9 de agosto de 2011

John Wesley, considerado o homem mais influente da história da inglaterra. Fundou a igreja metodista e boicotou a revolução francesa




John Wesley
Eu me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar" - John Wesley (respondendo à pergunta de como ele atraía as multidões)
"Eu considero todo o mundo como a minha paróquia; em qualquer parte que eu esteja, eu considero que é certo, correto e o meu sagrado dever declarar a todos que estejam dispostos a ouvir, as boas novas da salvação." - John Wesley
"Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo." - John Wesley
(Citações do livro "On Earth as it is in Heaven" por Stephen L Hill)
O Grande Reavivament dos anos 1739 - 91 é frequentemente chamado de Reavivamento Wesleyano. É que, embora Deus tivesse usado grandemente George Whitefield, os dois irmãos Wesley e dúzias de pregadores leigos para acender o fogo de reavivamento, John Wesley pregou em mais lugares, a mais pessoas e durante um maior número de anos do que os outros. Ele também fez mais para conservar o fruto do reavivamento. John Wesley foi claremente o líder escolhido por Deus para este impressionante despertamento espirtual. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento







Em 1729 Charles Wesley, o irmão de John, e mais dois estudantes começaram um pequeno grupo que se reunia para oração, estudo bíblico e encorajamento mútuo. John logo tornou-se o líder do grupo, que era chamado o "Clube Santo". Eles usavam um sistema metódico de auto-exame e auto-disciplina, e por este motivo foram chamados de 'metodistas' por alguns. O grupo nunca cresceu muito, variando entre 10 e 15 membros, com um máximo de 25. Um outro jovem chamado George Whitefield juntou-se ao grupo depois de alguns anos, tornando-se um grande amigo de John Wesley.









John Wesley
Em 28 de junho de 1703 nascia em Lincolnshire, na Inglaterra, o fundador da Igreja Metodista Wesleyana: John Wesley, cuja esposa chamava-se Mary Wesley, era o 12º dos dezenove filhos do reverendo Samuel Wesley, um pároco de Epworth.

Quando completava seis anos, quase perdeu a vida num incêndio à noite, provocado por um grupo de malfeitores. Ele foi realmente um tição tirado do fogo

Enquanto John Wesley era ordenado ao ministério e ajudava o pai em casa, Charles, o irmão mais novo, organizava em Oxford um pequeno grupo de estudantes para orações regulares, estudos bíblicos e outros serviços cristãos. O Clube Santo, como era chamado, incluía vários integrantes, que, mais tarde, tornaram-se pioneiros de um avivamento, ocorrido no século XVIII, destacando-se, entre outros, George Whitfield.

Obedecendo ao Senhor, John Wesley viajou para colônia em Georgia, como capelão, em 1736. Charles nesta época, era secretário do governador e o piedoso trabalho em Georgia, embora com muitas lutas, teve sucesso mais tarde. O reverendo George Whitfield, depois de visitar a sede do movimento, escreveu: "O eficiente trabalho de John Wesley na América é impressionante. Seu nome é muito precioso entre o povo, pois tem edificado as fundações que, espero, nem homens nem demônios a abalem".

Aprendendo a Confiar

Em contato com German Moravian Christians na América, Wesley questionava sobre as verdades cristãs. Sabia muito bem que o êxito de seus trabalhos estava nas mãos de Deus e, por isso, começou a buscá-lo em oração. Não demorou muito tempo e, em 24 de maio de 1738, acabou encontrando a resposta quando, de volta para a Inglaterra, resolveu registrar tudo quanto acontecera naquele dia: "A tarde, visitando a sociedade em Aldersgate Street, li o ‘Prefácio da epístola aos Romanos’ na versão de Lutero, cujas palavras tocaram-me profundamente. Senti meu coração bater fortemente. E, desde aquele momento, aprendi a confiar em Cristo como meu Salvador. Estou seguro de que os meus pecados estão perdoados. Me salvei da lei do pecado e da morte". Esta experiência mudou o rumo da vida de Wesley que, a partir daquele momento, passou a ser uma nova criatura, sendo consagrado o maior apóstolo da Inglaterra.

John Wesley começou o trabalho de pregação ao ar livre quando viajava para Bristol a fim de ajudar George Whitfield, que na época era conhecido como o mais eloqüente pregador da Inglaterra. Wesley, a princípio, rejeitou a idéia, mas uma vez convencido da vontade de Deus, acabou se tornando mais famoso que Whitfield.

