10 de agosto de 2013

John Angell James AVIVALISTA


John Angell James

É pela vontade e apontamento do Senhor Jesus Cristo, o glorioso Rei e Cabeça das Suas igrejas, que os seus membros devem se comportar em relação aos seus pastores como seus ministros, que vêm em nome dEle, carregam os mandamentos dEle e efetuam os negócios dEle; e que sejam tratados, em relação a qualquer coisa, de uma maneira que corresponda ao ofício que desempenham. Num sentido subordinado, eles são embaixadores de Cristo, e devem ser recebidos e estimados de uma maneira que corresponda à autoridade e glória do Soberano que os comissiona. Quem quer que os ofenda, insulte ou os negligencie, no exercício dos seus deveres oficiais, desobedece e despreza seu divino Mestre, que se ressente profundamente de todas as injúrias lançadas contra eles. Nenhum soberano terreno permite que seus mensageiros sejam rejeitados e insultados sem punição; muito menos o Senhor da igreja. Aqueles que entretêm baixos pensamentos a respeito do ofício pastoral negligenciam aridamente suas ministrações; quem fala com desdém dos seus ministros, quem excita um espírito de resistência aos seus conselhos, admoestações e reprovações, quem se esforça para diminuir aquela justa reverência, para que, por causa da sua obra, e em nome do seu Mestre, eles têm direito, certamente os despreza, e não apenas eles, mas a Ele que os enviou! E por tal conduta, eles certamente incorrerão no pesado desagrado de Cristo (Lucas 10.16; 1Tessalonicenses 5.13).

Mas, descendo aos particulares, os deveres dos membros da igreja para com seus pastores são:


 1. Submissão à sua autoridade justa e bíblica.
É prontamente admitido que não bíblica e, portanto, dominação usurpada do ministério é a raiz de onde surgem o completo sistema da tirania papal; que, surgindo como uma árvore venenosa no jardim do Senhor, secou por sua sombra, e marcou por sua influência, quase todas as plantas e flores do Cristianismo genuíno. É questão de não arrependimento, portanto, nem de surpresa, se um ciúme incessante for mantido por aqueles que entendem os princípios da liberdade religiosa contra as usurpações da autoridade pastoral. Domínio sacerdotal, tal como aparece no Vaticano, é a mais detestável e a mais maldosa de todas as tiranias; mas quando ele aparece no pastor de uma igreja independente, ao mesmo tempo despojado de todos os elementos de poder e das armadilhas da majestade, o simples mimetismo de autoridade é mais ridículo do que alarmante, e não possui nenhuma semelhança com seu protótipo em Roma, a semelhança de como fez o pequeno, coaxante e saltador animal da lagoa com o boi do campo, cujo orgulho o fez inflar até que estourasse.

No entanto, ainda assim, existe uma autoridade pertencente ao pastor, pois ofício sem autoridade é um absurdo! “Lembrem-se daqueles que têm governo sobre vocês”, disse São Paulo aos Hebreus (13.7). “Obedeçam aos que governam sobre vocês e sejam-lhes submissos, pois eles cuidam das suas almas” (13.17). Àqueles “que se devotaram a si mesmo ao serviço dos santos, também se sujeitem a estes” (1Coríntios 16.15-16). Estas injunções são inspiradas, e requerem obediência e submissão das igrejas cristãs aos seus pastores. A autoridade dos pastores, entretanto, não é legislativa ou coerciva, mas simplesmente declarativa e executiva. Definir com precisão seus limites é tão difícil quanto marcar os limites das várias cores do arco-íris, ou os limites da luz e escuridão na hora do crepúsculo no hemisfério.





 Este não é o único caso em que os limites da autoridade são deixados sem precisão definida pelas Escrituras. Os deveres da união conjugal são definidos da mesma maneira geral: o marido deve governar e a esposa deve se submeter. Mas ainda é difícil declarar onde, neste caso, autoridade e submissão terminam. Em cada um destes exemplos, a união é fundamentada sobre amor mútuo, confiança e estima e pode, portanto, ser racionalmente suposto que, sob estas circunstâncias, termos gerais são suficientes, e que não devem surgir lutas pelo poder. Se as pessoas veem a autoridade do seu pastor sendo empregada para o seu benefício, elas não se inclinarão a determinar por medições se ele ultrapassou os limites da sua autoridade. A própria circunstância da prerrogativa sendo assim definida deve, por um lado, fazer com que ele tema estendê-la, e de outro lado, torna a sua igreja cautelosa quanto a diminuí-la. É minha decidida convicção que, em algumas de nossas igrejas o pastor é reduzido muito abaixo do seu nível justo. Ele é considerado meramente como um simples irmão que discursa. Em algumas igrejas ele não possui nenhuma distinção oficial ou autoridade. Ele pode elogiar como um bajulador, ele pode pedir como um servo, ele pode galantear como um amante, mas não lhe é permitido comandar como uma autoridade. Sua opinião é recebida sem nenhum respeito, sua pessoa tratada sem nenhuma honra, e na presença de alguns dos seus tiranos leigos, se ele diz qualquer coisa, é semelhante aos antigos adivinhos, pois a ele é permitido apenas chiar e murmura com a boca no pó.

Aquelas pessoas que estão ansiosas para retirar dos seus pastores toda justa elevação, não podem esperar obter muita edificação a partir dos seus labores; pois instrução e conselho, como substâncias que caem na terra, impressionam a mente com uma força proporcional à altura da qual elas caem.

