26 de abril de 2012

Elijah Hedding


Elijah nasceu próximo de Pine Plains , New York
Pine Plains é um lugarejo no Condado de Dutchess, New York, USA. Seua população é de 2,569 no censo de 2000.
Esse homem foi abençoado desde seu nascimento. Foi treinado por sua màe, a orar desde ciança. Com 3 anos de idade, sua mãe já o ensinava as primeiras verdades da fé cristà. E entào por muitos anos ele praticou a oraçào em secreto. Isso o ajudou muito a lutar contra uma terrível doença: Ele tinha violentos ataques de reumatismo inflamatório e isso foi piorandop cada vez mais. Ele porém, nunca esmoreceu no trabalho do Senhor. Seu último estado entretando foi ainda mais severo, pois teve um AVC que paralizou muitas de suas funçòes vitais, mas como que milagrosamente, sua lucidez mental foi preservada. Dez dias antes de sua morte ele disse essas palavras:
“Com esse derrame, Deus me deu uma maravilhosa graça e ele se manteve comigo desde o princípio. Não existiu um dia sequer e nem mesmo uma hora que eu ficasse perturbado ou com medo da morte. Ouve tempos sim, que imaginei que morreria dali cinco minutos, mas tudo estava brilhando em meu coraçào com a glória de Deus e hoje eu me sinto maravilhosamente abençoado. Eu estava meditando sobre a maravilha da misericórdia de Deus. Como um Deus tào Santo e Justo poderia escolher criaturas tào sujas, tão sem dignidade, tão pecadoras, tão poluídas e vis para habitar no meio delas? Eu fiquei imaginando que grande é sua misericórdia para comigo. O quanto ele já fez para mim e quando eu pensei no preço que ele pagou por mim, minha alma ficou cheia da glória do Senhor. Eu tenho servido a Deus por mais de cinquenta anos, eu sempre tive momentos de grande paz e de sentir a presença de Deus, mas nunca como agora. Tanta luz! tanta glória! tanta beleza! Oh! Eu preciso falar isso para todo o mundo”

Poucos dias depois, o Senhor levava nosso querido Elias, não em carruagens de fogo, mas talvez em seus próprios braços para o descanso eterno. Ele morreu em 9 April 1852 em Poughkeepsie, New York , no lado leste do rio Hudson.

20 de abril de 2012

MEDITAÇÃO SOBRE O PENTECOSTALISMO

MEDITAÇÃO SOBRE O PENTECOSTALISMO

Segundo o Dr. Gary B. McGee, teólogo pentecostal das Assembléias de Deus, pelo menos dois reavivamentos do século XIX podem ser considerados precursores do moderno movimento pentecostal. O primeiro teria ocorrido na Inglaterra, ao redor de 1830, tendo como caudilho o ministério de Edward Irving, e o segundo teria ocorrido no sul da Índia, sob a liderança de J. C. Aroolappen. O movimento também tem suas raízes na Doutrina da Perfeição Cristã, de John Wesley. Em seu livro A Short Account of Christian Perfection, em 1760, Wesley conclama os crentes à buscarem uma segunda obra de graça, posterior à conversão, que livraria os crentes de sua natureza moral imperfeita. Essa doutrina chegou na América do Norte, e inspirou o Movimento de Santidade, cuja ênfase estava voltada à vida santificada. 

Porém, quando o pregador Wesleyano radical da Santidade, Benjamin Hardin Irwin começou, em 1895, a ensinar sobre três obras de graça, a dissidência teológica começou a surgir. Segundo Irwin, a segunda obra de graça iniciava a santificação e a terceira trazia o “batismo do amor ardente”, que é o batismo no Espírito Santo. A maior parte do Movimento de Santidade condenou essa terceira obra da graça como sendo heresia. Mesmo assim, porém, a noção que Irwin possuía de uma terceira obra de graça, o revestimento de poder para o serviço cristão, firmou-se como alicerce do Movimento Pentecostal. 

Outros três livros que proporcionaram as bases sobre a qual foi construído o movimento pentecostal foram Guia para a Santidade e A Promessa do Pai, da irmã Phoebe Palmer, uma das principais líderes metodistas, e Tongue of Fire (Língua de Fogo), de William Arthur. Aos que procuravam receber a segunda obra de graça, era ensinado que cada cristão precisa esperar pela promessa do batismo no Espírito Santo, fazendo uma interpretação pessoal de Lc 24.49. A crença na segunda obra de graça não ficou confinada ao metodismo. O advogado e pregador cristão Charles G. Finney, por exemplo, acreditava que o batismo no Espírito Santo provesse revestimento de poder para se obter a perfeição cristã. Outros pregadores de renome, tais como Dwight L. Moody e R.A. Torrey, também acreditavam que uma segunda obra de graça revestiria o cristão com o poder do Espírito. 

Dois eventos marcaram definitivamente a chegada do moderno movimento pentecostal. O primeiro deles é datado de 1º de Janeiro de 1901, quando Agnes Ozman, aluna da Escola Bíblica Betel de Charles Fox Parham, em Topeka, no estado americano do Kansas, teve uma experiência mística e começou a falar em outras línguas.  Depois de Agnes Ozman, muitos outros alunos foram batizados com o “novo” batismo, e falaram em outras línguas (xenolalia). Aqueles que presenciavam esses acontecimentos, faziam rapidamente um paralelo com os eventos do livro de Atos dos Apóstolos, e muitos diziam que o movimento era a restauração da fé apostólica.

 De fato, quando Bennett Freeman Lawrence escreveu a primeira história do movimento pentecostal, em 1916, deu ao movimento o título de The Apostolic Faith Restored (Fé Apostólica Restaurada). À princípio, os cristãos pentecostais achavam que as línguas faladas por eles eram, de fato, xenolalia, isto é, línguas inteligíveis – idiomas pátrios. Depois de 1906, porém, cada vez mais pentecostais estavam de acordo em que as línguas por eles faladas eram glossolalia, isto é, línguas desconhecidas e não identificáveis pela inteligência humana. Parham, porém, continuava crendo que as línguas faladas pelos pentecostais eram xenolalia e que essas línguas eram expressões idiomáticas de outras nações. Sendo assim, o fenômeno das línguas auxiliaria como uma ferramenta nas mãos dos missionários transculturais, que seriam capacitados sobrenaturalmente para falarem outros idiomas. Essa tese perdeu força com o decorrer dos anos e hoje é crença quase comum em círculos pentecostais que as línguas faladas por eles não são idiomas estrangeiros. A grande contribuição teológica de Parham ao movimento acha-se na sua insistência de que o falar noutras línguas é a evidência bíblica vital da terceira obra de graça: o batismo no Espírito Santo. Suas asserções estão baseadas nos relatos de Atos dos Apóstolos, capítulos 2, 10 e 19, e desde então o falar em outras línguas tem sido destacado pelos pentecostais como sendo a evidência física inicial do batismo no Espírito e a prova cabal do mesmo.

Posteriormente, Parham mudou-se para Houston, e um de seus alunos, um homem negro chamado William Seymour, após ter passado pela mesma experiência mística, tornou-se líder de uma igreja na rua Azuza, em Los Angeles, no ano 1906. Foi então que o movimento pentecostal explodiu. A partir da rua Azuza, a mensagem pentecostal, que incluía o falar noutras línguas como sinal do batismo no Espírito Santo, divulgou-se pelos Estados Unidos e pelo resto do mundo. Na verdade, experiências semelhantes, incluindo o falar noutras línguas, já haviam ocorrido em fins do século XIX, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior, em lugares bem distantes entre si, como na já mencionada Índia e na Finlândia, porém até então esses eram apenas casos isolados. Foi à partir do início do século vinte que o pentecostalismo ganhou projeção mundial.

O Dr. Gary B. McGee também menciona as conferências de Keswick, na Grã-Bretanha como tendo uma grande influência sobre o Movimento de Santidade na América do Norte, e consequentemente sobre o pentecostalismo. Os conferencistas de Keswick acreditavam que o batismo no Espírito Santo produzia uma vida contínua de vitória, uma vida mais profunda, caracterizada pela plenitude do Espírito. Essa sentença está alicerçada no conceito wesleyano, que afirmava que o batismo no Espírito produzia a perfeição cristã.

Os principais pressupostos da doutrina pentecostal. No início do movimento houve muitos debates acerca da doutrina, e logo nos primeiros dezesseis anos de existência, houve quatro grandes controvérsias. A primeira, sobre o valor teológico da literatura narrativa, em especial o livro de Atos e os últimos versículos de Marcos, para fundamentar o falar noutras línguas como a evidência inicial do batismo no Espírito Santo. A segunda controvérsia já foi mencionada, e diz respeito à natureza das línguas faladas. Um grupo acreditava tratar-se de expressões idiomáticas inteligíveis (línguas pátrias) enquanto outro acreditava que as línguas faladas eram expressões de mistério, portanto, ininteligíveis por meios naturais. Outro debate girava em torno da segunda obra da graça: a santificação. Seria ela progressiva ou instantânea?

