século 21, o Senhor Deus ainda procura adoradores e servos dispostos a
pagar o mesmo preço. A tragédia das igrejas do Senhor nos dias de hoje, talvez seja pelo
fato de haver tão poucos entre nós que se prontifiquem a oferecer o mesmo sacrifício
(Rom. 12:1).
J.C.J.
- A Senda do Cristão (Nº 156)



Aqui estão alguns de seus métodos de oração
1- Ele nunca falava para ninguém as suas necessidades, mas somente para Deus
2- Quando ele tinha uma necessidade, ele procurava na palavra uma promessa que se enquadrasse em sua necessidade e começava a orar
Mueller acreditava no poder de pensar de acordo com as escrituras na mesma intensidade que cria no poder da oração
3- Ele suplicava ao Senhor por essa promessa até receber so céu a certeza de que fora atendido e ele não orava por dinheiro somente, mas pelas pessoas que iriam ser beneficiadas. Muitos diziam que George Mueller chegou a orar pelo mesmo pedido por mais de cinquenta anos e viu o seu pedido ser atendido, pois ele não parava de orar por alguém até ser atendido pelo Senhor. Assim era a fé deste homem, que Deus realmente responde as orações de seus filhos.
Somente orando a Deus, sem nunca pedir nada a ninguém, Mueller e seus aliados levantaram a soma de 150 milhões de dólares em dinheiro de hoje ( século 21 ) e seu exemplo de vida levou dezenas de milhares a entregarem a vida a Jesus. Ele viveu até os 93 anos de idade. e ainda quando morreu reconheceu que não fez nada por si só, mas somente pela graça de seu amado Senhor e Salvador Jesus. MORDOMOS ALEGRES, por Gorge Müller “Pela graça de Deus, há cinquenta anos que procedo de harmonia com o princípio da mordomia cristã, conforme as Escrituras ensinam. É-me impossível relatar a abundância de bênçãos espirituais que tenho recebido na minha própria alma, ao fazê-lo, isto é, procurando dar com alegria; à medida em que Deus Se agradou em prosperar-me. Comecei quando tinha relativamente pouco, muito pouco mesmo, que pudesse dispensar, mas quando dava, Deus aumentava a minha capacidade de dar cada vez mais, até que, finalmente, Deus Se agradou, pelas riquezas da Sua graça, em condescender no uso dum pobre e indigno verme como eu, e me confiou, ano após ano, enormes somas para despender. Muitos santos amados privam-se de extraordinárias bênçãos espirituais, não dando, como mordomos, o que lhes é confiado. Atuam como se tudo fosse seu, como se tudo lhes pertencesse, como se já estivessem de posse da herança incorruptível e incontaminável. Esquecem-se de que nada têm de seu, que foram comprados pelo sangue precioso de Cristo e, tudo o que eles possuem: a sua força física, o seu tempo, os seus talentos, os seus negócios, as suas profissões, os seus olhos, as suas mãos, os seus pés, tudo pertence ao Senhor Jesus, porque Ele os comprou com o Seu sangue precioso. Por conseguinte, é-me lícito pedir e suplicar, afetuosamente, aos meus queridos amigos Cristãos, que tomem este assunto a peito e considerem que, até agora, têm perdido numerosas bênçãos espirituais, por não seguirem este princípio de dar sistematicamente, na medida em que Deus vos faz progredir e de acordo com o Seu plano; não seguindo apenas um impulso dum sermão missionário ou de caridade, mas dando sistemática e habitualmente, por princípio, à medida que Deus vos tenha dado. Se vos confiar 50 cêntimos, deviam dar-Lhe em proporção; se vos for feito um legado de 500 euros, dai-Lhe em conformidade com essa importância; se Deus vos entregar cinquenta mil euros, ou qualquer outra soma, dai-Lhe proporcionalmente. Oh, meus irmãos, creio que se compreendêssemos esta bênção, contribuiríamos assim, por princípio; e, se tal fizéssemos, daríamos cem vezes mais do que damos agora. Quando somos constrangidos pelo amor de Cristo, então Deus condescende em usar-nos; e, quando damos, Ele apraz-Se em confiar-nos mais e mais. É-nos impossível dizer até que quantia Deus nos pode entregar e quão amplamente Ele nos pode dar a alegria, e a honra e o privilégio preciosos de partilharmos com os outros. E aqui, permitam-me que me refira à minha própria experiência. No primeiro ano em que comecei a dar, Deus confiou-me cerca de sessenta euros. Porém, depois disto, esta importância cresceu, até que agora Ele dá-me cerca de dois mil e quinhentos euros por ano. O homem pobre, George Muller, conhecido por todos como um pobre e que até ao dia de hoje tem realmente sido pobre, contudo, pela graça de Deus, tem sido capaz de dar à volta de cinquenta mil euros, somando todas as importâncias dadas desde o princípio. (Naquela época, estes valores eram multimilionários). Ultimamente, Deus tem-me permitido receber legados, um após outro, habituando-me assim a dar, algumas vezes, dois mil e quinhentos e até quatro mil euros por ano. Vede a bem-aventurança, o privilégio, a honra extraordinária de que um homem pobre como eu foi revestido por Deus. Pela graça do Senhor, nada mais desejo ser do que um pobre, nada tendo, nenhuma casa de minha pertença, nenhum dinheiro extra em caixa, nem um hectare de terra, um homem realmente pobre, dia a dia confiando em Deus para tudo o que preciso, até para as próprias roupas que uso. Espero em Deus para todas as coisas, e, contudo, Ele tem-me concedido a grande honra e privilégio de dar mais de cinquenta mil euros, nos últimos cinquenta anos. Porque digo eu isto? Para encorajar os corações dos meus amados irmãos a darem sistematicamente. Se o não fizestes até aqui, principiai agora. É uma bênção para a alma, uma bênção para a carteira e Deus vos confiará cada vez mais. Não digo que imiteis George Müller, mas que obedeçais à Escritura e procureis dar, ainda que seja pouco, sistemática e proporcionalmente. Mesmo sendo só a vigésima parte do vosso rendimento, dai sistematicamente e recebereis uma bênção para a vossa alma; e a bênção relativamente à mordomia será tal que sereis animados de modo crescente a continuardes neste caminho.”

