12 de junho de 2018

Corrie Ten Boom - Um anjo em nosso meio



Resistir com amor – Corrie Ten Boom

Resultado de imagem para CORRIE TEN BOOM WORKSHoje em dia temos discutido muito o papel de uma bancada evangélica na política de nosso país. Será que as leis que eles tem apoiado ou proposto tem a ver com cristianismo? Em tempos políticos complicados, onde o mal tem vencido, como nós como cristãs podemos nos posicionar? O que devemos fazer?
A história de Corrie Ten Boom aponta um caminho: agir contra o mal, não importa se ele está no governo, se pode te matar, se está atacando aqueles que são diferentes de você ou até mesmo se está “vestido” de cristianismo.
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Relógios, trens e Holanda
Corrie nasceu em 15 de abril de 1892 em Amsterdam, Holanda. Era filha de um relojoeiro e tinha 4 irmãos. Costumava viajar de trem com seu pai para buscar peças dos relógios; ele era um homem cristão que ensinou seus filhos a respeito das Escrituras. Ela nunca se casou e estudou a profissão de seu pai, tornando-se a primeira relojoeira licenciada de seu país.
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O mal se ergue
Os nazistas – que se diziam cristãos – invadiram a Holanda em 1940 e a casa de Corrie foi enchendo-se dos seus “segredos de Deus”. Alguém entrava na loja dos Ten Boom dizendo que “havia um relógio sempre parando que precisava ser consertado” e ela já sabia que esse era o código de que avisava: havia um judeu em perigo e precisando de ajuda. Ela e sua família formaram uma rede de pessoas que abrigavam judeus no seu bairro, Haarlem.
Mas, um dia eles foram descobertos. A Gestapo revistou a casa e, apesar de não encontrar o refúgio, prendeu o senhor Ten Boom e suas filhas mandando-os para um campo de concentração. Desta família, a única sobrevivente é Corrie. Foi liberta por um erro burocrático, uma semana antes de todas as mulheres da idade dela serem levadas à câmara de gás.
Betsie, a irmã de Corrie, a acordou no meio de uma noite no campo de concentração e disse que aquele acampamento era feito para destruir pessoas mas que quando saíssem dali, elas deveriam tentar comprá-lo, reformá-lo e fazer um bonito lugar para pessoas que perderam seus lares na guerra poderem viver e curar seus corações do mal horrível que lhes foi causado. Betsie morreu no campo de concentração dias depois dessa conversa. (Corrie Ten Boom – APEC)
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Corie, seus irmãos,  pai e mãe
Reflexos da glória de Deus
Após o fim da guerra, Tia Corrie, como era chamada, abriu uma casa para abrigar pessoas que sofreram em campos de concentração. Ela nunca mais seria rejoleira, se tornou a “andarilha de Deus” e visitou diversos países falando da Graça e do perdão. Até que um dia, a mensagem do perdão a chamou para visitar a Alemanha.
Depois de pregar numa igreja em Munique, Corrie foi abordada por um ex-guarda que havia sido um dos mais violentos no campo de concentração que esteve presa. Ela o reconheceu imediatamente, mas ele não se lembrava dela e pediu seu perdão em nome de todos aqueles que havia feito sofrer. Corrie não queria, não conseguia perdoar aquele homem, mas buscou em Deus a compaixão para resgatar o oprimido e ao mesmo tempo, o opressor.
A Andarilha de Deus viajou o mundo como missionária por 30 anos e morreu nos Estados Unidos, com 91 anos, em uma casa que ela chamava de Shalom(paz, em hebraico). Também escreveu livros, entre eles o “Reflexos da Glória de Deus” que consiste numa série de textos sobre vida cristã e é um excelente devocional.

Em tempos de ódio, resistir com amor
O pai de Corrie acreditava que os judeus eram um povo especial para Deus, sendo assim, o que a Alemanha nazista estava fazendo com eles era anti-cristão. Depois do fim da guerra, Corrie viaja pelo mundo e se depara com diversos povos perseguidos e com pessoas oprimidas, seu coração se compadece delas.

Corrie, Betsie e a sua família sabiam que a atitude de resistir com amor poderia custar as suas vidas. Deus é amor e Ele é real e nosso amor também  precisa ser real.
Mais de dois milhões de mulheres morreram durante o Holocausto. Só no campo de concentração onde a Corrie esteve, 95 mil. E entre elas, Betsie Ten Boom, a irmã de Corrie.

Sua ênfase estava sempre na necessidade  de perdoar nossos inimigos no poder do Senhor Jesus e de estar sempre preparado para a volta do Senhor. Ela dizia que não tinha problemas, somente planos. Quando era homenageada dizia que não era nada em si mesma. O Senhor Jesus era aquele para quem seus admiradores deveriam olhar, seguir e obedecer “ Deus o tornou pecado por nós para que nós nos tornássemos justiça de Deus ( 2 Co 5.21 )
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Ela sempre citava um poema desconhecido
“Covarde, teimosos e fraco
Eu mudo conforme as nuvens do céu
Hoje, forte e corajso
Amanhã, cansado e oprimido,
Jesus porém não é assim
Ele nunca muda e nunca desiste
Eu e Ele, nós dois, sempre venceremos
Jesus e eu, sempre e para sempre
Sua frase preferida  JESUS  É A VITÓRIA
Pam Rosewell Moore Ministries
 "The Weaver":
My life is but a weaving        Minha vida é um bordado
Between my Lord and me,  Feito por Deus e por mim
I cannot choose the colors Eu não escolho as cores
He worketh steadily.      Ele trabalha assim 
Oft times He weaveth sorrow, As vezes Ele borda tristeza
And I in foolish pride         E eu num orgulho tasco
Forget He sees the upper   Esqueço que Ele vê por cima
And I, the underside.         E eu somente por baixo
Not till the loom is silent     Só quando o tear fazer silêncio
And the shuttles cease to fly  e a agulha cessar de voar 
Shall God unroll the canvas  É que Deus desenrolará o pano
And explain the reason why. E mostrará todos os porquê
The dark threads are as needful As cores escures são neces
In the Weaver's skillful hand   Nas mãos do habilidoso tecel
As the threads of gold and silver Assim como as prat e doura
In the pattern He has planned. são padrõesde quem planej


Corrie ten Boom sempre dizia que o perdão é igual uma corda de sino. Você já viu uma igrejinha do interior com aquele sino e a corda para puxá-lo? Para fazer o sino bater você tem de puxar a corda e depois soltá-la. O próprio movimento do sino se encarregará de mantê-lo tocando e de veem quando é preciso dar uma pequena puxada na corda, mas não se pode segurar a corda, senão freia o sino.
Corrie ensinava que o perdão é como soltar a corda, mas se você fica segurando a corda, isto é lembrando do momento e da pessoa que te fez sofrer o tempo todo, o sino do perdão irá parar .

Quando você decide perdoar, as velhas ondas da mágoa sempre rondarão a praia do teu coração. Depois de um tempo se você parar de pensar nelas, elas irão embora para sempre, mas se você ficar puxando a corda, o sino do perdão parará de tocar e só restará o barulho da ofensa e da dor.
 (Encyclopedia of 15,000 Illustrations)

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‘Quando confessamos nossos pecados, Deus lança eles no fundo do mar e então coloca uma placa dizendo ; “ PROIBIDO PESCAR”.