 Os pentecostais de tendências wesleyanas asseguravam que a santificação era uma obra instantânea, enquanto os pentecostais de tendências reformada defendiam a santificação progressiva.

A quarta controvérsia é de ênfase cristológica. Em um sermão pregado em Arroyo Seco, R.E. McAlister observou que os apóstolos batizavam apenas em nome de Jesus (At 2.38) ao invés da fórmula trinitariana (Mt 28.19). Os que deram crédito à pregação de McAlister foram “rebatizados” em nome de Jesus. Houve então uma cisma no movimento e os que enfatizaram o batismo apenas no nome de Jesus acabaram por propor uma doutrina modalística da trindade, que é uma variação do unitarismo. As Assembléias de Deus, no entanto, não acompanharam as tendências modalísticas. Vemos, portanto, o quanto resulta difícil fazer generalizações doutrinárias acerca do movimento. Apesar disso, destacamos à seguir aquilo que consideramos ser as crenças mais universais dos pentecostais. A lista não é exaustiva, podendo haver outros itens não relacionados nessa pesquisa.

Todos os cristãos pentecostais creem:
a) No Batismo no Espírito Santo como experiência subseqüente e distinta da salvação.
b) Na atualidade dos dons espirituais, tais como cura, profecias, línguas e interpretação de línguas e operação de milagres.
c) Que o batismo pentecostal reveste o crente com poder do alto capacitando-o para exercer seu ministério ao mundo.
Além disso, a maioria dos cristãos pentecostais também crê:
a) Na vinda de Jesus pré-milenista e pré-tribulacionista.
b) No falar em línguas como evidência física inicial do batismo no Espírito.
c) São dispensacionalistas.
– Razões que contribuíram para crescimento do Movimento Pentecostal. No final do século dezenove e início do século vinte, a medicina avançava à duras penas e oferecia pouca ajuda aos que se achavam gravemente enfermos. Consequentemente, a fé no miraculoso para a cura física começou a ressurgir nos círculos evangélicos.
 Na Alemanha do século dezenove, os ministérios que ressaltavam a importância da oração pelos enfermos atraía a atenção dos crentes estadunidenses, ao mesmo tempo que a teologia pietista, com sua crença na purificação instantânea do pecado ou no revestimento do poder do Espírito produziu um ambiente receptivo aos ensinos da cura mediante a fé.

No Brasil, na época em que Daniel Berg e Gunnar Vingren aportaram em nosso país, a medicina era ainda mais precária, havia em nossas terras um grande número de leprosos e muita gente morria apenas por falta de higiene ou por efeito de uma desinteria. A promessa de uma cura instantânea veio de encontro com as necessidades básicas do nosso povo, de modo o movimento teve ampla aceitação. A crença mística do povo brasileiro, sobretudo no norte do país, também foi um fator decisivo para a recepção das doutrinas pregadas pelos missionários suecos. Não queremos dizer com isso que o pentecostalismo somente se instaurou no Brasil por causa da influência dos cultos afros e do xamanismo. Lembremos que o mundo greco-romano nos dias apostólicos também tinha suas religiões de mistério, e ainda que isso tenha contribuído para a aceitação do evangelho, esse não foi o fator decisivo.

Objeções à doutrina pentecostal. Muitos cessacionistas têm se empenhado para desacreditar o pentecostalismo e a atualidade dos dons espirituais. Porém, nenhuma exegese por eles apresentada justifica o anti-sobrenaturalismo presente em sua teologia. Os cessacionistas argumentam que se a inspiração profética é atual, então teremos duas fontes inspiradas: a Bíblia e a profecia. Os restauracionistas pentecostais, por outro lado, dizem que as profecias só são válidas se estiverem em comum acordo com a Bíblia sagrada e terão valor apenas após o seu cumprimento. Outra questão diz respeito aos milagres. Alguns cessassionistas dizem que a ocorrência de sinais fantásticos seria mais que persuasão e violaria incondicionalmente o livre-arbítrio humano. A isso os pentecostais dizem que Jesus e os discípulos também faziam sinais, e nem por isso aqueles que se convertiam tinham seu livre-arbítrio violado. Muitos presenciaram a multiplicação dos pães, mas nem por isso se tornaram crentes. Muitas foram as contribuições do pentecostalismo. Em meio ao cenário árido da teologia do início do século vinte, surgiu um movimento com ênfase na santificação, na leitura e pregação devocional da Bíblia e com uma visão de ministério às nações. As Assembléias de Deus, filha desse reavivamento espiritual, tornou-se uma das maiores denominações do mundo. É interessante perceber que nesses cem anos de controvérsias teológicas, enquanto os teólogos alemães e norteamenricanos patenteavam jargões como geschichte, desmitologização, faziam estudos sobre o Jesus histórico desassociando-o do Jesus da fé, criavam teologias com ênfase em teorias naturalistas e evolucionistas, surgiu também um movimento de restauração da fé apostólica. Talvez minha observação pareça arrebatada ou até mesmo apaixonada demais, mas o fato é que o pentecostalismo foi uma das principais reações contrárias ao secularismo teológico que surgiu no século vinte. Se por um lado os demais movimentos estavam associados ao desejo de amoldar a fé cristã aos padrões filosóficos e científicos do homem moderno, o pentecostalismo por sua vez surgiu do desejo de reencontrar a fé cristã primitiva e de desassociar-se do sistema secular. Não faltam porém objeções às práticas do movimento, entre as quais destacamos algumas. Em muitas igrejas evangélicas, a excessiva ênfase na inspiração sobrenatural da fala, ou dom de profecia, tem substituído a pregação da palavra de Deus.

É comum em nossos dias ver pregadores pentecostais trazendo novas e estranhas revelações acerca de anjos, visões e da conduta cristã, a ponto de ter se tornado praxe de certo pregador televisivo, invocar serafins antes de fazer sua preleção. Essa prática definitivamente não é cristã. Jamais vimos Jesus ou os seus apóstolos invocando a presença de anjos antes de trazer uma mensagem aos fiéis. E os exageros não param por aí: a Bíblia também, volta e meia desaparece dos púlpitos nos congressos, e quando reaparece, é permutada. Esse mesmo pregador gosta de dizer a Deus em suas “fervorosas” orações: “se tenho crédito no céu…”. Crédito no céu? Onde está a mensagem da graça, do favor de Deus? Outro pregador pentecostal que há anos se identificava como homem ortodoxo tem se rendido fatalmente à práticas neo-pentecostais, mercadejando as bênçãos de Deus e enfatizando muito mais o presente que o porvir. Virou já um ícone do evangelho da prosperidade. De modo quase geral, a pregação catequética e com embasamento escriturístico tem sido substituída por empolgados shows evangélicos, promovidos por pregadores que mais parecem animadores de auditório. Isso, porém, não significa que não haja pentecostais sérios e ortodoxos. Há muitos que ainda prezam pela pregação bíblica e que mantém o perfeito equilíbrio entre a unção, a erudição e o conhecimento teológico. Conhecemos muitos assim, e enquanto existirem esses, creio que o movimento contará com certa credibilidade.
 No entanto, o atual quadro do pentecostalismo, sobretudo no cenário nacional, faz-nos pensar na necessidade e porque não dizer, urgência de uma nova reforma religiosa dentro do próprio movimento: uma nova restauração da fé apostólica.

O pentecostalismo surge no cenário contemporâneo na contramão da teologia moderna liberal e neo-ortodoxa. Enquanto Barth, Bultmann, Tillich e Brunner agitavam o cenário teológico mundial com inovações e com suas tendências filosóficas, obviamente influenciados pelo existencialismo de Kierkgaard, pelo ceticismo de David Hume e pelos apelos filosóficos de Immanuel Kant, surgiu no cenário mundial um movimento que buscava justamente o oposto. Se por um lado Paul Tillich buscava amoldar a Bíblia às necessidades do homem, William Seymour e os demais pregadores do movimento pietista pentecostal instavam para que os homens se amoldassem à Palavra de Deus. Enquanto Barth apresentava Deus como “Totalmente-Outro”, os pregadores pentecostais insistiam na possibilidade de um relacionamento pessoal com Deus e definiam-no como aquele que habita os céus e que paradoxalmente, vive em nós. Muitos excessos têm sido cometidos desde então, mas isso não desqualifica o movimento. Na verdade, esses excessos ocorrem bem na fronteira de dois movimentos contemporâneos com muita força em nosso país: o pentecostalismo e o neo-pentecostalismo.  Fonte: http://teologiacontemporanea.wordpress.com

