21 de março de 2016

Dietrich Bonhoeffer - Pastor Luterano que ousou desafiar o Fuhrer Alemão, Adolf Hitler


Dietrich Bonhoeffer



É uma das figuras de maior influência na teologia atual. Seu pensamento vem se tornando fator de grande inspiração para teólogos que são filiados a bem diferentes tendências.
A influência de Dietrich Bonhoeffer, baseia-se na maneira como ele viveu. Filho de um psiquiatra alemão, nasceu em 1906. Ativo nas iniciativas ecumênicas da Igreja considerada coo uma entidade mundial. Foi um dos primeiros alemães que se aperceberam dos problemas do nazismo, criticando o regime de Hitler.Por isso trabalhou escondido em boa parte da produção de suas obras, sendo inclusive responsável por um seminário fora da lei.Dietrich Bonhoeffer, preferiu voltar à Alemanha, associando-se inclusive ao grupo que desejou matar Hitler.Foi preso, passando dois anos na cadeia. Pouco antes da chegada das tropas americanas que conseguiram libertar a área do país na qual esteve preso, foi enforcado em 1945.

Morreu como tinha vivido, testemunhando a sua fé. Dietrich Bonhoeffer, não podia reprimir-se e dizia coisas indevidas sobre a perda do caráter privado da vida em nosso mundo moderno.
Uma das suas frases principais foi : Graça barata. Segundo ele, isto significava a promessa ao homens que crendo-se em certas doutrina, os pecados serão perdoados sem que se tenha de fazer para isso nenhum esforço. Isto gera grande conforto que não se disponham a viver diferentemente dos não cristãos. Prega a possibilidade de obter-se perdão sem nenhum arrependimento.
Dietrich Bonhoeffer, insistia em dizer que a graça de Deus não é algo barato. A graça divina renova e transforma a vida do ser humano. Suas Obras, entre outras, O Custo do Discipulado e Ética.
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Carta escrita por D. Bonhoeffer no presídio de Tegel (Berlim) para Eberhard Bethge em 21 de julho de 1944."Lembro-me de uma conversa que tive há 13 anos na América com um jovem pastor francês". Simplesmente, nos pusemos a perguntar um ao outro sobre o que afinal desejávamos da vida. Então ele disse: eu gostaria de tornar-me um santo (e eu acredito que ele o conseguiu). Aquilo me impressionou profundamente. Mesmo assim eu me opus e disse, com efeito, que eu gostaria de aprender a crer. Por muito tempo não compreendi a profundidade deste contraste. Pensei que pudesse aprender a ter fé, vivendo eu mesmo algo como uma vida santa.... Mais tarde eu experimentei e experimento até este momento que só vivendo plenamente neste mundo aprendemos a crer. Quando desistimos completamente de fazer algo importante de si mesmo, ou seja, ser um santo ou um pecador convertido ou um eclesiástico, um justo ou um injusto, um doente ou são. Viver plenamente neste mundo significa viver na plenitude das tarefas, dos problemas, dos sucessos e fracassos, das experiências e perplexidades, assim nos lançamos completamente nos braços de Deus, e não mais levamos tão a sério os nossos próprios sofrimentos, mas levamos a sério o sofrimento de Deus no mundo, e então vigiamos com Cristo no Getsêmani e penso que isto é fé, isto é arrependimento.
Assim nos tornamos cristãos e homens. Quem se tornaria arrogante com os sucessos ou desanimado com os fracassos, tendo uma vida assim, participando dos sofrimentos de Deus? Creio que entendes o que quero dizer, mesmo que o diga assim em poucas palavras. Sou muito grato por ter podido descobrir isso e sei que só o pude mesmo reconhecer no caminho que tive de andar. Por isso lembro com gratidão e em paz do que passou e permaneço assim no presente.... Deus nos guie com sua bondade através dessa época, mas acima de tudo Deus nos guie até a sua presença."


DIETRICH BONHOEFFER - Notável pastor e teólogo luterano - Nasceu em Breslau (Polônia) - 1906-1945. 