Embora fosse sábio e proeminente, o itinerante evangelista era um homem simples e executou muitas obras sociais. As suas poderosas mensagens muito influenciaram a igreja que, no ano de 1739, adquiriu uma sede para o movimento metodista

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Mais tarde, John Wesley instalou a sua própria casa na parte superior da capela, onde passou a morar com a sua família. Em 1746, abriu um centro de atendimento médico e escola gratuitos, com capacidade para 60 estudantes, contratou farmacêutico, cirurgião e dois professores e, em 1748, alugou uma casa conjugada para refugiar viúvas e crianças.

Muitos foram os patrimônios conseguidos pela igreja durante os 40 anos do movimento metodista em Moorfield, organizada por John Wesley. .

No dia do Ano Novo, 1739, John e Charles Wesley, George Whitefield e mais quatro membros do Clube Santo fizeram uma festa de amor [santa ceia] em Londres. 'Cerca de três da manhã, enquanto estávamos orando, o poder de Deus caiu tremendamente sobre nós, a tal ponto que muitos gritaram de alegria e outros caíram ao chão (vencidos pelo poder de Deus). Tão logo nos recobramos um pouco dessa reverência e surpresa na presença da Sua majestade, começamos a cantar a uma voz: "Nós te louvamos, ó Deus; Te reconhecemos como Senhor"'. Este evento foi chamado de Pentecoste Metodista. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento


Sua Morte

Mesmo depois de velho quase cego e paralítico, John Wesley continuava pregando em City Road e Latherhead. E, quando percebeu que sua vida estava chegando ao fim sentou-se numa cama, bebeu um chá e cantou:

"Quando alegre eu deitar este corpo e minha vida for coroada de bênção, quão triunfante será o meu fim!

Eu glorificarei a meu Criador enquanto tenho fôlego;

E, quando a minha voz se perder na morte, empregarei minhas forças; em meus dias o glorificarei enquanto tiver fôlego até o fim de minha existência".

Wesley foi enterrado no Jardim-túmulo, em frente à capela em City Road, sob as luzes das lanternas, na manhã de 2 de março de 1791. Morreu com os olhos abertos e balbuciando a seguinte palavra: "Farwell" (adeus). Cerca de 10 mil pessoas acompanharam o funeral. E a lápide até hoje indica o significado histórico: "À memória do venerável John Wesley: o último companheiro do Lincoln College, Oxford..."

George Whitefield e John Wesley
Whitefield continuou pregando a milhares, na Inglaterra e nos Estados Unidos, até sua morte, aos 56 anos, em 1770. Ele e o John Wesley tiveram uma diferença de teologia, com o Whitefield se tornando calvinista e associando-se à igreja Presbiteriana, porém os dois permaneceram grandes amigos. Sabendo das suas diferenças doutrinárias, alguem perguntou a Whitefield se ele achava que iria ver o John Wesley no céu. "Temo que não", ele respondeu, "ele estará tão perto do trono eterno, e nos tão distantes, que quase não veremos ele".


WESLEY E O USO DO DINHEIRO
(Será que você gosta mesmo de Wesley? )
O contexto do ensino de nosso Senhor. A importância do assunto apresentado. O modo irracional de tratar o assunto, por arte dos poetas e oradores pagãos. As funções importantes do dinheiro como instrumento de fazer o bem. Dai as seguintes regras:

I. “Ganhai o mais que puderdes” – sem dano à tua vida, ou saúde, ou alma, ou a teu próximo no tocante a seu corpo ou sua alma. Ganha o mais que possas com honestidade, atividade e bom senso.

II. “Economizai o mais que puderdes”. Não gastes em desejos da carne, ou dos olhos, ou do orgulha; e, se não gastas Contigo mesmo, também não gastes com teus filhos, nem deixes fortuna para eles gastarem.

III. “Dai o mais que puderdes”. 1. Provê o necessário a ti mesmo, conscienciosamente, como diante de Deus. 2. A todos os que dependem de ti, incluindo-se todos os teus empregados. 3. Dá, segundo um juízo correto, tudo que sobrar, a Deus. Lembra-te de que não a décima parte, ou a quinta, ou a terça, ou a metade, mas tudo é de Deus.