 Gorge Müller
  Se vos confiar 50 cêntimos, deviam dar-Lhe em proporção; se vos for feito um legado de 500 libras, dai-Lhe em conformidade com essa importância; se Deus vos entregar cinquenta mil libras, ou qualquer outra soma, dai-Lhe proporcionalmente. Oh, meus irmãos, creio que se compreendêssemos esta bênção, contribuiríamos assim, por princípio; e, se tal fizéssemos, daríamos cem vezes mais do que damos agora. Quando somos constrangidos pelo amor de Cristo, então Deus condescende em usar-nos; e, quando damos, Ele apraz-Se em confiar-nos mais e mais. É-nos impossível dizer até que quantia Deus nos pode entregar e quão amplamente Ele nos pode dar a alegria, e a honra e o privilégio preciosos de partilharmos com os outros. E aqui, permitam-me que me refira à minha própria experiência. No primeiro ano em que comecei a dar, Deus confiou-me cerca de sessenta libras. Porém, depois disto, esta importância cresceu, até que agora Ele dá-me cerca de dois mil e quinhentas libras por ano. O homem pobre, George Muller, conhecido por todos como um pobre e que até ao dia de hoje tem realmente sido pobre, contudo, pela graça de Deus, tem sido capaz de dar à volta de cinquenta mil libras, somando todas as importâncias dadas desde o princípio. (Naquela época, estes valores eram multimilionários). Ultimamente, Deus tem-me permitido receber legados, um após outro, habituando-me assim a dar, algumas vezes, dois mil e quinhentos e até quatro mil libras por ano. Vede a bem-aventurança, o privilégio, a honra extraordinária de que um homem pobre como eu foi revestido por Deus. Pela graça do Senhor, nada mais desejo ser do que um pobre, nada tendo, nenhuma casa de minha pertença, nenhum dinheiro extra em caixa, nem um hectare de terra, um homem realmente pobre, dia a dia confiando em Deus para tudo o que preciso, até para as próprias
roupas que uso.

Espero em Deus para todas as coisas, e, contudo, Ele tem-me concedido a grande honra e privilégio de dar mais de cinquenta mil euros, nos últimos cinquenta anos. Porque digo eu isto? Para encorajar os corações dos meus amados irmãos a darem sistematicamente. Se o não fizestes até aqui, principiai agora. É uma bênção para a alma, uma bênção para a carteira e Deus vos confiará cada vez mais. Não digo que imiteis George Müller, mas que obedeçais à Escritura e procureis dar, ainda que seja pouco, sistemática e proporcionalmente. Mesmo sendo só a vigésima parte do vosso rendimento, dai sistematicamente e recebereis uma bênção para a vossa alma; e a bênção relativamente à mordomia será tal que sereis animados de modo crescente a continuardes neste caminho.” P. S. O autor, George Müller usou a libra esterlina na Inglaterra, para facilitar as quantidades, é referido o Euro. Publicada por Carlos António da Rocha à(s) 20:06:00 Etiquetas: Gorge Müller

26 de abril de 2012

Elijah Hedding


Elijah nasceu próximo de Pine Plains , New York
Pine Plains é um lugarejo no Condado de Dutchess, New York, USA. Seua população é de 2,569 no censo de 2000.
Esse homem foi abençoado desde seu nascimento. Foi treinado por sua màe, a orar desde ciança. Com 3 anos de idade, sua mãe já o ensinava as primeiras verdades da fé cristà. E entào por muitos anos ele praticou a oraçào em secreto. Isso o ajudou muito a lutar contra uma terrível doença: Ele tinha violentos ataques de reumatismo inflamatório e isso foi piorandop cada vez mais. Ele porém, nunca esmoreceu no trabalho do Senhor. Seu último estado entretando foi ainda mais severo, pois teve um AVC que paralizou muitas de suas funçòes vitais, mas como que milagrosamente, sua lucidez mental foi preservada. Dez dias antes de sua morte ele disse essas palavras:
“Com esse derrame, Deus me deu uma maravilhosa graça e ele se manteve comigo desde o princípio. Não existiu um dia sequer e nem mesmo uma hora que eu ficasse perturbado ou com medo da morte. Ouve tempos sim, que imaginei que morreria dali cinco minutos, mas tudo estava brilhando em meu coraçào com a glória de Deus e hoje eu me sinto maravilhosamente abençoado. Eu estava meditando sobre a maravilha da misericórdia de Deus. Como um Deus tào Santo e Justo poderia escolher criaturas tào sujas, tão sem dignidade, tão pecadoras, tão poluídas e vis para habitar no meio delas? Eu fiquei imaginando que grande é sua misericórdia para comigo. O quanto ele já fez para mim e quando eu pensei no preço que ele pagou por mim, minha alma ficou cheia da glória do Senhor. Eu tenho servido a Deus por mais de cinquenta anos, eu sempre tive momentos de grande paz e de sentir a presença de Deus, mas nunca como agora. Tanta luz! tanta glória! tanta beleza! Oh! Eu preciso falar isso para todo o mundo”

Poucos dias depois, o Senhor levava nosso querido Elias, não em carruagens de fogo, mas talvez em seus próprios braços para o descanso eterno. Ele morreu em 9 April 1852 em Poughkeepsie, New York , no lado leste do rio Hudson.

20 de abril de 2012

MEDITAÇÃO SOBRE O PENTECOSTALISMO

MEDITAÇÃO SOBRE O PENTECOSTALISMO

Segundo o Dr. Gary B. McGee, teólogo pentecostal das Assembléias de Deus, pelo menos dois reavivamentos do século XIX podem ser considerados precursores do moderno movimento pentecostal. O primeiro teria ocorrido na Inglaterra, ao redor de 1830, tendo como caudilho o ministério de Edward Irving, e o segundo teria ocorrido no sul da Índia, sob a liderança de J. C. Aroolappen. O movimento também tem suas raízes na Doutrina da Perfeição Cristã, de John Wesley. Em seu livro A Short Account of Christian Perfection, em 1760, Wesley conclama os crentes à buscarem uma segunda obra de graça, posterior à conversão, que livraria os crentes de sua natureza moral imperfeita. Essa doutrina chegou na América do Norte, e inspirou o Movimento de Santidade, cuja ênfase estava voltada à vida santificada. 

