Marcadores

Igrejas e Ministérios (134) GRANDES PREGADORES E AVIVALISTAS (40) HERÓIS DE NOSSA ÉPOCA (24) MISSIONÁRIOS QUE MUDARAM NAÇÕES (23) MULHERES DE FÉ (23) MESTRES DA IGREJA (20) EVANGELISTAS E MISSIONÁRIOS (17) GIGANTES DA FÉ (17) PRESBITERIANOS INESQUECÍVEIS (17) BATISTAS FAMOSOS (13) ESCRITORES E PENSADORES (12) REFORMADORES DA IGREJA (10) ANTIGOS METODISTAS (9) FILMES QUE TOCAM O CORAÇÃO (8) O LENDÁRIO EXÉRCITO DA SALVAÇÃO (7) ENTREVISTAS " FABULOSAS" (6) Esses Cristãos Extraordinários (6) HOMENS DE ORAÇÃO (6) MISSÕES (6) OS PURITANOS (6) PIONEIROS NO BRASIL (6) 15 COISAS QUE PRECISO SABER EM TEMPOS DE GUERRA (5) A B SIMPSON (5) LUTERANOS RENOMADOS (5) O Espírito Santo (5) A inabalável Corrie Ten Boom (4) EVANGELISTAS NOTÁVEIS (4) PASTORES E PROFETAS (4) 300 Profecias sobre o Messias de Israel (3) D L MOODY ESTUDOS E SERMÕES (3) O QUE PREGAVAM OS AVIVALISTAS INGLESES DO PASSADO? (3) “Os Deveres Mútuos dos Maridos e Esposas" (3) ENFIM LIVRE Martin Luther King (2) John Wesley usando o dinheiro para nos abençoar (2) Katharina Von Bora Lutero (2) Peter Marshall - Capelão do Senado Americano (2) Robert Hall Glover Pregando sobre Intercessão Missionária (2) SPURGEON (2) Bill Machesney O VERDADEIRO FILHO DO REI (1) Bud Robinson O MONTE MORIAH Lugar de sacrifício (1) Charles Finney (1) J WILBUR CHAPMAN (1) JOHN CENNICK Evangelista Morávio (1) Patricia St. John (1) Ralph Emerson Filósofo Cristão (1) Robert Lewis Dabney (1) Robert Murray M'Cheyne (1) Robert Pearsall Smith (1)

15 de fevereiro de 2013

BLAISE PASCOAL - O MATEMÁTICO QUE ORAVA

O Deus dos Cristãos Blaise Pascal O Deus dos Cristãos não consiste num Deus simplesmente autor das verdades geométricas e da ordem dos elementos; é a parte dos pagãos e dos epicuristas. Não consiste simplesmente num Deus que exerce a sua providência sobre a vida e sobre os bens dos homens, para dar uma feliz sequência de anos aos que o adoram; é a porção dos judeus. Mas, o Deus de Abraão e de Jacob, o Deus dos Cristãos, é um Deus de amor e de consolação: é um Deus que enche a alma e o coração que ele possui; é um Deus que lhes faz sentir interiormente a sua miséria e a sua misericórdia infinita, que se une ao fundo da sua alma; que a enche de humildade, de alegria, de confiança, de amor; que os torna incapazes de outro fim que não seja ele mesmo. O Deus dos Cristãos é um Deus que faz sentir à alma que ele é o seu único bem; que todo o seu repouso está nele; que não terá alegria senão em amá-lo; e que lhe faz ao mesmo tempo abominar os obstáculos que a retêm e a impedem de o amar com todas as suas forças. O amor-próprio e a concupiscência que a detêm lhe são insuportáveis. Esse Deus lhe faz sentir que ela tem esse fundo de amor-próprio e que só ele pode curá-la. (Eis o que é conhecer Deus como cristão. Mas, para conhecê-lo dessa maneira, é preciso conhecer ao mesmo tempo a sua miséria, a sua indignidade, e a necessidade que se tem de um mediador para se aproximar de Deus e para se unir a ele. É preciso não separar esses conhecimentos porque, uma vez separados, são não só inúteis, mas nocivos.) O conhecimento de Deus sem o da nossa miséria faz o orgulho. O conhecimento da nossa miséria sem o de Jesus Cristo faz o desespero. Mas, o conhecimento de Jesus Cristo nos isenta não só do orgulho como do desespero, porque encontramos nele Deus, a nossa miséria e a via única de a reparar. Podemos conhecer Deus sem conhecer as nossas misérias, ou as nossas misérias sem conhecer Deus; ou mesmo Deus e as nossas misérias, sem conhecer o meio de nos livrarmos das misérias que nos afligem. Mas, não podemos conhecer Jesus Cristo sem conhecer ao mesmo tempo Deus e as nossas misérias, assim como o remédio das nossas misérias; porque Jesus Cristo não é simplesmente Deus, mas um Deus reparador das nossas misérias. Assim, todos os que procuram Deus fora de Jesus Cristo e que se detêm na natureza, ou não acham nenhuma luz que os satisfaça, ou chegam a formar para si um meio de conhecer Deus e de o servir sem mediador, e por isso caem ou no ateísmo ou no deísmo, que são duas coisas que a religião cristã detesta quase que igualmente. É preciso, pois, tender unicamente a conhecer Jesus Cristo, uma vez que é só por ele que podemos pretender conhecer Deus de maneira que nos seja útil. Ele é que é o verdadeiro Deus dos homens, isto é, dos miseráveis e dos pecadores. É o centro de tudo e o objeto de tudo: e quem não o conhece não conhece nada na ordem do mundo, nem em si mesmo. Com efeito, além de só conhecermos Deus por Jesus Cristo, só nos conhecemos a nós mesmos por Jesus Cristo. Sem Jesus Cristo, é preciso que o homem esteja no vício e na miséria; com Jesus Cristo, o homem fica isento de vício e de miséria. Nele estão toda a nossa virtude e toda a nossa felicidade; fora dele, só há vício, miséria, erros, trevas, desespero, e só vemos obscuridade e confusão na natureza de Deus e em nossa própria natureza.