14 de agosto de 2013

Lyman Beecher Aboliconista Americano


Lyman Beecher      (12 de outubro de 1775 — 10 de janeiro de 1863), abolicionista e clérigo presbiteriano americano.




Um dos alunos de Timothy Dwight, Lyman Beecher (1775-1863), dedicou-se a arregimentar as forças do reavivamento em organizações permanentes que visavam evangelizar e reformar os Estados Unidos. Graças aos seus esforços, e aos de pessoas com a mesma visão, foram fundadas entidades como a Junta Americana para Missões Estrangeiras (1810), a Sociedade Bíblica Americana (1816), a Sociedade de Colonização para escravos libertos (1817), a União Americana das Escolas Dominicais (1824), a Sociedade Americana de Tratados (1825), a Sociedade Americana de Educação (1826), a Sociedade Americana para a Promoção da Temperança (1826), a Sociedade Americana de Missões Nacionais (1826) e muitas outras organizações. Essas agências deram ao Segundo Despertamento uma duradoura influência institucional que o primeiro não produziu.









Liman teve uma filha que foi mais famosa que ele, trata-se de Harriet Beecher Stowe, dela falou Abraam Linconl:

Esta mulher e este livro foram as causas da guerra entre o norte e o sul nos EUA.

Quem é Harriet Beecher Stowe?

Harriet Beecher Stowe nasceu em 1811, nos EUA. Era filha do pregador evangelista Lyman Beecher e durante alguns anos trabalhou como professora. A sua primeira publicação foi um livro sobre geografia para crianças. Em 1836, casou com um professor de teologia, Calvin Stowe. Durante a vida, Harriet escreveu poemas religiosos, livros de viagens, histórias para jornais locais, romances para crianças e também para adultos. Conheceu e correspondeu-se com Lady Byron, Oliver Wendell Holmes e George Eliot. “A Cabana do Pai Tomás” é o seu livro mais conhecido e um poderoso símbolo de liberdade: a exaltação de princípios contra a escravidão contribuiu para precipitar a Guerra Civil Americana.
 Após a publicação deste livro, Harriet foi convidada para falar sobre a escravatura na América e também na Europa. Em 1856, publicou uma segunda novela sobre o tema, “Dred”. A abolicionista Harriet Beecher Stowe morreu com 85 anos, em 1896, em Hartford Conneticutt.

12 de agosto de 2013

LILIAS TROTTER - MISSIONÁRIA NA ARGÉLIA


Lilias Trotter e a Linguagem que Ninguém Conhece



Enquanto escrevo isto, a minha mulher Noël está em Knoxville, Tennessee, onde foi falar numa conferência de mulheres. Entre os seus temas ela tem uma biografia de Lilias Trotter. Trotter foi para a Argélia em 1888 como missionária e fundou a Algiers Mission Band. Uma das coisas mais notáveis sobre ela é que era uma pintora bastante talentosa antes de sair para África, uma das melhores artistas do século XIX, de acordo com John Ruskin. Desistiu desta carreira em troca de viagens perigosas em regiões muçulmanas onde ganhou convertidos entre os árabes, os franceses, os judeus e africanos negros.

Noël indicou-me um dos seus perspicazes pensamentos. Ele tem profundas implicações para a propagação da fé cristã no nosso mundo deveras secular. Citá-lo-ei e depois farei alguns comentários. Cautela, pois não é simples de entender no início. Ela escreveu em 1929,

Quando queremos uma palavra de humildade, esperança ou santidade, só podemos buscá-la nos clássicos, vagamente conhecidos por leitores comuns. Nós escrevemos para um povo ainda não espiritualmente nascido; as palavras só serão entendidas quando as realidades nas quais elas se firmam necessitem serem expressas. Temos de construir uma linguagem espiritual contra a época em que será desejada (I. Lilias Trotter, por Blanche AF Pigott, [London: Marshall, Morgan & Scott Ltd, nd], pp . 129-30)



Não se trata apenas de apresentar um Evangelho em palavras que as pessoas podem compreender, mas de dar-lhes a semente de uma linguagem espiritual em que as coisas que o Espírito Santo ensina possam ser expressas. A carência disso parece ser inversamente proporcional à riqueza da linguagem no respeito aos assuntos seculares... As palavras para as realidades espirituais têm de ser enxertadas na linguagem coloquial, esperando a seiva da nova vida para uni-las numa torrente através delas. (ibid., p. 137)

Pense por um instante em como as palavras se relacionam com a realidade. A palavra "dor de cabeça" existe porque essa experiência existe. Uma pessoa que nunca teve uma dor de cabeça só pode adivinhar o que a palavra se refere. Pode tentar fazer uma analogia: Talvez seja como uma náusea na cabeça. Ou pegue na palavra "cavalheirismo." Se um homem não tem essas tão nobres inclinações não importa quantas definições usemos, ele não saberá, na realidade, do que estamos falando.