18 de abril de 2012

Catherine Booth - A Mulher que criou um Exército e foi Mãe de Generais


Catherine Booth
1829 - 1890
by Toni Gonzales
Todo mês de dezembro, nos EUA e em outras partes do mundo, nós vemos as pessoas do Exército da Salvação trabalhando com os seus sinos na frente das grandes lojas para arrecadar dinheiro para as sopas e cobertores para os pobres da cidade. Esta obra começou a 100 anos atráz pelas mãos de dois servos de Deus; William e Catherine Booth. Quando eles fundaram o Exército da Salvação ao perceber que as igrejas locais não davam a atenção necessária aos pobres e desabrigados. E eles foram bem longe, levando assistência a várias nações da terra. Catherine um dia falou a igreja: “ Nós fomos feitos para grandes coisas. Portanto vamos cumprir nosso glorioso destino”. Catherine nasceu na Inglaterra em um lar metódico e conservador. Sua família a educou dentro de casa e ela foi ensinada aler a bíblia sozinha e assim fêz várias vezes em sua mocidade. Ainda moça foi ver um jovem pregador. Sua mensagem era muito dura para a congregação ignorar e seu jeito era muito carismático para Catherine esquecer. Seu nome era William Booth. Eles casaram e foram para Londres, onde juntou com voluntários começaram a dar assistência aos pobres da cidade. Catherine logo percebeu a grandeza da obra em que estavam envolvidos. Eles saim pelas ruas convidando a todos para seus cultos nas tendas armadas na rua e muitas vezes, William chegava em casa todo molhado de bebida e ovos podres que eram jogados nele durante as cruzadas. Quase todos os seus oito filhos trabalhavam com eles na missão e em pouco tempo eles já estavam indo aos EUA para estabelecer o mesmo trabalho no novo mundo.  Hoje o Exército da Salvação atende pessoas em 94 países, verdadeiramente um final grande para uma mulher doente, com educação caseira e oito filhos para cuidar.


www.historyswomen.com
“A Mãe do Exército da Salvação”

Catherine Booth nascida neste dia, 17 de janeiro de 1829, foi a esposa do fundador do Exército da Salvação, William Booth. Por causa de sua influência na formação do Exército de Salvação ela era conhecida como a “Mãe do Exército.”


Nasceu como Catherine Mumford em Ashbourne, no condado do Derbyshire, Inglaterra, na família formada por John Mumford e Sarah Milward, que tiveram outros quatro filhos. O seu pai era um modesto construtor de carroças e a sua mãe uma cristã muito devota. A sua família mudou-se, sendo ela ainda muito pequena, para Boston, Lincolnshire, e mais tarde para Brixton, Londres.



Desde tenra idade, Catherine mostrou-se como uma menina séria, religiosa e sensível. Teve uma rigorosa educação cristã, aos 5 anos já lia em voz alta a Bíblia para a sua mãe e antes de cumprir os 12 anos já a tinha lido completamente oito vezes. Aos 14 anos, uma enfermidade na coluna obrigou-a a deixar a escola e a passar muitos meses prostrada. Era uma criança de saúde frágil, que tendo deixada escola formal aos 14 anos como já foi dito, ainda assim foi uma brilhante aluna, a quem a sua enfermidade não impediu de estudar teologia, história, geografia, e filosofia.



Mais tarde as suas inquietações religiosas levaram-na a experimentar um renascer espiritual, e filiou-se numa Igreja Metodista. As suas inquietações sociais fizeram-na comprometer-se também com a “Band of Hope”, uma sociedade de temperança para meninos e adolescentes da classe operária fundada em 1847, em os membros faziam votos de abstinência total (alcoólica) e faziam também propaganda contra as bebidas alcoólicas. Por esse tempo Catherine também foi ativista do “Temperance Movement”, escrevendo cartas sobre este problema a numerosos jornais e autoridades.



Ela conheceu William Booth quando este veio pregar à sua Igreja (Ela estava aprendendo a ser pregador do Novo Círculo Metodista) em 1852, fizeram-se muito amigos e simpatizaram imediatamente um com o outro.



Depois de três anos de amizade, nos quais Catherine apoiou o trabalho de pregador itinerante de William com um nutrido epistolário, (6 volumes publicados em 1988: Writings of Catherine Booth) contraíram matrimónio em 16 de junho de 1855, na Igreja Congregacional de Stockwell Green, no sul de Londres. Tiveram uma numerosa família, toda ela dedicada, desde a infância, ao trabalho evangelístico: William Bramwell Booth (1856), Ballington Booth (1857), Catherine ou Kate Booth (1858), Emma Booth (1860), Herbert Booth (1862), Enjoe Booth (1864), Evangeline (1865) e Lucy (1868).



Catherine teve ainda tempo para começar a ser mais ativa no trabalho da Igreja enquanto William era pastor em Brighouse. Ela sentiu uma chamada irresistível para convidar as pessoas comuns à Igreja, iniciou para isso um ativo ministério de visitação casa a casa, especialmente entre as famílias com problemas de alcoolismo. Também participou activamente em reuniões para crianças e adolescentes. Contudo, ela era muito tímida para falar ao público adulto, além disso, naquela época, era muito incomum que uma mulher tivesse oportunidade de falar em serviços religiosos.



Entretanto, Catherine estava convencida de que as mulheres cristãs não só tinham o direito de pregar, mas também tinham essa obrigação. Quando chegou às suas mãos um periódico com um artigo em que se argumentava contra o direito das mulheres utilizarem o púlpito, ela decidiu-se a publicar o “Female Ministry: Or, Woman”s Right to Preach the Gospel” (Ministério Feminino: ou O direito das mulheres a pregar o Evangelho) em 1859, um artigo que foi publicado no mesmo periódico como uma separata.



William e Catherine decidiram começar um trabalho diferente do pastorado de uma igreja ao iniciarem a sua Missão Cristã em 1865. William pregava aos pobres e deserdados e Catherine (em certo sentido) aos ricos, ganhando a sua ajuda para financiar esta tamanha iniciativa, foi por isso que ela começou a levar a cabo as suas próprias campanhas de coletas de recursos e de voluntariado. Quando este trabalho diferente tomou o nome de “Exército de Salvação” em 1878, e William Booth começou a ser conhecido como “O General”, Catherine passou definitivamente para segundo plano, sendo reconhecida como “Mother of the Army”, e ela certamente estava por detrás de muitas das mudanças da nova organização.



Como esposa de William Booth, Catarina contribuiu fortemente com muitas das suas ideias para as crenças e regulamentos do Exército de Salvação.



Foi a “designer” da bandeira e do famoso poke bonnet (chapéu de senhora com pala, sobretudo os usados pelas senhoras no Exército de Salvação).



Mas, mais importante ainda, ela deve receber o mérito da igualdade que as mulheres desfrutam no Exército da Salvação.



Quando ela tinha 59 anos, Catarina foi informada que ela estava sofrendo de cancer, que só tinha mais dois anos para viver.



Ela pregou o seu último sermão em 21 de junho de 1888, e então retirou-se para a sua casa em Hadley Wood, próximo a Londres, onde, apesar das dores excessivas, ela continuou a discutir os negócios do Exército da Salvação e a encorajar as suas muitas visitas.



Catherine Booth morreu aos 61 anos de idade em Clacton-on-Sea, Essex, em 4 de outubro de 1890. Faleceu nos braços de William e rodeada pelos seus filhos e família. Ela está enterrada junto ao seu marido no Cemitério do Abney Park, Londres.


Carlos António da Rocha

Bill Mcchesney

fotos do Congo Bill Mcchesney O pequeno valente

Durante os anos 60 o Zaire, antes conhecida como Congo belga era um verdadeiro barril de pólvora. Somente alguns anos antes, a Bélgica havia reconhecido a independência desta nova nação, após anos de colonialismo rodeado de escândalos e corrupções. Os belgas não treinaram os africanos para governar bem o seu novo país. Associado a isto, ainda havia o fato de discriminação entre colonozqadores europeus, que já faziam parte do país e nativos africanos na província de Katanga.
E a partir da independência, o governo nunca conseguiu controlar os grupos rebeldes que pipocavam no jovem país. Um grupo chamado Simba cometia as mais cruéis atrocidades contra o seu próprio povo e principalmetne extrangeiros. Muitos missionários foram mortos ou violentamente espancados neste período. Bill McChesney foi um deles. Ele era conhecido como o pequeno valente. 1,65 m de altura, ele era um alegre e pequeno homem, mas com um coraçào de gigante da fé . Seu apelido era “smiling Bill “ ( o sorridente Bill ) pois nada o fazia perder a alegria da salvaçào, que era contagiante e sempre estampada em seu radiante sorriso.
Antes dele partir ao Zaire como missionário, Bill escreveu o poema “Minha escolha “:
Se Ele é Deus e morreu por mim
Por ele também irei até o fim.
Se Ele por mim, a cruz carregou,
Também vou andar, por onde ele andou
Tudo que puder, farei por Jesus
Esta é minha escolha, andar em sua luz!

Em 1964, os rebeldes prenderam Bill, e ele estava muito doente, sofrendo de malária, por isso um outro missionário chamado Jim Rodgers, se entregou voluntariamente aos bandidos, somente para poder cuidar de seu amigo e irmão na fé. Na manhã seguinte, quando descobriram que Bill era um missionário americano, espancaram ele até a morte e assim foi levado aos céus o nosso herói, com 28 anos de idade, tombou no campo de batalha, mas seu nome não será esquecido. Talvez, aqui na terra pouca gente já ouviu falar dele, mas no céu ele para sempre será lembrado como aquele que foi fiel até a morte, aquele que caminhou até o fim com Jesus.