SERMÕES DE JOHN WESLEY



O Grande Julgamento

“Todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo" (Rm 14.10)



QUANTAS circunstâncias concorrem para levantar a terribilidade da presente solenidade! A multidão geral de pessoas de todas as idades, sexo, classe social e condição de vida, reunidas de boa ou má vontade, não só das vizinhanças, mas também de regiões distantes. Crimino­sos, para prontamente serem levados à frente e sem meio de fuga; oficiais, esperando em seus vários postos para executar as ordens que lhes serão dadas; e o representante de nosso Soberano gracioso, a quem tão altamente honramos e reverenciamos. Outrossim, a ocasião desta assembléia muito acrescenta à solenidade: ouvir e determinar as causas de todo tipo, algumas das quais são da mais importante natureza, cuja causa depende não menos que a vida ou a morte — morte que revela a face da eternidade! Sem dúvida que foi para au­mentar o sentimento sério destas coisas, e não apenas na mente do povo. que a sabedoria de nossos antepassados não desdenhou desig­nar até as diminutas circunstâncias desta solenidade. Para esses tam­bém, pelos olhos ou pelos ouvidos, pode afetar o coração mais pro­fundamente; e quando visto sob esta luz, trombetas, estrofes, vestuá­rio já não são mais fúteis ou significantes, mas servis, em tipo e grau, para os mais valiosos fins da sociedade.

Mas, tão terrível quanto é esta solenidade, outra mais terrível esta à mão. Pois ainda por um pouco de tempo e todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo. Porque está escrito: Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" (Rm 14.10-12).

Tivessem todos os homens um profundo senso dessa realidade, quanto efetivamente garantiria os interesses da sociedade! Pois que motivo mais convincente haveria para a prática da moralidade genu­ína, para uma busca firme da virtude sólida e um andar uniforme na justiça, misericórdia e verdade? O que fortaleceria nossas mãos em tudo o que é bom e nos dissuadiria de tudo o que é mau, senão uma convicção forte disto: "Eis que o juiz está à porta" (Tg 5-9), e que breve estaremos diante dEle?

Pode não ser impróprio ou inadequado ao desígnio da presente assembléia considerarmos:



I. As principais circunstâncias que precederão nossa posição perante o Tribunal de Cristo.

II. O próprio julgamento; e

III. Algumas circunstâncias que o seguirão.



I. Consideremos, primeiramente, as principais circunstâncias que precederão nossa posição perante o Tribunal de Cristo.



1. "Deus mostrará sinais na terra", particularmente Ele se levanta­rá "para assombrar a terra" (Is 2.19). "'De todo vacilará a terra como o ébrio e será movida e removida como a choça de noite" (Is 24.20). "Haverá terremotos" (não somente em diversos, mas) "em todos os lugares"; não apenas em uma, nem em algumas, mas em todas as partes do mundo habitável, "como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto". Em um deles, "toda ilha fugiu, e os montes não se acharam" (Ap 16.18,20).

Entrementes, todas as águas do globo sentirão a violência desses choques; "o mar e as ondas rugindo" com tal agitação como nunca se soubera antes desde o momento em que "as fontes do grande abismo se romperam" para destruir a terra, que então "subsistia na água e pela água". O ar será todo tempestade e tormenta, cheio de vapores escuros e colunas de fumaça, ressoando com trovões de pólo a pólo e rasgado com dez mil raios. Mas a comoção não parará na região do ar; "as potências dos céus serão abaladas" (Mt 24.29). "E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas" (Lc 21.25), as coisas fixas como tam­bém as que se movem ao redor delas. "O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes de chegar o grande e glorioso Dia do Se­nhor" (At 2.20). "As estrelas retirarão seu brilho" e "cairão do céu", sendo lançadas de suas órbitas. E então será ouvido o clamor univer­sal de todas as companhias celestiais, seguido pela "voz do arcanjo", proclamando a vinda do Filho de Deus e do Homem, "e a trombeta de Deus" soando um alarme a todos os que dormem no pó da terra. Por esta causa, todos os sepulcros se abrirão e os corpos das pessoas ressuscitarão. O mar também entregará os mortos que nele houver e todos ressuscitarão com "o seu próprio corpo', o seu próprio em substância, embora tão mudados em suas propriedades que não po­demos conceber agora. "Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade" (1 Co 15.53). "A morte e o Hades", o mundo invisível, "entregarão os mortos que neles houver", de forma que todos os que já viveram e morreram desde que Deus criou o homem serão ressus­citados incorruptíveis e imortais.