Ou perguntemos: "Por que é que existe a palavra obsequioso?" Ela existe porque ao longo do tempo as pessoas mais exigentes viram um tipo de atitude e comportamento que precisavam de uma palavra para descrever. Se você ainda não viu e sentiu este tipo de comportamento, então ouvir sinônimos tais como adulador, bajulador, ou lisonjeiro não vão despertar esse conhecimento.

O que Lilias Trotter disse foi que as palavras referentes a realidades espirituais devem ser usadas mesmo quando a audiência - a cultura, a época - não tenha nenhuma experiência com a qual preencha os termos. "As palavras vão ser compreendidas quando as realidades para as quais se destacam venham a precisar de expressão. Temos de fazer uma linguagem espiritual [que sirva] o tempo em que será necessitada."

Imagine tentar comunicar a realidade da "santidade" e "reverência" a um bando de criminosos que apenas têm desprezo para com a religião e sem pano de fundo religioso. Imagine dizer-lhes que a palavra de Deus é "doce", ou que o "mansos" herdarão a terra, ou de que a fé apreende a "luz do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo." Estas realidades são absolutamente preciosas e cruciais. Elas não podem ser facilmente contidas ou transmitidas numa linguagem criada e definida sem essas experiências espirituais.

Noutras palavras, Lilias Trotter estava alertando contra a ideia de que todas as realidades cruciais podem ser comunicadas na linguagem e categorias que as pessoas trazem para o evangelho. Para ter certeza, o esforço deve ser feito para ajudar as pessoas a ver a nova realidade, usando como ponteiros as palavras que eles já conhecem. No dizer dela, "As palavras para realidades espirituais têm de ser enxertadas no coloquial." Mas o que vai fazer com que o entendimento aconteça será o despertar da nova vida espiritual, preenchendo as palavras enxertadas com a realidade. Então, como ela diz, "A seiva da vida nova [irá] uni-las numa torrente através delas."

Então, como ela conclui, não podemos simplesmente assumir que a linguagem secular pode compreender a realidade espiritual que queremos comunicar. Ao invés disso, devemos "dar-lhes a semente de uma linguagem espiritual em que as coisas que o Espírito Santo ensina possam ser expressas." Existem conceitos, palavras e categorias que talvez tenham de ser introduzidas (enxertadas em algo familiar), de modo a que as realidades preciosas possam ser entendidas. "As palavras serão entendidas quando as realidades para as quais se destacam venham a necessitar de expressão". Quando a "riqueza da língua para todas as finalidades seculares" é superior, ela diz, haverá pobreza da língua para fins espirituais.

Assim, apliquemo-nos a conhecer a realidade por detrás de toda a linguagem bíblica. E trabalhemos em construir tantas pontes para o nosso mundo quantas possamos para que os significados as possam atravessar. Mas não temamos em usar a linguagem espiritual da Bíblia onde ela é estrangeira. Quando todos os nossos esforços na comunicação forem feitos, Deus criará a realidade e preencherá as palavras.