Bibliography:
McChesney, Bill. "The Choice." various web sites.
"Walk of Repentance." http://www.mountzion.org
poema de Bill Mcchesney A minha escolha Quero o pequeno almoço às oito horas, Com presunto e ovos, servido em baixela de prata; Um suculento bife grelhado, saboreado à uma E jantar de novo quando o dia acabar. Quero uma casa ultramoderna Com um telefone em cada aposento Também tapetes suaves sobre os pavimentos E as portas adornadas com lindos reposteiros. Uma casa confortável de coisas encantadoras Como poltronas com colchões E, então, comprarei uma boa televisão Naturalmente para vê-la com muito cuidado.
O vestuário tem de ser da melhor qualidade Com fatos, camisas e sapatos da última moda Roupa veraniça para o calor por que não deverão os Cristãos ter o melhor? Então, o Mestre escuto Com uma voz clara, segura, Ordena-me, “Vem e segue-Me, Ao humilde Homem da Galileia. As aves do céu têm ninhos E as raposas têm covis Cama não te posso oferecer Tampouco Eu tenho onde reclinar a cabeça.” Cheio de vergonha comecei a chorar Como posso eu repelir com desdém o Crucificado Como posso eu esquecer o caminho que Ele seguiu As noites sem somo que Ele por mim passou? Quarenta dias esteve em jejum Para sozinho no deserto a tentação vencer Rejeitado e humilhado Ele perseverou Até que o véu do templo se rasgou. Varão de dores e de sofrimento Sem amigos de quem recebesse alento Golpeado por Deus e abatido Por nós maltratado e ferido. Sim, o rasto de Seus passos seguirei, E, com todo o meu coração Lhe agradarei, Desde agora e pela eternidade Toda a minha vida será Dele. Se Ele é Deus e por mim morreu, Nenhum sacrifício pode ser grande demais Para mim, homem mortal, para que eu o faça; Tudo vou fazer por amor de Jesus. Sim, vou trilhar o caminho que Ele trilhou; Nenhum outro caminho ao meu Deus agradará; Assim, de ora avante, a minha escolha esta será, A minha escolha para sempre será! Tradução de Carlos António da Rocha Bill McChesney nasceu neste dia, 21 de julho de 1936. Todos que o conheciam, chamavam-lhe "Bill Sorridente", e a palavra que melhor o descrevia era "exuberante". Foi um missionário norte-americano na Worldwide Evangelical Crusade (Cruzada Evangélica Mundial) que foi assassinado na revolta do Congo de 1964, em 25 de novembro desse mesmo ano de 1964, com apenas 28 anos!

10 de abril de 2012

D L MOODY O Maior evangelista depois do apóstolo Paulo

FRASE DE MOODY SOBRE A BÍBLIA

Ou este livro te afastará do pecado ou o pecado te afastará deste livro
Moody










Porque Deus usou tanto D L Moody?

D.L. Moody foi um homem totalmente comum, um sapateiro de Boston que falava errado, pregava usando palavras muito simples, era pobre, sem estudos e tinha uma cultura muito limitada. Então alguém pode perguntar: Como pode um homem com tanta limitação entrar para a história como o maior evangelista depois da era apostólica?
De onde vinha tanto poder e resultados tào extraordinários a ponto de até mesmo o presidente dos Estados Unidos o ter ido visitar pessoalmente?

R. A. TORRES, discípulo de moody tentou explicar isso em uma biogradia de Moody que ele escreveu: 
Os sete segredos de Moody:

1. Ele era um homem totalmente rendido a Cristo.
Moody não tinha alvos e objetivos a parte de Deus. O coração do Pai encheu o coraçào de Moody. Ele era o que hoje as pessoa poderiam classificar como fanático; mas um fanático cheio da glória de Deus e que mudou a história de milhòes de vidas sobre a face da terra.
.
 2- Ele era um homem de oraçào.
Moody encarava todas as dificuldades da vida através da oraçào. Absolutamente todas as coisas que surgiam em seu caminho eram resolvidas através sa oraçào.
3.Ele era um profundo e aficcionado estudante da bíblia.
Cada manhã, Moody fechava-se em seu quarto e ali passava tempo com o Senhor estudando a sua palavra. Estava sempre disposto a sacrificar seu tempo para ficar a sós com o Senhor.
4.Ele era um homem humilde.
Moody era totalmente convencido de sua falta de aptidão para pregar o evangelho. Isto o levou a buscar a força do Senhor e talvez isto tenha sido o seu grande triunfo. Isto também o ajudou a ter o hábito de sempre tirar os holofotes de sobre ele e dar a glória sempre a Deus e reconhecer muito os seus assistentes e colaboradores.
5. Ele era um homem que não ligava para o dinheiro
Milhões de dólares passaram pelas mãos deste homem. Ele amava angariar fundos para o trabalho de Senhor, mas sempre se recusou a ajuntar dinheiro para si mesmo

6.Ele tinha uma grande paixão pela salvaçào dos perdidos
Logo que se converteu, Moody resolveu nunca passar um dia sem falar do evangelho. As vezes esquecia e saia pelas ruas a noite procurando alguém com quem pudesse compartilhar as boas novas de Jesus

.
7- Definitivamente ele era revestido com poder do alto.
“Em seus primeiros dias de convertido, ele foi um grande trabalhador; ele tinha um tremendo desejo de fazer alguma coisa, mas ele não tinha realmente poder dos céus” Assim Torrey descreveu Moody, “Ele trabalhou muito na força da carne mas isso mudou depois que ele começou a orar para que o trabalho de evangelização fosse feito pelo poder do Espírito Santo e não por esforços humanos“.


A Bíblia não nos foi dada para aumentar nosso conhecimento, mas para mudar nossa vida
D. L. Moody




OBRAS DE MOODY
O INFERNO
AMANHÃ PODE SER TARDE
O QUE É REQUERIDO DE UM EVANGELISTA








A BÍBLIA E O SOL

"Muitas pessoas crêem que a Bíblia é um livro tão arcaico que já passou para a história. Dizem que estaria bem pra os tempos antigos, que contém algumas páginas de interesse histórico, mas que não serve para hoje, porque vivemos no século das [informática] luzes e temos progredido tanto que a humanidade pode caminhar perfeitamente sem ela.


O mesmo seria dizer do sol, que tem brilhado há tanto tempo, também esteja tão velho que é uma coisa atrasada; que quando um homem constrói uma casa, já não deve mais colocar janelas, porque já foi descoberta a energia elétrica. Eu aconselho aos que pensam que a Bíblia é demasiado velha, e que está fora de moda, que também não ponham janelas em suas casas, senão que as ilumine apenas com a luz elétrica, uma vez que buscam somente novidades". Dwight L. Moody


PREGADORES EM EXCESSO
Meus amigos, temos pregadores em excesso. Antes, me lamentava porque não podia chegar a ser um pregador. Pensava que seria tão bonito, se eu pudese falar com uma retórica bela que cativasse meus ouvintes. Tenho escutado muitos grandes pregadores. Chegavam e iam-se embora, e suas vozes eram como o ar, carecíam de poder. Confiavam, não no Senhor, senão em seus belos discursos. Era extamente sobre isso que se referiu o apóstolo Paulo quando disse: "Nem minha palavra, nem minha pregação foram feitas com palavras persuasivas de sabedoria humana, mas com demonstração de virtude do Espírito e de Poder. Uma testemunha que na frente de um juiz começa a fazer discurso, depressa o farão calar-se. O homem que diz a verdade de uma forma clara e simples, é aquele que tem maior poder. Dwight L. Moody

NOVOS CONVERTIDOS
Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas uma coisa eu posso posso profetizar: se cada um de nossos novos convertidos, que for estudar sua bíblia, amar este livro acima de qualquer outro livro, por certo vai resistir. O mundo não terá nenhum charme para si. Ele porá o mundo debaixo de seus pés, porque neste livro, ele descobrirá coisas melhores do que o mundo pode lhe dar.
Dwight L. Moody


SERMÃO DE FUNERAL
Cristo nunca pregou nenhum sermão de funeral.
Dwight L. Moody


O ESPÍRITO SANTO
Quando o Espírito veio sobre Moisés, as pragas vieram sobre o Egito, e ele tinha poder para destruir a vida dos homens; quando o Espírito veio sobre Elias, fogo caiu do céu; quando o Espírito veio sobre Gideão, nenhum homem poderia ficar de pé diante dele; e quando o Espírito veio sobre Josué, ele rodeou a cidade de Jericó e toda a cidade caiu em suas mãos. Mas, quando o Espírito veio sobre o Filho do Homem, ele deu a sua vida e curou os quebrantados de coração.  Dwight L. Moody