2. Ao mesmo tempo, o Filho do Homem "enviará os seus anjos" sobre toda a terra, "os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" (Mt 24.31). E o próprio Senhor virá com nuvens na sua glória e na glória de seu Pai, com dez mil dos seus santos, miríades de anjos, e se assentará no trono da sua glória. "E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. E porá as ovelhas [os bons] à sua direita, mas os bodes [os maus] à esquerda" (Mt 25.32.33). Concernente a esta assembléia geral, o discí­pulo amado fala: "E vi os mortos [todos os que morreram], grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros [ex­pressão figurativa, referindo-se ao modo de proceder entre os ho­mens]. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras" (Ap 20.12).



II. Estas são as principais circunstâncias que estão registradas nos oráculos de Deus, que precederão o julgamento geral. Em segundo lugar, consideraremos o próprio julgamento, tanto quanto agradou a Deus revelá-lo.



1. A pessoa por quem Deus julgará o mundo é o seu Filho unigênito, cujas "saídas são desde a eternidade"; "que é Deus sobre todos, bendito para sempre". A Ele, sendo o brilho resplandecente da glória do Pai, "a imagem expressa da sua pessoa", o Pai "entregou todo o julgamento, porque ele é o Filho do Homem"; porque, embora sendo Ele "em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fa­zendo-se semelhante aos homens"; porque, "achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente" (Fp 2.6-9), até em sua natureza humana, e "ordenou-o", como homem, a levar em juízo os filhos dos homens, a ser o Juiz dos vivos e dos mortos, tanto os que forem achados vivos na sua vinda, quanto os que já terão sido reunidos a seus pais.



2. O tempo, denominado pelo profeta como "o grande e terrível Dia", é intitulado nas Escrituras como "o Dia do Senhor'. O espaço desde a criação do homem na terra até o fim de todas as coisas é "o Dia dos filhos dos homens"; o tempo que agora está passando é apropriadamente "os nossos dias". Quando este terminar virá o Dia do Senhor. Mas quem pode dizer por quanto tempo continuará? "Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mi! anos, como um dia" (2 Pe 3-8). E desta mesma expres­são alguns pais da antigüidade chegaram à conclusão de que o que é chamado o Dia do Julgamento seria mil anos; e parece que eles não foram além da verdade; muito provavelmente não atingiram o ponto. Pois, se considerarmos o número de pessoas que deverão ser julgadas, e as ações que deverão ser investigadas, não parece que mil anos bastarão para tudo o que está reservado àquele dia; portanto, não é improvável que inclua vários milhares de anos. Mas Deus também revelará isto a seu tempo.



3. Com respeito ao lugar onde o gênero humano será julgado, não temos relato explícito na Escritura. O eminente escritor (que não está só; muitos são da mesma opinião) supõe que será na terra onde as obras foram feitas, de acordo com as quais as pessoas serão julgadas; e que Deus empregará, para essa ordem, os anjos do seu exército:



Para alisar e alongar o espaço ilimitado,

E espraiar uma área para o gênero humano.



Mas talvez esteja mais de acordo à contagem de nosso Senhor, quanto à sua vinda nas nuvens, supor que será na terra, se não "duas vezes a altura planetária". E esta suposição não é pouco favorecida pelo que o apóstolo Paulo escreve aos tessalonicenses: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" (1 Ts 4.16,17).

Assim parece muito provável que o grande trono branco será exal­tado sobre a terra.



4. Quem pode contar as pessoas a serem julgadas, mais do que se pode contar as gotas da chuva ou a areia do mar? "Olhei", disse o apóstolo João, "e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia con­tar, [...] trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos" (Ap 7.9). Quão imensa deve ser a multidão total de todas as nações, famílias, povos e línguas; todos que saíram dos lombos de Adão desde que o mundo começou até o tempo que não será mais! Se admitirmos a suposição comum, que não parece de modo algum absurda, de que a terra suportaria ao mesmo tempo não menos que quatrocentas mi­lhões de almas viventes — homens, mulheres e crianças —, que con­gregação todas estas gerações farão, pois que se sucederam umas às outras durante sete mil anos!



O mundo em exércitos do grande Xerxes,

o orgulhoso exército de Canas,

Todos eles estão aqui; e aqui estão todos os perdidos,

Seu número se avulta para ser discernido em vão,

Perdido como uma gota no alto-mar desmedido.



Todo homem, toda mulher, toda criança de dias que já respiraram o ar vital ouvirão a voz do Filho de Deus, sairão à vida e aparecerão diante dEle. E este é o significado natural desta expressão: "os mor­tos, pequenos e grandes". Todos universalmente, todos sem exceção, todos de toda idade, sexo ou posição social, todos que já viveram e morreram ou sofreram a mudança que será o equivalente da morte. Por muito tempo antes daquele dia, o fantasma da grandeza some e reduz-se a nada, mesmo no momento da morte que desaparece. Quem é rico ou grande no sepulcro?