Parábolas da Cruz (1ª parte)
I. Lilias Trotter : Revista À Maturidade - Inverno de 1986
Publicação: 20/07/2009
http://www.celebrandodeus.com.br/imagens/icones/Startright.gif"Para aqueles que se voltam em direção a Ele, para a redenção...".
A morte é o portão da vida
Houve uma profunda percepção nestas antigas palavras. Porque o pensamento natural do homem a respeito da morte é o de um triste fim, em degeneração e decomposição. E ele está correto, do seu ponto de vista, pois a morte, como punição do pecado, é um fim.
Porém, é bastante diferente o pensamento de Deus na redenção do mundo. Ele toma a própria morte, que entrou com a maldição, e a torna em caminho de glória. A morte se torna um começo, em vez de um fim, pois ela se torna o meio de liberação de uma nova vida.
Assim sendo, a esperança que reside nessas lições de morte e vida em forma de parábolas, tem significado somente para aqueles que se voltam em direção a Ele, para a redenção. Para aquele que não se voltaram, a morte permanece inevitável, irrevogável, em toda a sua terrível sentença. Para estes não há nenhum raio de luz que venha através dela.
“A morte de Cruz – a hora triunfante da morte – este foi o ponto onde o portão de Deus se abriu. É a este portão que nos achegamos vez após vez, à medida em que a nossa vida se desenrola e é através dele que passamos, ainda aqui na terra, para a nossa jubilosa ressurreição, para uma vida cada vez mais abundante, pois a cada momento o morrer é ainda mais profundo. A vida cristã é um processo de livramento de um mundo para outro e a “morte”, como em verdade tem sito dito, “é o único caminho para fora de qualquer mundo em que estejamos”.
“A morte é o portão da vida”. É assim que ela é vista por nós? Temos nós aprendido a descer uma vez e outra ao amontoado das suas sombras, em tranqüilidade e confiança, sabendo que há sempre “uma melhor ressurreição” além?
É nos estágios do crescimento de uma planta, no seu desabrochar, florescer, e na produção de sementes, que essa lição veio a mim; a lição da morte em seu poder libertador. Ela veio não como meras imagens extravagantes, mas como uma das muitas vozes com as quais Deus fala, trazendo força e alegria do Seu Santo lugar.
Não podemos traçar o sinal da Cruz na primeira insinuação da nova aurora da primavera? Em muitos casos, como no caso da castanheira, antes que uma única velha folha perca o brilho, os brotos do ano seguinte podem ser vistos, no cume dos ramos e dos galhos, formados à sua própria semelhança; em outros, os brotos das folhas parecem levar a suas marcas ao se romperem através da haste vermelho-cor-de-sangue. De volta aos primeiros estágios da planta, o toque carmesim deve ser encontrado nas folhas com sementes, nos novos brotos e até mesmo nos brotos escondidos. Olhe para o fruto do carvalho, por exemplo, quando ele quebra a sua concha e veja como o broto de árvore leva a sua marca de nascença: é o vermelho-cor-de-sangue, através do qual o aspecto do raio solar surge, saindo das trevas, e o sol nasce saindo da noite. As próprias estrelas, a ciência nos diz, reluzem com esta mesma cor ao nascerem, no universo, das antigas estrelas que morrem.
Que seja também verdadeiro no mundo da graça, assim como o é na Natureza, que cada alma que entre na verdadeira vida, leve no seu princípio este selo carmesim; deve haver o “aspergir do Sangue de Jesus Cristo” individual. Que cada alma saia através do Portão da Cruz.
E aqui está o indispensável. A morte é o único caminho para fora do mundo de condenação em que residimos. Encerrados neste mundo, é vã qualquer batalha para sair dele por esforço próprio; nada pode revogar o decreto: “a alma que pecar, esta morrerá”.
A única escolha que resta é esta: Ou será a nossa própria morte sob a antiga liderança de Adão, segundo todo o significado que Deus dá a essa palavra, ou será a morte de outro em nosso lugar, sob a liderança de Cristo.
É quando chegamos ao desespero, quando nos sentimos imobilizados esperando a nossa ruína, que a glória e a beleza do caminho de escape divino, amanhecem sobre nós, e nos submetemos a Ele neste caminho. Toda a resistência se quebra, à medida em que a fé se firma no fato: “Ele me amou e se entregou por mim”. Recebamos a expiação tão duramente ganha, e saiamos para dentro da vida, não somente perdoados, mas purificados e justificados.
A morte para a penalidade do pecado é o caminho para uma vida de justificação
À medida em que saímos livres, descobrimos que do outro lado da Cruz uma nova existência realmente começou; que o amor do Crucificado tocou as fontes do nosso ser – estamos em outro mundo, sob um céu aberto. “Cristo sofreu pelos pecados, o Justo pelos injustos, para que pudesse nos trazer a Deus”.
Será que você, que lê essas palavras, é alguém que está tentando lutar para sair desta vida natural, para entrar na espiritual, por algum outro caminho que não seja este caminho da Cruz? Isso é tão impossível quanto seria passar de hoje para amanhã, sem fazê-lo através da noite. Sua batalha é uma batalha contra Deus. Renda-se e aceite as Suas condições. Renda-se agora!
Mas, por mais abençoada que possa ser esta passagem para uma vida de paz com Ele, ai da alma que estaciona, pensando que o alvo foi alcançado, e mingua, constituindo-se, por assim dizer, um broto atrofiado. Santidade, não segurança, é o objetivo do nosso chamamento.
E acontece então, que a pressão de uma nova necessidade de livramento é logo sentida por aquele que é leal a voz de Deus em seu coração. As duas vidas estão ali juntas, uma recém-nascida e frágil, a outra forte com um crescimento anterior. “A carne milita contra o espírito e o espírito contra a carne”, e o poder da vontade é dividido entre as duas vidas, tal como a seiva que flui parcialmente para as velhas folhas condenadas e parcialmente para os tenros rebentos.
Consequentemente, há o conflito de um reino dividido contra si mesmo: algumas vezes elas lutam lado a lado, até que o clamor é arrancado – “Ó, desventurado homem que sou; quem me livrará?”
E novamente aqui, quando o ponto de desespero é alcançado, e chegamos a ver que nossos esforços em busca da santidade são tão inúteis quanto os nossos esforços em busca da aceitação para com Deus, é que a porta de escape se abre outra vez.
Glória seja dada a Deus, pois há um caminho definido que conduz para fora da prisão da vida de luta e derrota, pecado e arrependimento, onde tantas almas se debatem por anos, após resolvida a questão do perdão. E este caminho é, novamente, o caminho de morte.
Um estágio de morte deve vir sobre a planta, antes que as novas folhas possam crescer e florescer. Deve haver uma escolha deliberada entre o antigo crescimento e o novo; um deve dar lugar ao outro; o fruto do carvalho tem que chegar ao ponto em que deixe de sustentar a pobreza da sua antiga existência, e permita que toda a seiva vá para o novo rebento; o galho deve retirar sua seiva da folha do ano anterior, e deixa-la fluir para o rebento deste ano.
E antes que a alma possa realmente entrar em uma vida de santidade, com todas as suas abençoadas e infindáveis possibilidades, uma escolha semelhante deve ser feita: todo pecado conhecido deve ser deliberadamente abandonado, para que a marcha ascendente possa ter pleno desenvolvimento.
“Mas”, você diz, “tenho tentado uma vez e outra abandonar o pecado; tenho orado e tenho feito propósitos, mas a vontade encontra seu caminho de volta pelos antigos canais, e mantém vivo o passado, antes que eu o perceba”.
Olhe para a nossa parábola. Os botânicos dizem que em volta do caule da folha, no outono, forma-se uma camada de células de parede fina denominada, “a camada da separação”. Estas células comprimem e rompem as células mais velhas, e, por sua vez, se desintegram até que, sem nenhum esforço, a folha se desprende num corte tão perfeito como se feito por uma faca. A planta sentencia a folha à morte, e os ventos de Deus executam a sentença.
Mas, onde está a barreira que podemos colocar entre nós e a velha natureza? Onde está a sentença de morte que podemos pronunciar sobre ela?
Estamos novamente de volta à cruz! É ali, ao nosso alcance. “Nosso homem velho foi crucificado; pois quem está morto está justificado do pecado”.
 












