12 de junho de 2014

Contos do avivamento Oswald Smith

Contos do avivamento
(Extraído do livro Paixão pelas Almas de Oswald Smith)


Aconteceu em  1904. O País de Gales estava em chamas.  A nação  se   afastara   muito   de  Deus.  As  condições   espirituais   eram realmente   ruins.   A   freqüência   às   igrejas   atingira   um   nível baixíssimo.E o pecado se alastrava por todos os lados. De súbito, como um furacão inesperado,o Espírito de Deus soprou   vigorosamente   a  terra.  As  igrejas   tornaram-se  apinhadas de novo, de tal modo que multidões ficavam impossibilitadas de entrar. 


                                    ( castelo no País de Gales )
As   reuniões   perduravam  das   dez   da   manhã   até   à   meia noite. Três cultos completos eram realizados todos os dias. Evan Roberts   foi   o   instrumento   humano   usado,   mas   havia pouquíssima   pregação.   Os  cânticos,   os   testemunhos   e   a   oração eram   as   características   preeminentes.   Não   havia   hinários;   os hinos  que eram cantados eram aqueles    que haviam   sido   aprendidos   na   infância. Tampouco   havia corais, pois todos participavam dos cânticos. Nem havia coletas, avisos, anúncios, e nenhum tipo de propaganda.

Nunca  antes  acontecera   algo  semelhante   no  País  de  Gales, com   resultados   tão   extensos   e   duradouros.   Os   incrédulos   se convertiam,   os   beberrões,   gatunos   e   jogadores   profissionais eram   salvos,   e   milhares   voltavam   a   ser   cidadãos   respeitáveis.
Confissões de pecados horrendos se faziam ouvir por toda parte, dívidas   antigas   eram   saldadas.   Os   teatros   foram   obrigados   a fechar   as   portas,   por  falta   de  espectadores.  As  mulas   das  minas de carvão se recusavam a trabalhar , tão desacostumadas estavam com  um tratamento   humano tão   delicado, fruto de um quebrantamento efetuado nos mineiros pelo Espírito de Deus.   Em   cinco   semanas,   vinte mil pessoas se uniram às igrejas.



No  ano   de  1835, Tito   Coan  desembarcou   num  certo   ponto do   cinturão   de   praias   das   ilhas   do   Havaí.   Em   sua   primeira viagem  evangelística,   multidões   se   juntaram  a   fim   de   ouvi-lo. Apertavam-no  de   tal   maneira   que   quase  não  lhe   sobrava   tempo para   comer .   Em   certa   ocasião   pregou   três   vezes,   antes   de   ter   a oportunidade   de  tomar  sua  primeira  refeição  matinal.   Ele   sentia que Deus estava operando extraordinariamente.
Em 1837 irromperam as chamas até então adormecidas. Os auditórios   de   Coan   passaram   a   ser   quase   que   a   população inteira.   Estava   ministrando   para   quinze   mil   pessoas.   Sendo-lhe impossível   atender   a   todos,   as   pessoas   vinham   ate   ele,   e estabeleceu-se   ali   uma   igreja   ao   ar   livre   que   durou   dois   anos.



                                     ( Havaianos soprando conchas)
Não   havia   uma   única   hora,   de   dia   ou   de   noite,   em   que   não houvesse um culto a que não comparecessem de duas mil  a seis mil pessoas, convocadas ao toque de um sino. Havia tremor, choro, soluços e clamor em alta voz, pedindo misericórdia.   Às   vezes   o   barulho   do   povo   era   tal   que   nem   se conseguia   ouvir   o   pregador .   Centenas   de   ouvintes   caíam desfalecidos.   Algumas   pessoas   clamavam:   “A   espada   de   dois gumes está me cortando em pedaços”. Um ímpio zombador, que viera   divertir-se,   caiu   ao   solo   como   um  cão   danado,   e   bradou:“Deus me  feriu!”.
Noutra  oportunidade,  estando Coan pregando ao   ar   livre,   para   duas   mil   pessoas,   um   homem   clamou:   “Que devo   fazer   para   me   salvar?”   e   orou   a   exemplo   do   publicano, enquanto   a   congregação   inteira   se   pôs   a   implorar  misericórdia.Durante   meia   hora   o  Sr .   Coan    não   pôde  continuar   seu   sermão, mas teve que ficar calado,observando a operação de Deus.

                                           (paisagem no Havaí ) 
Contendas   foram   solucionadas,   bêbados   foram recuperados,   adúlteros   se   arrependeram,   e   homicidas confessaram   seus   crimes   e   se   converteram,   tendo   sido perdoados.   Ladrões   devolveram   os   bens   que   haviam   furtado. Muitas  pessoas  abandonaram  seus  pecados  de  uma  vida  inteira.

Em um ano, cinco mil e duzentos e quarenta e quatro pessoas se uniram à igreja. Dois mil e quatrocentos crentes se assentaram à mesa   do   Senhor,   os   quais   antes   eram   pecadores   do   tipo   mais horrendo,   e   agora   transformados   em  santos   de   Deus.  Quando  o Sr .   Coan   partiu,   ele   mesmo   acolhera   e   batizara   onze   mil   e novecentas e sessenta pessoas.