5. E todo homem ali 'dará conta de si mesmo a Deus" (Rm 14.12). Sim, uma total e verdadeira conta de tudo o que fez quando estava no corpo, quer bem quer mal.

Nem só todas as ações de todos os filhos dos homens serão leva­das à contemplação pública, mas todas as palavras; "toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo", de modo que "por tuas palavras", como também por tuas obras, "serás justificado e por tuas palavras serás condenado" (Mt 12.36,37). Então

Deus não trará à luz cada circunstância que acompanhou cada pala­vra ou ação, e se não alterou a natureza, pelo menos diminuiu ou aumentou a bondade ou maldade delas? E o quanto isto lhe é fácil, pois está perto de nossa cama e em volta de nosso caminho, e espia tudo o que fazemos! Sabemos que a escuridão não é escura para Ele, "mas a noite resplandece como o dia" (Si 139.12).



6. Ele trará à luz as obras ocultas das trevas e até os pensamentos e intentos do coração. E não é de admirar, pois Ele "esquadrinha todos os corações e entende todas as imaginações dos pensamentos1'. Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar" (Hb 4.13). "O inferno e a perdição estão perante o Senhor; quanto mais o coração dos filhos dos homens!" (Pv 15.11).



7. Naquele dia será revelada cada obra interior de toda alma hu­mana; cada apetite, paixão, inclinação, afeto, com suas várias combi­nações, com cada temperamento e disposição que constituem o cará­ter complexo de cada indivíduo. Assim estará claro e infalivelmente visto quem era justo e quem era injusto, e em que grau cada ação, pessoa ou caráter era ou boa ou má.



8. "Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, bendi­tos de meu Pai, [...] porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me-, estava nu, e vestistes-me" (Mt 25.34-36). Da mesma forma, todo o bem que eles fizeram na terra será recitado diante dos homens e dos anjos; tudo o que eles tinham feito em palavra ou ação, no nome ou no interesse do Senhor Jesus. Todos os desejos, intenções e pensamen­tos bons e todas as disposições santas também serão lembrados. Pa­recerá que embora fossem desconhecidos ou estivessem esquecidos entre os homens, Deus os anotou em seu livro. Outrossim, todos os sofrimentos pelo nome de Jesus e pelo testemunho de uma boa cons­ciência serão mostrados para louvor do Juiz justo, honra diante dos santos e anjos, e aumento do "peso eterno de glória mui excelente" (2 Co 4.17).



9. Porém, as más ações (considerando que, se tomarmos a vida inteira, não há homem na terra que viva e não peque) também serão lembradas naquele dia e mencionadas na grande congregação? Mui­tos acreditam que sim e perguntam: "Isto não implicaria que os sofri­mentos não estavam completos, mesmo quando a vida terminou, visto que eles ainda teriam tristeza, vergonha e confusão de face para suportar?" E perguntam ainda mais: "Como pode ser isso reconciliado com a declaração de Deus feita pelo profeta: Se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer juízo e justiça. [...] De todas as suas transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele' (Ez 18.21,22)? Como isso é consistente com a promessa que Deus fez a todos os que aceitam o concerto do Evangelho: 'Perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados' (Jr 31.34), ou como expressa o apóstolo: 'Serei misericordioso para com as suas iniqüidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais (Hb 8.12)?"



10. Podemos responder que é evidente e absolutamente necessá­rio para a plena glória de Deus, para a manifestação clara e perfeita da sua sabedoria, justiça, poder e misericórdia para com os herdeiros da salvação, que todas as circunstâncias desta vida sejam colocadas em exibição pública, junto com todos os temperamentos, desejos, pensamentos e intentos do coração; caso contrário, como se tornaria visível a profundidade de pecado e miséria da qual a graça de Deus os tinha livrado? E. com efeito, se a vida de todos os filhos dos ho­mens não fosse revelada publicamente, a surpreendente contextura da providência divina não seria notória, nem em mil instâncias pode­ríamos "justificar os caminhos de Deus para com os homens", a me­nos que as palavras de nosso Senhor fossem cumpridas no seu senti­do extremo, sem restrição ou limitação: "Portanto, não os temais, porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se" (Mt 10.26). A abundância das dispensações de Deus sob o sol ainda pareceria sem razão. E então só quando Deus trouxer à luz todas as coisas escondidas da escuridão, quem quer que sejam os atores, serão vistos quão sábios e bons são todos os seus caminhos, que Ele viu através da nuvem espessa e governou todas as coisas pelos sábios conselhos da sua própria vontade, que nada foi deixado à sorte ou capricho dos homens, mas firme e terna-Wente disposto por Deus, e por Ele forjado numa cadeia relacionada de justiça, misericórdia e verdade.