10 de agosto de 2013

John Angell James AVIVALISTA


John Angell James

É pela vontade e apontamento do Senhor Jesus Cristo, o glorioso Rei e Cabeça das Suas igrejas, que os seus membros devem se comportar em relação aos seus pastores como seus ministros, que vêm em nome dEle, carregam os mandamentos dEle e efetuam os negócios dEle; e que sejam tratados, em relação a qualquer coisa, de uma maneira que corresponda ao ofício que desempenham. Num sentido subordinado, eles são embaixadores de Cristo, e devem ser recebidos e estimados de uma maneira que corresponda à autoridade e glória do Soberano que os comissiona. Quem quer que os ofenda, insulte ou os negligencie, no exercício dos seus deveres oficiais, desobedece e despreza seu divino Mestre, que se ressente profundamente de todas as injúrias lançadas contra eles. Nenhum soberano terreno permite que seus mensageiros sejam rejeitados e insultados sem punição; muito menos o Senhor da igreja. Aqueles que entretêm baixos pensamentos a respeito do ofício pastoral negligenciam aridamente suas ministrações; quem fala com desdém dos seus ministros, quem excita um espírito de resistência aos seus conselhos, admoestações e reprovações, quem se esforça para diminuir aquela justa reverência, para que, por causa da sua obra, e em nome do seu Mestre, eles têm direito, certamente os despreza, e não apenas eles, mas a Ele que os enviou! E por tal conduta, eles certamente incorrerão no pesado desagrado de Cristo (Lucas 10.16; 1Tessalonicenses 5.13).