CRISTÃOS DERROTADOS
Eu creio que centenas de cristãos estão sendo enganados por satanás neste ponto: que eles não têm a segurança da salvação apenas porque não querem aceitar a Deus e Sua palavra.
Dwight L. Moody
traduçào de João Cruzué




Frases Selecionadas de D. L. Moody
(1837-1899)
“Suponhamos que alguém me oferecesse mil dólares por cada pessoa que eu levasse a Cristo. Será que com isso a minha vontade de ganhar almas para Jesus seria maior do que a que tenho no momento? Se assim o for, quão mesquinha e medíocre tem sido a minha fé em Deus.”
"Apresente sua petição perante Deus, e então diga, 'Seja feita a Tua vontade, não a minha. ' A mais carinhosa lição que eu aprendi na escola de Deus é deixar que o Senhor escolha por mim."
"Um homem pode falsificar o amor, pode falsificar a fé, pode falsificar a esperança e todas as outras virtudes, mas é muito difícil falsificar a humildade.”
O caráter é o que você é na escuridão.
“A tendência do Mundo é para baixo; o Caminho de Deus é para cima.”
“A obediência quer dizer marchar em frente quer sintamos quer deixarmos de sentir alguma coisa. Muitas vezes andamos contra as nossas sensações. Fé é uma coisa; sensação é outra.”
“O cristão de joelhos vê mais do que um filósofo nas pontas dos pés.”
“Deus não despede ninguém vazio exceto aqueles que são cheios de si mesmos.”
“Pequenos números não fazem nenhuma diferença para Deus. Não há nada pequeno se Deus estiver nele.”
“Tenho mais preocupações com D. L. Moody do que com qualquer outro homem que alguma vez me encontrei.”
“Deus não tem nada para dizer a justos aos seus próprios olhos.”
“Quando um homem não tem nenhuma força, se ele se inclinar diante de Deus, ficará poderoso.”
“As tentações parecem-se com vagabundos. Trate-as amavelmente, e elas retornarão trazendo outras com elas.”
“As tentações nunca são tão perigosas a não ser quando elas nos vêm sob um traje religioso.”
“Se eu caminhar com o Mundo, eu não posso andar com o Deus.”
“Podemos suportar melhor a aflição do que a prosperidade, já que na prosperidade nos esquecemos de Deus.”
“Tenha coragem. Andamos no deserto hoje, e na Terra Prometida amanhã.”
“Orei por fé e pensei que qualquer dia a fé baixaria e me atingiria como o relâmpago. Mas a fé não pareceu vir. Um dia li em Romanos 10, „A Fé vem pelo ouvir, e ouvir pela Palavra do Deus.‟ Então abri minha Bíblia e comecei a estudar, e a fé vem crescendo desde então.”
“Buscar o perpetuar do nome de alguém na Terra é como escrever na areia da praia; para ser perpétuo ele deve ser escrito em costas eternas.”
“Acredito que a família foi estabelecida muito antes da igreja, e o meu dever é primeiro com minha família. Não devo negligenciar minha família.”
“Você vai encontrar centenas de censuradores entre cristãos professos; mas toda a crítica deles não conduzirá uma única alma a Deus. Sinto que Jesus Cristo deveria ter um representante muito melhor do que sou. Mas já vivi por muito tempo, o bastante para descobrir que não há nada perfeito neste Mundo. Se você for esperar até que encontre um pregador perfeito ou que melhore as reuniões, temo que vai precisar de um milênio.”
“A lei pode me dizer quão torto eu sou. Mas quando a graça vem, endireita-me.”
“Uma vida consagrada produzirá uma impressão mais profunda. Os faróis não carregam nenhuma buzina; eles apenas brilham."
“A Bíblia não nos foi dada para aumentar nosso conhecimento, mas para mudar nossa vida.”
"De cem homens, um lerá a Bíblia; noventa e nove lerão o cristão."
D. L. Moody: Referindo-se à Bíblia: "Ou esse Livro me afasta do pecado ou o pecado me afastará desse Livro."
"Nunca fazia longas orações, nem passava longo tempo sem orar."
“Se eu cuidar do meu caráter minha reputação cuidará de si.”
“Se queres ficar incomodado, olha para dentro; se queres andar perplexo, olha em torno; se queres ter paz, olha para cima.”
“Jamais vi o Espírito de Deus atuar onde o povo do Senhor está dividido.”
“Quem não se torna em árvore que produz fruto, tornar-se-á em galho para a fornalha.”
“Se Cristo estiver em sua casa, os vizinhos logo perceberão.”
“A esperança é semelhante ao Sol, que lança as sombras para trás de nós, à proporção em que marchamos ao seu encontro.”
“Arrependimento é a lágrima nos olhos da fé.”
“É para isso que Deus nos deu a Lei: para nos mostrar quem realmente somos.”
“Os rudes entalhes da repreensão têm o único objetivo de colocar-nos no prumo, para que sejamos utilizados no Edifício Celestial.”
"Ore como se tudo dependesse de Deus. Trabalhe como se tudo dependesse de você".

12 de novembro de 2011

Tio Milton Rickly de caminhoneiro a mestre do evangelismo


"Nós não precisamos de coisas novas no evangelho, mas sim das antigas "

Estudos bíblicos originalmente criados pelo pastor Milton Rickly do Turvo PR e adaptado pela Evangelista Raquel Tessaro



24 de outubro de 2011

Jim Elliot o missionário aos índios do Equador



"Não é tolo aquele que abre mão do que não pode reter para ganhar o que não pode perder."
Jim Elliot









A vida e o testemunho desses cinco missionários martirizados por amor ao evangelho têm inspirado até hoje centenas de jovens a dedicar suas vidas ao Senhor da seara. Jim Elliot procurou servir a Jesus com todas as suas forças e a maior parte de sua vida e de seu ministério é contado por sua esposa Elizabeth em dois livros publicados posteriormente. Sua célebre frase, encontrada em seu diário nos inspira a entregar sem reservas a nossas vidas nas mãos do Mestre: "Aquele que dá o que não pode manter, para ganhar o que não pode perder, não é um tolo".

As esposas desses missionários, apesar da grande dor que sofreram, decidiram continuar com a missão, e algum tempo depois foram sucedidas na evangelização dos aucas. A tribo foi evangelizada e alguns anos mais tarde, o assassino de Jim Elliot, agora convertido ao Senhor Jesus e líder da igreja na aldeia batizou a filha de Jim e Elizabeth no rio onde seu pai tinha sido morto.

12 de setembro de 2011

MARTIN LUTHER KING

» "O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons."


» MARTIN LUTHER KING Jr. - Pastor protestante americano, pacifista, líder do movimento dos direitos civis dos negros - 1929-1968

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 DÊ O MELHOR DE VOCÊ: Se um homem é chamado para ser um varredor de rua, ele deve varrer a rua como Michelangelo pintava, ou como Beethoven compunha, ou como Shakespeare escrevia poesia. Ele deveria varrer as ruas tão bem que todos os exércitos do céu e da terra parassem e dissessem: “Aqui viveu um grande varredor de ruas que fez muito bem o seu trabalho”.

  UM CORAÇÃO CHEIO DE GRAÇA: Todos podem ser grandes. Porque qualquer pessoa pode servir. Não precisamos ter um diploma universitário para servir. Não temos de fazer concordância entre o sujeito e o verbo para servir. Não precisamos saber sobre Platão e Aristóteles para servir. Não precisamos entender a teoria da relatividade de Einstein para servir. Não precisamos conhecer a segunda lei da termodinâmica na física para servir. Precisamos apenas um coração cheio de graça. Uma alma engendrada pelo amor. Fonte: Livro: As 
Palavras de Martin Luther King - Editora Zahar.  