FONTE: John Angell James; Gardiner Spring. The Duties of Church Members To Their Pastors/A Plea To Pray for Pastors. Birmingham, AL: Solid Ground Christian Books, 2009. pp



         A GRANDEZA DO PASTORADO A obra é um clássico do século 19 [XIX], escrito por um pastor congregacional britânico, versa, sobre como fazer diferença em um mundo indiferente através de um ministério pastoral à luz da Palavra de Deus.

Seu autor, o pastor John Angell James, nasceu no final do Avivamento Wesleyano e morreu no ano do início de outro grande avivamento, em 1859. O título original da obra é An Earnest Ministry.

Lettie Cowman - Mananciais no Deserto



Lettie Cowman Burd (1870 - 1960) foi a autora do livro devocional “Mananciais no Deserto”. Ela também foi uma das fundadoras da Sociedade Missionária Oriental (posteriormente OMS Internacional, agora Society Mission One).
Lettie Cowman Burd nasceu em Afton, Iowa. Aos 15 anos de idade, ela conheceu seu futuro marido, Charles Cowman, um jovem operador de telégrafo. Quatro anos depois, em 08 de junho de 1889, eles se casaram. Charles também foi um dos fundadores da Sociedade Missionária Oriental. Lettie e Charles viviam em Glenwood Springs, Colorado, durante o primeiro ano de seu casamento. Depois de ter vivido lá por aproximadamente um ano, a altitude das Montanhas Rochosas deixou Lettie muito doente. Eles foram forçados a voltar para Chicago, onde viveriam awua próximos 10 anos. Enquanto estava lá, Charles trabalhou no escritório de telégrafo, onde ele tinha trabalhado anteriormente.
Após um profundo chamado, Lettie e Charles deixaram os Estados Unidos em 01 de fevereiro de 1901, para serem missionários no Japão. Eles trabalharam ao lado Juji Nakada, um amigo que tinham conhecido em sua igreja em Chicago. Em 1902, um amigo do escritório de telégrafo, Ernest Kilbourne, se juntou a eles para lhes ajudar. O Cowmans, Nakada e Kilbourne são considerados os quatro co-fundadores da Sociedade Missionária Oriental.




O trabalho no Japão crescia e em 1903, dois Institutos de Treinamento Bíblico tinham sido abertos no Japão. Estas escolas realizavam aulas durante o dia e à noite era o lugar de serviços de evangélicos abertos ao público. Dezenas de pessoas afluiam para o local todas as noites para ouvir a pregação de Juji Nakada. Em 1907, eles se expandiram para a Coréia e uma escola bíblica foi inaugurada em Seul, em 1910. (Bible Training Institute).
Ficou claro que todos os quatro co-fundadores tinham uma carga de profundidade em seu coração para o povo do Japão. Eles queriam chegar a tantas pessoas quanto pudessem com o Evangelho. Embora eles estivessem fazendo grandes avanços em seus objetivos, Charles não estava satisfeito. Isto levou ao início da Campanha de Vila Grande, em 1913. Seu objetivo era para cada pessoa no Japão ouvir o Evangelho em cinco anos. Equipes de missionários foram enviadas para cada vila japonesa proclamando o Evangelho e distribuindo Bíblias. Quando a saúde de Charles deu uma guinada para baixo em 1917, ele e Lettie foram forçados a voltar para a América. Em janeiro de 1918, receberam a notícia através da OMS Padrão que a Campanha da Aldeia Grande, foi concluído. Cerca de 60 milhões de japoneses foram equipados com o Evangelho, cobrindo 161 mil milhas quadradas (420.000 km2) de terra.
Charles morreu em setembro de 1924. Após a sua morte, Lettie encontrou uma nota dirigida a ela em sua Bíblia, afirmando: "Vá em frente com a minha tarefa inacabada". Apesar de seu luto, ela sabia que tinha um trabalho para concluir. No ano seguinte Lettie escreveu “Missionário Guerreiro”, uma biografia da vida de Charles Cowman. Ao escrever ela esperava que "uma cruzada mundial para atingir cada membro vivo desta geração com o evangelho". Após a morte de Charles, OMS continuou com co-fundador da EA Kilbourne como seu segundo presidente. Lettie continuou servindo com OMS como um dos co-fundadores. Quando Kilbourne morreu quatro anos depois de Charles, Lettie se tornou o terceiro Presidente da OMS.


No meio de sua carreira de escritora, Lettie continuou servindo como presidente da OMS como sua primeira prioridade. Ela estava determinada a realizar a Cruzada toda criatura (agora conhecido como Toda Comunidade para Cristo), que Charles começou no Japão como a Campanha da Aldeia Grande. Ela começou a falar em reuniões do acampamento e convenções. Assim como Charles sentiu um chamado forte para anunciar o Evangelho a todas as pessoas no Japão, Lettie sentiu um apelo semelhante para distribuir o Evangelho a todas as nações. Eles já tinham ido para o Japão, Coréia e China, assim que começou a fazer planos para ir para a Índia, África, América do Sul, Europa;. Todas as nações da terra.
Na Europa, eles se expandiram para países como a Finlândia, Estónia, Letónia, Polónia e Checoslováquia. Esta cruzada marcou um dos últimos grandes esforços evangelísticos na Europa antes de a Alemanha nazista assumiu o controle. Na América do Norte, Cuba era um país de foco. Em dezembro de 1941, uma cruzada começou no México. Esta foi a maior campanha evangelística que o México já tinha experimentado. Ao longo de cinco anos, o total de membros da igreja evangélica duplicou. Em 1943, a Sociedade Missionária Oriental entraram na América do Sul, um instituto bíblico se formou naquele ano, em Medellín, Colômbia.
No outono de 1949, Lettie sabia que seu tempo como presidente da OMS tinha chegado ao fim. Ela entregou o cargo e fundou duas novas corporações, Cowman Publicações e Cruzada Mundial do Evangelho.
Em 1957, aos 87 anos de idade, Lettie ficou muito doente. Três anos depois, ela morreu na Páscoa domingo, 17 de abril, 1960.