Mas, descendo aos particulares, os deveres dos membros da igreja para com seus pastores são:


 1. Submissão à sua autoridade justa e bíblica.
É prontamente admitido que não bíblica e, portanto, dominação usurpada do ministério é a raiz de onde surgem o completo sistema da tirania papal; que, surgindo como uma árvore venenosa no jardim do Senhor, secou por sua sombra, e marcou por sua influência, quase todas as plantas e flores do Cristianismo genuíno. É questão de não arrependimento, portanto, nem de surpresa, se um ciúme incessante for mantido por aqueles que entendem os princípios da liberdade religiosa contra as usurpações da autoridade pastoral. Domínio sacerdotal, tal como aparece no Vaticano, é a mais detestável e a mais maldosa de todas as tiranias; mas quando ele aparece no pastor de uma igreja independente, ao mesmo tempo despojado de todos os elementos de poder e das armadilhas da majestade, o simples mimetismo de autoridade é mais ridículo do que alarmante, e não possui nenhuma semelhança com seu protótipo em Roma, a semelhança de como fez o pequeno, coaxante e saltador animal da lagoa com o boi do campo, cujo orgulho o fez inflar até que estourasse.

No entanto, ainda assim, existe uma autoridade pertencente ao pastor, pois ofício sem autoridade é um absurdo! “Lembrem-se daqueles que têm governo sobre vocês”, disse São Paulo aos Hebreus (13.7). “Obedeçam aos que governam sobre vocês e sejam-lhes submissos, pois eles cuidam das suas almas” (13.17). Àqueles “que se devotaram a si mesmo ao serviço dos santos, também se sujeitem a estes” (1Coríntios 16.15-16). Estas injunções são inspiradas, e requerem obediência e submissão das igrejas cristãs aos seus pastores. A autoridade dos pastores, entretanto, não é legislativa ou coerciva, mas simplesmente declarativa e executiva. Definir com precisão seus limites é tão difícil quanto marcar os limites das várias cores do arco-íris, ou os limites da luz e escuridão na hora do crepúsculo no hemisfério.





 Este não é o único caso em que os limites da autoridade são deixados sem precisão definida pelas Escrituras. Os deveres da união conjugal são definidos da mesma maneira geral: o marido deve governar e a esposa deve se submeter. Mas ainda é difícil declarar onde, neste caso, autoridade e submissão terminam. Em cada um destes exemplos, a união é fundamentada sobre amor mútuo, confiança e estima e pode, portanto, ser racionalmente suposto que, sob estas circunstâncias, termos gerais são suficientes, e que não devem surgir lutas pelo poder. Se as pessoas veem a autoridade do seu pastor sendo empregada para o seu benefício, elas não se inclinarão a determinar por medições se ele ultrapassou os limites da sua autoridade. A própria circunstância da prerrogativa sendo assim definida deve, por um lado, fazer com que ele tema estendê-la, e de outro lado, torna a sua igreja cautelosa quanto a diminuí-la. É minha decidida convicção que, em algumas de nossas igrejas o pastor é reduzido muito abaixo do seu nível justo. Ele é considerado meramente como um simples irmão que discursa. Em algumas igrejas ele não possui nenhuma distinção oficial ou autoridade. Ele pode elogiar como um bajulador, ele pode pedir como um servo, ele pode galantear como um amante, mas não lhe é permitido comandar como uma autoridade. Sua opinião é recebida sem nenhum respeito, sua pessoa tratada sem nenhuma honra, e na presença de alguns dos seus tiranos leigos, se ele diz qualquer coisa, é semelhante aos antigos adivinhos, pois a ele é permitido apenas chiar e murmura com a boca no pó.

Aquelas pessoas que estão ansiosas para retirar dos seus pastores toda justa elevação, não podem esperar obter muita edificação a partir dos seus labores; pois instrução e conselho, como substâncias que caem na terra, impressionam a mente com uma força proporcional à altura da qual elas caem.

FONTE: John Angell James; Gardiner Spring. The Duties of Church Members To Their Pastors/A Plea To Pray for Pastors. Birmingham, AL: Solid Ground Christian Books, 2009. pp



         A GRANDEZA DO PASTORADO A obra é um clássico do século 19 [XIX], escrito por um pastor congregacional britânico, versa, sobre como fazer diferença em um mundo indiferente através de um ministério pastoral à luz da Palavra de Deus.

Seu autor, o pastor John Angell James, nasceu no final do Avivamento Wesleyano e morreu no ano do início de outro grande avivamento, em 1859. O título original da obra é An Earnest Ministry.

