27 de abril de 2013

HAROLD OCKENGA - FUNDADOR DOS SEMINÁRIOS FULLER E GORDON-CONWELL








Harold Ockenga  e o neo –evangelicalismo*




·      O NEO EVANGELICALISMO FOI A TENTATIVA DE CONCILIAR POSIÇÕES FUNDAMENTALISTAS COM CONCEITOS MODERNOS

Harold J. Ockenga foi instruído por um dos maiores presbiterianos fundamentalistas da história, o Dr. J. Gresham Machen. Ockenga até se separou com o Dr. Machen da tomada modernista de Princeton para o Seminário de Westminster. Ele era um amigo íntimo e colega de classe de um dos fundamentalistas mais combativos daquele tempo, o Dr. Carl McIntire.

Ockenga tornou-se um dos primeiros formandos do Seminário de Westminster. Posteriormente, Ockenga assumiu o pastorado da Igreja Congregacional da Rua do Parque, em Boston, estado de Massachusetts. Ele foi um prestigioso, dignificado e conservador pastor presbiteriano com um ministério muito bem-sucedido.

A despeito de tudo isso, o Dr. Ockenga tinha algumas questões com sua herança fundamentalista e partiu para transicionar a igreja para uma nova posição dentro da era “moderna”. Ockenga foi o fundador da Associação Nacional dos Evangélicos e, embora essa organização inicialmente incluísse fundamentalistas da antiga linha, como John R. Rice, Charles Woodbridge, Bob Jones Sr., e outros.

. Em 1948, ele detalhou os objetivos do neo-evangelicalismo:

  • Os neo-evangélicos enfocariam as questões sociais que os fundamentalistas evitavam.
  • Os neo-evangélicos incluiriam com a salvação uma “filosofia social”.
  • Os neo-evangélicos “não investigariam as personalidades que adotam ou defendem o erro”.
  • O cristão não deve ser obscurantista em questões científicas como a Criação, a idade do homem, a universalidade do Dilúvio, e outras questões bíblicas discutíveis.
  • As questões intelectuais devem ser respondidas dentro da estrutura do aprendizado moderno e deve haver liberdade nas áreas menos importantes.

Além disso, Ockenga designou e promoveu especificamente quatro agências para o avanço do neo-evangelicalismo:


  • A Associação Nacional dos Evangélicos,
  • O Seminário Teológico Fuller,
  • A revista Christianity Today e
  • Evangelismo de massas encabeçado pelos Ministérios Billy Graham. (4)

Por volta de 1956, a lista de credenciais de Ockenga atingiu proporções que poderiam facilmente ser descritas como incríveis.

  • O “pai” do neo-evangelicalismo.
  • Primeiro presidente da Associação Nacional dos Evangélicos.
  • Pastor da Igreja Congregacional da Rua do Parque.
  • Primeiro presidente do Seminário Teológico Fuller.
  • Presidente da junta da revista Christianity Today.
  • Presidente da Escola Teológica Gordon-Conwell.
  • Diretor da Associação Evangelística Billy Graham. (5).

Essencialmente, Ockenga foi um dos primeiros a propor que os cristãos conservadores e fundamentalmente ortodoxos adotassem certos aspectos da cultura popular. (Neste caso, esses aspectos eram aqueles da extremidade mais elevada da cultura popular os atributos intelectuais, científicos e eclesiásticos da “camada superior” da sociedade).

 A base dessa posição originou-se como uma reação contra o fundamentalismo militante e “atrasado”. Ele e seus cúmplices sentiam que a militância fundamentalista era ofensiva demais, e os indivíduos intelectualmente mais astutos afastavam-se do evangelho, em vez de serem atraídos a Cristo devido à falta de intelectualismo no fundamentalismo. Como reação a essa questão, a estratégia da infiltração incluía uma visão menos dogmática das doutrinas “não-essenciais”, como a Criação recente e a inerrância das Escrituras. Como resultado da influência de Ockenga, os neo-evangélicos responderam ao sedutor chamado para o intelectualismo e o relativismo cultural.

Em resumo:

  • Harold J. Ockenga e seus aliados criaram um movimento que retinha fundamentos de ortodoxia conservadora e itens do modernismo teológico que não feriam os fundamentos apostóloicos.
  • Ockenga e seus seguidores expressavam uma  crítica pelo fundamentalismo e buscavam uma síntese com a teologia moderna.
  • A “estratégia da infiltração” nas camadas sociais como forma de alcançar os perdidos para o evangelho.

 

  • Os pontos acima formaram os conceitos fundamentais da Religião Orientada Para Resultados, pois os pastores que vieram  a seguir não beberam das águas límpidas que Ockenga bebeu e não conseguiram ser como ele foi, modernos no que é preciso e conservador no que é necessário  e continuaram a intelectualizar a igreja esquecendo de princípios antigos vitais, que fizeram a igreja perseverar por mais de 2.000 anos.