3 de agosto de 2013

Nicky Cruz




Nicky Cruz




A história de Nicky Cruz é parecida com a de milhares de jovens e adolescentes que vivem nas grandes cidades espalhadas pelo mundo. Rejeitado pelos pais, carente de afeto e atenção, ele fez das ruas o seu lar, dos amigos, a sua família. E acabou vivendo em um território sem lei, onde os fortes subjugam os fracos; onde não há espaço para os valores éticos e morais; onde tudo é conseguido na base da violência... Ainda que seja preciso matar.
Muitos leitores já conhecem um pouco da vida de Nicky Cruz, contada por David Wilkerson no livro "A Cruz e o Punhal". Agora ele mesmo conta sua emocionante experiência. É a história de um jovem que, pelo poder de Deus, abandonou o ódio e a violência para se tornar pregador de grande influência para milhares de outros jovens iguais a ele.
A história de Nick, escrita em linguagem fluente e espontânea, narra, com grande realismo, como é a vida nos guetos de Nova Iorque. Mostra como a criminalidade toma conta dos jovens cujas famílias não lhes dão a devida atenção. Ao mesmo tempo apresenta a solução para os problemas que esses jovens enfrentam, nos Estados Unidos ou em qualquer parte do mundo.
É um exemplo a ser seguido por todos os que desejam ajudar a minimizar o problema da delinqüência e da criminalidade em nossas cidades.


Nicky Cruz (San Juan, Porto Rico, 6 de Dezembro de 1938) foi o líder da famigerada gangue "The Mau-Maus" de Nova Iorque. Posteriormente se tornou um pastor religioso renomado.
Era caracterizado como uma pessoa muito incontrolável, que não tinha medo de nada nem de ninguém. Sua infância foi muito perturbadora, vivendo em um dos piores bairros de Porto Rico sempre se envolvia em confusão. Sua própria mãe o chamava de "Filho de Satã".
Em primeiro de janeiro de 1955, quando Nicky tinha 16 anos, seus pais não podendo mais o controlar o mandaram para casa de um dos seus irmãos mais velhos em Nova York. Chegando à casa de Frank, Nicky foi para a escola, lá viu como era difícil se relacionar com outras pessoas, ainda mais crianças e adolescentes, que considerara rebeldes e insencíveis. Nicky também não era um adolescente fácil e rapidamente fugiu, indo morar nas ruas.
Em Nova York havia muitas gangues de rua. As gangues eram espécies de grupos comandados por um presidente e o vice. Também havia os conselheiros de guerra, eles negociavam as brigas: Local,dia e hora. Suas brigas eram violentas, usavam desde tacos de beisebol, porretes, canivetes, correntes de bicicleta e etc. Muitos saíam deformados das brigas, já outros nem tinham chance de chegar ao hospital. Nicky, ouvindo falar dessas gangues, se interessou, assim entrou para uma gangue denominada os "Mau Maus". Nick era respeitado pelos seus colegas de gangue, conhecido como o mais bravo e forte nas brigas e rapidamente se tornou o líder desta gangue .







Conversão
Um pregador religioso chamado David Wilkerson, que pregava no bairro de Nicky , tentou convertê-lo mesmo após ter sofrido ameaças. Quando insistiu foi agredido por Nicky, mas não demonstrou ódio por isso.
Duas semanas mais tarde, David voltou ao bairro para uma reunião religiosa. Nicky, ao saber, decidiu agredir David, desta vez acompanhado por outros membros da gangue. Mas ao chegar ao local da reunião acabou se sentido culpado por suas atitudes anteriores e começou a rezar.
No dia seguinte Nicky foi à polícia e entregou todas suas armas. Também começou a estudar a Bíblia e retornou para a escola. Após estudar, inclusive teologia, por vários anos, Nicky também se tornou um pregador religioso. Voltou para o seu antigo bairro onde pregou e acabou persuadindo outros membros dos "Mau Maus" a se converterem, inclusive o novo líder da gangue .


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OBRAS



Foge Nick foge

2 de agosto de 2013

John Wesley Redfield - ODIADO NO INFERNO, AMADO NO CÉU


O texto a  seguir, que saiu  da pena de Catherine Booth deve agitar todos os que são mornos e indiferentes. Ela escreve: "Muitos não reconhecem esse fato como deveriam, de que  Satanás tem feito os homens dormir no pecado e que a sua maior estratégia  é mantê-los assim até o fim de suas vidas. Ele não se importa com o que fazemos, se estamos em pecado. Podemos cantar músicas de adoração, pregar sermões, orar de madrugada, subir ao monte e até falar  sobre o Juízo Final, e o adversário nunca vai preocupar-se sobre nós, se nós não temos condições de despertar ninguém do pecado. Mas se começarmos a despertar o embriagado pecador, ele e vai ranger  os dentes contra nós e nós certamente entraremos na lista dos verdadeiros inimigos do diabo. Este é o nosso trabalho -  acordar as pessoas. "



John Wesley Redfield era um homem que despertou tanto o pecador que dormia quanto  o descuidado cristão. Quando o Sr. Redfield orava ou pregava os homens e mulheres eram tocados por Jesus e voltavam para casa diferente do que quando entraram. Sob a influência do ministério de Mr. Redfield, os escravos do pecado foram levados ao arrependimento e totalmente libertos. Onde quer que ele pregava, igreja após igreja eram visitadas pela presença do Espírito Santo. Numa ocasião, o Sr. Redfield entrou no púlpito sentindo com um peso intenso pressionando o seu  coração. Sem hesitar, ele começou sua mensagem por descrever claramente todos aqueles que viveram na igreja durante anos sem a verdadeira graça salvadora, aqueles que já tinham ouvido grandes pregadores, que tinham visto a verdade vivida por outras pessoas diante deles e ainda assim, continuaram de coração duro, rejeitando o evangelho.