 NOSSA ÚNICA SAÍDA: Retribuir ódio com ódio faz com que ele se multiplique, aumentando a escuridão em uma noite que já é desprovida de estrelas. A sombra não pode acabar com ela mesma, só a luz é capaz de extingui-la. O ódio não acaba com ele mesmo, só o amor pode fazer isso. O ódio, a violência e a agressividade multiplicam a si mesmos, criando uma ciranda de destruição. Assim, quando Jesus manda amar os inimigos. Ele apresenta uma recomendação profunda, da qual não é possível escapar. a 33verdade é que chegamos a um impasse no mundo moderno, porque nossa única saída é amar nossos inimigos. É necessário deter a reação em cadeia provocada pelo mal, onde o ódio gera mais ódio e as guerras produzem novas guerras, para não sermos jogados no abismo escuro da aniquilação. Fonte: Livro: Meditações para a Vida - Ken Gire - Editora Textos. "Eu segurei muitas coisas em minhas mãos, e eu perdi tudo; mas tudo que que eu coloquei nas mãos de Deus eu ainda possuo."
- Autor: Martin Luther King

» "Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos."
- Autor: Martin Luther King

» "Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio."
- Autor: Martin Luther King

» Mesmo se eu soubesse que amanhã o mundo se partiria em pedaços, eu ainda plantaria a minha macieira.
- Autor: Martin Luther King

MARTINHO LUTERO O PAI DA REFORMA


PALAVRAS ILUMINADAS: ♥O melhor nome pelo qual podemos pensar em Deus é Pai. É um nome amoroso, profundo, doce, to¬cante, pois o nome de pai é, por natureza, repleto de doçura e conforto inato. Assim, também precisamos con¬fessar que somos filhos de Deus, porque por esse nome tocamos nosso Deus de forma mais profunda, já que não existe som mais doce ao pai do que a voz do filho. ♥Da mesma forma como vamos até o berço tão-somente para encontrar um bebê, também recorremos às Escrituras apenas para encontrar Cristo. ♥A Bíblia é viva, ela fala comigo: tem pés, corre atrás de mim; têm mãos, ela sustenta-me. ♥A compreensão adequada das Escrituras só ocorre por meio do Espírito Santo. ♥A liberdade cristã apresenta dois princípios – primeiro: O cristão é SENHOR – ele é o mais livre dos homens e não está sujeito a ninguém; segundo: o cristão é SERVO – é o Servo – é o que tem mais deveres para com os outros e está sujeito a todos. Livre de todos os homens, para ser servidor de todos, eis o fundamento da liberdade cristã.
♥A mentira é como a bola de neve: quanto mais rola, tanto mais aumenta. ♥A música é o melhor refrigério para um desconsolado: por sua causa o coração serena, reconforta-se e renova-se. ♥A oração é o suor da alma. ♥De trabalho não há quem morra. De ociosidade sim, porque o homem nasceu para trabalhar como a ave nasceu para voar. ♥Deus cria a partir do nada. Portanto, enquanto o homem não se reduzir a nada, Deus não poderá fazer nada com ele. ♥Deus é um forno ardente tão cheio de amor que todo o céu e toda a terra estão envolvidos pelo seu calor. ♥Deus está mais perto de nós quando pensamos que está bastante distante.

♥Deus põe a sua marca em todos quantos Lhe obedecem. 

♥Deus é Castelo Forte e Bom. 



♥Não desanimes ante uma batalha perdida. Resta-nos sempre a força da oração de onde nascem a esperança e um espírito de resoluta resistência. 

♥Não pode deixar de existir a desigualdade das pessoas. Algumas têm de ser livres, outras servas, umas dirigentes, outras dirigidas. 

♥Não voltar a fazer determinada coisa é a essência do mais verdadeiro arrependimento. 

♥Nas Escrituras, cada florzinha é uma campina. 

♥O pecado é como a barba, reproduz-se, e é preciso cortá-lo continuamente. 

♥Minha consciência é escrava da Palavra de Deus. 

♥Deve-se doar com a alma livre, simples, apenas por amor, espontaneamente! 

♥Se o negócio do sapateiro é fazer sapatos, o negócio do cristão é orar. 

♥Eu segurei muitas coisas em minhas mãos, e perdi todas elas, mas o que eu tenho colocado nas mãos de Deus, eu ainda possuo.  

  “Os que se amam profundamente, jamais envelhecem; podem morrer de velhice, mas morrem jovens.”

“O mundo é como um camponês embriagado; basta ajudá-lo a montar sobre a sela de um lado para ele cair do outro logo em seguida. “

“A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço.”

“Jamais alguém se arrependeu de ter-se acostumado a madrugar e a ter-se casado jovem.”

“No casamento, cada pessoa deve realizar a função que lhe compete. O homem deve ganhar dinheiro, a mulher deve economizar.”

“Nada se esquece mais lentamente que uma ofensa e nada mais rápido que um favor.”

“Cada coisa que é feita no mundo é feita pela esperança.”
( Martinho Lutero )



No cárcere, sentenciado pelo Papa a ser queimado vivo, João Huss disse: "Podem matar o ganso (na sua língua, 'huss' é ganso), mas daqui a cem anos, Deus suscitará um cisne que não poderão queimar". Enquanto caía a neve, e o vento frio uivava como fera em redor da casa, nasceu esse "cisne", em Eisleben, Alemanha, ele recebeu o nome de Martinho Lutero. Cento e dois anos depois de João Huss expirar na fogueira, o "cisne" afixou, na porta da Igreja em Wittenberg, as suas noventa e cinco teses contra as indulgências, ato que gerou a Grande Reforma. João Huss enganara-se em apenas dois anos, na sua predição. Para dar o valor devido à obra de Martinho Lutero, é necessário notar algo das trevas e confusão dos tempos em que nasceu. Calcula-se que, pelo menos, um milhão de albigenses foram mortos na França, a fim de cumprir a ordem do Papa, para que esses "hereges" fossem cruelmente exterminados. 

Wyclif, "a Estrela da Alva da Reforma", traduzira a Bíblia para a língua inglesa. 

João Huss, discípulo de Wyclif, morrera na fogueira, na Boêmia, suplicando ao Senhor que perdoasse aos seus perseguidores. 

Jerônimo de Praga, companheiro de Huss e também erudito, sofrera o mesmo suplício, cantando hinos, nas chamas, até o último suspiro. 

João Wessália, notável pregador de Erfurt, fora preso por ensinar que a salvação é pela graça; seu frágil corpo fora metido entre ferros, onde morreu quatro anos antes do nascimento de Lutero. 

Na Itália, quinze anos depois de Lutero nascer, Savonarola, homem dedicado a Deus e fiel pregador da Palavra, foi enforcado e seu corpo reduzido a cinzas, por ordem da Igreja Romana. Em tempos assim, nasceu Martinho Lutero. Como muitos dos mais célebres entre os homens, era de família pobre. Dizia ele: "Sou filho de camponeses; meu pai, meu avô e meu bisavô eram verdadeiros camponeses". Antes de completar vinte e dois anos, dirigiu-se ao convento dos agostinianos e bateu. A porta abriu-se e Lutero entrou. O professor admirado e festejado, a glória da universidade, aquele que passara os dias e as noites curvado sobre os livros, tornarase irmão agostiniano! O mosteiro dos agostinianos era o melhor dos claustros de Erfurt. Seus monges eram os pregadores da cidade, estimados por suas obras entre os pobres e oprimidos. Nunca houve um monge naquele convento mais submisso, mais devoto, mais piedoso, do que Martinho Lutero. Submetia-se aos serviços mais humildes, como o de porteiro, coveiro, varredor da igreja e das celas dos monges. Não recusava mendigar o pão cotidiano para o convento, nas ruas de Erfurt. Quão grande, porém, era a sua ilusão. Depois de procurar crucificar a carne pelos jejuns prolongados, pelas privações mais severas, e com vigílias sem conta, achou que, embora encarcerado na sua cela, tinha ainda de lutar contra os maus pensamentos. A sua alma clamava: "Dá-me santidade ou morro por toda a eternidade; leva-me ao rio de água pura e não a estes mananciais de águas poluídas; traze-me as águas da vida que saem do trono de Deus!"Certo dia Lutero achou, na biblioteca do convento, uma velha Bíblia latina, presa à mesa por uma cadeia. Achara, enfim, um tesouro infinitamente maior que todos os tesouros literários do convento. Na leitura da Bíblia achou grande consolação, mas a obra não podia completar-se em um dia. Ficou mais determinado do que nunca a alcançar paz para a sua alma, na vida monástica, jejuando e passando noites a fio sem dormir. Gravemente enfermo, exclamou: "Os meus pecados! Os meus pecados!" Apesar da sua vida ter sido livre de manchas, como ele afirmava e outros testificavam, sentia sua culpa perante Deus, até que um velho monge lhe lembrou uma palavra do Credo: "Creio na remissão dos pecados". Viu então que Deus não somente perdoara os pecados de Daniel e de Simão Pedro, mas também os seus. sua alma porém anelava pela Palavra de Deus, e pelo conhecimento de Cristo. No meio das ocupações do professorado, dedicou-se ao estudo das Escrituras e no primeiro ano conquistou o grau de baccalaureus ad bíblia. Sua alma ardia com o fogo dos céus; de todas as partes acorriam multidões para ouvir os seus discursos, os quais fluíam abundante e vivamente do seu coração, sobre as maravilhosas verdades reveladas nas Escrituras. Um dos pontos iluminantes da biografia de Lutero é a sua visita a Roma. Surgiu uma disputa renhida entre sete conventos dos agostinianos e decidiram deixar os pontos de dissidência para o Papa resolver.

