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12 de agosto de 2015

SOPHIA MUELLER - “Eu jamais tive um chamado, li uma ordem e a obedeci”.

SOPHIA MUELLER



Gosto de biografias. Histórias de pessoas reais, gente de verdade que na fala do escritor aos Hebreus mesmo um Elias é gente como nós. Posso dedicar longas horas para ser edificado por elas.

É isso, uma biografia é o testamento vivo de um homem ou mulher de Deus gravado em páginas com papel e tinta para a eternidade.

Na foto a capa do livro Sua Voz Ecoa nas Selvas autobiografia de Sophia Müller sobre seu trabalho entre os indígenas. Editora Transcultural.

O post de hoje é um relato suscinto da vida de Sofia Mueller que transcrevo de diversas fontes sendo a principal delas a página pessoal do missionário 
Ronaldo Lídório.

Quem foi essa mulher de Deus, o que ela fez, onde serviu, a que povo ministrou; o que mais me impressionou nesse relato sobre Sofia Muller: SEU CONCEITO DE CHAMADA. Se garimpando por ai na rede encontrar sua biografia completa, fotos e mais detalhes prometo postar aqui no blog.
A CONVERSÃO

"Em 1945, Deus levanta uma mulher, solteira, baixinha, franzina, lá na América do Norte; ela estava passando por uma praça em Nova Iorque, um pregador de rua falava de Jesus, ela se converteu, derramou-se na presença do Senhor e recebeu um chamado para fazer diferença na Terra.

Por volta de 1949 Sofia Muller disse:
“eu quero ser missionária”. Ela saiu da América do Norte em direção a Colômbia. Entrou no Rio Insana, um rio que começa na Colômbia, entra na selva amazônica brasileira e a percorre por mais de 1.000 km. Acabou atravessando, sem saber, a fronteira entre Colômbia e Brasil em uma pequena e insegura embarcação. O que parecia ser um erro de direção pelas águas perigosas dos rios Negro e Insana se tornou o caminho para um dos trabalhos missionários mais consistentes realizados na Amazônia. Sofia Muller por mais de 40 anos serviu no ministério ao Senhor Jesus na Amazônia Brasileira evangelizando duas tribos: Curipaco e Baniva.

Segundo o missionário Marcelo Pedro, da Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), que trabalha onde Sofia trabalhou, ela dividia o seu tempo assim:
de manhã, alfabetizava o povo; e à tarde ensinava a Palavra de Deus. À noite, descansava e tirava as dúvidas dos indígenas.

Chama a sua atenção o fato de as comunidades indígenas evangélicas serem muito organizadas e não sofrerem com o alcoolismo. Em 2007 a Funai afirmou que este é um dos pouquíssimos lugares na Amazônia onde os indígenas não enfrentam problemas com alcoolismo, conflitos e guerras.

O fotojornalista Pedro Martinelli, em seu livro Amazônia: O Povo das Águas, diz que os indígenas do Alto Rio Negro e do rio Insana “têm título de eleitor e altíssimo índice de alfabetização, em algumas aldeias chega a 95%”.

TESTEMUNHO 

Encontrei-me com dois indígenas anciãos curipacos, crentes em Jesus, que tiveram o privilégio de remar a canoa para Sofia Muller há décadas atrás. Eles me falaram
: “pastor, aquela mulher tinha o fogo do Espírito Santo, porque ela pregava de dia e à noite nos fazia viajar, era perigoso mas ela viajava a noite para não gastar tempo de dia, os índios dormindo e ela viajando, remávamos a canoa mas ela não dormia, usava o seu candeeiro, aquela lamparina, e durante a noite traduzia o Novo Testamento para a língua Curipaco”. Hoje eles têm o Novo Testamento completo na língua deles.

É interessante que ela plantou dezenas de igrejas, mais de 50, ao longo do Rio Insana e uma vez por ano um milagre acontece: uma conferência em que eles reúnem, pelo menos, um representante de cada aldeia evangélica ao longo deste rio, entre as tribos Curipaco e Baniva.