Com paixão, alertou todos aqueles que tinham evitado o caminho estreito do arrependimento e da cruz de Cristo. Enquanto  o Sr. Redfield falava o Espírito Santo trazia a convicção tremenda do pecado sobre toda a congregação. Alguns gritaram, alguns caíram prostrados antes que eles pudessem chegar ao altar, e outras caíram no altar. Neste exato momento, as pessoas a quilômetros de distância também caiam sob o poder de Deus na solidão de suas próprias casas.

John Wesley Redfield disse de si mesmo: "Deus me fez um homem áspero e me deu um evangelho duro para corações difíceis." Ele pregou a santidade à força em todos os lugares que ia. Isso às vezes despertou grande oposição, mas também trouxe grandes resultados. Igrejas mortas foram revividos, os novos convertidos foram instruídos e os enfermos eram muitas vezes curados. A doutrina do Sr. Redfield e a sua unção não foram emprestadas de seminários ou livros, mas nasceram dos momentos de  oração. "Freqüentemente ele gemia como que em agonia de morte e lutava em oração com Jacó em Peniel;. Então a vitória vinha, pessoas gritavam,  e vinham correndo confessar seus pecados, muitos perdiam a sua força e não a recuperavam até que eles prometessem obediência a Deus." Tais manifestações do poder de Deus freqüentemente seguiam o seu ministério. Sob a pregação de Redfield, em Nova York, as pessoas tentavam fugir pela porta  dos fundos da igreja para escaparem da forte  convicção do Espírito Santo que se manifestava naquele lugar. Eles, então, Caiam  desamparados nas ruas sob o poder de Deus. Quando encontrados mais tarde, eles foram confundidos por bêbados e  levados para a cadeia. A primeira noite que isso ocorreu os oficiais se maravilharam com os pecadores outrora rebeldes, agora  recuperados, arrependidos e louvando a Deus.

 A chave para o sucesso de John Wesley Redfield foi a sua total e implacável dependência de Jesus Cristo. Foi por muitas provações que ele aprendeu que não  poderia realmente fazer nada sem  a ajuda  de Jesus.

Não é verdade que grande parte da nossa incapacidade de produzir uma mudança duradoura fica aos pés da nossa própria auto-dependência e orgulho?

Precisamos recuperar a nossa simplicidade e alegria da devoção a Jesus. Devemos nos arrepender e colocar os nossos métodos e programas de auto-suficiência e, mais uma vez abraçar a "melhor parte" sentados aos pés de Jesus em humildade e oração. (Lucas 10:38-42)

14 de julho de 2013

RICHARD WURMBRAND - O GRANDE HERÓI DA ROMÊNIA


IMPRESSIONANTE VÍDEO DO PASTOR QUE FICOU 14 ANOS NA PRISÃO POR AMOR A JESUS FAZ NÓS REPENSARMOS NOSSO CRISTIANISMO.

RICHARD WURMBRAND    Fundador da vóz dos mártires
O Pastor Richard Wurmbrand foi o pastor evangélico que passou quatorze anos como prisioneiro dos comunistas, torturado em sua própria terra natal, a Romênia. Poucos nomes são tão conhecidos naquele país, onde ele é um dos mais reconhecidos cristãos, como líder, autor e educador.
Em 1945, quando os comunistas tomaram o poder na Romênia e tentaram submeter as Igrejas aos seus propósitos, Richard Wurmbrand imediatamente deu início a um ministério “subterrâneo” – eficiente e vigoroso – destinado à pregação do Evangelho tanto a seus compatriotas escravizados quanto aos soldados russos que invadiram o país. Foi preso em 1948, com sua esposa, Sabina, que cumpriu pena de trabalhos forçados por três anos, no Canal do Danúbio. O Pastor Richard passou três anos na solitária, sem ver ninguém a não ser seus torturadores comunistas. Depois foi transferido para uma cela comum, onde as torturas continuaram por mais cinco anos.
Devido a sua posição internacional como líder cristão, diplomatas de embaixadas estrangeiras questionaram o governo comunista acerca da segurança de Wurmbrand, dizendo que ele fugira da Romênia. Agentes da polícia secreta, fingindo-se de ex-companheiros de prisão, disseram a Sabina terem assistido ao funeral de seu marido no cemitério da prisão. Recomendaram à família na Romênia e aos amigos de outros países que o esquecessem, porque já estava morto.
Após oito anos e meio de prisão, ele foi libertado e imediatamente retomou seu trabalho com a Igreja Subterrânea. Dois anos depois, em 1959, ele foi preso mais uma vez, e sentenciado a vinte e cinco anos de prisão.
Wurmbrand foi libertado quando de uma anistia geral ocorrida em 1964, e novamente continuou seu ministério clandestino. Levando em consideração o grande perigo de ser preso pela terceira vez, cristãos noruegueses negociaram com as autoridades comunistas sua permissão para deixar a Romênia.