11. Na revelação das perfeições divinas, os justos se regozijarão com alegria indizível, longe de sentirem tristeza ou vergonha doloridas Por qualquer uma das transgressões passadas que há muito foram obliteradas como nuvem e lavadas pelo sangue do Cordeiro. Será abun­dantemente suficiente para eles que todas as transgressões que come­teram não sejam nunca mencionadas para seu prejuízo; que os peca­dos, transgressões e iniqüidades não sejam mais lembrados para sua condenação. Este é o significado claro da promessa, e isto todos os filhos de Deus considerarão verdadeiro, para o seu consolo perpétuo.



12. Depois que os justos forem julgados, o Rei se voltará para os que estiverem à sua mão esquerda, e eles também serão julgados, cada um de acordo com suas obras. Não só as obras exteriores serão levadas em conta, como todas as palavras más que eles alguma vez falaram, sim, todos os desejos, afetos, temperamentos maus que têm ou tiveram lugar na alma, e todos os pensamentos ou desígnios maus que foram apreciados no coração. A alegre sentença de absolvição será pronunciada para os que estiverem à mão direita, a terrível sen­tença de condenação para os que estiverem à esquerda, ambas as quais têm de permanecer fixas e imutáveis como o trono de Deus.



III. Em terceiro lugar, consideremos algumas das circunstâncias que seguirão o julgamento geral.



1. A primeira circunstância é a execução da sentença pronunciada sobre os maus e os bons. "E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna" (Mt 25.46). Observe que é usada a mesma palavra, tanto na cláusula primeira quanto na cláusula última: conclu­ímos que ou a punição dura para sempre, ou a recompensa também virá a ter um fim. Não, nunca, a menos que Deus tivesse fim, ou sua misericórdia e verdade pudessem falhar. "Então, os justos resplande­cerão como o sol, no Reino de seu Pai" (Mt 1343) e beberão dos rios de delícias que estão eternamente à mão direita de Deus. Porém aqui todas as descrições ficam aquém do alvo, todas as linguagens huma­nas falham. Somente aquele que é levado ao terceiro céu pode ter uma concepção justa dessa cena. Mas mesmo tal pessoa não pode expressar o que viu; não é possível ao homem exprimir tais coisas.

Os ímpios, nesse entretempo, serão lançados no inferno, até to­dos os indivíduos que se esquecem de Deus. Eles "padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder" (2 Ts 19) Eles serão "lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre" (Ap 19.20), originalmente preparado para o Diabo e os seus anjos, onde eles morderão a língua pela angústia e dor. Eles amaldiçoarão a Deus e olharão para cima. Ali os cães do inferno, orgulho, malícia, vingan­ça, ira, horror, desespero, continuamente os devoram. Ali "a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso, nem de dia nem de noite" (Ap 14.11). Pois "o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga" (Mc 9.44).



2. Então os céus serão enrolados como um rolo de pergaminho e passarão com grande ruído; eles fugirão da face daquEle que se as­senta no trono, e não haverá lugar para eles. O mesmo modo de extinção dos céus nos é revelado pelo apóstolo Pedro: "O Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, arden­do, se fundirão" (2 Pe 3.12). Toda construção será subvertida por aquele elemento furioso, a ligação de todas as suas partes será destruída e todo átomo será rompido à parte dos outros. Pelo mesmo processo, "a terra c as obras que nela há se queimarão" (2 Pe 3-10). As grandi­osas obras da natureza, os montes perpétuos, as montanhas que de­safiaram a fúria do tempo e mantiveram-se impassíveis por tantos milhares de anos, desmoronarão em mina abrasadora. Quanto menos as obras de arte, embora de tipo mais durável, o esforço extremo da indústria humana, tumbas, pilares, arcos triunfais, castelos, pirâmides, poderão resistir ao conquistador flamejante! Tudo, tudo morrerá, pe­recerá, desaparecerá como um sonho do qual alguém desperta!