Porém, quando o pregador Wesleyano radical da Santidade, Benjamin Hardin Irwin começou, em 1895, a ensinar sobre três obras de graça, a dissidência teológica começou a surgir. Segundo Irwin, a segunda obra de graça iniciava a santificação e a terceira trazia o “batismo do amor ardente”, que é o batismo no Espírito Santo. A maior parte do Movimento de Santidade condenou essa terceira obra da graça como sendo heresia. Mesmo assim, porém, a noção que Irwin possuía de uma terceira obra de graça, o revestimento de poder para o serviço cristão, firmou-se como alicerce do Movimento Pentecostal. 

Outros três livros que proporcionaram as bases sobre a qual foi construído o movimento pentecostal foram Guia para a Santidade e A Promessa do Pai, da irmã Phoebe Palmer, uma das principais líderes metodistas, e Tongue of Fire (Língua de Fogo), de William Arthur. Aos que procuravam receber a segunda obra de graça, era ensinado que cada cristão precisa esperar pela promessa do batismo no Espírito Santo, fazendo uma interpretação pessoal de Lc 24.49. A crença na segunda obra de graça não ficou confinada ao metodismo. O advogado e pregador cristão Charles G. Finney, por exemplo, acreditava que o batismo no Espírito Santo provesse revestimento de poder para se obter a perfeição cristã. Outros pregadores de renome, tais como Dwight L. Moody e R.A. Torrey, também acreditavam que uma segunda obra de graça revestiria o cristão com o poder do Espírito. 

Dois eventos marcaram definitivamente a chegada do moderno movimento pentecostal. O primeiro deles é datado de 1º de Janeiro de 1901, quando Agnes Ozman, aluna da Escola Bíblica Betel de Charles Fox Parham, em Topeka, no estado americano do Kansas, teve uma experiência mística e começou a falar em outras línguas.  Depois de Agnes Ozman, muitos outros alunos foram batizados com o “novo” batismo, e falaram em outras línguas (xenolalia). Aqueles que presenciavam esses acontecimentos, faziam rapidamente um paralelo com os eventos do livro de Atos dos Apóstolos, e muitos diziam que o movimento era a restauração da fé apostólica.

 De fato, quando Bennett Freeman Lawrence escreveu a primeira história do movimento pentecostal, em 1916, deu ao movimento o título de The Apostolic Faith Restored (Fé Apostólica Restaurada). À princípio, os cristãos pentecostais achavam que as línguas faladas por eles eram, de fato, xenolalia, isto é, línguas inteligíveis – idiomas pátrios. Depois de 1906, porém, cada vez mais pentecostais estavam de acordo em que as línguas por eles faladas eram glossolalia, isto é, línguas desconhecidas e não identificáveis pela inteligência humana. Parham, porém, continuava crendo que as línguas faladas pelos pentecostais eram xenolalia e que essas línguas eram expressões idiomáticas de outras nações. Sendo assim, o fenômeno das línguas auxiliaria como uma ferramenta nas mãos dos missionários transculturais, que seriam capacitados sobrenaturalmente para falarem outros idiomas. Essa tese perdeu força com o decorrer dos anos e hoje é crença quase comum em círculos pentecostais que as línguas faladas por eles não são idiomas estrangeiros. A grande contribuição teológica de Parham ao movimento acha-se na sua insistência de que o falar noutras línguas é a evidência bíblica vital da terceira obra de graça: o batismo no Espírito Santo. Suas asserções estão baseadas nos relatos de Atos dos Apóstolos, capítulos 2, 10 e 19, e desde então o falar em outras línguas tem sido destacado pelos pentecostais como sendo a evidência física inicial do batismo no Espírito e a prova cabal do mesmo.

Posteriormente, Parham mudou-se para Houston, e um de seus alunos, um homem negro chamado William Seymour, após ter passado pela mesma experiência mística, tornou-se líder de uma igreja na rua Azuza, em Los Angeles, no ano 1906. Foi então que o movimento pentecostal explodiu. A partir da rua Azuza, a mensagem pentecostal, que incluía o falar noutras línguas como sinal do batismo no Espírito Santo, divulgou-se pelos Estados Unidos e pelo resto do mundo. Na verdade, experiências semelhantes, incluindo o falar noutras línguas, já haviam ocorrido em fins do século XIX, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior, em lugares bem distantes entre si, como na já mencionada Índia e na Finlândia, porém até então esses eram apenas casos isolados. Foi à partir do início do século vinte que o pentecostalismo ganhou projeção mundial.

O Dr. Gary B. McGee também menciona as conferências de Keswick, na Grã-Bretanha como tendo uma grande influência sobre o Movimento de Santidade na América do Norte, e consequentemente sobre o pentecostalismo. Os conferencistas de Keswick acreditavam que o batismo no Espírito Santo produzia uma vida contínua de vitória, uma vida mais profunda, caracterizada pela plenitude do Espírito. Essa sentença está alicerçada no conceito wesleyano, que afirmava que o batismo no Espírito produzia a perfeição cristã.

Os principais pressupostos da doutrina pentecostal. No início do movimento houve muitos debates acerca da doutrina, e logo nos primeiros dezesseis anos de existência, houve quatro grandes controvérsias. A primeira, sobre o valor teológico da literatura narrativa, em especial o livro de Atos e os últimos versículos de Marcos, para fundamentar o falar noutras línguas como a evidência inicial do batismo no Espírito Santo. A segunda controvérsia já foi mencionada, e diz respeito à natureza das línguas faladas. Um grupo acreditava tratar-se de expressões idiomáticas inteligíveis (línguas pátrias) enquanto outro acreditava que as línguas faladas eram expressões de mistério, portanto, ininteligíveis por meios naturais. Outro debate girava em torno da segunda obra da graça: a santificação. Seria ela progressiva ou instantânea?

 Os pentecostais de tendências wesleyanas asseguravam que a santificação era uma obra instantânea, enquanto os pentecostais de tendências reformada defendiam a santificação progressiva.