ESCUTAR OS OUTROS:

O primeiro serviço que devemos aos membros de nossa comunidade é o de escutá-los.
Da mesma maneira que o começo de nosso amor por Deus consiste em ouvir sua Palavra, da mesma forma o começo do amor ao próximo consiste em aprender a ouvir.
É próprio do amor de Deus não se limitar a nos falar, mas também a nos escutar. Tentar ouvir nosso irmão e fazer com ele o que Deus faz conosco. Alguns cristãos, momente os pregadores, se crêem obrigados a "dar alguma coisa". quando se encontram com outras pessoas. Esquecem que talvez ouvir seja mais oportuno do que falar.                                                     
Muitas pessoas procuram ouvidos que as escutem e não os encontram entre os cristãos, porque estes se põem a falar no momento em que deveriam saber ouvir.
Quem já não tem condições de ouvir o irmão, acaba não podendo mais ouvir o próprio Deus. Quer apenas falar-lhe. Introduz-se, assim, um germe de morte na vida espiritual e tudo termina numa "tagarelice espiritual". Não dando mais atenção persistente e paciente, o que ouve não poderá dar uma resposta precisa às angústias de quem lhe fala.
Nunca poderá dizer uma palavra adequada, aquele que não sabe ouvir. Quem achar seu tempo precioso demais para ouvir os outros, nunca terá tempo para Deus e para o próximo. Fonte: Livro: As Maravilhas do Amor - Almir Ribeiro Guimarães, O.F.M. - Editora Vozes.

 LIVROS EM PORTUGUÊS: DISCIPULADO
 
PRECE PARA A NOITE:

Ó Senhor meu Deus, graças te dou por mais este dia; graças por dar descanso ao meu corpo e à minha alma. Tua mão esteve sobre mim, guardou-me e preservou-me. Perdoa-me pela falta de fé e pelo que tenha feito de errado no dia de hoje, e ajuda-me a perdoar os que giram mal conosco. 
Faz com que eu durma em paz sob a tua proteção, e guarda-me de todas as tentações da escuridão. A tuas mãos encomendo os que me são queridos e os que se abrigam neste lar; encomendo-me a ti, de corpo e alma. 
Ó Deus, seja louvado o teu santo nome.
Fonte: http://www.femininoplural.com.br/agua/oracoes/para_a_noite.html


QUEM SOU EU ?

Quem sou eu? Freqüentemente me dizem
Que saí da confinação da minha cela
De modo calmo, alegre, firme,
Como um cavalheiro da sua mansão.

Quem sou eu? Freqüentemente me dizem
Que falava com meus guardas
De modo livre, amistoso e claro
Como se fossem meus para comandar.
Quem sou eu? Dizem-me também
Que suportei os dias de infortúnio
De modo calmo, sorridente e alegre
Como quem está acostumado a vencer.

Sou, então, realmente tudo aquilo que os outros me dizem?
Ou sou apenas aquilo que sei acerca de mim mesmo?
Inquieto e saudoso e doente, como ave na gaiola,
Lutando pelo fôlego, como se houvesse mãos apertando minha garganta,
Ansiando por cores, por flores, pelas vozes das aves,
Sedento por palavras de bondade, de boa vizinhança
Conturbado na expectativa de grandes eventos,
Tremendo, impotente, por amigos a uma distância infinita,
Cansado e vazio ao orar, ao pensar, ao agir,
Desmaiando, e pronto para dizer adeus a tudo isto?

Quem sou eu? Este, ou o outro?
Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?
Sou as duas ao mesmo tempo? Um hipócrita diante dos outros,
E diante de mim, um fraco, desprezivelmente angustiado?
Ou há alguma coisa ainda em mim como exército derrotado,
Fugindo em debanda da vitória já alcançada?

Quem sou eu? Estas minhas perguntas zombam de mim na solidão.
Seja quem for eu, Tu sabes, ó Deus, que sou Teu!


Fonte: http://poesiaevanglica.blogspot.com/2007/04/um-poema-de-dietrich-bonhoeffer.html