3. Alguns grandes e bons homens imaginaram que assim como se exige o mesmo Poder Todo-poderoso para aniquilar as coisas quanto para criar, falar dentro ou fora do nada, assim nenhuma parte de um átomo no universo será total ou finalmente destruída. Antes, eles su­põem que a última operação do fogo, que já observamos, é reduzir em vidro o que, por uma força menor, tinha sido reduzido a cinzas. Assim, no dia que Deus ordenou, toda a terra, se não os céus materi­ais também, sofrerão esta mudança, depois da qual o fogo não pode ter mais poder sobre os resíduos. Eles reputam que isto está insinua­do pela expressão na revelação feita ao apóstolo João: "E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal" (Ap 4.6). Por ora, não podemos afirmar ou negar tal idéia, mas saberemos mais adiante.



4. Se é inquirido por zombadores, por filósofos insignificantes, tomo estas coisas podem ser? De onde viria tamanha quantidade de fogo que consumiria os céus e toda a terra? Primeiramente, nós os lembraríamos que esta dificuldade não é peculiar ao sistema cristão. A mesma opinião é quase universalmente mantida entre os pagãos tolerantes. Mas, em segundo lugar, é fácil responder, mesmo com nosso conhecimento pequeno e superficial das coisas naturais, que há depósitos abundantes de fogo prontamente preparados e armaze­nados para o Dia do Senhor. Quão rápido um cometa, comissionado por Ele, pode deslocar-se das regiões mais distantes do universo? E se ele se dirigisse à terra em seu retorno do sol, quando é algumas milhares de vezes mais quente que uma bala de canhão incandescente, quem não perceberia qual seria a conseqüência imediata? Mas para não irmos tão alto quanto aos céus etéreos, não poderiam os mesmos raios que dão brilho ao mundo, se ordenados pelo Senhor da nature­za, trazer ruína e destruição absolutas? Ou para não irmos mais longe que o próprio globo, quem sabe que enormes reservatórios de fogo líquido estão contidos, de século em século, nas entranhas da terra? Etna, Hecla, Vesúvio e todos os outros vulcões que arrojam chamas e brasas de fogo; que são eles senão as provas e bocas dessas fornalhas ardentes, e ao mesmo tempo as provas de que Deus tem em pronti­dão meios para cumprir sua palavra? Se observássemos não mais que a superfície da terra e as coisas que nos cercam por todos os lados, é muito certo (como milhares de experiências provam, além da possibi­lidade de negação) que nós, nós mesmos, nosso corpo inteiro, estamos cheios de fogo, como também tudo o que nos rodeia. Não é fácil tornar este fogo etéreo visível ao olho nu e produzir desse modo os mesmos efeitos na matéria combustível, que é produzida pelo fogo culinário? Deus não precisa mais que soltar essa cadeia secreta por meio da qual este agente irresistível está agora preso e acha-se aquiescente em cada partícula da matéria? E quão rápido a estrutura universal se partiria em pedaços e envolveria tudo em uma ruína comum!



