12 de fevereiro de 2013

John Nelson Hyde - O homem que orava

John Nelson Hyde foi um missionário norte-americano que pregou o Santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo no Punjab, na Índia. Nasceu neste dia, 9 de novembro de 1865, em Carrollton, no Illinois, nos Estados Unidos da América, sendo filho de Smith Harris Hyde, pastor da Igreja Presbiteriana em Carthage, Illinóis, nos Estados Unidos da América e de Lucinda (Taylor) Hyde. O seu pai, o pastor Hyde, era um homem de alma robusta e alegre, de estudos esmerados, de ânimo transbordante, e sobretudo, tinha o propósito fixo de servir a Deus de todo o seu coração. A mãe de João Hyde apreciava muito a música. Assim, João viveu a meninice entre cinco irmãos num lar feliz e carinhoso O Dr. Hyde costumava orar - tanto do púlpito como nos cultos domésticos - pedindo ao Senhor da seara que mandasse ceifeiros para a Sua seara. Não admira, portanto que Deus tivesse respondido às suas orações, chamado três de seus seis filhos para o trabalho missionário! A família de João tinha o hábito da oração. Consequentemente, quando João era jovem, aprendeu naturalmente os segredos da oração à qual o Senhor responde! Um dos irmãos de João, o Edmundo, foi preparar-se para ser missionário num seminário em Montana, onde contraiu uma febre e morreu. João questionava-se se deveria tomar o lugar do seu irmão Edmundo. Durante o seu último ano no Seminário Teológico de McCormick, foi ao quarto do seu amigo, o Sr. Konkle, para que ele o esclarecesse sobre o ser missionário no estrangeiro. Eis o que relata o Sr. Konkle dessa visita de João ao seu quarto: “Eu disse-lhe que ele sabia tanto como eu sabia sobre missões no estrangeiro. E que eu não acreditava que as opiniões que ele me estava a dar eram aquelas de que eu precisava. Eu achava que o caminho para resolver essa situação era colocá-la diante do nosso Pai, e esperar até que Ele a decidisse. Ficámos em silêncio mais algum tempo, e, dizendo ele que acreditava que eu estava certo, levantou-se e desejou-me boa noite. E eu ali fiquei.” Eis o que relata o Sr. Konkle
Na manhã seguinte Konkle sentiu uma mão no seu braço. Olhando ao redor, viu o rosto radiante de João, com uma nova visão. “Está assente, Konkle”, disse ele. João partiu para a Índia. A bordo do navio, abriu uma carta de um amigo que lhe escreveu dizendo que ele iria orar até que João fosse cheio do Espírito Santo. Irado João amassou a carta e arremessou-a para o lixo. Ele tinha rendido o seu coração ao Senhor, obteve a sua graduação, estudara línguas indianas e foi obediente no seu caminho para uma vida profissional. Como se atrevia este seu amigo a sugerir que ele não tinha o Espírito? Porém, quando ele se acalmou, percebeu que o seu amigo estava certo. Ele passou a rogar o poder do Espírito Santo. O resultado foi que João se tornou um notável intercessor, aquele que suplicava pelas almas e pelas necessidades dos outros. Ele foi apelidado de “O homem que orava.” Muitas vezes ele passava as noites em oração. O reavivamento na Índia começou quando ele uma noite chegou atrasado para uma reunião. “Eu tenho tido uma grande controvérsia com Deus. Sinto que Ele queria que eu aqui vos viesse testemunhar sobre algumas coisas que Ele tem feito por mim, e eu tenho vindo a argumentar com Ele que eu não deveria fazer isso. Apenas esta noite ... obtive a paz sobre o assunto e é que concordei em obedecer-Lhe, e agora vim para vos dizer algumas coisas que Ele tem feito por mim.” João contou-lhes como Deus o libertara de certos pecados. Logo os seus ouvintes estavam chorando e confessando os seus próprios. Em 1908, angustiado com a visão do pecado e das almas condenadas ao Inferno, ele pediu ao Senhor para que Ele trouxesse uma alma por dia para o Reino de Deus. Logo ele rogou para que fossem duas almas, e depois quatro. Deus respondeu às suas orações. No ano seguinte ele orou que “ganhasse” duas almas por dia (que não apenas fizessem uma oração de aceitação pela sua salvação, mas que fossem batizadas e consagradas a Jesus e integradas na assembleia local), e «ganhou» mais de oitocentas almas para Cristo. Então, em 1910, ele orou para “ganhar” quatro almas por dia e Deus concedeu-lhe o pedido. Mas, durante aquele ano, como sua saúde piorava, um amigo persuadiu-o a ir um médico. Em março de 1911, Hyde teve de dizer adeus à Índia. O seu coração adoecera e necessitava de cuidados médicos.
Durante a consulta o cardiologista disse-lhe: “O seu coração está em péssimas condições. Nunca me deparei com um caso tão grave como o seu. O seu coração saiu da sua posição natural, do lado esquerdo e deslocou-se para o lado direito! Isto parece-me ser causado por muito stress e tensão! O seu coração está em tal condição que serão necessários muitos meses de descanso completo para trazê-lo de volta a algo parecido com o seu estado normal. O que é que tem feito a si mesmo? A menos que mude totalmente a sua vida e desista da tensão e do stress, ou você está morto em meia dúzia de meses!” João Hyde gastara a sua vida agonizando em oração! Este foi o tremendo preço pago por João Hyde! Pelas dores de parto da salvação destas almas! Ainda nos Estados Unidos, verificou-se mais tarde que ele tinha também um tumor maligno no cérebro. Era necessária uma cirurgia. John Nelson Hyde morreu em 17 de fevereiro de 1912. As suas últimas palavras foram “Aclamai com brados de alegria a vitória de Jesus Cristo!” Artigo de Carlos António da Rocha Publicada por Carlos António da Rocha à(s) 20:22:00