A quarta controvérsia é de ênfase cristológica. Em um sermão pregado em Arroyo Seco, R.E. McAlister observou que os apóstolos batizavam apenas em nome de Jesus (At 2.38) ao invés da fórmula trinitariana (Mt 28.19). Os que deram crédito à pregação de McAlister foram “rebatizados” em nome de Jesus. Houve então uma cisma no movimento e os que enfatizaram o batismo apenas no nome de Jesus acabaram por propor uma doutrina modalística da trindade, que é uma variação do unitarismo. As Assembléias de Deus, no entanto, não acompanharam as tendências modalísticas. Vemos, portanto, o quanto resulta difícil fazer generalizações doutrinárias acerca do movimento. Apesar disso, destacamos à seguir aquilo que consideramos ser as crenças mais universais dos pentecostais. A lista não é exaustiva, podendo haver outros itens não relacionados nessa pesquisa.

Todos os cristãos pentecostais creem:
a) No Batismo no Espírito Santo como experiência subseqüente e distinta da salvação.
b) Na atualidade dos dons espirituais, tais como cura, profecias, línguas e interpretação de línguas e operação de milagres.
c) Que o batismo pentecostal reveste o crente com poder do alto capacitando-o para exercer seu ministério ao mundo.
Além disso, a maioria dos cristãos pentecostais também crê:
a) Na vinda de Jesus pré-milenista e pré-tribulacionista.
b) No falar em línguas como evidência física inicial do batismo no Espírito.
c) São dispensacionalistas.
– Razões que contribuíram para crescimento do Movimento Pentecostal. No final do século dezenove e início do século vinte, a medicina avançava à duras penas e oferecia pouca ajuda aos que se achavam gravemente enfermos. Consequentemente, a fé no miraculoso para a cura física começou a ressurgir nos círculos evangélicos.
 Na Alemanha do século dezenove, os ministérios que ressaltavam a importância da oração pelos enfermos atraía a atenção dos crentes estadunidenses, ao mesmo tempo que a teologia pietista, com sua crença na purificação instantânea do pecado ou no revestimento do poder do Espírito produziu um ambiente receptivo aos ensinos da cura mediante a fé.

No Brasil, na época em que Daniel Berg e Gunnar Vingren aportaram em nosso país, a medicina era ainda mais precária, havia em nossas terras um grande número de leprosos e muita gente morria apenas por falta de higiene ou por efeito de uma desinteria. A promessa de uma cura instantânea veio de encontro com as necessidades básicas do nosso povo, de modo o movimento teve ampla aceitação. A crença mística do povo brasileiro, sobretudo no norte do país, também foi um fator decisivo para a recepção das doutrinas pregadas pelos missionários suecos. Não queremos dizer com isso que o pentecostalismo somente se instaurou no Brasil por causa da influência dos cultos afros e do xamanismo. Lembremos que o mundo greco-romano nos dias apostólicos também tinha suas religiões de mistério, e ainda que isso tenha contribuído para a aceitação do evangelho, esse não foi o fator decisivo.

Objeções à doutrina pentecostal. Muitos cessacionistas têm se empenhado para desacreditar o pentecostalismo e a atualidade dos dons espirituais. Porém, nenhuma exegese por eles apresentada justifica o anti-sobrenaturalismo presente em sua teologia. Os cessacionistas argumentam que se a inspiração profética é atual, então teremos duas fontes inspiradas: a Bíblia e a profecia. Os restauracionistas pentecostais, por outro lado, dizem que as profecias só são válidas se estiverem em comum acordo com a Bíblia sagrada e terão valor apenas após o seu cumprimento. Outra questão diz respeito aos milagres. Alguns cessassionistas dizem que a ocorrência de sinais fantásticos seria mais que persuasão e violaria incondicionalmente o livre-arbítrio humano. A isso os pentecostais dizem que Jesus e os discípulos também faziam sinais, e nem por isso aqueles que se convertiam tinham seu livre-arbítrio violado. Muitos presenciaram a multiplicação dos pães, mas nem por isso se tornaram crentes. Muitas foram as contribuições do pentecostalismo. Em meio ao cenário árido da teologia do início do século vinte, surgiu um movimento com ênfase na santificação, na leitura e pregação devocional da Bíblia e com uma visão de ministério às nações. As Assembléias de Deus, filha desse reavivamento espiritual, tornou-se uma das maiores denominações do mundo. É interessante perceber que nesses cem anos de controvérsias teológicas, enquanto os teólogos alemães e norteamenricanos patenteavam jargões como geschichte, desmitologização, faziam estudos sobre o Jesus histórico desassociando-o do Jesus da fé, criavam teologias com ênfase em teorias naturalistas e evolucionistas, surgiu também um movimento de restauração da fé apostólica. Talvez minha observação pareça arrebatada ou até mesmo apaixonada demais, mas o fato é que o pentecostalismo foi uma das principais reações contrárias ao secularismo teológico que surgiu no século vinte. Se por um lado os demais movimentos estavam associados ao desejo de amoldar a fé cristã aos padrões filosóficos e científicos do homem moderno, o pentecostalismo por sua vez surgiu do desejo de reencontrar a fé cristã primitiva e de desassociar-se do sistema secular. Não faltam porém objeções às práticas do movimento, entre as quais destacamos algumas. Em muitas igrejas evangélicas, a excessiva ênfase na inspiração sobrenatural da fala, ou dom de profecia, tem substituído a pregação da palavra de Deus.

É comum em nossos dias ver pregadores pentecostais trazendo novas e estranhas revelações acerca de anjos, visões e da conduta cristã, a ponto de ter se tornado praxe de certo pregador televisivo, invocar serafins antes de fazer sua preleção. Essa prática definitivamente não é cristã. Jamais vimos Jesus ou os seus apóstolos invocando a presença de anjos antes de trazer uma mensagem aos fiéis. E os exageros não param por aí: a Bíblia também, volta e meia desaparece dos púlpitos nos congressos, e quando reaparece, é permutada. Esse mesmo pregador gosta de dizer a Deus em suas “fervorosas” orações: “se tenho crédito no céu…”. Crédito no céu? Onde está a mensagem da graça, do favor de Deus? Outro pregador pentecostal que há anos se identificava como homem ortodoxo tem se rendido fatalmente à práticas neo-pentecostais, mercadejando as bênçãos de Deus e enfatizando muito mais o presente que o porvir. Virou já um ícone do evangelho da prosperidade. De modo quase geral, a pregação catequética e com embasamento escriturístico tem sido substituída por empolgados shows evangélicos, promovidos por pregadores que mais parecem animadores de auditório. Isso, porém, não significa que não haja pentecostais sérios e ortodoxos. Há muitos que ainda prezam pela pregação bíblica e que mantém o perfeito equilíbrio entre a unção, a erudição e o conhecimento teológico. Conhecemos muitos assim, e enquanto existirem esses, creio que o movimento contará com certa credibilidade.
 No entanto, o atual quadro do pentecostalismo, sobretudo no cenário nacional, faz-nos pensar na necessidade e porque não dizer, urgência de uma nova reforma religiosa dentro do próprio movimento: uma nova restauração da fé apostólica.

