14 de fevereiro de 2013

Lewis Sperry Chafer

Seu Ministério Foi ordenado em 1900 por um Conselho de Ministros Congregacionais na Primeira Igreja Congregacional em Buffalo. Em 1901, mudou-se para Chafer Northfield, Massachusetts e começou a participar nas conferências Bíblicas de Northfield. Foi por meio dessas conferências que Chafer envolveu-se com muitos líderes espirituais, incluindo o Dr. CI Scofield, e foi em associação com Scofield que Chafer mudou a direção de seu ministério de um evangelista itinerante para o de professor de Bíblia. Manteve estreita associação com os últimos vinte anos de vida de Scofield, e tornou-se associado com o seu ministério que se tornou seu mentor. Em 1909 tornou-se presidente da Conferência Northfield. Durante este período inicial, Chafer começou a escrever e desenvolver sua teologia. Durante os primeiros 10 anos com Scofield, Chafer começou a ensinar na Mt. Hermon School for Boys e publicou seus primeiros três livros, "Estudos na Estrutura Elementar da Ciência da Música", "Satanás", e "O Verdadeiro Evangelismo." Ele ajudou Scofield no estabelecimento da Escola de Bíblia da Filadélfia em 1913, e de 1923 a 1925, atuou como secretário-geral da Missão da América Central. Quando Scofield morreu em 1921, Chafer mudou-se para Dallas, Texas, para pastorear a Primeira Igreja Congregacional de Dallas, que próprio Scofield havia fundado em 1882. Então, em 1924, com a sua visão educacional fundou o Colégio Teológico Evangélico, que mais tarde seria rebatizado como Dallas Theological Seminary. Chafer serviu para o resto de sua vida, quase 30 anos, como presidente desta escola e professor de teologia sistemática, demitiu-se do pastorado da igreja e da agência missionária, mas começou a escrever mais e permaneceu muito ativo em conferências bíblicas. Um trabalho muito significativo de Chafer foi "Temas Principais da Bíblia" que foi escrito em 1926 e foi o precursor da sua maior obra, "Teologia Sistemática", publicada em 1948. Também contribuiu para a "Teologia Sistemática" de Chafer o fato de que a escola assumiu a publicação da revista "Bibliotheca Sacra". Esta é uma revista que tinha sido publicada desde o início de 1800, e para a qual Chafer escreveu muitos artigos que contribuíram diretamente para o seu conjunto de teologia. Chafer teve uma enorme influência sobre o movimento evangélico. Entre seus alunos estão Jim Rayburn , fundador da , Kenneth N. Taylor , autor de The Living Bible , Howard Hendricks , J. Dwight Pentecost , Charles Caldwell Ryrie , J. Vernon McGee , RB Thieme, Jr. e John Walvoord , que o sucedeu como presidente no Seminário Dallas. Ele é amplamente reconhecido como um dos fundadores do moderno Dispensacionalismo e foi veementemente contra a teologia do pacto. Chafer morreu em 22 de Agosto de 1952. Obras. Em 1933, adquiriu o jornal Dallas Bibliotheca Sacra e começou a publicar em 1934. Chafer escreveu centenas de artigos para este jornal. Em 1947, após dez anos de trabalho, ele completou sua Teologia Sistemática em oito volumes. Esta foi a primeira vez que um quadro pré-milenista, dispensacionalista da teologia cristã foi sistematizada em um único formato. Os livros eram tão populares que esgotou a primeira impressão em seis meses e precisava de uma terceira edição em dois anos. A série foi impressa muitas vezes desde então por uma série de editoras. Muitos dos livros de Chafer têm sido reimpressos várias vezes por várias editoras diferentes. Alguns deles: TRÊS CLASSES DE HOMENS por Lewis Sperry Chafer Entre o caráter e o género de vida diária dos Cristãos existe uma manifesta diferença. Esta diferença é reconhecida e definida no Novo Testamento. Há uma possibilidade de aperfeiçoamento tanto nesse caráter como nesse género ele conduta diária de muitos Cristãos, sendo esse aperfeiçoamento experimentado por todos aqueles Cristãos que cumprem certas condições. Estas constituem, também, um tema importante na