"O Cristianismo tornou-se dramático entre nós. Quando vocês do mundo livre


conquistam uma alma para Cristo, ganham um membro para uma igreja que vive

tranqüila. Nós, quando vemos um aceitar a Cristo, sabemos que ele pode muito bem ser

preso e que seus filhos podem tornar-se órfãos". A alegria de trazer alguém a Cristo

sempre se mescla com a preocupação de que um preço há de ser pago.

Encontramos nos crentes da Igreja Subterrânea um tipo de todo diferente.

Aqui tivemos muita surpresa. Como existem muitos que pensam ser crentes, quando na realidade,não
o são,  assim encontramos entre os russos muitos que pensam ser ateus, quando realmente não

o são." ( WURMBRAND sobre o evangelho na Romênia )
 

A história de Sabina Wurmbrand

    



    Em uma das muitas aldeias montanhosas da Roménia vive um carpinteiro idoso e religioso chamado Christian Wolfkes, o qual tem um amor fervoroso pelos judeus. Ele deseja ganhar um judeu para Cristo, mas não há nenhum na sua aldeia e ele está demasiado doente para viajar à procura de um, com quem possa compartilhar o Evangelho. Um jovem judeu e a sua esposa chegam à aldeia de Christian Wolfkes. Durante horas, o velho carpinteiro ora por esses estrangeiros judeus e procura, de todas as maneiras possíveis, levá-los ao Salvador. O maduro carpinteiro dá-lhes um Novo Testamento. Os estrangeiros judeus, Richard e Sabina Wurmbrand, finalmente dedicam as suas vidas a Jesus Cristo.




1941
A Roménia apoia a Alemanha na guerra contra a União Soviética e integra as forças alemãs. Richard Wurmbrand, agora Pastor, vê uma nova oportunidade entre os soldados e inicia atividades evangelísticas. Durante o terror do Nazismo, Richard e Sabina são repetidamente espancados e presos. A família da senhora Wurmbrand perece na exterminação em massa, nos campos de concentração de judeus.

1944
Os comunistas obtêm o poder na Roménia e um milhão de tropas russas são convidadas a invadir todo o país. O Pastor Wurmbrand inicia um duplo ministério: com os seus compatriotas oprimidos e com os russos. Ele aborda comboios e usa as longas viagens para pregar o Evangelho; disfarçado, entra nos campos do exército russo e expõe a Palavra de Deus.


1945





Richard e Sabina Wurmbrand assistem ao “Congresso dos Cultos” promovido pelo governo comunista romeno. Como vários líderes religiosos juram lealdade ao novo regime, Sabina diz ao seu marido para “limpar a vergonha da face de Jesus”. Richard, sabendo do resultado de tal ato, foi à frente. Os delegados acreditam que ele irá louvar a nova liderança, mas, para sua surpresa, Richard diz aos 4.000 delegados que o seu dever como cristão é apenas glorificar a Deus e a Cristo.





1947
Richard organiza grupos de cristãos para contrabandear Evangelhos russos para a Rússia. Em 30 de Dezembro, a República da Roménia é proclamada.

1948
Num Domingo de manhã, a 29 de Fevereiro, o Pastor Wurmbrand sai da Igreja. Um pequeno grupo da polícia secreta raptam Richard e fecham-no numa cela solitária, nomeando-o “Prisioneiro número Um”.

1950
Sabendo do trabalho de Sabina na Igreja secreta, os comunistas prendem-na e colocam-na em trabalhos forçados no Canal do Danúbio.

 O seu filho de 9 anos, Mihai, é deixado abandonado nas ruas.

1953
Sabina Wurmbrand é libertada e continua o seu trabalho na Igreja secreta. Contam-lhe que o marido tinha morrido na prisão. Recusando-se a acreditar no relatório, Sabina mantém a sua esperança de um dia ver Richard novamente.



1956

Richard Wurmbrand é libertado após servir 8 anos e meio na prisão. Ele sofreu torturas horríveis e foi avisado para nunca voltar a pregar. Apesar do tratamento dos seus raptores, Richard trata-os apenas com amabilidade. Depois da sua libertação, Richard recomeça o seu trabalho na Igreja secreta.

1959
Richard volta a prisão através de um dos seus próprios associados da Igreja secreta. É novamente preso e condenado a 25 anos.

1964
O Pastor Wurmbrand é libertado da prisão e recomeça o seu trabalho. Chegam a Bucareste os Reverendos W. Stuart Harris e John Moseley, da Missão para os Milhões da Europa. Dirigem-se cuidadosamente ao sótão onde moram os Wurmbrands, onde o Pastor conta novamente algumas das suas experiências na prisão. No dia seguinte, encontram-se num parque em Bucareste e têm a sua conversa final. Trata-se do primeiro contacto dos Wurmbrands com missionários de fora desde as suas prisões.

1965


A familia Wurmbrand é resgatada da Roménia por $10.000 e Richard é novamente avisado pela polícia secreta para manter silêncio. Os Wurmbrands viajam para a Escandinávia e Inglaterra antes de chegarem aos Estados Unidos. Em Maio, o Pastor testemunha em Washington D.C., antes do Sub-comité de Segurança Interna do Senado, desnudar a sua cintura e revelar dezoito feridas profundas no seu corpo. Esta história espalha-se rapidamente pelo país e pelo mundo, e centenas de convites para testemunhar chegam a sua casa.