O pentecostalismo surge no cenário contemporâneo na contramão da teologia moderna liberal e neo-ortodoxa. Enquanto Barth, Bultmann, Tillich e Brunner agitavam o cenário teológico mundial com inovações e com suas tendências filosóficas, obviamente influenciados pelo existencialismo de Kierkgaard, pelo ceticismo de David Hume e pelos apelos filosóficos de Immanuel Kant, surgiu no cenário mundial um movimento que buscava justamente o oposto. Se por um lado Paul Tillich buscava amoldar a Bíblia às necessidades do homem, William Seymour e os demais pregadores do movimento pietista pentecostal instavam para que os homens se amoldassem à Palavra de Deus. Enquanto Barth apresentava Deus como “Totalmente-Outro”, os pregadores pentecostais insistiam na possibilidade de um relacionamento pessoal com Deus e definiam-no como aquele que habita os céus e que paradoxalmente, vive em nós. Muitos excessos têm sido cometidos desde então, mas isso não desqualifica o movimento. Na verdade, esses excessos ocorrem bem na fronteira de dois movimentos contemporâneos com muita força em nosso país: o pentecostalismo e o neo-pentecostalismo.  Fonte: http://teologiacontemporanea.wordpress.com

18 de abril de 2012

Catherine Booth - A Mulher que criou um Exército e foi Mãe de Generais


Catherine Booth
1829 - 1890
by Toni Gonzales
Todo mês de dezembro, nos EUA e em outras partes do mundo, nós vemos as pessoas do Exército da Salvação trabalhando com os seus sinos na frente das grandes lojas para arrecadar dinheiro para as sopas e cobertores para os pobres da cidade. Esta obra começou a 100 anos atráz pelas mãos de dois servos de Deus; William e Catherine Booth. Quando eles fundaram o Exército da Salvação ao perceber que as igrejas locais não davam a atenção necessária aos pobres e desabrigados. E eles foram bem longe, levando assistência a várias nações da terra. Catherine um dia falou a igreja: “ Nós fomos feitos para grandes coisas. Portanto vamos cumprir nosso glorioso destino”. Catherine nasceu na Inglaterra em um lar metódico e conservador. Sua família a educou dentro de casa e ela foi ensinada aler a bíblia sozinha e assim fêz várias vezes em sua mocidade. Ainda moça foi ver um jovem pregador. Sua mensagem era muito dura para a congregação ignorar e seu jeito era muito carismático para Catherine esquecer. Seu nome era William Booth. Eles casaram e foram para Londres, onde juntou com voluntários começaram a dar assistência aos pobres da cidade. Catherine logo percebeu a grandeza da obra em que estavam envolvidos. Eles saim pelas ruas convidando a todos para seus cultos nas tendas armadas na rua e muitas vezes, William chegava em casa todo molhado de bebida e ovos podres que eram jogados nele durante as cruzadas. Quase todos os seus oito filhos trabalhavam com eles na missão e em pouco tempo eles já estavam indo aos EUA para estabelecer o mesmo trabalho no novo mundo.  Hoje o Exército da Salvação atende pessoas em 94 países, verdadeiramente um final grande para uma mulher doente, com educação caseira e oito filhos para cuidar.


www.historyswomen.com
“A Mãe do Exército da Salvação”

Catherine Booth nascida neste dia, 17 de janeiro de 1829, foi a esposa do fundador do Exército da Salvação, William Booth. Por causa de sua influência na formação do Exército de Salvação ela era conhecida como a “Mãe do Exército.”


Nasceu como Catherine Mumford em Ashbourne, no condado do Derbyshire, Inglaterra, na família formada por John Mumford e Sarah Milward, que tiveram outros quatro filhos. O seu pai era um modesto construtor de carroças e a sua mãe uma cristã muito devota. A sua família mudou-se, sendo ela ainda muito pequena, para Boston, Lincolnshire, e mais tarde para Brixton, Londres.



Desde tenra idade, Catherine mostrou-se como uma menina séria, religiosa e sensível. Teve uma rigorosa educação cristã, aos 5 anos já lia em voz alta a Bíblia para a sua mãe e antes de cumprir os 12 anos já a tinha lido completamente oito vezes. Aos 14 anos, uma enfermidade na coluna obrigou-a a deixar a escola e a passar muitos meses prostrada. Era uma criança de saúde frágil, que tendo deixada escola formal aos 14 anos como já foi dito, ainda assim foi uma brilhante aluna, a quem a sua enfermidade não impediu de estudar teologia, história, geografia, e filosofia.



Mais tarde as suas inquietações religiosas levaram-na a experimentar um renascer espiritual, e filiou-se numa Igreja Metodista. As suas inquietações sociais fizeram-na comprometer-se também com a “Band of Hope”, uma sociedade de temperança para meninos e adolescentes da classe operária fundada em 1847, em os membros faziam votos de abstinência total (alcoólica) e faziam também propaganda contra as bebidas alcoólicas. Por esse tempo Catherine também foi ativista do “Temperance Movement”, escrevendo cartas sobre este problema a numerosos jornais e autoridades.



Ela conheceu William Booth quando este veio pregar à sua Igreja (Ela estava aprendendo a ser pregador do Novo Círculo Metodista) em 1852, fizeram-se muito amigos e simpatizaram imediatamente um com o outro.



Depois de três anos de amizade, nos quais Catherine apoiou o trabalho de pregador itinerante de William com um nutrido epistolário, (6 volumes publicados em 1988: Writings of Catherine Booth) contraíram matrimónio em 16 de junho de 1855, na Igreja Congregacional de Stockwell Green, no sul de Londres. Tiveram uma numerosa família, toda ela dedicada, desde a infância, ao trabalho evangelístico: William Bramwell Booth (1856), Ballington Booth (1857), Catherine ou Kate Booth (1858), Emma Booth (1860), Herbert Booth (1862), Enjoe Booth (1864), Evangeline (1865) e Lucy (1868).