Lettie Cowman - Mananciais no Deserto



Lettie Cowman Burd (1870 - 1960) foi a autora do livro devocional “Mananciais no Deserto”. Ela também foi uma das fundadoras da Sociedade Missionária Oriental (posteriormente OMS Internacional, agora Society Mission One).
Lettie Cowman Burd nasceu em Afton, Iowa. Aos 15 anos de idade, ela conheceu seu futuro marido, Charles Cowman, um jovem operador de telégrafo. Quatro anos depois, em 08 de junho de 1889, eles se casaram. Charles também foi um dos fundadores da Sociedade Missionária Oriental. Lettie e Charles viviam em Glenwood Springs, Colorado, durante o primeiro ano de seu casamento. Depois de ter vivido lá por aproximadamente um ano, a altitude das Montanhas Rochosas deixou Lettie muito doente. Eles foram forçados a voltar para Chicago, onde viveriam awua próximos 10 anos. Enquanto estava lá, Charles trabalhou no escritório de telégrafo, onde ele tinha trabalhado anteriormente.
Após um profundo chamado, Lettie e Charles deixaram os Estados Unidos em 01 de fevereiro de 1901, para serem missionários no Japão. Eles trabalharam ao lado Juji Nakada, um amigo que tinham conhecido em sua igreja em Chicago. Em 1902, um amigo do escritório de telégrafo, Ernest Kilbourne, se juntou a eles para lhes ajudar. O Cowmans, Nakada e Kilbourne são considerados os quatro co-fundadores da Sociedade Missionária Oriental.




O trabalho no Japão crescia e em 1903, dois Institutos de Treinamento Bíblico tinham sido abertos no Japão. Estas escolas realizavam aulas durante o dia e à noite era o lugar de serviços de evangélicos abertos ao público. Dezenas de pessoas afluiam para o local todas as noites para ouvir a pregação de Juji Nakada. Em 1907, eles se expandiram para a Coréia e uma escola bíblica foi inaugurada em Seul, em 1910. (Bible Training Institute).
Ficou claro que todos os quatro co-fundadores tinham uma carga de profundidade em seu coração para o povo do Japão. Eles queriam chegar a tantas pessoas quanto pudessem com o Evangelho. Embora eles estivessem fazendo grandes avanços em seus objetivos, Charles não estava satisfeito. Isto levou ao início da Campanha de Vila Grande, em 1913. Seu objetivo era para cada pessoa no Japão ouvir o Evangelho em cinco anos. Equipes de missionários foram enviadas para cada vila japonesa proclamando o Evangelho e distribuindo Bíblias. Quando a saúde de Charles deu uma guinada para baixo em 1917, ele e Lettie foram forçados a voltar para a América. Em janeiro de 1918, receberam a notícia através da OMS Padrão que a Campanha da Aldeia Grande, foi concluído. Cerca de 60 milhões de japoneses foram equipados com o Evangelho, cobrindo 161 mil milhas quadradas (420.000 km2) de terra.
Charles morreu em setembro de 1924. Após a sua morte, Lettie encontrou uma nota dirigida a ela em sua Bíblia, afirmando: "Vá em frente com a minha tarefa inacabada". Apesar de seu luto, ela sabia que tinha um trabalho para concluir. No ano seguinte Lettie escreveu “Missionário Guerreiro”, uma biografia da vida de Charles Cowman. Ao escrever ela esperava que "uma cruzada mundial para atingir cada membro vivo desta geração com o evangelho". Após a morte de Charles, OMS continuou com co-fundador da EA Kilbourne como seu segundo presidente. Lettie continuou servindo com OMS como um dos co-fundadores. Quando Kilbourne morreu quatro anos depois de Charles, Lettie se tornou o terceiro Presidente da OMS.


No meio de sua carreira de escritora, Lettie continuou servindo como presidente da OMS como sua primeira prioridade. Ela estava determinada a realizar a Cruzada toda criatura (agora conhecido como Toda Comunidade para Cristo), que Charles começou no Japão como a Campanha da Aldeia Grande. Ela começou a falar em reuniões do acampamento e convenções. Assim como Charles sentiu um chamado forte para anunciar o Evangelho a todas as pessoas no Japão, Lettie sentiu um apelo semelhante para distribuir o Evangelho a todas as nações. Eles já tinham ido para o Japão, Coréia e China, assim que começou a fazer planos para ir para a Índia, África, América do Sul, Europa;. Todas as nações da terra.
Na Europa, eles se expandiram para países como a Finlândia, Estónia, Letónia, Polónia e Checoslováquia. Esta cruzada marcou um dos últimos grandes esforços evangelísticos na Europa antes de a Alemanha nazista assumiu o controle. Na América do Norte, Cuba era um país de foco. Em dezembro de 1941, uma cruzada começou no México. Esta foi a maior campanha evangelística que o México já tinha experimentado. Ao longo de cinco anos, o total de membros da igreja evangélica duplicou. Em 1943, a Sociedade Missionária Oriental entraram na América do Sul, um instituto bíblico se formou naquele ano, em Medellín, Colômbia.
No outono de 1949, Lettie sabia que seu tempo como presidente da OMS tinha chegado ao fim. Ela entregou o cargo e fundou duas novas corporações, Cowman Publicações e Cruzada Mundial do Evangelho.
Em 1957, aos 87 anos de idade, Lettie ficou muito doente. Três anos depois, ela morreu na Páscoa domingo, 17 de abril, 1960.