Lutero, sendo o homem mais hábil, mais eloqüente e altamente apreciado e respeitado por todos que o conheciam, foi escolhido para representar o seu convento em Roma. Fez a viagem a pé, acompanhado de outro monge. Nesse tempo Lutero ainda continuava a dedicar-se fiel e inteiramente à Igreja Romana. Quando, por fim, chegaram ao ponto da estrada onde se avistava a famosa cidade, Lutero caiu em terra e exclamou: "Saúdo-te, santa cidade!" Um dia, subindo a Santa Escada de joelhos, desejando a indulgência que o chefe da igreja prometia por esse ato, ressoaram nos seus ouvidos como voz de trovão, as palavras de Deus: "O justo viverá da fé". Lutero ergueu-se e saiu envergonhado. Depois da corrupção generalizada que viu em Roma, a sua alma aderiu à Bíblia mais que nunca. Acerca da grande transformação da sua vida, nesse tempo, ele mesmo escreve: "Desejando ardentemente compreender as palavras de Paulo, comecei o estudo da Epístola aos Romanos. Porém, logo no primeiro capítulo consta que a justiça de Deus se revela no Evangelho (vv. 16,17). Eu detestava as palavras: a justiça de Deus, porque, conforme fui ensinado, eu a considerava como um atributo do Deus santo que o leva a castigar os pecadores. Apesar de viver irrepreensivelmente, como monge, a consciência perturbada me mostrava que era pecador perante Deus. Assim odiava a um Deus justo, que castiga os pecadores... Senti-me ferido de consciência, revoltado intimamente, contudo voltava sempre para o mesmo versículo, porque queria saber o que Paulo ensinava. Contudo, depois de meditar sobre esse ponto durante muitos dias e noites, Deus, na sua graça, me mostrou a palavra: 'O justo viverá da fé.' Vi então que a justiça de Deus, nesta passagem, é a justiça que o homem piedoso recebe de Deus pela fé, como dádiva." A alma de Lutero dessa forma saiu da escravidão; ele mesmo escreveu assim: "Então me achei recém-nascido e no Paraíso. Todas as Escrituras tinham para mim outro aspecto; perscrutava-as para ver tudo quanto ensinam sobre a 'justiça de Deus'. Antes, estas palavras eram-me detestáveis; agora as recebo com o mais intenso amor. A passagem me servia como a porta do Paraíso." Depois dessa experiência, pregava diariamente; em certas ocasiões, pregava até três vezes ao dia, conforme ele mesmo conta: "O que o pasto é para o rebanho, a casa para o homem, o ninho para o passarinho, a penha para a cabra rnontês, o arroio para o peixe, a Bíblia é para as almas fiéis. " A luz do Evangelho, por fim, tomara o lugar das trevas e a alma de Lutero abrasava por conduzir os seus ouvintes ao Cordeiro de Deus, que tira todo o pecado. Lutero levou o povo a considerar a verdadeira religião, não como uma mera profissão, ou sistema de doutrinas, mas como vida em Deus. A oração não era mais um exercício sem sentido, mas o contato do coração com Deus que cuida de nós com um amor indizível. Nos seus sermões, Deus revelou o seu próprio coração a milhares de ouvintes, por meio do coração de Lutero. A fama do jovem monge espalhou-se ate longe. Entretanto, sem o reconhecer, enquanto trabalhava incansavelmente para a igreja, já havia deixado o rumo liberal que ela seguia em doutrina e prática.