Catherine teve ainda tempo para começar a ser mais ativa no trabalho da Igreja enquanto William era pastor em Brighouse. Ela sentiu uma chamada irresistível para convidar as pessoas comuns à Igreja, iniciou para isso um ativo ministério de visitação casa a casa, especialmente entre as famílias com problemas de alcoolismo. Também participou activamente em reuniões para crianças e adolescentes. Contudo, ela era muito tímida para falar ao público adulto, além disso, naquela época, era muito incomum que uma mulher tivesse oportunidade de falar em serviços religiosos.



Entretanto, Catherine estava convencida de que as mulheres cristãs não só tinham o direito de pregar, mas também tinham essa obrigação. Quando chegou às suas mãos um periódico com um artigo em que se argumentava contra o direito das mulheres utilizarem o púlpito, ela decidiu-se a publicar o “Female Ministry: Or, Woman”s Right to Preach the Gospel” (Ministério Feminino: ou O direito das mulheres a pregar o Evangelho) em 1859, um artigo que foi publicado no mesmo periódico como uma separata.



William e Catherine decidiram começar um trabalho diferente do pastorado de uma igreja ao iniciarem a sua Missão Cristã em 1865. William pregava aos pobres e deserdados e Catherine (em certo sentido) aos ricos, ganhando a sua ajuda para financiar esta tamanha iniciativa, foi por isso que ela começou a levar a cabo as suas próprias campanhas de coletas de recursos e de voluntariado. Quando este trabalho diferente tomou o nome de “Exército de Salvação” em 1878, e William Booth começou a ser conhecido como “O General”, Catherine passou definitivamente para segundo plano, sendo reconhecida como “Mother of the Army”, e ela certamente estava por detrás de muitas das mudanças da nova organização.



Como esposa de William Booth, Catarina contribuiu fortemente com muitas das suas ideias para as crenças e regulamentos do Exército de Salvação.



Foi a “designer” da bandeira e do famoso poke bonnet (chapéu de senhora com pala, sobretudo os usados pelas senhoras no Exército de Salvação).



Mas, mais importante ainda, ela deve receber o mérito da igualdade que as mulheres desfrutam no Exército da Salvação.



Quando ela tinha 59 anos, Catarina foi informada que ela estava sofrendo de cancer, que só tinha mais dois anos para viver.



Ela pregou o seu último sermão em 21 de junho de 1888, e então retirou-se para a sua casa em Hadley Wood, próximo a Londres, onde, apesar das dores excessivas, ela continuou a discutir os negócios do Exército da Salvação e a encorajar as suas muitas visitas.



Catherine Booth morreu aos 61 anos de idade em Clacton-on-Sea, Essex, em 4 de outubro de 1890. Faleceu nos braços de William e rodeada pelos seus filhos e família. Ela está enterrada junto ao seu marido no Cemitério do Abney Park, Londres.


Carlos António da Rocha

Bill Mcchesney

fotos do Congo Bill Mcchesney O pequeno valente

Durante os anos 60 o Zaire, antes conhecida como Congo belga era um verdadeiro barril de pólvora. Somente alguns anos antes, a Bélgica havia reconhecido a independência desta nova nação, após anos de colonialismo rodeado de escândalos e corrupções. Os belgas não treinaram os africanos para governar bem o seu novo país. Associado a isto, ainda havia o fato de discriminação entre colonozqadores europeus, que já faziam parte do país e nativos africanos na província de Katanga.
E a partir da independência, o governo nunca conseguiu controlar os grupos rebeldes que pipocavam no jovem país. Um grupo chamado Simba cometia as mais cruéis atrocidades contra o seu próprio povo e principalmetne extrangeiros. Muitos missionários foram mortos ou violentamente espancados neste período. Bill McChesney foi um deles. Ele era conhecido como o pequeno valente. 1,65 m de altura, ele era um alegre e pequeno homem, mas com um coraçào de gigante da fé . Seu apelido era “smiling Bill “ ( o sorridente Bill ) pois nada o fazia perder a alegria da salvaçào, que era contagiante e sempre estampada em seu radiante sorriso.
Antes dele partir ao Zaire como missionário, Bill escreveu o poema “Minha escolha “:
Se Ele é Deus e morreu por mim
Por ele também irei até o fim.
Se Ele por mim, a cruz carregou,
Também vou andar, por onde ele andou
Tudo que puder, farei por Jesus
Esta é minha escolha, andar em sua luz!

Em 1964, os rebeldes prenderam Bill, e ele estava muito doente, sofrendo de malária, por isso um outro missionário chamado Jim Rodgers, se entregou voluntariamente aos bandidos, somente para poder cuidar de seu amigo e irmão na fé. Na manhã seguinte, quando descobriram que Bill era um missionário americano, espancaram ele até a morte e assim foi levado aos céus o nosso herói, com 28 anos de idade, tombou no campo de batalha, mas seu nome não será esquecido. Talvez, aqui na terra pouca gente já ouviu falar dele, mas no céu ele para sempre será lembrado como aquele que foi fiel até a morte, aquele que caminhou até o fim com Jesus.