Palavra de Deus. O Apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito, dividiu toda a família humana em três classes: 1) O “homem natural”, aquele que não “nasceu de novo”, o homem que nunca se mudou espiritualmente; 2) O “homem carnal”, aquele que é “menino em Cristo” e que anda “conforme o homem”; e 3) o homem “espiritual”. Estes grupos são classificados pelo Apóstolo segundo a sua capacidade em compreender e receber uma certa forma de Verdade, que nos é “revelada” dos fatos pelo Espírito. Os homens são bem diferentes uns dos outros quanto ao fato do novo nascimento e da vida de poder e da bênção divina; todavia a classificação desses indivíduos é revelada claramente pela atitude que tomam perante os fatos revelados. Em 1Co 2:9 a 3:4 está estabelecida esta tripla classificação, cuja passagem começa como se segue: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito.” Apresenta-se, assim, bem clara, a distinção entre os assuntos gerais do conhecimento humano que são adquiridos pela faculdade de observação, pela percepção auditiva ou pelo “coração” (o poder racional)! e aqueles outros assuntos que se afirma, serem-nos “revelados” pelo Seu Espírito. Aqui não há qualquer outra referência senão aquela que já está incluída nas Escrituras da Verdade, e esta revelação é ilimitada, como nos prova a continuação da passagem citada. “Porque o Espírito(Aquele que revela) penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”. Portanto, os homens são classificados conforme a sua capacidade para compreender e receber as “profundezas de Deus”. Mas ninguém, por si só, pode chegar ao âmago destas “profundezas de Deus”, “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” (que as conhece). No entanto, é possível a uma pessoa, mesmo sem auxílio (quer dizer, conduzida só por si), penetrar nos assuntos do seu semelhante, porquanto nele existe “o espírito do homem”. Mas não pode estender ou sair da sua esfera. Não lhe é possível conhecer, por experiência própria, as coisas do reino animal que é inferior a ele; tão pouco pode entrar numa esfera mais elevada e experimentar as coisas de Deus. Mesmo que o homem, só por si, não possa compreender os mistérios de Deus, o Espírito conhece-os, e, por isso, todo aquele que estiver intimamente relacionado com esse Espírito, poderá também atingir o conhecimento desses mistérios. E a passagem bíblica continua: “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que (“as profundezas de Deus”, aquelas que o olho não viu, etc.) nos é dado gratuitamente por Deus”. “Nós, (isto é, todos os salvos sem exceção) recebemos o Espírito que provém de Deus”. Eis aqui uma grande possibilidade. Ficando nós tão vitalmente relacionados com o Espírito de Deus, a tal ponto que Ele passa a habitar dentro de nós, é possível, devido a essa circunstância, virmos a conhecer “o que nos é dado gratuitamente por Deus”. Só por nós, porém, jamais poderíamos alcançar esse conhecimento, porque o Espírito é que sabe, Ele é que habita em nós e é Ele que tudo nos revela. Esta revelação divina é-nos transmitida em “palavras” que só o Espírito Santo ensina, como o Apóstolo continua expondo: “As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais”. O Livro de Deus é um Livro de palavras, e as mesmas palavras que exprimem a “sabedoria humana” exprimem também as coisas que “o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem.” Todavia, aquele que não é ajudado pelo Espírito, não pode compreender estas “profundezas de Deus”, ainda que expressas nas palavras mais familiares ao homem, a não ser, repetimos, que elas sejam “reveladas” por esse Espírito de verdade. Mesmo assim, e avançando no conhecimento destas coisas reveladas, o progresso só é alcançado quando as coisas espirituais forem comparadas com outras espirituais. Os segredos espirituais devem ser comunicados por meios espirituais. Fora do Espírito não pode haver compreensão espiritual.