5. Há mais uma circunstância que se seguirá ao julgamento, a qual merece nossa séria consideração: "Segundo a sua promessa", diz o apóstolo Pedro, "aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça" (2 Pe 3.13). A promessa está na profecia de Isaías: "Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lem­brança das coisas passadas, nem mais se recordarão" (Is 65.17). tão grande será a glória das últimas coisas. Estas o apóstolo João viu nas visões de Deus: "E vi", disse ele, "um novo céu e uma nova terra, porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram. [...] E ouvi uma grande voz do [terceiro] céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus" (Ap 21.1,3)-Então, todos eles inevitavelmente estarão alegres: "E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas" (Ap 21.4). "E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro" (Ap 22.3); eles terão o mais próximo acesso e. dali. à sua semelhança mais sublime. Esta é a expressão mais forte na linguagem da Escritura para denotar a felicidade mais perfeita. "E verão o seu rosto, e na sua testa estará o seu nome" (Ap 22.4); eles serão abertamente reconhecidos como propriedade de Deus e sua natureza gloriosa brilhará visivelmente neles. "E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia, e reinarão para todo o sempre" (Ap 22.5). Sofro ao acrescentar algumas palavras a todos os que estão neste momento diante do Senhor. Ao longo do dia vocês não manteriam em mente que um dia mais terrível está vindo? Que grande assem­bléia é esta! Mas o que é para aquEle que todo o olho o verá, esta assembléia geral de todos os filhos dos homens que já viveram na face da terra! Alguns estarão diante do tribunal nesse dia para serem julgados quanto às acusações; e agora estão reservados na prisão, talvez em cadeias, até que sejam levados a julgamento e condenados. Porém, cada um de nós — eu que falo c vocês que ouvem — "dará conta de si mesmo a Deus" (Rm 14.10). E agora estamos reservados nesta terra, que não é nossa casa, nesta prisão de carne e sangue; talvez muitos de nós em cadeias das trevas também, até que receba­mos a ordem de sermos transportados. Aqui alguém está questionan­do a respeito de um ou dois atos que lhe é suposto ter cometido. Ali temos de dar conta de todas as nossas obras desde o berço até o sepulcro; de todas as palavras; de todos os desejos e temperamentos; de todos os pensamentos e intenções do coração; de todos os usos que fizemos de nossos vários talentos, quer da mente, corpo ou fortu­na, até que Deus diga: "Presta contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo" (Lc 16.2). Em nossa contabilidade é possível que alguns que são culpados escapem por falta de provas; mas não há falta de provas nesse tribunal. Todas as pessoas com as quais você teve 0 mais secreto intercurso, que eram conhecedoras de todos os seus desígnios e ações, estão prontas diante de sua face. Assim estão todos os espíritos das trevas que inspiraram desígnios maus e ajudaram em sua execução. Assim estão todos os anjos de Deus, os olhos do Senhor que percorrem toda a terra de um lado ao outro, que cuidavam da sua alma e trabalhavam para o seu bem, tanto quanto você permitia. Assim é a sua própria consciência, mil testemunhas em uma, agora não mais capaz de ser abafada ou silen­ciada, mas constrangida a saber e falar a verdade nua, referindo-se a todos os pensamentos, palavras e ações. E a consciência não é como mil testemunhas? Sim, mas Deus é como mil testemunhas. Quem pode estar perante a face do grande Deus, mesmo nosso Salvador Jesus Cristo?

Vejam! Vejam! Ele fez das nuvens sua carruagem! Ele cavalga nas asas do vento! Um fogo voraz vai diante dEle, e após Ele uma chama que queima! Vejam! Ele se assenta no trono, vestido com luz como de uma veste, adornado com majestade e honra! Vejam, os seus olhos são como chama de fogo; sua voz como o som de muitas águas! Como vocês escaparão? Vocês chamarão as montanhas para que cai­am sobre vocês, e as pedras para os cobrirem? Ai, as próprias monta­nhas, as pedras, a terra, os céus, estão prontos a fugir! Vocês podem evitar a sentença? Com quê? Com toda a fazenda de sua casa, com milhares em ouro e prata? Cegos miseráveis! Vocês chegaram nus do ventre de sua mãe e mais nus à eternidade. Ouçam o Senhor, o Juiz! "Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25.34). Som jubiloso! Quanto é extensamente diferente daquela voz que ecoa pela expan­são do céu: 'Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, prepa­rado para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41)! E quem pode evitar ou retardar a plena execução de qualquer uma das sentenças? Vã espe­rança! O inferno é removido de baixo para receber os que estão prontos para a destruição. E as portas eternas descerram-se para que os herdeiros da glória entrem!

"Que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade?" (2 Pe 3.11) Sabemos que não pode ser muito tempo antes que o Senhor desça com a voz do arcanjo e a trombeta de Deus, quando cada um de nós comparecerá diante dEle e prestará contas das suas obras. "Pelo que, amados, aguardando estas coisas", vendo que vós sabeis que Ele virá e não tardará, "procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz" (2 Pe 3.14). Por que não deveríamos? Por que um de vós seria achado à mão esquerda quando Ele vier? Ele não deseja que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependi­mento; pelo arrependimento, à fé num Senhor sangrento; pela fé, ao amor imaculado; à plena imagem de Deus renovada no coração e produzindo toda a santidade de convivência. Você pode duvidar, quan­do se lembra que o Juiz de todos é igualmente o Salvador de todos? Ele não o comprou com o seu próprio sangue para que você não perecesse, mas tivesse a vida eterna?

Faca prova de sua misericórdia, em vez da sua justiça; do seu amor, em vez do trovão do seu poder! Ele não está longe de cada um de nós; e hoje Ele vem, não para condenar, mas para salvar o mundo. Ele está entre nós! Pecador, Ele não bate agora mesmo à porta do seu coração? Que você saiba, pelo menos neste dia, as coisas que perten­cem à sua paz. Que agora você se entregue a Ele, que se deu por você. em fé humilde, em amor santo, ativo e paciente! Assim você se regozijará com suprema alegria pelo Dia de Cristo, quando Ele vier nas nuvens do céu!




João Wesley