Bibliography:
McChesney, Bill. "The Choice." various web sites.
"Walk of Repentance." http://www.mountzion.org
poema de Bill Mcchesney A minha escolha Quero o pequeno almoço às oito horas, Com presunto e ovos, servido em baixela de prata; Um suculento bife grelhado, saboreado à uma E jantar de novo quando o dia acabar. Quero uma casa ultramoderna Com um telefone em cada aposento Também tapetes suaves sobre os pavimentos E as portas adornadas com lindos reposteiros. Uma casa confortável de coisas encantadoras Como poltronas com colchões E, então, comprarei uma boa televisão Naturalmente para vê-la com muito cuidado.
O vestuário tem de ser da melhor qualidade Com fatos, camisas e sapatos da última moda Roupa veraniça para o calor por que não deverão os Cristãos ter o melhor? Então, o Mestre escuto Com uma voz clara, segura, Ordena-me, “Vem e segue-Me, Ao humilde Homem da Galileia. As aves do céu têm ninhos E as raposas têm covis Cama não te posso oferecer Tampouco Eu tenho onde reclinar a cabeça.” Cheio de vergonha comecei a chorar Como posso eu repelir com desdém o Crucificado Como posso eu esquecer o caminho que Ele seguiu As noites sem somo que Ele por mim passou? Quarenta dias esteve em jejum Para sozinho no deserto a tentação vencer Rejeitado e humilhado Ele perseverou Até que o véu do templo se rasgou. Varão de dores e de sofrimento Sem amigos de quem recebesse alento Golpeado por Deus e abatido Por nós maltratado e ferido. Sim, o rasto de Seus passos seguirei, E, com todo o meu coração Lhe agradarei, Desde agora e pela eternidade Toda a minha vida será Dele. Se Ele é Deus e por mim morreu, Nenhum sacrifício pode ser grande demais Para mim, homem mortal, para que eu o faça; Tudo vou fazer por amor de Jesus. Sim, vou trilhar o caminho que Ele trilhou; Nenhum outro caminho ao meu Deus agradará; Assim, de ora avante, a minha escolha esta será, A minha escolha para sempre será! Tradução de Carlos António da Rocha Bill McChesney nasceu neste dia, 21 de julho de 1936. Todos que o conheciam, chamavam-lhe "Bill Sorridente", e a palavra que melhor o descrevia era "exuberante". Foi um missionário norte-americano na Worldwide Evangelical Crusade (Cruzada Evangélica Mundial) que foi assassinado na revolta do Congo de 1964, em 25 de novembro desse mesmo ano de 1964, com apenas 28 anos!

10 de abril de 2012

D L MOODY O Maior evangelista depois do apóstolo Paulo

FRASE DE MOODY SOBRE A BÍBLIA

Ou este livro te afastará do pecado ou o pecado te afastará deste livro
Moody










Porque Deus usou tanto D L Moody?

D.L. Moody foi um homem totalmente comum, um sapateiro de Boston que falava errado, pregava usando palavras muito simples, era pobre, sem estudos e tinha uma cultura muito limitada. Então alguém pode perguntar: Como pode um homem com tanta limitação entrar para a história como o maior evangelista depois da era apostólica?
De onde vinha tanto poder e resultados tào extraordinários a ponto de até mesmo o presidente dos Estados Unidos o ter ido visitar pessoalmente?

R. A. TORRES, discípulo de moody tentou explicar isso em uma biogradia de Moody que ele escreveu: 
Os sete segredos de Moody:

1. Ele era um homem totalmente rendido a Cristo.
Moody não tinha alvos e objetivos a parte de Deus. O coração do Pai encheu o coraçào de Moody. Ele era o que hoje as pessoa poderiam classificar como fanático; mas um fanático cheio da glória de Deus e que mudou a história de milhòes de vidas sobre a face da terra.
.
 2- Ele era um homem de oraçào.
Moody encarava todas as dificuldades da vida através da oraçào. Absolutamente todas as coisas que surgiam em seu caminho eram resolvidas através sa oraçào.
3.Ele era um profundo e aficcionado estudante da bíblia.
Cada manhã, Moody fechava-se em seu quarto e ali passava tempo com o Senhor estudando a sua palavra. Estava sempre disposto a sacrificar seu tempo para ficar a sós com o Senhor.
4.Ele era um homem humilde.
Moody era totalmente convencido de sua falta de aptidão para pregar o evangelho. Isto o levou a buscar a força do Senhor e talvez isto tenha sido o seu grande triunfo. Isto também o ajudou a ter o hábito de sempre tirar os holofotes de sobre ele e dar a glória sempre a Deus e reconhecer muito os seus assistentes e colaboradores.
5. Ele era um homem que não ligava para o dinheiro
Milhões de dólares passaram pelas mãos deste homem. Ele amava angariar fundos para o trabalho de Senhor, mas sempre se recusou a ajuntar dinheiro para si mesmo

6.Ele tinha uma grande paixão pela salvaçào dos perdidos
Logo que se converteu, Moody resolveu nunca passar um dia sem falar do evangelho. As vezes esquecia e saia pelas ruas a noite procurando alguém com quem pudesse compartilhar as boas novas de Jesus

.
7- Definitivamente ele era revestido com poder do alto.
“Em seus primeiros dias de convertido, ele foi um grande trabalhador; ele tinha um tremendo desejo de fazer alguma coisa, mas ele não tinha realmente poder dos céus” Assim Torrey descreveu Moody, “Ele trabalhou muito na força da carne mas isso mudou depois que ele começou a orar para que o trabalho de evangelização fosse feito pelo poder do Espírito Santo e não por esforços humanos“.


A Bíblia não nos foi dada para aumentar nosso conhecimento, mas para mudar nossa vida
D. L. Moody




OBRAS DE MOODY
O INFERNO
AMANHÃ PODE SER TARDE
O QUE É REQUERIDO DE UM EVANGELISTA








A BÍBLIA E O SOL

"Muitas pessoas crêem que a Bíblia é um livro tão arcaico que já passou para a história. Dizem que estaria bem pra os tempos antigos, que contém algumas páginas de interesse histórico, mas que não serve para hoje, porque vivemos no século das [informática] luzes e temos progredido tanto que a humanidade pode caminhar perfeitamente sem ela.


O mesmo seria dizer do sol, que tem brilhado há tanto tempo, também esteja tão velho que é uma coisa atrasada; que quando um homem constrói uma casa, já não deve mais colocar janelas, porque já foi descoberta a energia elétrica. Eu aconselho aos que pensam que a Bíblia é demasiado velha, e que está fora de moda, que também não ponham janelas em suas casas, senão que as ilumine apenas com a luz elétrica, uma vez que buscam somente novidades". Dwight L. Moody


PREGADORES EM EXCESSO
Meus amigos, temos pregadores em excesso. Antes, me lamentava porque não podia chegar a ser um pregador. Pensava que seria tão bonito, se eu pudese falar com uma retórica bela que cativasse meus ouvintes. Tenho escutado muitos grandes pregadores. Chegavam e iam-se embora, e suas vozes eram como o ar, carecíam de poder. Confiavam, não no Senhor, senão em seus belos discursos. Era extamente sobre isso que se referiu o apóstolo Paulo quando disse: "Nem minha palavra, nem minha pregação foram feitas com palavras persuasivas de sabedoria humana, mas com demonstração de virtude do Espírito e de Poder. Uma testemunha que na frente de um juiz começa a fazer discurso, depressa o farão calar-se. O homem que diz a verdade de uma forma clara e simples, é aquele que tem maior poder. Dwight L. Moody