3 de agosto de 2013

Nicky Cruz




Nicky Cruz




A história de Nicky Cruz é parecida com a de milhares de jovens e adolescentes que vivem nas grandes cidades espalhadas pelo mundo. Rejeitado pelos pais, carente de afeto e atenção, ele fez das ruas o seu lar, dos amigos, a sua família. E acabou vivendo em um território sem lei, onde os fortes subjugam os fracos; onde não há espaço para os valores éticos e morais; onde tudo é conseguido na base da violência... Ainda que seja preciso matar.
Muitos leitores já conhecem um pouco da vida de Nicky Cruz, contada por David Wilkerson no livro "A Cruz e o Punhal". Agora ele mesmo conta sua emocionante experiência. É a história de um jovem que, pelo poder de Deus, abandonou o ódio e a violência para se tornar pregador de grande influência para milhares de outros jovens iguais a ele.
A história de Nick, escrita em linguagem fluente e espontânea, narra, com grande realismo, como é a vida nos guetos de Nova Iorque. Mostra como a criminalidade toma conta dos jovens cujas famílias não lhes dão a devida atenção. Ao mesmo tempo apresenta a solução para os problemas que esses jovens enfrentam, nos Estados Unidos ou em qualquer parte do mundo.
É um exemplo a ser seguido por todos os que desejam ajudar a minimizar o problema da delinqüência e da criminalidade em nossas cidades.


Nicky Cruz (San Juan, Porto Rico, 6 de Dezembro de 1938) foi o líder da famigerada gangue "The Mau-Maus" de Nova Iorque. Posteriormente se tornou um pastor religioso renomado.
Era caracterizado como uma pessoa muito incontrolável, que não tinha medo de nada nem de ninguém. Sua infância foi muito perturbadora, vivendo em um dos piores bairros de Porto Rico sempre se envolvia em confusão. Sua própria mãe o chamava de "Filho de Satã".
Em primeiro de janeiro de 1955, quando Nicky tinha 16 anos, seus pais não podendo mais o controlar o mandaram para casa de um dos seus irmãos mais velhos em Nova York. Chegando à casa de Frank, Nicky foi para a escola, lá viu como era difícil se relacionar com outras pessoas, ainda mais crianças e adolescentes, que considerara rebeldes e insencíveis. Nicky também não era um adolescente fácil e rapidamente fugiu, indo morar nas ruas.
Em Nova York havia muitas gangues de rua. As gangues eram espécies de grupos comandados por um presidente e o vice. Também havia os conselheiros de guerra, eles negociavam as brigas: Local,dia e hora. Suas brigas eram violentas, usavam desde tacos de beisebol, porretes, canivetes, correntes de bicicleta e etc. Muitos saíam deformados das brigas, já outros nem tinham chance de chegar ao hospital. Nicky, ouvindo falar dessas gangues, se interessou, assim entrou para uma gangue denominada os "Mau Maus". Nick era respeitado pelos seus colegas de gangue, conhecido como o mais bravo e forte nas brigas e rapidamente se tornou o líder desta gangue .







Conversão
Um pregador religioso chamado David Wilkerson, que pregava no bairro de Nicky , tentou convertê-lo mesmo após ter sofrido ameaças. Quando insistiu foi agredido por Nicky, mas não demonstrou ódio por isso.
Duas semanas mais tarde, David voltou ao bairro para uma reunião religiosa. Nicky, ao saber, decidiu agredir David, desta vez acompanhado por outros membros da gangue. Mas ao chegar ao local da reunião acabou se sentido culpado por suas atitudes anteriores e começou a rezar.
No dia seguinte Nicky foi à polícia e entregou todas suas armas. Também começou a estudar a Bíblia e retornou para a escola. Após estudar, inclusive teologia, por vários anos, Nicky também se tornou um pregador religioso. Voltou para o seu antigo bairro onde pregou e acabou persuadindo outros membros dos "Mau Maus" a se converterem, inclusive o novo líder da gangue .