Em outubro de 1517, Lutero afixou à porta da Igreja do Castelo em Wittenberg, as suas 95 teses, o teor das quais é que Cristo requer o arrependimento e a tristeza pelo pecado e não a penitência. Lutero afixou as teses ou proposições para um debate público, na porta da igreja, como era costume nesse tempo. Mas as teses, escritas em latim, foram logo traduzidas em alemão, holandês e espanhol. Antes de decorrido um mês, para surpresa de Lutero, já estavam na Itália, fazendo estremecer os alicerces do velho edifício de Roma. Foi desse ato de afixar as 95 teses da Igreja de Wittenberg, que nasceu a Reforma, isto é, que tomou forma o grande movimento de almas que em todo o mundo ansiavam voltar para a fonte pura, a Palavra de Deus. Contudo Lutero não atacara a Igreja Romana, mas antes, pensou fazer a defesa do Papa contra os vendedores de indulgências. Em agosto de 1518, Lutero foi chamado a Roma para responder a uma denúncia de heresia. Contudo, o eleitor Frederico não consentiu que fosse levado para fora do país; assim Lutero foi intimado a apresentar-se em Augsburgo. "Eles te queimarão vivo", insistiram seus amigos. Lutero, porém, respondeu resolutamente: "Se Deus sustenta a causa, ela será sustentada". A ordem do núncio do Papa em Augsburgo foi: "Retrate-se ou não voltará daqui". Contudo Lutero conseguiu fugir,. Ao chegar de novo em Wittenberg, um ano depois de afixar as teses, era o homem mais popular em toda a Alemanha. Não havia jornais nesse tempo, mas fluíam da pena de Lutero respostas a todos os seus críticos para serem publicadas em folhetos. O que escreveu dessa forma, hoje seriam cem volumes. O célebre Erasmo, da Holanda, assim escreveu a Lutero: "Seus livros estão despertando todo o país... Os mais eminentes da Inglaterra gostam de seus escritos..." Quando a bula de excomunhão, enviada pelo Papa, chegou em Wittenberg, Lutero respondeu com um tratado dirigido ao Papa Leão X, exortando-o, no nome do Senhor, a que se arrependesse. A bula do Papa foi queimada fora do muro da cidade de Wittenberg, perante grande ajuntamento do povo. Assim escreveu Lutero ao vigário geral: "No momento de queimar a bula, estava tremendo e orando, mas agora estou satisfeito de ter praticado este ato enérgico". Lutero não esperou até que o Papa o excomungasse, mas deu logo o pulo da Igreja Romana para a Igreja do Deus vivo. Porém, o imperador Carlos V, que ia convocar sua primeira Dieta na cidade de Worms, queria que Lutero comparecesse para responder, pessoalmente, aos seus acusadores. Os amigos de Lutero insistiam em que recusasse ir. -Não fora João Huss entregue a Roma para ser queimado, apesar da garantia de vida da parte do imperador?! Mas em resposta a todos que se esforçavam por dissuadi-lo de comparecer perante seus terríveis inimigos, Lutero, fiel à chamada de Deus, respondeu: "Ainda que haja em Worms, tantos demônios quantas sejam as telhas nos telhados, confiando em Deus, eu aí entrarei". Depois de dar ordens acerca do trabalho, no caso de ele não voltar, partiu. Na sua viagem para Worms, o povo afluía em massa para ver o grande homem que teve coragem de desafiar a autoridade do Papa. Em Mora, pregou ao ar livre, porque as igrejas não mais comportavam as multidões que queriam ouvir seus sermões. Ao avistar as torres das igrejas de Worms, levantou-se na carroça em que viajava e cantou o seu hino, o mais famoso da Reforma: "Ein Feste Berg", isto é: ''Castelo forte é nosso Deus". Ao entrar, por fim, na cidade, estava acompanhado de uma multidão de povo muito maior do que a que fora ao encontro de Carlos V. No dia seguinte foi levado perante o imperador, ao lado do qual se achavam o delegado do Papa, seis eleitores do império, vinte e cinco duques, oito margraves, trinta cardeais e bispos, sete embaixadores, os deputados de dez cidades e grande número de príncipes, condes e barões. É fácil imaginar que o reformador era um homem de grande coragem e de físico forte para enfrentar tantas feras que ansiavam despedaçar-lhe o corpo. A verdade é que passara uma grande parte da vida afastado dos homens e, mais ainda, achava-se fraco da viagem, na qual foi necessário que um médico o atendesse. Entretanto mostrou-se corajoso, não na sua própria força, mas no poder de Deus. Sabendo que tinha de comparecer perante uma das mais imponentes assembléias de autoridades religiosas e civis de todos os tempos, Lutero passou a noite anterior de vigília. Prostrado com o rosto em terra, lutou com Deus, chorando e suplicando. Um dos seus amigos ouviu-o orar assim: "Oh! Deus todo-poderoso! a carne é fraca, o Diabo é forte! Ah! Deus, meu Deus, que perto de mim estejas contra a razão e a sabedoria do mundo! Fá-lo, pois somente tu o podes fazer. Não é a minha causa, mas sim a tua. - Que tenho eu com os grandes da terra? É a tua causa, Senhor, a tua justa e eterna causa. Salva-me, oh! Deus fiel! Somente em ti confio, oh! Deus! meu Deus... vem, estou pronto a dar, como um cordeiro, a minha vida. O mundo não conseguirá prender a minha consciência, ainda que esteja cheio de demônios, e, se o meu corpo tem de ser destruído, a minha alma te pertence, e estará contigo eternamente..." Conta-se que, no dia seguinte, na ocasião de Lutero transpor a porta para comparecer perante a Dieta, o veterano general Freudsburgo, colocou a mão no ombro do Reformador e disse-lhe: "Pequeno monge, vais a um encontro diferente, que eu ou qualquer outro capitão jamais experimentamos, mesmo nas nossas conquistas mais ensangüentadas. Contudo, se a causa é justa, e sabes que o é, avança no nome de Deus, e não temas nada! Deus não te abandonará" - O grande general não sabia que Martinho Lutero vencera a batalha em oração e que entrava somente para declarar-lhes que a havia vencido de maiores inimigos. Quando o núncio do papa exigiu de Lutero, perante a augusta assembléia, que se retratasse, ele respondeu: "Se não me refutardes pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos - desde que não creio somente nos papas e nos concílios, por ser evidente que já muitas vezes se enganaram e se contradisseram uns aos outros - a minha consciência tem de ficar submissa à Palavra de Deus. Não posso retratar-me, nem me retratarei de qualquer coisa, pois não é justo nem seguro agir contra a consciência. Deus me ajude! Amém." De volta ao seu aposento, Lutero levantou as mãos ao Céu e exclamou com o rosto todo iluminado: "Está cumprido! Está cumprido! Se eu tivesse mil cabeças, preferiria que todas fossem decepadas antes de me retratar". A cidade de Worms, ao receber as notícias da ousada resposta de Lutero ao núncio do papa, alvoroçou-se. As palavras do reformador foram publicadas e espalhadas entre o povo que afluiu para honrá-lo. Apesar de os papistas não conseguirem influenciar o imperador a violar o salvo-conduto, para que pudessem queimar numa fogueira o assim chamado herege, Lutero teve de enfrentar outro grave problema. O edito de excomunhão entraria imediatamente em vigor; Lutero por causa da excomunhão, era criminoso e, ao findar o prazo do seu salvo-conduto, devia ser entregue ao imperador; todos os seus livros deviam ser apreendidos e queimados; o ato de ajudá-lo em qualquer maneira era crime capital. Mas para Deus é fácil cuidar dos seus filhos. Lutero, regressando a Wittenberg, foi repentinamente rodeado num bosque por um bando de cavaleiros mascarados que, depois de despedirem as pessoas que o acompanhavam, conduziram-no, alta noite, ao castelo de Wartburgo, perto de Eisenach. Isto foi um estratagema do príncipe de Saxônia para salvar Lutero dos inimigos que planejavam assassiná-lo antes de chegar a casa. No castelo, Lutero passou muitos meses disfarçado; tomou o nome de cavaleiro Jorge e o mundo o considerava morto. Fiéis servos de Deus oravam dia e noite pelo reformador. As palavras do pintor Alberto Durer, exprimem o sentimento do povo: - "Oh! Deus! se Lutero fosse morto, quem agora nos exporia o Evangelho?" Contudo, no seu retiro, livre dos inimigos, foi-lhe concedida a liberdade de escrever, e o mundo logo soube, pela grande quantidade de literatura, que essa obra saía da sua pena e que, de fato, Lutero vivia. O reformador conhecia bem o hebraico e o grego e em três meses tinha vertido todo o Novo Testamento para o alemão - em poucos meses mais a obra estava impressa e nas mãos do povo. Cem mil exemplares foram vendidos, em quarenta anos, além das cinqüenta e duas edições impressas em outras cidades. Era circulação imensa para aquele tempo, mas Lutero não aceitou um centavo de direitos. A maior obra de toda a sua vida, sem dúvida, fora a de dar ao povo alemão a Bíblia na sua própria língua - depois de voltar a Wittenberg. Já havia outras traduções, mas escritas em uma forma de alemão latinizado que o povo não compreendia. A língua alemã desse tempo era um agregado de dialetos, mas Lutero, ao traduzir a Bíblia, deu ao povo a língua que serviu depois a homens como Goethe e Schiler para escreverem as suas obras. O seu êxito em traduzir as Sagradas Escrituras para o uso dos mais humildes, verifica-se no fato de que, depois de quatro séculos, a sua tradução permanece como a principal. Lutero conhecia intimamente e amava sinceramente o autor do Livro. O resultado foi que o seu coração abrasou-se com o fogo e poder do Espírito Santo. Foi esse o segredo de ele traduzir tudo para o alemão em tão pouco tempo. Como todo mundo sabe, a fortaleza de Lutero e da Reforma foi a Bíblia. Escreveu de Wartburgo para o seu povo em Wittenberg: "Jamais em todo o mundo se escreveu um livro mais fácil de compreender do que a Bíblia. Comparada aos outros livros, é como o sol em contraste com todas as demais luzes. Não vos deixeis levar a abandoná-la sob qualquer pretexto da parte deles. Se vos afastardes dela por um momento, tudo estará perdido; podem levar-vos para onde quer que desejem. Se permanecerdes com as Escrituras, sereis vitoriosos." Depois de abandonar o hábito de monge, Lutero resolveu deixar por completo a vida monástica, casando-se com Catarina von Bora, freira que também saíra do claustro, por ver que tal vida é contra a vontade de Deus. O vulto de Lutero sentado ao lume, com a esposa e seis filhos que amava ternamente, inspira os homens mais que o grande herói ao apresentar-se perante o legado em Augsburgo. Nos cultos domésticos, a família rodeava um harmônio, com o qual louvavam a Deus juntos; o reformador lia o Livro que traduzira para o povo e depois louvavam a Deus e oravam até sentirem a presença divina entre eles. Nas suas meditações sobre as Escrituras, muitas vezes se esquecia das refeições. Ao escrever o comentário sobre o Salmo 23, passou três dias no quarto comendo somente pão e sal. Quando a esposa chamou um serralheiro e quebraram a fechadura, acharam-no escrevendo, mergulhado em pensamentos e esquecido de tudo em redor. Lutero fez do sermão a parte principal do culto. Ele mesmo serviu de exemplo para acentuar esse costume: era pregador de grande porte. Considerava-se como sendo nada; a mensagem saía-lhe do íntimo do coração: o povo sentia a presença de Deus. Em Zwiekau pregou a um auditório de 25 mil pessoas na praça pública. Calcula-se que escreveu 180 volumes na língua materna e quase um número igual no latim. Apesar de sofrer de várias doenças, sempre se esforçava dizendo: "Se eu morrer na cama será uma vergonha para o papa." Os homens geralmente querem atribuir o grande êxito de Lutero à sua extraordinária inteligência e aos seus destacados dons. O fato é que Lutero também tinha o costume de orar horas a fio. Dizia que se não passasse duas horas de manhã orando, recearia que Satanás ganhasse a vitória sobre ele durante o dia. Certo biógrafo seu escreveu: "O tempo que ele passa em oração, produz o tempo para tudo que faz. O tempo que passa com a Palavra vivificante enche o coração até transbordar em sermões, correspondência e ensinamentos". A sua esposa disse que as orações de Lutero "eram", às vezes, como os pedidos insistentes do seu filhinho Hanschen, confiando na bondade de seu pai; outras vezes, eram como a luta de um gigante na angústia do combate". Encontra-se o seguinte na História da Igreja Cristã, por Souer, Vol. 3, pág. 406: "Martinho Lutero profetizava, evangelizava, falava línguas e interpretava; revestido de todos os dons do Espírito". Nos seus sessenta e dois anos pregou seu último sermão sobre o texto: "Ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos". No mesmo dia escreveu para a sua querida Catarina: "Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e Ele te susterá. Amém". Isso foi na última carta que escreveu. Vivia sempre esperando que o papa conseguisse executar a repetida ameaça de queimá-lo vivo. Contudo não era essa a vontade de Deus: Cristo o chamou enquanto sofria dum ataque do coração, em Eisleben, cidade onde nascera.São estas as últimas palavras de Lutero: "Vou render o espírito". Então louvou a Deus em alta voz: "Oh! meu Pai celeste! meu Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, em quem creio e a quem preguei e confessei, amei e louvei! Oh! meu querido Senhor Jesus Cristo, encomendo-te a minha pobre alma. Oh! meu Pai celeste! em breve tenho de deixar este corpo, mas sei que ficarei eternamente contigo e que ninguém me pode arrebatar das tuas mãos". Então, depois de recitar João 3.16 três vezes, repetiu as palavras: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito, pois tu me resgataste, Deus fiel". Assim fechou os olhos e adormeceu. Um imenso cortejo de crentes que o amavam ardentemente, com cinqüenta cavaleiros à frente, saiu de Eisleben para Wittenberg; passando pela porta da cidade onde o reformador queimara a bula de excomunhão, entrou pelas portas da igreja onde, há vinte e nove anos, afixara suas 95 teses. No culto fúnebre, Bugenhangen, o pastor, e Melancton, inseparável companheiro de Lutero, discursaram. Depois abriram a sepultura, preparada ao lado do púlpito, e ali depositaram o corpo. Quatorze anos depois, o corpo de Melancton achou descanso do outro lado do púlpito. Em redor dos dois, jazem os restos mortais de mais de noventa mestres da universidade. As portas da Igreja do Castelo, destruídas pelo fogo no bombardeio de Wittenberg em 1760, foram substituídas por portas de bronze em 1812, nas quais estão gravadas as 95 teses. Contudo, este homem que perseverou em oração, deixou gravadas, não no metal que perece, mas em centenas de milhões de almas imortais, a Palavra de Deus que dará fruto para toda a eternidade. FONTE: Heróis da fé, Orlando Boyer Postado por G Delara às 02:57