 

1966
Richard e Sabina iniciam a sua viagem de pregação internacional, revelando as atrocidades cometidas contra os seus irmãos e irmãs nos países comunistas. O Pastor Wurmbrand sabe que a polícia secreta romena está a planejar a sua morte. Todavia, o pastor não podia ser silenciado. Ele continua a sua viagem de pregação e começa a ser conhecido como “a Voz da Igreja Secreta”
1967
Com o desejo de servir a sua Família perseguida de uma forma melhor, os Wurmbrands iniciam oficialmente um ministério de compromisso com esse serviço. Em Abril, é formada a “Jesus para o Mundo Comunista”, mais tarde chamada por “A Voz dos Mártires”. O livro “Torturado para Cristo”, que conta a experiência do Pastor Wurmbrand na prisão, é lançado. Em Outubro, é lançado o primeiro número do jornal mensal de “A Voz dos Mártires”.

Anos 70 até meio dos anos 80


Apesar da Guerra Fria dos anos 80, A Voz dos Mártires permanece verdadeira ao seu chamado para servir a Igreja perseguida. O trabalho desenvolve-se com cinco objetivos principais e liga mais de 80 nações.



1990
Em apenas alguns dias na nova Roménia de fronteiras abertas, colaboradores da Voz dos Mártires trazem camilhões com auxílio à Roménia e a outros países libertados. Richard e Sabina voltam à Roménia, depois de 25 anos de exílio. Richard é bem recebido por muitas Igrejas e até prega na televisão pública. Ele lamenta a execução dos tiranos romenos e prega uma mensagem de amor e perdão. Uma gráfica cristã e uma livraria são abertas em Bucareste. O governo local oferece um armazém para os livros cristãos, precisamente no mesmo local onde Richard foi preso em prisão solitária. Uma segunda gráfica é aberta escondida numa aldeia rural da China.

1991


Um escritório da Voz dos Mártires é aberto oficialmente em Cherkassy, na Ucrânia, onde o seu jornal se torna um dos mais largamente distribuídos dentro das publicações cristãs distribuídas no país. São enviadas dez toneladas de literatura e ajuda para a Sibéria. Em 25 de Dezembro, Mikhail Gorbachev demite-se como Presidente da União Soviética. No dia seguinte, esta cai oficialmente, trazendo fim ao partido do governo comunista pela primeira vez desde 1917. O trabalho de A Voz dos Mártires cresce na Arábia Saudita, Cuba, Tibete e Vietname.





1992
O governo comunista da Albânia cai, acabando “o primeiro estado ateu”. Em 15 de Setembro, a Voz dos Mártires abre uma livraria cristã em Moscovo e distribui mais de um milhão de Novos Testamentos ilustrados para crianças na Albânia, Roménia, Moldávia, Rússia, Ucrânia e Bulgária. Milhares de Bíblias usadas e livros cristãos, providenciados por cristãos nos Estados Unidos, são enviados para a Nigéria para centenas de Igrejas destruídas pelos islâmicos.

1994
Richard Wurmbrand lidera um tempo devocional de oração no Palácio Enver Hoxha na Albânia. Uma loja de café e uma livraria cristãs, chamadas “O centro de Stephen” são oficialmente dedicadas ao Senhor na capital de Tirana. São libertados da prisão dois pastores vietnamitas, após uma campanha mundial de oração e publicidade. Surgem novas oportunidades para assistir às famílias das vítimas dos “Terroristas do Caminho Brilhante”, nas áreas montanhosas do Peru. Terroristas prisioneiros são evangelizados e muitos vêm a Cristo. Cerca de 80.000 balões das Escrituras circularam através das fronteiras da Coreia do Norte.




         2001


Sabina Wurmbrand, co-fundadora de A Voz dos Mártires,
vai para o Senhor em 11 de Agosto de 2000, 6ª feira. O Pastor Richard Wurmbrand, fundador, vai para o Senhor em 17 de Fevereiro de 2001, sábado.

Existem desafios consideráveis para o século 21. Os países



        libertados recentemente da opressão comunista permanecem devastados, pelas décadas de terror. A China, bem como a

        Coreia do Norte, Vietna, Laos, e Cuba, são apanhados na

        boca do dragão comunista. Existem fortalezas islâmicas,

        tais como Bangladesh, Sudão, Arábia Saudita, Paquistão

         e Nigéria.




 
 

Stephen Kaung - O discípulo de Watchman Nee


Stephen Kaung (江守道)

É um chinês cristão orador e escritor , de Richmond, Virginia . Em tenra idade, Kaung foi convertido para o cristianismo e era ativo na Igreja Metodista na China, onde seu pai era um ministro . Ele conheceu Watchman Nee no início dos anos 1930 e juntou-se a obra dele em tempo integral, trabalhando com ele até 1949 quando deixou a China e se envolveu com o trabalho cristão em outras áreas do Extremo Oriente .

Em 1952 , Kaung mudou-se para Nova Iorque onde se juntou ao pequeno rebanho composto principalmente de chineses imigrantes e missionários . Este grupo deseja colocar em prática a igreja-padrão ensinado por Watchman Nee na China, e convidou a Kaung para ajudá-los. Vários anos mais tarde, alguma controvérsia surgiu entre o grupo, e elas se dividem em dois. Em seguida, mudou-se Kaung San Francisco para se juntar a outra igreja lá.

Em 1958 Kaung viajou com Witness Lee para a EuropaOriente Médio e Taiwan . No entanto, ele concordou com a sugestão de Lee que ele voltar para Nova York.

Em 1971 , Kaung mudou de Nova York para Washington DC , mas periodicamente voltava ao grupo de Nova York para falar e realizar conferências. No entanto, em 1973 , quando surgiram divergências sobre certas práticas da Igreja, Kaung rompeu laços com a Igreja Local e continuou com seu próprio ministério. Ao longo dos anos 1960 , ele trabalhou em estreita colaboração com T. Austin-Sparks .

