12 de maio de 2013

Father Taylor de Boston – O santo lobo do mar


Father Taylor de Boston – O santo lobo do mar

 



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Edward Thompson Taylor, foi um pregador metodista que depois passou a ser um pregador independente, um dos primeiros da América que teve seu ministério junto com os marinheiros do porto de Boston, Massachussets.
Apesar de ser um vulto esquecido fora de Boston, ele foi um grande pregador, nunca foi a um seminário, mas seu talento raro na pregação foi amplamente reconhecido em seu tempo.  Ele foi um pregador de doutrinas tradicionais mas estilo pitoresco, sempre com muito humor, tal qual um autêntico lobo do mar.
Pregou aos marujos Iankes em uma antiga igreja perto das docas de Boston no final do século XIX. Ele veio da Virgínia, mas foi um homem do mar durante grande parte de sua vida e morreu 06 de abril de 1871 " assim como a maré que volta ao mar, no seu tempo, voltou para o oceano"
 
 Seu nome é relativamente desconhecido, fora de Boston apesar de Dickens, Mr. Jameson, Dr. Bartol e Bispo Haven e outros escritores da Nova Inglaterra terem mencionado Father Taylor em suas obras.
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Em sua igreja, tinha um púlpito alto, tal qual a tribuna do capitão dos barcos antigos e atrás do púlpito, estava pintada a figura de um navio antigo, singrando os mares através de tempestuosas ondas.
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Seus sermões não tinham a retórica dos grandes pregadores, mas eram cheios de vida e de poder de Deus. Ele não usava notas e fazia muitas alusões a navios, sobre o oceano e a vida dos marinheiros.
Argumentos, sempre breves e simples, mas com muita ação em seu bojo, pois ele sabia que para cativar a mente dos marinheiros a descrição de uma cena vívida seria indispensável.
 
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Quem ia a seus cultos sentia a mais profunda impressão das orações desse velho marujo, que invariavelmente eram seguidas de lágrimas, pois sua pregação conseguia vasculhar os segredos da alma e as  profundezas da consciência humana. Todos os ouvintes sentiam essa influência maravilhosa e terrível. Um jovem marinheiro, de Rhode Island, (que assistia o culto a cada domingo, disse: " Isso deve ser o Espírito Santo, que fala  no Novo Testamento ".
 
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Ele tinha uma grande vantagem sobre os outros pregadores...Ele tinha a experiência de conhecer a vida no mar, como ele mesmo dizia: “ Eu vivia alojado com todos os outros marujos dentro do navio, mas vocês nunca me viram com um linguajar profano ou uma vida obscena. Deus fez de mim uma prova que a vida de um  marinheiro não precisa ser movida a run e a víicios! ”

  


 Rev EH Sears disse dele "Sua eloquência era maravilhosa e seu controle sobre a audiência era quase absoluto. Lágrimas e risos se misturavam na platéia como chuva e sol em um dia de abril”

 

Ele tinha uma fertilíssima imaginação, que cativava os marinheiros , e seus sermões eram cheios de poesias apesar desta linguagem poética vir ao público como labaredas de fogo.

Um dos segredos para captar a atenção do povo era sua grande simpatia e a naturalidade com que pregava, chegando muitas vezes a conversar com as pessoas no meio do culto com a mesma liberdade com que conversava na rua.

 

Seu longo sucesso teria sido impossível sem o seu impagável senso de humor. Marinheiros da época eram praticamente alérgicos a todo tipo de culto tradicional e seus comportamentos e senso de humor eram quase bárbaros.

 Spurgeon disse,  "O humor pode e deve ser consagrado. Nós achamos que é um poder difícil de controlar, mas quando é própriamente usado, pode dar mais retorno do que podemos imaginar.Senhor Taylor fez muitos homens rirem e também chorarem”



Ele as vezes brincava com seus ouvintes que não queriam prestar    atenção chamando-os de “ asnos de Balaão” e provocando grandes risos na platéia.