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OBRAS



Foge Nick foge

2 de agosto de 2013

John Wesley Redfield - ODIADO NO INFERNO, AMADO NO CÉU


O texto a  seguir, que saiu  da pena de Catherine Booth deve agitar todos os que são mornos e indiferentes. Ela escreve: "Muitos não reconhecem esse fato como deveriam, de que  Satanás tem feito os homens dormir no pecado e que a sua maior estratégia  é mantê-los assim até o fim de suas vidas. Ele não se importa com o que fazemos, se estamos em pecado. Podemos cantar músicas de adoração, pregar sermões, orar de madrugada, subir ao monte e até falar  sobre o Juízo Final, e o adversário nunca vai preocupar-se sobre nós, se nós não temos condições de despertar ninguém do pecado. Mas se começarmos a despertar o embriagado pecador, ele e vai ranger  os dentes contra nós e nós certamente entraremos na lista dos verdadeiros inimigos do diabo. Este é o nosso trabalho -  acordar as pessoas. "



John Wesley Redfield era um homem que despertou tanto o pecador que dormia quanto  o descuidado cristão. Quando o Sr. Redfield orava ou pregava os homens e mulheres eram tocados por Jesus e voltavam para casa diferente do que quando entraram. Sob a influência do ministério de Mr. Redfield, os escravos do pecado foram levados ao arrependimento e totalmente libertos. Onde quer que ele pregava, igreja após igreja eram visitadas pela presença do Espírito Santo. Numa ocasião, o Sr. Redfield entrou no púlpito sentindo com um peso intenso pressionando o seu  coração. Sem hesitar, ele começou sua mensagem por descrever claramente todos aqueles que viveram na igreja durante anos sem a verdadeira graça salvadora, aqueles que já tinham ouvido grandes pregadores, que tinham visto a verdade vivida por outras pessoas diante deles e ainda assim, continuaram de coração duro, rejeitando o evangelho.

Com paixão, alertou todos aqueles que tinham evitado o caminho estreito do arrependimento e da cruz de Cristo. Enquanto  o Sr. Redfield falava o Espírito Santo trazia a convicção tremenda do pecado sobre toda a congregação. Alguns gritaram, alguns caíram prostrados antes que eles pudessem chegar ao altar, e outras caíram no altar. Neste exato momento, as pessoas a quilômetros de distância também caiam sob o poder de Deus na solidão de suas próprias casas.

John Wesley Redfield disse de si mesmo: "Deus me fez um homem áspero e me deu um evangelho duro para corações difíceis." Ele pregou a santidade à força em todos os lugares que ia. Isso às vezes despertou grande oposição, mas também trouxe grandes resultados. Igrejas mortas foram revividos, os novos convertidos foram instruídos e os enfermos eram muitas vezes curados. A doutrina do Sr. Redfield e a sua unção não foram emprestadas de seminários ou livros, mas nasceram dos momentos de  oração. "Freqüentemente ele gemia como que em agonia de morte e lutava em oração com Jacó em Peniel;. Então a vitória vinha, pessoas gritavam,  e vinham correndo confessar seus pecados, muitos perdiam a sua força e não a recuperavam até que eles prometessem obediência a Deus." Tais manifestações do poder de Deus freqüentemente seguiam o seu ministério. Sob a pregação de Redfield, em Nova York, as pessoas tentavam fugir pela porta  dos fundos da igreja para escaparem da forte  convicção do Espírito Santo que se manifestava naquele lugar. Eles, então, Caiam  desamparados nas ruas sob o poder de Deus. Quando encontrados mais tarde, eles foram confundidos por bêbados e  levados para a cadeia. A primeira noite que isso ocorreu os oficiais se maravilharam com os pecadores outrora rebeldes, agora  recuperados, arrependidos e louvando a Deus.

 A chave para o sucesso de John Wesley Redfield foi a sua total e implacável dependência de Jesus Cristo. Foi por muitas provações que ele aprendeu que não  poderia realmente fazer nada sem  a ajuda  de Jesus.

Não é verdade que grande parte da nossa incapacidade de produzir uma mudança duradoura fica aos pés da nossa própria auto-dependência e orgulho?

Precisamos recuperar a nossa simplicidade e alegria da devoção a Jesus. Devemos nos arrepender e colocar os nossos métodos e programas de auto-suficiência e, mais uma vez abraçar a "melhor parte" sentados aos pés de Jesus em humildade e oração. (Lucas 10:38-42)