Tive o privilégio de participar de uma dessas conferências. Esses representantes saem das suas aldeias, dias de canoa, dias de caminhada na mata e, numa data pré-determinada, com uma boa bandeira, encontram-se numa grande clareira em algum lugar ou aldeia na mata, e ali dobram seus joelhos, fincam aquelas bandeiras no solo e oram a Deus, agradecendo porque um dia Ele chamou a sua filha Sofia Muller e ela respondeu sim. E começa aquela conferência missionária abençoadíssima que leva dias.
Por volta de 1949 a missionária Sophia Müller acabou atravessando, sem saber, a fronteira entre Colômbia e Brasil em uma pequena e insegura embarcação. O que parecia ser um erro de direção pelas águas perigosas dos rios Negro e Içana se tornou o caminho para um dos trabalhos missionários mais consistentes realizados na Amazônia Brasileira.

Ali na região norte do Amazonas, conhecida como Cabeça de Cachorro, viviam as tribos Baniwa e Kuripako. Na época, não havia nenhuma presença da fé protestante no local e o índio era explorado pelo homem branco. Hoje, quase sessenta anos depois, há mais de cinqüenta igrejas entre os indígenas da região, o Novo Testamento foi traduzido para a língua local e os índices sociais estão acima da média brasileira.
Esses fatos foram reconhecidos inclusive no meio secular. O fotojornalista Pedro Martinelli, em seu livro Amazônia: O Povo das Águas, diz que os indígenas do Alto Rio Negro e do rio Içana “têm título de eleitor e altíssimo índice de alfabetização em algumas aldeias chega a 95%”. Chama a sua atenção o fato de as comunidades indígenas evangélicas serem muito organizadas e não sofrerem com o alcoolismo.
O médico Drauzio Varela, em artigo à revista National Geographic (maio/2006), descreve como são as moradias dos curipacos e baniuas: “Numa região de moradias precárias, cada família se dá ao luxo de morar em três casas: a da frente serve de dormitório e sala de visitas, na do meio fica a cozinha e na de trás, a casa de farinha. São lindas; gostaria de ter uma igual no campo”.
Segundo o missionário Marcelo Pedro, da Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), que trabalha onde Sophia trabalhou, ela dividia o seu tempo assim: de manhã, alfabetizava o povo; e à tarde ensinava a Palavra de Deus. À noite, descansava e tirava as dúvidas dos indígenas.
Sophia Müller faleceu em 1997, na Venezuela, deixando milhares de indígenas convertidos nas etnias em que pregou o evangelho. A presença evangélica é forte nesses lugares. Prova disso são as conferências que os pastores indígenas realizam de dois em dois meses, que duram cerca de uma semana e reúnem centenas de comunidades. Lá, eles cantam, dançam, estudam a Bíblia e contam testemunhos do cuidado de Deus.



A CHAMADA

Antes de falecer em 1997 na Venezuela ela foi entrevistada por um jornalista evangélico; a primeira pergunta que ele lhe fez foi: “Como foi o seu chamado?”

Ao que ela respondeu: 
“Eu jamais tive um chamado, li uma ordem e a obedeci”. Para ela, o que há na Palavra de Deus, já era forte o suficiente para estar mais de 40 anos de sua vida na selva sozinha, falando de Jesus àqueles que ainda não tinham ouvido".,

“Eu jamais tive um chamado, li uma ordem e a obedeci” 

Que o SENHOR nos ajude.

"Rain is coming, and my raincoat is over the duffle bags….Oh, how it poured!  The heavens were surely opened.  The Indians kept on paddling.  I just sat, with slacks and shirt soaked through, holding a few big leaves over my head, shivering and shaking in the cold.  A little scorpion had the “crust” to add to the general misery of the scene and bite me in the arm…My head aches; I’ve a fever, plus three big ulcers on my leg, all swollen up—otherwise, I’m feeling fine (Sophie Muller 1962:11am. - " A chuva está vinto e a minha capa de chuva está toda furada. Os céus estão abertos e os indios seguem remando. Estou sentada, com minhas roupas todas molhadas, segurando uma grandes folhas sobre minha cabeça. Um pequeno escorpião me picou no braço e minha cabeça dói muito, tenho febre e três grandes feridas em minhas pernas, mas apesar de tudo, me sinto bem!"Sophia Mueller