NOVOS CONVERTIDOS
Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas uma coisa eu posso posso profetizar: se cada um de nossos novos convertidos, que for estudar sua bíblia, amar este livro acima de qualquer outro livro, por certo vai resistir. O mundo não terá nenhum charme para si. Ele porá o mundo debaixo de seus pés, porque neste livro, ele descobrirá coisas melhores do que o mundo pode lhe dar.
Dwight L. Moody


SERMÃO DE FUNERAL
Cristo nunca pregou nenhum sermão de funeral.
Dwight L. Moody


O ESPÍRITO SANTO
Quando o Espírito veio sobre Moisés, as pragas vieram sobre o Egito, e ele tinha poder para destruir a vida dos homens; quando o Espírito veio sobre Elias, fogo caiu do céu; quando o Espírito veio sobre Gideão, nenhum homem poderia ficar de pé diante dele; e quando o Espírito veio sobre Josué, ele rodeou a cidade de Jericó e toda a cidade caiu em suas mãos. Mas, quando o Espírito veio sobre o Filho do Homem, ele deu a sua vida e curou os quebrantados de coração.  Dwight L. Moody


CRISTÃOS DERROTADOS
Eu creio que centenas de cristãos estão sendo enganados por satanás neste ponto: que eles não têm a segurança da salvação apenas porque não querem aceitar a Deus e Sua palavra.
Dwight L. Moody
traduçào de João Cruzué




Frases Selecionadas de D. L. Moody
(1837-1899)
“Suponhamos que alguém me oferecesse mil dólares por cada pessoa que eu levasse a Cristo. Será que com isso a minha vontade de ganhar almas para Jesus seria maior do que a que tenho no momento? Se assim o for, quão mesquinha e medíocre tem sido a minha fé em Deus.”
"Apresente sua petição perante Deus, e então diga, 'Seja feita a Tua vontade, não a minha. ' A mais carinhosa lição que eu aprendi na escola de Deus é deixar que o Senhor escolha por mim."
"Um homem pode falsificar o amor, pode falsificar a fé, pode falsificar a esperança e todas as outras virtudes, mas é muito difícil falsificar a humildade.”
O caráter é o que você é na escuridão.
“A tendência do Mundo é para baixo; o Caminho de Deus é para cima.”
“A obediência quer dizer marchar em frente quer sintamos quer deixarmos de sentir alguma coisa. Muitas vezes andamos contra as nossas sensações. Fé é uma coisa; sensação é outra.”
“O cristão de joelhos vê mais do que um filósofo nas pontas dos pés.”
“Deus não despede ninguém vazio exceto aqueles que são cheios de si mesmos.”
“Pequenos números não fazem nenhuma diferença para Deus. Não há nada pequeno se Deus estiver nele.”
“Tenho mais preocupações com D. L. Moody do que com qualquer outro homem que alguma vez me encontrei.”
“Deus não tem nada para dizer a justos aos seus próprios olhos.”
“Quando um homem não tem nenhuma força, se ele se inclinar diante de Deus, ficará poderoso.”
“As tentações parecem-se com vagabundos. Trate-as amavelmente, e elas retornarão trazendo outras com elas.”
“As tentações nunca são tão perigosas a não ser quando elas nos vêm sob um traje religioso.”
“Se eu caminhar com o Mundo, eu não posso andar com o Deus.”
“Podemos suportar melhor a aflição do que a prosperidade, já que na prosperidade nos esquecemos de Deus.”
“Tenha coragem. Andamos no deserto hoje, e na Terra Prometida amanhã.”
“Orei por fé e pensei que qualquer dia a fé baixaria e me atingiria como o relâmpago. Mas a fé não pareceu vir. Um dia li em Romanos 10, „A Fé vem pelo ouvir, e ouvir pela Palavra do Deus.‟ Então abri minha Bíblia e comecei a estudar, e a fé vem crescendo desde então.”
“Buscar o perpetuar do nome de alguém na Terra é como escrever na areia da praia; para ser perpétuo ele deve ser escrito em costas eternas.”
“Acredito que a família foi estabelecida muito antes da igreja, e o meu dever é primeiro com minha família. Não devo negligenciar minha família.”
“Você vai encontrar centenas de censuradores entre cristãos professos; mas toda a crítica deles não conduzirá uma única alma a Deus. Sinto que Jesus Cristo deveria ter um representante muito melhor do que sou. Mas já vivi por muito tempo, o bastante para descobrir que não há nada perfeito neste Mundo. Se você for esperar até que encontre um pregador perfeito ou que melhore as reuniões, temo que vai precisar de um milênio.”
“A lei pode me dizer quão torto eu sou. Mas quando a graça vem, endireita-me.”
“Uma vida consagrada produzirá uma impressão mais profunda. Os faróis não carregam nenhuma buzina; eles apenas brilham."
“A Bíblia não nos foi dada para aumentar nosso conhecimento, mas para mudar nossa vida.”
"De cem homens, um lerá a Bíblia; noventa e nove lerão o cristão."
D. L. Moody: Referindo-se à Bíblia: "Ou esse Livro me afasta do pecado ou o pecado me afastará desse Livro."
"Nunca fazia longas orações, nem passava longo tempo sem orar."
“Se eu cuidar do meu caráter minha reputação cuidará de si.”
“Se queres ficar incomodado, olha para dentro; se queres andar perplexo, olha em torno; se queres ter paz, olha para cima.”
“Jamais vi o Espírito de Deus atuar onde o povo do Senhor está dividido.”
“Quem não se torna em árvore que produz fruto, tornar-se-á em galho para a fornalha.”
“Se Cristo estiver em sua casa, os vizinhos logo perceberão.”
“A esperança é semelhante ao Sol, que lança as sombras para trás de nós, à proporção em que marchamos ao seu encontro.”
“Arrependimento é a lágrima nos olhos da fé.”
“É para isso que Deus nos deu a Lei: para nos mostrar quem realmente somos.”
“Os rudes entalhes da repreensão têm o único objetivo de colocar-nos no prumo, para que sejamos utilizados no Edifício Celestial.”
"Ore como se tudo dependesse de Deus. Trabalhe como se tudo dependesse de você".