28 de junho de 2015

WILLIAM GRIMSHAL Quando o céu desceu na terra - testemunhos do avivamento de Yorkshire







Em  1742, nosso querido Senhor se agradou em visitar minha paróquia,” escreveu William Grimshaw ao descrever o mover de Deus que se manifestou na pequena vila de  Haworth, uma comunidade rural no norte da Inglaterra. A ação de Deus começou de forma bem suave e somente algumas almas foram despertadas pelo poder da palavra do Senhor. Mas, apesar deste humilde começo, um grande avivamento começou a se levantar em toda aquela região. 

A pregação de Grimshaw porém era extremamente simples e ele era uma pessoa muito carismática. Um comerciante local escreveu sobre ele, “ Ele começou a pregar sobre Cristo e a necessidade da conversão praticamente sem conhecimento acadêmico e absolutamente sem nenhuma técnica ou sabedoria humana.” Henry Venn confirma que as primeiras pregações de  Grimshaw abalava muita a indiferença de seus ouvintes e trazia a muitos, profunda convicção de pecado.
 
O caminho espiritual de Grimshaw foi muito semelhante ao de John Bunyan e como Bunyan, ele costumava a dizer: “ Eu prego o que sinto, mesmo quando minha pobre alma geme e treme” A lei de Deus e a punição divina para o pecado eram seus temas favoritos.



Muitos dos que iam ouvir os sermões de Grimshal se conscientizavam de estado miserável de suas almas, da grande ofensa que o pecado do homem faz ao caráter santo de Deus e choravam abertamente, pois o pregador apresentava as verdades bíblicas de maneira tão vívida e poderosa, que centenas de pessoas vinham para a igreja ouvir este magistral pregador.
A congregação inteira se comovia quase incontrolavelmente temendo a ira do Senhor sobre seus atos de impiedade. Um de seus ouvintes assim o descreveu: “parecia que Deus bradava dos céus como um trovão e de repente a tempestade divina passava e muitos podiam ver pela fé um buraco na negritude da tormenta que dava para um céu azul e tranqüilo, e essa porta era Jesus, que chorou sobre Jerusalém e se comoveu com o seu estado de perdição
 

“Muitos nessa época de avivamento precisavam assistir os cultos do lado de fora, pois dentro do prédio da igreja não cabia mais o povo”. A cada domingo, o templo de  Haworth lotava e os que ouviam a palavra, no outro domingo traziam amigos e familiares.



Durante 18 meses o mover de Deus se manifestou abundantemente em Haworth e outras partes de Yorkshire.
e nesse tempo, Joseph Williams escreveu:


Havia nesse avivamento uma diversidade de mover do Espírito Santo. Raramente as pessoas eram trazidas ao arrependimento da mesma maneira. Uns eram tomados pelo terror de Deus e vinham gemendo e chorando para o altar, outros sentiam ondas de amor e misericórdia. Uns se arrependiam e imediatamente se agregavam a igreja, outros lutavam com Deus por semanas, outros ainda se revoltavam contra a palavra e se tornavam furiosos oponentes
 

Mas uma das marcas deste mover era a intensidade emocional que as pessoas colocavam para fora,enquanto adoravam a Deus, tamanha era a sede e a vontade de se livrar da religião morta.
O próprio  Grimshaw escreveu: “Como era maravilhosos ouvir e ver as pessoa chorarem copiosamente debaixo da unção do Senhor, alguns gemiam e se contorciam de agonia, pois o convencimento gerado pelo Espírito era muito grande e o temor de Deus podia quase ser tocado, de tão densa que estava a glória de Deus no local. Eu tinha certeza que o homem não tinha na da a ver com aquilo, era algo vindo dos céus.
Tais fenômenos que aconteciam no tempo dos primeiros avivamento pareciam ser inesperados e espontâneos e  Grimshaw logo percebeu que poderiam ser perigosos no sentido de tirar a atenção de quem operava as maravilhas, no caso Jesus Cristo para colocar o foco nos sinais e nas manifestações e isso poderia ser danoso para o trabalho cristão.  Como   John e Charles Wesley, ele também entendeu que como Satanás não pode impedir a obra do Espírito Santo, ele tenta confundi-las, tirando o foco de Cristo e de sua palavra e colocando nas emoções e nos sinais visando levar o trabalho do Senhor ao descrédito e a confusão.


Entre 1774 e 1745 Grimshal começou a pregar fora de sua paróquia, além do que sua licença permitia, prática que caracterizou Wesley e John Cennick no início do movimento metodista, pois a necessidade do povo demandava ir além de onde a fronteira da religião permitia. Naqueles tempos. a Igreja da Inglaterra estava em decadência espiritual e Grimshal não podia esperar as pessoas morrerem sem Cristo, por isso ele agiu depressa, movido pelo zelo e pela vontade de agradar a Deus e mesmo sem autorização começou a pregar fora de sua paróquia.
 
Muitas criticas foram feitas aos métodos de Grimshaw e ao seu discurso agressivo e direto, mas o efeito de sua pregação era inegável, pois as pessoas começaram a ter prazer em servir a Deus , onde antes o serviam por obrigação e costume. Lares  devastados pelo álcool e pela crueldade foram restaurados, famílias que por anos não se visitavam foram reconciliadas debaixo deste poderoso ministério” Sua palavra sempre foi simples e direta, como ele mesmo escreveu: “Eu moro nesta cidade de  Haworth e aqui é a minha casa e tanto aqui como em qualquer outro lugar sempre pregarei a Cristo e este crucificado e trabalharei para levar as pessoas a seus pés, pois todos os pecadores perdidos que eu vi terem um encontro real com  Cristo, saíram de sua presença cheios da graça e da glória de Deus.”