Stephen Kaung  traduziu os escritos de Watchman Nee em Inglês , mais de 50 títulos, que foram publicados por sua própria organização, Christian Fellowship Publishers (CFP), em Richmond, Virginia.

12 de julho de 2013

Smith Wigglesworth - O apóstolo da fé


Desde o final do século dezenove, até sua morte, em mil novecentos e quarenta e sete, aos oitenta e sete anos, Wigglesworth, um humilde encanador sem instrução formal, servidor de Deus, pregou e orou em redor do mundo.







O Pastor e historiador Roberts Liardon, em seu livro “Os Generais de Deus”, já começa a falar de Smith Wigglesworth chamando-o de O Apóstolo da Fé. E abre o capítulo referente a esta importante figura religiosa britânica reportando um acontecimento digno de ser relatado:
 
 
 

Quando meu amigo disse: ela está morta, ele estava apavorado. Eu nunca tinha visto um homem tão assustado em toda a minha vida...o que devo fazer, perguntou ele. Você pode até achar que o que eu fiz em seguida tenha sido algo absurdo, mas corri até a cama e a arranquei de lá. Carregando-a nos ombros, levei-a até a parede e a ergui, firmando o seu corpo contra aquela parede, já que ela estava realmente morta.



Olhei firmemente para o seu rosto e disse: Em nome de Jesus eu repreendo este espírito de morte...Repentinamente, todo o seu corpo começou a tremer, desde o alto da cabeça até a sola do pé...e continuei: Em  nome de Jesus, eu te ordeno que andes, disse a ela...tornei a repetir: Em nome de Jesus...Em nome de Jesus, ande!
E ela andou.
 


A ressurreição de mortos era apenas uma das facetas extraordinárias do ministério de Wigglesworth.

  Smith Wigglesworth nasceu em Menston, Yorkshire, na Inglaterra aos 8 de junho de 1859 e faleceu em Wakefield o dia 12 de março de 1947. Ele se constituiu em uma importante figura religiosa britânica do fim século 19, além

de ser por demais importante na história do início do pentecostalismo.
 


Este inglês, ungido e escolhido por Deus, nasceu em uma família pobre. Aos seis anos já trabalhava duro, ajudando o pai, colhendo nabos em uma plantação. Aos sete acompanhou o pai no trabalho em uma fábrica de tecidos de lã que havia em sua cidade. Nas horas de folga, capturava pássaros cantadores e os vendia no mercado da cidade, para ajudar ainda mais no sustento da família.
 




Os pais de Wigglessworth nunca se preocuparam em ensinar o menino a orar. Mas sua avó era cristã e fazia questão de levá-lo à igreja. Ele ia e ficava observando os adultos baterem palmas e cantarem hinos ao Senhor. Assim, aos oito anos, ele já tinha uma boa noção do louvor e começou a participar mais ativamente nos cânticos e passou a entender

o que Jesus havia feito por ele, por intermédio de sua morte
e ressurreição.
 



Aos treze anos a família do menino se mudou para Bradford, onde ele começou a participar ativamente da Igreja Metodista Wesleyana. Sua vida espiritual ganhou um novo significado ele, que nunca tinha ido à escola, tendo aprendido a arranhar a leitura em uma velha bíblia, nunca saia de casa sem levar consigo, no bolso o seu Novo Testamento.




Alguns jovens foram convidados pela igreja para participarem de uma reunião especial de pregação, entre eles, Smith Wiglessworth. No seu momento, depois de muito orar e pedir ajuda a Deus, ele subiu ao púlpito e pregou durante quinze minutos. Terminada a pregação ele não tinha a menor idéia do que falara, porém surpreendeu-se com os aplausos e gritos de entusiasmo
das pessoas.
 





Quando tinha dezessete anos, um homem que trabalhava junto com ele resolveu ensinar-lhe a profissão de encanador Esta parte foi fundamental na vida de nosso missionário, porém o que marcou mesmo foi o amigo ensinar e explicar a ele o significado e a importância do batismo nas águas.

O casamento de Wigglesworth teve papel mais do que fundamental em sua vida. Ele conheceu e se apaixonou por Mary Jane Featherstone, conhecida por Polly. Ela vinha de família metodista, de posses e tinha deixado o luxo da sociedade para pregar junto com o pessoal do Exercito de Salvação, onde ficou por pouco tempo em razão de seu envolvimento com Smith. Em 1882 eles se casaram. Sua esposa, Polly, o ensinou a ler, e ele nunca leu outro livro senão a Bíblia. Assim como no caso de outras pessoas que experimentaram milagres de cura, uma cura pessoal, de um caso de peritonite, voltou a sua atenção à cura divina. Até que recebeu o batismo com o Espírito Santo, em 1907, ele tinha um negócio secular, com hidráulica, e ajudava sua esposa em uma missão. Ela era uma pregadora, e estava constantemente dando testemunho a outras pessoas, ganhando almas para o reino.

Durante seus cultos, Polly Wigglesworth pedia seu esposo para pregar, mas ele se desconcertava e desconcertava também aos que assistiam por seu medo de falar. Uma vez, os homens da congregação sentiram de impor as mãos sobre ele e orar. Apesar de seus melhores esforços e dos esforços que outros faziam, continuou sendo um fracassado orador. Finalmente, declarou que nunca falaria em público outra vez.

  Entretanto, quando recebeu o batismo no Espírito Santo, sua vida foi transformada. Naquela época, sua esposa não acreditava na história de falar em línguas, e ela o desafiou a pregar no domingo seguinte, conhecendo a sua falta de habilidade linguística. A unção caiu e ele falou com grande clareza e coragem. Polly estava tão surpreendida, que repetia gritando: Esse não é o meu Smith… O que aconteceu com esse homem? Rapidamente um simples trabalhador sem instrução foi transformado em um impressionante pregador de fé.

Wigglesworth entendia que a enfermidade e as doenças eram do diabo, de modo que foi conhecido pela maneira com que tratava as pessoas enfermas, em demonstrações físicas surpreendentes e emocionantes. Por volta de 1890, Smith viajou pra Leds, para comprar material para a sua loja de hidráulica. Estando na cidade resolveu ir a uma igreja onde estavam sendo realizados cultos de cura divina e ficou bastante impressionado com o que viu. A sua primeira experiência com cura divina aconteceu em 1900. Ele, que desde a infância, sofria com problemas de hemorróidas. Um ministro do evangelho que o visitava soube de seu sofrimento, orou por ele e declarou em fé que ele seria curado dessa enfermidade. Smith, que tinha que fazer banhos de assento diários, com sais medicinais, ficou convencido de que era a vontade de Deus curá-lo e parou com os banhos. Descobriu, então, que estava completamente curado e nunca mais sofre com o problema.


  O evangelista Lester Sumrall lembra a primeira vez que foi testemunha de Wigglesworth em ação. Certa vez ele conduzia um culto de cura na Califórnia, quando lhe trouxeram um homem com câncer, em estado terminal. Ele estava tão perto da morte que o médico que o ajudava foi com ele para monitorar seus sinais vitais. Smith, com sua natureza rude, disse ao médico: O que está acontecendo? O doutor lhe respondeu: ele está morrendo de câncer. Sem dar tempo de nada, Smith bateu no estômago do homem com tal força que ele desmaiou. O médico rapidamente o atendeu e gritou: “Ele está morto! Você o matou! A família exigirá explicações! Wigglesworth não se moveu. Ele simplesmente respondeu: Ele está curado. E sem preocupar-se, seguiu orando por outras pessoas no culto. Dez minutos mais tarde, o homem, com sua roupa de hospital, chegou pelo corredor, procurando por Wigglesworth, totalmente curado. Isto não impressionou nem um pouco ao apóstolo, pois era, exatamente, o que ele esperava. E continuou orando pelos outros que necessitavam.

Em outra ocasião, no Colégio Sião, uma mulher paralítica, frágil, chegou para que orassem por ela. Smith Wigglesworth orou, quase com impaciência. Como era habitual, imediatamente, ordenou que caminhasse. Ela, duvidando, começou a olhar ao redor. Sem nenhum tipo de aviso, Wigglesworth foi por detrás dela e a empurrou. Quando ela, tropeçando, começou a correr, ele a seguia pelo corredor gritando: Corra, senhora, corra... ela correu o bastante para sair do alcance dele. Eventualmente, conseguiu alcançar a saída e correu pelas ruas, aparentemente tão assustada quanto curada.

Para Albert Hibbert, o amigo mais próximo de Smith Wigglesworth, o evangelista dizia: Eu não maltrato as pessoas, eu maltrato o diabo. E se as pessoas se põem no caminho, não posso fazer nada…não se pode tratar gentilmente com o diabo, nem dar a ele conforto; porque ele gosta muito da comodidade. Smith Wigglesworth também passou por tempos de sofrimento: perdeu sua amada esposa seis anos depois de sua transformação em um grande homem de fé, com uma unção especial. Em 1913, sua esposa Polly morreu sem nenhuma razão aparente, quando estava a caminho de uma reunião em que ela iria pregar.

Quando voltou a sua casa, Wigglesworth foi ao quarto onde se encontrava, na cama, o corpo de sua esposa morta. Ele repreendeu o espírito de morte e ordenou à vida, que regressasse. Polly abriu os seus olhos e disse: Por que você fez isso, Smith? Eu não desejava voltar à terra. E depois de uma conversa carinhosa, ele a deixou ir para o céu.

Catorze pessoas foram documentadas como ressuscitadas, voltando à vida de entre os mortos, através do ministério de Wigglesworth. Ainda que, de forma não oficial, esse registro poderia chegar a vinte e três pessoas. Não existia nada tão grande para a sua fé. Desde ressuscitar mortos, dores de cabeça a cânceres, era tudo o mesmo para ele. Há algo demasiadamente difícil para Deus?

  Smith Wigglesworth, anos depois, se tornou um homem de tal magnitude, que o evangelista de cura Oral Roberts, disse uma vez diante de outros companheiros evangelistas: devemos a este homem uma dívida impossível de calcular.


No dia 12 de março de 1947, Smith estava indo ao funeral de um ministro amigo seu. Durante o caminho ele tinha comentado com amigos que estava se sentindo maravilhosamente bem. Com alegria, visitou alguns lugares que ele tinha visitado com sua querida Polly e falou sobre milagres que tinham ocorrido quando pregavam na cidade. Ao chegar à igreja, encontrou o pai de uma menina pela qual ele havia orado quatro dias antes. A família já tinha aceitado que a menina iria morrer, mas Smith tinha grande fé na sua cura. Tão logo viu o homem perguntou se a filha estava bem. Esperava uma resposta positiva, mas a resposta veio meio relutante, dizendo que ela estava um pouco melhor. Bastante desapontado, Smith Wigglesworth suspirou profundamente, inclinou a cabeça e morreu.


  Sua vida foi um exemplo de fé, de determinação, de vontade de servir a Deus e amar o próximo. Nunca, em sua casa, entrou um só remédio. E só leu, durante toda a sua vida, um único livro. A Bíblia sagrada.



Fonte: Ministério Caminhar